A estranha doença que mata jovens

Cada vez mais jovens contraem essa doença praticamente incurável. Numa fase precoce, quando eles ainda poderiam ser ajudados, mesmo um médico experiente terá dificuldade em diagnosticar os sintomas perigosos dessa doença em gestação. Afinal que doença é esta e como se proteger a si e aos seus familiares?

Hoje vamos falar de uma doença que pode atingir qualquer pessoa. Se trata da dismorfofobia – um distúrbio mental que se manifesta por uma percepção errada do seu próprio corpo e tem como consequência um ódio hipertrofiado contra si próprio. Essa doença é acompanhada de riscos muito elevados de suicídio, especialmente entre os jovens com 25-30 anos de idade.
A Voz da Rússia decidiu perceber com a ajuda da psicóloga Irina Lukianova como se pode detectar a tempo o início da dismorfofobia em si próprio, ou em pessoas das suas relações, o que fazer se se estiver no grupo de risco e como começar um tratamento correto.
Na maioria dos casos o grupo de risco inclui pessoas com uma autocrítica excessiva, perfeccionistas na sua maneira de ser e que têm o complexo de excelência. À dismorfofobia são sobretudo vulneráveis adolescentes a partir dos 14-15 anos. Regra geral, depois dos trinta anos a quantidade de pessoas que sofrem dessa síndrome se reduz em várias vezes e finalmente desaparece.
Irina Lukianova explica como detectar os sintomas da dismorfofobia:
“Se notou que alguma particularidade do seu aspecto físico atrai constantemente as suas atenções, está sempre se vendo ao espelho para descobrir até que ponto o seu “defeito” pode ser visível para os demais, e o que pode fazer para escondê-lo, se tenta não se deixar fotografar, sente uma apatia constante e falta de vontade para fazer seja o que for, o mais provável é ter sido mais uma vítima dessa síndrome. Se pensa que essa sua “particularidade” física o incomoda de uma forma insustentável e que sem ela sua vida seria completamente diferente: você teria uma vida socialmente ativa, com sucesso e feliz, se o seu único desejo é fazer uma cirurgia plástica ou mesmo pôr termo à vida, você ter que recorrer urgentemente a um psicoterapeuta altamente qualificado.”
O círculo mais próximo da pessoa tem um papel importante na dismorfofobia. De acordo com as estatísticas, mais de 60% dos que sofrem desse transtorno referem ter sido alvo de críticas constantes ao seu aspecto físico ao longo da sua infância por parte dos pais ou dos amigos. O desejo de alcançar a aprovação e o apreço geral acaba por empurrar essas pessoas para alterações radicais do seu aspecto exterior adotando estilos extravagantes no vestuário, a aplicação de tatuagens e a realização de cirurgias plásticas. Outros tentam reduzir ao mínimo o contato com o mundo exterior, adotam um modo de vida solitário, não saem de casa durante o dia para que as pessoas não vejam a sua “deformidade”.
Além de tudo isso, uma grande influência no desenvolvimento da dismorfofobia tem a mídia. Irina Lukianova também concorda:
“Os adolescentes vêm o mundo de uma forma idealista. Eles não se dão conta que as fotos retocadas das pessoas das revistas cor-de-rosa pouco têm a ver com a vida real. As personalidades que nos olham a partir das capas são na realidade pessoas iguais a nós, com os seus defeitos e imperfeições, mas a juventude não percebe isso.
Eles acreditam sinceramente que as pessoas não têm poros, ou rugas, ou erupções cutâneas. São todos altos, eternamente jovens e elegantes. Assim muitos criam uma imagem distorcida sobre qual deve ser o verdadeiro aspeto do corpo humano. O padrão de aspeto exterior imposto pela mídia é, na realidade, inatingível, mas infelizmente os jovens raramente o compreendem. Não sendo capazes de alcançar os padrões impostos pela ditadura da moda atual, eles entram em depressão, perdem a autoconfiança e, por vezes, a vontade de viver.”
O que temos de fazer para vencer a dismorfofobia e não permitir que atinja um estado extremo? Os fatos não são muito otimistas: uma pessoa praticamente não se consegue tratar sozinha. Aqui é necessária uma abordagem complexa, desde a psicoterapia e o uso de antidepressivos até mesmo ao internamento. Sem um tratamento adequado a doença pode atingir um estado crônico, com períodos de recaídas graves e remissões. É importante perceber que nem os dermatologistas, nem os cosmetólogos, nem os cirurgiões plásticos podem ajudar as pessoas com dismorfofobia, porque regra geral não se trata de defeitos físicos reais, mas imaginários.
O problema da recusa em aceitar o próprio corpo tal como ele é não desaparece depois das intervenções cirúrgicas. Ela tem um caráter puramente psicológico. Nos casos mais adiantados, e durante as recaídas, os pacientes podem se automutilar, tentando realizar sozinhas a operação que as livre da sua “deformação”. Houve casos em que as pessoas tentaram sozinhas cortar a gordura de suas barrigas ou quadris, ou serrar parte da cartilagem nasal. Ou então decidiam terminar com a própria vida por não se conseguirem aceitar como são.
Essa tendência assustadora aumenta a cada ano que passa ceifando as vidas de muitos jovens. Por isso tenha atenção! Não critique em excesso a sua aparência ou a aparência de outras pessoas. Tente não criticar o aspeto físico dos seus próximos, mesmo que pense estar fazendo bem. Quem sabe o que você irá semear na alma de outra pessoa? Pode vir a ser uma tempestade que lhe irá arruinar toda sua vida.

