PAPA FRANCISCO Hoje em dia, a casa vai ficando vazia

Em último dia de sua passagem por Cuba, Papa Francisco enalteceu a família como escola da humanidade. A família nos salva da colonização do dinheiro
Papa Francisco saudou família que partilhou com a comunidade sobre as dificuldades de viver uma ‘igreja doméstica’. Foto CTV

Papa Francisco saudou família que partilhou com a comunidade sobre as dificuldades de viver uma ‘igreja doméstica’. Foto CTV

Para Francisco, diante de uma sociedade administrada pela tecnocracia econômica, é necessária uma nova aliança do homem e da mulher para emancipar os povos da “colonização do dinheiro”. Esta aliança, defendeu o Papa, deve voltar a orientar a política, a economia e a convivência civil.
Desta aliança, a comunidade conjugal-familiar do homem e da mulher é a gramática gerativa. Deus confiou à família não o cuidado de uma intimidade fim em si mesma, mas o projeto de tornar “doméstico” o mundo.

“Propriamente a família está no início, na base desta cultura mundial que nos salva; nos salva de tantos ataques, destruições, colonizações, como a do dinheiro e a das ideologias que tanto ameaçam o mundo. A família é a base para defender-se”, disse o Papa.

Francisco salientou que tudo o que acontece entre o homem e a mulher deixa marcas na criação. Em concreto, o pecado original – a rejeição à bênção de Deus – adoeceu o mundo. Mas, recordou, Deus nunca abandonou o homem; no livro do Gênesis, a promessa feita à mulher parece garantir a cada nova geração uma bênção especial para defender-se do maligno.

“Existem muitos clichês, às vezes ofensivos, sobre a mulher sedutora que inspira o mal. Ao invés, há espaço para um teologia da mulher que seja à altura desta bênção de Deus para ela e para a geração!”, defendeu.

Cristo, recordou o Papa, nasceu de uma mulher. “É a carícia de Deus sobre as nossas chagas, nosso erros e pecados. Mas Deus nos ama como somos e quer levar-nos avante com este projeto, e a mulher é a mais forte a levá-lo avante.”

Francisco ressaltou que a promessa que Deus faz ao homem e à mulher inclui todos os seres humanos até o fim da história. “Se tivermos fé suficiente, as famílias dos povos da Terra se reconhecerão nesta bênção. Caminhando juntos, sem fazer proselitismo”, disse o Papa, pedindo a bênção de Deus às famílias de todos os ângulos da Terra.

Família, escola da humanidade

por Alessandra Borges

Em seu último dia de visita pastoral a Cuba, o Papa Francisco se encontrou com a famílias cubanas na Catedral de Nossa Senhora da Assunção, nesta terça, 22, na cidade de Santiago. Em seu discurso, o Pontífice agradeceu o acolhimento que recebeu em sua passagem pelo arquipélago, enaltecendo que se sentiu em casa durantes estes dias.

“Concluir a minha visita vivendo este encontro em família é motivo para agradecer a Deus pelo ‘calor’ que brota de gente que sabe receber, que sabe acolher, que sabe fazer sentir-se em casa. Obrigado!”, disse Francisco.

Papa Francisco iniciou o seu discurso agradecendo a coragem de um casal que testemunhou para todos os presentes “os seus anseios e esforços para viver no lar como uma ‘Igreja doméstica’”.

“A comunidade cristã designa as famílias pelo nome de igrejas domésticas, porque é no calor do lar onde a fé permeia cada canto, ilumina cada espaço, constrói comunidade; porque foi em momentos assim que as pessoas começaram a descobrir o amor concreto e operante de Deus”, explicou o Papa.

Utilizando-se do Evangelho de São João na passagem bíblica das bodas de Caná, e também a relação de amizade de Jesus com Lázaro, Marta e Maria, o Santo Padre exemplificou sobre a importância do ambiente familiar e das relações de amor e afeto que se formam.

“Jesus escolhe estes momentos para nos mostrar o amor de Deus, Jesus escolhe estes espaços para entrar nas nossas casas e ajudar-nos a descobrir o Espírito vivo e atuante nas nossas realidades cotidianas. É em casa onde aprendemos a fraternidade, a solidariedade, o não ser prepotentes. É em casa onde aprendemos a receber e agradecer a vida como uma bênção, e aprendemos que cada um precisa dos outros para seguir em frente. É em casa onde experimentamos o perdão, e somos continuamente convidados a perdoar, a deixarmo-nos transformar. Em casa, não há lugar para ‘máscaras’: somos aquilo que somos e, de uma forma ou de outra, somos convidados a procurar o melhor para os outros”, ressaltou o Papa.

 

Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que a família, em muitas culturas, está deixando desaparecer os encontros e as festas familiares. “Sem família, sem o calor do lar, a vida torna-se vazia; começam a faltar as redes que nos sustentam na adversidade, alimentam na vida quotidiana e motivam na luta pela prosperidade”, exortou.

“A família é escola da humanidade, que ensina a pôr o coração aberto às necessidades dos outros, a estar atento à vida dos demais. Apesar de tantas dificuldades que afligem hoje as nossas famílias, não nos esqueçamos, por favor, disto: as famílias não são um problema, são sobretudo uma oportunidade; uma oportunidade que temos de cuidar, proteger, acompanhar”, afirmou o Santo Padre.

Segundo o Papa, quando formos questionados sobre o futuro da crianças, e que tipo de sociedade queremos deixar para elas, devemos responder que é um lugar que exista a presença das famílias.

“É certo que não existe a família perfeita, não existem esposos perfeitos, pais perfeitos nem filhos perfeitos, mas isso não impede que sejam a resposta para o amanhã. Deus incentiva-nos ao amor, e o amor sempre se compromete com as pessoas que ama. Portanto, cuidemos das nossas famílias, verdadeiras escolas do amanhã”, aconselhou o Pontífice.

