Que horas ela volta?: Com medo de Jéssica

Há quem ache Jéssica arrogante e há quem ache maravilhosa. Dependendo do que você acha da Jéssica fica claro em quem você vota.

cartaz que horas ela volta

Conhecendo a servidão da mãe como empregada doméstica

Conhecendo a servidão da mãe como empregada doméstica

servidão

Na piscina de uso exclusivo dos patões da mãe

Na piscina de uso exclusivo dos patões da mãe

patrão

O patrão da mãe todo prestativo e generoso

O patrão da mãe todo prestativo e generoso

Sem teto, moradora de favela em São Paulo

Sem teto, moradora de favela em São Paulo

por Léa Maria Aarão Reis

O filme de Anna Muylaert mobiliza e provoca furor. Até a semana passada, 250 mil espectadores assistiram a saga da doméstica Val e da sua filha Jéssica. Oitenta mil deles apenas num fim de semana. Isto faz Que Horas Ela Volta? aprumar-se para chegar perto da bilheteria dos blockbusters americanos feitos de boçalidade e de músculos. Escolhido para representar o Brasil na competição de Oscar de melhor filme estrangeiro da edição de 2016, sua carreira reafirma o trabalho da cineasta paulista como autora de bons filmes: o premiado Durval Discos, É proibido fumar, Chamada a cobrar e, sobretudo, como corroteirista do excelente O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburguer.

Qual a explicação para o sucesso, para a explosão do filme da Anna – nos festivais estrangeiros e nas principais cidades do país -, além da narrativa relatada com talento, e de contar com a experiente atriz Regina Casé fazendo com brilho e garra a empregada doméstica nordestina que trabalha para a alta classe média paulistana? Uma personagem emblemática, mas tão ‘banal’ e pouco original?

Simples: com habilidade, Anna toca num nervo infeccionado, até então camuflado, da classe média brasileira. Seu filme expõe e escancara a hierarquização feroz das classes no Brasil dentro da intimidade dos grupos familiares. Uma situação inspirada na sua própria experiência, quando, em certa época, ela precisou contratar uma babá para ajudá-la a cuidar dos filhos então pequenos. Sem esse suporte não poderia continuar trabalhando por um bom tempo. Esta é a origem do roteiro que criou.

Da figura da babá, resquício da escravatura, à empregada doméstica modelo nacional, um outro entulho largado no caminho pela escravidão no país, foi um pequeno passo para expandir o argumento. Sem o trabalho das outras milhares de Vals existentes neste país, sejam elas babás, diaristas ou moradoras em um quarto infecto, na casa dos patrões, a família burguesa brasileira emperra e não funciona. A dependência dos patrões é absoluta – até para o mínimo gesto de levantar da cadeira e ir à geladeira para se servir de um copo de água. É isto que Anna mostra serenamente, com simplicidade. E a dependência estampada no espelho que é a telona deixa a plateia burguesa nervosa.

Não surpreende que algumas mulheres, nas sessões de cinemas de zonas ditas nobres das grandes cidades, cheguem a se levantar, revoltadas, para ir embora, como já ocorreu, no meio da exibição.

Mas Muylaert vai além e introduz outro elemento definitivamente perturbador na história: a filha Jéssica, que, pequena, foi deixada pela mãe no Nordeste quando Val parte para trabalhar e sobreviver como doméstica em São Paulo. Agora, já mocinha, Jéssica chega para prestar vestibular para a faculdade de Arquitetura (escândalo!) na capital paulista e é hospedada na opulenta casa dos patrões, no quartinho minúsculo e abafado onde vive sua mãe. “Uma casa meio modernista!”, se deslumbra a futura arquiteta quando percorre a mansão. Ao chegar, a menina “subverte todas as regras”, como observa a cineasta.

Acaba instalada no confortável quarto de hóspedes para desespero da patroa, mergulha na piscina na companhia do filho da casa, também ele um vestibulando, e, a transgressão mais grave: come o sorvete da marca fina e cara, mas destinada aos patrões. O sorvete barato é reservado aos empregados.