“Não há como escapar da dolorosa contradição que impõe o convívio entre a dor e a beleza o tempo todo”

por Nei Duclós
Jornal Opção

Nei Duclós

Nei Duclós

A invenção da leitura

Longe do panfletismo, o rigor de Alberto Moravia joga pesado na confluência de intenções contraditórias, nas vontades que se anulam, nas decisões erradas, no imaginário promovido pela iminência da guerra. “1934” é o romance que Moravia preparou para nos assustar

Moravia

Personagem de um romance é o seu primeiro leitor. O protagonista narra sua leitura para quem o acom­panha. Temos assim acesso a uma representação do romance que o autor compõe ao voltar-se para sua própria arte. É o princípio da es­piral que gera o tornado, fruto do confronto entre a massa de ar quente da imaginação com o gelo da palavra. O único cuidado, para artistas do verbo como o italiano Alberto Moravia (1907-1990), mo­nu­mento literário do século 20 com uma obra fluvial que muitas vezes de­saguou no cinema, é não transformar esse movimento ascendente de ro­tação num espetáculo virtual. É preciso que o evento destrua o ambiente para nele sobreviver a história sem concessões. É só literatura, mas não pode deixar de ser mortal.

“1934” é um romance de Mo­ravia que trata de um leitor compulsivo, escritor obcecado em alguns grandes autores que busca uma saída para o inevitável suicídio. “É possível viver no desespero sem desejar a morte?” é a primeira frase que nos leva para o abismo. Inspira­do na obra radical das gravuras e qua­dros de Albrecht Dürer e no Niet­zsche de Zaratustra, ele se divide entre a dor e o prazer, trafegando num fio de navalha a partir de uma ilusão: o namoro com uma be­la turista alemã casada. Ele procura do­minar o desespero para equilibrar-se na difícil Europa de domínio fascista. Revela a intelectualidade de mãos amarradas e de raciocínio podre, a serviço do imobilismo do gesto e do marca passo das ideias.

O jovem Lucio, o escritor que viaja a Capri para produzir algo que resolva seu paradoxo, entra no jogo de sedução cedendo a um impulso, mas sua intervenção obedece a um intuitivo planejamento. No fundo ele quer amarrar a súbita paixão ao confortável desfecho de sua aventura. Mas é traído pela complexidade da trama. A mulher do seu desejo tem uma outra, idêntica, irmã gêmea que se confunde com ela, apesar das personalidades opostas (o convívio com uma o liberta das amarras com a outra e vice-versa). Isso faz com que o jogo de cabra cega com o gênero oposto vire uma armadilha, intensificada pela presença do marido, um alemão nazista que o obriga a fazer a saudação maldita de braço estendido.

