NÃO CARREGUE SUA CRUZ SOZINHA

Não carregue sua cruz sozinha
Fale das suas perdas e medos
dos seus projetos naufragados
dos seus sonhos molhados
nos turbilhões dos oceanos

Fale dos seus desenganos
e desaventuranças
para que seu Anjo da Guarda
retorne com a esperança
para o coração indene

Não carregue sua cruz sozinha
Na Via Crucis
Jesus não recusou a ajuda de Simão
o negro de Cirene

Não carregue sua cruz sozinha

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ENTRA, CRISTO, A PORTA DO CORAÇÃO ESTÁ ABERTA!

por Flavio Ricardo Chaves

E lá se vai mais um ano de vida. O que posso dizer é que sou muito grato por tudo que nela aconteceu, enfrentada com muita luta, momentos mágicos, instantes equilibristas para sobreviver.

Conquistei vitórias vista pela ótica do reconhecimento de guerreiro e a dedicação que impregnei na trilha do coração e da alma. Sou grato a minha família, pois sem ela, literalmente, eu não estaria até onde cheguei e sinceramente nada seria.

A felicidade está em mim por estar rodeado do calor humano e a amizade de tantos corações que me querem bem, embora muitos dos que esperei o sim; recebi o não, porém nada doeu, pois lhes ofertei o caminho da ausência, da distância, portanto como ser humano que sou lhes presenteei com o perdão!

Viver é estar a caminho, em busca de uma constante realização não somente minha, mas também levantar gestos e atitudes para o crescimento da humanidade e o fazer a justiça para que todos tenham o direito a hóstia da vida ou ao pão nosso de cada dia.

A vida é bela e digna de ser vivida.

Obrigado, Senhor por tudo, a tua presença no mundo já é tudo em nós.

Pode entrar Jesus que a porta dos nosso corações estão abertas. Amém!

 

FLAVIO RICARDO CHAVES

PAPA FRANCISCO Hoje em dia, a casa vai ficando vazia

Em último dia de sua passagem por Cuba, Papa Francisco enalteceu a família como escola da humanidade. A família nos salva da colonização do dinheiro
Papa Francisco saudou família que partilhou com a comunidade sobre as dificuldades de viver uma ‘igreja doméstica’. Foto CTV

Papa Francisco saudou família que partilhou com a comunidade sobre as dificuldades de viver uma ‘igreja doméstica’. Foto CTV

Para Francisco, diante de uma sociedade administrada pela tecnocracia econômica, é necessária uma nova aliança do homem e da mulher para emancipar os povos da “colonização do dinheiro”. Esta aliança, defendeu o Papa, deve voltar a orientar a política, a economia e a convivência civil.
Desta aliança, a comunidade conjugal-familiar do homem e da mulher é a gramática gerativa. Deus confiou à família não o cuidado de uma intimidade fim em si mesma, mas o projeto de tornar “doméstico” o mundo.

“Propriamente a família está no início, na base desta cultura mundial que nos salva; nos salva de tantos ataques, destruições, colonizações, como a do dinheiro e a das ideologias que tanto ameaçam o mundo. A família é a base para defender-se”, disse o Papa.

Francisco salientou que tudo o que acontece entre o homem e a mulher deixa marcas na criação. Em concreto, o pecado original – a rejeição à bênção de Deus – adoeceu o mundo. Mas, recordou, Deus nunca abandonou o homem; no livro do Gênesis, a promessa feita à mulher parece garantir a cada nova geração uma bênção especial para defender-se do maligno.

“Existem muitos clichês, às vezes ofensivos, sobre a mulher sedutora que inspira o mal. Ao invés, há espaço para um teologia da mulher que seja à altura desta bênção de Deus para ela e para a geração!”, defendeu.

Cristo, recordou o Papa, nasceu de uma mulher. “É a carícia de Deus sobre as nossas chagas, nosso erros e pecados. Mas Deus nos ama como somos e quer levar-nos avante com este projeto, e a mulher é a mais forte a levá-lo avante.”

Francisco ressaltou que a promessa que Deus faz ao homem e à mulher inclui todos os seres humanos até o fim da história. “Se tivermos fé suficiente, as famílias dos povos da Terra se reconhecerão nesta bênção. Caminhando juntos, sem fazer proselitismo”, disse o Papa, pedindo a bênção de Deus às famílias de todos os ângulos da Terra.

Família, escola da humanidade

por Alessandra Borges

Em seu último dia de visita pastoral a Cuba, o Papa Francisco se encontrou com a famílias cubanas na Catedral de Nossa Senhora da Assunção, nesta terça, 22, na cidade de Santiago. Em seu discurso, o Pontífice agradeceu o acolhimento que recebeu em sua passagem pelo arquipélago, enaltecendo que se sentiu em casa durantes estes dias.

