Independência ou morte

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Rebeldia que vale a pena

Por Pedro J. Bondaczuk

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A rebeldia (mesmo a com causa) é atitude geralmente mal-interpretada e raramente resulta em benefício para alguém. Rebelamo-nos, via de regra, contra o que não deveríamos: contra normas de conduta saudáveis e necessárias e contra imposições de disciplina e de ordem. Todavia, o que realmente envenena os relacionamentos, e torna o mundo perigoso e mau, passa batido e se avoluma, geração após geração.

Esse comportamento é mais comum na adolescência, quando nos julgamos poderosos, invulneráveis, indestrutíveis e imortais, sem que, claro, de fato, sejamos. Na minha época de juventude, o título de uma famosa canção transformou-se em lema, em mantra, em palavra de ordem para a minha geração: “não confie em ninguém com mais de trinta anos”. Sequer é necessária maior análise para concluir sobre sua estupidez e falta de sentido.

Naquela época, pensávamos, até inconscientemente, que o passar dos anos tornava as pessoas acomodadas, dóceis, desossadas e, sobretudo, “caretas”. Ou seja, sem criatividade e nem originalidade. Sequer passava pela nossa cabeça que não seríamos jovens para sempre e que um dia seríamos iguaizinhos aos que então ridicularizávamos e pretendíamos segregar.

Tínhamos, claro, ideais grandiosos, que se resumiam, no entanto, a meros discursos e a pequenos atos, meramente simbólicos, que em nada contribuíam para mudar a hedionda realidade ao nosso redor (e que hoje é ainda muito pior). Denominávamos o comportamento social vigente de “sistema” e fazíamos de tudo para mostrar que estávamos fora dele. Buscávamos marcar nosso território e afirmar nossa identidade, sobretudo na aparência.

O sistema exigia que, para sermos vistos como bons moços, tivéssemos cabelos curtos, bem-penteados e o rosto raspado? Investíamos com tudo contra isso. Optávamos por uma aparência selvagem e assustadora, só para contrariar os mais velhos. Deixávamos os cabelos crescerem, fugíamos do banho como os gatos fazem, cultivávamos longas e hirsutas barbas, nos trajávamos com desleixo e desalinho e achávamos que, com isso, estávamos contribuindo, de alguma maneira, para mudar o mundo. Não estávamos, claro.

O sistema condenava as drogas (o que, sequer, seria necessário, já que o comezinho bom-senso poderia nos indicar sua absoluta inadequação, por uma série de razões)? Muitos, para manifestar espírito de rebeldia, se drogaram. E fartamente. Vários dos nossos ídolos de então morreram de overdose.

Milhões, mundo afora, mergulharam de cabeça no inferno do vício, de onde alguns jamais conseguiram sair, embora tentassem a todo o custo. Os que puderam se livrar não escaparam de seqüelas, que ostentam até hoje. Perceberam, apenas tardiamente, o mau passo que haviam dado. E com isso desperdiçaram preciosos anos de vida, desperdício que lamentaram (e lamentam), inutilmente, quando finalmente chegaram à idade da razão.

O sistema apregoava que o sexo deveria ser responsável e maduro, lídima manifestação de amor? “Derrubemos essa ordem“, era a nossa mentalidade de então. Sem que nos apercebêssemos, banalizamos o que poderia (e deveria) ser sacralizado, reduzindo-o a um ato mecânico, automático, quase obrigatório, de mera auto-afirmação, com o danoso subproduto, dessa estúpida manifestação de rebeldia, de uma profusão de doenças venéreas e de gravidez indesejada. Ou seja, de paternidade precoce e irresponsável. Isso era ser rebelde há apenas 50 anos, na supostamente alegre geração dos “beatniks” e dos “hippies”.

E hoje, as coisas são diferentes? Nossos filhos e netos aprenderam alguma coisa com nossos erros? Não! Definitivamente não! Com algumas mudanças, aqui e ali, seguem cometendo os mesmíssimos erros e, certamente, sofrerão idênticas conseqüências. Não é essa, pois, a rebeldia que devemos assumir.

