Como flechar o coração de todos aqueles que conhecer

Os sete segundos iniciais são a chave para uma primeira impressão

primeiro encontro

por PATRICIA PEYRÓ JIMÉNEZ

Contamos com sete segundos e apenas uma oportunidade, segundo a famosa coach internacional Carol Kinsey Goman, para causar uma primeira boa impressão. Não acontece todos os dias, mas frequentemente, e, hoje, precisamente, pode ser o dia em que você vai conhecer essa pessoa especial para quem tem que parecer deslumbrante.

Vamos estabelecer uma pergunta clara: Como é possível agradar? Embora a famosa frase que diz que a primeira impressão é a que conta soe como um slogan publicitário, possui uma boa dose de verdade, ou pelo menos é a melhor fórmula para abrir caminho entre duas pessoas. Essa é a ideia sustentada pelos profissionais de Ciências do Comportamento, como Goman, que treina, todos os dias, altos executivos e políticos e que dá palestras sobre empatia, liderança e linguagem corporal.

MIREIA PÉREZ

MIREIA PÉREZ

Ela descreve o instante em que conhecemos alguém da seguinte forma: “No momento em que um desconhecido olha para você, o cérebro dele começa a trabalhar criando milhares de associações para se perguntar se você é uma pessoa confiável ou se, pelo contrário, deve ter receio”.

Em resumo, logo após conhecer alguém, ativamos um nível primário com o qual nos questionamos se é amigo ou inimigo, e nos preparamos para agir baseados nisso. O conceito se estuda também sob o termo relatedness, que se refere ao “o grau de pertencimento a um grupo social”, modelo desenvolvido por David Rock dentro de sua teoria sobre a neuroliderança, por meio da qual explica como, por exemplo, um simples aperto de mãos, ou gestos como dizer os nomes e falar sobre um tema comum, podem produzir ocitocina (hormônio vinculado à confiança e ao amor), e, portanto, favorecer a conexão com outra pessoa.

O fato de alguém te escutar produz uma sensação de prazer ilimitada no cérebro, semelhante à causada pela comida e pelo dinheiro

No entanto, à revelia de indicadores sociais inofensivos, o corpo gerará uma resposta de ameaça. “Logo após conhecer alguém, isso é o que buscamos: saber se é ou não um dos nossos”. O fato de gostarem de você dependerá, em grande parte, de baixar as defesas do outro desde o princípio, algo que se pode conseguir com alguns truques simples, como os que ensina a trabalhar, durante as sessões que dá, a neurocoach e trainer, co-fundadora da The School of Change, Adelina Ruano.

1. Arrume-se bem e exiba sua criança interior. Um estudo realizado pelo departamento de psicologia da Universidade de York no ano 2014 determinou a importância dos traços faciais nas primeiras interações. Assim, quando nos fixamos na imagem de um rosto, formamos rapidamente juízos de valor sobre a personalidade e o caráter da pessoa, e a categorizamos como amável, confiável ou competente em função da forma de suas maçãs do rosto, da separação dos olhos e do tamanho das sobrancelhas. Os pesquisadores concluíram que o físico pode explicar até 58% da variação das primeiras impressões. E (disso já suspeitávamos) as pessoas bonitas e de feições pueris causam uma melhor primeira impressão que os menos felizardos e de aparência mais madura.

2. Sorria. Por uma enorme quantidade de razões, relaxa o ambiente e causa empatia. Esse sentimento é provocado pelos neurônios espelho, chamados assim pelo pesquisador italiano da Universidade de Parma Giacomo Rizzolatti, que os descobriu, por acaso, estudando o cérebro dos macacos. Eles explicam fenômenos como por que a risada é contagiosa, e, inclusive, os processos de empatia, já que se ativam, também, em nível mental e representacional, sem a presença de terceiras pessoas, e permitem conectar com o outro no plano das sensações e emoções. Em palavras de seu descobridor, “os neurônios espelho demonstram que somos seres sociais”, e, portanto, se entende que a empatia é uma qualidade funcional e evolutivamente desejável. Se você sorrir, seu interlocutor também o fará.

