Terrorismo estatal, tortura e morte, quatro poemas de Talis Andrade

VALLE DE LOS CAÍDOS

Nas faldas da serra
de Guadarrama
Francisco Franco
ergueu majestoso cemitério
para a continuação
do pomposo reino
dos cadáveres mumificados

Em Guadarrama
mandou enterrar
velhas desamadas damas
de uma nobreza fantasma
generais e sacerdotes
angelicais torturadores
da Espanha de Torquemada

Em Guadarrama
o pequeno suserano
mandou enterrar
melancólica corte
de fanáticos seguidores
megalomaníaco intento
de no inferno possuir
os serviços prazerosos e sujos
de uma legião de servos
sevos aduladores

valleyofthefallen

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OPERAÇÃO CONDOR 

1

Em uma ceia demoníaca
os generais do Cone Sul
aprovaram a Operação Con
dor cujas asas agourentas
selam a noite com chumbo

O conúbio dos generais
arranca do calor dos lares
artistas e intelectuais
para os interrogatórios imbecis
de cegos vampiros
as cabeças lavadas
nas apostilas da CIA
os cérebros curetados
pelas palavras-ônibus
dos pastores eletrônicos

2

Em sombrios porões
os massagistas atestam
os instrumentos de suplício
os massagistas adestram
os toques de fogo
arrancando unhas e gritos
espicaçando as últimas palavras
os nomes e codinomes
de um exército de fantasmas
um exército apenas existente
nas doentias mentes dos agentes

3

Em refrigerados gabinetes
os técnicos em interrogatórios
e informações estratégicas
trabalham noite e dia
na burocracia cívica
de selecionar os copiosos
relatórios dos espias
decifrar os depoimentos
tomados sob tortura
depoimentos escarnificados
na escuridão dos cárceres
depoimentos cantados
no limiar do medo
confissões soluçadas
nas convulsões da morte

carlosllatuffcondor

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            O PODER 

A justiça legaliza
a tortura
A igreja santifica
a tortura

Em uma ditadura
tudo se justifica
com uma nova lei
Em uma ditadura
tudo se abençoa
com uma missa

Em uma ditadura
apenas existem
os cúmplices
e os mortos

tortura

O AGIOTA

A cobrança um jogo
que requer paciência
rechego

Do agiota a obsessão

o desfrute da persistência
na perseguição

a destreza
de brincar de gato
coa presa

o prazer de excruciar
matar de pouquinho
bem devagarinho
como se fosse um carinho

O agiota suplicia
pelo gosto de sangue

Nos tempos de ditadura
apresenta-se como voluntário à polícia
para servir nos calabouços da tortura

Não é aferro de fanático
O agiota não tem bandeiras
não tem pátria nem deus
O agiota um cadáver que ama os cadáveres

A tortura um contato erótico
As lágrimas o sangue
a urina o excremento
são para o sevicia-
dor cheiros sabores
afrodisíacos alimentos
Quanto mais remorseado o corpo
sangrada a carne
intenso o desejo
o prazer

Os Agiotas, do pintor holandês Marinus Van Reymerswaele (1490-1546)

Os Agiotas, do pintor holandês Marinus Van Reymerswaele (1490-1546)

Poemas de Talis Andrade. Do livro inédito Selos do Apocalipse 

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A mulher Soledad, o cabo Anselmo e o filme “Sentimentos que curam”

Cabo Anselmo, delator, espião, infiltrado, assassino e torturador

Cabo Anselmo, delator, espião, infiltrado, assassino e torturador

Na coluna Prosa, Poesia e Política nesta sexta-feira (17), o jornalista e escritor pernambucano, Urariano Mota, comenta o livro “Minha verdade”, cujo título lembra “Minha luta”, do cabo Anselmo. “Eu relutei muito em falar. Evitei até onde foi possível escrever, nem que fosse o mínimo”.

cabo anselmo torturador parricida

Ele rompe o silêncio sobre a obra e afirma que sua inspiração vem após ler uma crítica ao filme “Sentimentos que curam”, na edição da Folha de São Paulo desta quinta-feira (16). “O despertar se deu no seguinte passo: “O filme foi uma oportunidade para o ator Mark Ruffalo, conhecido pelo engajamento social, de discutir uma de suas principais bandeiras: o feminismo”.

Urariano indica que “nas palavras de Anselmo. Na construção que ele faz: primeiro, Soledad abandona a filha; segundo, ela fez essa canalhice por fanatismo ideológico, treinada que foi na Universidade Patrice Lumumba, de Moscou – ali se fazia lavagem cerebral ; terceiro, “A família, por princípio, ocupa um lugar sem importância no universo emocional do revolucionário, mera referência de origem. Pais são abandonados, como esposas, filhos, irmãos, amigos”.

Acompanhe a íntegra da coluna na Rádio Vermelho…

Soledad

Bolívia: Papa recorda jesuíta assassinado em 1980

Papa saudou «terra abençoada» por diversidade cultural e étnica

bo_prensa. Bolívia

La Paz, 08 jul 2015 (Ecclesia) – O Papa disse hoje no seu primeiro discurso na Bolívia que o país sul-americano é uma “terra abençoada” pela sua diversidade cultural e étnica, a qual exige “respeito mútuo”, “diálogo” e atenção aos “últimos”.

Perante o presidente Evo Morales, que Francisco abraçou à chegada, e centenas de pessoas reunidas no aeroporto internacional de El Alto, o pontífice argentino recordou os “povos nativos milenários” e os contemporâneos, pedindo que todos se comprometam na “construção duma sociedade mais justa e solidária”.

O Papa sustentou que “a voz dos pastores” tem de ser “profética”, partindo da “opção evangélica preferencial pelos últimos, pelos descartados, pelos excluídos” e a “proteção dos mais vulneráveis”.

“Não se pode crer em Deus Pai sem ver um irmão em cada pessoa”, advertiu.

Francisco percorreu a pé a distância entre o avião e o palco preparado para os discursos, acompanhado por crianças que representavam as várias realidades da sociedade boliviana.

“Quanta alegria nos dá saber que a língua castelhana, trazida para estas terras, convive agora com 36 idiomas nativos, amalgamando-se – como fazem o vermelho e o amarelo, nas flores nacionais de kantuta e patujú – para conferir beleza e unidade ao que é diverso”, declarou.

O Papa elogiou a “beleza singular” da Bolívia, país “abençoado por Deus nas suas váreas áreas” do planalto às terras amazónicas.

“Nesta terra e neste povo, radicou-se fortemente o anúncio do Evangelho, que, ao longo dos anos, foi iluminando a sociedade, contribuindo para o desenvolvimento do povo e promovendo a cultura”, assinalou.

Francisco apresentou-se como “hóspede e peregrino” que quer “confirmar a fé”, “fermento de um mundo melhor”.