Submeter-se às conveniências para sobreviver é a fonte do desespero, fruto da escravidão. O escritor não pode se manifestar porque a situação política que ultrapassa fronteiras não permite. Em 1934 o ambiente já estava definido a partir da morte e sua celebração, consolidada no Viva La Muerte da futura guerra espanhola naquela década. A criação estava confinada ao oposto de sua natureza. Moravia escreveu sobre esse pesadelo de 1934 só muito mais tarde, na década de 1980. O romance tem tudo de um resgate a partir das ruínas. Criaturas demolidas pela situação insuportável imaginam amar, pensar, gerar um destino diverso do que está sendo imposto. “Acredito que a criação humana é universal”, disse ele numa entrevista. “Qualquer homem possui uma capacidade criadora, nunca desprezível e incessante. A todo o instante se pode encontrar no interior de qualquer homem, por mais insignificante que seja, a sua força criadora. E isso é que é belo.” Mas neste romance a beleza fica sufocada, apesar da mestria do texto, sempre encantadora.

Longe do panfletismo, o rigor de Moravia joga pesado na confluência de intenções contraditórias, nas vontades que se anulam, nas decisões erradas, no imaginário promovido pela iminência da guerra. Tudo é delicado nos detalhes dessas rotinas vulneráveis, em que os bilhetes podem levar a um assassinato, uma leitura consegue destruir carreiras, uma paixão de verão acaba virando um caso sinistro. Em que sombras definem a vontade de sumir e todo esforço bate na barreira de uma realidade intransponível. Estávamos estrepados em 1934 e parece que saímos daquela gruta. Mas ele prepara uma surpresa.

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Continuamos lá, nos prova o ogro da palavra. Ainda estamos engessados em nossas limitações econômicas, políticas, comportamentais, apesar de falarmos tanto mal daquela época. Não saí­mos do horror, como imaginávamos. O desespero continua martelando a existência e empurrando-a para o final. A arte tem o poder de nos salvar, mas em qual livro a salvação se esconde, qual o trecho definitivo, o que a arte pode reverter em nosso benefício? No momento em que pensamos estar no caminho da redenção, acabamos girando em torno do caos.

Não é, como nos diz a literatura de autoajuda, uma situação que encerre lições de vida. Mas é uma obra que encarna as hostilidades espirituais inerentes às criaturas, envolvidas em suas criações diárias. A complexidade humana, em Moravia, é pintada com sua estupenda capacidade estética, em que tudo ganha vida nas descrições de paisagens, tanto as urbanas quanto as da natureza. O velho balneário de uma aristocracia já morta (tema recorrente em sua literatura) agoniza à beira das cores míticas do mar Tirreno, na ilha de Capri. O veraneio faustoso en­cerra uma sucessão de conflitos internalizados, dolorosos, de onde é difícil sair ileso.

A solução, provisória diante da precariedade humana, mas decisiva como exercício do talento, é um romance assustador, com a narrativa diante do espelho, voltada para si mesma e que encontra nessa reprodução o avesso de sua essência. Não se trata apenas de arte, mas das ameaças à sua existência. Isso combina com o sofisticado pessimismo do autor: “As artes poderão morrer por uma razão simples: a arte não é mais do que uma alta, muito alta, forma de artesanato”, disse ele. “No mundo inteiro, assistimos ao fim do artesanato. Ora, o homem reflete-se naquilo que produz: pois que, si se fabrica para tudo objetos em série, não se poderá também impedir de criar homens em série — e o homem em série é o contrário do artista.”