“Concluir a minha visita vivendo este encontro em família é motivo para agradecer a Deus pelo ‘calor’ que brota de gente que sabe receber, que sabe acolher, que sabe fazer sentir-se em casa. Obrigado!”, disse Francisco.

Papa Francisco iniciou o seu discurso agradecendo a coragem de um casal que testemunhou para todos os presentes “os seus anseios e esforços para viver no lar como uma ‘Igreja doméstica’”.

“A comunidade cristã designa as famílias pelo nome de igrejas domésticas, porque é no calor do lar onde a fé permeia cada canto, ilumina cada espaço, constrói comunidade; porque foi em momentos assim que as pessoas começaram a descobrir o amor concreto e operante de Deus”, explicou o Papa.

Utilizando-se do Evangelho de São João na passagem bíblica das bodas de Caná, e também a relação de amizade de Jesus com Lázaro, Marta e Maria, o Santo Padre exemplificou sobre a importância do ambiente familiar e das relações de amor e afeto que se formam.

“Jesus escolhe estes momentos para nos mostrar o amor de Deus, Jesus escolhe estes espaços para entrar nas nossas casas e ajudar-nos a descobrir o Espírito vivo e atuante nas nossas realidades cotidianas. É em casa onde aprendemos a fraternidade, a solidariedade, o não ser prepotentes. É em casa onde aprendemos a receber e agradecer a vida como uma bênção, e aprendemos que cada um precisa dos outros para seguir em frente. É em casa onde experimentamos o perdão, e somos continuamente convidados a perdoar, a deixarmo-nos transformar. Em casa, não há lugar para ‘máscaras’: somos aquilo que somos e, de uma forma ou de outra, somos convidados a procurar o melhor para os outros”, ressaltou o Papa.

 

Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que a família, em muitas culturas, está deixando desaparecer os encontros e as festas familiares. “Sem família, sem o calor do lar, a vida torna-se vazia; começam a faltar as redes que nos sustentam na adversidade, alimentam na vida quotidiana e motivam na luta pela prosperidade”, exortou.

“A família é escola da humanidade, que ensina a pôr o coração aberto às necessidades dos outros, a estar atento à vida dos demais. Apesar de tantas dificuldades que afligem hoje as nossas famílias, não nos esqueçamos, por favor, disto: as famílias não são um problema, são sobretudo uma oportunidade; uma oportunidade que temos de cuidar, proteger, acompanhar”, afirmou o Santo Padre.

Segundo o Papa, quando formos questionados sobre o futuro da crianças, e que tipo de sociedade queremos deixar para elas, devemos responder que é um lugar que exista a presença das famílias.

“É certo que não existe a família perfeita, não existem esposos perfeitos, pais perfeitos nem filhos perfeitos, mas isso não impede que sejam a resposta para o amanhã. Deus incentiva-nos ao amor, e o amor sempre se compromete com as pessoas que ama. Portanto, cuidemos das nossas famílias, verdadeiras escolas do amanhã”, aconselhou o Pontífice.

Após o discurso, Papa Francisco, se dirigiu a parte externa da catedral de Nossa Senhora da Assunção para saudar os fiéis que o aguardavam com palavras de amor e saudação para as famílias.

Discurso do Papa Francisco, no encontro com as famílias na Catedral de Nossa Senhora da Assunção, em 22 de setembro de 2015, Santiago, Cuba

Estamos em família! E quando alguém está em família, sente-se em casa. Obrigado, famílias cubanas! Obrigado, cubanos, por me terdes feito sentir todos estes dias em família, por me terdes feito sentir em casa. Este encontro convosco é como «a cereja sobre o bolo». Concluir a minha visita vivendo este encontro em família é motivo para agradecer a Deus pelo «calor» que brota de gente que sabe receber, que sabe acolher, que sabe fazer sentir-se em casa. Obrigado!

Agradeço a D. Dionisio García, Arcebispo de Santiago, a saudação que me dirigiu em nome de todos e ao casal que teve a coragem de partilhar com todos nós os seus anseios e esforços para viver o lar como uma «igreja doméstica».

O Evangelho de João apresenta-nos, como primeiro acontecimento público de Jesus, as bodas de Caná, uma festa de família. Está lá com Maria, sua mãe, e alguns dos seus discípulos partilhando a festa familiar.

As bodas são momentos especiais na vida de muitos. Para os «mais veteranos», pais, avós, é uma ocasião para recolher o fruto da sementeira. Dá alegria à alma ver os filhos crescerem, conseguindo formar o seu lar. É a oportunidade de verificar, por um instante, que valeu a pena tudo aquilo por que se lutou. Acompanhar os filhos, apoiá-los, incentivá-los para que possam decidir-se a construir a sua vida, a formar a sua família, é um grande desafio para todos os pais. Os recém-casados, por sua vez, encontram-se na alegria. Todo um futuro que começa; tudo tem «sabor» a coisas novas, a esperança. Nas bodas, sempre se une o passado que herdámos e o futuro que nos espera. Sempre se abre a oportunidade de agradecer tudo o que nos permitiu chegar até ao dia de hoje com o mesmo amor que recebemos.

