Amor Estranho Amor de Xuxa

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No programa Altas Horas, que vai ao ar neste sábado (7) na TV Globo, Xuxa Meneghel comentou as declarações do deputado Pastor Eurico, em uma sessão que discutia o projeto da Lei Menino Bernardo. “Ele já teve o seu momento de fama. Acho que quanto mais falamos disso, mais vamos colocar ele em evidencia”, rebate. “Ele pode não gostar de mim, mas agora ele não pode usar violência contra criança, porque é lei”, declara.

Xuxa também falou sobre o polêmico filme Amor Estranho Amor. “Tem gente que fala do filme que fiz, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu tinha 18 anos e fazia uma menina de 15. Se quiserem comparar o filme, que tem eu beijando o menino, comparem com a cena de um pai de 40 anos batendo em uma filha de 2 anos e vejam o que é mais vergonhoso, então vamos ser justos”, afirmou.

No dia 21 de maio, o deputado Pastor Eurico (PSB-PE) durante a acalorada discussão sobre o projeto de lei que pune agressões a crianças em ambiente familiar, a chamada Lei da Palmada, afirmou: “nem falo sobre a violência que passa na TV todos os dias. A conhecida rainha dos baixinhos protagonizou em 1982 a maior violência contra as crianças quando fez um filme pornô”, disse o deputado. Ele se referia ao filme considerado erótico, no qual Xuxa contracena com um adolescente de 12 anos. À época, Xuxa ainda não era apresentadora infantil.

Como não é parlamentar, Xuxa Meneghel não pôde falar, mas respondeu ao deputado com um coração feito com as mãos. Em seguida outros parlamentares da própria bancada evangélica se solidarizaram com a apresentadora. “Gostaria de deixar claro que essa é a opinião dele. Não é posição da bancada evangélica”, disse o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ). Fonte: Portal Terra

 

Publica Wikipédia: Amor Estranho Amor é um filme brasileiro, filmado e lançado em 1982, dirigido por Walter Hugo Khouri e estrelado por Marcelo Ribeiro, Xuxa Meneghel, Tarcísio Meira e Vera Fischer. Foi o primeiro filme de Xuxa.

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Sinopse
Hugo, um homem de meia idade, guarda na memória a infância realmente singular. Em 1937, ainda um garoto, sai de Santa Catarina com a avó e desembarca em São Paulo, onde é deixado em frente a um palacete, na verdade um bordel de luxo. Ali mora e trabalha Anna, sua mãe, uma prostituta e amante do Dr. Osmar Passos, um poderoso político paulista. O garoto irá conviver daí em diante nesse ambiente com outras garotas de programa como Tamara – uma ninfeta atrevida. Depois de ter leiloada a sua falsa virgindade entre os frequentadores mais ricos, ela seduz Hugo – e inicia o adolescente nos prazeres do sexo. Como pano de fundo no filme, o momento político do país às vésperas do golpe que instituiu a ditadura do Estado Novo.

Filme

Polêmica
Amor Estranho Amor causou certa polêmica devido à participação de Xuxa no elenco. Sua personagem tem relações sexuais com um adolescente de 12 anos, interpretado pelo ator Marcelo Ribeiro.

O video de Amor Estranho Amor tem sua comercialização e distribuição proibidas no Brasil. Todavia, o filme foi lançado em DVD nos Estados Unidos em 2005 e pode ser adquirido por qualquer brasileiro em sites estrangeiros por importação. A produtora norte-americana não vendeu os direitos a Xuxa, que chegou a entrar com ação judicial nos EUA em 1993, mas perdeu.

Em 2006, Marcelo Ribeiro foi encontrado com 39 anos e deu várias entrevistas, tendo também publicado um livro de como tudo aconteceu na época, incluindo conversas nos bastidores com a atriz. Em 2007, aproveitando de sua popularidade momentânea, fez um filme pornográfico.

Em 2011, o produtor Anibal Massaine trava batalha na justiça na tentativa de comercializar o filme, aproveitando a fama da artista.

