Independência ou morte

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COMO ENTENDER A MENTE DE UM BISSEXUAL

Não, nós não queremos sexo a três simplesmente porque somos bissexuais. Não, nós não gostamos de duas pessoas ao mesmo tempo porque temos a possibilidade de nos apaixonar tanto por homens quanto por mulheres.

As respostas às perguntas sobre bissexualidade são geralmente essas, o que demonstra ainda um pensamento equivocado sobre o conceito do que é ser bissexual.

Para evitar esse erro conceitual, elenco alguns tópicos simples para que qualquer um entenda a mente de alguém que se atrai por ambos os sexos.

Bissexual sempre vai trair?

Gays e heterossexuais costumam evitar o relacionamento com um bissexual por julgar que ele sentirá “falta de algo” durante o relacionamento. Sim, nós podemos sentir falta de muita coisa: amor, carinho, amizade, compreensão. Tudo o que uma pessoa poderia sentir em uma relação. Podemos trair? Claro que sim. Mas não por sermos bissexuais.

Não há nenhuma confusão

Como alguém pode gostar de homens e mulheres? Não sabem o que querem, não se decidem. Quando ouço gays falarem isso, a tristeza é ainda maior. Eles sabem mais do que ninguém que a sexualidade não é uma decisão. Seria o mesmo que pedir a eles para explicar por que gostam de pessoas do mesmo sexo.

A atração que sentimos por ambos os sexos é completamente natural. A sexualidade não tem sexo, como muito bem explicou o psicanalista Roberto Ceccarelli, em entrevista ao BlogSouBi. O que acontece com muitos bissexuais é que alguns se atraem mais por homens e outros mais por mulheres. Há ainda aqueles que dizem se interessar por ambos os sexos na mesma intensidade. Se existe amor e prazer em todas essas relações, por que haveria confusão?

A única confusão que existe é a mesma vivida por qualquer ser humano. Será que gosto mesmo daquela pessoa? Será que devo ficar com ela?

Gostar de duas pessoas ao mesmo tempo

Não é porque nos interessamos por ambos os sexos é que gostamos de duas pessoas ao mesmo tempo. Esse tipo de confusão não está relacionado ao fato de uma pessoa ser bissexual. Eu, por exemplo, nunca consegui gostar de duas pessoas ao mesmo tempo, mas tenho amigos heterossexuais que gostaram de duas mulheres, assim como amigas que não sabiam de qual homem gostavam mais. Não é a sexualidade que define isso.

Deixo a vocês a tarefa de completar esse texto. Contem também como funciona a mente de um bissexual. In BlogSouBi

Foto de casal gay grávidas faz sucesso

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Há dois meses um casal da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, divulgou fotos de um ensaio no Instagram.

O que as mamães Melanie Roy e Vanessa Iris Roy não imaginavam é que uma montagem com uma foto lado a lado das duas gestações fosse fazer sucesso na internet e viraria inspiração para outros casais ao ser compartilhada por sites gays.

“É uma loucura ver que as pessoas estavam se referindo à minha família como uma inspiração. Nós ainda estamos em choque”, disse Melanie Roy ao jornal “The Huffington Post”.

Segundo a reportagem publicada pelo jornal, elas esperavam que as fotos servissem de estímulo para outros casais gays.

“Vanessa e eu sempre dissemos que nós duas gostaríamos de engravidar. Esperamos que a nossa imagem seja o sinal do qual algumas mulheres precisam para incentivá-las a engravidar”, disse.

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Je Te Mangerais (Eu poderia comer você). Veja filme

Amar é possuir

 

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Provavelmente não fique tão claro, diante de tantas reviravoltas e tanta tensão, que nos encontramos diante de um filme de amor. Mas a raiz é bem essa: duas amigas de infância se reencontram quando Marie se muda de Paris para Lyon e aluga um quarto na casa de Emma. Aos poucos, sem grande alarde, inicia-se uma atração entre ambas.