Essas declarações fazem parte também do enfoque que dá ao seu trabalho: “Não procuro mostrar o bom humor. Os heróis de romance não têm de ser felizes. Devem, pelo contrário, ser durante todo o tempo aquilo que as pessoas são num instante no auge dos seus conflitos”.

Moravia tem gana da aristocracia e dos conservadores em geral. Em seus romances, como a sua estreia “Os Indiferentes”, ele retrata o ambiente de sua infância e adolescência, de família abastada onde encontrou a desgraça de ficar imobilizado devido a uma tuberculose óssea. Transformou-se num observador atento e um narrador detalhista. E nos seus contos surrealistas e satíricos, ele pega cada personagem desses castelos carcomidos, mansões obsoletas, profissões inúteis num mural humano degradado. É um clima de Fellini sem a vantagem onírica, já que é “realista” demais para se deixar levar pelo delírio.

“Tive dois obstáculos para superar”, disse. “Primeiro, foi a minha doença — tuberculose óssea. De cinco em cinco anos ia à cama, o que me deprimiu bastante. E depois, claro, houve o fascismo. No entanto, não acredito muito nos obstáculos exteriores. O olhar do homem moderno é demasiado forte para tudo conseguir anular, mesmo a doença. Há somente para ele alguns obstáculos interiores.”

Num dos seus contos, alguém visita o ateliê de um amigo e lá dorme e sonha com o cenário que se descortina da janela. Quando o personagem acorda, a mesma paisagem é descrita de modo inteiramente diverso. É a mágica de Moravia, um mestre da percepção pictórica, que nos devolve em quadros o que enxerga em três dimensões. Em “O Desprezo”, filme de Jean-Luc Godard baseado em outro livro seu, ele serve uma paisagem clássica como moldura de uma covardia: “Em ‘O Desprezo’ procurei mostrar como o dinheiro, num mundo capitalista, determina não apenas as relações de negócios, mas também as relações afetivas. Está igualmente fixado sobre a dúvida: a mulher começa a desprezar o seu marido porque desconfia que ele a quer colocar nos braços do realizador, do qual depende o seu futuro como cineasta. O livro decorre em Roma e em Capri, no mundo do cinema. onde o dinheiro tudo corrompe”.

Não há como escapar da dolorosa contradição que impõe o convívio entre a dor e a beleza o tempo todo. “Um artista é um belo ser independente”, dizia ele, “mas quando se trata de assuntos para uma sociedade restrita como a de Luís XIV, ou vasta como a atual sociedade francesa, põem-se problemas diferentes. Há sempre uma pressão”. Mo­ra­via não se iludia com seu ofício, que dominava como poucos: “Não quero ser diferente, mas por outro lado sei bem que o ar­tista é diferente, porque possui um poder de contemplação. Po­de­ria mesmo dizer-se que é uma tes­temunha, ‘a testemunha’ no ver­dadeiro sentido da palavra. Em certas circunstâncias, ele é a ú­nica pessoa que ‘viu’ o que se passou”.

Seu nome verdadeiro era Alberto Pincherle e há 23 anos, desde 25 de setembro de 1990, não temos mais o privilégio da presença física deste romano talentoso. Mas seus livros, vários, estão aí para nos alertar.

A MORTE VOLUNTÁRIA

por Talis Andrade

 

 

suicídio

 

 

O animal incapacitado para caçar

perdeu a destreza as presas

se deita

e imóvel deixa a morte vir

lentamente

 

Todo animal pressente

a morte que se aproxima

a morte que imobiliza

e morde a jugular

 

Quando o homem

desiste de desafiar

o sistema

de ir à luta

por uma vida condigna

 

quando o homem

não consegue o sustento

da família

e se torna um peso

para os filhos

uma despesa

sem recompensa

 

a voluntária morte

alivie o corpo

dos tormentos do dia

dos demônios da noite

 

 

In A Partilha do Corpo, p. 220

O CEMITÉRIO DOS SUICIDAS

por Talis Andrade

 

 

Ilustração Halit Kurtulmus Aytoslu

Ilustração Halit Kurtulmus Aytoslu

 