Temos que nos rebelar, sim, e muito, e sempre, mas contra injustiças, violência, corrupção, prepotência, exploração do homem pelo homem e outras tantas mazelas. Mas em sentido prático e construtivo. Precisamos agir, em vez de discursar. Cabe-nos apresentar alternativas, e vivê-las, em vez de nos limitarmos a deblaterar ou a agredir os nossos corpos.

Temos que atuar, mesmo que essa atuação implique em riscos iminentes à nossa integridade física e à nossa vida. Compete-nos, sobretudo, impedir que sigam destruindo o Planeta, nosso único domicílio cósmico, que pede socorro e agoniza, sem que a maioria sequer se dê conta.

Mas a maior das rebeldias é a de não aceitar nada menos do que a felicidade, para nós e para os que amamos. Não, todavia, a de um suposto paraíso após a morte, que ninguém tem certeza que sequer exista e que milhões de pessoas nutrem irrestrita fé que sim. Por isso, baseados em crença sem nenhuma comprovação, deixam voar o único pássaro que têm nas mãos, na tentativa de agarrar uma infinidade dos que estão voando.

Podemos até crer nessa ventura eterna, num etéreo e imaginário paraíso, em nebuloso futuro sem, contudo, abrir mão da possibilidade (diria necessidade) de sermos felizes agora, no presente, já. Uma coisa não exclui necessariamente a outra.

Essa é a rebeldia que importa. Ou seja, a do não-conformismo, a da valorização da vida e a do pleno gozo de tantas e sadias satisfações que ela pode nos dar (de que abrimos mão para apostarmos no negativo, na dor e na desgraça). Devemos não apenas sonhar com a felicidade, não só lutar por ela, mas “exigi-la” a cada instante, cada minuto, cada segundo (que pode, ademais, ser nosso último) e não num futuro distante e em suposta condição espiritual. Sejamos rebeldes, sim, mas inteligentes! É a única rebeldia que vale a pena.

Recado do Papa para os jovens: “Nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar”

Niños se acercan a Francisco en un favela de Río. / YASUYOSHI CHIBA (AFP)

Niños se acercan a Francisco en un favela de Río. / YASUYOSHI CHIBA (AFP)

A visita do Papa Francisco a uma favela do Rio é destaque na imprensa internacional. Informa El País, Espanha: “O Papa avalia a luta dos indignados. O pontífice anima os jovens à  protestar contra a corrupção.  O Papa, até que enfim, chegou à periferia”.

Disse o Papa: Que bom poder estar com vocês aqui! 

Sei bem que quando alguém que precisa comer bate na sua porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida: como diz o ditado, sempre se pode “colocar mais água no feijão”! E vocês fazem isto com amor, mostrando que a verdadeira riqueza não está nas coisas, mas no coração! E povo brasileiro, sobretudo as pessoas mais simples, pode dar para o mundo uma grande lição de solidariedade, que é uma palavra frequentemente esquecida ou silenciada, porque é incômoda.

A fala de Francisco:

Queridos irmãos e irmãs,

Que bom poder estar com vocês aqui! Desde o início, quando planejava a minha visita ao Brasil, o meu desejo era poder visitar todos os bairros deste País. Queria bater em cada porta, dizer “bom dia”, pedir um copo de água fresca, beber um “cafezinho”, falar como a amigos de casa, ouvir o coração de cada um, dos pais, dos filhos, dos avós… Mas o Brasil é
tão grande! Não é possível bater em todas as portas! Então escolhi vir aqui, visitar a Comunidade de vocês que hoje representa todos os bairros do Brasil. Como é bom ser bem acolhido, com amor, generosidade, alegria! Basta ver como vocês decoraram as ruas da Comunidade; isso é também um sinal do carinho que nasce do coração de vocês, do coração dos brasileiros, que está em festa! Muito obrigado a cada um de vocês pela linda acolhida! Agradeço a Dom Orani Tempesta e ao casal Rangler e Joana pelas suas belas palavras.