Camila Márdila, de 26 anos, vinda de Tabatinga, na periferia de Brasília, é a jovem atriz que defende bem o personagem da filha de Val neste que é o seu segundo filme.

Com a a introdução – ou intromissão – no universo burguês, Jéssica desequilibra a ‘harmonia’ da casa, expõe o nervo podre disfarçado e estabelece uma nova equação familiar como ocorre no célebre filme Teorema, de Pier Paolo Pasolini. “Na cabeça dela,” acrescenta Muylaert, “aquelas regras não significam nada. Mas há quem ache Jéssica arrogante e há quem ache maravilhosa. Dependendo do que você acha da Jéssica fica claro em quem você vota.”

Bingo para Muylaert. Jéssica representa o Brasil novo que começou a ser parido há 12 anos por um governo progressista. Jéssica é a mudança, é o país em que porteiro embarca no avião e senta ao lado da madama no aeroporto. E madama agora é obrigada a cumprir a PEC 72 em vias de entrar em vigor na sua integralidade, e pagar direitos trabalhistas às mulheres que nunca mais serão semiescravas.

Jéssica é o Brasil que, obsessivamente, mesmo sem ainda plena consciência do fato, procura dirimir as diferenças de classe para se tornar um lugar mais igualitário, menos injusto e hipócrita. Mais do que raiva, ódio e menosprezo, os que se encontram instalados no topo da pirâmide sentem é medo de Jéssica. Ela é o ‘anjo’ do Teorema, de Pasolini, que vem anunciar os tempos e os arranjos novos. Um alerta para o início do fim da era da submissão.

O recado do Que Horas ela Volta? é singelo e firme apesar do seu final entreaberto: para a frente nada será como antes. Aconteça o que tiver que suceder, convém lembrar-se do clichê que, no caso, aqui cai como uma luva. A pasta de dentes que saiu do tubo nunca mais caberá dentro dele.

Anúncios

Grécia. Aos povos da Europa e do mundo

Apelo em apoio da Grécia que resiste e à sua Comissão pela Verdade sobre a Dívida Pública Grega Pelo direito dos povos a auditar a dívida pública Aos povos da Europa e do mundo!

 

bandeira grécia com cinturão

A todos e todas os que rejeitam as políticas de austeridade e não aceitam pagar uma dívida pública que nos estrangula, que foi contraída sem nós e, contra nós.

.

Nós, signatários deste apelo, estamos junto do povo grego que, depois do seu voto nas eleições gerais de 25 de janeiro de 2015, é o primeiro povo da Europa – e no hemisfério norte – a repudiar as políticas de austeridade aplicadas em nome do pagamento de uma dívida pública contraída pelos de cima, sem o povo e contra o povo.

.

Ao mesmo tempo, consideramos que a criação da Comissão pela Verdade sobre a Dívida Pública Grega, por iniciativa da Presidente do Parlamento grego, constitui um acontecimento histórico de fundamental importância, não só para o povo grego, como também para os povos da Europa e do mundo inteiro.

.

Na realidade, esta Comissão, composta por cidadãos e cidadãs voluntários chegados de toda a parte, sem dúvida estimulará iniciativas semelhantes em outros países. Em primeiro lugar, porque o problema da dívida e uma verdadeira peste que se abate sobre quase toda a Europa e não só.

.

E ainda porque muitos milhões de cidadãos e cidadãs colocam, com redobrada razão, perguntas elementares mas fundamentais sobre a dívida:

.

 

• Que se passou com o dinheiro dos empréstimos? Que condições lhes estão subjacentes? Que juros já foram pagos, a que taxas e que parte do empréstimo já foi reembolsada? Como se acumulou a dívida sem que isso tenha beneficiado o povo? Que destinos foram dados aos capitais? Para que serviram? Que parte foi dispersa, por quem e como isso aconteceu? E também:

.

• Quem pediu emprestado e em nome de quem? Quem emprestou e qual foi o seu papel? Como foi conseguido o envolvimento do Estado? Quem decidiu e como foram tomadas as decisões? Como se converteram em “públicas” as dívidas privadas? Quem impulsionou projetos inadequados e inúteis, quem contratou, quem foi beneficiado com eles? Foram cometidos delitos ou crímes com esse dinheiro? Por que não se formalizam responsabilidades civis, criminais e administrativas?