Após o discurso, Papa Francisco, se dirigiu a parte externa da catedral de Nossa Senhora da Assunção para saudar os fiéis que o aguardavam com palavras de amor e saudação para as famílias.

Discurso do Papa Francisco, no encontro com as famílias na Catedral de Nossa Senhora da Assunção, em 22 de setembro de 2015, Santiago, Cuba

Estamos em família! E quando alguém está em família, sente-se em casa. Obrigado, famílias cubanas! Obrigado, cubanos, por me terdes feito sentir todos estes dias em família, por me terdes feito sentir em casa. Este encontro convosco é como «a cereja sobre o bolo». Concluir a minha visita vivendo este encontro em família é motivo para agradecer a Deus pelo «calor» que brota de gente que sabe receber, que sabe acolher, que sabe fazer sentir-se em casa. Obrigado!

Agradeço a D. Dionisio García, Arcebispo de Santiago, a saudação que me dirigiu em nome de todos e ao casal que teve a coragem de partilhar com todos nós os seus anseios e esforços para viver o lar como uma «igreja doméstica».

O Evangelho de João apresenta-nos, como primeiro acontecimento público de Jesus, as bodas de Caná, uma festa de família. Está lá com Maria, sua mãe, e alguns dos seus discípulos partilhando a festa familiar.

As bodas são momentos especiais na vida de muitos. Para os «mais veteranos», pais, avós, é uma ocasião para recolher o fruto da sementeira. Dá alegria à alma ver os filhos crescerem, conseguindo formar o seu lar. É a oportunidade de verificar, por um instante, que valeu a pena tudo aquilo por que se lutou. Acompanhar os filhos, apoiá-los, incentivá-los para que possam decidir-se a construir a sua vida, a formar a sua família, é um grande desafio para todos os pais. Os recém-casados, por sua vez, encontram-se na alegria. Todo um futuro que começa; tudo tem «sabor» a coisas novas, a esperança. Nas bodas, sempre se une o passado que herdámos e o futuro que nos espera. Sempre se abre a oportunidade de agradecer tudo o que nos permitiu chegar até ao dia de hoje com o mesmo amor que recebemos.

E Jesus começa a sua vida pública numa boda. Insere-Se nesta história de sementeiras e colheitas, de sonhos e buscas, de esforços e compromissos, de árduos trabalhos lavrando a terra para que dê o seu fruto. Jesus começa a sua vida no interior de uma família, no seio de um lar. E é no seio dos nossos lares que Ele incessantemente continua a inserir-Se, e deles continua a fazer parte.

É interessante observar como Jesus Se manifesta também nos almoços, nos jantares. Comer com diferentes pessoas, visitar casas diferentes foi um lugar que Jesus privilegiou para dar a conhecer o projeto de Deus. Vai à casa dos seus amigos – Lázaro, Marta e Maria -, mas não é seletivo: não Lhe importa se são publicanos ou pecadores, como Zaqueu. E não era só Ele que agia assim; quando enviou os seus discípulos a anunciar a boa nova do Reino de Deus, disse-lhes: «Ficai na casa [que vos receber], comendo e bebendo do que lá houver» (Lc 10, 7). Bodas, visitas aos lares, jantares: algo de «especial» hão-de ter estes momentos na vida das pessoas, para que Jesus prefira manifestar-Se aí.

Lembro-me que, na minha diocese anterior, muitas famílias me explicavam que o único momento que tinham para estar juntos era, normalmente, o jantar, à noite, quando se voltava do trabalho e as crianças terminavam os deveres da escola. Era um momento especial de vida familiar. Comentava-se o dia, aquilo que cada um fizera, arrumava-se a casa, guardava-se a roupa, organizavam-se as tarefas principais para os dias seguintes. São momentos em que uma pessoa chega também cansada, e pode acontecer uma ou outra discussão, um ou outro «litígio». Jesus escolhe estes momentos para nos mostrar o amor de Deus, Jesus escolhe estes espaços para entrar nas nossas casas e ajudar-nos a descobrir o Espírito vivo e actuante nas nossas realidades cotidianas. É em casa onde aprendemos a fraternidade, a solidariedade, o não ser prepotentes. É em casa onde aprendemos a receber e agradecer a vida como uma bênção, e aprendemos que cada um precisa dos outros para seguir em frente. É em casa onde experimentamos o perdão, e somos continuamente convidados a perdoar, a deixarmo-nos transformar. Em casa, não há lugar para «máscaras»: somos aquilo que somos e, duma forma ou doutra, somos convidados a procurar o melhor para os outros.

Por isso, a comunidade cristã designa as famílias pelo nome de igrejas domésticas, porque é no calor do lar onde a fé permeia cada canto, ilumina cada espaço, constrói comunidade; porque foi em momentos assim que as pessoas começaram a descobrir o amor concreto e operante de Deus.

Em muitas culturas, hoje em dia, vão desaparecendo estes espaços, vão desaparecendo estes momentos familiares; pouco a pouco, tudo leva a separar-se, a isolar-se; escasseiam os momentos em comum, para estar juntos, para estar em família. Assim não se sabe esperar, não se sabe pedir licença ou desculpa, nem dizer obrigado, porque a casa vai ficando vazia: vazia de relações, vazia de contatos, vazia de encontros. Recentemente, uma pessoa que trabalha comigo contava-me que a sua esposa e os filhos tinham ido de férias e ele ficara sozinho. No primeiro dia, a casa estava toda em silêncio, «em paz», nada estava fora do lugar. Ao terceiro dia, quando lhe perguntei como estava, disse-me: quero que regressem todos já. Sentia que não podia viver sem a sua esposa e os seus filhos.