E Jesus começa a sua vida pública numa boda. Insere-Se nesta história de sementeiras e colheitas, de sonhos e buscas, de esforços e compromissos, de árduos trabalhos lavrando a terra para que dê o seu fruto. Jesus começa a sua vida no interior de uma família, no seio de um lar. E é no seio dos nossos lares que Ele incessantemente continua a inserir-Se, e deles continua a fazer parte.

É interessante observar como Jesus Se manifesta também nos almoços, nos jantares. Comer com diferentes pessoas, visitar casas diferentes foi um lugar que Jesus privilegiou para dar a conhecer o projeto de Deus. Vai à casa dos seus amigos – Lázaro, Marta e Maria -, mas não é seletivo: não Lhe importa se são publicanos ou pecadores, como Zaqueu. E não era só Ele que agia assim; quando enviou os seus discípulos a anunciar a boa nova do Reino de Deus, disse-lhes: «Ficai na casa [que vos receber], comendo e bebendo do que lá houver» (Lc 10, 7). Bodas, visitas aos lares, jantares: algo de «especial» hão-de ter estes momentos na vida das pessoas, para que Jesus prefira manifestar-Se aí.

Lembro-me que, na minha diocese anterior, muitas famílias me explicavam que o único momento que tinham para estar juntos era, normalmente, o jantar, à noite, quando se voltava do trabalho e as crianças terminavam os deveres da escola. Era um momento especial de vida familiar. Comentava-se o dia, aquilo que cada um fizera, arrumava-se a casa, guardava-se a roupa, organizavam-se as tarefas principais para os dias seguintes. São momentos em que uma pessoa chega também cansada, e pode acontecer uma ou outra discussão, um ou outro «litígio». Jesus escolhe estes momentos para nos mostrar o amor de Deus, Jesus escolhe estes espaços para entrar nas nossas casas e ajudar-nos a descobrir o Espírito vivo e actuante nas nossas realidades cotidianas. É em casa onde aprendemos a fraternidade, a solidariedade, o não ser prepotentes. É em casa onde aprendemos a receber e agradecer a vida como uma bênção, e aprendemos que cada um precisa dos outros para seguir em frente. É em casa onde experimentamos o perdão, e somos continuamente convidados a perdoar, a deixarmo-nos transformar. Em casa, não há lugar para «máscaras»: somos aquilo que somos e, duma forma ou doutra, somos convidados a procurar o melhor para os outros.

Por isso, a comunidade cristã designa as famílias pelo nome de igrejas domésticas, porque é no calor do lar onde a fé permeia cada canto, ilumina cada espaço, constrói comunidade; porque foi em momentos assim que as pessoas começaram a descobrir o amor concreto e operante de Deus.

Em muitas culturas, hoje em dia, vão desaparecendo estes espaços, vão desaparecendo estes momentos familiares; pouco a pouco, tudo leva a separar-se, a isolar-se; escasseiam os momentos em comum, para estar juntos, para estar em família. Assim não se sabe esperar, não se sabe pedir licença ou desculpa, nem dizer obrigado, porque a casa vai ficando vazia: vazia de relações, vazia de contatos, vazia de encontros. Recentemente, uma pessoa que trabalha comigo contava-me que a sua esposa e os filhos tinham ido de férias e ele ficara sozinho. No primeiro dia, a casa estava toda em silêncio, «em paz», nada estava fora do lugar. Ao terceiro dia, quando lhe perguntei como estava, disse-me: quero que regressem todos já. Sentia que não podia viver sem a sua esposa e os seus filhos.

Sem família, sem o calor do lar, a vida torna-se vazia; começam a faltar as redes que nos sustentam na adversidade, alimentam na vida cotidiana e motivam na luta pela prosperidade. A família salva-nos de dois fenómenos atuais: a fragmentação (a divisão) e a massificação. Em ambos os casos, as pessoas transformam-se em indivíduos isolados, fáceis de manipular e controlar. Sociedades divididas, quebradas, separadas ou altamente massificadas são consequência da ruptura dos laços familiares, quando se perdem as relações que nos constituem como pessoa, que nos ensinam a ser pessoa.

A família é escola da humanidade, que ensina a pôr o coração aberto às necessidades dos outros, a estar atento à vida dos demais. Apesar de tantas dificuldades que afligem hoje as nossas famílias, não nos esqueçamos, por favor, disto: as famílias não são um problema, são sobretudo uma oportunidade; uma oportunidade que temos de cuidar, proteger, acompanhar.