O jogo de poder está estabelecido: uma é forte e determinada (lésbica assumida, dona do apartamento e fazendo vezes de colega caridosa), a outra é percebida como uma presa fácil (primeira experiência homossexual, longe de casa, sem amigos por perto). Ela se entrega – veja foto acima, inspirada no muito feminino Gritos e Sussurros de Bergman – e se deixa levar, até o momento em que a amiga se mostra possessiva e evidente demais quanto à relação das duas…

Contar mais seria desnecessário. Basta dizer que o roteiro reserva um trabalho cuidadoso de gradação, e que a obsessão amorosa é percebida como um caminho sem volta. Tudo aumenta, se multiplica e se complica. A dominação entre ambas altera de um pólo para outro, ora equilibrando, ora beirando o insuportável. Como sugere o título, “eu te comeria”, estamos flertando sempre com a ameaça de morte, através da apropriação e destruição.

Enquanto isso, acompanhamos o trabalho inteiramente elaborada para um duo de atrizes (Judith Davis e Isild Le Besco, memoráveis) que passam pelo menos metade da narrativa trancafiadas em casa, se cruzando e se atiçando pelos cômodos e corredores. A idéia de lesbianismo delicado é substituída pela agressividade que se confere nos diálogos, na montagem e na trilha sonora.

Para muitos críticos, as referências à Hitchcock e Lynch seriam excessivas. Talvez haja de fato elementos em comum com o suspense e o desejo trabalhados por esses diretores, mas a diretora estreante Sophie Laloy faz um trabalho um tanto pessoal e sem concessões; ao ponto da intensidade de suas ações crescem tanto que chegam a atingir o cômico involuntário. Ora, como parar uma narrativa baseada sempre no acréscimo linear? Com um final “ejaculatório”, já diria um teórico.

Pois a catarse em questão tem que ser sempre um elemento externo que venha quebrar o ciclo. Morte, separação forçada e doença são alguns dos elementos possíves. A história opta por uma dessas saídas, num momento em que –talvez com certo alívio para o espectador – presencia-se finalmente a separação entre ambas.

Certo, talvez falte experiência à diretora (algo óbvio a criticar num primeiro filme), e principalmente as cenas finais são filmadas numa maneira quase precária em termos de montagem e enquadramento. Isso não impede que, em todo o trabalho que antecede esse desfecho, estabeleça-se uma interessante mostra de gradação e ritmo, além de uma visão da homossexualidade particularmente naturalista (se há algo de doentio aqui, é o grau do envolvimento e não os elementos envolvidos). Bem-vindas as primeiras experiências que não têm medo justamente de experimentar e testar limites.

 

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Je Te Mangerais (2009)
Filme francês dirigido por Sophie Laloy.
Com Judith Davis, Isild Le Besco, Johan Libéreau.

 

Trailer original 

 

Assista o filme legendado em português

 

 

 

 

Cómo salieron del armario las famosas

by Emma Mars

 

Samantha Fox

Samantha Fox

Hay una cosa que distingue al común de los mortales de los famosos. Bueno, hay muchas cosas. Así, de entrada, se me ocurre el dinero, la fama, el poder, ese coche que siempre has querido comprar pero no puedes, las mansiones… y un largo etcétera que no voy a listar porque no quiero deprimiros. Sin embargo, por encima de toooodas estas cosas, hay una que es todavía más importante. Y es que cuando sales del armario por primera vez, tú estás nerviosa. Piensas, alma de cántaro, que esa va a ser tu primera y única vez, porque a partir de ese momento ya todo el mundo sabrá tu orientación sexual y podrás darle carpetazo al tema. Y yo solo tengo algo que decirte al respecto: ERROOOR.

Hand of a child opening a cupboard door

Es un error pensar así, entre otras cosas porque a lo largo de tu vida vas a tener que salir del armario no una, sino mil veces, sobre todo si eres de las que juega al despiste y parece totalmente heterosexual. Cada vez que conozcas a alguien nuevo, en el instituto, en la universidad, en el trabajo, vas a tener que salir del armario —sí, OTRA vez—, y te pasarás haciéndolo hasta que acabes en una residencia de ancianos, con la dentadura postiza y rodeada de adorables abueletas.

Pero los famosos no. Ellos solamente tienen que hacerlo una vez. Cuentan con ese privilegio, entre muchos otros. Lo dirán una vez, solo una, y a partir de entonces no tendrán que repetirlo ya nunca más. Sí, qué le vamos a hacer, amiga. La vida es dura. Ellos tienen fama y dinero, pero tú tienes a tu adorable novia; consuélate con ello.