.

Todas estas peguntas vão ser analisadas de forma rigorosa pela Comissão criada por iniciativa da Presidente do Parlamento da Grécia e cujo mandato oficial postula a compilação de todos os dados relacionados com o surgimiento e o desmesurado aumento da dívida pública, para submissão a minucioso escrutinio científico com o objetivo de definir que parte se pode identificar como dívida ilegítima, ilegal, odiosa ou insustentável. E isso, tanto durante o período dos Memorandos, entre maio de 2010 e janeiro de 2015, como em anos anteriores.

.

A Comissão também deve publicar informações claras e acessíveis para todos os cidadãos, realizar declarações públicas, facilitar a tomada de consciência da população grega, assím como da comunidade internacional e a opinião pública internacional, e, finalmente redigir argumentações e propostas relativas à anulação da dívida.

.

Consideramos que constitui o mais elementar dos direitos democráticos, para qualquer cidadão ou cidadã, a colocação destas perguntas e obter respostas claras e precisas às mesmas.

.

Entendemos que a recusa de respostas pressupõe uma denegação de democracia e uma recusa de transparencia por parte dos de cima, que inventaram o “sistema-dívida” para enriquecer os ricos e empobrecer os pobres.

.

Ainda mais grave: consideramos que, ao monopolizar o direito de decidir sobre o destino da sociedade, os de cima privam a imensa maioría das cidadãs e cidadãos não só do seu direito a decidir e, sobretudo do direito de assumir os seus destinos próprios, assim como o de tomar as rédeas do destino da humanidade.

.

Por isso, dirigimos o urgente apelo seguinte a todos os cidadãos, aos movimentos sociais, às redes de movimentos ecologistas e feministas, aos sindicatos e às formações políticas que rejeitem esta cada vez menos democrática e humana Europa neoliberal:

.

• Manifestai a vossa solidaridade com a resistència grega apoiando, de forma ativa, a Comissão pela Verdade sobre a Dívida Pública Grega e o seu trabalho de identificação das suas parcelas ilegais, ilegítimas, odiosas ou insustentáveis.

.

• Defendei a Comissão dos indignos ataques com que a acossam aqueles que, na Grécia e no resto do mundo, estão interessados em manter oculta a verdade sobre o “sistema-dívida”.

• Participai ativamente nos processos de auditoría cidadã da dívida que se estão desenvolvendo em muitos lugares, na Europa e fora dela.

.

• Partilhai nas redes sociais o vosso apoio e solidaridade, pois só semelhantes apoios e solidaridades podem frustrar o plano dos poderes que querem asfixiar a Grécia e o povo que luta contra os nossos inimigos comuns: as políticas de austeridade e a dívida que nos estrangula. Estamos em confronto com adversários experimentados, unidos, bem coordenados, armados com poderes imensos e totalmente decididos a levar até ao final a sua ofensiva contra todos os que constituímos a esmagadora maioría nas nossas sociedades.

.

Não podemos permitirnos o luxo de resistir separadamente, cada qual isolado no seu canto. Assim, unamos as nossas forças num vasto movimento de solidaridade com a resistência da Grécia. apoiemos a Comissão pela Verdade sobre a Dívida Pública grega e multipliquemos Comissões semelhantes onde seja possível.

.

A luta do povo grego é a nossa luta e a sua vitória será a nossa. A nossa união é a nossa força.

.

Click here

referendo grécia

GreekDebtTruthCommission.org to sign this Appeal

Canções de exílio de Gonçalves Dias e Casimiro de Abreu

Canção do Exílio
por Gonçalves Dias

.

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorgeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar, sozinho, à noite
mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá

Não permita Deus que eu morra.
Sem que volte para lá
Sem que desfrute dos primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

sabia

Minha Terra
por Casimiro de Abreu

.

