Independência ou morte

Posts tagged ‘mulher’

VEJA 11 MOTIVOS QUE PODEM TE IMPEDIR DE TER ORGASMO

Estar relaxada e conhecer a anatomia de seu corpo são pontos super importantes

por Matita Iazzetta


Se você é mulher, sabe que atingir o orgasmo é algo bem difícil. Apesar de muitas fingirem, a realidade é que existe uma grande porcentagem da mulherada que nunca gozou na vida.

+ Como deixar uma mulher louca de raiva na cama
+ 5 coisas que os homens não reparam durante o sexo
+ Veja 10 experiências sexuais que todos deveriam ter uma vez na vida

Confira 11 motivos que podem estar impedindo, relaxe e goze:

1) Não estar excitada o suficiente

Sexo não é algo mecânico como aparenta ser nos filmes pornôs. É algo que vai acontecendo e esquentando. No caso das mulheres, pular etapas é o principal fator que as leva a não conseguir atingir o orgasmo. A dica é caprichar – e muito – nas preliminares, para na hora da penetração, a mulher estar bem lubrificada e com gostinho de quero mais.

2) Problemas emocionais

Diferente dos homens, a maioria das mulheres não vê o sexo como algo físico. O emocional é o principal fator de todos. Se ela está com problemas no trabalho, deprimida ou ansiosa, com certeza o seu desempenho sexual não será o mesmo, o que pode dificultar o orgasmo.

3) Não conhecer o seu corpo

Você nunca se masturbou? Então não reclame, afinal, como você espera que alguém conheça o seu corpo, se nem você entende direito sua anatomia? Além de ser uma delícia, a masturbação facilita muito na hora da relação sexual, afinal, fica mil vezes mais fácil de você saber do que gosta e o que te estimula.

4) Problemas hormonais

Diversos problemas de saúde podem prejudicar o orgasmo da mulherada. Os principais são os que afetam a tireóide, diabetes e menopausa.

5) Insegurança

Aquele papo de que problemas emocionais afetam a relação sexual é verdade, e no caso de uma pessoa insegura com seu corpo ou qualquer outra coisa, ainda mais. Se você não estiver se sentindo bem consigo mesma, o orgasmo não vai dar às caras tão fácil. Se ame, antes de amar outra pessoa : )

6) Parceiro não compatível

Sim, existe essa história de compatibilidade na cama. Se às vezes um beijo não bate com o de outra pessoa, imagina o sexo? São muitos fatores que podem tornar a experiência ruim, não se culpe.

7) Tipo bife – risos

Não existe coisa pior que mulher bife… Sabe aquele tipo que deita na cama e parece que está morta e ainda por cima espera que o homem faça todo o serviço sozinho? Gozar assim é impossível, gata.

8) Pressa

“A pressa é inimiga da perfeição”, precisa falar mais alguma coisa? Quanto mais fixada você ficar na ideia que precisa gozar, menos vai conseguir.

9) Falta de concentração

Sim, você precisa se concentrar para gozar. Quer dizer, na real você precisa ou não pensar em nada ou pensar em coisas que te dão mais tesão.

10) Vergonha/desconforto

É a mesma pegada de estar se sentindo insegura: se você tem vergonha do seu parceiro, ou ainda não tem intimidade e se sente desconfortável, vai ser BEM difícil você conseguir se soltar e ter um orgasmo dos bons.

11) Pílulas anticoncepcionais

Algumas mulheres sofrem alteração em seu apetite sexual pelo fato de algumas pílulas conterem estrogênio – aumenta a testosterona no sangue e pode afetar a libido.

RECIFE. Passeio

por Gustavo Krause

Hoje vou poupar o leitor de temas pesados: crise, o blábláblá nosso de todos os dias. Domingo é dia de passeio. Passeio de bicicleta. Bem-vinda a ideia das ciclofaixas.