Elena Anaya

Elena Anaya

Por eso es tan importante para las celebrities escoger bien el momento y el canal adecuado para gritar a los cuatro vientos eso de ME GUSTAN LAS MUJERES, ¿Y QUÉ? Así que hoy te vamos a contar cómo lo hicieron algunas de ellas, para que veas que maneras hay tantas como peces en el mar. Allá vamos. Leer más, ver fotos e videos 

Heather Matarazzo

Heather Matarazzo

Ellen Page

Ellen Page

Durante estos días tan festivos, la actriz Ellen Page, a quien tenemos infinitas ganas de ver junto a Julianne Moore en Freeheld, se ha ido a hacer un viajecito por Brasil, para comprobar de primera mano si los carnavales son tan divertidos como parecen por televisión, y de paso rodar un documental con Rio de fondo. Ahí, ha concedido una mini entrevista a una reportera que le ha hecho las preguntas que todas, sí, incluida tú, queríamos saber.

—¿Por qué saliste del armario? Leer más

Entrevista inedita con Pedro Lemebel. Del sexo lumpen al amor de madre

ENTREVISTA INEDITA
Una tarde con Pedro Lemebel

 

Imagen - Sebastián Freire

Imagen – Sebastián Freire

En junio de 2012 la Petra recibió en su casa a Facundo R. Soto. El resultado fue una entrevista que no se publicó en ese momento, a la espera de un segundo encuentro que Lemebel fue posponiendo con evasivas y promesas de muchos más detalles jugosos. Aquí, algunas de las perlas de aquella charla que va del sexo lumpen al amor de madre. In Página 12

 

1. Vengo a pedirle una entrevista
Me abrió la puerta un chico alto, moreno y con barba. Pensé que era árabe o brasileño, pero después me enteré de que era peruano. Detrás de él, Pedro. Inclinado como si quisiera espiarme, para ver cómo era, me miraba con la mano en la cabeza. Tenía un gorro, un pañuelo en la garganta y llevaba un pantalón violeta de pana. Hablaba en susurros y se esforzaba para hacerse oír. Me contó que la semana anterior le habían dado de alta después de la operación de laringe. Esa tarde iba a ser el primer día que volvería a comer. Llevé masas secas para tomar el té. Pedro, acercándose, me contó que él y Alfonso (el morocho de barba) no habían almorzado. Eran las cuatro de la tarde. Se metió en la cocina para ver cómo iba el pastel de papas. Pedro abrió el horno. El olor a carne llegó al living, donde yo me había quedado mirando los cuadros. Había cuatro: uno era un collage, con fotos, recortes y escrituras, muy dadaísta. Estaba hecho sobre una cartulina apelmazada por el tiempo, con manchas de humedad, pegado en un cartón enmarcado en vidrio. El que estaba al lado era una serigrafía plateada. Tenía a un hombre con cables en la cabeza. No podía sacarle la mirada a ninguno. Después, descubrí que había otro. Parecía un Liechtenstein auténtico. De hecho se llamaba así, y era el retrato de Liechtenstein, pintado con su técnica y color.

Cuando Pedro volvió al living le pregunté si era un original. Me dijo que no, que era un Liechtenstein pintado por un chileno. Volvió a la cocina y me llamó desde la oscuridad. Me preguntó si quería comer. Le dije que no, que un té estaba bien. Volvió a abrir el horno. Alfonso sacó la fuente y Pedro lo espolvoreó con azúcar. Regresamos al living y nos sentamos en el sillón. Sonaba un disco, en un tocadiscos con púa. Me preguntó por “las chicas”: La Noy, Marlene Wayar, Lohana. No sé cómo sacó el tema de la paranoia de los escritores. Le llamaba “paranoia” a los escritores que persiguen el reconocimiento del público, la crítica y sus compañeros, sin importarle nada. “Lo pierden todo, por el reconocimiento –me dijo–, nadie, a excepción de dos o tres en Chile pueden vivir de la escritura. Ni la Marcela Serrano –ya bajaron sus ventas–, ni siquiera Ricardo Piglia. Acá, la única que puede, creo, es la Isabel (Allende). Yo tampoco tengo el reconocimiento que debería tener, pero eso ya no me importa.” Después cambió de tema: “¿Cómo están las cosas allá? Es arriesgada la Cristina, arriesgada”, repitió sacudiendo la mano y dando carcajadas. Me preguntó por la ley de matrimonio igualitario y la de género, y en qué estado estaba el tema de la despenalización del “fasito”. “Vamos por buen camino, vamos bien.”

