Por que as conquistas históricas do futebol feminino não saem na mídia

Noite de terça (9), Montreal, Canadá. Abertura da Copa do Mundo de Futebol Feminino. A seleção brasileira estreia com vitória de 2 x 0 sobre a Coreia do Sul. Mais do que isso, registra dois feitos históricos. No início do 2º tempo, Marta, cinco vezes eleita a melhor jogadora do mundo, balança a rede em cobrança de pênalti, atinge a marca 15 gols em mundiais e se torna a maior artilheira da história campeonato.

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Por Najla Passos

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Por que as conquistas históricas do futebol feminino não saem na mídia? Antes disso, ainda no 1º tempo, Formiga, 37 anos, 20 de seleção brasileira, abre o placar e se transforma na jogadora mais velha a marcar gol em mundiais.

Pouquíssimos brasileiros, porém, comemoraram a tripla conquista da noite de estreia. Os feitos nem chegaram a ser assunto nas rodas de conversas da semana. A maioria das pessoas sequer ficou sabendo. As marcas das maiores jogadoras do dito “país do futebol” obtiveram pouco espaço na imprensa comercial, inclusive na especializada. Por que Ronaldo, o fenômeno, que também ostenta a marca de 15 gols em mundiais, tem muito mais visibilidade? Por que o menino Neymar, qualitativamente distante de marcas como estas, é quem frequenta as primeiras páginas dos jornais?

Professora do Bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Maíra Kubik afirma que a mídia tende a reproduzir estereótipos e, por isso, nela, a mulher ocupa apenas seus papeis mais tradicionais, como o de dona de casa ou de mãe. “Pesquisas demonstram que, por exemplo, em matérias de economia, a mulher é entrevistada no supermercado para falar sobre o aumento dos preços, enquanto os homens são os economistas, que comentam tecnicamente”, exemplifica.

No caso específico do futebol, ela aponta que a mulher é tratada muito mais como “musa” do que como “atleta”. “No Brasil do machismo, o lugar da mulher não é no futebol, que ainda tido como um nicho masculino. E, por isso, mesmo conquistas valorosas como a de Marta e Formiga não ganham visibilidade”, esclarece.

A professora destaca que estudos críticos da imagem demonstram que o machismo na cobertura esportiva é tão grande que, mesmo quando as mulheres conseguem algum espaço, são retratadas em ângulos que visam destacar partes especificadas dos seus corpos, de forma a retratá-las muito mais como objeto sexual do que elas como atletas.

Machismo à espreita

A militante feminista Isa Penna acrescenta que, independente do aspecto que você analisar a cobertura da mídia esportiva brasileira, irá encontrar o machismo à espreita. De acordo com ela, até mesmo no jornalismo esportivo o papel da mulher é diferente. Os homens são os comentaristas. Elas, as apresentadoras. “As mulheres funcionam quase como enfeites. Quem dá a linha editorial da cobertura são os homens”, denuncia.

Isa observa que o machismo também está estampado nos salários pagos. Enquanto os jogadores chegam a negociar cifras bilionárias, as mulheres ganham entre R$ 320 e R$ 2 mil. Há apenas dois anos, em 2013, os salários delas, embora baixos, variavam de R$ 800 a R$ 5 mil. “Isso mostra que, neste momento de crise econômica, os patrocínios para o futebol feminino são os primeiros a serem cortados”, observa.

Ela acrescenta que, atualmente, há 800 times de futebol masculino inscritos nos campeonatos regionais. Já os femininos são apenas 175. “Em São Paulo, os principais clubes não tem seleções femininas. O Santos, que tinha, fechou recentemente, com a velha desculpa de que falta patrocínio”, relata.

O jornalista esportivo José Roberto Torero avalia que o futebol feminino ainda é muito desconsiderado não só no Brasil, mas em vários outros países com tradição no esporte. De acordo com o jornalista, o futebol feminino só se destaca mesmo nos países em que o masculino não é forte, como na Suécia, na Noruega e nos Estados Unidos. “Parece que as mulheres ainda não têm licença para jogar futebol”, afirma.

Dentre os fatores, ele também cita o machismo, que faz com que o público encare os esportes mais brutos, de maior contato, como genuinamente masculinos. “Vôlei, que não tem contato, mulher pode jogar. Basquete, fica o meio termo. Mas futebol, não”, esclarece. O jornalista esportivo lembra também que as mulheres vêm conquistando espaço em práticas como a natação e o atletismo, mas, mesmo no país do futebol, não rompe a barreira dos espaços exclusivos dos homens.