Uma vez superada essa primeira (e boa impressão) gerada em poucos segundos, convém reforçá-la através de uma boa conversa, durante a qual sobressaia a ação de escutar de maneira ativa e empática. Essa é uma ideia desenvolvida por Robin Baker, chefe do Programa de Análise de Conduta do FBI (principal ramo de investigação criminal do Departamento de Justiça dos EUA) e autor do livro It’s Not All About Me: The Top Ten Techniques for Building Quicly Rapport With Anyone.

Seu conselho número um é “buscar os pensamentos e opiniões da outra pessoa sem julgá-los” e mostrar um genuíno interesse pelo que contam. Isso funciona porque os seres humanos gostam de falar sobre si mesmos. Encontrar audiência produz, portanto, uma ilimitada sensação de prazer no cérebro, “similar à causada pela comida e pelo dinheiro”.

E aqui abrimos um parêntese necessário para explicar o que quer dizer escuta ativa, já que não basta ouvir e se desligar. Além de não interromper, é preciso fazer gestos que indiquem que se está ouvindo, como assentir com a cabeça, perguntar e inclusive repetir ou resumir o que o outro disse.

Com isso, estamos gerando rapport, como explica a coach Adelina Ruano. E o que significa essa palavra? “É algo que vai um passo além da confiança básica, e serve para ter influência em uma relação”, responde. Embora se pareça à empatia, não é exatamente o mesmo, esclarece: “Chamamos de rapport a qualidade de uma relação quando existem respeito e influência mútuos”.

Duas pessoas tem rapport quando existe uma sintonia entre elas, no sentido de que se aceitam e de que estão abertas e receptivas em sua comunicação. Embora criá-lo seja algo natural que fazemos de forma inconsciente, deixamos esse item de lado quando estamos preocupados ou sem tempo. Por isso, “é uma habilidade que se pode treinar, incidindo fundamentalmente em criar sincronia e um bom swing em relação à linguagem não verbal”, conclui Ruano.

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Eu tinha um cachorro preto: seu nome era Depressão

Esse vídeo foi criado e publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a reflexão sobre a depressão.

 

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Atualmente, a depressão afeta mais de 350 milhões de pessoas no mundo inteiro.

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Projeções da OMS estimam que no ano de 2030, entre todas as doenças, a depressão será a mais comum.

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Existem tratamentos efetivos, mas menos da metade dos afetados pela doença recebem qualquer tipo de tratamento.

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Os números da Previdência Social também não param de crescer e a depressão tem sido fonte de afastamentos longos e incapacidade para o trabalho.

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Como existe uma grande chance da depressão tornar-se uma doenças crônica em que a pessoa pode ter diversos episódios de adoecimento ao longo da vida, o tratamento é fundamental. Se você ou alguém próximo a você sofre de depressão, procure ajuda profissional. Esse pode ser o primeiro grande passo em direção a uma grande mudança. Esse cachorro preto não precisa ser um inimigo.

Assédio Moral – Não Seja Mais Uma Vítima. Nova diretora de RH de universidade de Jaboatão chegou do Ceará (s)em Piedade

Vou citar os nomes da torturadora e da universidade. Aguardem.

Dentro do departamento de relações humanas são quebrados, pelo assédio moral, pelo stalking, pelas ameaças físicas, os códigos de ética profissional dos psicólogos, dos RH e dos professores.

O que é mais grave, além do constrangimento dos avisos verbais de demissão sem justa causa, a vítima vem sofrendo a advertência de que terá seu nome colocado na lista negra do desemprego eterno.

Tal lista negra existia nos tempo de chumbo da ditadura civil-militar, instalada no primeiro de abril de 1964. É um absurdo, uma afronta à democracia, aos direitos humanos, que persista.