“A Bolívia tem dado passos importantes na inclusão de amplos sectores na vida económica, social e política do país”, reconheceu.

Nesse sentido, apelou ao espírito de cooperação dos cidadãos, sublinhando que o crescimento não pode ser apenas económico, sob pena de “voltar a criar novas diferenças, de a abundância de uns ser construída sobre a escassez de outros”.

O Papa afirmou ainda que a família merece “uma atenção especial” por ser “a célula básica da sociedade”.

Em conclusão, manifestou a sua alegria por estar num país que de diz “pacifista, que promove a cultura da paz e o direito à paz”.

“Jallalla Bolívia”, concluiu, usando uma expressão tradicional dos povos indígenas.

Após a cerimónia de boas-vindas, Francisco subiu ao papamóvel para saudar milhares de pessoas que o esperam no caminho até à sede da Arquidiocese de La Paz.

Durante o trajeto, o Papa argentino efetuou uma paragem junto ao local do assassinato do sacerdote jesuíta espanhol Luis Espinal Camps, morto em 1980 por causa do seu trabalho em defesa dos Direitos Humanos.

Padre Luis Espinal foi voz «incómoda» em defesa da liberdade, disse Francisco

Luis Espinal

O Papa recordou hoje na Bolívia o sacerdote jesuíta espanhol Luis Espinal Camps, morto em 1980 por causa do seu trabalho em defesa dos Direitos Humanos.

Durante o trajeto entre o aeroporto de El Alto e a capital La Paz, Francisco efetuou uma paragem junto ao local do assassinato do membro da Companhia de Jesus, à qual também pertence.

“Parei aqui para vos cumprimentar e sobretudo para recordar um irmão nosso, vítima de interesses que não queriam que se lutasse pela liberdade”, disse às centenas de pessoas reunidas no local.

O padre Espinal, assinalou, “pregou o Evangelho e esse Evangelho incomodou, por isso o eliminaram”.

Francisco pediu um minuto de silêncio, “em oração”, e depois rezou para que “o Senhor tenha na sua glória o padre Luis Espinal, que pregou o Evangelho, esse Evangelho que nos traz a liberdade, que nos faz livres”.

O jesuíta espanhol, que chegou à Bolívia em 1962, tomou várias posições públicas contra a ditadura, acabando por ser detido, torturado e assassinado por paramilitares.

O seu corpo sem vida foi encontrado a 22 de março de 1980 no troço de estrada onde o Papa parou esta noite.

Ditadura. LA ESMA EN PRIMERA PERSONA

Los expedientes internos de la Armada presentados por los propios represores. En ellos plantean sus crímenes como actos de servicio y reclaman por las afecciones nerviosas que les provocaron tanto sus acciones como su posterior difusión pública.

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LOS REPRESORES DE LA ESMA HICIERON RECLAMOS POR PROBLEMAS MEDICOS Y EMOCIONALES DERIVADOS DE SUS CRIMENES

Confesiones

Los marinos de la ESMA se quejaban por las “secuelas” que dejaban en ellos los delitos que cometieron. El médico Carlos Capdevila reconoció que no cumplió con su juramento hipocrático.

Por Alejandra Dandan

El 23 de octubre de 1989, la Armada tramitó un expediente administrativo vinculado al entonces capitán de corbeta Ricardo Miguel Cavallo. Necesitaban establecer si los problemas médicos y emocionales que padecía guardaban relación con “los actos de servicio”. Allí, el represor de la ESMA alegó: “En diciembre de 1976 con el grado de TC (teniente de corbeta) fui destinado a la ESMA. Cumplí tareas relacionadas con todas las acciones que se libraron en el grupo de tareas 3.3.2 hasta enero de 1981. Esto me trajo aparejado estar sometido durante períodos de tiempo prolongado a tensiones que considero importantes. Aparte de las secuelas que todo esto me ocasionó por sí mismo, me he visto particular y profundamente afectado por todo lo ocurrido a partir de 1983. Baste como ejemplo mencionar que conocí a mi esposa en 1985, ignorando ella todas mis actividades en la Armada, lo que generó una serie de conflictos importantes al ser yo mencionado en diferentes medios de prensa de circulación pública. Considero que lo antedicho ha sido la principal causa de la situación en que me encuentro hoy”.

El médico Carlos Octavio Capdevila, que ofició como partero en la ESMA, también hizo reclamos por su propia salud ante sus superiores. Dijo que se encontró “permanentemente en la disyuntiva de cumplir” con su juramento hipocrático como profesional médico y que en cambio optó “por cumplir con las exigencias del servicio militar” en “medio de una gran presión psíquica”. “Los sentimientos o conceptos de moral y legal se habían borrado en mí por así decirlo”, afirmó. Así, en expedientes internos de las Fuerzas Armadas los marinos de la ESMA relataron sin tapujos y en primera persona que cometieron actos criminales y vergonzosos y confirmaron los destinos que tuvieron durante el terrorismo de Estado.

Los Asuntos de Justicia son expedientes internos a través de los cuales las Fuerzas Armadas resuelven asuntos disciplinarios o de salud. En la Armada, se llaman Actuaciones de Justicia. Tratan de robos, deserciones o indisciplinas pero también accidentes, enfermedades o fallecimientos. Varias decenas de represores del Grupo de Tareas 3.3.2 de la ESMA iniciaron, ya en democracia, un expediente de salud o fueron tema de uno de esos expedientes. En ellos piden a la Armada que reconozca las supuestas afecciones nerviosas como efectos de “actos de servicio” porque de esa manera pueden obtener distinto tipo de beneficios: desde extender licencias de salud a costo de la Armada, evitar bajas por “no aptos” o pedir, como hace alguna viuda, mejores pensiones.

En esos expedientes los marinos van señalando sus “tareas” y los destinos que tuvieron durante la dictadura. Uno de los datos que salta a la vista es cómo cada uno de ellos confiesa su participación en el GT 3.3.2 o tareas “contra la subversión”, pero cómo la Armada de la democracia encuadró durante años todos estos crímenes como actos de justicia. Entre los marinos, hay cuadros depresivos, casos de personalidades paranoides, intentos de suicido, hasta violencia doméstica y también quien realiza once mudanzas para escaparse de las denuncias. Esta información fue hecha pública por los propios involucrados en esos expedientes administrativos que tenían como objetivo obtener reconocimiento por parte del Estado.