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá.
Gonçalves Dias

Todos cantam sua terra,
Também vou cantar a minha,
Nas débeis cordas da lira
Hei de fazê-la minha rainha;
— Hei de dar-lhe a realeza
Nesse trono de beleza
Em que a mão da natureza
Esmerou-se em quanto tinha.
Correi pras bandas do sul:
Debaixo dum céu de anil
Encontrareis o gigante
Santa Cruz, hoje Brasil;
— É uma terra de amores
Alcatifada de flores
Onde a brisa fala amores
Nas belas tardes de Abril.
Tem tantas belezas, tantas,
A minha terra natal.
Que nem as sonha um poeta
E nem as canta um mortal!
— É uma terra encantada
— Mimoso jardim de fada —
Do mundo todo invejada,
Que o mundo não tem igual.
Não, não tem, que Deus fadou-a
Dentre todas — a primeira:
Deu-lhe esses campos bordados,
Deu-lhe os leques das palmeiras.
E a borboleta que adeja.
Sobre as flores que ela beija.
Quando o vento rumoreja
Nas folhagens da mangueira.
É um país majestoso
Essa terra de Tupã,
Desd’o Amazonas ao Prata,
Do Rio Grande ao Pará!
— Tem serranias gigantes
E tem bosques verdejantes
Que repetem incessantes
Os cantos do sabiá.

BRASIL Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio?

BRASIL
por Cazuza (*)

.

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer

Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha

Brasil
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer

Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada pra só dizer “sim, sim”

Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim

Grande pátria desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
(Não vou te trair)

(*) Composição com a parceria de Nilo Roméro e George Israel

 

Brasil calle

O GRITO
por Talis Andrade

 .

Cazuza via
além do tempo
além das máscaras
as artimanhas dos vendedores de espaço
no pássaro de aço
dos vendedores de ilusões
nos jardins de Tântalo
Cazuza ouvia o tintilar dos ossos
das caveiras no baile da Ilha Fiscal
Cazuza sentia o cheiro da corrompida carne
de um país ferido nas entranhas
Um triste Brasil que esconde a cara

Cazuza via além dos corpos
dos governantes que bebem e comem
nos palácios em forma de concha
Cazuza via os cortejos fúnebres
dobrando as esquinas iluminadas
pelas velas em intenção das almas

Cazuza via além do tempo
e da carne viva dos jovens
Que toda carne à luz azul
e negra das boates
mal esconde a cor lívida
dos cadáveres
Daí a irreverência o risco
as canções os gestos
de escândalo e morte

Na carne dorida carne
Cazuza sofria por antecipação
o idêntico destino da tribo de tietes
A carne tremente dos infantes
a carne tremente e sangrenta das donzelas
exibida nas passarelas
mal esconde a cor lívida
dos cadáveres
plúmbea cor
dos que estão na mira do esqueleto
o esqueleto armado
de arco e flecha

 

“Un pecado que clama al cielo y que no tiene perdón. El dinero robado a los pobres”

mx_diario_istmo. México corrupção

El cardenal Norberto Rivera Carrera lamentó que México se encuentre sumido en la “esclavitud del crimen” y añadió que derivado de esa situación “son miles de personas las que mueren en medio de la violencia más demencial y diabólica”.

Al encabezar la misa crismal en el contexto de la Semana Santa, el también arzobispo primado de México dijo que debido a la violencia y la inseguridad que genera el crimen organizado, en el país hay “tantas familias destrozadas, tanto dolor sin consuelo, tanto menosprecio de la dignidad de la persona humana y todo esto a causa de la ambición desmedida de riqueza y de poder”.

El cardenal Norberto Rivera Carrera lamentó que México se encuentre sumido en la “esclavitud del crimen”

El cardenal Norberto Rivera Carrera lamentó que México se encuentre sumido en la “esclavitud del crimen”

Rivera Carrera criticó la existencia de “falsos ídolos que no dan lo que prometen sino que quitan la vida a sus adoradores” y añadió que aunado a todo esto el país sufre otra esclavitud: la corrupción”, la cual calificó como la actitud “más escandalosa de ellas”.