Torero afirma que, mesmo na cobertura do jornalismo esportivo, o papel da mulher ainda é escasso. “Jogadoras como a Marta e a Formiga teriam muito a contribuir como comentaristas, mas não são sequer convidadas para falarem sobre partidas masculinas. O máximo de espaço que as mulheres ocupam é para comentar partidas das próprias mulheres”, observa ele.
Fonte: Carta Maior/ Portal Vermelho

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Adultização da criança e a sexualidade precoce

Nas favelas são comuns os casamentos de meninas de doze e treze anos. E há décadas que as principais televisões brasileiros promovem programas de calouros infantis. Acrescente os concursos de miss infantil, o recrutamento de crianças para desfile de moda e elenco de telenovela. O trabalho infantil existe nos mais insuspeitos lugares da classe média.

Quando as coisas acontecem nas classes baixas, aparecem as repentinas e fugazes investigações. Quando este Brasil imenso jamais evitou o recrutamento da criança soldado, e nada se faz para recuperar as 250 mil prostitutas infantis, para a Unesco e Polícia Federal, ou 500 mil para diferentes ONGs.

As manchetes para combater o tráfico sexual de crianças aparecem por motivos mais políticos e partidários e sensacionalistas. Falta uma campanha que vise a integração familiar, que começa com uma moradia digna, em um espaço urbano com os ser√iços essenciais funcionando, como uma escola que preste, que o estado pode oferecer um ensino melhor do que qualquer empresa privada. E nas escolas, as presenças de assistentes sociais, psicólogos, assistência médica etc.

A onda funk de crianças e adolescentes constitui apenas um reflexo da degeneração da música brasileira, que pontua as audiências de nossas televisões. Que música se toca em programas como BBBrazil, para um único exemplo?

MC Melody, oito anos, funkeira

MC Melody, oito anos, funkeira

Destaque no R7: A maior polêmica da semana foi, sem dúvida, o caso da funkeira mirim Mc Melody. O pai de Melody sofreu com críticas e foi acusado de exploração infantil por alguns internautas. Depois, o caso foi para no Ministério Público, que deve investigar a acusação de sexualização da garota de 8 anos de idade. No entanto, em entrevista ao R7, os empresários de Melody, Mc Brinquedo e outros funkeiros mirins disseram não ter medo dessa investigação

MC Belinha e o pai MC Belinho. Mais fotos do Facebook

MC Belinha e o pai MC Belinho. Mais fotos do Facebook

O pai de MC Melody também explica que são mentirosas as informações de que a cantora lucra cerca de R$ 40 mil por mês com shows.

— Embora haja procura, ela não faz shows. Se apresentou uma vez em uma matinê e outra vez em uma festinha. Se ela fizesse shows, não estaria ganhando apenas R$ 40 mil. Com o tanto de convite que ela tem, daria para tirar uns R$ 100 mil ou mais. Porém, até hoje, ela não lucrou um centavo.

Belinho desafia as pessoas que dizem que ele sustenta a família às custas do sucesso de Melody a postar alguma imagem de show da cantora.

— Por que você acha que todo mundo só pública aquele vídeo dela dançando Quadradinho de Oito? Porque não existe outra imagem dela em show. Simplesmente porque ela não faz.

Funkeiros mirins: sexualização precoce ou reflexo do cotidiano?

MC Brinquedo, 13 anos, funkeiro

MC Brinquedo, 13 anos, funkeiro

Publica Zero Hora, reportagem assinada por Gustavo Foster

No clipe de Quarteto Diferenciado, os MCs Brinquedo e Pikachu são mostrados como celebridades ao lado de Bin Laden e 2K. Os quatro causam histeria e têm suas músicas cantadas pela legião de fãs que os espera em frente a uma casa. Porém, dentro da limusine branca em que são transportados, a coisa muda: enquanto os dois últimos têm à disposição garrafas de vodka, os primeiros tomam suco em caixinha e Toddynho, respectivamente. Isso porque Brinquedo tem 13 anos, e Pikachu, 15 – não é à toa que os nomes artísticos remetem elementos da vida infantil.

