Terrorismo estatal, tortura e morte, quatro poemas de Talis Andrade

VALLE DE LOS CAÍDOS

Nas faldas da serra
de Guadarrama
Francisco Franco
ergueu majestoso cemitério
para a continuação
do pomposo reino
dos cadáveres mumificados

Em Guadarrama
mandou enterrar
velhas desamadas damas
de uma nobreza fantasma
generais e sacerdotes
angelicais torturadores
da Espanha de Torquemada

Em Guadarrama
o pequeno suserano
mandou enterrar
melancólica corte
de fanáticos seguidores
megalomaníaco intento
de no inferno possuir
os serviços prazerosos e sujos
de uma legião de servos
sevos aduladores

valleyofthefallen

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OPERAÇÃO CONDOR 

1

Em uma ceia demoníaca
os generais do Cone Sul
aprovaram a Operação Con
dor cujas asas agourentas
selam a noite com chumbo

O conúbio dos generais
arranca do calor dos lares
artistas e intelectuais
para os interrogatórios imbecis
de cegos vampiros
as cabeças lavadas
nas apostilas da CIA
os cérebros curetados
pelas palavras-ônibus
dos pastores eletrônicos

2

Em sombrios porões
os massagistas atestam
os instrumentos de suplício
os massagistas adestram
os toques de fogo
arrancando unhas e gritos
espicaçando as últimas palavras
os nomes e codinomes
de um exército de fantasmas
um exército apenas existente
nas doentias mentes dos agentes

3

Em refrigerados gabinetes
os técnicos em interrogatórios
e informações estratégicas
trabalham noite e dia
na burocracia cívica
de selecionar os copiosos
relatórios dos espias
decifrar os depoimentos
tomados sob tortura
depoimentos escarnificados
na escuridão dos cárceres
depoimentos cantados
no limiar do medo
confissões soluçadas
nas convulsões da morte

carlosllatuffcondor

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            O PODER 

A justiça legaliza
a tortura
A igreja santifica
a tortura

Em uma ditadura
tudo se justifica
com uma nova lei
Em uma ditadura
tudo se abençoa
com uma missa

Em uma ditadura
apenas existem
os cúmplices
e os mortos

tortura

O AGIOTA

A cobrança um jogo
que requer paciência
rechego

Do agiota a obsessão

o desfrute da persistência
na perseguição

a destreza
de brincar de gato
coa presa

o prazer de excruciar
matar de pouquinho
bem devagarinho
como se fosse um carinho

O agiota suplicia
pelo gosto de sangue

Nos tempos de ditadura
apresenta-se como voluntário à polícia
para servir nos calabouços da tortura

Não é aferro de fanático
O agiota não tem bandeiras
não tem pátria nem deus
O agiota um cadáver que ama os cadáveres

A tortura um contato erótico
As lágrimas o sangue
a urina o excremento
são para o sevicia-
dor cheiros sabores
afrodisíacos alimentos
Quanto mais remorseado o corpo
sangrada a carne
intenso o desejo
o prazer

Os Agiotas, do pintor holandês Marinus Van Reymerswaele (1490-1546)

Os Agiotas, do pintor holandês Marinus Van Reymerswaele (1490-1546)

Poemas de Talis Andrade. Do livro inédito Selos do Apocalipse 

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A mulher Soledad, o cabo Anselmo e o filme “Sentimentos que curam”

Cabo Anselmo, delator, espião, infiltrado, assassino e torturador

Cabo Anselmo, delator, espião, infiltrado, assassino e torturador

Na coluna Prosa, Poesia e Política nesta sexta-feira (17), o jornalista e escritor pernambucano, Urariano Mota, comenta o livro “Minha verdade”, cujo título lembra “Minha luta”, do cabo Anselmo. “Eu relutei muito em falar. Evitei até onde foi possível escrever, nem que fosse o mínimo”.

cabo anselmo torturador parricida

Ele rompe o silêncio sobre a obra e afirma que sua inspiração vem após ler uma crítica ao filme “Sentimentos que curam”, na edição da Folha de São Paulo desta quinta-feira (16). “O despertar se deu no seguinte passo: “O filme foi uma oportunidade para o ator Mark Ruffalo, conhecido pelo engajamento social, de discutir uma de suas principais bandeiras: o feminismo”.