Cavallo es de los marinos más conocidos de la ESMA, hoy con asistencia casi perfecta en Comodoro Py, de traje, lentes y computadora. Era Marcelo o Sérpico en la ESMA. Lo describieron de voz metálica. Torturó a Thelma Jara de Cabezas, madre secuestrada mientras buscaba a su hijo. Y más tarde le armó la falsa entrevista en la revista Para Ti. Una de sus muchas actuaciones en el terrorismo de Estado fue encabezar la patota de secuestro de Carlos Chiappollini: entró en la casa de su compañera, Cristina Muro, cuando amantaba a su hijo de cinco días. “Como yo gritaba mucho, lo agarraron a Carlitos de un tobillo y teniéndolo cabeza abajo lo apuntaron con una pistola y me pidieron a los gritos que me callara”, dijo ella en el juicio.

Pero los expedientes internos de la Armada cuentan otra cosa: allí los victimarios se presentan como víctimas.

Salomón

El 21 de noviembre de 1989, declaró un compañero de armas de Cavallo, Miguel Angel Benazzi, alias Salomón, Manuel o Turco, quien integró el Grupo de Tareas 3.3.2 de fines de 1976 a fines de 1978. En febrero de 1979 fue agregado naval en Bolivia, retornando en 1980 a la ESMA. En el expediente de Cavallo dijo “que estuvo destinado con el causante en el Grupo de Tareas 3.3 de ESMA”. “Si bien no fue subordinado directo, tenía frecuente relación y su desempeño era excepcional, por tratarse de un hombre sumamente dispuesto al trabajo, altamente subordinado y responsable. Entiendo que sus cualidades fueron las que motivaron su traslado a un puesto de alta responsabilidad como ayudante del agregado naval argentino en Francia”.

El 19 de diciembre de ese 1989 el destino fue confirmado por la Armada, que estableció que, “entre sus antecedentes personales, se destaca su participación en un G.T. durante la lucha antisubversiva, durante 3 años en nuestro país y durante aproximadamente 2 años, en el exterior, Francia”. Un dato extra en este punto es que del texto se desprende que la Armada está considerando a Francia –es decir el Centro Piloto de París– como un destino relacionado con la “lucha antisubversiva”. El 23 de mayo de 1990, la Armada finalmente resuelve el caso Cavallo: afirma que “la afección” de Cavallo “guarda relación con actos de servicio”. A esa misma conclusión llegaron los marinos ante los reclamos de otras caras conocidas de la ESMA.

Capdevila

Carlos Octavio Capdevila era uno de los parteros de la maternidad clandestina montada en la ESMA. Médico, estuvo en el parto de María del Carmen Poblete. “Fue la primera que me pidió que la acompañara a parir –dijo Sara Osatinsky durante el juicio–: entonces, nos bajaron al sótano, allí estaban el doctor (Jorge) Magnacco y Capdevila”.

Capdevila también estuvo cuando dio a luz Susana Pegoraro, secuestrada el 8 de julio de 1977 con cinco meses de embarazo y cuando lo hizo Silvia Dameri, secuestrada el 4 de julio de 1980 con cinco meses de embarazo. Las tres mujeres están desaparecidas. Lo mismo que la hija de María del Carmen Poblete. En 2008 recuperaron su identidad Evelyn Bauer Pegoraro y Laura Ruiz Dameri.

En enero de 1993, la Armada inició un expediente con su caso. Buscaba “determinar la relación de los actos de servicio” y algo que llaman “neurosis de guerra”. Capdevila explicó: “Fui asignado por orden del señor director de dicha Escuela, a una Unidad de Tarea cuya misión era desarrollar operaciones contra la subversión. El marco en que se desarrolló mi actividad y el tipo de tareas que debí cumplir hicieron que permanentemente me encontrase en la disyuntiva de cumplir con mi juramento hipocrático como profesional médico y mi carácter de militar; opté por cumplir con las exigencias que el servicio militar me imponía y en medio de una gran presión psíquica; fueron muchas las noches de insomnio tanto en mi destino como en los pocos momentos que pasaba en mi hogar; mi psiquis vivía en conflicto permanente”.

En la ESMA, se “me encargó atender las necesidades de subversivos que se hallaban en libertad”. “Recuerdo que uno de ellos me denunció después en Conadep (…). También participé en diversos operativos para detener subversivos y en actividades de inteligencia antisubversiva. En los años 1980 y 1981, además de las misiones que he relatado, pasé a hacerme cargo de las comunicaciones de la Unidad, lo que incluía escuchas telefónicas (…) Los sentimientos o conceptos de moral y legal se habían borrado en mí por así decirlo.”

González

Alberto Eduardo González era Gato González, Luis, Oscar Paz Alara. Capitán de corbeta, oficial de inteligencia del GT 3.3. Pasó a Cancillería en 1978. González viajó a Suiza como custodia de Pablo González Langarica, secuestrado, al que extorsionaron para obligarlo a sacar de una caja de seguridad dinero de Montoneros.

En 1990, la Armada inició un expediente con su caso. González llevaba varias licencias médicas. El 4 de junio de ese mismo año, explicó a través de un exhorto que sus males se originaron en la ESMA. “Este es un largo proceso cuyos primeros síntomas los identifico claramente después de irme de pase de la ESMA a raíz de diversos inconvenientes que sufrí junto a mi grupo familiar”, indicó. “Luego de mi pase a la ESMA tuve una actitud de recluirme, perdí prácticamente a todos mis amigos y mantuve una relación muy restringida con otros miembros de la Armada, incluidos mis propios compañeros, de quienes me distancié.”

Dijo que se sentía “responsable por la vida que debió llevar mi familia como consecuencia de mi actividad antiterrorista”. Y que “cuando me fui de pase a la ESMA comencé con alergias de tipo psicosomáticas (…) y una alteración profunda en los valores y en mi personalidad (…) cuestiones relacionadas con la contrainteligencia motivaron que mi persona se haga pública y a partir de allí comenzaron los medios masivos de comunicación, tanto nacionales como extranjeros, a bloquear cualquier acción que yo hubiese emprendido para recuperar mi grupo familiar. Así mi familia leía y veía por TV lo que yo negaba siguiendo las directivas de mis superiores”. Y agregó: “Para 1985 vuelve a surgir este problema una vez más y en esa oportunidad consulté a la Armada y la respuesta que recibí fue otro de los contribuyentes a mi actual estado. Paralelamente mi grupo familiar se vio sometido a continuas mudanzas llegando a registrar once en los años que van de 1979 a 1982”.

Marca de los tiempos

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Las Actuaciones de Justicia comienzan de distintas maneras. Si hay una herida de bala, se labran inmediatamente porque el herido debe salir del servicio y la fuerza debe saber si debe pagar la licencia. En los casos de afecciones psíquicas, como la mayor parte de estos casos, los marinos van obteniendo distintas licencias médicas. Al cabo del tiempo, las licencias se agotan y deben pedir el retiro o abrir una evaluación paralela con el objetivo de hacerla pasar como lesiones provocadas a raíz de actos de servicio. De esa manera, no sólo pueden seguir dentro de la fuerza sino que además pueden cobrar.

