Papa criticado por defender pais que “corrigem com firmeza”

Max Rossi - Reuters

Max Rossi – Reuters

O Papa Francisco está a ser criticado na Alemanha por um comentário que fez na habitual audiência das quartas-feiras, na qual descreveu um bom pai como aquele que sabe perdoar, mas que também sabe “corrigir com firmeza”.

“Uma vez, num encontro com casais casados, ouvi um pai dizer que às vezes tem de dar uma palmada nas crianças, mas nunca na cara para não os humilhar”, disse o Papa, acrescentando: “Que bonito! Ele sabe o senso da dignidade! Tem de punir as crianças mas fá-lo com dignidade e pronto”, escreve a agência AFP, notando que este comentário não fez ondas em Itália, mas foi fortemente criticado na Alemanha, um dos países onde qualquer forma de punição corporal é proibida.

“Não há maneira de bater nas crianças com dignidade”, criticou a ministra da Família, Manuela Schwesig, numa entrevista que será publicada no sábado pelo Die Welt

A Associação Alemã de Apoio à Criança também reagiu, pedindo ao Papa para corrigir o alegado erro: “Este Papa é particularmente humano, mas qualquer pessoa pode cometer um erro. Ao sugerir que não faz mal bater numa criança desde que isso seja feito com dignidade, o Papa falha completamente o ponto”, diz a associação.

O líder do Catolicismo também está sob críticas de Peter Saunders, um membro do painel para a protecção da criança, criado precisamente pelo Papa Francisco: “Acho que é uma coisa enviesada de se dizer e estou surpreendido que ele tenha disto isso, embora ele às vezes diga uns disparates”, disse Saunders ao jornal britânico Daily Telegraph. Jornal I

La policía francesa interroga a un niño de 8 años por apología del terrorismo

Colectivos contra la islamofobia denuncian que lo sucedido es un reflejo de la “histeria colectiva” en la que se está viendo inmersa Francia

 

La policía francesa interroga a un niño de 8 años por apología del terrorismo

La policía francesa interroga a un niño de 8 años por apología del terrorismo

La policía francesa interrogó esta semana a un niño de ocho años por “apología del terrorismo”, tras afirmar en clase que se identificaba con los autores de los atentados de principios de enero en Francia, en los que hubo 17 víctimas.

El pasado 8 de enero, un día después del ataque en París contra la revista satírica “Charlie Hebdo”, el profesor de una escuela de primaria en Niza, en el sur del país, preguntó a sus alumnos si, conforme al lema de solidaridad contra esa matanza, “Yo soy Charlie”, ellos también lo eran.

El diario “Libération” destacó hoy que el niño, Ahmed, de confesión musulmana, dijo que no y que él “estaba con los terroristas”, porque desde ese semanario se había caricaturizado al profeta Mahoma.

El profesor alertó al director del colegio y convocó al niño y a su padre, y el 21 de enero, según el abogado de la familia, Sefen Guez, presentó una denuncia en comisaría por “apología del terrorismo” contra el padre del pequeño.

“Interrogar a un niño de ocho años refleja el estado de histeria colectiva actual en torno a la noción de apología del terrorismo. En este tipo de casos, es necesaria la pedagogía”, señala el abogado, para quien la actitud del director “es inadmisible”.

El letrado añadió en su cuenta de la red social “Twitter” que cuando los policías preguntaron ayer al niño qué significaba la palabra terrorismo para él este no supo qué responder, y consideró “absurdo” que se hayan tomado en serio “las palabras de un niño que no entiende lo que dice”.

El Colectivo contra la Islamofobia en Francia (CCIF) denunció este miércoles en un comunicado que el niño y el padre fueron interrogados durante cerca de dos horas, y consideró, al igual que el abogado, que la situación ilustra la “histeria colectiva” en la que el país se ha visto inmerso desde principios de año. (EFE, Paris)

ONU: uma em cada dez jovens foi vítima de violência sexual

estupro violência mulher

Cerca de 120 milhões de mulheres jovens em todo o mundo, o equivalente a uma em cada dez, foram vítimas de estupro ou violação até os 20 anos, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira(5) pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre violência contra crianças, baseado em dados de 190 países.

O estudo global sobre a violência contra crianças do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), chamado Escondido à Vista (Hidden in plain sight), mostra também que um quinto das vítimas de homicídio é formado por crianças ou adolescentes com menos de 20 anos e essa é a principal causa de morte em rapazes e jovens com idade entre 10 e 19 anos nos países da América Latina, incluindo a Venezuela, a Colômbia, o Panamá e o Brasil.

“Esses são fatos desconfortáveis, nenhum governo ou pai vai querer vê-los”, disse o diretor executivo da instituição, Anthony Lake. “Mas se não enfrentarmos a realidade que cada estatística representa – a vida de uma criança que tem direito à segurança, a uma infância protegida e que foi violada – nunca deixaremos de pensar que a violência contra as crianças é normal e permissível. E não é”, acrescentou.

Outro tipo de abuso é o bullying, que afeta uma em cada três crianças com idade entre 13 e 15 anos.

O estudo revela ainda que 17% dos jovens em 58 países foram vítimas de punições físicas severas e de forma repetida.

Como prevenção da violência contra crianças, o levantamento recomenda que se fomente o apoio aos pais e às crianças com competências para a vida, uma mudança de atitudes e comportamentos, o fortalecimento do sistema judicial e uma consciencialização para a violência e os custos humanos e socioeconômicos que ela acarreta.

O levantamento também aponta que uma em cada três adolescentes casadas sofreu alguma violência emocional, física ou sexual por parte de seus maridos.