Ante cientos de fieles que colmaron la Catedral Metropolitana esta mañana, el jerarca comentó que “por desgracia ciudadanos de los más diversos sectores parecen olvidar que el dinero que nutre sus excesos ha sido robado a los pobres, por lo que es un pecado que clama al cielo y que no tiene perdón, si no se repara el daño, si no se devuelve el dinero cuyo fin público es aliviar la pobreza, la enfermedad y las necesidades más básicas de miles de personas que no tienen lo mínimo para vivir dignamente”.

Recordó palabras del pontífice Francisco respecto a la corrupción: “el papa Francisco lo ha repetido muchas veces, no es compatible la corrupción con la fe cristiana”.

También se refirió a la persecución religiosa que sufren muchos cristianos actualmente, cuyo único “delito es creer en Jesús”.

 

 

¿Por qué los ricos están comprando refugios secretos?

Para quem acredita em previsões apocalípticas.

Cada vez resulta más evidente la desconfianza de las élites ante eventuales conmociones sociales provocadas por la desigualdad económica y social, razon por la que compran refugios escondites en los países más tranquillos.

Durante el Foro de Davos celebrado la semana pasada, el experto Robert Johnson subrayó en una entrevista a RT que en el marco de las protestas sociales, como las de Ferguson en EE.UU., los ricos compran sus propios aviones, sus propias pistas de aterrizaje y adquieren terrenos en países como Nueva Zelanda para protegerse.

Michael

Entre estos destaca, por ejemplo, James Cameron, que en 2012 anunció que se mudaría a Nueva Zelanda. Incluso la familia del ex presidente estadounidense, George Bush, presuntamente compró un terreno en Paraguay en 2006, informa el portal ‘Infowars’.

Esta tendencia fue anticipada hace años por el analista político y exconsejero de Seguridad Nacional del presidente estadounidense Jimmy Carter, Zbigniew Brzezinski, explica el portal.

Según Brzezinski, el aumento de la desigualdad de los ingresos, la falta de respeto y la explotación son factores principales de lo que él llama “el despertar político global”, que amenaza el poder de las élites actuales.

Disturbios civiles derivados de los problemas económicos han sido pronosticados para 2016 por el economista Martin Armstrong, que en su día predijo el Lunes Negro de 1987, así como el colapso financiero ruso de 1998.

La desconfianza en el Gobierno de EE.UU. y otros países occidentales alcanzó sus mínimos históricos, debido tanto al “crecimiento de la corrupción, la alienación social y la ausencia de sentido de comunidad”, aumentando el riesgo conmociones, explica el portal. El riesgo crece aún más por la caída de los salarios y la brutalidad policial.

En este sentido, la decisión de los ricos de asegurarse salidas de emergencia no significa que quieran abandonar el poder, sino una garantía en caso de posibles desórdenes domesticos, concluye.

Las guerras del futuro se realizarán en las megalópolis

El Ejército de EE.UU. cree que en el futuro las megaciudades se convertirán en un campo de batalla con los grupos criminales y extremistas, que tendrán un profundo impacto en la vida de los ciudadanos, socavando la autoridad del Estado.
Desde el punto de vista de los estrategas militares, el problema es que ningún ejército ha peleado nunca con tal enemigo en ciudades con una población de 20 millones de personas o más. Por lo tanto, en febrero los militares de EE.UU. y el Reino Unido discutieron este problema, informa Defense News.

City Wars: US soldiers conduct urban training at Camp Blanding, Florida. Army planners believe future battles will be fought in 'megacities' of 20 million or more people. (Sgt. 1st Class Mark Bell/ / US Army)

City Wars: US soldiers conduct urban training at Camp Blanding, Florida. Army planners believe future battles will be fought in ‘megacities’ of 20 million or more people. (Sgt. 1st Class Mark Bell/ / US Army)

Según ellos, es necesario aclarar el alcance y la escala de las operaciones “sin precedentes” en las que tendremos que participar. Algunos señalaron que no se trata de enviar a las grandes ciudades un destacamento tras uno, ya que “simplemente se los comerán”.

La ONU estima que para el año 2030 habrá más y más megaciudades, y serán habitadas por el 60% de la población total de la Tierra.