 

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Não Seja Mais Uma Vítima

por Karla Júlia Marcelino (*)

Há momentos que palavras e gestos de incentivo podem fazer a grande difierença em nossas vidas.No ambiente de trabalho, normalmente lidamos com limitações, cobranças, críticas, dificilmente alguém nos estende a mão, sobretudo quando estamos algo fragilizados.

A prática do Assédio Moral é mais comum do que se supõe, ela torna-se sutil, através de comentários indevidos, brincadeiras que tem por objetivo denegrir a imagem profissional ou a trajetória que o funcionário vem percorrendo. Atitudes irõnicas que refletem o descaso ou mesmo falta de atenção durante um certo período de tempo, tornando-se sitemáticas, são caracteríticas do Assédio Moral.

A intenção é denegrir o profissional, isso é motivado por um sentimento de “inveja” de insuportabilidade em conviver com os talentos que normalmente o assediador não possui.

O assédio moral ocorre entre colegas de trabalho, de subordinado para a chefia ou da chefia para o subordinado. Normalmente o assediador não escolhe o seu alvo por um acaso, a vítima destaca-se por algum talento ou habilidade que ele próprio não possui.

A seguir listaremos algumas denominações de Assédio Moral:

. harcèlement moral (assédio moral), na França;
• bullying (tiranizar), na Inglaterra;
• mobbing (molestar), nos Estados Unidos e na Suécia;
• murahachibu, ijime (ostracismo social), no Japão;
• psicoterror laboral, acoso moral (psicoterror laboral,
assédio moral), na Espanha.

Heinz Leymann, médico alemão e pesquisador na área de psicologia no trabalho, que em 1984 efetuou

o primeiro estudo sobre o assunto, quando identificou o fenômeno e o nominou “mobbing”, o descreve da seguinte maneira:

• “assédio moral é a deliberada degradação das condições de trabalho através do estabelecimento de comunicações não éticas (abusivas) que se caracterizam pela repetição por longo tempo de duração de um comportamento hostil que um superior ou colega (s) desenvolve (m) contra um indivíduo que apresenta, como reação, um quadro de miséria física, psicológica e social duradoura”.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2003) descreve o assédio moral como o comportamento de alguém, para rebaixar uma ou mais pessoas, através de meios vingativos, cruéis, maliciosos ou humilhantes. São críticas repetitivas e desqualificações, isolando-o do contato com o grupo e difundindo falsas informações sobre ele .

CARACTERÍSTICAS DO ASSÉDIO MORAL:

a) A intensidade da violência psicológica. É necessário que intenção de ocasionar um dano psíquico ou moral ao empregado para marginalizá-lo no seu ambiente de trabalho.
b) O prolongamento no tempo, pois episódio esporádico não o caracteriza, mister o caráter permanente dos atos capazes de produzir o objetivo.
c) A intenção de ocasionar um dano psíquico ou moral ao empregado para marginalizá-lo no seu ambiente de trabalho.
d) A conversão, em patologia, em enfermidade que pressupõe diagnóstico clínico, dos danos psíquicos.

e) A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares.

f) Humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do Servidor de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental.

Em Pernambuco, foi regulamentada a Lei 13.314 (15.10.2007) – Lei de Assédio Moral, abrangendo os 3 poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

• Art. 2o.Considera-se prática de assédio moral, no âmbito da administração pública, toda ação repetitiva ou sistematizada praticada por agente e servidor de qualquer nível que, abusando da autoridade inerente às suas funções,venha causar danos à integridade psíquica ou física e à autoestima do servidor, prejudicando também o serviço público prestado e a própria carreira do servidor público.

A vítima do terror psicológico no trabalho não é o empregado desidioso, negligente. Ao contrário, os pesquisadores encontraram como vítimas justamente os empregados com um senso de responsabilidade quase patológico, são ingênuas no sentido de que acreditam nos outros e naquilo que fazem, são geralmente pessoas bem-educadas e possuidoras de valiosas qualidades profissionais e morais.