Do suicida

os amigos se escondem

Temem um louco pedido

de socorro ou a cobrança

de alguma dívida

 

Quando se tenta

o autocídio

e a morte recusa

realizar sua parte

os amigos sentem-se enganados

Tudo não passou

de uma chantagem

uma farsa

para tirar vantagem

Quem quer morrer

não escapa

Atira-se do alto de um edifício

toma uma dose dupla de veneno

acerta um tiro na boca

aperta o laço no pescoço

deita na linha do trem

Viaja para bem longe

uma ilha perdida

uma cidade desconhecida

e se mata de uma maneira

que não dê trabalho

Simplesmente desaparece

escafede e continua sumido

Um defunto anônimo

não prejudica ninguém

Combater o tabu para evitar o suicídio

por Humberto Corrêa

O suicídio é um tabu social, mas é também um problema de saúde pública –em escala global.

Um milhão de pessoas se suicidam a cada ano em todo o mundo, o que representa uma morte a cada 1 minuto e 9 segundos. No Brasil, calcula-se que sejam pelo menos 9.000 óbitos por ano, 25 por dia –um número certamente subestimado.

No nosso país, tivemos um aumento de 30% da mortalidade por suicídio entre jovens, principalmente homens, nas últimas duas décadas. São milhares de brasileiros que perdemos todos os anos. Mas muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas.

Todos nós conhecemos alguém próximo que morreu por suicídio, ou fez uma tentativa grave. A despeito disso, não falamos no assunto, ou o fazemos à boca pequena.

É um assunto proibido. Não temos grande cobertura por parte da mídia, que, na maioria dos casos, acredita, erroneamente, que abordar o assunto incentivaria suicídios.

Não existem campanhas de saúde pública para tratar o tema. Nosso país, ao contrário de outros, ainda não tirou do papel sua estratégia nacional de prevenção ao suicídio.

Quando um assunto é tabu, não o discutimos abertamente, não estudamos, não pesquisamos. Jogamos para debaixo do tapete.

De onde surgiu esse estigma, esse tabu? O suicídio existe desde que existe o ser humano. Temos relatos de suicídios nas mais antigas e variadas culturas. Na nossa cultura, ocidental cristã, o suicídio se transformou pouco a pouco em uma questão problemática.

Santo Agostinho, ao ser nomeado bispo de Hippo, foi confrontado com a igreja donástica, um movimento depois considerado herético que venerava como santas as pessoas que se jogavam de alturas para atingir o céu.

Para enfrentá-los, santo Agostinho, no “Cidade de Deus”, vai dar nova abordagem ao sexto mandamento –“não matarás”– com uma especificação: “Nem a outro nem a si próprio”. Essa visão ganha força, e o suicídio se transforma não apenas em pecado, mas no pior dos pecados, a grande sina.

Por exemplo, o suicida não teria direito às honras fúnebres, não poderia ser enterrado em cemitério cristão. Quem tentasse suicídio seria excomungado. Essa visão impregnou corações e mentes.

Nos vários Estados nacionais que vão surgindo na Europa, os códigos penais previam punição ao suicida –por exemplo, pelo confisco dos bens, ou esquartejando o corpo do suicida. Quem tentasse suicídio poderia ser preso e, paradoxalmente, até condenado à morte.

Hoje, a maioria dos Estados não criminaliza mais o suicídio, embora alguns poucos, infelizmente, ainda o façam.

Ilustração Herman Tacasey

Ilustração Herman Tacasey

 

Sabemos hoje que praticamente 100% dos suicidas têm um transtorno psiquiátrico que muitas vezes não fora, entretanto, diagnosticado ou corretamente tratado. O sofrimento causado pela doença psiquiátrica e outros fatores podem levar a pessoa a pensar em se matar.