Discute-se muito sobre o futuro, sobre o tipo de mundo que queremos deixar aos nossos filhos, que sociedade queremos para eles. Creio que uma das respostas possíveis se encontra pondo o olhar em vós: deixemos um mundo com famílias. É certo que não existe a família perfeita, não existem esposos perfeitos, pais perfeitos nem filhos perfeitos, mas isso não impede que sejam a resposta para o amanhã. Deus incentiva-nos ao amor, e o amor sempre se compromete com as pessoas que ama. Portanto, cuidemos das nossas famílias, verdadeiras escolas do amanhã. Cuidemos das nossas famílias, verdadeiros espaços de liberdade. Cuidemos das nossas famílias, verdadeiros centros de humanidade.

Não quero concluir sem fazer menção da Eucaristia. Tereis notado que Jesus, como espaço do seu memorial, quis utilizar uma ceia. Escolhe como espaço da sua presença entre nós um momento concreto da vida familiar; um momento vivido e compreensível a todos: a ceia.

A Eucaristia é a ceia da família de Jesus, que, de um extremo ao outro da terra, se reúne para escutar a sua Palavra e alimentar-se com o seu Corpo. Jesus é o Pão de Vida das nossas famílias, quer estar sempre presente, alimentando-nos com o seu amor, sustentando-nos com a sua fé, ajudando-nos a caminhar com a sua esperança, para que possamos, em todas as circunstâncias, experimentar que Ele é o verdadeiro Pão do Céu.

Daqui a alguns dias, participarei juntamente com famílias do mundo inteiro no Encontro Mundial das Famílias e, dentro de um mês, no Sínodo dos Bispos, cujo tema é a família. Convido-vos a rezar especialmente por estas duas intenções, para que saibamos todos juntos ajudar-nos a cuidar da família, para que saibamos cada vez mais descobrir o Emanuel, o Deus que vive no meio do seu povo fazendo das famílias a sua morada.

PAPA FRANCISCO. ​Até nos lugares mais remotos

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A etapa em Holguín, na segunda-feira, 21, foi breve, apenas oito horas, mas cheia de significado, porque ali o Papa Francisco encontrou-se com outra porção da Igreja cubana, viva e comprometida no caminho de evangelização que desde Setembro do ano passado faz referência a um novo plano pastoral quinquenal lançado pela Conferência episcopal e intitulado Pela estrada de Emaús. A esta comunidade, e através dela a toda a Igreja de Cuba, o Pontífice reconheceu o esforço e o sacrifício realizados para anunciar Cristo a todos, até nos lugares mais remotos.

Ao programar a viagem a Cuba o Pontífice tinha pedido para ir a uma diocese que não tivesse sido inserida nos itinerários papais precedentes. A escolha dos bispos da ilha coincidiu com Holguín, a terceira província do país por número de habitantes. Situada no sul, não distante de Santiago, terceira e última etapa de Francisco. A unir os dois centros a devoção à Virgem da Caridade do Cobre, cuja imagem foi encontrada em 1612 por três índios que estavam numa embarcação nas águas que banham o litoral. Texto de Gaetano Vallini

Homilía del Papa Francisco en Holguín: “Estén siempre atentos”

Deseo dirigir ahora la mirada a la Virgen María, Virgen de la Caridad del Cobre, a quien Cuba acogió en sus brazos y le abrió sus puertas para siempre, expresó el Papa Francisco en la Misa en Holguín…

Celebramos la fiesta del apóstol y evangelista san Mateo. Celebramos la historia de una conversión. Él mismo, en su evangelio, nos cuenta cómo fue el encuentro que marcó su vida, él nos introduce en un «juego de miradas» que es capaz de transformar la historia.

Un día, como otro cualquiera, mientras estaba sentado a la mesa de la recaudación de los impuestos, Jesús pasaba y lo vio, se acercó y le dijo: «“Sígueme”. Y él, levantándose, lo siguió».

Jesús lo miró. Qué fuerza de amor tuvo la mirada de Jesús para movilizar a Mateo como lo hizo; qué fuerza han de haber tenido esos ojos para levantarlo. Sabemos que Mateo era un publicano, es decir, recaudaba impuestos de los judíos para dárselo a los romanos. Los publicanos eran mal vistos e incluso considerados pecadores, por lo que vivían apartados y despreciados por los demás. Con ellos no se podía comer, ni hablar, ni orar. Eran traidores para el pueblo: le sacaban a su gente para dárselo a otros. Los publicanos pertenecían a esta categoría social.

