Maierovitch faz balanço do Governo Peluso. Não há mal …


É pel’uso que se conhece a ferramenta

 

Saiu na edição especial de fim de ano da Carta Capital – Aqui para ler – um primoroso artigo de Wálter Maierovitch sobre a “Justiça”:
“Sem enxergar suas obrigações – Ineficaz e corporativista, justiça brasileira não passa ao cidadão comum a imagem de imparcialidade”

por Paulo Henrique Amorim

Sem confessar, Maierovitch fez uma analise implacável do último ano do lamentável mandato de Cezar Peluso na cadeira de Presidente da Suprema Corte.

Se o amigo navegante imaginava que o Supremo Presidente Supremo, Gilmar Dantas (*) seria insuperável, enganou-se.

Peluso lançou o Judiciário em algumas posições insustentáveis.

O balanço de Maierovitch é o de um desastre institucional.

Peluso quis um aumento do Judiciário com correção automática pela inflação, o nefasto “gatilho”;

Tentou confrontar o Executivo e exigiu um aumento na marra; Dilma não lhe deu trela – nem o Congresso, que aprovou um Orçamento sem aumentar o Peluso;

“Diante de um quadro de indignação nacional”, Peluso decidiu adiar o “fechamento” do CNJ, que ele próprio, ao confrontar-se com Eliana Calmon, uma heroína nacional, tentou promover – clique aqui para ler “a crise do CNJ é São Paulo (de onde Peluso provém) ”.

Maierovitch lembra de Daniel Dantas, aquele que maculou e macula de forma insuperável o sistema judicial deste país.

No caso da Operação Satiagraha, Gilmar Dantas (*) deu dois HCs em 48 horas ao “banqueiro bandido”, como diz o deputado Protógenes Queiroz, mesmo diante do vídeo do ato de passar a bola, que o jornal nacional exibiu em horário nobre para todo brasileiro ver;

“Na casa de um dos acólitos de Dantas, o professor Chicaroni, a policia federal encontrou R$ 1,1 milhão”, lembra Maierovitch;

Com a nobre exceção dos Ministros Gilson Dipp e Laurita Vaz, os ministros Adilson Macabu, Napoleão Maia e Jose Mussi (que se inscreveram na História da Magistratura Nacional) sepultaram provisoriamente a Satiagraha, porque a Policia Federal valeu-se da colaboração de funcionários da ABIN, o que se fosse ilegal – e não é – “em nada interferiram na consumação do crime de corrupção” (de Dantas);

(O STJ sepultou a Operação Boi Barrica, onde se acha instalado o filho do Presidente do Senado, Fernando Sarney, “porque a quebra de sigilo não tinha sido suficientemente motivada”. O mesmo STJ, lembra Maierovitch, sepultou a Castelo de Areia, uma empreitada da Camargo Corrêa, porque inventou que uma denuncia anônima era a única prova que o corajoso Juiz Fausto De Sanctis tinha; quando, na verdade, lembra Maierovitch, a investigação precedeu a denuncia anônima e a configuração dos crimes se deu independente da denúncia anônima. Viva o Brasil !)

Por fim, Maierovitch recorda que Gilmar Dantas (*), ao deixar a presidência do STF (não há mal que sempre dure), “teria sido brindado com uma viagem internacional e regias cortesias, incluídos hospedagens e deslocamentos em luxuoso automóvel Mercedes-Benz, com cinesíforo ao volante, ofertados pelo advogado e jurista Sergio Bermudes. O patrocinador tem uma das maiores bancas do Brasil, atua em ações no STF e foi empregador da esposa de Mendes”, conclui Maierovitch. (E do filho do Dr Macabu, do STJ !)

Sobre a inaceitável relação de Sergio Bermudes com Gilmar Dantas (Bermudes é um dos 3003 advogados de Dantas), clique aqui para ler “a relação Bermudes – Gilmar parece um B.O.”

A súmula do artigo de Maierovitch é: “além de atrasar soluções de conflitos, Justiça tem modelo ideal para manter impunes poderosos”

 (Transcrevi trechos)

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s