María Laura Guembe coordina la investigación sobre los archivos de Policía, Prefectura y Gendarmería en el Ministerio de Seguridad. Ella dio testimonio ante el Tribunal Oral Federal Nº 5.

“Las Actuaciones de Justicia muestran los tiempos políticos –dice–: aumentan en el ’85 y ’86 y cuando los militares empiezan a sentirse amenazados por los juicios dejan de hacerlo. En esos momentos invocan otros temas, como Malvinas, y cuando aparecen las leyes de impunidad otra vez vuelven a las Actuaciones y a decir ‘Yo participé’. Esto es muy claro, sobre todo, en la década del ’90. Hay que aclarar que se trata de Actuaciones de Justicia por cuestiones psiquiátricas. Porque estas actuaciones en sí no varían particularmente en cantidad sino esas en particular.”

Estos expedientes, sostiene Guembe, son además un reclamo político hacia la cúpula de la Armada. Como sucedió con el marino Adolfo Scilingo, muchos piden un aval que reconozca los padecimientos como efectos del servicio.

Para Guembe, “estos documentos tienen un altísimo valor testimonial. Por un lado, permiten ver algo de lo cotidiano que ningún otro documento oficial muestra. Nos permiten acercarnos más y comprender mejor. Por otro lado, tienen el valor singular de traer las voces en primera persona de miembros de la fuerza de todas las jerarquías. Se trata de voces complejas, que hay que tomar en su enclave original: sujetos integrando una fuerza armada, relacionados jerárquicamente, pronunciándose en un marco de investigación oficial”.

 

OS CRIMES DE JESUS

por Talis Andrade

Giotto_Kiss_of_Judas_scrovegni

Desde o princípio
hoje e sempre
governa o Império
pela legenda do medo

Acusado da pretensão de ser
Rei dos Judeus
Jesus foi investigado
pelos suseranos vassalos
pelos vendedores do Templo
traído
humilhado
preso
torturado
julgado
e crucificado

Para os romanos
nunca existiu outro crime
senão o da subversão
Jesus representava
o perigo da revolta
e da libertação

Todo Império um só
Jesus continua sendo muitos
os pobres de espírito
os enlutados
os pacíficos
os que têm fome e sede de justiça
os misericordiosos
os que têm o coração puro
os promotores da paz
os que sofrem persecuções por causa da justiça
os que por seguir Jesus são injuriados
e perseguidos
e caluniosamente recebem o mal

os que são o sal da terra

 


Ilustração Giotto di Bondone: Beso de Judas (fresco en la Capilla Scrovegni)

Dores quem humilham e zombam

DORES DORES

por Ivo Júnior

 

 

dores

Há dores que cegam,
que martirizam,
que enlouquecem,
que corroem,
que ardem na alma.
Há dores profundas
que são merecidas,
e outras que não são.
Dores que inquietam
os que as carregam.
Há dores cruciantes
que envenenam,
que impacientam,
que humilham e zombam
de seu infeliz alvo.
Há dores fingidas,
premeditadas,
retraídas,
irredutíveis,
dores mascaradas.
Há dores sublimes,
como das parturientes.
Dores que dão vida,
que encorajam,
que enaltecem o homem.
O mundo está impregnado de dores.
Há dores de toda ordem e natureza.
– Ai! Isso me dói profundamente!

Índice para leitura sobre assédio moral, silencioso assassinato psíquico

por Nadja Freire

 

Matteo Bertelli

Matteo Bertelli

 

 

Leitura obrigatória, sempre com um pensamento substancialmente afirmativo; na rua, na chuva, na fazenda, onde você está agora talvez embaixo de seu cobertor, numa caverna ou numa casinha de sapê: leitura obrigatória para você, meu próximo, que foi ou está sendo moralmente assediado, ou, silenciosamente, psiquicamente assassinado. E também para você, meu próximo, que não foi ou não está sendo; moralmente assediado, ou, silenciosamente, psiquicamente assassinado; e se a realidade do assediado, do dia a dia do assediado, meu próximo, é algo muito distante e intangível sequer a sua imaginação; o filme O Pianista está ao alcance de uma locação! Que, respeitando-se, mui respeitosamente as distintas realidades e guardando-se mui respeitosamente as devidas proporções; representa psiquicamente o assediado em sua resistência como vítima do silencioso assassinato psíquico, em sua cruzada pela sobrevivência ao extermínio psíquico.

Veja lista aqui

 

Esteja sempre próximo do seu próximo que é moralmente assediado. Ele está sendo psiquicamente atacado, de forma desproporcional, todos os dias, e o tempo todo de todo o seu dia; por um monstro, que o acompanha até em casa e em todos os lugares, e, que está também nos seus pesadelos de todas as noites!

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Um monstro, que pretende, não apenas expropriar toda a dignidade e destruir psicologicamente o seu próximo como profissional; mas, eliminá-lo psiquicamente como ser humano!

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Ajude o seu próximo a sobreviver psiquicamente a esse verdadeiro massacre! Ajude o seu próximo vencer essa batalha! Ajude o seu próximo!

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O próximo a ser assediado pode não ser você; mas, quem sabe pode ser no futuro, um filho ou uma filha ou um neto ou uma neta, ou uma outra pessoa muito querida. Seja a pessoa que, você gostaria que eles encontrassem nessa situação. A pessoa que poderá ajudá-los a sobreviver psiquicamente a esse massacre! A pessoa que com amor vai ajudá-los amanhã! A pessoa que seu próximo precisa hoje! O seu próximo que é assediado é uma vítima. Pode ser a pessoa que simplesmente estava no lugar errado na hora errada; e, foi o alvo especialmente escolhido, na condução da mensagem inequívoca de poder e controle, de total domínio, aos demais subordinados.

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Mas, na esmagadora totalidade dos casos, é uma pessoa criteriosamente identificada; por ser especialmente culta, especialmente inteligente, especialmente estudiosa, especialmente talentosa, especialmente competente, especialmente inventiva, especialmente criativa, especialmente hábil, especialmente capaz, especialmente produtiva, ou especialmente tudo junto. E indubitavelmente, especialmente mais qualificada.

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O seu próximo que é assediado é uma vítima! Vítima especialmente escolhida pela inveja e soberba. Sobretudo escolhida da vontade vil. Da vil vontade que vilipendia e psíquicoextermina; degrada e psiquicamente mata.

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Da vontade que precisa ser criminalizada! Para que suas vítimas fiquem juridicamente protegidas pelo Código Penal!

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Mas também não é raro, meu próximo, estarmos falando de uma política abjeta perversa e desumana de uma abjeta empresa, que, estrategicamente assedia os funcionários que se tornaram inconvenientes; de uma verdadeira organização criminosa que estrategicamente assassina psiquicamente seus funcionários, com o intuito de demiti-los por justa causa.