Semana passada, tomei a decisão: vou ver o Recife por dentro montado no lombo da bicicleta com a força do pé(dal). Um choque. A família inteira, assustada (sou um desastrado, não dirijo e me perco dentro de um shopping Center), ponderou, pediu, apelou com a dramaticidade de quem antecipava as dores da viuvez e da orfandade. Houve até quem dissesse: – Velho, fica na rede e lê o Guia prático, histórico e sentimental do Recife de Gilberto Freyre ou o antológico poema de Carlos Pena filho, Guia prático da cidade do Recife. Negativo. A teimosia ganha na rapidez e perde da sensatez. Disse: “Quem for recifense me siga”.

Tomadas as providências regulamentares e devidamente assumido o comando da bike, comecei a pedalar sob o sol recém-nascido que propagava raios brilhantes do tempo renascido. Em vez de escuro, usei óculos mágicos que, a um só tempo, protege, enxerga o presente e, com lentes poderosas, traz de volta o Recife a que fui apresentado quando completei meu primeiro decênio da vida.

Vacinado por Gilberto Freyre, não me senti “um tanto estrangeiro no Recife de agora”. Contemplei a memória e vi o que quis, pedalando do oeste (Bairro da Jaqueira) para o leste na direção do mar que saúda Boa Viagem?! a quem chega e a quem parte.

Não deixei empalidecer o Recife colorido; não permiti o doloroso martírio de lembrar a ausência de sobrados e casarões que pagaram o preço em nome de “um progresso” sem dó nem piedade do valor da história; despoluí o Capibaribe e revi alegres cardumes brincando na transparência das águas; reencontrei “o Recife marchando na Avenida Guararapes” e me deparei com os “trinta homens sentados” no “festim” do Bar Savoy; parei e descansei no berço da cidade, o Bairro do Recife e lá encontrei, em corpo e alma, Cícero Dias conversando com Francisco Brennand, um belo homem, dono (pois dele é o dom) das belas artes por sobre a raridade dos arrecifes de coral; mirei São José, quase despovoado de “casas cariadas” que explode em multidão no Sábado de “Zé Pereira” sob os acordes do Galo da Madrugada; chego exausto ao meu destino: a praia e respiro no ritmo do vaivém das ondas do mar quando, de repente, sai de dentro de dele u’a mulher, isto mesmo, Recife feminina, morena, tímida, recatada, flagrada no seu banho matinal.

Pude ver, por inteiro, um banho de mulher: a água escore pelo corpo como se fosse (e é) um batismo profano/ Toma dois caminhos: o rosto e os cabelos/ Olhos entreabertos compõem a máscara do prazer/ A pele fabrica pérolas líquidas/ Os pelos iluminam os tons dados pela natureza/ Uma leve correnteza obedece à lei de gravidade/ Uma pequena cascata salta do pescoço de garça e invade relevos redondos e pontiagudos/ No caminho do dorso, uma ondulação permite intimidades/ De repente, água e corpo se fundem em formas de mulher/ O encontro entre a água e a mulher exalam sensualidade (com a permissão de Iemanjá)/ A sensualidade é o perfume da mulher/ E quando o mar devolve a mulher à terra, vestida com os restos diáfanos do mergulho, o remédio para o pecado da luxúria é rezar, contrito, uma “Ave Maria”, cheia de graça e sal.

São e salvo, quis tocar naquela mulher misteriosa. Era uma visagem. Estava “variando”. Quem sabe, um dos achaques da idade, hipoglicemia, por exemplo?. Fui socorrido com sôfregos goles da mais benta de todas as águas: a água de coco.

Seguido e perseguido pelos cuidadosos afetos da guarda pretoriana – a família –, limitei-me a dizer: – Estou ótimo! E Nada falei sobre o banho da mulher. Quem ia acreditar? Caduquice, ora.

O suicídio da jovem estagiária do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados e o silêncio que incomoda

A vítima morreu três vezes: no ato da agressão, na impossibilidade de obter justiça e na destruição de sua imagem pública

 

Texto relata o silêncio em torno da morte da estudante da PUC-SP, que tinha 21 anos, Viviane Alves Guimarães. Inicialmente tratado como suicídio – pois ela se jogou, no dia 3 de dezembro, da sacada do 7º andar do prédio onde morava, na Zona Sul de São Paulo – o registro da investigação foi mudado pela polícia para “morte suspeita”. Viviane relatou à mãe que foi drogada e estuprada por um colega de trabalho. Viviane era estagiária do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados, na capital paulista. Era uma jovem feliz e realizada.