As Ouvidorias públicas são um excelente canal através do qual o servidor poderá recorrer denunciando práticas de Assédio Moral. Elas não tem o papel de apurar, mas sim de encaminhar as denúncias para que sejam devidamente apuradas pela área competente do Órgão. Existe ainda muito medo por parte do servidor em realizar denúncias tão graves, sobretudo quando não se tem como comprovar essas práticas abusivas. Toda denúncia ao ser formalizada numa Ouvidoria pública, precisa ser devidamente apurada, motivo pelo qual torna-se necessário distinguir o que é o que não é Assédio Moral.

A Ouvidoria Geral do Estado publicou uma cartilha sobre Assédio Moral, a qual está disponível de forma eletrônica no seu site http://www.ouvidoria.pe.gov.br e no Portal da Transparência.

Um dos estudos mais completos sobre os impactos provocados pelo dano moral à saúde do trabalhador foi realizado pela Margarida Maria Silveira Barreto e sintetizada sob a forma da tede de mestrado “Violência, Saúde e Trabalho: uma Jornada de Humilhação”, defendida em 2000, na Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC/São Paulo). Seu trabalho de pesquisa avaliou a saúde de 2.072 pessoas entrevistadas (1.311 homens e 761 mulheres) que, em seus localis de trabalho, eram submetidos a relações opressivas.

 

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Síndrome de Burnout

Síndrome de Burnout

Hernia Cervical

Hernia Cervical

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Depressão

Depressão

O assédio moral no trabalho é um abuso e não pode ser confundido com decisões legítimas que dizem respeito à organização do trabalho, como transferências e mudanças de função, no caso de estarem de acordo com o contrato de trabalho. Da mesma maneira, críticas construtivas e avaliações sobre o trabalho executado, contanto que sejam explicitadas, e não utilizadas com um propósito de represália, não constituem assédio, sendo natural que todo trabalho apresente um grau de imposição e dependência (HIRIGOYEN, 2002, p.34 e 35).

(*) Karla Júlia Marcelino
Ouvidora Geral do Estado de Pernambuco
Secretaria da Controladoria Geral do Estado

Cómo saber en cinco minutos si te vas a divorciar en el futuro

por C. Fominaya

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El sistema es capaz de pedrecir con un acierto del 90% las parejas que permanecerán y cuáles se separarán después de verlas relacionarse por este espacio de tiempo

Hablamos de probabilidades, de factores que aumentan el riesgo de divorcio, por supuesto no de certezas… En el último libro del profesor de Psicología y Criminología de la Universidad de Valencia, Vicente Garrido, «Cómo sobrevivir una ruptura», se reconoce que uno puede estar en esos grupos de riesgo, y vivir toda la vida felizmente con su pareja. En general para Garrido para ver si una pareja tiene futuro (o no lo tiene) es más interesante detenerse en el proceso de la relación, en el trato cotidiano de la pareja, para preguntarnos si es posible averiguar en qué medida ciertas prácticas habituales de la redacción guardan el secreto de la convivencia feliz o si, por el contrario, predicen el final de la misma.

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En la obra de Garrido, que es una especie de hoja de ruta para las personas que se enfrentan ante un divorcio potencialmente conflictivo, donde se enseña qué errores no deben cometer dentro y fuera de los juzgados, se recoge también la investigación realizada por el famoso psicólogo John Gottman al respecto. Según este, «lo que hace funcionar a un matrimonio es sorprendentemente simple. Las parejas felizmente casadas no son más inteligentes, más ricas o psicológicamente más sofisticadas que otras, sino las que en su vida cotidiana construyen una relación que deja los pensamientos y emociones negativas sobre el otro muy por debajo de las positivas». «Los matrimonios felices se basan en una amistad profunda, respeto mutuo y disfrute de la compañía del otro», añade este experto.