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Nesse universo, exemplificamos, aquela funcionária que engravidou ou aquele funcionário portador de doença relacionada ao trabalho, ou aquela vítima de acidente de trabalho, ou mesmo, aquele funcionário que passou a se sobressair por sua postura crítica ou por contestar regras injustas. Este seu próximo que é assediado também é uma vítima! Vítima especialmente abjetamente escolhida pela política perversa e desumana de uma empresa. Sobretudo escolhida da vontade vil. Da vil vontade que vilipendia e psíquicoextermina; degrada e psiquicamente mata. Da vontade que precisa ser criminalizada! Para que suas vítimas fiquem juridicamente protegidas pelo Código Penal!

 

Assédio Moral – Não Seja Mais Uma Vítima. Nova diretora de RH de universidade de Jaboatão chegou do Ceará (s)em Piedade

Vou citar os nomes da torturadora e da universidade. Aguardem.

Dentro do departamento de relações humanas são quebrados, pelo assédio moral, pelo stalking, pelas ameaças físicas, os códigos de ética profissional dos psicólogos, dos RH e dos professores.

O que é mais grave, além do constrangimento dos avisos verbais de demissão sem justa causa, a vítima vem sofrendo a advertência de que terá seu nome colocado na lista negra do desemprego eterno.

Tal lista negra existia nos tempo de chumbo da ditadura civil-militar, instalada no primeiro de abril de 1964. É um absurdo, uma afronta à democracia, aos direitos humanos, que persista.

 

assediomoral

Não Seja Mais Uma Vítima

por Karla Júlia Marcelino (*)

Há momentos que palavras e gestos de incentivo podem fazer a grande difierença em nossas vidas.No ambiente de trabalho, normalmente lidamos com limitações, cobranças, críticas, dificilmente alguém nos estende a mão, sobretudo quando estamos algo fragilizados.

A prática do Assédio Moral é mais comum do que se supõe, ela torna-se sutil, através de comentários indevidos, brincadeiras que tem por objetivo denegrir a imagem profissional ou a trajetória que o funcionário vem percorrendo. Atitudes irõnicas que refletem o descaso ou mesmo falta de atenção durante um certo período de tempo, tornando-se sitemáticas, são caracteríticas do Assédio Moral.

A intenção é denegrir o profissional, isso é motivado por um sentimento de “inveja” de insuportabilidade em conviver com os talentos que normalmente o assediador não possui.

O assédio moral ocorre entre colegas de trabalho, de subordinado para a chefia ou da chefia para o subordinado. Normalmente o assediador não escolhe o seu alvo por um acaso, a vítima destaca-se por algum talento ou habilidade que ele próprio não possui.

A seguir listaremos algumas denominações de Assédio Moral:

. harcèlement moral (assédio moral), na França;
• bullying (tiranizar), na Inglaterra;
• mobbing (molestar), nos Estados Unidos e na Suécia;
• murahachibu, ijime (ostracismo social), no Japão;
• psicoterror laboral, acoso moral (psicoterror laboral,
assédio moral), na Espanha.

Heinz Leymann, médico alemão e pesquisador na área de psicologia no trabalho, que em 1984 efetuou

o primeiro estudo sobre o assunto, quando identificou o fenômeno e o nominou “mobbing”, o descreve da seguinte maneira:

• “assédio moral é a deliberada degradação das condições de trabalho através do estabelecimento de comunicações não éticas (abusivas) que se caracterizam pela repetição por longo tempo de duração de um comportamento hostil que um superior ou colega (s) desenvolve (m) contra um indivíduo que apresenta, como reação, um quadro de miséria física, psicológica e social duradoura”.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2003) descreve o assédio moral como o comportamento de alguém, para rebaixar uma ou mais pessoas, através de meios vingativos, cruéis, maliciosos ou humilhantes. São críticas repetitivas e desqualificações, isolando-o do contato com o grupo e difundindo falsas informações sobre ele .

CARACTERÍSTICAS DO ASSÉDIO MORAL:

a) A intensidade da violência psicológica. É necessário que intenção de ocasionar um dano psíquico ou moral ao empregado para marginalizá-lo no seu ambiente de trabalho.
b) O prolongamento no tempo, pois episódio esporádico não o caracteriza, mister o caráter permanente dos atos capazes de produzir o objetivo.
c) A intenção de ocasionar um dano psíquico ou moral ao empregado para marginalizá-lo no seu ambiente de trabalho.
d) A conversão, em patologia, em enfermidade que pressupõe diagnóstico clínico, dos danos psíquicos.

e) A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares.

f) Humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do Servidor de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental.

Em Pernambuco, foi regulamentada a Lei 13.314 (15.10.2007) – Lei de Assédio Moral, abrangendo os 3 poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

• Art. 2o.Considera-se prática de assédio moral, no âmbito da administração pública, toda ação repetitiva ou sistematizada praticada por agente e servidor de qualquer nível que, abusando da autoridade inerente às suas funções,venha causar danos à integridade psíquica ou física e à autoestima do servidor, prejudicando também o serviço público prestado e a própria carreira do servidor público.

A vítima do terror psicológico no trabalho não é o empregado desidioso, negligente. Ao contrário, os pesquisadores encontraram como vítimas justamente os empregados com um senso de responsabilidade quase patológico, são ingênuas no sentido de que acreditam nos outros e naquilo que fazem, são geralmente pessoas bem-educadas e possuidoras de valiosas qualidades profissionais e morais.

As Ouvidorias públicas são um excelente canal através do qual o servidor poderá recorrer denunciando práticas de Assédio Moral. Elas não tem o papel de apurar, mas sim de encaminhar as denúncias para que sejam devidamente apuradas pela área competente do Órgão. Existe ainda muito medo por parte do servidor em realizar denúncias tão graves, sobretudo quando não se tem como comprovar essas práticas abusivas. Toda denúncia ao ser formalizada numa Ouvidoria pública, precisa ser devidamente apurada, motivo pelo qual torna-se necessário distinguir o que é o que não é Assédio Moral.

A Ouvidoria Geral do Estado publicou uma cartilha sobre Assédio Moral, a qual está disponível de forma eletrônica no seu site http://www.ouvidoria.pe.gov.br e no Portal da Transparência.

Um dos estudos mais completos sobre os impactos provocados pelo dano moral à saúde do trabalhador foi realizado pela Margarida Maria Silveira Barreto e sintetizada sob a forma da tede de mestrado “Violência, Saúde e Trabalho: uma Jornada de Humilhação”, defendida em 2000, na Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC/São Paulo). Seu trabalho de pesquisa avaliou a saúde de 2.072 pessoas entrevistadas (1.311 homens e 761 mulheres) que, em seus localis de trabalho, eram submetidos a relações opressivas.