Identificar rapidamente pessoas com transtornos psiquiátricos, principalmente depressão, pessoas que falam em se matar, e sugerir a elas um tratamento adequado, o mais rapidamente possível, é algo que todos podemos fazer. Pressionar o poder público para estabelecer campanhas e estratégias de prevenção, com segmento de todas as pessoas que fizerem tentativas graves de suicídio, todos nós devemos fazer. Investir em mais estudos e pesquisas sobre o tema nos permitirá melhor compreendê-lo e prevenir o ato.

Discutir o assunto à luz do dia é nossa obrigação. Lutar contra esse estigma, contra esse tabu, salvará muitas vidas.

Daí a importância de se instituir, a partir deste ano, a data 10 de setembro como dia mundial de prevenção ao suicídio, o que foi feito muito acertadamente pela Associação Internacional de Prevenção ao Suicídio (Iasp) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

 

(Transcrito da Folha de S. Paulo)

 

 

El terrible incremento de los suicidios en Irlanda

Alfredo Martirena

Alfredo Martirena

La organización 3Ts (Turn the Tide of Suicide) anunció en Dublín la publicación del informe “El suicidio en Irlanda, 2003-2008”. No es una lectura fácil.

Esta organización se fundó en el 2003 con el objetivo de modificar las actitudes de la opinión pública hacia el suicidio, concienciar a la población y presionar al gobierno irlandés para que tome cartas en este asunto, establezca fondos para la investigación y para aquellos grupos que trabajan en las áreas de suicidio y autolesiones, así como para poner en marcha una línea de ayuda telefónica.

El informe es muy crítico con el fracaso del gobierno a la hora de desarrollar y financiar estrategias de salud mental y concretamente para la prevención del suicidio y la autolesión, a pesar del incremento en las cifras de fallecidos por suicidio.

El informe estudia el suicidio en el Sur de Irlanda, pero muchas de sus conclusiones son igualmente aplicables en el Norte. Según el informe, el número real de ciudadanos que mueren por suicidio cada año es significativamente mayor el de las cifras oficiales. En el 2011, según las estadísticas oficiales 525 personas habían muerto por suicidio. El informe de 3Ts eleva la cifra a 722.

El informe de 3Ts también revela el alarmante hecho de que un menor de 18 años muere por suicidio cada 18 días. Una de cada seis personas menores de 21 años que murió por suicidio lo hizo como consecuencia del “matonismo” (bullying). Los jóvenes menores de 21 años tienen cuatro veces más probabilidades de morir por suicidio. La República de Irlanda ocupa el cuarto lugar en el índice de suicidios en Europa, una tendencia sin freno.

El estudio también encontró que casi la mitad de suicidios ocurren “en núcleos”, esto es, una serie de suicidios sucede en un mismo lugar durante un breve período de tiempo. El informe también identifica el papel dañino, y en no pocas ocasiones fatal, que juega el alcohol en los casos de suicidio. El alcohol se encuentra en un 50% de todos los casos.

El informe también llama a “mejorar la formación y supervisión de todos los trabajadores en las instituciones que trabajan con jóvenes para eliminar la posibilidad de matonismo, victimización o humillación de estos jóvenes por parte de las autoridades… un estudio más profundo del papel y de la cultura del alcohol y su consumo entre los adolescentes y jóvenes…“

El impacto del suicidio en toda la isla es espantoso. En el Norte, en el 2011, 289 personas murieron por suicidio. En los seis condados hemos visto duplicarse los suicidios desde que comenzó el siglo, convirtiéndose la región en una de las primeras en la tabla internacional de tasa de suicidios. Si sumamos las cifras de 2011, vemos que 1.000 personas fallecieron como consecuencia del suicidio en esta isla.

La cifra de muertes por accidente de tráfico en ese mismo período fue de 186 en el Sur y 59 en el Norte: un total de 245 muertes, aproximadamente una cuarta parte de los muertos por suicidios. A pesar de la enorme diferencia con respecto a las muertes por suicidio, no está garantizado el mismo nivel de fondos y recursos que se destina a la seguridad en nuestras carreteras.