Urariano indica que “nas palavras de Anselmo. Na construção que ele faz: primeiro, Soledad abandona a filha; segundo, ela fez essa canalhice por fanatismo ideológico, treinada que foi na Universidade Patrice Lumumba, de Moscou – ali se fazia lavagem cerebral ; terceiro, “A família, por princípio, ocupa um lugar sem importância no universo emocional do revolucionário, mera referência de origem. Pais são abandonados, como esposas, filhos, irmãos, amigos”.

Acompanhe a íntegra da coluna na Rádio Vermelho…

Soledad

Bolívia: Papa recorda jesuíta assassinado em 1980

Papa saudou «terra abençoada» por diversidade cultural e étnica

bo_prensa. Bolívia

La Paz, 08 jul 2015 (Ecclesia) – O Papa disse hoje no seu primeiro discurso na Bolívia que o país sul-americano é uma “terra abençoada” pela sua diversidade cultural e étnica, a qual exige “respeito mútuo”, “diálogo” e atenção aos “últimos”.

Perante o presidente Evo Morales, que Francisco abraçou à chegada, e centenas de pessoas reunidas no aeroporto internacional de El Alto, o pontífice argentino recordou os “povos nativos milenários” e os contemporâneos, pedindo que todos se comprometam na “construção duma sociedade mais justa e solidária”.

O Papa sustentou que “a voz dos pastores” tem de ser “profética”, partindo da “opção evangélica preferencial pelos últimos, pelos descartados, pelos excluídos” e a “proteção dos mais vulneráveis”.

“Não se pode crer em Deus Pai sem ver um irmão em cada pessoa”, advertiu.

Francisco percorreu a pé a distância entre o avião e o palco preparado para os discursos, acompanhado por crianças que representavam as várias realidades da sociedade boliviana.

“Quanta alegria nos dá saber que a língua castelhana, trazida para estas terras, convive agora com 36 idiomas nativos, amalgamando-se – como fazem o vermelho e o amarelo, nas flores nacionais de kantuta e patujú – para conferir beleza e unidade ao que é diverso”, declarou.

O Papa elogiou a “beleza singular” da Bolívia, país “abençoado por Deus nas suas váreas áreas” do planalto às terras amazónicas.

“Nesta terra e neste povo, radicou-se fortemente o anúncio do Evangelho, que, ao longo dos anos, foi iluminando a sociedade, contribuindo para o desenvolvimento do povo e promovendo a cultura”, assinalou.

Francisco apresentou-se como “hóspede e peregrino” que quer “confirmar a fé”, “fermento de um mundo melhor”.

“A Bolívia tem dado passos importantes na inclusão de amplos sectores na vida económica, social e política do país”, reconheceu.

Nesse sentido, apelou ao espírito de cooperação dos cidadãos, sublinhando que o crescimento não pode ser apenas económico, sob pena de “voltar a criar novas diferenças, de a abundância de uns ser construída sobre a escassez de outros”.

O Papa afirmou ainda que a família merece “uma atenção especial” por ser “a célula básica da sociedade”.

Em conclusão, manifestou a sua alegria por estar num país que de diz “pacifista, que promove a cultura da paz e o direito à paz”.

“Jallalla Bolívia”, concluiu, usando uma expressão tradicional dos povos indígenas.

Após a cerimónia de boas-vindas, Francisco subiu ao papamóvel para saudar milhares de pessoas que o esperam no caminho até à sede da Arquidiocese de La Paz.

Durante o trajeto, o Papa argentino efetuou uma paragem junto ao local do assassinato do sacerdote jesuíta espanhol Luis Espinal Camps, morto em 1980 por causa do seu trabalho em defesa dos Direitos Humanos.