Sem família, sem o calor do lar, a vida torna-se vazia; começam a faltar as redes que nos sustentam na adversidade, alimentam na vida cotidiana e motivam na luta pela prosperidade. A família salva-nos de dois fenómenos atuais: a fragmentação (a divisão) e a massificação. Em ambos os casos, as pessoas transformam-se em indivíduos isolados, fáceis de manipular e controlar. Sociedades divididas, quebradas, separadas ou altamente massificadas são consequência da ruptura dos laços familiares, quando se perdem as relações que nos constituem como pessoa, que nos ensinam a ser pessoa.

A família é escola da humanidade, que ensina a pôr o coração aberto às necessidades dos outros, a estar atento à vida dos demais. Apesar de tantas dificuldades que afligem hoje as nossas famílias, não nos esqueçamos, por favor, disto: as famílias não são um problema, são sobretudo uma oportunidade; uma oportunidade que temos de cuidar, proteger, acompanhar.

Discute-se muito sobre o futuro, sobre o tipo de mundo que queremos deixar aos nossos filhos, que sociedade queremos para eles. Creio que uma das respostas possíveis se encontra pondo o olhar em vós: deixemos um mundo com famílias. É certo que não existe a família perfeita, não existem esposos perfeitos, pais perfeitos nem filhos perfeitos, mas isso não impede que sejam a resposta para o amanhã. Deus incentiva-nos ao amor, e o amor sempre se compromete com as pessoas que ama. Portanto, cuidemos das nossas famílias, verdadeiras escolas do amanhã. Cuidemos das nossas famílias, verdadeiros espaços de liberdade. Cuidemos das nossas famílias, verdadeiros centros de humanidade.

Não quero concluir sem fazer menção da Eucaristia. Tereis notado que Jesus, como espaço do seu memorial, quis utilizar uma ceia. Escolhe como espaço da sua presença entre nós um momento concreto da vida familiar; um momento vivido e compreensível a todos: a ceia.

A Eucaristia é a ceia da família de Jesus, que, de um extremo ao outro da terra, se reúne para escutar a sua Palavra e alimentar-se com o seu Corpo. Jesus é o Pão de Vida das nossas famílias, quer estar sempre presente, alimentando-nos com o seu amor, sustentando-nos com a sua fé, ajudando-nos a caminhar com a sua esperança, para que possamos, em todas as circunstâncias, experimentar que Ele é o verdadeiro Pão do Céu.

Daqui a alguns dias, participarei juntamente com famílias do mundo inteiro no Encontro Mundial das Famílias e, dentro de um mês, no Sínodo dos Bispos, cujo tema é a família. Convido-vos a rezar especialmente por estas duas intenções, para que saibamos todos juntos ajudar-nos a cuidar da família, para que saibamos cada vez mais descobrir o Emanuel, o Deus que vive no meio do seu povo fazendo das famílias a sua morada.

CASAMENTO E O AMOR PSICÓRDICO DE ADÉLIA PRADO

Casamento
por Adélia Prado

.

Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como “este foi difícil”
“prateou no ar dando rabanadas”
e faz o gesto com a mão.

O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

adelia_prado1

 

 

O AMOR PSICÓRDICO DE ADÉLIA
por Talis Andrade

.

Continha teu amor o ar tristonho
das cousas rotineiras
Um par de fronhas antigas
onde você bordou nossos nomes
com pontos cheios de suspiros

Querias o amor eterno
meu eu prisioneiro
os pés acorrentados
as algemas das almas gêmeas

Havias planejado
envelhecermos juntos
nossos corpos enterrados juntos
na paz dos campos gerais
à sombra de um umbuzeiro
árvore sagrada
sempre verdejante

Eu queria o velo de ouro
andar outras terras outros mares
a carteira de aventureiro
o andejar vagamundo o amor
inconsequente e passageiro

As fotografias mais impressionantes de 2014 de National Geographic

Ganadora de Mérito. "Maquillaje divino” por Mahesh Balasubramanian. Tomada durante el festival de Mayana Soora Thiruvizha, que tiene lugar cada mes de marzo en el pequeño pueblo de Kaveripattinam, el día después de Mahashivarathiri (la gran noche de Shiva). El festival está dedicado a Angalamman, una deidad guardiana feroz adorada ampliamente en el sur de la India

Ganadora de Mérito. “Maquillaje divino” por Mahesh Balasubramanian. Tomada durante el festival de Mayana Soora Thiruvizha, que tiene lugar cada mes de marzo en el pequeño pueblo de Kaveripattinam, el día después de Mahashivarathiri (la gran noche de Shiva). El festival está dedicado a Angalamman, una deidad guardiana feroz adorada ampliamente en el sur de la India

Primer Premio –”El Día de la Independencia ” de Marko Korošec. Esta fotografía fue tomada cerca de Julesburg, Colorado, el 28 de mayo de 2013

Primer Premio –”El Día de la Independencia ” de Marko Korošec. Esta fotografía fue tomada cerca de Julesburg, Colorado, el 28 de mayo de 2013

Ganadora del segundo lugar – “Primera vez” de Agnieszka Traczewska.Mea Shearim, ultraortodoxo del distrito de Jerusalén. Recién casados, Aarón y Rivkeh después de la ceremonia de la boda van a permanecer juntos por primera vez, solos. Su matrimonio fue arreglado por las familias

Ganadora del segundo lugar – “Primera vez” de Agnieszka Traczewska.Mea Shearim, ultraortodoxo del distrito de Jerusalén. Recién casados, Aarón y Rivkeh después de la ceremonia de la boda van a permanecer juntos por primera vez, solos. Su matrimonio fue arreglado por las familias

Ganadora del tercer lugar – ” Buzo en Magic Kingdom ” de Marc Henauer. El Lago Verde (Grüner See) se encuentra Tragöss , Austria . En la primavera , el deshielo eleva el nivel del lago de unos 10 metros . Este fenómeno dura sólo unas pocas semanas, que cubre las rutas de senderismo, praderas y árboles