Desde o primeiro instante em que toquei as terras brasileiras e também aqui junto de vocês, me sinto acolhido. E é importante saber acolher; é algo mais bonito que qualquer enfeite ou decoração. Isso é assim porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela – um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo –
não ficamos mais pobres, mas enriquecemos. Sei bem que quando alguém que precisa comer bate na sua porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida: como diz o ditado, sempre se pode “colocar mais água no feijão”! E vocês fazem isto com amor, mostrando que a verdadeira riqueza não está nas coisas, mas no coração! E povo brasileiro, sobretudo as pessoas mais simples, pode dar para o mundo uma grande lição de solidariedade, que é uma palavra frequentemente esquecida ou silenciada, porque é incômoda. Queria lançar um apelo a todos os que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo! Cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais! Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que frequentemente regula a nossa sociedade, aquela que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas sim a cultura da solidariedade; ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão. Quero encorajar os esforços que a sociedade brasileira tem feito para integrar todas as partes do seu corpo, incluindo as mais sofridas e necessitadas, através do combate à fome e à miséria. Nenhum esforço de “pacificação” será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma. “
Não deixemos entrar no nosso coração a cultura do descartável. Não deixemos entrar no nosso coração a cultura do descartável, porque nós somos irmãos, ninguém é descartável”. Uma sociedade assim simplesmente empobrece a si mesma; antes, perde algo de essencial para si mesma. Lembremo-nos sempre: somente quando se é capaz de compartilhar é que se enriquece de verdade; tudo aquilo que se compartilha se multiplica! A medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata os mais
necessitados, quem não tem outra coisa senão a sua pobreza!

Queria dizer-lhes também que a Igreja, «advogada da justiça e defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas, que clamam ao céu» (Documento deAparecida, 395), deseja oferecer a sua colaboração em todas as iniciativas que signifiquem um autêntico desenvolvimento do homem todo e de todo o homem. Queridos amigos, certamente é necessário dar o pão a quem tem fome; é um ato de justiça. Mas existe também uma fome mais profunda, a fome de uma felicidade que só Deus pode saciar. Não existe verdadeira promoção do bem-comum, nem verdadeiro desenvolvimento do homem, quando se ignoram os pilares fundamentais que sustentam uma nação, os seus bens imateriais: a vida, que é dom de Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido; a família, fundamento da convivência e remédio contra a desagregação social; a educação integral, que não se reduz a uma simples transmissão de informações com o fim de gerar lucro; a saúde, que deve buscar o bem-estar integral da pessoa, incluindo a dimensão espiritual, que é essencial para o equilíbrio humano e uma convivência saudável; a segurança, na convicção de que a violência só pode ser vencida a partir da mudança do coração humano.

Queria dizer uma última coisa. Aqui, como em todo o Brasil, há muitos jovens. Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. Também para vocês e para todas as pessoas
repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo. A Igreja está ao lado de vocês, trazendo-lhes o bem precioso da fé, de Jesus Cristo, que veio «para que todos tenham vida, e vida em abundância» (Jo 10,10).

Hoje a todos vocês, especialmente aos moradores dessa Comunidade de Varginha, quero dizer: Vocês não estão sozinhos, a Igreja está com vocês, o Papa está com vocês. Levo a cada um no meu coração e faço minhas as intenções que vocês carregam no seu íntimo: os agradecimentos pelas alegrias, os pedidos de ajuda nas dificuldades, o desejo de consolação
nos momentos de tristeza e sofrimento. Tudo isso confio à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de todos os pobres do Brasil, e com grande carinho lhes concedo a minha Bênção.

A era dos indignados

O embate entre os interesses discrepantes que opõem os donos do poder e seus subordinados constitui o motor que conduz à transformação da história em direção a novas formas de organização política da sociedade.

Em geral, a sua natureza pouco tem a ver com as formas tradicionais de mobilização popular que marcaram o século XX. É um movimento urbano e heterogêneo em sua composição social, mas com um claro discurso contestatório em relação à falta de legitimidade política e econômica do sistema. A participação mobiliza um contingente que vai muito além dos operários subordinados ao capital, e ganha a adesão massiva de universitários, profissionais liberais, servidores públicos, e trabalhadores qualificados em contratos precários.

Enganam-se, no entanto, os que não enxergam um componente de classe nesta luta contra as injustiças de um sistema que beneficia uma minoria de abastados. Apesar das pautas locais, como a crítica ao poder do sistema financeiro nos EUA, ao bipartidarismo do sistema político espanhol ou ao autoritarismo dos regimes do Magreb, o discurso dos indignados visa acima de tudo chamar a atenção para a incapacidade da democracia liberal em permitir uma real participação popular nos processos de decisão política. Assim como a sua tendência em se corromper diante da tentação que representam os interesses econômicos das grandes corporações. Concretamente reivindicam um Estado forte, com metas sociais e de bem-estar, financiado pela tributação das grandes fortunas e riquezas.