 

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Síndrome de Burnout

Síndrome de Burnout

Hernia Cervical

Hernia Cervical

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Depressão

Depressão

O assédio moral no trabalho é um abuso e não pode ser confundido com decisões legítimas que dizem respeito à organização do trabalho, como transferências e mudanças de função, no caso de estarem de acordo com o contrato de trabalho. Da mesma maneira, críticas construtivas e avaliações sobre o trabalho executado, contanto que sejam explicitadas, e não utilizadas com um propósito de represália, não constituem assédio, sendo natural que todo trabalho apresente um grau de imposição e dependência (HIRIGOYEN, 2002, p.34 e 35).

(*) Karla Júlia Marcelino
Ouvidora Geral do Estado de Pernambuco
Secretaria da Controladoria Geral do Estado

Os assassinos invisíveis. Dez denúncias de assédio moral no trabalho registradas por dia

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O que é assédio moral? São atos cruéis e desumanos que caracterizam uma atitude violenta e sem ética nas relações de trabalho, praticada por um ou mais chefes contra seus subordinados.

Trata-se da exposição de trabalhadoras e trabalhadores a situações vexatórias, constrangedoras e humilhantes durante o exercício de sua função.

Esses atos visam humilhar, desqualificar e desestabilizar emocionalmente a relação da vítima com a organização e o ambiente de trabalho, o que põe em risco a saúde, a própria vida da vítima e seu emprego.

A violência moral ocasiona desordens emocionais, atinge a dignidade e identidade da pessoa humana, altera valores, causa danos psíquicos (mentais), interfere negativamente na saúde, na qualidade de vida e pode até levar à morte. Suicídios e assassinatos. De mortes encomendadas. De pistolagem, pela preferência de pagar um assassino de aluguel a pagar direitos trabalhistas de um empregado.

Como acontece

A vítima escolhida é isolada do grupo, sem explicações. Passa a ser hostilizada, ridicularizada e desacreditada no seu local de trabalho. É comum os colegas romperem os laços afetivos com a vítima e reproduzirem as ações e os atos do(a) agressor(a) no ambiente de trabalho. O medo do desemprego, e a vergonha de virem a ser humilhados, associados ao estímulo constante da concorrência profissional, os tornam coniventes com a conduta do assediador.

A MAIORIA DAS VÍTIMAS É MULHER E É NEGRA

Assédio moral

VIOLÊNCIA MORAL CONTRA A MULHER 

 

O assediador é sempre um covarde. Ataca sempre os mais fracos.

Geralmente, o ambiente de trabalho é o mais perverso para as mulheres, pois, além do controle e da fiscalização cerrada, são discriminadas. Essa prática é mais frequente com as afro-descendentes. Muitas vezes o assédio moral diferido contra elas é precedido de uma negativa ao assédio sexual. Em alguns casos, os constrangimentos começam na procura do emprego, a partir da apresentação estética.

Posteriormente, ações como:

• Ameaça, insulto, isolamento

• Restrição ao uso sanitário

• Restrições com grávidas, mulheres com filhos e casadas

• São as primeiras a serem demitidas

• Os cursos de aperfeiçoamento são preferencialmente para os homens

• Revista vexatória, e outras atitudes que caracterizam assédio moral

O assédio moral contra as mulheres sempre acontece depois do assédio sexual fracassado. O famoso “dá ou desce”.

Matteo Bertelli

Matteo Bertelli

VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA O HOMEM E ORIENTAÇÃO SEXUAL

 

O homem não está livre do assédio, particularmente se for homoafetivo ou possuir algum tipo de limitação física ou de saúde.

No que se refere à orientação sexual, não há instrumentos oficiais para esse tipo de verificação. E, aqui, o entrave é também cultural e está ligado ao que significa ser homem na sociedade brasileira. Em uma sociedade machista, os preconceitos com relação à orientação sexual são ainda mais graves.

O assédio moral contra os homosexuals, também, pode começar pelo assédio sexual.

 

VIOLÊNCIA MORAL CONTRA A VELHICE, DOENTES E ACIDENTADOS (AS)

Tomas

Tomas

• Ter outra pessoa na função, quando retorna ao serviço

• Ser colocado em local sem função alguma

• Não fornecer ou retirar instrumentos de trabalho

• Estimular a discriminação entre os sadios e os adoecidos

• Dificultar a entrega de documentos necessários à concretização da perícia médica pelo INSS

• Demitir após o transcurso da estabilidade legal

No culto publicitário do hedonismo, do consumismo, da beleza dos jovens, a velhice começa com as primeiras rugas nas mulheres, e os primeiros cabelos brancos nos homens. Cada vez fica mais difícil arranjar emprego depois dos 40 anos.

O assediador é tarado por carne nova.

 

OBJETIVO DO(A) AGRESSOR(A)

• Desestabilizar emocional e profissionalmente

• Livrar-se da vítima: forçá-lo(a) a pedir demissão ou demiti-lo(a), em geral, por insubordinação

 

ESTRATÉGIA DO(A) AGRESSOR(A)

• Escolher a vítima e o(a) isolar do grupo

• Impedir que a vítima se expresse e não explicar o porquê

• Fragilizar, ridicularizar, inferiorizar, menosprezar em seu local de trabalho

• Culpar/responsabilizar publicamente, levando os comentários sobre a incapacidade da vítima, muitas vezes, até o espaço familiar

• Destruir emocionalmente a vítima por meio da vigilância acentuada e constante. Ele(a) se isola da família e dos amigos, passa a usar drogas, principalmente o álcool, com frequência, desencadeando ou agravando doenças preexistentes

• Impor à equipe sua autoridade para aumentar a produtividade

 

COMO IDENTIFICAR O ASSEDIADOR

É no cotidiano do ambiente de trabalho que o assédio moral ganha corpo.

Alguns comportamentos típicos do(a) agressor(a) fornecem a senha para o processo de assédio moral nas empresas.

O assédio moral é uma relação triangular entre quem assedia, a vítima e os demais colegas de trabalho.

Após a confirmação de que está sendo vítima de assédio moral, não se intimide, nem seja cúmplice. Denuncie!

 

DENUNCIE O ASSEDIADOR, UM COVARDE PSICOPATA

Todo assediador é incompetente,  frustado, covarde, um baba-ovo quando um empregado que exerce cargo de confiança, ou um patrão escravocrata e usurário,  um psicopata social.