 

Por Felipe B/ Pragmatismo Político

 

Abra as pernas, feche a boca e tente não morrer: como ser uma jovem mulher em São Paulo.

 

Você possui o escritório de advocacia mais influente do país. Seus jovens sócios, mulheres e homens com menos de 40 anos que se acham os donos de São Paulo e ostentam salários mensais acima de 100 mil reais, decidem brincar com a vida e autoestima de uma menina de 21 anos começando a carreira como estagiária na empresa.

O combinado é sacanear a menina, certos da impunidade. Domínio dos meandros legais que fazem os algozes terem a certeza da impunidade. O ônus da prova ficará todo com a vítima.

Você é informado sobre o crime (apesar de seus jovens sócios e demais advogados influentes não olharem essa questão através do mesmo prisma moral dos pobres mortais) e aciona o departamento de gerenciamento de crise para preparar uma ação de acobertamento, caso alguma denúncia seja feita. O primeiro passo é escrutinar a vida sexual da vítima e catalogar qualquer “desvio de conduta”. Prepare um rol de testemunhas pagas a peso de ouro. Também prepare a compra do silêncio da vítima, ameaçando-a de ter a carreira encerrada em qualquer instituição de peso caso leve adiante a vontade de fazer justiça.

Enquanto isso os jovens sócios se regozijam do crime perfeito, da arte de terem sacaneado a novata. Provavelmente algumas das sócias, ex-estagiárias também estão rindo. Não é uma questão de gênero. É uma questão de poder.

Ao mesmo tempo que comemoram a impunidade, os jovens sócios ainda estão eufóricos por serem os responsáveis pelo escritório ter recebido o prêmio de Ëscritório do Ano no Brasil, pela consagrada publicação International Financial Law Review. Além de serem jovens e donos do mundo, agora o bônus será polpudo.

Mas a vítima não suporta a pressão. Decide pelo suicídio, em um dos bairros mais nobres da capital.

Merda no ventilador. Departamento de gestão de crise pesa a mão. Quem der prosseguimento na apuração pode perder alguns de seus maiores anunciantes. MSM fica calada. Alguns delegados também.

A vítima morreu três vezes: no ato da agressão, na impossibilidade de obter justiça e na destruição de sua imagem pública.

O escritório fará de tudo para manter a blindagem em seus jovens sócios criminosos e assassinos. Afinal, eles são a fonte de prosperidade do negócio, com sua agressividade e falta de ética. Estão ali para vencer. Para atropelarem os fracos que não aguentam os ritos de passagem para o mundo do poder sem limites, no qual uma jovem mulher não passa de mero brinquedo descartável.

Afinal, a temporada de contratação de novos estagiários já está aberta. E elas vão continuar correndo atrás do sonho.

Não é um livro de Scott Turow. Não teremos um herói para desvendar esse crime e fazer justiça. Vai tudo ser varrido para debaixo do tapete.

Não me venha falar na malícia de toda mulher

Ou enganam, ou são enganadas
Se mulheres são enganadas, é por políticas públicas como as propostas por Eduardo Cunha

Se mulheres são enganadas, é por políticas públicas como as propostas por Eduardo Cunha. “Sua corrupção no meu útero, não!”

Por Antonia Pellegrino

O deputado e atual presidente da câmara deve estar rindo das mulheres que foram às ruas contra sua PL 5069/13, mais conhecida como PL do Aborto.

Segundo Cunha, “a legalização do aborto vem sendo imposta a todo o mundo por organizações internacionais inspiradas por uma ideologia neomalthusiana de controle populacional, e financiadas por fundações norte-americanas ligadas a interesses supercapitalistas”.

Para o deputado, os frutos deste lobby começaram a brotar nos Estados Unidos, em 1969, sob a presidência de Nixon, alçando seu auge poucos anos depois, no relatório Kissinger.