Padre Luis Espinal foi voz «incómoda» em defesa da liberdade, disse Francisco

Luis Espinal

O Papa recordou hoje na Bolívia o sacerdote jesuíta espanhol Luis Espinal Camps, morto em 1980 por causa do seu trabalho em defesa dos Direitos Humanos.

Durante o trajeto entre o aeroporto de El Alto e a capital La Paz, Francisco efetuou uma paragem junto ao local do assassinato do membro da Companhia de Jesus, à qual também pertence.

“Parei aqui para vos cumprimentar e sobretudo para recordar um irmão nosso, vítima de interesses que não queriam que se lutasse pela liberdade”, disse às centenas de pessoas reunidas no local.

O padre Espinal, assinalou, “pregou o Evangelho e esse Evangelho incomodou, por isso o eliminaram”.

Francisco pediu um minuto de silêncio, “em oração”, e depois rezou para que “o Senhor tenha na sua glória o padre Luis Espinal, que pregou o Evangelho, esse Evangelho que nos traz a liberdade, que nos faz livres”.

O jesuíta espanhol, que chegou à Bolívia em 1962, tomou várias posições públicas contra a ditadura, acabando por ser detido, torturado e assassinado por paramilitares.

O seu corpo sem vida foi encontrado a 22 de março de 1980 no troço de estrada onde o Papa parou esta noite.

Ditadura. LA ESMA EN PRIMERA PERSONA

Los expedientes internos de la Armada presentados por los propios represores. En ellos plantean sus crímenes como actos de servicio y reclaman por las afecciones nerviosas que les provocaron tanto sus acciones como su posterior difusión pública.

tapan

LOS REPRESORES DE LA ESMA HICIERON RECLAMOS POR PROBLEMAS MEDICOS Y EMOCIONALES DERIVADOS DE SUS CRIMENES

Confesiones

Los marinos de la ESMA se quejaban por las “secuelas” que dejaban en ellos los delitos que cometieron. El médico Carlos Capdevila reconoció que no cumplió con su juramento hipocrático.

Por Alejandra Dandan

El 23 de octubre de 1989, la Armada tramitó un expediente administrativo vinculado al entonces capitán de corbeta Ricardo Miguel Cavallo. Necesitaban establecer si los problemas médicos y emocionales que padecía guardaban relación con “los actos de servicio”. Allí, el represor de la ESMA alegó: “En diciembre de 1976 con el grado de TC (teniente de corbeta) fui destinado a la ESMA. Cumplí tareas relacionadas con todas las acciones que se libraron en el grupo de tareas 3.3.2 hasta enero de 1981. Esto me trajo aparejado estar sometido durante períodos de tiempo prolongado a tensiones que considero importantes. Aparte de las secuelas que todo esto me ocasionó por sí mismo, me he visto particular y profundamente afectado por todo lo ocurrido a partir de 1983. Baste como ejemplo mencionar que conocí a mi esposa en 1985, ignorando ella todas mis actividades en la Armada, lo que generó una serie de conflictos importantes al ser yo mencionado en diferentes medios de prensa de circulación pública. Considero que lo antedicho ha sido la principal causa de la situación en que me encuentro hoy”.

El médico Carlos Octavio Capdevila, que ofició como partero en la ESMA, también hizo reclamos por su propia salud ante sus superiores. Dijo que se encontró “permanentemente en la disyuntiva de cumplir” con su juramento hipocrático como profesional médico y que en cambio optó “por cumplir con las exigencias del servicio militar” en “medio de una gran presión psíquica”. “Los sentimientos o conceptos de moral y legal se habían borrado en mí por así decirlo”, afirmó. Así, en expedientes internos de las Fuerzas Armadas los marinos de la ESMA relataron sin tapujos y en primera persona que cometieron actos criminales y vergonzosos y confirmaron los destinos que tuvieron durante el terrorismo de Estado.