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Según sus parámetros, Gottman es capaz de pedrecir con un acierto del 90% las parejas que permanecerán y cuáles se divorciarán después de verlas relacionarse por espacio de sólo cinco minutos. Él sostiene, explica Garrido en sus páginas, «que lo fundamental para hacer esa valoración no es el hecho de si discuten o no, sino el modo en que lo hacen». De esta forma tenemos que después de revisar miles de horas de grabaciones de parejas, Gottman identifica los siguientes indicadores como los más cercanos a un divorcio futuro, a corto o medio plazo:

1. Inicios desagradables: discusiones que comienzan con sarcasmo

2. Crítica personal: no es lo mismo quejarse de un comportamiento de alguien que criticar un rasgo personal.

3. Desprecio o burla: gestos (rodar los ojos, sonrisas irónicas, etc.) o palabras (motes ofensivos) que indican la intención de que el otro se sienta mal.

4. Posición de defensa: tratar de que el otro crea que él (o ella) tiene el problema, y que es su tarea solucionarlo; nosotros somos «inocentes» no hemos tenido ninguna contribución.

5. El «muro defensivo»: es cuando un miembro de la pareja se evade de la interacción para evitar ser herido, algo que suele hacer mucho más el hombre que la mujer, debido a que en éste la reacción fisiológica o emocional es mucho más intensa y tarda más en disiparse (en otras palabras, se altera más y durante mayor tiempo). Razón por la cual son también las mujeres quienes suelen poner sobre la mesa la necesidad de airear o tratar un conflicto, mientras que los varones tratan de evitarlo.

6. La «inundación» emocional: cuando un miembro de la pareja es atacado verbalmente por el otro reacciona activándose como si sufriera una amenaza física (por ejemplo, con mayores dosis de adrenalina), y todo ello genera un gran desgaste y el deseo de no relacionarse.

7. El fracaso a la hora de prevenir o reparar los daños: las parejas felices saben detenerse en el tiempo, antes de que los daños sean severos, o bien después de una discusión o conflicto saben cómo retomar el humor habitual existente entre ellos. El sentido del perdón y del «olvido» mencionado antes tiene aquí su lugar.

PSICOANALISIS Y HOMOFOBIA. ¿Lo dejamos acá?

¿Es el psicoanálisis homófobo, tal como lo plantean muchos teóricos de los estudios de lesbianas y gays y de la teoría queer? ¿Forma parte el psicoanálisis (para ponerlo en términos más contundentes) de lo que Eve Kosofsky Sedgwick denomina el proyecto genocida de Occidente respecto de los homosexuales?

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Por Jorge N. Reitter
Casi siempre cuando hago estas preguntas a mis colegas analistas me miran sorprendidos e incrédulos, tan convencidos están de que la respuesta es evidente que nunca se les había ocurrido que una pregunta así tuviera siquiera posibilidad de ser planteada. Claro, muchos de ellos no son personas homófobas, y eso, sumado tal vez al eco lejano de tiempos en los que el psicoanálisis era acusado de pansexualismo, hace que ni se les cruce por la cabeza que el psicoanálisis, en alguno de sus aspectos, pueda formar parte de un dispositivo represivo, y no de un método para levantar la represión.

En los tiempos que corren, y gracias al coraje de tanta gente que en los últimos ciento cincuenta años decidió tomar la palabra y no conformarse con ser objeto de condena o de estudio (pero siempre de condena), es demasiado fuerte decir de viva voz que la homosexualidad es una enfermedad, aunque es lo que algunos analistas sigan pensando, si no ¿por qué algunos se jactarían, en privado por supuesto, de “curar” homosexuales? Pero aun los que honestamente creen no pensar de ese modo, que son la mayoría, no están en buenas condiciones para recibir, sin psicopatologizar, a las sexualidades no heteronormativas, porque (al menos ésa es mi hipótesis) las bases teóricas de esa patologización están aún muy poco cuestionadas en casi todas las teorizaciones psicoanalíticas.