Ganadora del tercer lugar – ” Buzo en Magic Kingdom ” de Marc Henauer. El Lago Verde (Grüner See) se encuentra Tragöss , Austria . En la primavera , el deshielo eleva el nivel del lago de unos 10 metros . Este fenómeno dura sólo unas pocas semanas, que cubre las rutas de senderismo, praderas y árboles

Mérito – ” Un merecido descanso en el Sahara ” por Evan Cole

Mérito – ” Un merecido descanso en el Sahara ” por Evan Cole

IMérito – ” Fuente de Luz ” por Marcelo Castro

IMérito – ” Fuente de Luz ” por Marcelo Castro

Mulheres sentem-se muito mais atraídas por homens comprometidos, descubra o porquê

a outra

 

Existem cada vez mais mulheres que aceitam ser a outra. Fomos perceber porquê e recolher a análise de uma especialista sobre a mais recente tendência no mundo das atracções, o facto delas se sentirem-se muito mais atraídas por homens comprometidos.

Nos últimos vinte anos a idade média para o casamento, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, passou de 23 para 29,5 anos. Numa altura em que o casamento é adiado para cada vez mais tarde, por imaturidade ou pelo foco excessivo na carreira, os homens que já foram capazes de assumir esse passo tornaram-se um alvo especial dos olhares femininos.

«Muitas mulheres ficam seduzidas por verificarem a capacidade de comprometimento destes homens com um projecto que requer construção e para o qual eles já prestaram provas», constata Sofia Nunes da Silva, terapeuta familiar, autora do livro Psicóloga de Família. Estudos internacionais apontam, mesmo, para o aparecimento de uma nova tendência, «o fenómeno do anel de casamento».

Este fenómeno retrata o poder de atracção destes homens comprometidos. O estatuto pessoal, social e profissional, normalmente implícito num homem casado, parece ser a explicação que está por detrás deste fenómeno, mas não é a única. Uma especialista ajuda-nos a descodificar as motivações dos homens e mulheres que protagonizam esta atracção tabu e os riscos inerentes às relações extraconjugais.

 

Anel de casamento: Símbolo de indisponibilidade ou de atracção?

 

À partida, um anel de casamento no dedo deveria significar indisponibilidade para qualquer tipo de envolvimento, mas parece que o instinto feminino age em sentido contrário. Aos olhos de algumas mulheres, um homem comprometido é mais atraente do que um solteiro e a razão desta atracção pode ser pura e simplesmente biológica. De acordo com Helen Fisher, uma renomada e reconhecida antropóloga biológica norte-americana, quando vemos um homem que é bem-sucedido num relacionamento, há uma parte do nosso cérebro que é activada.

É essa activação que nos leva a vê-lo como um bom protector, uma das qualidades que as mulheres mais admiram e procuram num relacionamento estável. Um estudo recente da Okhlama State University, nos Estados Unidos da América, prova bem esta teoria. Durante a investigação, os investigadores mostraram uma fotografia do homem ideal das mulheres entrevistadas e quando estas eram informadas que ele era comprometido, o desejo de sair com ele aumentava.

De acordo com a investigação, cerca de 90 por cento das mulheres mostrou interesse em sair com o homem que era apresentado, quando pensavam que ele era um homem comprometido, face a apenas 59 por cento, quando os investigadores informavam que ele era solteiro. Uma diferença percentual que não deixa de ser, no mínimo, surpreendente. (SAPO/ Angola 24 Horas

 

 

ONU: uma em cada dez jovens foi vítima de violência sexual

estupro violência mulher

Cerca de 120 milhões de mulheres jovens em todo o mundo, o equivalente a uma em cada dez, foram vítimas de estupro ou violação até os 20 anos, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira(5) pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre violência contra crianças, baseado em dados de 190 países.

O estudo global sobre a violência contra crianças do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), chamado Escondido à Vista (Hidden in plain sight), mostra também que um quinto das vítimas de homicídio é formado por crianças ou adolescentes com menos de 20 anos e essa é a principal causa de morte em rapazes e jovens com idade entre 10 e 19 anos nos países da América Latina, incluindo a Venezuela, a Colômbia, o Panamá e o Brasil.

“Esses são fatos desconfortáveis, nenhum governo ou pai vai querer vê-los”, disse o diretor executivo da instituição, Anthony Lake. “Mas se não enfrentarmos a realidade que cada estatística representa – a vida de uma criança que tem direito à segurança, a uma infância protegida e que foi violada – nunca deixaremos de pensar que a violência contra as crianças é normal e permissível. E não é”, acrescentou.

Outro tipo de abuso é o bullying, que afeta uma em cada três crianças com idade entre 13 e 15 anos.

O estudo revela ainda que 17% dos jovens em 58 países foram vítimas de punições físicas severas e de forma repetida.

Como prevenção da violência contra crianças, o levantamento recomenda que se fomente o apoio aos pais e às crianças com competências para a vida, uma mudança de atitudes e comportamentos, o fortalecimento do sistema judicial e uma consciencialização para a violência e os custos humanos e socioeconômicos que ela acarreta.

O levantamento também aponta que uma em cada três adolescentes casadas sofreu alguma violência emocional, física ou sexual por parte de seus maridos.

Fonte: Portal Fórum com informações de Agência Brasil e Opera Mundi

 

A morte de Cinderela

Apesar da perda precoce da virgindade, aumenta o número das mulheres que sofrem com o Complexo de Cinderela, principalmente quando se casam com o homem errado. Que o príncipe encantado apenas persiste no mundo infantil de casinha de bonecas. Coisa de desenho animado, que a vida hoje está mais para filme de terror.