“Roça, roça, roça o peru nela, que ela gosta” (Roça Roça – MC Brinquedo)

Brinquedo e Pikachu são dois dos pivôs de uma polêmica nem tão recente que chegou ao Ministério Público de São Paulo nesta quinta-feira. Um inquérito aberto pelo promotor Eduardo Dias de Souza Ferreira pede que se investigue possível “violação ao direito ao respeito e à dignidade de crianças/adolescentes” nas músicas e apresentações de MC Melody (alvo principal do inquérito), de oito anos, além de MC Princesa, MC Plebeia e dos quatro membros do quarteto diferenciado. Para a promotoria, haveria “impacto nocivo no desenvolvimento do público infantil e de adolescentes, tanto de quem se exibe quanto daqueles que o acessam”.

Mais famoso entre os sete, MC Brinquedo é celebridade na internet. Sua frase “meça suas palavras, parça” virou meme. Em suas letras, sempre bem-humoradas, ele não se furta de falar sobre sexo: Roça Roça fala sobre um caipira que não faz sucesso com as mulheres (“a novinha não me quer só porque eu vim da roça, roça o peru nela que ela gosta”), Vice-Versa é quase ingênua (“no pique do vice-versa: pepeca no pau, pau na pepeca“) e Boquinha de Aparelho é explícita (“tu vai lamber, tu vai dar beijo, tu vai mamar com essa boquinha de aparelho“). Curiosamente, o piá disse em entrevista recente ao CQC que era virgem, vejam só.

– Crianças cantando funk não é novidade. Eles são sociabilizados dentro de um padrão sociocultural em que é comum falar sobre isso. Só causa estranhamento porque o poder público não tem consciência desse contexto. Não é o sujeito cantar algo que é o problema, isso só é negativo dependendo de como ela é assessorada pelos pais. A música influencia as pessoas? Sim, mas a vida cotidiana influencia a música. O problema não é o produto final – avalia Hilaine Yaccoub, doutora em antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que morou quatro anos na favela da Barreira do Vasco para escrever sua tese.

E te confesso que um beijo já me desperta o desejo” (Eu Não Quero Mais – MC Melody)

Hilaine ressalta ainda que é necessário haver cuidado quando o teor das letras está “fora do contexto da idade da criança”, mas lembra que muito da repercussão se dá por causa do gênero musical. E quem dá eco ao discurso de que o funk é mais visado é Emerson José da Silva, um dos fundadores da KL Produtora, responsável pela carreira do quarteto supracitado. Segundo ele, a “picuinha” feita pelo Ministério Público deveria começar com “quem tá matando e roubando”:

– Não vejo problema algum. O Brinquedo canta o que ele vive. Querem fazer com o funk o que já fizeram com o rap, que é discriminar. O Brasil com o maior índice de prostituição infantil do mundo, e o problema é a Melody? Sabe qual é o meu medo? É eles acharem que estão fazendo algo errado, agora, com toda essa exposição. O Brinquedo acabou de dar um carro para a mãe, o Pikachu deu um para o pai. Eles estudam em escola particular, fazem aula de canto, de violão, aprendem a dançar, jogam videogame, brincam para caramba. Mas são eles os errados?

“Essa novinha é profissional, ela senta gostoso demais” (Novinha Profissional – MC Pikachu)

Para o Ministério Público, talvez. Para 24,7 mil pessoas que assinaram uma petição pela “intervenção e investigação da tutela de MC Melody”, com certeza. No texto, publicado em 20 de abril no site Avaaz, o autor considera que os pais da MC Melody incorrem nos crimes de trabalho infantil e corrupção de menores, além de exporem a menor a “situações que ameacem seu presente / futuro”. Para o consultor de criação Filipe Techera, um dos roteiristas do programa Esquenta, o tabu e o preconceito contaminam a discussão:

– Nós, adultos, temos uma visão sexual sobre aquilo, mas a criança não necessariamente tem a mesma visão. Eu era criança quando o É o Tchan fazia sucesso, e em todo esse tempo de terapia, nunca apareceu nada sobre isso (risos). E, pensando um pouco mais sobre isso, podemos questionar: por que os caras só falam sobre pegar mulher, cerveja, traição, bandidagem, drogas? Porque essa é a rotina deles. É difícil falar sobre “o barquinho vai”, quando ela vive o couro comendo.

Por enquanto, Brinquedo não dá entrevistas sem um advogado, Melody está sendo investigada pelo MP e Emerson tem medo de ser preso. Nada que tenha impedido MC Bin Laden de lançar É os Mlks do FOX, mais nova aposta da KL Produtora.