Volvieron los arrestos a los “indignados” de Washington

Tras varios intentos a lo largo de la semana, las fuerzas de seguridad lograron desmontar el campamento del movimiento de ocupantes instalado en la céntrica plaza McPherson, de la capital estadounidense, no sin antes detener a seis manifestantes que se resistían a abandonarlo. “No estamos expulsando a la gente del parque. Sólo estamos pidiéndoles que cumplan la ley”, dijo el capitán de la policía Phil Beck.

Según las órdenes que el policía dijo que existen, se permite a los “indignados” permanecer en el parque las 24 horas del día, pero no levantar tiendas de campaña durante la noche. El lunes, los manifestantes habían instalado una gran carpa de lona azul, bautizada “La tienda de los sueños”, que cubría la estatua del general James Birdseye McPherson, cuyo rostro estaba tapado con una máscara del film británico V de Venganza, tomado por el movimiento Anonymous.

29 de enero: Defendamos las plazas como espacios públicos donde realizar asambleas

El domingo todas a Sol en defensa de las asambleas en espacios públicos

 

Como en la novela de Hunter S. Thompson Miedo y asco en Las Vegas, esto es lo que sentimos muchos madrileños y madrileñas:

Miedo a la crisis. A perder el trabajo, a no encontrar empleo, a ser expulsado, a no renovar la residencia, a los recortes públicos, a no recibir las pocas ayudas sociales que todavía se mantienen. Miedo a los otros, a la violencia, a amenazas indefinidas. Pero sobre todo asco: un asco infinito y casi inabarcable que va inundando cada rincón de esta ciudad.

Asco por unas políticas públicas dirigidas al expolio de los bienes públicos, de los recursos que propiamente hacen posible la vida en común, como la sanidad, la educación, el agua, el aire y aquellos bienes ahora sometidos a procesos de mayor o menor privatización. Y todo ello en favor del negocio de grandes agentes empresariales.

Asco de vivir en la Comunidad Autónoma que menos gasta en educación pública, del país que menos gasta por este concepto de la Unión Europea. Asco por la continua subvención a la educación privada y concertada. Asco por el crecimiento del abandono escolar y por la desatención institucional (si bien no policial) de un 30 % de los jóvenes condenados a la miseria y el subempleo.

Asco de vivir en la Comunidad Autónoma que menos gasta en sanidad pública, del país que menos gasta por este concepto de la Unión Europea. Asco de ver como la gestión sanitaria se privatiza a manos de las multinacionales médicas y las divisiones correspondientes de las grandes constructoras españolas. Asco de que se culpe a ancianos y a inmigrantes de que la sanidad no es viable por su culpa.

Asco por el aire que respiramos, contaminado más allá de todo límite. Por el crecimiento de las alergias, de los asmas infantiles y de las enfermedades pulmonares. Por una contaminación que hubiera sido evitable con un modelo de ciudad menos dependiente del coche privado, pero menos favorable a los intereses inmobiliarios.

Asco de ver como una empresa pública viable, como el Canal de Isabel II, se privatiza no con el fin de mejorar la calidad del servicio, sino por la urgencia de hacer negocio y de cobrarnos más por la misma agua, si bien seguramente empeorada.

Asco por la destrucción de la Sierra, de los bosques, de las riberas de los ríos y de los pocos espacios de valor natural que todavía nos quedan en provecho de los intereses inmobiliarios y de unas corporaciones municipales desaprensivas.

Asco por las políticas racistas basadas en la Ley de Extranjería que separan y dividen en razón a algo tan arbitrario como el lugar de nacimiento.

Asco de pagar cantidades abusiva por viviendas mediocres. De sostener a costa de nuestra salud la principal industria de la ciudad: el negocio inmobiliario. Asco de ver convertido el principal bien de uso en un instrumento de extorsión y explotación financiera.