Los Asuntos de Justicia son expedientes internos a través de los cuales las Fuerzas Armadas resuelven asuntos disciplinarios o de salud. En la Armada, se llaman Actuaciones de Justicia. Tratan de robos, deserciones o indisciplinas pero también accidentes, enfermedades o fallecimientos. Varias decenas de represores del Grupo de Tareas 3.3.2 de la ESMA iniciaron, ya en democracia, un expediente de salud o fueron tema de uno de esos expedientes. En ellos piden a la Armada que reconozca las supuestas afecciones nerviosas como efectos de “actos de servicio” porque de esa manera pueden obtener distinto tipo de beneficios: desde extender licencias de salud a costo de la Armada, evitar bajas por “no aptos” o pedir, como hace alguna viuda, mejores pensiones.

En esos expedientes los marinos van señalando sus “tareas” y los destinos que tuvieron durante la dictadura. Uno de los datos que salta a la vista es cómo cada uno de ellos confiesa su participación en el GT 3.3.2 o tareas “contra la subversión”, pero cómo la Armada de la democracia encuadró durante años todos estos crímenes como actos de justicia. Entre los marinos, hay cuadros depresivos, casos de personalidades paranoides, intentos de suicido, hasta violencia doméstica y también quien realiza once mudanzas para escaparse de las denuncias. Esta información fue hecha pública por los propios involucrados en esos expedientes administrativos que tenían como objetivo obtener reconocimiento por parte del Estado.

Cavallo es de los marinos más conocidos de la ESMA, hoy con asistencia casi perfecta en Comodoro Py, de traje, lentes y computadora. Era Marcelo o Sérpico en la ESMA. Lo describieron de voz metálica. Torturó a Thelma Jara de Cabezas, madre secuestrada mientras buscaba a su hijo. Y más tarde le armó la falsa entrevista en la revista Para Ti. Una de sus muchas actuaciones en el terrorismo de Estado fue encabezar la patota de secuestro de Carlos Chiappollini: entró en la casa de su compañera, Cristina Muro, cuando amantaba a su hijo de cinco días. “Como yo gritaba mucho, lo agarraron a Carlitos de un tobillo y teniéndolo cabeza abajo lo apuntaron con una pistola y me pidieron a los gritos que me callara”, dijo ella en el juicio.

Pero los expedientes internos de la Armada cuentan otra cosa: allí los victimarios se presentan como víctimas.

Salomón

El 21 de noviembre de 1989, declaró un compañero de armas de Cavallo, Miguel Angel Benazzi, alias Salomón, Manuel o Turco, quien integró el Grupo de Tareas 3.3.2 de fines de 1976 a fines de 1978. En febrero de 1979 fue agregado naval en Bolivia, retornando en 1980 a la ESMA. En el expediente de Cavallo dijo “que estuvo destinado con el causante en el Grupo de Tareas 3.3 de ESMA”. “Si bien no fue subordinado directo, tenía frecuente relación y su desempeño era excepcional, por tratarse de un hombre sumamente dispuesto al trabajo, altamente subordinado y responsable. Entiendo que sus cualidades fueron las que motivaron su traslado a un puesto de alta responsabilidad como ayudante del agregado naval argentino en Francia”.

El 19 de diciembre de ese 1989 el destino fue confirmado por la Armada, que estableció que, “entre sus antecedentes personales, se destaca su participación en un G.T. durante la lucha antisubversiva, durante 3 años en nuestro país y durante aproximadamente 2 años, en el exterior, Francia”. Un dato extra en este punto es que del texto se desprende que la Armada está considerando a Francia –es decir el Centro Piloto de París– como un destino relacionado con la “lucha antisubversiva”. El 23 de mayo de 1990, la Armada finalmente resuelve el caso Cavallo: afirma que “la afección” de Cavallo “guarda relación con actos de servicio”. A esa misma conclusión llegaron los marinos ante los reclamos de otras caras conocidas de la ESMA.

Capdevila

Carlos Octavio Capdevila era uno de los parteros de la maternidad clandestina montada en la ESMA. Médico, estuvo en el parto de María del Carmen Poblete. “Fue la primera que me pidió que la acompañara a parir –dijo Sara Osatinsky durante el juicio–: entonces, nos bajaron al sótano, allí estaban el doctor (Jorge) Magnacco y Capdevila”.