Veja aqui as entrevistas da MCs Princesa e Plebéia, MC Pikachu, MC Brinquedo, e MC Melody no programa do Super Pop. Veja vídeos

Tratamiento de la violencia de género en radio y televisión: todas las claves

tv mulher

 

La violencia física quizás es la más difundida, pero existen otras violencias, como la psicológica, sexual, económica, simbólica, doméstica, institucional, laboral, contra la libertad reproductiva, obstétrica y mediática.

La violencia mediática se manifiesta en aquellos casos en que se difundan discursos estereotipados que promuevan la explotación, injurien, difamen, discriminen, deshonren, humillen o atenten contra la dignidad, así como patrones socioculturales que generen violencia o desigualdad.

 

¿Cuándo se ejerce violencia mediática?

La violencia mediática es un exponente de la violencia simbólica. Esto significa prestar particular atención en la violencia representada y difundida en y por los medios de comunicación audiovisual. Cuando se construyen representaciones que cosifican o estigmatizan a las personas. En el caso de las mujeres, por ejemplo:

-Representarla únicamente como objeto sexual de consumo o trofeo
-Naturalizar que es la responsable de la limpieza del hogar, la cocina y crianza de hijos/as
-Dar a entender que es una compradora compulsiva
-Realizar juicios sobre su modo de vida (con quién sale, cómo se viste, por dónde circula)
-Visibilizar un único modelo de belleza deseable (joven, delgada, a la moda, etc.)
-Normalizar la división sexual del trabajo: oficios, profesiones u ocupaciones exclusivas de mujeres (secretaria / enfermera / maestra jardinera / ama de casa) o de varones (gerente / médico / profesor / albañil)
-Adjudicar características especificas del “ser mujer”: débil, emocional, manipulable, celosa, histérica, chismosa, irracional, natural, etc.
-Revictimizar a la persona que fue víctima de violencia. El discurso que se pregunta qué hizo la víctima para ser agredida
-Invisibilizar desigualdades sociales presentes en el diversos ámbitos: laboral, salud, educación, etc.

 

¿Por qué se recomienda evitar el término “crimen pasional”?

Porque el calificativo “pasional” pone el acento en justificar la conducta del agresor. “La mató por celos”, “fue un ataque de furia”, por ejemplo, son formas discursivas que en última instancia promueven la condena a la mujer que sufrió violencia. Se culpabiliza a la víctima que sería la causante de esas pasiones y, consecuentemente, se respalda la acción violenta del agresor, eximiéndolo de responsabilidad.

Cuando se trata de un asesinato de una mujer por razones de género se sugiere hablar de “Femicidio” o “Feminicidio”. Ejemplo: en vez de “Otra mujer quemada” usar “Otro femicidio por fuego”. Más información.

 

Jornal da Band e a âncora bilionária

por Altamiro Borges

 

 

 

 

O vídeo acima causou agito nas redes sociais – além de traumas familiares e no local de trabalho. Nele a âncora do Jornal da Band, Ticiana Villas Boas, esbanja sua fortuna. Casada com o empresário Joesley Batista, dono da Friboi, ela fala das suas gastanças. “É bom ter dinheiro, não fazer conta, sair para jantar a hora que quiser no restaurante que quiser, poder reformar sempre a casa, ter funcionário na casa… Eu chego em casa, meu carro já está abastecido, meu motorista faz isso. Outro dia me perguntei quanto era o litro da gasolina. Eu não sabia”, afirma a jornalista bilionária. Segundo vários sites de notícia, a ostentação causou mal-estar na TV Bandeirantes e até problemas domésticos.

Ticiana

Em reportagem publicada nesta segunda-feira (5), o Portal Imprensa relata que o parceiro de Ticiana Villas Boas na bancada do Jornal da Band, o veterano Ricardo Boechat, ficou irritado com o vídeo e também com a entrevista à revista Veja. “Boechat estaria fazendo campanha para que a jornalista fosse substituída por Ana Paula Padrão, que está sem contrato. O problema, segundo ele, é que a saída poderia gerar perda de anunciantes no canal. Além da Friboi, [Joesley] Batista é dono da Neutrox, Seara e dos sabonetes Francis”.