En cambio, Jesús se detuvo, no pasó de largo precipitadamente, lo miró sin prisa, con paz. Lo miró con ojos de misericordia; lo miró como nadie lo había mirado antes. Y esta mirada abrió su corazón, lo hizo libre, lo sanó, le dio una esperanza, una nueva vida como a Zaqueo, a Bartimeo, a María Magdalena, a Pedro y también a cada uno de nosotros. Aunque no nos atrevamos a levantar los ojos al Señor, Él nos mira primero. Es nuestra historia personal; al igual que muchos otros, cada uno de nosotros puede decir: yo también soy un pecador en el que Jesús puso su mirada. Invito a que en sus casas, o en la iglesia, hagan un momento de silencio para recordar con gratitud y alegría aquellas circunstancias, aquel momento en que la mirada misericordiosa de Dios se posó en nuestra vida.

Su amor nos precede, su mirada se adelanta a nuestra necesidad. Él sabe ver más allá de las apariencias, más allá del pecado, del fracaso o de la indignidad. Sabe ver más allá de la categoría social a la que podemos pertenecer. Él ve más allá esa dignidad de hijo, tal vez ensuciada por el pecado, pero siempre presente en el fondo de nuestra alma. Él ha venido precisamente a buscar a todos aquellos que se sienten indignos de Dios, indignos de los demás. Dejémonos mirar por Jesús, dejemos que su mirada recorra nuestras calles, dejemos que su mirada nos devuelva la alegría, la esperanza.

Después de mirarlo con misericordia, el Señor le dijo a Mateo: «Sígueme». Y él se levantó y lo siguió. Después de la mirada, la palabra de Jesús. Tras el amor, la misión. Mateo ya no es el mismo; interiormente ha cambiado. El encuentro con Jesús, con su amor misericordioso, lo ha transformado. Y atrás queda el banco de los impuestos, el dinero, su exclusión. Antes él esperaba sentado para recaudar, para sacarle a otros, ahora con Jesús tiene que levantarse para dar, para entregar, para entregarse a los demás. Jesús lo miró y Mateo encontró la alegría en el servicio. Para Mateo, y para todo el que sintió la mirada de Jesús, sus conciudadanos no son aquellos a los que «se vive», se usa y se abusa. La mirada de Jesús genera una actividad misionera, de servicio, de entrega. Su amor cura nuestras miopías y nos estimula a mirar más allá, a no quedarnos en las apariencias o en lo políticamente correcto.

Jesús va delante, nos precede, abre el camino y nos invita a seguirlo. Nos invita a ir lentamente superando nuestros preconceptos, nuestras resistencias al cambio de los demás e incluso de nosotros mismos. Nos desafía día a día con la pregunta: ¿Crees? ¿Crees que es posible que un recaudador se transforme en servidor? ¿Crees que es posible que un traidor se vuelva un amigo? ¿Crees que es posible que el hijo de un carpintero sea el Hijo de Dios? Su mirada transforma nuestras miradas, su corazón transforma nuestro corazón. Dios es Padre que busca la salvación de todos sus hijos.

Dejémonos mirar por el Señor en la oración, en la Eucaristía, en la Confesión, en nuestros hermanos, especialmente en los que se sienten dejados, más solos. Y aprendamos a mirar como Él nos mira. Compartamos su ternura y su misericordia con los enfermos, los presos, los ancianos o las familias en dificultad. Una y otra vez somos llamados a aprender de Jesús que mira siempre lo más auténtico que vive en cada persona, que es precisamente la imagen de su Padre.

Sé con qué esfuerzo y sacrificio la Iglesia en Cuba trabaja para llevar a todos, aun en los sitios más apartados, la palabra y la presencia de Cristo. Una mención especial merecen las llamadas «casas de misión» que, ante la escasez de templos y de sacerdotes, permiten a tantas personas poder tener un espacio de oración, de escucha de la Palabra, de catequesis y vida de comunidad. Son pequeños signos de la presencia de Dios en nuestros barrios y una ayuda cotidiana para hacer vivas las palabras del apóstol Pablo: «Les ruego que anden como pide la vocación a la que han sido convocados. Sean siempre humildes y amables, sean comprensivos, sobrellevándose mutuamente con amor; esfuércense en mantener la unidad del Espíritu con el vínculo de la paz» (Ef 4,2).

Deseo dirigir ahora la mirada a la Virgen María, Virgen de la Caridad del Cobre, a quien Cuba acogió en sus brazos y le abrió sus puertas para siempre, y le pido que mantenga sobre todos y cada uno de los hijos de esta noble nación su mirada maternal y que esos «sus ojos misericordiosos» estén siempre atentos a cada uno de ustedes, sus hogares, familias, a las personas que puedan estar sintiendo que para ellos no hay lugar. Que ella nos guarde a todos como cuidó a Jesús en su amor.

FRANCISCO EN BOLIVIA Basta de exclusiones y descartes en función del dinero

santa cruz

Durante la multitudinaria misa ofrecida en la plaza de Las Banderas en la zona del Cristo Redentor de la ciudad de Santa Cruz, el papa Francisco pidió eliminar “las exclusiones y los descartes en función del dinero” y aprender a compartir y multiplicar el pan con los que más hambre sufren.