A partir do relatório, que “propunha o controle demográfico mundial como matéria de segurança nacional dos Estados Unidos” (sic), forças de oposição à política americana começaram a emergir em todo o mundo, e também dentro da América.

Hora de o lobby mudar de estratégia, e foi o que aconteceu, segundo argumentação de Cunha, a partir de 1974, quando “a direção das organizações Rockefeller, em conjunto com sociólogos da Fundação Ford, formularam uma nova tática na estratégia para o controle da população mundial”.

“Os meios para a redução do crescimento populacional, entre os quais o aborto, passariam a ser apresentados na perspectiva da emancipação da mulher, e a ser exigidos não mais por especialistas em demografia, mas por movimentos feministas organizados em redes internacionais de ONG’s sob o rótulo de ‘direitos sexuais e reprodutivos’.”

“Neste sentido, as grandes fundações enganaram também as feministas, que se prestaram a esse jogo sujo pensando que aquelas entidades estavam realmente preocupadas com a condição da mulher.”

Estará o deputado Eduardo Cunha verdadeiramente preocupado com a condição da mulher?

Hoje, se uma mulher for estrupada e engravidar, é direito dela ir diretamente ao hospital e realizar o procedimento. Caso o projeto do deputado entre em vigor, a estuprada terá que comparecer a uma delegacia, registrar ocorrência e se submenter a um exame de corpo de delito para comprovar o abuso.

Em seu Facebook, Eduardo Cunha afirmou: “o projeto de lei vai contra a impunidade, incentivando as vítimas reais a registrarem Boletim de Ocorrência; ajudando a combater este crime hediondo”.

Vítimas reais, deputado?

O projeto de lei do deputado Eduardo Cunha parte do princípio de que haveria mulheres utilizando o SUS para fazer abortos ilegais. Seu alegado objetivo seria, portanto, em última instância coibir a mentira. Concedo que não é absurdo supor que mulheres estariam mentindo para ter o direito ao aborto legal pelo SUS. Mas cabe perguntar: por que elas fariam isso?

Talvez a resposta possa vir da boca de Sandra Maria dos Santos Queiroz, a mulher que deixou seu bebê aos pés de uma árvore, há poucas semanas, no bairro de Higienópolis, na cidade de São Paulo. Quando perguntada por que “abandonou” seu filho, Sandra tapou o rosto e disse: “por desespero”.

Deputado, se as mulheres enganam, só o fazem porque são coagidas por um Estado que se diz laico, mas lhes retira o direito ao próprio corpo utilizando argumentos históricos para escamotear intenções nada laicas e nada preocupadas com a condição feminina.

E, se (algumas) mulheres são enganadas, é por políticas públicas como as propostas pelo senhor. Não passará. #AgoraÉQueSãoElas In Carta Capital

fanatismo religioso pena morte aborto

Why Doctors Are Rethinking Breast-Cancer Treatment

Siobhan O’Conno

time. cancer mama
Too much chemo. Too much radiation. And way too many mastectomies

“What if I decide to just do nothing?”

It was kind of a taunt, Desiree Basila admits. Not the sort of thing that usually comes out of the mouth of a woman who’s just been diagnosed with breast cancer. For 20 minutes she’d been grilling her breast surgeon. “Just one more question,” she kept saying, and her surgeon appeared to her to be growing weary. She was trying to figure out what to do about her ductal carcinoma in situ (DCIS), also known as Stage 0 breast cancer, and she was already on her second opinion. The first surgeon had slapped a photograph of her right breast onto a viewer, pointed to a spot about 5 cm long and 2.5 cm wide and told her there was a slot open the following week for a mastectomy.

Basila’s first reaction to her diagnosis was an animal-instinct panic that she registered as “10,000 bricks” crushing into her chest when she woke up in the morning. After that, Basila, who is now 60 and teaches high school science in San Francisco, did a little research. She learned that there were a lot of unknowns about the progression of DCIS, which is noninvasive–it’s confined to the milk ducts–and is the earliest stage of breast cancer. She also learned there was some disagreement in the field about how to treat it.