Já segundo a colunista Fabíola Reipert, no seu blog de fofocas sobre celebridades, “Joesley, marido riquíssimo de Ticiana (uma das empresas dele é a Friboi), ficou muito bravo com a entrevista da mulher contando sobre a vida luxuosa que leva depois que se casou com ele. Isso caiu como uma bomba. Ele não quer saber de ostentação, muito menos de exposição. Além de se irritar com as coisas que Ticiana falou, Joesley detestou ver na revista uma listinha com parte de seus bens, como um jato Legacy avaliado em 25 milhões de dólares, um imóvel em Nova York e uma casa em Angra dos Reis… Ela poderia ser mais discreta, né”.

O mundo da mídia privada, principalmente das emissoras de tevê, tem muitos segredinhos. Ticiana apenas foi sincera e “indiscreta”. Outros figurões midiáticos preferem não revelar suas ligações com empresários ricaços e caciques políticos. Há muitas “calunistas” com íntimas ligações com tucanos e demos, mas eles ficam na moita fazendo os seus discursos “imparciais” sobre a escandalização da política. Alguns, inclusive, devem ter ajudado a divulgar a falsa e criminosa história de que o filho de Lula é dono da Friboi. Ticiana poderia esclarecer o assunto!

 

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Maduro quer mão pesada para quem matou ex-miss Venezuela e marido e já foram detidos cinco suspeitos

PORTADA LR

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prometeu “mão de ferro” para quem matou a ex-miss do país e actriz Mónica Spear Mootz e o seu marido irlandês Thomas Henry Berry, durante um assalto, e no espaço de poucas horas já foram detidos cinco suspeitos — dois dos quais menores de idade.

Mónica Spear Mootz, de 29 anos, e o marido, de 39, estavam no carro com a filha de cinco anos, que assistiu ao crime, quando foram interceptados na noite do dia 6 de Janeiro por um grupo de homens armados que os matou a tiro, explica o The Telegraph.

O mesmo jornal adianta que o casal trancou as portas e tentou resistir, ficando a menina ferida nas tentativas dos assaltantes para entrar no carro. Há, contudo, versões diferentes sobre as circunstâncias do incidente. O El País, que cita fontes da investigação, diz que o carro avariou e que foi antes da chegada do reboque que apareceu um grupo armado para assaltar o casal, que terá tentado fechar-se no veículo, acabando por ser baleado.

Porém, segundo o The Telegraph, o crime teve um padrão comum na Venezuela: aconteceu ao final do dia, perto das 22h30 locais, e foram colocados obstáculos na estrada e retiradas tampas de esgoto para obrigar a viatura a parar numa estrada que liga Puerto Cabello a Valencia.

Citado pelo jornal venezuelano El Universal, o director do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminais daquele país, José Gregorio Sierralta, confirmou parte das versões. O casal terá embatido em qualquer coisa na estrada e chamou um reboque. No momento em que o carro estava a ser colocado no mesmo, aperceberam-se da aproximação do grupo e o responsável do reboque e o ajudante fugiram para pedir ajuda, pelo que estão a ser investigados como testemunhas. A actriz e o marido fecharam-se no carro, onde foram baleados.

O casal voltava a Caracas vindo de férias e aquela era uma estrada pouco movimentada àquela hora. O manager da ex-miss de 2004 e agora actriz diz que Mónica foi atingida com um único tiro mortal e o seu marido com três balas. A menina ficou ferida na perna e ainda está no hospital, mas livre de perigo.

“Não vai haver tolerância”

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Em reacção ao acidente, o Presidente da Venezuela garantiu que “não vai haver tolerância com os que pretendam manter acções deste tipo” e que continuam a “matar homens e mulheres de bem”, apelando a que todos os que integram grupos violentos, em especial os jovens, para “cessarem os crimes já”, pois vai haver uma “resposta com mão de ferro”.

Maduro disse ainda que pretende retomar o chamado programa Plano Pátria Segura que visa coordenar as forças policiais no combate a este tipo de crimes, insistindo que “na Venezuela tem que haver respeito pela lei, tem que haver ordem, tem que haver respeito pela vida”.

O próprio líder da oposição, Henrique Capriles, numa reacção através da rede social Twitter, escreveu: “Nicolás, proponho-te pôr de lado as nossas profundas diferenças e unirmo-nos contra a insegurança num só bloco”.