Le pregunté si Alfonso era su pareja. Me dijo que no, que era un amigo. Que lo conoció cuando lo esperaba en la puerta de un lugar donde él trabajaba, que caminaban charlando y así se hicieron amigos. “¿O me tengo que coger a todo el mundo?”, me preguntó molesto. Le dije que estaba de acuerdo con lo que decía, que “todavía existía el mito de la loca comehombres, pero que nosotros sabemos que tener sexo es fácil, lo difícil es encontrar amor”.

2. Las tres más fuertes
Después me contó que lo más fuerte que le pasó en la vida era lo que estaba viviendo en ese momento: la operación del cáncer en la garganta. “Es el segundo cáncer que me sale en el mismo lugar.” Después de la primera operación, el médico le pidió que no siguiera tomando alcohol, y él continuó tomando. Cuando el médico le preguntó cuánto bebía, ¿dos o tres copas de vino, por día?, Pedro asintió con la cabeza, pero en el fondo respondía: ¡tres botellas! Me preguntó si los escritores en la Argentina eran de hacer culto a la bebida. No alcancé a responderle que él se respondió: “No, eso es muy de los americanos”.

La otra cosa más fuerte, la muerte de su madre. Me dijo que desde que murió la mamá tomaba una pastilla para dormir y asimismo dormía sólo cuatro horas. Preguntó de pronto por qué había menos lesbianas, o si era que no hacían pública su homosexualidad. Me dijo que una amiga torta le había dicho que era porque los gays eran hombres y que también respondían al patriarcado hegemónico. Pedro dijo y ahora me repitió que era porque eran más cagonas.

Y la tercera, haber conocido el amor. Me dijo que fue hace poco, el año pasado, que hasta el momento tenía disociado el sexo del amor. Que estaba acostumbrado a tener sexo en lugares lumpen, debajo de un puente, en baños; siempre rápido y a escondidas, mi niño. “Yo no estaba acostumbrado al amor, ni hacerlo en una cama de rosas”, me dijo mirando el techo. El año pasado, Pedro estaba saliendo con un chico de Valparaíso que tenía 38 años y pintaba cuadros. Las veces que él fue a su casa fueron un desastre. Tenían que andar escondiéndose. El chico no quería que su familia se enterara de que andaba con otro hombre. Caminaban por calles poco transitadas, tenían que viajar en taxi, y cuando veían gente se cruzaban de calle, porque Pedro es una figura conocida en Chile. Tuvieron la mala suerte de toparse de frente con la hermana de su novio, y fue un momento de tensión. En lo sexual también eran un desastre. El chico quería sexo y Pedro, amor. Su novio empezó a ir a un psiquiatra, que le dijo que no era gay. Hasta ahí llegaron. Pedro no quiso volver a verlo. “Pero yo siempre fui un enamoradizo, pero esto fue otra cosa.”

3. Secretos en la infancia
Me contó que cuando él era chico vivió en un barrio alemán, en las afueras de Santiago. En su cuadra vivían los hijos de los mapuches y los obreros. Recordó a un grupo de chicos más grande que él jugando a la pelota. El que perdía tenía que hacerle la paja a otro, del equipo ganador. El juego iba creciendo y el que perdía tenía que darle un beso en la pija al otro. El no se enganchaba en ese juego porque –me dijo– los chicos con los que él jugaba eran más chicos. En silencio miraba cómo jugaban los más grandes. Le pregunté si él, después, cuando creció, pudo jugar como los otros chicos. Me dijo que sí, pero que las cosas que hacía las guardaba en secreto, mientras que los demás chicos lo contaban. “Las cosas ahora son taaaan diferentes de como eran antes… Antes, las mujeres no se la chupaban a sus maridos, ni lo hacían por atrás; para eso estábamos nosotrxs. Ahora todo cambió tanto… En una época, había teteras en la Biblioteca Nacional, en uno o dos lugares más y nada más. Pero Chile nunca se caracterizó por eso, como Buenos Aires.” Me preguntó si seguían existiendo las teteras de Constitución, las de los subtes, las de los McDonald’s. “Acá todo es muy distinto, ¿sabes? –me dijo–, ya casi ni hay taxis boys en la Plaza de Almas, como antes. Ahora todo es por Internet. Y si llamás a un taxi, de los que se ofrecen por Internet, no podés ni hablar dos palabras con ellos. ¿Sabés una cosa, mi niño? Los hombres no aman a las mujeres.” ¿Las quieren como madres?, le pregunté. “Los hombres aman a otros hombres, no a ellas. Por eso ellas sufren tanto y siempre están reclamando que los maridos las quieran. Porque no las quieren de verdad… Los hombres no aman a las mujeres”, volvió a decirme, y pensé en ir al baño para anotar la frase.