En un emotivo mensaje ofrecido ante miles de personas congregadas en torno al altar de estilo chiquitano levantado para la ocasión, hizo una comparación del milagro que hizo Jesús con el pan y con los peces ante más de 4.000 de sus seguidores que tenían hambre en el desierto, con lo que puede suceder hoy en día.

La alusión del Papa hizo referencia a que en la sociedad de hoy, con mucha frecuencia, los más pobres son descartados. “Puede suceder lo mismo que sintieron los apóstoles”, que tenían a 4.000 personas a las que no podían alimentar. Pero Jesús no los descartó.

En ese sentido, dijo que actualmente no se puede abandonar a los pobres.

También hizo una referencia a la población cruceña para que alimentaran a los miles de ciudadanas nacionales y extranjeros que se congregaron a la cita religiosa. “Al igual que aquellas 4.000 personas, queremos escuchar la palabra de Jesús y recibir su vida, ellos ayer, y nosotros hoy juntos al maestro del pan y la vida”, dijo.

“Jesús nos lo sigue diciendo en esta plaza, ¡basta de descartes, denles ustedes de comer! La mirada de Jesús no acepta cortar el hilo por el lado más débil, del más necesitado. Tomando la posta, él mismo nos da el ejemplo, nos muestra el camino, una actitud en tres palabras: toma un poco de pan y unos peces, los bendice, los parte y entrega para que los discípulos lo compartan con los demás, y este es el camino de la fe, no es magia ni idolatría”, reflexionó.

En la homilía instó a los feligreses concentrados a que no les puede suceder lo que sucedió a sus discípulos, que cuando vieron tanta gente quisieron mandarlos porque sería imposible alimentarla.

“En un corazón desesperado” dijo Francisco, es muy fácil que gane la lógica de transformar todo en objeto de cambio, todo en objeto de consumo, todo negociable, que pretende dar espacio a pocos, y descartando a todos los que no producen, a los que son considerados “no aptos y no dignos”.

Agregó que “porque aparentemente no nos dan los números (dinero), y Jesús una vez más vuelve a hablarnos y nos dice: no es necesario excluir a nadie, no es necesario que se vayan, basta de descartes, denle ustedes de comer”.

Recordó que Jesús todo lo multiplica y entrega, porque no existe en él la lógica de tomar sin ofrecer una bendición y no existe una bendición que no sea una entrega. “La bendición siempre es una misión, tiene destino, que es compartir”, dijo.

Francisco admitió sentirse conmovido con las mujeres bolivianas que cargan en sus espaldas a sus hijos, llevando sobre sí la vida y el futuro de su gente y sus esperanzas. “Ustedes llevan sobre sí, la memoria de su pueblo, porque los pueblos tienen memoria, una memoria que pasa de generación en generación”, manifestó.

Los pueblos tienen una memoria en el camino, reflexionó, pues no son pocas las veces que se siente el cansancio, que faltan las fuerzas para mantener viva la esperanza. Dijo que hay situaciones que pretenden anestesiar esa memoria y debilitar la esperanza para perder los motivos de la vida y la alegría.

“Nos va ganando la tristeza, que se vuelve individualista, que nos hace perder la memoria del pueblo amado, del pueblo elegido, eso hace que nos cerremos ante los demás”, aseveró.

«Não podeis servir a Deus e à riqueza»

Na bolsa do Céu

Juarez Machado

Juarez Machado

Missa em Santa Marta – As riquezas que contam são reconhecidas pela «bolsa do céu». E não coincidem com as lógicas ávidas dos homens, destinadas a ser corroídas pela «traça e pela ferrugem» mas também a desencadear guerras. Desta forma, o verdadeiro segredo é comportar-se como autênticos administradores que põem todos os bens «ao serviço dos outros». Eis os conselhos práticos sugeridos pelo Papa na missa celebrada na manhã de sexta-feira, 19 de Junho, na capela da Casa de Santa Marta.

«Jesus volta a uma catequese a Ele muito querida: a catequese sobre as riquezas» disse Francisco, relendo o trecho evangélico hodierno (Mateus 6, 19-23). E «é muito claro o seu conselho: “Não acumuleis tesouros na terra”». Mas Jesus explica também o porquê: «Onde a ferrugem e a traça os corroem e os ladrões arrombam os muros, para os roubar». Em síntese, afirmou o Papa, «Jesus diz-nos que é perigoso brincar com este comportamento de acumular tesouros na terra». É verdade, reconheceu o Pontífice, que talvez «na raiz deste comportamento haja a vontade de segurança». Como para dizer «quero estar seguro e por isso tenho esta poupança».