She knew she wasn’t ready to have one or both of her breasts cut off. And she wasn’t sure she wanted a lumpectomy either. That’s why when Dr. Shelley Hwang, then a surgeon at the University of California, San Francisco (UCSF), recommended a lumpectomy, Basila grew frustrated. She was coat in hand and ready to walk out the door when she issued that half taunt. And when she did, Hwang said this: “Well, some people are electing to do that.”

Basila sat back down, and as their meeting reached the hour mark, she made a choice that humans are practically hardwired not to make in the face of a cancer diagnosis: she decided to do nothing.

Well, not nothing, exactly. She would start taking a drug called tamoxifen that blocks estrogen, which can fuel tumor growth, and she would enroll in a clinical trial involving active surveillance: twice-a-year visits in which she would get mammograms alternating with MRIs. As long as there were no worrisome changes, Basila would be spared the standard arsenal in breast-cancer treatment: surgery, radiation and chemotherapy.

That conversation took place eight years ago. And if it sounds radical today, it was all but heresy back then. This was before the U.S. Preventive Services Task Force said in 2009 that women should start mammograms at 50, not the previous guideline of 40, because there’s insufficient evidence that earlier screening does more good than harm.

La isla de las fantasías

En Dólares de arena, los directores Laura Amelia Guzmán e Israel Cárdenas exploran las relaciones de amor y conveniencias entre una joven dominicana y una madura y europea interpretada por Geraldine Chaplin quien tras una vida frente a las cámaras, encarna su primer papel lésbico.

dolares-de-arena-c_6342_poster2

Por Alejando Dramis

Lejos de su Francia natal y de su familia, en busca de nuevos amores y aventuras en tierras caribeñas, Anne, una mujer retirada, se encuentra perdidamente enamorada de Noelí, una acompañante local que entabla con ella desde hace tres años una relación compleja y misteriosa, construida sobre una frágil y ambigua dialéctica que oscila entre los deseos y los negocios, los sentimientos mutuos y el dinero, proyecciones a futuro y un presente efímero y desconcertante. Localizada en un pueblo paradisíaco de República Dominicana, el vínculo entre ambas se convierte en un triángulo complejo por la omnipresencia del novio de Noelí, asociado a ella en la necesaria búsqueda de dinero, en una región en la que sobrevivir parece ser el leit motiv de sus habitantes. Profundamente poética, destructora de lugares comunes, minimalista y magistralmente protagonizada por Geraldine Chaplin, Dólares de arena retrata a rienda suelta los deseos de una mujer madura y la aceptación optimista del paso del tiempo, de los cambios corporales y, sobre todo, de la sexualidad y el erotismo de quien decide aumentar y rejuvenecer su curiosidad por el amor, las relaciones afectivas y carnales con el transcurso de los años. En una zona repleta de extranjeros adinerados y de jóvenes en busca de medios de subsistencia, en la cual se construyen a diario novedosas formas de relacionarse que escapan a cualquier etiqueta posible, el cine dominicano supo encontrar un escenario en el cual las experiencias locales se convierten en un valioso material de trabajo, porque tal como lo cuentan sus directores Laura Amelia Guzmán e Israel Cárdenas en diálogo exclusivo con SOY, en la isla “hay muchas historias para contar, pero aún muy pocas películas que lo hagan”.

dolares8

El film se basa en la novela homónima de Jean-Noël Pancrazi, quien narra su enamoramiento con un chico más joven en la misma región. ¿Cómo decidieron transformar la historia original en una relación entre mujeres?

Laura: –En la zona en la que transcurre la película hay una comunidad bastante particular de extranjeros, que llegan primero como turistas y luego se quedan a vivir, y nos interesaba explorar por ahí. Dimos con la novela de Pancrazi, que había sido turista, se había enamorado y escribió una novela autobiográfica. Al principio hicimos una adaptación muy literal del guión, en el cual él se enamora de un chico dominicano y el chico no se sabe realmente si está enamorado.