Asco de que la mayoría vivamos con unos sueldos de mierda en unos trabajos de mierda, y siempre en la Comunidad Autónoma en la que la diferencia salarial (entre aquellos que más ganan y aquellos que menos cobran) es la mayor de todo el país.

Asco de una clase política, en la que es consenso unánime que los bienes públicos sean una oportunidad de negocio y que la carrera política, una carrera empresarial. Asco de unos gobiernos directamente dirigidos por las oligarquías financieras y empresariales, que hablan de «liberalismo» cuando convierten el dinero público en un continuo chorreo de negocios subvencionados, al tiempo que les estallan los casos de corrupción. Asco igualmente de una oposición incapaz de plantear cara en ningún asunto importante. Asaltada por los «tamayazos» y por la seducción de tener al número 2 de Caja Madrid (caso de Izquierda Unida). Asco, en definitiva, de una oposición que ha compartido en todos los casos la «alegría» inmobiliaria, y que por un lado parece tontuna e ingenua, está corrupta hasta la médula.

Asco de una clase empresarial mediocre y estúpida, que se justifica a sí misma sobre la base del talento, cuando se trata en realidad unos pocos cientos de familias con acceso privilegiado al poder. Asco de vivir en una región más rica de lo que lo haya sido jamás, pero en la que buena parte de la riqueza es encerrada en las cajas fuertes de unos pocos. Asco de estrategias de crecimiento económico que a la larga van en prejuicio de todos y que apuntan a cualquier sitio menos a un modelo económico viable, sostenible y equitativo.

Asco de que la crisis se convierta en la gran oportunidad para la «necesidad» de nuevos recortes. Asco de que los intereses financieros y de las grandes empresas vayan antes y por delante de las necesidades de la población y del tejido económico que genera la mayor parte de la riqueza.

Asco de unos medios de comunicación y un periodismo siempre sometido a estrategias electoraleras y a los intereses de los grandes grupos económicos. De su justificación de los grandes ajustes de la crisis y de su falta de independencia.

Asco por unas elites culturales y académicas pacatas e incapaces de levantar la voz. Asco de su aburrimiento, de su aislamiento y de sus viejos privilegios que ya nunca más se volverán a reproducir.

Asco de los sindicatos mayoritarios, gestores del mercado laboral más precarizado de Europa: gestores también de Cajas de Ahorro y fondos de pensiones privados; grandes adalides del nuevo pacto de pensiones que dejará a las generaciones más jóvenes con un sistema de reparto, por primara vez en la historia, más restrictivo que el que actualmente se disfruta.

Asco de que nos echen en cara que la responsabilidad de nuestro futuro es nuestra cuando todo en realidad se nos opone. Asco de la mentira de la igualdad de oportunidades. Asco de una democracia reducida a opciones electorales.

Asco de ser testigos del crecimiento de la pobreza, de la desigualdad y del racismo institucional.

Asco, en definitiva, de ver a Madrid convertida en lo que es hoy.

Indignados respondem às ameaças franquistas:

Debemos recordar cómo a partir del 15 de mayo del pasado año decenas de miles de ciudadan@s se estuvieron reuniendo de forma permanente en las más importantes plazas de cientos de capitales y pueblos del Estado español, ejerciendo el derecho fundamental a participar en los asuntos públicos; en definitiva, haciendo política, conscientes de que las víctimas de un sistema socioeconómico injusto tienen el derecho de participar directamente en las soluciones. El movimiento ciudadano se organiza y toma decisiones mediante un sistema asambleario, sin jerarquías de ningún tipo. Estas Asambleas son ampliamente comunicadas a la ciudadanía, a través de los más variados medios de información, y las Autoridades tienen pleno conocimiento de las celebraciones de todas y cada una de ellas; de hecho, en numerosas ocasiones agentes de la autoridad se sitúan en las cercanías de estas reuniones previamente al desarrollo de las mismas -queremos entender que para garantizar el pacífico desarrollo del derecho fundamental de reunión-. En Madrid, durante cuatro semanas se celebraron reuniones diarias en la puerta del Sol en las que participaron miles de personas; tras el levantamiento de la acampada, se continúan celebrando cientos de asambleas en pueblos y barrios de Madrid, y todos los domingos en la Puerta del Sol. Debemos destacar que en el transcurso de estas Asambleas nunca se ha producido el más mínimo problema de orden público.