O fim do casamento das Cinderela constitui a tragédia moderna de uma sociedade divorcista, e de homens sem nenhuma vocação para o casamento. E não incluo nesta lista os golpes de baú, os gays de armário, os Casanova e Don Juan, nem o homem que sofre da Síndrome de Peter Pan.

É impossível pensar em casamento eterno quando sequer se tem estabilidade no emprego. E hoje, no Brasil, todos os empregos em empresas e indústrias são temporários.

O mercado de trabalho, quando o salário baixo que se paga faz parte do lucro, passou a ser um motel de alta rotatividade. Um ano em uma empresa, seis meses procurando emprego; dois anos numa empresa, um ano procurando emprego – assim o brasileiro vai levando a vida sem possibilidade de planejar e realizar nenhum sonho. Inclusive cumprir os votos de casamento: “Te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe”.

 

cinderela

COMPLEXO DE CIDERELA: CAUSAS E IMPLICAÇÕES

por Jorge Elói

Recentemente ouve-se falar do Complexo da Cinderela, mas o que é afinal esse “complexo” e ao que é que se deve?
O complexo da Cinderela foi criado em inícios da década de oitenta, por Collete Dowling uma psicóloga norte-americana.
Essa mesmo autora descreve, que o “complexo da Cinderela” ocorre quando existe um sistema de desejos reprimidos, memórias e atitudes que tiveram sua origem na infância. Neste fenómeno existe uma crença da menina ou princesa vai ter sempre alguém que a proteja e que a sustente, tal como acontecia com a Cinderela e o príncipe.
Independentemente da idade, dentro dessas mulheres, existe uma criança que vive assombrando todos os níveis da sua vida, criança essa que ambiciona ter um “príncipe perfeito” que a proteja e lhe proporcione uma vida sem esforço e sem perigos. Consequência dessa crença, existe uma insegurança em vários níveis da vida, dando origem a todas as espécies de medos e dúvidas.
Por consequência desses medos, insegurança e desse príncipe que nunca mais chega, as mulheres que sofrem deste complexo, subestimam-se a elas próprias, autossabotando-se e menosprezando-se.
Quando de fato encontram alguém ou um “príncipe”, as mesmas crenças que sempre o ambicionaram, podem provocar o seu abandono. Pois devido a essa crença, elas tornam-se extremamente dependentes, ao mesmo tempo que elevam as expetativas ao máximo. Esperando que aquele “príncipe” lhe dará o mundo e fará todas as suas vontades. Isso irá provocar, por um lado continuas decepções, ao mesmo tempo que “asfixia” do “príncipe”. Por mais que o “príncipe” a valorize, nunca chegará. Além disso é obvio um sentimento transversal de incompetência e conformismo, pois abdicam de desenvolver as suas competências e conhecimento, por esperarem o “príncipe”.
Para mulheres com este complexo, necessitar de trabalhar pode significar, que aquele não é o “príncipe”, pois se fosse, não necessitariam.
Este complexo teve origem na educação, na cultura e nas sociedades essencialmente ocidentais. Pois durante muito tempo, o papel da mulher era ficar em casa, não trabalhavam, pois a sociedade de forma geral, via o trabalho, o estudos e o conhecimento, quase exclusivo para os homens. Assim sendo, desde muito cedo, as pequenas mulherzinhas eram educadas/formatadas para serem “princesas”.
Gradualmente a sociedade veio-se alterando e com ela a educação. Atualmente já existem mais mulheres no ensino superior que homens. As mulheres têm acesso à informação, ao trabalho, tal como os homens. Contudo ainda muitas recusam todas essas oportunidades de evolução pessoal e profissional, centrando-se exclusivamente no “casamento de sonho”.
As mulheres com esse complexo, possuem baixa tolerância à frustração, pois a sua competência de resolver problemas é muito escassa. Não são educadas para ser independentes e/ou autónomas, mas dependentes de um “príncipe”. Desistem com facilidade de algo que não tenha a ver com o seu “casamento” ou o seu “príncipe”. Não vão à luta, acomodam-se.
É importante referir o forte papel na educação, destas crenças. Como estas há crenças de um emprego perfeito, de pessoas perfeitas, amigos perfeitos, dia perfeito. Provocando inevitavelmente continuas desilusões e inseguranças. É necessário ter em conta quais os conceitos que passamos para as nossas crianças, pois elas muitas vezes irão aprender literalmente. E como vimos irá influenciar necessariamente a sua vida futura a todos os níveis.

 

BRA^PR_ODNP casamento Maringá

 

Edifícios presídios

Edifícios presídios

br_atarde.750 jovem grávida

Por que a juventude não tem pressa em crescer?

No Brasil, o rapaz tinha pressa em sair de casa. Hoje, quem sai é a jovem, inclusive procura trabalho cada vez mais cedo.

O rapaz tende hoje ao que já foi chamado de Síndrome de Peter Pan, aceito em psicologia desde a publicação de The Peter Pan Syndrome: Men Who Have Never Grown Up ou “síndrome do homem que nunca cresce”, escrito pelo Dr. Dan Kiley, em 1983.

Esta síndrome caracteriza-se por determinados comportamentos imaturos em aspectos comportamentais, psicológicos, sexuais ou sociais.

Segundo Kiley, o indivíduo tende a apresentar rasgos de irresponsabilidade, rebeldia, cólera, narcisismo, dependência e negação ao envelhecimento.

Vejo diferente. Sem emprego, sem condições de casar, recebendo um salário mínimo ou piso, o jovem prefere ficar na casa dos pais, onde tem a liberdade que as irmãs não têm: de fazer sexo, chegar a hora que quer, e sem afazeres domésticos.

 

296px-Peter-pan

Escreve Aliona Rakitina, in Voz da Rússia:

Eles têm entre 20 e 30 anos, mas não têm pressa em crescer, se mudar de casa de seus pais e em criar suas próprias famílias. Eles acreditam sinceramente que o trabalho deve proporcionar um mar de prazer e um monte de dinheiro, se não nem vale a pena começar.