4. El almuerzo desnudo
Le pregunté si pensaba que existía una literatura gay. Me miró como fulminándome, se quedó un rato atravesándome con sus rayos. “Ese es un pensamiento falocéntrico, machista, pensar que hay una sola literatura y que gira alrededor de lo que esa persona cree que es literatura. Hay tantas literaturas, mi niño, como peluquerías para mujeres, y gays que salieron de la peluquería. Hay literatura para gays y literatura hecha por gays. ¿Por qué negarlo?” Mientras Alfonso ponía la mesa frente a la ventana, Pedro y yo llevábamos las sillas de la otra mesa. En el pequeño patio había dos columnas de yeso con plantas. Las plantas estaban ordenadas, muy prolijas, formando un semicírculo. Adentro, el piso de parquet brillaba. La mesa tenía un camino tejido al crochet. Me pareció que estaba sentado en la casa de mi abuela. Pedro se sentó enfrente de mí. Apareció Alfonso con un tenedor. “Nooo, ése no. Tráeme otro”, gritó Pedro como una loca histérica. El chico se fue y volvió con otro tenedor. El pastel de papa largaba humo. No era de carne roja, porque Pedro no come carne roja, sino de pavo. Todavía no podía tomar agua, “porque el esfuerzo de las cuerdas vocales con el agua es otro”, me dijo. Alfonso le trajo jugo. “Es más espeso, y hago menos esfuerzo para tragarlo”, me explicó. “Tampoco puedo tomar té, pero estamos pensando en comprar un vaporizador para fumar marihuana, porque si no puedo tomar agua menos voy a poder fumar. Es imposible. ¿Sabés lo que más me duele de todo esto? Que no puedo beber.”

–¿Y qué te da la bebida que la extrañás tanto? –le pregunté.

–Intensidad… Intensidad. Lo que me falta es intensidad.

Seguía hablando en susurros. Comía con ganas.

–Qué bueno es comer.

COMO ENTENDER A MENTE DE UM BISSEXUAL

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Não, nós não queremos sexo a três simplesmente porque somos bissexuais. Não, nós não gostamos de duas pessoas ao mesmo tempo porque temos a possibilidade de nos apaixonar tanto por homens quanto por mulheres.

As respostas às perguntas sobre bissexualidade são geralmente essas, o que demonstra ainda um pensamento equivocado sobre o conceito do que é ser bissexual.

Para evitar esse erro conceitual, elenco alguns tópicos simples para que qualquer um entenda a mente de alguém que se atrai por ambos os sexos.

Bissexual sempre vai trair?

Gays e heterossexuais costumam evitar o relacionamento com um bissexual por julgar que ele sentirá “falta de algo” durante o relacionamento. Sim, nós podemos sentir falta de muita coisa: amor, carinho, amizade, compreensão. Tudo o que uma pessoa poderia sentir em uma relação. Podemos trair? Claro que sim. Mas não por sermos bissexuais.

Não há nenhuma confusão

Como alguém pode gostar de homens e mulheres? Não sabem o que querem, não se decidem. Quando ouço gays falarem isso, a tristeza é ainda maior. Eles sabem mais do que ninguém que a sexualidade não é uma decisão. Seria o mesmo que pedir a eles para explicar por que gostam de pessoas do mesmo sexo.

A atração que sentimos por ambos os sexos é completamente natural. A sexualidade não tem sexo, como muito bem explicou o psicanalista Roberto Ceccarelli, em entrevista ao BlogSouBi. O que acontece com muitos bissexuais é que alguns se atraem mais por homens e outros mais por mulheres. Há ainda aqueles que dizem se interessar por ambos os sexos na mesma intensidade. Se existe amor e prazer em todas essas relações, por que haveria confusão?