Israel: –Por entonces no sentíamos el guión como algo propio y en todo el proceso de adaptación del libro siempre había algo que no nos terminaba de cuajar. Convocamos a Geraldine Chaplin para el papel del personaje de una mujer italiana, que en la novela le da celos al protagonista porque coquetea con el chico, hasta que en un momento nos dijimos: “Tenemos a Geraldine, que está aquí y está muy entusiasmada, y tenemos un guión que todavía no lo sentimos tan nuestro, vamos a pensar en Geraldine como una posibilidad para el rol principal”. Entonces cambiamos a mujeres para los roles principales y ahí empezó a cuajar.

A partir de ese cambio de género, ¿cómo trabajaron la relación entre ellas ya sin contar con el soporte de la novela?

L: –Era de cierta manera diferente que la relación hombre-hombre, pero había algo que manteníamos, que era ese mundo difuso entre saber si realmente hay amor o no, si esa persona está con ella por cariño, o afecto, o por compañía simplemente. Ves la película y realmente te cuestionas si ellas tienen relaciones sexuales, porque hay una búsqueda de otra cosa, de una persona muy solitaria que necesita de afecto y compañía, y eso no cambió tanto. Siempre tuvimos muy claro que queríamos retratar la relación con cierto pudor, no provocar.

¿Por qué con “cierto pudor”?

I: –No nos hacía falta tener una escena de sexo explícito. La película no va de relaciones sexuales, sino más bien de relaciones humanas. Creo que era más importante eso, queríamos explorar otras cosas. Hubo algo también con respecto al cambio de género, porque cuando hablábamos de una película entre este hombre que va con esa relación del mototaxi en Dominicana, inmediatamente nos decían “esta va a ser una película gay” y ya. Se encasillaba, se catalogaba y listo: cine gay, perfecto. Y al momento de cambiarle el género la parte gaylésbica pasaba a un plano menos prioritario, y la prioridad ahora eran las relaciones, y también la relación particular entre ellas, que tiene una sensación maternal, algo que no sucedía con la relación entre hombres, que era más dura.

¿Cómo se construyen las relaciones entre lxs jóvenes locales y lxs extranjerxs en la isla?

I: –Mucha gente nos decía que ésta es también una película sobre turismo sexual y prostitución, y nuestra idea era precisamente profundizar sobre eso para ver que no se pueden catalogar a estas relaciones así, porque hay relaciones de todo tipo. Están las de prostitución, yo te pago y pasamos la noche y listo, hasta otros casos bastante comunes que son: yo llego, sabemos que somos muy diferentes, tratamos de llevar adelante una relación y al final pasan los años y sientes. Y hay relación y hay amor. Decir que porque puede haber dinero de por medio todas esas relaciones son “turismo sexual” es muy fuerte. La película busca ver las cosas de maneras más complejas.

L: –También nos llamó la atención ver cómo, a diferencia de la ciudad en donde se puede juzgar esa relación gay y a esa chica, en el pueblo ocurre lo contrario. Porque saben que ella lo está haciendo para salir adelante, porque hace lo que tiene que hacer y ya. Y de cierta manera estar con una señora era mucho más suave que estar con un señor, y de hecho ella tiene bastante poder en la relación.

Además, Noelí no se ve a sí misma como ejerciendo la prostitución en ningún momento.

I: –Ella para nada piensa que se está prostituyendo. Piensa que se está constituyendo una relación y sí, por una lado está el abuso de “yo te pido dinero”, pero del otro lado está también el abuso o la utilización de la compañía. Uno se da cuenta de que la gente le da mucho valor al dinero, y los espectadores dicen “que no, que Noelí le robó dinero y tal”, pero también son muy cuestionables los deseos de la señora al pretender llevársela a ella a Francia simplemente por un capricho. De los dos lados es muy cuestionable todo. Esta es totalmente otra visión de cómo relacionarse, y eso te implica pertenecer, y al mismo tiempo no perteneces.

Hay muchos primeros planos sobre el cuerpo y la piel de Geraldine, de su rostro sin maquillaje ni arreglos. ¿Cómo fue trabajar ese retrato corporal de la feminidad y la madurez desde una óptica tan realista?