Fonte: Portal Fórum com informações de Agência Brasil e Opera Mundi

 

Escolas do Rio, um campo de guerra

 

Pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF), feita em 13 escolas públicas e particulares do Rio e 40 de Niterói e São Gonçalo, identificou a ocorrência de casos constantes de violência em 68% das instituições pesquisadas, sendo que em 85% delas não havia psicólogos. Maus-tratos, brigas entre colegas e conflitos com professores foram as ocorrências mais comuns.

Dentre as instituições pesquisadas, 45% eram estaduais, 35% municipais, 3% federais e 17% particulares. A pesquisadora lamentou a ausência de profissionais de psicologia e de assistência social dentro das escolas, sobretudo nas públicas, e concluiu que a violência crescente nessas instituições de ensino é acentuada pela falta de apoio aos alunos, na sua maioria, pobres. “Alguns funcionários riram quando perguntados se havia psicólogos nas escolas e respondiam que, se faltava professor, ainda mais psicólogos. Apenas uma escola pública, no Rio, tinha um contingente minimamente razoável de psicólogos”.

Segundo Marília Arreguy, a maioria dos alunos considerados violentos é encaminhada para o serviço público de saúde e muitos parentes acabam não levando os filhos para a consulta com um psicólogo, por variados motivos, como falta de meios para pagar a condução, falta de tempo, por preconceito, filas de espera enormes para atendimento, falta de profissionais, entre outros.


“A violência é fundamentalmente social, contextual e humana. Essa agressividade inerente ao humano precisa ser trabalhada nas escolas para que ela não se transforme em violência e ajude o aluno a viver melhor. Esse trabalho não está sendo feito ou está sendo feito de modo ineficiente. Essas crianças estão sem assistência e acabam, muitas vezes, sendo medicadas, como se esse fosse apenas um problema do indivíduo”.

A educadora criticou as linhas de pesquisa e projetos “estigmatizantes” que focam na identificação de crianças que sofrem bullying ou têm perfil violento. “Claro que existem crianças e jovens com mais dificuldade na relação intersubjetiva, mas o problema é mais amplo, é uma questão da sociedade. A violência está sempre ligada à relação de poder, de subjugação de um sujeito em relação ao outro, ou mesmo é decorrente de formas de opressão institucionalizadas”.

O estudo mostra também que 73% dos profissionais entrevistados disseram ser a favor da ajuda de um psicólogo atuando em auxílio à educação. Muitos professores disseram ter sido agredidos e ameaçados por alunos.

 

Trabalho infantil é escravidão

A Lei do Ventre Livre do imperador Pedro II deixou de valer com a proclamação da República?
Assim parece, com a atitude desumana da justiça PPV.
O mito do Brasil cordial já não convence.

Mais de 400 mil crianças trabalham para o tráfico de sexo

Mais de 400 mil crianças trabalham para o tráfico de sexo

Juízes autorizam trabalho infantil por ignorarem a realidade

por Paulo Peres

Entre 2005 e 2010, cerca de 33 mil autorizações de trabalho foram concedidas pela Justiça para crianças a partir de 10 anos. Os juízes expediram essas autorizações sem saber, pelo menos, o que realmente está acontecendo com as crianças, diz o chefe da Divisão de Fiscalização do Trabalho Infantil do Ministério do Trabalho, Henrique Ramos Lopes, acrescentando que “se trata de uma situação ilegal, que afronta a Constituição Federal em termos de proteção integral à criança e ao adolescente”.

A legislação dispõe que o trabalho é proibido para quem tem menos de 16 anos, com exceção dos menores aprendizes. “É preocupante quando vemos um juiz, um magistrado dar uma autorização para que uma criança e um adolescente comece a trabalhar a partir dos 10 anos, com a justificativa de que sua família é pobre e, portanto, não tem condições de se sustentar. Isso é transferir para a criança a responsabilidade por cuidar da família”, afirma Henrique Lopes.

Para o Ministério do Trabalho, as autorizações judiciais não têm amparo legal, porque a Emenda Constitucional nº 20, que elevou a idade mínima para o trabalho de 14 anos para os 16 anos, está em vigor desde 1988 e, embora muitos juízes a considerem inconstitucional por ferir a cláusula pétrea que prevê o direito ao trabalho, não há qualquer declaração de que ela seja mesmo inconstitucional.

O combate e a erradicação do trabalho infantil nunca foram ligados unicamente à fiscalização, explica Henrique Ramos Lopes. “Agimos articuladamente com outras instâncias de governo. No caso dessas autorizações judiciais, a rede de proteção está se mobilizando. Temos ido ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público para que haja uma posição vinda de cima para orientar os magistrados e promotores. Se o CNJ entender que as autorizações são ilegais e expedir resoluções contra isso, vai nos ajudar muito”.

Estas autorizações são prejudiciais às crianças, uma vez que a maior parte das atividades em que elas se encontram é insalubre, adverte Henrique Lopes, assinalando que há muita dificuldade para realizar uma fiscalização eficiente. “Quando um fiscal chega a um local e verifica uma situação irregular, ele tem que afastar a criança dessa situação. Mas diante de uma autorização judicial, não podemos agir. Já houve casos em que tiramos fotos da situação irregular para apresentá-la ao juiz que autorizou a criança a trabalhar. Ao ver quanto o local era insalubre e prejudicial à criança, o juiz disse não ter autorizado aquilo. Vemos que juízes estão dando autorizações aos patrões sem saber o que está acontecendo com as crianças”.

A única explicação técnica para este crescimento do número de autorizações pode ser o período em que a economia nacional cresceu, porque os estados das regiões Sul e Sudeste são os que apresentam o maior número de casos, informa Henrique Lopes, assinalando:”Contudo, o aumento é constante e nos preocupa, principalmente, porque deixou de ser um problema localizado e passou a atingir todas as unidades da Federação”. (Transcrito da Tribuna da Imprensa)