A única confusão que existe é a mesma vivida por qualquer ser humano. Será que gosto mesmo daquela pessoa? Será que devo ficar com ela?

Gostar de duas pessoas ao mesmo tempo

Não é porque nos interessamos por ambos os sexos é que gostamos de duas pessoas ao mesmo tempo. Esse tipo de confusão não está relacionado ao fato de uma pessoa ser bissexual. Eu, por exemplo, nunca consegui gostar de duas pessoas ao mesmo tempo, mas tenho amigos heterossexuais que gostaram de duas mulheres, assim como amigas que não sabiam de qual homem gostavam mais. Não é a sexualidade que define isso. Transcrito de BlogSouBi

TELEBIOGRAFIA DE WHITNEY HOUSTON OMITE RELACIONAMENTO LÉSBICO

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A estrela teria namorado a assistente Robyn Crawford durante toda a juventude; homofobia teria sido a principal causa da depressão e morte de Houston, diz jornalista

por Marcio Caparica

O canal de TV a cabo norte-americano Lifetime está prestes a estrear um filme biográfico sobre a vida de Whitney Houston. Dirigido por Angela Basset (de American Horror Story: Coven e American Horror Story: Freak Show, em seu début como diretora), Whitney traz as atrizes Yaya DaCosta no papel de Houston e Yolanda Ross no papel de Robyn Crawford, a assistente pessoal da cantora por todo o começo de sua carreira. E, apesar de nunca oficialmente confirmado, também sua namorada durante boa parte de sua vida.

Whitney Houston’s longtime friend Robyn Crawford for Lifetime Biopic

Whitney Houston’s longtime friend Robyn Crawford for Lifetime Biopic

Whitney Houston conheceu Robyn Crawford aos 16 anos e logo as duas tornaram-se inseparáveis. As duas moraram juntas mesmo depois que Whitney vendeu 13 milhões de cópias de seu álbum de estreia, Whitney, em 1985. Em entrevista à revista Time, a estrela disse que a assistente era “a irmã que eu nunca tive”. Crawford continuou uma presença constante ao lado de Houston por todo o início de sua carreira, seu sucesso como cantora, seu auge com o filme O guarda-costas, e seu casamento com o também cantor Bobby Brown. Consta que o relacionamento entre as duas era um “segredo aberto” dentro do mundo da música (o blogueiro Daryl Deino relata que elas não faziam esforço algum para esconder seu afeto durante as sessões de gravação), mas ele nunca foi oficializado: mesmo depois da morte de Whitney Houston em 11 de fevereiro de 2012, Crawford manteve sigilo sobre os detalhes de sua relação com a estrela pop. O máximo que fez foi escrever um obituário comovente sobre ela, publicado na revista Esquire, que termina com o seguinte parágrafo:

Eu nunca havia me pronunciado sobre ela até agora. Ela sabia que eu não faria isso. Ela foi uma amiga leal, e sabia que eu jamais seria desleal com ela. Eu nunca a trairia. Agora eu não consigo acreditar que eu jamais irei abraçá-la ou ouvir sua risada novamente. Eu amava sua risada, e isso é do que eu vou sentir mais falta, do que eu já tenho mais saudade.

O filme tratará de temas controversos da vida da diva, como seu abuso de drogas e seu casamento turbulento, mas não retratará uma relação romântica entre as duas. A disputa entre a assistente e o marido pelo afeto da cantora está no roteiro, no entanto. Yolanda Ross declarou ao site The Wrap: “[Robyn] era alguém que cresceu com ela desde os 16 anos, era a pessoa que estava com ela desde antes da fama. Nós não podemos dizer se havia algo a mais em termos de serem um casal, porque nunca foi confirmado. Mas eu imagino como deve ser, estar tão próxima de alguém, e então esse alguém começar a se envolver com outra pessoa. Sendo humano, os ciúmes, a mágoa vêm à tona. Como atriz, eu interpretei todas essas emoções. Eu interpretei o papel como alguém que amava a outra pessoa.”