El País diz também que o Governo alterou toda a sua agenda e que a própria televisão estatal, que mantêm afastados da programação todos os casos relacionados com a insegurança e violência do país, está a dar grande cobertura ao crime e às reuniões de Maduro com um grupo de artistas chavistas do Movimento Artistas pela Vida e pela Paz. O Observatório Venezuelano da Violência estima que quase 25 mil pessoas tenham perdido a vida no país em 2013 na sequência de crimes violentos. (Público/ Portugal)

 

 

Brasil.19 milhões de adultos são analfabetos, o que torna a TV ainda mais poderosa

SOBRE AS NOVELAS BRASILEIRAS: “quando os personagens não estão se matando, estão se estapeando”
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SOBRE A CULTURA DO BUMBUM: “isso pode ser uma pegadinha… Mas para Laura não é só um jogo, pois no Brasil, o bumbum pode te levar a lugares.””é desconsertante ser uma mulher aqui. Não estou vestida com fio dental.”
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SOBRE PROGRAMAS POLICIAIS: “O índice de homicídios no Brasil é 18 vezes maior que no Reino Unido e a prevalência de crimes violentos deu origem a uma forma inesperada de entretenimento.””vocês basicamente vai dos programas infantis e para os de crimes bem rapidamente?”A ironia: “Eu adoro que os xingamentos não sejam permitidos em programas de crime.”

SOBRE PROGRAMAS DE FAMÍLIA: “Abrindo o show: Belo, um traficante de drogas recuperado, hoje é um dos maiores “galãs” do país. Essencial para seu ato, são as dançarinas bem coreografadas. E de repente, eu sou uma delas. Esse é o sonho de toda brasileira. É melhor eu aproveitar.”

SOBRE O PODER DA MÍDIA NO BRASIL: “Brasil, uma das economias que mais cresce no mundo, onde mais de 19 milhões de adultos são analfabetos, o que torna a TV ainda mais poderosa. Tando que a presidente acaba de mudar uma eleição, para que não coincidisse com a final de uma novela popular.”

É impressionante a visão que os outros povos tem sobre a TV brasileira. Ver como eles percebem a nossa realidade chega a ser assustador.

Dói saber que os estrangeiros nos ridicularizam e enxergam perfeitamente o sensacionalismo que a nossa mídia derrama sobre nós, dói mais ainda perceber que nós somos os únicos a não enxergar isso.

47 minutos de pura ridicularização de nossa TV, mas nada que tenha sido exposto nesse tempo deixa de ser verdade. Retrata perfeitamente como as massas são alienadas, como os valores morais estão completamente deturpados. Tudo isso influenciados por uma mídia manipuladora de massas.

Ver a repórter Britânica ironizar, chocar-se e até mesmo não acreditar nas coisas que nossa mídia estipula como valores morais é EXTREMAMENTE vergonhoso. Não assisto TV aberta a mais de 8 anos e asseguro dizer que NÃO ESTOU PERDENDO NADA.

come cerebro televisão

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Nota do redator do blogue: Vale assistir a reportagem: “A TV brasileira vista pelos estrangeiros”. Certamente que não gostamos de conhecer a nossa realidade. Preferimos as notícias agradáveis. Mas acontece que no vídeo diário temos de tudo: os crimes mais hediondos, sexo e mais sexo, uma exaltação da vulgaridade, da degeneração da Cultura.
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A bunda, uma preferência nacional, promovida a órgão sexual…
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Os programas policiais são as colunas sociais dos pobres, e os criminosos xingados e os policiais endeusados.
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Vale o mesmo tratamento para o povo em geral, os pobres sempre aparecem em situações ridículas e/ou humilhantes no jornalismo televisivo, nas novelas e programas de auditório.
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Há uma ética vendida: o jeitinho brasileiro de levar vantagem em tudo, e a contradição de exaltar o mito do Brasil cordial, de misturar programas religiosos com xanxada e erotismo.
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O vocabulário é rasteiro, limitado.
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Pode-se explorar dois corpos em uma cama, praticando sexo, e jamais filmar ou fotografar um cadáver estirado na rua. Também escondidas as moradias dos miseráveis e as ruas das periferias.
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A TV brasileira é uma vergonha internacional.
tv televisão persuasão apatia