Mas «as riquezas não são como uma estátua, não estão paradas: as riquezas têm a tendência a crescer, a mover-se, a ocupar um lugar na vida e no coração do homem». E «assim aquele homem que, para não se tornar escravo de uma pobreza, acumula riquezas, acaba por ser escravo das riquezas». Eis então o conselho de Jesus: «Não acumuleis tesouros na terra». De resto, acrescentou o Papa, «as riquezas invadem também o coração, apropriam-se do coração e corrompem-no. E aquele homem acaba corrompido por este comportamento de acumular riquezas».

Depois, Francisco recordou que «Jesus noutra catequese sobre o mesmo tema, falava de um homem que teve uma boa colheita de trigo e pensava: o que farei agora? Destruirei os meus armazéns e construirei outros maiores». Mas o Senhor diz: «Estulto, morrerás hoje à noite». E «isto – explicou o Papa – é um segundo traço deste hábito: quem acumula riquezas não se dá conta de que deverá deixá-las».

No trecho evangélico hodierno, «Jesus fala de traças e ferrugem: mas quais são? Há a destruição do coração, a corrupção do coração e também a destruição das famílias». E o Pontífice recordou também «o homem que foi ter com Jesus para lhe dizer: “por favor, diz ao meu irmão que divida comigo a herança!”». E, mais uma vez, repete-se o conselho do Senhor: «Estai atentos a não vos apegar às riquezas!».

Mas «neste discurso vai adiante» frisou o Papa. E «o trecho que segue o que foi lido é muito claro: ninguém pode servir a dois senhores, porque odiará um e amará o outro; ou afeiçoar-se-á a um e desprezará o outro». Enfim, diz o Senhor. «não podeis servir a Deus e à riqueza».

É uma afirmação muito clara, frisou Francisco: «É verdade, ouvirmos as pessoas que têm esta atitude de acumular riquezas, elas “acumulam” muitas desculpas para se justificar, tantas!». Contudo «no final estas riquezas não dão segurança para sempre. Aliás, rebaixam-te na dignidade». E isto é válido também «em família»: muitas famílias separam-se precisamente por causa das riquezas.

E mais: «Também na raiz das guerras há esta ambição que destrói, corrompe» disse o Papa. De facto, «neste mundo, neste momento, estão em acto muitas guerras por causa da avidez de poder, de riquezas». Mas «pode-se pensar na guerra no nosso coração: “Afastai-vos de toda a cobiça!” diz o Senhor». Porque «a avidez vai aumentando sempre: sobe um degrau, abre a porta, depois chega a vaidade – considerar-se importante, poderosos – e no final o orgulho». E «a partir disto todos os vícios: são degraus, mas o primeiro é a avidez, a vontade de acumular riquezas».

Em seguida Francisco recordou «um ditado muito bom: o diabo entra pelo porta-moedas» ou «entra pelos bolsos, é o mesmo: este é o ingresso do diabo e de todos os vícios, das seguranças inseguras». E «isto – explicou o Papa – é precisamente a corrupção, a traça e a ferrugem que nos aliciam». De resto «acumular é uma qualidade do homem: construir e dominar o mundo é também uma missão». Mas «o que devo acumular?». A resposta de Jesus, no Evangelho de hoje, é clara: «Acumulai tesouros no Céu onde nem a traça nem a ferrugem os corroem nem os ladrões arrombam os muros para os roubar. É esta precisamente «a luta de todos os dias: como administrar bem as riquezas da terra para que sejam orientadas para o céu e se tornem riquezas do céu».

«Quando o Senhor abençoa uma pessoa com as riquezas – afirmou Francisco – faz dela um administrador daquelas riquezas para o bem comum e de todos» e «não para o próprio bem». Mas «não é fácil tornar-se um honesto administrador porque existe sempre a tentação da avidez, de se tornar importante: o mundo ensina-nos isto e leva-nos por esta estrada».

Ao contrário, devemos «pensar nos outros, considerar que o que tenho está ao serviço dos outros e nada levarei comigo». E «se usar o que o Senhor me concedeu para o bem comum, como administrador, isto santifica-me , faz-me santo». Contudo «não é fácil», reconheceu o Papa. Assim «todos os dias devemos entrar no nosso coração para nos perguntar: onde está o meu tesouro? Nas riquezas ou nesta administração, no serviço para o bem comum?».

Portanto «quando um rico vê que o seu tesouro é administrado para o bem comum, e vive com simplicidade no seu coração e na sua vida, como se fosse pobre: este homem é santo, caminha na estrada da santidade, porque as suas riquezas são para todos». Mas «é difícil, é como brincar com o fogo» acrescentou o Pontífice. Por este motivo «muitos tranquilizam a própria consciência com a esmola e doam o que lhes sobra». Mas «isto não é ser um administrador: o verdadeiro administrador conserva para si o que sobra e dá aos outros, em serviço, tudo». De facto «administrar a riqueza é um despojamento contínuo do próprio interesse e não pensar que estas riquezas nos proporcionarão a salvação». Portanto «acumular sim, tesouros sim, mas os que são cotados – digamos assim – na “bolsa do céu”: lá, acumulai-os lá!».