Las autolesiones son también una cuestión importante. Miles de pacientes llegan a los hospitales todos los años como resultado de lesiones autoinducidas que en muchos casos ni siquiera se recogen como tales. En el 2008, 11.700 personas se presentaron en urgencias en el Sur presentando este cuadro.

Más de 300 empleados de Foxconn amenazan con suicidarse

 

Más de 300 empleados de la fábrica de Foxconn en Wuhan, donde se produce la Xbox, han amenazado con un suicidio colectivo. Los trabajadores han recurrido a la amenaza después de que los jefes de la fabrica incumpliesen su palabra sobre una indemnización por dejar sus puestos de trabajo. Microsoft ha asegurado que investigará la situación en la fábrica para comprobar si Foxconn ha incumplido su código de conducta.

La compañía Foxconn se ha hecho famosa por ser una de las principales fabricantes de productos electrónicos de consumo del mundo, pero sobre todo por las polémicas sobre sus condiciones de trabajo. Durante 2009 y 2010 se produjeron varios suicidios de trabajadores de Foxconn que dispararon las alarmas sobre las condiciones de trabajo en las plantas de la compañía.

Suicídio de professores em Portugal

De cada vez que acontece nova notícia do suicídio de um professor há sempre o “mas” do estado depressivo e dos problemas na sua vida privada.

Claro que há! Ninguém que não esteja em estado depressivo se suicída.
O meu “mas” vai para: já são muitos!

Não sei se os trabalhadores da France Télécom também teriam problemas na sua vida privada mas os números falam por si: 23 só em 2010.
E em Portugal quais são os números? Era importante saber.

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MICROSOFT Más de 300 trabajadores de Foxconn amenazan con un suicidio colectivo

Más de 300 empleados de la fábrica de Foxconn en Wuhan, donde se produce la Xbox, han amenazado con un suicidio colectivo. Los trabajadores han recurrido a la amenaza después de que los jefes de la fabrica incumpliesen su palabra sobre una indemnización por dejar sus puestos de trabajo. Microsoft ha asegurado que investigará la situación en la fábrica para comprobar si Foxconn ha incumplido su código de conducta.

La compañía Foxconn se ha hecho famosa por ser una de las principales fabricantes de productos electrónicos de consumo del mundo, pero sobre todo por las polémicas sobre sus condiciones de trabajo. Durante 2009 y 2010 se produjeron varios suicidios de trabajadores de Foxconn que dispararon las alarmas sobre las condiciones de trabajo en las plantas de la compañía.

En varias ocasiones se han identificados conductas irregulares en sus fábricas, como el trabajo infantil

Filhos no Brasil estão acostumados com as safadezas dos pais

Mark Madoff suicidou-se

Mark Madoff suicidou-se

A nora de Bernard Madoff, cujo marido se suicidou após a exposição da fraude de Wall Street cometida pelo seu pai, responsabiliza Madoff pela sua perda e acrescenta que se o visse hoje, cuspir-lhe-ia na cara.

Stephanie Madoff Mack, o primeiro membro da família a pronunciar-se sobre a burla de 50 mil milhões de dólares e as suas repercussões, disse à ABC News “Eu tenho-o (Madoff) como o responsável pela morte do meu marido”.

Se visse o seu sogro, que está a cumprir uma pena de 150 anos na prisão, Stephanie “cuspia-lhe na cara”.
Mark Madoff suicidou-se no passado Dezembro, exactamente 2 anos depois de o seu pai ter sido preso por orquestrar o maior esquema na história dos E.U.A.

Na entrevista que deu à cadeia noticiosa norte-americana, a nora de Madoff revelou uma carta escrita pelo seu sogro da prisão, após o suicídio do seu filho.

Stephanie Madoff Mack lança uma autobigrafia no dia 20 de Outubro intitulada “The End of Normal: A Wife’s Anguish, A Widow’s New Life” (“O fim do Normal: a agústia da esposa, a nova vida da viúva”, na tradução). In Destak