L: –Se dio de forma muy natural, como que ella no es mucho de maquillarse. Y nosotros tampoco trabajamos con maquilladores, tenemos un equipo muy reducido, y le preguntamos si hacía falta que hubiera una maquilladora, y respondió que “no, por mí no”. Y sabíamos que no iba a haber problema con eso.

I: –Ella disfruta de su edad, de sus arrugas y precisamente eso nos ha servido para construir el personaje, como alguien que está viviendo su vejez de una manera intensa, con gozo. Hay deseo, hay un placer en estar rodeado con juventud. Es muy tonto o muy inocente creer que después de cierta edad se acabaron los deseos.

Leí que Geraldine consideraba “un regalo” hacer su primer papel como lesbiana.

poster569 dólares de arena geraldine

L: –A ella le preguntaban si hacer este papel era difícil, y respondía que cualquier papel era difícil. Estoy actuando, vivo de esto, hago esto y me sale. Se sentía muy a gusto. Ella es una persona muy simple, muy generosa. Y con la actriz que interpreta a Noelí también, siempre mantuvo una relación igual, delante y detrás de cámara. Se cuidaban una a la otra, eran muy afectivas y en cada día de rodaje que pasaba Geraldine estaba más nuevecita.

I: –Geraldine decía que ella aparece en películas manejando un coche, pero que en realidad no sabe manejar y tiene que hacerlo (risas). Ella está muy contenta y su participación fue un regalo para nosotros. Se puso a disposición de la película y lo disfrutó. Y ésa fue la magia.

¿Cómo es la situación actual en República Dominicana con respecto a los temas que tocan en el film?

L: –Los pueblos turísticos como en el que transcurre la película son lugares nuevos, creados. No hay familia, no hay tradición, va gente de todas partes y se junta ahí. Son lugares un poco sin reglas. Con reglas como de sobrevivencia.

I: –Dominicana en el campo es difícil, no hay muchas maneras de conseguir educación, trabajo. Y si tú consigues a un extranjero que te está pagando la vida y eso es lo que hay o te mueres de hambre, adelante. Mientras que en la ciudad sí es más cuestionable, y sí hay una lucha como en otros países de Latinoamérica por los derechos gays, hay otra postura. El film intenta poner temas sobre la mesa y que se hable sin catalogarse todo en un solo sitio, abrir desde una temática. Podemos estar hablando de una relación lésbica o de una relación gay, pero no estamos hablando solamente de eso.

Trailer oficial

Francisco es un Papa más humano

Por Milda Rivarola/ Extra/ Paraguai

Papa Francisco en el León Condou. Foto: AFP

Papa Francisco en el León Condou. Foto: AFP

El papa Francisco es bueno y místico, se parece a varios ortodoxos, como al papa Juan XXIII que revolucionó en su época. Volvió a las raíces sociales de la Iglesia Católica. El Papa es distinto, pero Paraguay sigue siendo lo mismo desde la venida del papa Juan Pablo II, aunque cambió en las libertades de las personas.

El Sumo Pontífice es un ser preocupado por los pobres, campesinos y por sobre todo, por la deforestación del planeta y por la reforma interna de la Iglesia. Responde a la ideología de la liberación y es tradicionalista, sin tener nada que ver eso con sus raíces latinas. Cuando dijo que la mujer paraguaya es la mejor de todas lo dijo solo por galantería, aunque desde la Guerra de la Triple Alianza se dice que Paraguay es tierra de mujeres.

La reacción de la clase política no se puede apreciar ahora, los cambios se notará después del discurso del Papa. Él (Santo Padre) no tiene poder político, solo es representante de Dios en la Tierra para los católicos pero, de igual manera, maneja cambios en la sociedad. A Bergoglio le siguen los pobres y él sigue a ellos, es un Papa mas humano.

Por otro lado, se volvió un boom mediático para todos por la facilidad de los medios de comunicación que existe en la actualidad, cosa que no existía cuando vino Juan Pablo II, en el año 1988. No soy católica pero puedo decir que este Papa quedará en la historia por su carisma y su misticismo que cautiva.

.