Ahora bien, es cierto que el psicoanálisis hizo un planteo absolutamente novedoso respecto de la sexualidad, uno que tiraba abajo el concepto imperante en la psiquiatría de fines del siglo XIX acerca del instinto sexual, cuando afirma que no hay ninguna relación natural entre el “instinto sexual” y un objeto o un fin determinado. Acá estaba abierta la posibilidad de recibir a todas las formas de sexualidad como variantes del instinto que dejaba de ser tal, pasaba a ser un impulso, una tendencia que no portaba consigo ningún saber previo acerca de su objeto ni de su fin, que se denominó pulsión. ¿Qué pasó con todo ese potencial del psicoanálisis?

Según mi lectura, la respuesta tiene que ver con una cuestión bastante compleja que intentaré simplificar. El potencial revolucionario para todos los dispositivos de poder que regulan la sexualidad que tenía la hipótesis de la contingencia del objeto de la pulsión (o sea, que nada establece de antemano que por ser hombre me tenga que gustar una mujer, por ser mujer me tenga que gustar un hombre, ni cómo me tiene que gustar gozar del cuerpo, del mío o del otro; sin contar con que nada garantiza que todo pueda encajarse en los moldes hombre y mujer) se vio compensando en la teoría analítica a partir de un esquema conceptual que sería extremadamente famoso: el complejo de Edipo. Con él, el psicoanálisis vuelve a anclar en la heterosexualidad (y en la familia) la sexualidad que su propio descubrimiento había hecho estallar.

¡Ojo!, no estoy diciendo que haya que deshacerse de toda la teorización del complejo de Edipo ni que no haya mucho de verdad en ella. Digo que el modo en el que es planteada, particularmente en la medida en que se articula con lo que en la teoría se denomina complejo de castración (el hecho de que la diferencia de los sexos sea simbolizada en términos de tener o no tener falo), lleva a renaturalizar las relaciones sexuales, a hacer, por consiguiente de “hombre” y de “mujer” datos incuestionados, y a ubicar la diferencia sexual anatómica como LA diferencia absoluta, aquella que daría cuenta de todas las demás. Es una cuestión teórica compleja cuyo resultado es que toda forma de sexualidad que no sea heterosexual y genital es leída como patología, bajo la forma de la perversión, de la renegación de la castración (lo que dicho de otro modo querría decir no querer saber nada de la diferencia ni de la falta, como si la única diferencia que existiera fuera la sexual anatómica y si la única falta que contara fuera la “falta” del pene en la mujer). Y una vez que teorizo que, supongamos, la homosexualidad se basa en una forma de renegación de la castración, o sea, que un gay buscaría en un hombre una mujer pero con pene y no que simplemente le gusta un hombre, será grande la tentación de encaminar el análisis en el sentido de intentar que el analizante deje de “renegar”, que se dé cuenta de que, en el fondo (“inconscientemente”), está buscando una mujer en ese lindo chonguito, pero le da miedo que no tenga la cosita. Planteadas las cosas de este modo todos somos heterosexuales, sólo que algunos lo aceptan y otros no querrían saber nada de eso, por eso digo que es una manera de teorizar que lleva a renaturalizar la sexualidad, y, paradójicamente, a no incluir las diferencias en nombre de la diferencia.

De ahí que muchos psicoanalistas terminan intentando “curar” homosexuales, aunque crean que no. Y digo “intentando”, porque de la “elección” de objeto no hay cura: como mucho se podrá lograr que alguien se convenza de que desea lo que se supone que hay que desear. Por suerte muchos analistas son incoherentes y trabajan bien a pesar de estas impasses teóricos, pero sigue siendo cierto que el psicoanálisis como teoría, en tanto no se revisen estos planteos, no puede pensar la homosexualidad ni otras formas de sexualidad sino como patología, por más que sea tan incorrecto políticamente afirmarlo que se lo calla.