Eles preferem o mundo virtual ao mundo real. Eles possuem um egocentrismo descomunal, narcisismo e o desejo de mudar o mundo sem se levantarem da cama. Quem são eles? Uns sonhadores infantis, uns falhados com sonhos ou o resultado do insucesso pessoal dos pais e da sociedade?
É impossível deixar de reparar que a geração atual na casa dos vinte anos é bastante diferente da geração de seus pais, os quais tinham uma noção clara como e para quê se deve viver, quando se deve estudar e quando se deve casar. Eles sabiam convictamente que depois de terminada a escola se devia ir para a universidade e, depois de terminá-la, se devia encontrar um trabalho e paralelamente criar uma família. Tudo isso era claro e lógico. Todos viviam assim e, de resto, nem havia muitas outras opções. Ficar em casa e não ajudar sua família não só era uma vergonha, como era inconcebível.
Hoje, contudo, cada vez mais jovens preferem prolongar sua infância pelo maior período de tempo possível. Eles não se apressam a abandonar a casa paterna até aos 30 anos, em alguns casos mesmo por mais tempo. Não procuram trabalho com a desculpa da crise econômica, mas preferem ficar em casa no computador e vendo televisão, vivendo com tudo feito.
O que será isso? Uma tendência doentia moderna, um problema grave provocado pelo desemprego ou o alargamento da idade psicológica da adolescência? O professor de psicologia Jeffrey Jensen Arnett, da Universidade Clark em Worcester, Massachusetts, considera que o problema não deve ser visto de uma forma tão categórica:
“O mais frequente é a juventude atual ser acusada de preguiça. Eles são vistos como “parasitas” que se colaram a seus pais, que têm preguiça de procurar trabalho até ao último momento, vivendo à custa da geração mais velha. Uma das razões para esse tipo de comportamento são as suas elevadas expectativas e exigências relativamente ao seu futuro emprego. Os jovens procuram um trabalho que lhes dê prazer e se não o encontram – desistem completamente de trabalhar. Mas aqui temos de recordar que foi precisamente a geração de seus pais que declarou que o trabalho deve proporcionar satisfação. Até então ninguém pensava assim. Foram precisamente eles que decidiram que não queriam gastar suas vidas se vendendo a si próprios como escravos ao empregador. Seus filhos cresceram nesse novo mundo tendo memorizado que o trabalho deve fazer sentido e dar prazer.”
Daí resulta que nas cabeças dos jovens atuais foi incutida a ideia que eles devem procurar seu lugar na vida. Apenas não lhes explicaram o que fazer quando esse “lugar” não é achado. Uma geração de jovens ociosos, sonhadores, preguiçosos e simplesmente desiludidos precocemente com a vida invade as cidades com suas vagas de desempregados, que desejam “obter da vida tudo de uma vez”, como num conto de fadas.
É evidente que isso não se aplica a todos. Há jovens com a cabeça sobre os ombros e com o sentido de responsabilidade não apenas pela sua vida, mas também pelas vidas dos seus próximos, e que compreendem que chegou sua vez de lutar por seus objetivos e conquistar o mundo. Talvez porque metade dos seus pares tenha desistido do “combate”, mesmo sem tê-lo começado, eles tenham muito mais facilidade em cumprir seus desejos.
O finalista da Universidade Estatal de Linguística de Moscou Anton Romanov confirma que a principal garantia do sucesso é a vontade conjugada com a ação:
“Meu pai sempre dizia que “uma pedra que rola não cria limo” e eu fixei isso para sempre. Estudar na nossa universidade é difícil, temos uma grande carga horária de estudos. Mas apesar de sempre haver falta de tempo, desde o segundo ano que comecei trabalhando como professor particular e tradutor. Nós éramos vários colegas na turma que trabalhávamos, os restantes apenas frequentavam as aulas e faziam os deveres. A experiência que eu ganhei durante esse tempo resultou inestimável. Eu cresci como profissional, eu ganhei hábitos de comunicação e a capacidade de compatibilizar várias tarefas em simultâneo. Quando terminei a universidade, eu já tinha recebido várias propostas de trabalho interessantes, enquanto os meus colegas de curso não tinham recebido nada. Passado um ano alguns deles ainda estavam procurando. Eu não sei se isso foi resultado de sorte ou de diligência, mas se não tivesse feito nada, eu teria tido muito mais dificuldade. Tenho certeza disso.”
Existe um conhecido ditado chinês: “uma viagem de mil léguas começa com o primeiro passo”, e muitos jovens que decidiram ficar num país chamado Infância terão de escolher onde vão querer estar no fim, enquanto os pais preocupados devem recordar que “de boas intenções o inferno está cheio”. Mas quem quer que o seu amado rebento acabe nesse lugar tão desolado?

POLIAMOR. CUANDO LA MEDIA NARANJA NO ES UNA SOLA

soy_gr

Sacándole el jugo al amor

Por fuera de la familia tradicional, contra la monarquía del amor romántico, la causa poliamorosa tiene cada vez más cuadros. No confundir con harén o poligamia. No es lo mismo de siempre, pero todos revueltos. Desde la obsesiva reglamentación yanqui hasta el reclutamiento en redes sociales, desde el activismo de la disidencia que tiene su historia en el anarquismo y el amor libre del siglo pasado, el factor amistad parece estar en el corazón de estas relaciones amorosas entrelazadas.