De resto, explicou o Papa, «o Senhor viveu como pobre, mas quanta riqueza!». O próprio Paulo, prosseguiu Francisco, ao referir- se à primeira leitura (2 Coríntios 11.18, 21-30), «viveu como um pobre e do que se vangloriava? Da sua fragilidade». E «tinha possibilidades, poder, mas sempre ao serviço». Eis, frisou «ao serviço» é deveras a palavra-chave. E, acrescentou, «o Baptismo torna-nos irmãos uns dos outros para nos servir, para nos despojar: não para despojarmos o outro, mas para me despojar e doar ao outro».

Pensemos, sugeriu Francisco, «em como está o nosso coração, como é a luz do nosso coração, como é o olho do nosso coração: é simples?». De facto, o Senhor diz sempre no Evangelho de Mateus, que «todo o corpo será iluminado». Mas se «for malvado, afeiçoado aos próprios interesses e não aos outros, será um coração tenebroso». «As riquezas, através dos vícios e da corrupção, fazem um coração tenebroso quando o homem se apega a elas».

O Papa concluiu recordando que «na celebração da Eucaristia o Senhor que é tão rico – tão rico! – se fez pobre para nos enriquecer». Precisamente «com a sua pobreza nos ensine este caminho do não acumular riquezas na terra, porque corrompem». E «quando as possuímos, nos ensine a usá-las como administradores, ao serviço dos outros».

ANTE O ROSTO DE CRISTO

Vitral de igreja

Vitral de igreja

ANTE O ROSTO DE CRISTO
por Marcos Konder Reis

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Senhor,
Teu rosto ri?
Teu rosto chora?
Nós não sabemos mais nem ri nem chorar,
Porque não olhamos mais a tua face.

Senhor,
O mundo pensa poder esquecer-te
Mas teu rosto luminoso permanece.
Teu rosto de homem,
Teu rosto de Deus.

Teus olhos que compreendem e que exigem,
Teus lábios que beijam e que comandam,
Teu choro que salva,
Teu riso que arrasta,
Teu rosto que é força,
Que deslumbra e é sol da madrugada sem fim nas fronteiras do universo
E é luar nas clarabóias do segredo,
Que entontece e é nebulosa vertigem de gozo eterno;
Que fataliza e é grito de fanfarra…
Ah! Sou um dos fatalizados do teu rosto!

Quero ser teu orador no cume do Everest,
Quero ser teu guerreiro nas planícies sem horizontes,
Quero ser teu mártir no Cruzeiro do Sul,
Mas sempre teu poeta na cidade do mundo.

Teu rosto, Senhor, é um rosto assim:
Faz a gente berrar a maldição
Para todos que não te amam.

E agora, quando vou saltar no trapézio,
Quero, Senhor,
Que teu rosto fique sempre no meu rosto
E é só.

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A MARCOS KONDER REIS
por Lúcio Cardoso

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Que espécie de morte, a desejada, a altiva,
a morte acontecida do inocente?
A morte.
Sem leite humano a fervilhar na taça,
sem taça em brinde a levantar.
Sem fel.
As mãos tratadas
de enormes abandonos consentidos.
As mãos.
Deus meu, e todo amanhecer assim
amanhecido. O retorcido cáctus
acontecido.
Quem foi? Por quê? O dia aonde?
Nada adianta. Milhões de areias,
de consentimentos e de fel.
O acontecer.

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Quando publiquei estes dois poemas em 3/5/2005, no nosso blogue Jornalismo de Cordel, no Comunique-se, fiz o seguinte comentário:

1) Konder, celebrado poeta da Geração de 45, anda esquecido pela crítica. Principalmente depois que Ricardo Oiticica, em sua tese de doutorado “O Instituto Nacional do Livro e as ditaduras – Academia Brasílica dos Rejeitados”, revela que em 1970, o Instituto Nacional do Livro passa a ser dirigido pela escritora Maria Alice Barroso. É quando começa o regime de co-edição com editoras comerciais. Para ser aceito, um livro tinha que passar pela comissão de pareceres, cujos integrantes eram Otávio de Faria, Adonias Filho e Marcos Konder Reis.

2) Segundo Oiticica, examinando as co-edições do INL, podem ser encontradas obras de valor. “Mas isso é secundário quando se vê que a maioria das obras era de acadêmicos da Academia Brasileira de Letras e, entre os vetados pela censura, encontravam-se pessoas da linha de frente da produção literária contemporânea, como João Ubaldo Ribeiro, Clarice Lispector, Sérgio Santana, Luís Carlos Maciel, Jorge Maltner, Moacir Scliar, Paulo Coelho, Helena Parente Cunha e Flávio Moreira da Costa”. In Jornal da PUC-Rio.