¿Afirmo yo entonces que el psicoanálisis es inherente e inexorablemente homófobo? No, de ningún modo. El psicoanálisis es la única forma de terapia que no apunta a ser sugestiva ni directiva, aunque, como ya Freud mismo lo señalara, haya una dosis ineliminable de sugestión, por el simple hecho de que se trabaja con la palabra. Pero, a pesar de la imposibilidad, de los inevitables obstáculos, algo de lo real pasa si analizante y analista no ofrecen una resistencia desmedida. Por eso sigue siendo, en mi opinión, por lejos, la forma más poderosa de trabajo sobre la subjetividad. Claro que, como toda herramienta poderosa, está llena de peligros.

Que la teoría analítica se desprenda del lastre homófobo que contiene depende exactamente de lo mismo de lo que depende el destino de cada análisis, de que los analistas se dejen interrogar, de que escuchen lo que los analizantes tienen para decir en lugar de aferrarse religiosamente a la teoría, por más interesante, valorada y atesorada que sea. En tanto los analistas intenten hacer encajar a los analizantes en el lecho de Procusto teórico/religioso del dogma complejo de Edipo/complejo de castración tal como en general se lo piensa, tendrán dificultades para darles lugar a las distintas formas de vivir el amor y el erotismo.

DÍA INTERNACIONAL DE LA MUJER. Hegemonía, spa y sales de baño

El 8 de marzo es un jornada de reivindicación de la lucha de las mujeres por sus derechos, sin embargo, buena parte de la potencia de este día queda reducida a una impúdica oportunidad de negocios para los que venden maquillaje, zapatos o masajes.

Malena

por Malena Pichot

Hace unos años el 8 de marzo, más conocido como “el día de la mujer”, me desesperaba. Me parecía indignante que nadie notara que este día no hacía otra cosa que evidenciar la desigualdad ancestral que existe entre el hombre y la mujer. Para mí el 8 de marzo solo seguía instalando a las mujeres como “lo otro”. Nadie parecía advertir lo ridículo de que te feliciten por ser mujer, por la tan aleatoria, arbitraria y casual realidad de ser mujer “¡Felicitaciones, Claudia, por el azar de tus cromosomas! Tomá unas flores”. Las felicitaciones son una gastada en la cara: “Felicitaciones Claudia, por ser la otredad, porque te tocó ser eternamente lo diferente, el opuesto a la norma, felicitaciones Claudia por seguir bancándotelo todo, laburando lo mismo que yo, pero ganando mucho menos, y todo esto haciéndolo maquillada y en tacos a las ocho de la mañana! Feliz Día Clau.”. Y Clau sonríe, toma las flores. Está contenta, satisfecha y no se siente ofendida, por eso no se queja. “No, no me voy a quejar, si me dieron flores. ¡Flores! ¡Cómo en las películas!”

Fue mi madre quien un día me sentó y me explicó la importancia de tener aunque sea un solo día en el que los medios y la gente estén un poco más atentos que el resto del año a las cuestiones de la mujer trabajadora. Es que la lógica del consumo me había confundido a mí también.

Este veneno que me inundaba todos los años el 8 de marzo tenía un solo culpable, el mismo de siempre. El único culpable que conforma a Clau con unas flores y que me lastima, y que no es otro que el discurso hegemónico, que logra poner al lenguaje en contra nuestro constantemente, doblegándonos desde los mismos discursos estigmatizantes. El discurso hegemónico que logra desmantelar un día que busca resaltar la lucha feminista, para convertirlo justamente en todo lo opuesto a una lucha feminista. Es otra vez el discurso hegemónico con sus secuaces, los publicitarios, que logran igualar el día de la mujer con el día de la secretaria, con el día del animal o con el día de los enamorados, y en el que el día de la mujer se vuelve uno ideal para vender más shampoo, más tostadoras y más días de SPA.

Clau y sus flores

“Este veneno que me inundaba todos los años el 8 de marzo tiene un solo culpable, el mismo de siempre. El único culpable que conforma a Clau con unas flores y que me lastima, y que no es otro que el discurso hegemónico, que logra poner al lenguaje en contra nuestro constantemente.”