Por Magdalena De Santo

coranja

 
La palabra “poliamor” no tiene una larga trayectoria. Fue acuñada en Estados Unidos en 1990 por la neopagana Morning Glory Zell Ravenheart, líder de la Iglesia Todos los Mundos. La sacerdotisa, luego de vivir en un matrimonio de cinco personas, entendió que su experiencia era la de una comunidad de amor, y utilizó el inglés latino para describirla: polyamory. Posteriormente, en 1996, en Washington DC, se creó la asociación sin fines de lucro The Polyamory Society. Luego de un huracán, los distintos grupos comunitarios decidieron apoyar la igualdad política, educativa, social y económica de todas aquellas personas que rechazan vivir en familias tradicionales. Para difundir sus voces crearon un glosario en el que se encuentran, por ejemplo, términos como “Familia intencional” (extendida y elegida); “cuadra” (relación poliamorosa entre cuatro personas) y la distintiva “compersión”. Esta palabra supone comprender y compartir el amor que unx siente por lxs demás. Se trata de una ecuación que reversiona los celos. En vez de sufrir porque un/x amante le dedique tiempo y amor a otra persona, la compersión aspira a poder disfrutarlo en conjunto. Sería algo así como una especie de jactancia o deleite en segundo grado: el otro no me pertenece y puede compartir las variadas experiencias del amor sin mentiras.

La vida poliamorosa no supone “tolerar los engaños” sino transformar radicalmente las concepciones habituales de fidelidad, respeto y libertad. Se trata de una ideología que disputa las obligaciones conyugales y roles estrictos para reemplazarlos por nuevos códigos de vinculación. Las versiones disidentes abogan por discursos opositores al capitalismo y al sexismo. Amantes prolíferos: aman al gato, a las parejas y a la madre sin rango; se quitan el parche de pirata y miran la imprevisibilidad del deseo con los ojos bien abiertos. Muchos poliamorosxs entienden esta modalidad como una micropolítica de compromiso y cuidado de todo el universo afectivo.

¿Quiénes son?

Se autonombran poliamorosxs lxs que buscan darles entidad a tríos, noviazgos paralelos y matrimonios grupales (trieja, cuatrieja o círculos infinitos); lxs swingers que intercambian pareja de mutuo acuerdo a veces adoptan su filosofía, pero no pertenecen a este grupo: “Hay muchas parejas swingers que se sienten cómodos con múltiples encuentros sexuales, pero viven con el temor de que algunx se enamore fuera del matrimonio. Esta es una de las diferencias fundamentales entre los swingers y personas poli”, sostiene Gayle Moore en una carta abierta.

En la Argentina existen algunos grupos y comunidades en las redes sociales. Poliamor Argentina, con la imagen de la película Vicky Cristina Barcelona de portada, afirma que el poliamor “consiste en mantener una relación amorosa, seria y duradera de manera simultánea con más de una persona, con pleno conocimiento y consentimiento de todos los involucrados”. Por otro lado, la página Poliamor, Amor Libre se ataja sin escalas de una creencia popular: “Esta página no trata sobre sexo libre, así que vayan a buscar garche a otra parte.”

Otras reflexiones bien interesantes están impulsadas por personas que son –o fueron– militantes de la disidencia sexual; ello se manifiesta, por ejemplo, en el libro Desobedientes. Experiencias y reflexiones sobre poliamor, relaciones abiertas y sexo casual entre lesbianas latinoamericanas. Allí se compilan cuentos, poesías y ensayos desde una perspectiva feminista; los acuerdos ideológicos de algunas lesbianas les han permitido examinar aprendizajes naturalizados. “Los celos, desde siempre, han sido para mí la señal indicial del derecho de propiedad y un claro signo de baja autoestima”, escribe Verónica Fulco.

Pero no sólo se trata de desnaturalizar mandatos sino también de una búsqueda de una política activa. Ulises Rojas, marica queer militante de Putos Mal, advierte la necesidad de una disidencia sexual coherente en este sentido: “Si vos luchás contra un montón de estructuras que te molestan, como el capitalismo o el patriarcado, no podés seguir reproduciendo las lógicas de la monogamia donde no hay libertad y la otra persona pasa a ser tu pertenencia. Con la monogamia, a la larga, avalás un sistema, un montón de estructuras que, por ejemplo, sostiene la violencia hacia las mujeres”.

El poliamor nació ayer

Para historizar la llegada del poliamor, un antecedente ineludible es el anarquismo, cuyo rechazo por la familia nuclear burguesa transmutó en el grito de ¡Amor Libre! No es casual que Emma Goldman sea la favorita entre las lesbianas anarkodisidentes. En los prólogos de Osvaldo Baigorria se oyen sus legados: “¿Cómo uno puede ser verdaderamente libre cuando se ama? Pues sólo mediante una reinvención de la palabra amor”.

También Simone de Beauvoir y Jean-Paul Sarte pueden inscribirse como los padres fundadores del poliamor: vivieron abiertamente opciones a la monogamia por convicción filosófica. Los existencialistas, como buenos ateos, no se casaron, no vivieron juntos ni tuvieron hijxs (ella sí adoptó una niña), y siempre se trataron de “usted”, como notable muestra de respeto y amistad. Mantuvieron su relación prioritaria y las demás orbitaron como amoríos secundarios (y éste es el punto que los distancia de las versiones actuales). Aún con certeza y lucidez, en las novelas autobiográficas y cartas de Simone abundan litigios internos que se dirimen entre una vivencia que duele y una afirmación ético-política que la respalda; ella abrazó las contradicciones que la sinceridad poliamorosa recoge.

Por otra parte, la apuesta ideológica que busca frenar los límites impuestos del amor entre mujeres parece tener eco en la idea de continuo lesbiano de Adrienne Rich: una gran red amorosa de mujeres –no necesariamente sexual– que desafía la competencia implícita en la que se apoya el levante hétero. El continuo lesbiano bien puede ser un indicador del goce desexualizado: el placer por la reunión, la confianza y la empatía entre pares. La resonancia se escucha hasta hoy: “Entre las lesbianas abundan los casos de quienes se siguen viendo con sus anteriores relaciones. A esos amores, ¿cómo los llamaríamos? Más de una amiga considera el amor de su ex más necesario que el de su actual”, escribe Marian Pessah.