Ocho meses después del 15 de mayo, las nuevas autoridades han dejado entrever una velada amenaza de imponer sanciones económicas a los promotores de las Asambleas que no estén oficialmente comunicadas, aplicando la Ley 1/1992, la llamada “Ley Corcuera”. Ante esta situación, debemos manifestar:

●    Que entendemos que si la Delegación del Gobierno hace una interpretación excesivamente restrictiva del derecho de reunión, exigiendo un requisito administrativo omitido durante meses (la comunicación por escrito de las Asambleas, explicando el objeto de las mismas, etc), se estaría contraviniendo el mandato constitucional que obliga a los poderes públicos a “promover las condiciones para que la libertad y la igualdad del individuo y de los grupos en que se integra sean reales y efectivas; remover los obstáculos que impidan o dificulten su plenitud y facilitar la participación de todos los ciudadanos en la vida política, económica, cultural y social” (artículo 9 C.E.), y supondría un grave retroceso en la conquista de los derechos fundamentales que tanto esfuerzo ha requerido en la Historia reciente de nuestra sociedad.

●    Que estamos en presencia de un movimiento asambleario, en el que a nadie se le puede adjudicar el papel de organizador o promotor o inspirador (no existe el femenino en nuestra legislación), que serían las personas objeto de sanción, salvo a la totalidad de la ciudadanía que de una u otra forma participa en las mismas.

●    Que la amenaza por parte de la Autoridades públicas de imponer sanciones de hasta 30.000 € por participar en una Asamblea en la que se debaten los problemas que actualmente más afectan a la ciudadanía (inexistencia de mecanismos que garanticen los derechos sociales, vivienda digna y adecuada, trabajo justamente remunerada, educación y sanidad públicas, gratuitas y de calidad), ensancharía aún más la brecha existente entre la ciudadanía y la clase política.

Indignados de Londres dão música aos bancos

 

“Folk the Banks” é o jogo de palavras que dá título à primeira colectânea de música a sair directamente do movimento anti-capitalista “Ocupar Londres”, que há 100 dias assentou acampamento na capital britânica.

Na lista de participantes estão os músicos Ani DiFranco, Tom Morello, Tao Seeger, Billy Bragg e Sam Duckworth, também conhecido pelo nome artístico “Get Cape. Wear Cape. Fly.”

Todos estes artistas já visitaram e actuaram no acampamento que o movimento mantém junto à Catedral de São Paulo, em Londres, desde 15 de Outubro de 2011.

Escute (vídeo)

 

 

Indignados marcharam hoje em Lisboa (vídeo)

Observe: a imprensa conservadora de Portugal apelida os infiltrados nazistas de “nacionalistas”.

Os “infiltrados” são policiais ou mercenários ou fanáticos da direita que aparecem nas manifestações dos indignados para intimidar e praticar desordens.

No protesto vêem-se sobretudo rostos de jovens, com grupos muito variados, desde o Movimento de Amigos de José Afonso até grupos que defendem hortas urbanas. Carolina Madeira, bióloga de 23 anos, tem para oferecer “Abraços Grátis” e explica que veio com os amigos para defender que “a mudança começa em nós, se partilharmos os nosso sonhos com amor”.

Neste clima de paz apareceram os nazistas:

Cerca de 15 membros do Movimento de Oposição Nacional, que se afirma como nacionalista, juntaram-se à cauda do protesto e logo tiveram reacções de repúdio. “Fascismo nunca mais, 25 de Abril Sempre”, gritaram vários jovens, alguns deles usando máscara. Francisco Garcia dos Santos, um dos elementos do grupo nacionalista explica que foram mal recebidos e agredidos pela “pedrada de um pseudo-democrata”, dizendo que um dos elementos teve que ir para o hospital.

No final dos confrontos, um dos manifestantes que vaiou o grupo subiu para o cimo de uma paragem de autocarro e queimou uma bandeira do grupo nacionalista.

O corpo de intervenção da PSP interveio e separou o grupo nacionalista do resto dos manifestantes. O grupo manteve-se na marcha mas foi mantido a distância em relação ao corpo do protesto, estando rodeado por cerca de 25 polícias.

Veja vídeo