En mayo el Ejército de EE.UU. dijo en un informe que es inevitable que se efectúen operaciones militares en esas ciudades, pero el Ejército está mal preparado para ellas. De acuerdo a los oficiales militares y científicos civiles, los problemas de crecimiento humano, la desigualdad económica y la seguridad ambiental, que empujarían a la indignación pública, implican la necesidad de llevar a cabo operaciones terrestres.

Una formación adecuada, llevada a cabo en forma de juego de guerra, mostró que la infantería en tales circunstancias debería ser más autónoma cubriendo un área más grande. Al mismo tiempo, “las armas lanzadas desde el hombro” (por ejemplo, lanzagranadas), que permiten luchar contra un enemigo que tiene un refugio natural, juegan un papel vital.

Para 2030, el Ejército estadounidense quiere proporcionar a la infantería apoyo con aviones, la posibilidad de grabar videos de calidad cinematográfica, así como mejorar la capacidad de “aplastar al enemigo durante un contacto accidental”. La experiencia de dos batallas simuladas mostró que la aviación no es capaz de hacer frente a todas las tareas, con lo cual serán necesarias las operaciones terrestres.

¿Estallará pronto la “primavera americana” en Estados Unidos? 

Ha causado indignación en el mundo que ante los miles de refugiados que cruzan Ucrania huyendo de los ataques genocidas del régimen en Kiev, la Casa Roja (ex-Casa Blanca) haya manifestado de modo jocoso y burlesco: “Puede ser que estén visitando a sus abuelas y luego vuelven”, tal como fue la expresión de la nueva portavoz del Departamento de Estado de los EE.UU.

Tratando al ser humano de modo tan despectivo es que se entiende lo que ocurre en el interior de ese país, lo que le sucede conflictivamente y que se oculta permanentemente. Por ello, la hipótesis sostenida desde hace bastante tiempo es que las crisis estadounidenses, especialmente la del 2008 y la actual que proviene desde el 2012, caracterizadas por un grave conflicto en lo político, lo económico, lo social y lo humano (principios y valores), han generado un incremento constante de malestar general interno e internacional, de poder contrahegemónico, de tensiones en el bipartidismo demo-republicano, las que se harán efectivas con cada vez mayor profundidad. El objetivo, entonces, es analizar caminos para la clase gobernante en dicho país con el fin de resolver, desde lo esencial, esta situación objetiva que se producirá debido a lo señalado e independiente de que fuese reprimida, pues traería una mayor descohesión social.

crise tio

Hay cinco condiciones en este momento que propiciarían próximamente el estallido de una “primavera americana”:1, un presidente muy cuestionado por su política exterior e interna, no afecto al empleo de medidas cualitativamente sustanciales; 2, control privado de la información e incremento de comunicación crítica y conciencia de la realidad; 3, cantidad más alta de activismo que se empieza a manifestar en diversos órdenes; 4, debilidad exterior y rechazo al país; 5, cuestionamiento interno desde los órganos de poder del régimen. Por Carlos Santa María

 

 

Sabe quem é a mulher negra mais rica do mundo?

 

Alakija

 

 

Oprah Winfrey ou Isabel dos Santos são dois nomes em que rapidamente se pensa quando falamos na mulher africana mais rica do mundo, mas a nenhuma delas pertence o primeiro lugar do pódio. Folorunsho Alakija, nigeriana nascida no ano de 1951, é a número um.

Com uma fortuna avaliada em cerca de 2,8 mil milhões de euros, obtidos através de negócios relacionados com o petróleo e com o mundo da moda, Folorunsho Alakija é a mulher negra mais rica do mundo, ultrapassando a apresentadora norte-americana de sucesso mundial.

«Posso passar horas e horas a fio a trabalhar sem pensar em mais nada. A minha mãe treinou bem os seus filhos para que conseguissem trabalhar muitas horas por dia sem que nos lembremos sequer de comer. Educou-nos de tal forma que aprendemos, desde cedo, o que significa o empenho e o trabalho árduo», contou ao Daily Sun News. (Angola 24 horas)