Em fevereiro de 2012, pouco após a morte de Whitney Houston, o jornalista britânico Peter Tatchell publicou um artigo no jornal The Daily Mail em que dizia com todas as letras: Whitney e Robyn foram namoradas, e a necessidade de ocultar e reprimir seu amor por Robyn foi o que levou Whitney ao casamento com Bobby Brown, à depressão, ao abuso de drogas e à morte. Confira abaixo a tradução do artigo.

Eu conheci Whitney Houston e sua parceira na vigília Reach Out & Touch HIV em Londres em 1991.

Whitney discursou em apoio às pessoas com HIV de forma comovente, numa época em que muitas outras estrelas se mantinham à distância. Seu apoio foi muito valorizado. Ela batalhava pelo bem estar e direitos humanos das pessoas com HIV. Foi uma posição louvável.

Em tempos passados eu deixei de citar o nome da parceira de Whitney. Mas a maioria dos meios de comunicação já revelou que se trata de Robyn Crawford. Quando eu as encontrei, era óbvio que estavam loucamente apaixonadas. A intimidade e o afeto entre elas eram tão meigos e românticos. Elas davam-se as mãos no banco de trás do carro, como namoradas adolescentes. Claramente mais do que simples amigas, elas faziam um casal lindo e estavam tão felizes juntas. Ver seu amor era contagiante e arrebatador.

Quando esteve com Robyn, Whitney esteva feliz como nunca e no auge de sua carreira. Infelizmente, ela sofreu pressões de sua família e de sua igreja para por fim a seu maior amor de todos. Ela temia os efeitos que os rumores de que era lésbica causariam em sua família, sua reputação e sua carreira. Até que cedeu. O resultado? Um casamento surpresa com Bobby Brown.

Whitney, (esquerda) com Bobby Brown, sua mãe Cissy e (direita) Robyn Crawford

Whitney, (esquerda) com Bobby Brown, sua mãe Cissy e (direita) Robyn Crawford

O casamento foi um desastre. Bobby, o bad boy, nunca foi sua alma gêmea. Abrir mão de Robyn – elas haviam sido inseparáveis por anos – deve ter sido um trauma emocional. A vida de Whitney começou a ir para o ralo logo depois. Antes alguém saudável e sem vícios, ela passou a cair na bebedeira e a abusar das drogas – indícios de uma vida pessoal problemática e de muita infelicidade.

É muito provável que sua separação de Robyn tenha contribuído para seu abuso de entorpecentes e seu declínio. Há uma correlação conhecida entre a negação da própria sexualidade e a propensão a comportamentos autodestrutivos. A homofobia sem dúvida colocou Whitney sob mais pressão e acelerou seu falecimento.

Pouco depois de sua triste morte, eu fui citado por dizer que Whitney nunca foi tão feliz como quando amou uma mulher. Alguns fãs me acusaram de “insultá-la” e “conspurcar sua imagem”.

Mas não há nada vergonhoso quando uma mulher ama uma mulher. Não é sujo nem sórdido e não é algo que deveria ser ocultado.

Eu não a tirei do armário como lésbica/bissexual. Ela se declarou parcialmente quando dedicou seus álbuns a Robyn. Anos atrás, ela foi tirada do armário pela irmã de Bobby, Tina, e por seu ex-guarda-costas, Kevin Ammons.

Bobby Brown insinuou em sua autobiografia que ela havia se casado com ele para dispersar os rumores de que fosse lésbica: “Eu acredito que seu objetivo era limpar sua imagem… A mídia estava acusando-a de ter um relacionamento bissexual com sua assistente, Robin [sic] Crawford… isso não fazia muito bem para sua imagem. Na situação em que Whitney se encontrava, a única solução era se casar… para eliminar todos os rumores.”

Dizer a verdade não conspurca a memória de Whitney. Dizer a verdade honra o relacionamento mais importante que ela já teve. O que é errado é ignorar ou negar o único amor que a fez realmente feliz. A homofobia contribuiu para a derrocada de Whitney.

Eu quero ver uma sociedade mais tolerante, em que as pessoas não sintam a necessidade de se casarem para abafar os rumores de homossexualidade, e em que elas não sejam levadas à autodestruição por causa de sua inabilidade de aceitar e expressar seu amor por uma pessoa do mesmo sexo.

Alcançar esse objetivo seria um tributo digno para Whitney Houston.