Capdevila también estuvo cuando dio a luz Susana Pegoraro, secuestrada el 8 de julio de 1977 con cinco meses de embarazo y cuando lo hizo Silvia Dameri, secuestrada el 4 de julio de 1980 con cinco meses de embarazo. Las tres mujeres están desaparecidas. Lo mismo que la hija de María del Carmen Poblete. En 2008 recuperaron su identidad Evelyn Bauer Pegoraro y Laura Ruiz Dameri.

En enero de 1993, la Armada inició un expediente con su caso. Buscaba “determinar la relación de los actos de servicio” y algo que llaman “neurosis de guerra”. Capdevila explicó: “Fui asignado por orden del señor director de dicha Escuela, a una Unidad de Tarea cuya misión era desarrollar operaciones contra la subversión. El marco en que se desarrolló mi actividad y el tipo de tareas que debí cumplir hicieron que permanentemente me encontrase en la disyuntiva de cumplir con mi juramento hipocrático como profesional médico y mi carácter de militar; opté por cumplir con las exigencias que el servicio militar me imponía y en medio de una gran presión psíquica; fueron muchas las noches de insomnio tanto en mi destino como en los pocos momentos que pasaba en mi hogar; mi psiquis vivía en conflicto permanente”.

En la ESMA, se “me encargó atender las necesidades de subversivos que se hallaban en libertad”. “Recuerdo que uno de ellos me denunció después en Conadep (…). También participé en diversos operativos para detener subversivos y en actividades de inteligencia antisubversiva. En los años 1980 y 1981, además de las misiones que he relatado, pasé a hacerme cargo de las comunicaciones de la Unidad, lo que incluía escuchas telefónicas (…) Los sentimientos o conceptos de moral y legal se habían borrado en mí por así decirlo.”

González

Alberto Eduardo González era Gato González, Luis, Oscar Paz Alara. Capitán de corbeta, oficial de inteligencia del GT 3.3. Pasó a Cancillería en 1978. González viajó a Suiza como custodia de Pablo González Langarica, secuestrado, al que extorsionaron para obligarlo a sacar de una caja de seguridad dinero de Montoneros.

En 1990, la Armada inició un expediente con su caso. González llevaba varias licencias médicas. El 4 de junio de ese mismo año, explicó a través de un exhorto que sus males se originaron en la ESMA. “Este es un largo proceso cuyos primeros síntomas los identifico claramente después de irme de pase de la ESMA a raíz de diversos inconvenientes que sufrí junto a mi grupo familiar”, indicó. “Luego de mi pase a la ESMA tuve una actitud de recluirme, perdí prácticamente a todos mis amigos y mantuve una relación muy restringida con otros miembros de la Armada, incluidos mis propios compañeros, de quienes me distancié.”

Dijo que se sentía “responsable por la vida que debió llevar mi familia como consecuencia de mi actividad antiterrorista”. Y que “cuando me fui de pase a la ESMA comencé con alergias de tipo psicosomáticas (…) y una alteración profunda en los valores y en mi personalidad (…) cuestiones relacionadas con la contrainteligencia motivaron que mi persona se haga pública y a partir de allí comenzaron los medios masivos de comunicación, tanto nacionales como extranjeros, a bloquear cualquier acción que yo hubiese emprendido para recuperar mi grupo familiar. Así mi familia leía y veía por TV lo que yo negaba siguiendo las directivas de mis superiores”. Y agregó: “Para 1985 vuelve a surgir este problema una vez más y en esa oportunidad consulté a la Armada y la respuesta que recibí fue otro de los contribuyentes a mi actual estado. Paralelamente mi grupo familiar se vio sometido a continuas mudanzas llegando a registrar once en los años que van de 1979 a 1982”.