 

CONFIRA ALGUNS EXEMPLOS DE ASSÉDIO

• Ameaçar constantemente, amedrontando quanto à perda do emprego

• Subir na mesa e chamar a todos de incompetentes

• Repetir a mesma ordem para realizar tarefas simples, centenas de vezes, até desestabilizar emocionalmente o(a) subordinado(a)

• Sobrecarregar de tarefas ou impedir a continuidade do trabalho, negando informações

• Desmoralizar publicamente

• Rir, a distância e em pequeno grupo, direcionando os risos ao trabalhador

• Querer saber o que se está conversando

• Ignorar a presença do(a) trabalhador(a)

• Desviar da função ou retirar material necessário à execução da tarefa, impedindo sua execução

• Troca de turno de trabalho sem prévio aviso

• Mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do trabalhador

• Dispensar o trabalhador por telefone, telegrama ou correio eletrônico, estando ele em gozo de férias

• Espalhar entre os(as) colegas que o(a) trabalhador(a) está com problemas nervosos

• Sugerir que o trabalhador peça demissão devido a problemas de saúde

• Divulgar boatos sobre a moral do trabalhador

 

COMO A VÍTIMA REAGE

 Alex Falco Chang

Alex Falco Chang

MULHERES: São humilhadas e expressam sua indignação com choro, tristeza, ressentimentos e mágoas.

Sentimento de inutilidade, fracasso e baixa auto-estima, tremores e palpitações. Insônia, depressão e diminuição da libido são manifestações características desse trauma.

HOMENS: Sentem-se revoltados, indignados, desonrados, com raiva, traídos e têm vontade de vingar-se.

Idéias de suicídio e tendências ao alcoolismo.

Sentem-se envergonhados diante da mulher e dos filhos, sobressaindo o sentimento de inutilidade, fracasso e baixa auto-estima.

 

O QUE A VÍTIMA DEVE FAZER

• Resistir. Anotar, com detalhes, todas as humilhações sofridas: dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do(a) agressor(a), colegas que testemunharam os fatos, conteúdo da conversa e o que mais achar necessário.

• Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que sofrem humilhações do(a) agressor(a)

•Evitar conversa, sem testemunhas, com o(a) agressor(a).

• Procurar seu sindicato e relatar o acontecido.

• Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas.

* E denunciar ao

• Ministério do Trabalho e Emprego

• Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego

• Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher

• Conselhos Estaduais dos Direitos da Mulher

• Comissão de Direitos Humanos

• Conselho Regional de Medicina

• Ministério Público

• Justiça do Trabalho

• Ouvidoria 0800 61 0101 (Região Sul e Centro-Oeste, Estados do Acre, Rondônia e Tocantins) 0800 285 0101 (Para as demais localidades)

http://www.mte.gov.br/ouvidoria

* Existem organizações internacionais.

 

O MEDO REFORÇA O PODER DO(A) AGRESSOR(A)

O assédio moral no trabalho não é um fato isolado. Como vimos, ele se baseia na repetição, ao longo do tempo, de práticas vexatórias e constrangedoras, explicitando a degradação deliberada das condições de trabalho.

Nessa luta, são aliados dos(as) trabalhadores(as) os centros de Referência em Saúde dos Trabalhadores, Comissões de Direitos Humanos e Comissão de Igualdade e Oportunidade de Gênero, de Raça e Etnia, de Pessoas com Deficiência e de Combate à Discriminação nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego.

Um ambiente de trabalho saudável é uma conquista diária possível. Para que isso aconteça, é preciso vigilância constante e cooperação. É preciso não ter medo. O agressor(a) conta com a sua covardia. Sua falta de amor próprio.

 

AS PERDAS PARA O EMPREGADOR

Pedro X. Molina

Pedro X. Molina

 

•Queda da produtividade e menor eficiência, imagem negativa da empresa perante os consumidores e mercado de trabalho

•Alteração na qualidade do serviço/produto e baixo índice de criatividade

• Doenças profissionais, acidentes de trabalho e danos aos equipamentos

•Troca constante de empregados, ocasionando despesas com rescisões, seleção e treinamento de pessoal

• Aumento de ações trabalhistas, inclusive com pedidos de reparação por danos morais

 

AÇÕES PREVENTIVAS DAS EMPRESAS

 Pedro X. Molina

Pedro X. Molina

Os problemas de relacionamento dentro do ambiente de trabalho e os prejuízos daí resultantes serão tanto maiores quanto mais desorganizada for a empresa e maior for o grau de tolerância do empregador em relação às praticas de assédio moral.

• Estabelecer diálogo sobre os métodos de organização de trabalho com os gestores (RH) e trabalhadores(as)

•Realização de seminários, palestras e outras atividades voltadas à discussão e sensibilização sobre tais práticas abusivas

• Criar um código de ética que proíba todas as formas de discriminação e de assédio moral (Fonte Ministério do Trabalho e Emprego, Assédio Moral no Emprego, cartilha)

 

 

Presos políticos colombianos: la batalla contra la aniquilación del pensamiento crítico

Entrevista a Liliany Patricia Obando, socióloga, defensora, prisionera política

(…) cada hora, cada día, cada semana, cada mes, cada año, la esperanza que rejuvenece de quebrar las rejas, volar, esas rejas que continúan, imaginarias, comprimiéndome el cerebro. Sueño en reconquistar la integridad y la libertad, ¿será posible? Como contornear la lógica de la tendencia si el saboteador, con toda su malicia, se instaló dentro de la cabeza, se metió en el interior del interior succionando los esfuerzos y comprometiendo la objetividad del pensamiento?”
(Luis Roberto Salinas Fortes, ex prisionero político brasileño, Retrato Callado, 1988, pág. 100).

Liliany

 

por Fernanda Sánchez Jaramillo

Entrevista a Liliany Patricia Obando, licenciada en lenguas modernas de la Universidad de Nariño y socióloga de la Universidad Nacional. En trabajo de tesis para la maestría de estudios políticos de la Universidad Nacional. Defensora de derechos humanos, laborales y de las mujeres. Prisionera política.

 

FSJ: ¿Por qué cree que las partes negociadoras del proceso de Paz en la Habana no hablan de la liberación de presos políticos, quienes viven en condiciones inhumanas en las cárceles, en condiciones de hacinamiento y sin apropiada atención médica?

LPO: Yo no creo que de parte de la insurgencia haya habido silencios, siempre ha habido pronunciamientos, especialmente acerca de sus prisioneros de guerra. En el contexto del conflicto interno armado, no podemos hablar solo de los prisioneros políticos de conciencia, los prisioneros de guerra también son prisioneros políticos.

Me parece importante mencionar que los prisioneros de las Farc pasarían a procesos políticos de indultos, amnistías, pero no los prisioneros políticos de conciencia. Los prisioneros de conciencia deberían estar en libertad porque nunca han estado alzados en armas.