DITADURA DO DIALETO GLOBAL INVADE CULTURA NORDESTINA

por Gilberto Prado
Manuel Bandeira

Manuel Bandeira

“Atirei o pau no ga-to-tô, mas o gato-to-tô, não morreu-rreu-rreu. Dona Chi-cá-cá, admirou-ssé-ssé com o miau, o miau, que o gato deu”…
Quando criança, cantava assim. Soltava uma bela gargalhada infantil (contava minha mãe) após o grito final:
– Miau!!!
Hoje, se o tempo retroagisse, não poderia fazer o mesmo. Os “pacotes” de CDs vindos do Centro-Sul acabaram com o “miau”. Dona Chica-cá agora se admira do “berrô” que o gato deu”.
O pobrezinho do gato deixou de miar. Sequer “berra” feito cabrito. Dá “berrô”. Conforme as crianças que trocaram o carinhoso “mãínha” pelo “mãê”.
Um pouco mais crescido, “empinava papagaio” pelos descampados do então bucólico bairro da Estância.
A vida campestre da querida Estância, no entanto, desapareceu. Foi transformada em “selva de pedra”. O progresso levou seu romantismo. Para complementar, lá não mais se “empina papagaio”.
Uma ditadura dialética jogou meu papagaio fora. Agora “soltam-se pipas”.
Já perto da adolescência, meu pai, presenteou-me com uma bicicleta. Atualmente não mais faria isso.
Dar-me-ia uma “bike”.
E assim a partir dessa ditadura de sotaque, nossa cultura começa a ser agredida. Principalmente depois da televisão. Uma agressão progressiva à nossa Região.
por Gilberto Prado
Estão tirando, por exemplo, o “ó” aberto de Olinda. Na televisão é “Ôlinda”.
Colocaram um “chapeuzinho” no “é” de Petrolina. Os locutores falam diretamente de “Pêtrolina”. Inclusive os nativos.
Mais grave se torna a agressão quando chega a nossa literatura histórica, com o aval de supostos órgãos culturais.
Na homenagem feita ao compositor,  jornalista e radialista Antônio Maria, em trecho do “Frevo Número 2 do Recife”, lê-se: “(…) parece que vejo Valfrido Cebola no passo, Haroldo Matias, Colaço”…
Ora, não é “Haroldo Matias”, como está escrito no monumento sob a (ir)responsabilidade da Prefeitura. Na Rua do Bom Jesus. É Haroldo “Fatia”, apelido do inesquecível radialista Haroldo Praça cuja memória é homenageada pelo autor e desrespeitada pela Fundação de Cultura (?) Cidade do Recife.
No outro lado do Rio, na Praça da República, um monumento consegue, no lugar de homenagear, vilipendiar uma das mais belas obras do poeta Augusto dos Anjos: “As cismas do destino”.
Logo no início.
“Recife. Ponte Buarque de Macedo.
Eu, indo em direção à casa do Agra,
Assombrado com a minha sombra magra,
Pensava no Destino e tinha medo!”
Ora, o poeta paraibano, adepto da temática sobre a morte, nunca se dirigiu essa tal “casa do Agra”. Seu destino era a Casa Agra, funerária famosa existente na Rua do Imperador. Apenas uma preposição – do – tira o sentido da obra.
O equívoco é agravado no fato de estar oficializado por um órgão cujo rótulo é de cultura. Municipal ou Estadual.
Explicando melhor:
O então estudante de Direito Augusto dos Anjos assustou-se com o seu físico (magro), através da sombra. Lembrou que o seu caminho (destino) o levava a uma funerária e ficou com medo. Medo da morte.
Um detalhe:
Considerando o sotaque nordestino, fosse correto o acréscimo da preposição do editor, certamente sulista, o poeta paraibano iria à “casa de Agra”, com “dê-é-dé”, e nunca “à casa do”, com “dê-o-dó”.
Daí, embora levado pelo sentimento, não estranhar o abandono do Cine Teatro do Parque, com tanta história na cultura recifense.
O mais grave é que, a distância, apenas vejo um vereador se movimentando pela preservação do Parque, através de retórica. Nenhum sentido prático.
No outro lado, um silêncio provavelmente estratégico sobre o assunto, por parte dos grupos teatrais.
Principalmente os chamados promotores culturais que falam alto para pedir verbas, algumas desprovidas de lisura. Por isso não deve ser ser boa política irritar os setores públicos, supostamente comprometidos com o mundo das artes.
O poeta Manuel Bandeira, na sua “Evocação do Recife”, exaltava os nomes das ruas do Recife (da Aurora, da União, do Sol…) e o seu temor de uma delas passar a se chamar “Rua Doutor Fulano de Tal”.
Peço licença para ampliar esse temor do poeta com referência ao Parque.
Não duvido se um dia vou ler notícia sobre a implosão do velho teatro para transformá-lo em Igreja Universal de Edir Macedo.