Marca de los tiempos

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Las Actuaciones de Justicia comienzan de distintas maneras. Si hay una herida de bala, se labran inmediatamente porque el herido debe salir del servicio y la fuerza debe saber si debe pagar la licencia. En los casos de afecciones psíquicas, como la mayor parte de estos casos, los marinos van obteniendo distintas licencias médicas. Al cabo del tiempo, las licencias se agotan y deben pedir el retiro o abrir una evaluación paralela con el objetivo de hacerla pasar como lesiones provocadas a raíz de actos de servicio. De esa manera, no sólo pueden seguir dentro de la fuerza sino que además pueden cobrar.

María Laura Guembe coordina la investigación sobre los archivos de Policía, Prefectura y Gendarmería en el Ministerio de Seguridad. Ella dio testimonio ante el Tribunal Oral Federal Nº 5.

“Las Actuaciones de Justicia muestran los tiempos políticos –dice–: aumentan en el ’85 y ’86 y cuando los militares empiezan a sentirse amenazados por los juicios dejan de hacerlo. En esos momentos invocan otros temas, como Malvinas, y cuando aparecen las leyes de impunidad otra vez vuelven a las Actuaciones y a decir ‘Yo participé’. Esto es muy claro, sobre todo, en la década del ’90. Hay que aclarar que se trata de Actuaciones de Justicia por cuestiones psiquiátricas. Porque estas actuaciones en sí no varían particularmente en cantidad sino esas en particular.”

Estos expedientes, sostiene Guembe, son además un reclamo político hacia la cúpula de la Armada. Como sucedió con el marino Adolfo Scilingo, muchos piden un aval que reconozca los padecimientos como efectos del servicio.

Para Guembe, “estos documentos tienen un altísimo valor testimonial. Por un lado, permiten ver algo de lo cotidiano que ningún otro documento oficial muestra. Nos permiten acercarnos más y comprender mejor. Por otro lado, tienen el valor singular de traer las voces en primera persona de miembros de la fuerza de todas las jerarquías. Se trata de voces complejas, que hay que tomar en su enclave original: sujetos integrando una fuerza armada, relacionados jerárquicamente, pronunciándose en un marco de investigación oficial”.

 

OS CRIMES DE JESUS

por Talis Andrade

Giotto_Kiss_of_Judas_scrovegni

Desde o princípio
hoje e sempre
governa o Império
pela legenda do medo

Acusado da pretensão de ser
Rei dos Judeus
Jesus foi investigado
pelos suseranos vassalos
pelos vendedores do Templo
traído
humilhado
preso
torturado
julgado
e crucificado

Para os romanos
nunca existiu outro crime
senão o da subversão
Jesus representava
o perigo da revolta
e da libertação

Todo Império um só
Jesus continua sendo muitos
os pobres de espírito
os enlutados
os pacíficos
os que têm fome e sede de justiça
os misericordiosos
os que têm o coração puro
os promotores da paz
os que sofrem persecuções por causa da justiça
os que por seguir Jesus são injuriados
e perseguidos
e caluniosamente recebem o mal

os que são o sal da terra

 


Ilustração Giotto di Bondone: Beso de Judas (fresco en la Capilla Scrovegni)

Dores quem humilham e zombam

DORES DORES

por Ivo Júnior

 

 

dores

Há dores que cegam,
que martirizam,
que enlouquecem,
que corroem,
que ardem na alma.
Há dores profundas
que são merecidas,
e outras que não são.
Dores que inquietam
os que as carregam.
Há dores cruciantes
que envenenam,
que impacientam,
que humilham e zombam
de seu infeliz alvo.
Há dores fingidas,
premeditadas,
retraídas,
irredutíveis,
dores mascaradas.
Há dores sublimes,
como das parturientes.
Dores que dão vida,
que encorajam,
que enaltecem o homem.
O mundo está impregnado de dores.
Há dores de toda ordem e natureza.
– Ai! Isso me dói profundamente!