 

FSJ: ¿Cómo puede Colombia avanzar en el proceso de paz, y en un posible escenario de postconflicto, sin incluir el respeto por los derechos humanos de sus presos políticos, ni sus luchas sociales?

LPO: En primer lugar, hay que reconocer que existen más de 9.500 prisioneros y prisioneras políticas, que los gobiernos no han reconocido: ni el de Álvaro Uribe, ni el de Juan Manuel Santos. Paz sin derechos humanos es una contradicción de términos. La violación de los derechos humanos y el desconocimiento de la dignidad humana de las personas “depositadas” en las cárceles se ha agravado. Entre tanto, los prisioneros tratan de visibilizar una situación que afecta a toda la población carcelaria: el maltrato, las drogas, la humillación y la doble invisibilización de las mujeres.

Los prisioneros políticos por su formación tienen más claridad acerca de lo que no debe ocurrir en las cárceles e intentan mejorar las condiciones para todos. No hay condiciones para la paz si se mantienen las violaciones de los derechos humanos y se niega la existencia de los prisioneros políticos.

 

Degradaciones del YO

FSJ: Al ingresar en la cárcel, la persona sufre una serie de degradaciones: pierden su nombre, son llamados con apodos y son despojados de sus roles, de padres, profesionales, activistas, profesores, agricultores, para asumir el rol único del interno. ¿Qué estrategias usaron usted y sus compañeras para resistir el continuo despojo?

LPO: Entras a la cárcel y eres criminal, despojo humano no eres más persona sujeta y sujeto de derechos y esa es la primera apuesta a ganar. Las y los prisioneros políticos no nos asumimos como delicuentes.

Consideramos que estamos en la cárcel por pensar distinto y por obrar en consecuencia con nuestros ideales. Con el tiempo nuestra voz se volvia colectiva. Todas las personas vivimos el proceso de la cárcel de manera diferente, y las resistencias varian según la formación, las experiencias de vida. A algunos las ofensas los quiebran, otros aprovechamos las ofensas para crecer.

En mi opinión, la mejor manera de resistir el despojo es siendo consecuente, en cada acto, con cada palabra. Cada actitud, tiene que reflejar lo que eres como persona, como sujeta política, no dejándote llevar por el mundo de las drogas, no negar derechos de otras compañeras, ni dejarse comprar a cambio de favores personales. La denunciaante los continuos despojos. La cárcel me ofreció el espacio más vívido para ser defensora de derechos humanos al vivir en carne propia y diariamente la vulneración de mis derechos.

Otra estrategia que usamos fue cambiarle el contenido a la celebración del dñia de la Mujer, para volverlo un acto más político. Mantenernos activos como personas militantes nos daba fortaleza en la cárcel para no perder nuestra esencia como sujetas sociales y políticas.

 

FSJ: La estigmatización, ser declarados el enemigo interno, los apodos, los juicios a sus acciones, la observación constante “pequeñas mortificaciones”, que en realidad son violaciones de derechos, son utilizados para debilitar moralmente al prisionero, para mutilar su yo. ¿Qué apoyo psicosocial han recibido los prisioneros políticos para enfrentar estas circunstancias?

LPO: En cuanto a los apodos, un día descubrí que a nosotras, las del patio sexto, nos apodaban “las perlas”. Yo salía para una diligencia y una guardia le dijo a la otra, ahí le mando una “perla”.

Yo de inmediato le dije que me llamaba Liliany Obando y que no podían llamarnos así o presentaría una denuncia. Ellas cambiaron ese código por otro, más sutil. Con esfuerzos como esos se lograban pequeños cambios.

La guardia siempre me buscó una caída. Siempre se preguntaban cómo lograba sacar mis denuncias, pero nunca me encontraton nada ilegal a pesar de que mi celda era de las más desordenadas cuando hacían las requisas, y en las cuales pasan por encima de tu ropa interior.

En cuanto al tema psicosocial, no se recibe ningún apoyo. Ni para las madres con sus hijos en la cárcel, ni para quienes los tienen afuera. Muchas de las mujeres son además madres cabeza de familia y no hay trabajo en la cárcel, nos vuelven improductivas.

En mi caso, no he podido llevar a mi hija, que estaba afuera, al psicólogo porque no he tenido las condiciones. El desarrollo de los bebés que nacen y se crían en la cárcel es menor, además tristemente aprenden el lenguaje de la prisión.

La persecución a las familias es muy intensa y esto afecta a sus miembros sicológicamente, en mi caso a mi hermana. Siendo autocríticos, las organizaciones dejan muy solas a su gente; hay una solidaridad muy discursiva, escribimos, hacemos eventos, pero en lo concreto no se está. En algunos casos, hay solidaridad entre quienes han vivido la misma experiencia, pero no es fácil por el tema de la seguridad.

 

Prisión y género

FSJ: “De aquí saldrán muertas o locas”, afirmaban las autoridades del Servicio Penitenciario Federal argentina, durante la dictadura cuando concentraron a presas políticas, legalizadas, en Villa Devoto, en Buenos Aires. En el marco del conflicto armado colombiano, el cuerpo de la mujer se ha convertido en campo de batalla y/o en botín de guerra. ¿Qué trato se le da al cuerpo de la mujer en la cárcel?

LPO: En la cárcel se reproduce el sistema patriarcal de la sociedad. Escuchas historias de hombres que van a la cárcel en busca de placer sexual porque tienen la idea de que estas mujeres son más fáciles. Esto debido a la soledad de las mujeres en la cárcel, al abandono de sus parejas, quienes son menos leales, menos solidarios cuando la mujer está en prisión.

En el campo de la sexualidad, los servicios sexuales para los hombres son “aplaudidos” pero el reglamento es más estricto con las mujeres, obligan a registrar a sus compañeros y solo distribuyen preservativos entre las internas que los registran, a las demás no.

Otro hecho que marcaba la diferencia, es que si el compañero de la interna estaba en otra cárcel, ella debía desplazarse pero él no venía a visitarla. Las visitas conyugales son además en una misma celda, por turnos.

 

FSJ: Ex prisioneras políticas mexicanas, de San Salvador Atenco, padecieron violencia sexual. ¿Existen denuncias de prisioneras políticas por violencia sexual en cárceles colombianas?

LPO: Sí. Incluso una niña, de 3 años, hija de una ex prisionera política llegó del jardín donde la cuidaban con rastros de sangre e identificó a la persona que la cuidaba.

La persona que la cuidada era otra interna que trabajaba en la guardería. Ella fue cambiada de trabajo y el hospital, medicina legal y el Inpec taparon el caso. Esa niña no recibió atención psicológica.

También se da el aborto en condiciones precarias pues deben mantenerlo en la clandestinidad porque es un “delito” más, hay negación de la libertad reproductiva. Se presentaban casos de mujeres golpeadas, aisladas, etc. Leer más