 

Premiações
Por sua atuação, Vera Fischer ganhou dois prêmios de Melhor Atriz no Festival de Cinema Brasília e no Prêmio Air France de Cinema, 1982. Xuxa também ganhou um prêmio de revelação mirim no Premio Air France De Cinema

[Um filme premiado ser velado só acontece no Brasil, uma monarquia da rainha Xuxa e do rei Pelé. Assista o filme aqui, que toda censura é inimiga da democracia, da liberdade e da verdade. O filme faz parte da história do cinema brasileiro. E não se pode apagar o nome do cineasta Walter Hugo Khouri, que dirigiu 25 longas-metragens, com prêmios nacionais e internacionais, inclusive Amor Estranho Amor]

 

 

 

 

 

 

 

 

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Racismo sexual?!

por Gilmar Crestani

Com a ex-namorada Xuxa, em 1986, Pelé tinha 45 anos, e Xuxa 22. (Antonio Ribeiro)

Com a ex-namorada Xuxa, em 1986, Pelé tinha 45 anos, e Xuxa 22. (Antonio Ribeiro)

Não vejo porque negros não possam namorar e casar com brancas e vice-versa. Aliás, deveria ser tão natural que sequer chamaria a atenção. Se chama atenção os relacionamentos inter-raciais é porque ainda sofremos o estigma do racismo.

Afinal, quem é que vende que o padrão de beleza inclui ser loira? Quem escreveu um livro “Não somos racistas” para não só tentar provar que não existe racismo no Brasil como qualquer iniciativa que se adote deva ser torpedeada?

Arouca, Tinga e o duplo racismo de que são vítimas as mulheres negras

 

por Paulo Nogueira

Tinga e a mulher

Tinga e a mulher

Dias atrás, publicamos no DCM um artigo do site Blogueiras Negras. Nele, a autora citava um tipo de racismo pouco falado: aquele de homens negros que ascendem em relação às negras.

Como notou a blogueira, é como se as negras desaparecessem, se tornassem invisíveis aos homens negros que ganham notoriedade e dinheiro.

O Brasil jamais teve um Malcom X, o ativista americano que dedicou sua vida a convencer as mulheres negras de que seus cabelos são lindos do jeito que são, e seus lábios, e seu nariz, e sua pele de azeviche.

Elas queriam ser brancas, e se sentiam inferiorizadas por não ser. Malcom X inventou o Orgulho Negro, e seu maior seguidor foi Muhammad Ali com seu grito épico: “Sou lindo.”

Arouca e a mulher em Orlando

Arouca e a mulher em Orlando

Numa fase ignorante de sua vida, Malcom alisava os cabelos e procurava brancas. Depois, nunca mais mexeu no cabelo natural, e nem desfilou com loiras como se fossem troféus.

Acordara para a necessidade vital de valorizar pessoas que se sentiam, como Michael Jackson, menores por não serem brancas.

Tudo isso me veio à cabeça quando li sobre os lastimáveis casos de racismo contra dois bons jogadores negros, Tinga e Arouca.

Antes de seguir adiante, fique claro: é um horror, um descalabro, e torcedor que xinga jogador de macaco deveria sair do estádio para a prisão, automaticamente.

Isto posto, o que os jogadores negros fazem para promover sua raça? Não peço que sejam Malcom X, mas que eles fazem em escala mais simples e mais modesta?

A triste resposta é: nada.

Ao contrário, eles indiretamente reforçam o racismo ao, ricos, imitar imediatamente o comportamento branco na aquisição de uma mulher branca.

É uma mensagem desoladora para as negras, como notou a blogueira cujo texto publicamos.

Joaquim Barbosa e a namorada

Joaquim Barbosa e a namorada

A esse lugar comum dos futebolistas brasileiros, oponho Mario Balotelli, o atacante italiano que em sua riqueza e fama mundiais optou por uma namorada negra. Balotelli está, assim, emitindo uma mensagem: as mulheres de nossa raça são lindas.

Clap, clap, clap. De pé.

A isso se chama consciência social e racial. Torço para que Balotelli não enverede, depois, pelo mesmo caminho racista de tantos jogadores negros.

O Brasil é um país racista.

E as mulheres negras são vítimas de racismo duplamente em suas relações amorosas: os brancos as querem para sexo e pouco mais. E os negros, quando viram famosos – outro exemplo notório é Joaquim Barbosa –, passam a ignorá-las.

Que os lastimáveis episódios de Arouca e Tinga joguem luzes sobre a discriminação ampla, geral e irrestrita de que são vítimas elas – as mulheres negras, tão lindas, tão altivas, tão resistentes e tão amplamente, tão cruelmente discriminadas.