Índice para leitura sobre assédio moral, silencioso assassinato psíquico

por Nadja Freire

 

Matteo Bertelli

Matteo Bertelli

 

 

Leitura obrigatória, sempre com um pensamento substancialmente afirmativo; na rua, na chuva, na fazenda, onde você está agora talvez embaixo de seu cobertor, numa caverna ou numa casinha de sapê: leitura obrigatória para você, meu próximo, que foi ou está sendo moralmente assediado, ou, silenciosamente, psiquicamente assassinado. E também para você, meu próximo, que não foi ou não está sendo; moralmente assediado, ou, silenciosamente, psiquicamente assassinado; e se a realidade do assediado, do dia a dia do assediado, meu próximo, é algo muito distante e intangível sequer a sua imaginação; o filme O Pianista está ao alcance de uma locação! Que, respeitando-se, mui respeitosamente as distintas realidades e guardando-se mui respeitosamente as devidas proporções; representa psiquicamente o assediado em sua resistência como vítima do silencioso assassinato psíquico, em sua cruzada pela sobrevivência ao extermínio psíquico.

Veja lista aqui

 

Esteja sempre próximo do seu próximo que é moralmente assediado. Ele está sendo psiquicamente atacado, de forma desproporcional, todos os dias, e o tempo todo de todo o seu dia; por um monstro, que o acompanha até em casa e em todos os lugares, e, que está também nos seus pesadelos de todas as noites!

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Um monstro, que pretende, não apenas expropriar toda a dignidade e destruir psicologicamente o seu próximo como profissional; mas, eliminá-lo psiquicamente como ser humano!

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Ajude o seu próximo a sobreviver psiquicamente a esse verdadeiro massacre! Ajude o seu próximo vencer essa batalha! Ajude o seu próximo!

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O próximo a ser assediado pode não ser você; mas, quem sabe pode ser no futuro, um filho ou uma filha ou um neto ou uma neta, ou uma outra pessoa muito querida. Seja a pessoa que, você gostaria que eles encontrassem nessa situação. A pessoa que poderá ajudá-los a sobreviver psiquicamente a esse massacre! A pessoa que com amor vai ajudá-los amanhã! A pessoa que seu próximo precisa hoje! O seu próximo que é assediado é uma vítima. Pode ser a pessoa que simplesmente estava no lugar errado na hora errada; e, foi o alvo especialmente escolhido, na condução da mensagem inequívoca de poder e controle, de total domínio, aos demais subordinados.

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Mas, na esmagadora totalidade dos casos, é uma pessoa criteriosamente identificada; por ser especialmente culta, especialmente inteligente, especialmente estudiosa, especialmente talentosa, especialmente competente, especialmente inventiva, especialmente criativa, especialmente hábil, especialmente capaz, especialmente produtiva, ou especialmente tudo junto. E indubitavelmente, especialmente mais qualificada.

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O seu próximo que é assediado é uma vítima! Vítima especialmente escolhida pela inveja e soberba. Sobretudo escolhida da vontade vil. Da vil vontade que vilipendia e psíquicoextermina; degrada e psiquicamente mata.

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Da vontade que precisa ser criminalizada! Para que suas vítimas fiquem juridicamente protegidas pelo Código Penal!

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Mas também não é raro, meu próximo, estarmos falando de uma política abjeta perversa e desumana de uma abjeta empresa, que, estrategicamente assedia os funcionários que se tornaram inconvenientes; de uma verdadeira organização criminosa que estrategicamente assassina psiquicamente seus funcionários, com o intuito de demiti-los por justa causa.

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Nesse universo, exemplificamos, aquela funcionária que engravidou ou aquele funcionário portador de doença relacionada ao trabalho, ou aquela vítima de acidente de trabalho, ou mesmo, aquele funcionário que passou a se sobressair por sua postura crítica ou por contestar regras injustas. Este seu próximo que é assediado também é uma vítima! Vítima especialmente abjetamente escolhida pela política perversa e desumana de uma empresa. Sobretudo escolhida da vontade vil. Da vil vontade que vilipendia e psíquicoextermina; degrada e psiquicamente mata. Da vontade que precisa ser criminalizada! Para que suas vítimas fiquem juridicamente protegidas pelo Código Penal!