E na cadeia evolutiva onde vamos parar?


por Erasmo Soares

Após anos de graduação entre o vai e vem de cidades finalmente estou colando grau, estou muito feliz com a conquista pois sempre me senti com uma bola de ferro presa aos pés. Apresentei na semana passada meu trabalho de conclusão de curso cujo tema foi: Aplicando a utilização de interfaces de uso natural para o reconhecimento de gestos. De uns tempos pra cá comecei a pesquisar sobre o assunto e percebi como é interessante. Em um primeiro momento ainda existe muita carência de fontes, quase toda minha pesquisa foi embasada em pesquisas científicas e artigos publicados, pouca bibliografia. Comprei o livro Brave NUI World, Designing Natural Interfaces for touch and Gesture, muito bom por sinal, mas nada mais do que bases contextuais. Um capítulo interessante dele aborda a prototipação de projetos que utilizam sistemas com touch, bem legal a idéia e não deixa de ser um guia bem prático pra o desenvolvimento desse tipo de trabalho, Daniel Wigdor e Dennis Wixon são os autores do livro, ambos da Microsoft Research.

Toda essa idéia de evolução de interfaces é tão claramente visível como é claro dizer hoje que podemos jogar nosso joystick fora e utilizar as mãos para jogar nosso game preferido. Eu vejo a interface como aquilo que a gente pode ver, antigamente bem lá nos primórdios quando eu ainda não tinha ganho meu pentium 166, a interface era apenas a de linha de comando, lembro que meu amigo tinha um computador desses e precisávamos colocar lá no prompt a linha de comando pra poder jogar stunts ou prince of persia. Vamos analisar o fato, realmente não era direta a interação, além de ser um pouco restrita, se desse um branco geral como poderíamos acessar aquilo que estávamos procurando? enfim, com o tempo surgiu a Graphical User Interface, foi nessa época que os computadores pessoais ganharam janelas, botões, barra de rolagem… era a fiel conclusão to termo que surgiu “what you see is what you get”. Se você me perguntar hoje até onde vamos chegar a resposta é um pouco clara. A google está desenvolvendo aqueles óculos de realidade aumentada, recentemente foi patenteado o uso de um anel que se comunica com os óculos. Será que isso vai pegar? se a resposta for sim o que será que vai acontecer com o smartphone? e por aí vai! Acho muito interessante como essa cadeia evolutiva da tecnologia corre tão rapidamente. Quero estar vivo para poder ver o que vai acontecer nos próximos 50 anos, quem sabe não apostem na criação de um acelerador de partículas que transportem seres humanos de uma cidade para outra? Vale a penas acreditar afinal, quase tudo que estamos vemos hoje já apareceu de alguma forma em alguma cidade sci fi de algum filme dos anos 80 ou em livros de histórias pós apocalipticas.

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