En sintonía, Ariel Di Paoli, activista de Putos Mal, nos cuenta: “Yo tengo relaciones de amor con muchísima gente que en general no son los chongos con los que curto. Son mis amigas, mi familia, gente que no es tu amiga, pero tenés una relación de amor muy grande, mis animales… trato de pensar el poliamor sin que tenga la boyita del sexo (aunque cogés tres veces bien con alguien y te enamoraste, eso hay que considerarlo).”

La biblia del poliamor Etica promiscua, escrita por Dossie Easton y Janet Hardy, vincula las dinámicas poliamorosas con la ética del “putón”. Así, la estigmatizada promiscuidad gay cobra valor positivo: la sociabilidad deseante que se promueve en teteras, saunas y chats resulta una herencia ineludible del intercambio honesto y amistoso por el que el poliamor aboga, tal como lo describe el testimonio con que se abre esta nota.

Si bien las instituciones que nos rodean minimizan la amistad, el poliamor como efecto de una disidencia política se esfuerza por reactivarla. “Todxs podemos tener un millón de amigos, pero no un millón de parejas. El poliamor expande o, si querés, complejiza el amor en términos de amistad”, afirma Fernanda Guaglianone, activista, performer, investigadora de Micropolíticas de la Desobediencia Sexual en el Arte.

La política de la amistad, describe Foucault, es marca registrada de la comunidad homosexual. Como sabemos, al perderse el consagrado respaldo de las familias biológicas/políticas, las estructuras de amistad se vuelven el sostén afectivo principal. Esto incluye, dentro de la ética poliamorosa, tratar a la gente de la que estamos enamoradxs de igual modo que se trata a lxs amigxs. Por ejemplo, teniendo límites y expectativas razonables con lxs amantes, y recíprocamente, tratar a lxs amigxs invirtiendo tiempo, compromiso, escucha y cuidados como en la pareja. Familias comunitarias, amplias y elegidas, en última instancia, pueden ser entendidas como una resistencia al capitalismo individualista y ególatra que nos divide y parte al medio. El amor –sexuado o no– bajo la lógica de la amistad parece ser una modalidad ya histórica de la comunidad diversa.

Como corolario, la actual crisis de las orientaciones sexuales hacia un único género –como las monosexistas heterosexualidad y homosexualidad– parece relativizarse cuando avanza el placer sin restricciones. “No sólo se cuestiona la pareja monogámica misma sino la orientación sexual y el género: la bisexualidad es el sesgo que parece entrar en esta lógica de vidas comunitarias y amor libre”, sostiene Luis Diego Fernández en su último libro Los nuevos rebeldes.

Ningún polideportivo

“La verdad es que milité bastante la visibilidad poliamorosa. Tuve algunas propuestas medio triangulares, pero no me gustaban del todo: yo estoy enamorada de una chica que a su vez, en ese momento, tenía dos parejas más, y se establecía una jerarquía entre nosotras que a mí no me interesaba. Por eso yo trato de no involucrarme con nadie que tenga una pareja prioritaria. No es tanto por celos sino por jerarquía. No tengo ganas de estar por arriba o por debajo de alguien”, dice Fernanda.

En esta línea, no siempre se avala la idea de amores “primarios” y “secundarios”. Tampoco la idea de poligamia. Su objetivo no es cubrir la insatisfacción en base a un mayor consumo: no pretende reemplazar la posesión de una persona por la de poseer a varias, justamente porque “la poligamia no es otra cosa que la multiplicación de la monogamia”, aclara Fernanda. “Cuando hablamos de poligamia, yo me imagino al jeque árabe con todas sus mujeres, pero no que las ama. Es un tipo de relación que está basada en una pertenencia desigual sobre muchos”, amplía Ulises.

No obstante, la tábula rasa de igualdad –emocional y material– no existe más que como un deseo, “una especie de socialismo utópico con unicornios alados”, dice una frustrada poeta de los chats poliamorosos. Que tengamos más atracción y entusiasmo en algún momento por alguna persona, ocurre y no parece haber política poliamorosa que lo juzgue. El quid de la cuestión, dicen, es que la jerarquía no se suponga a priori, al mismo tiempo que se diluya esa manía de cuantificar y competir por el afecto. “El amor creo que no se puede medir en una escala. Pero es que, si se pudiera, tampoco seríamos capaces de saber quién quiere más a quién”, dice en su blog la activista Lille Skvat.

Las diferencias de poder cotidianas pueden sabotear cualquier intento de amor rizomático. Cuando algunxs detentan sus privilegios simbólicos y habilidades para acumular adeptxs, es viable que intervengan pequeñas raciones de manipulación. El “machirulo infiltrado” resulta entonces el prototipo heteropatriarcal que denuncian el grupo anarkista Mujeres Sin Fronteras: “Una persona que se acerca al poliamor porque le da una cobertura filosófica, política, ética, pero es la misma mierda de siempre”.

Las desventajas materiales pueden empeorar aún más las cosas. Allí la jerarquía no tiene que ver con inferiorizar a nivel mental a alguna persona sino la capacidad de tiempo concreto que se les dedica a lxs amantes. La gente a la que más queremos se lleva nuestra mayor atención, esmero y preocupación: habita un lugar especial en nuestro mapa afectivo. Verónica Fulco, luego de narrar una buena experiencia en una trieja en el libro Desobedientes, lo explica: “La única forma que se me ocurre de vivir una relación sin que ella conlleve esa faceta limitativa y jerarquizada es que todas las partes y el acuerdo de una relación libre aparezcan juntos en el mismo momento, o que una no establezca ningún tipo de acuerdo con las demás partes. Y eso, para mí, sólo podría darse cuando los vínculos son ocasionales o a partir de un comportamiento egoísta”.