Y uno de los centros de ese dispositivo es la publicidad, según la cual, el día de la mujer es un día en el que aparentemente estamos habilitadas a ser más mujeres que nunca, y ser “más mujer” significa todo lo siniestro que el discurso hegemónico pueda postular sobre “el ser mujer”, o sea, ser más lindas, y para eso hace falta comprar más shampoo.

Las publicidades se llenan de supuestas cualidades propias de las mujeres, aprovechando este día para continuar la estigmatización. Grita una publicidad de crema: “Dicen que las mujeres argentinas somos las más lindas del mundo”. Desde el vamos, una lamentable interpretación que convierte al día de la mujer en un concurso de Miss Mundo; y luego prosigue: “…somos madrazas, independientes, soñadoras, transgresoras”.  Todas cuestiones absolutamente relativas, que nada tienen que ver con una lucha que busca la igualdad de derechos en el ámbito laboral e inclusive los derechos sobre nuestro propio cuerpo. Y finaliza la canallada: “se dice mucho de nosotras, pero así somos, mujeres argentinas y queremos celebrarlo”. Y entonces el día de la mujer deviene en la pavada sideral de celebrar el haber nacido mujer y mantener todos los valores propios de una mujer (¿ser madraza? ¿soñadora? ¿boluda?).

A mi no me enorgullece el haber nacido mujer ni haber crecido en Núñez, son todas eventualidades que no dependieron de mi proceder en lo más mínimo.  Un primer paso a la igualdad de género sería abandonar los orgullos de género. No debería haber valor ni en nacer mujer ni en nacer hombre. Y por otro lado, hay otras tantas mujeres que ya entendieron qué es el 8 de marzo, pero nunca le van a decir a su compañero de oficina :“Por favor, Hernán, este día no me felicites. No se trata de eso”, porque saben que la respuesta será: “Bueno viejo, no hay por…. que les venga bien”.  Yo no soy complaciente como Clau y eso sí me enorgullece. Lo cierto es que el 8 de marzo es el día de la mujer trabajadora y de la lucha feminista, el problema es que ser feminista no vende shampoo.

 

 

Madona o bruja

“EXCLUIDAS DE LA CONSTRUCCION HISTORICA”

 

 

mulher Chile

Por Leticia Glocer Fiorini *

El lema “Igualdad para las mujeres. Progreso para tod@s”, bajo el cual se conmemora este año el Día de la Mujer, remite a que la igualdad para las mujeres, igualdad de oportunidades, igualdad de reconocimientos, igualdad laboral, no es o no debería ser una reivindicación sólo de las mujeres. La demanda de equiparación en la sociedad con los derechos de los hombres debe significar progreso y beneficios para todos, como lo es el reconocimiento de toda minoría discriminada.

Si bien las mujeres quedaron durante mucho tiempo excluidas de las construcciones históricas, hubo y hay variedad de representaciones de mujeres en la historia de la cultura. Alternativamente pura y prostituta, madre idealizada y mujer denigrada, madona y bruja, estas representaciones contradictorias expresan también las relaciones entre los sexos. En este sentido, son también una historia de los hombres y de la humanidad.

Mucho se ha avanzado en los derechos de la mujer y mucho falta aún. Hay diferencias significativas en la situación de la mujer en Oriente y Africa con respecto a las sociedades occidentales, pero también en el seno mismo de estas últimas.

Los enormes cambios que se produjeron desde la entrada de las mujeres al mundo del trabajo, la aparición de métodos anticonceptivos, el voto femenino, entre otras importantes adquisiciones, no deberían opacar los problemas presentes: los femicidios en aumento, la trata de personas, principalmente de mujeres, las violaciones en épocas de paz y de guerra, la violencia de género y otras discriminaciones y formas de violencia.

Los cambios en el aspecto jurídico y social son fundamentales, pero son sólo una cara del problema. También deben estar acompañados de cambios psíquicos, ya que hay inscripciones en el psiquismo y en el imaginario social cuya movilización puede llevar más de una generación.

* Presidenta de la Asociación Psicoanalítica Argentina (APA).

 

MulherTrabalho