Que horas ela volta?: Com medo de Jéssica

Há quem ache Jéssica arrogante e há quem ache maravilhosa. Dependendo do que você acha da Jéssica fica claro em quem você vota.

cartaz que horas ela volta

Conhecendo a servidão da mãe como empregada doméstica

Conhecendo a servidão da mãe como empregada doméstica

servidão

Na piscina de uso exclusivo dos patões da mãe

Na piscina de uso exclusivo dos patões da mãe

patrão

O patrão da mãe todo prestativo e generoso

O patrão da mãe todo prestativo e generoso

Sem teto, moradora de favela em São Paulo

Sem teto, moradora de favela em São Paulo

por Léa Maria Aarão Reis

O filme de Anna Muylaert mobiliza e provoca furor. Até a semana passada, 250 mil espectadores assistiram a saga da doméstica Val e da sua filha Jéssica. Oitenta mil deles apenas num fim de semana. Isto faz Que Horas Ela Volta? aprumar-se para chegar perto da bilheteria dos blockbusters americanos feitos de boçalidade e de músculos. Escolhido para representar o Brasil na competição de Oscar de melhor filme estrangeiro da edição de 2016, sua carreira reafirma o trabalho da cineasta paulista como autora de bons filmes: o premiado Durval Discos, É proibido fumar, Chamada a cobrar e, sobretudo, como corroteirista do excelente O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburguer.

Qual a explicação para o sucesso, para a explosão do filme da Anna – nos festivais estrangeiros e nas principais cidades do país -, além da narrativa relatada com talento, e de contar com a experiente atriz Regina Casé fazendo com brilho e garra a empregada doméstica nordestina que trabalha para a alta classe média paulistana? Uma personagem emblemática, mas tão ‘banal’ e pouco original?

Simples: com habilidade, Anna toca num nervo infeccionado, até então camuflado, da classe média brasileira. Seu filme expõe e escancara a hierarquização feroz das classes no Brasil dentro da intimidade dos grupos familiares. Uma situação inspirada na sua própria experiência, quando, em certa época, ela precisou contratar uma babá para ajudá-la a cuidar dos filhos então pequenos. Sem esse suporte não poderia continuar trabalhando por um bom tempo. Esta é a origem do roteiro que criou.

Da figura da babá, resquício da escravatura, à empregada doméstica modelo nacional, um outro entulho largado no caminho pela escravidão no país, foi um pequeno passo para expandir o argumento. Sem o trabalho das outras milhares de Vals existentes neste país, sejam elas babás, diaristas ou moradoras em um quarto infecto, na casa dos patrões, a família burguesa brasileira emperra e não funciona. A dependência dos patrões é absoluta – até para o mínimo gesto de levantar da cadeira e ir à geladeira para se servir de um copo de água. É isto que Anna mostra serenamente, com simplicidade. E a dependência estampada no espelho que é a telona deixa a plateia burguesa nervosa.

Não surpreende que algumas mulheres, nas sessões de cinemas de zonas ditas nobres das grandes cidades, cheguem a se levantar, revoltadas, para ir embora, como já ocorreu, no meio da exibição.

Mas Muylaert vai além e introduz outro elemento definitivamente perturbador na história: a filha Jéssica, que, pequena, foi deixada pela mãe no Nordeste quando Val parte para trabalhar e sobreviver como doméstica em São Paulo. Agora, já mocinha, Jéssica chega para prestar vestibular para a faculdade de Arquitetura (escândalo!) na capital paulista e é hospedada na opulenta casa dos patrões, no quartinho minúsculo e abafado onde vive sua mãe. “Uma casa meio modernista!”, se deslumbra a futura arquiteta quando percorre a mansão. Ao chegar, a menina “subverte todas as regras”, como observa a cineasta.

Acaba instalada no confortável quarto de hóspedes para desespero da patroa, mergulha na piscina na companhia do filho da casa, também ele um vestibulando, e, a transgressão mais grave: come o sorvete da marca fina e cara, mas destinada aos patrões. O sorvete barato é reservado aos empregados.

Camila Márdila, de 26 anos, vinda de Tabatinga, na periferia de Brasília, é a jovem atriz que defende bem o personagem da filha de Val neste que é o seu segundo filme.

Com a a introdução – ou intromissão – no universo burguês, Jéssica desequilibra a ‘harmonia’ da casa, expõe o nervo podre disfarçado e estabelece uma nova equação familiar como ocorre no célebre filme Teorema, de Pier Paolo Pasolini. “Na cabeça dela,” acrescenta Muylaert, “aquelas regras não significam nada. Mas há quem ache Jéssica arrogante e há quem ache maravilhosa. Dependendo do que você acha da Jéssica fica claro em quem você vota.”

Bingo para Muylaert. Jéssica representa o Brasil novo que começou a ser parido há 12 anos por um governo progressista. Jéssica é a mudança, é o país em que porteiro embarca no avião e senta ao lado da madama no aeroporto. E madama agora é obrigada a cumprir a PEC 72 em vias de entrar em vigor na sua integralidade, e pagar direitos trabalhistas às mulheres que nunca mais serão semiescravas.

Jéssica é o Brasil que, obsessivamente, mesmo sem ainda plena consciência do fato, procura dirimir as diferenças de classe para se tornar um lugar mais igualitário, menos injusto e hipócrita. Mais do que raiva, ódio e menosprezo, os que se encontram instalados no topo da pirâmide sentem é medo de Jéssica. Ela é o ‘anjo’ do Teorema, de Pasolini, que vem anunciar os tempos e os arranjos novos. Um alerta para o início do fim da era da submissão.

O recado do Que Horas ela Volta? é singelo e firme apesar do seu final entreaberto: para a frente nada será como antes. Aconteça o que tiver que suceder, convém lembrar-se do clichê que, no caso, aqui cai como uma luva. A pasta de dentes que saiu do tubo nunca mais caberá dentro dele.

Papa Francisco: Que no haya “ninguna familia sin vivienda, ningún campesino sin tierra, ningún trabajador sin derechos, ningún pueblo sin soberanía, ninguna persona sin dignidad, ningún niño sin infancia, ningún joven sin posibilidades, ningún anciano sin una venerable vejez”

“Alguno podrá decir, con derecho, que cuando el Papa habla del colonialismo se olvida de ciertas acciones de la Iglesia. Les digo, con pesar: se han cometido muchos y graves pecados contra los pueblos originarios de América en nombre de Dios”.

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Francisco pide perdón por crímenes de la Iglesia Católica

El Pontífice pidió a la Iglesia que se postre ante Dios e implore perdón por pecados

por Guiomara Calle / La Razón/  Santa Cruz

El papa Francisco pidió ayer “humildemente perdón” por las ofensas de la Iglesia Católica y por los crímenes contra los pueblos originarios, durante la denominada conquista a América. La actitud desató aplausos entre los participantes del II Encuentro Mundial de Movimientos Sociales y Populares.

“Alguno podrá decir, con derecho, que cuando el Papa habla del colonialismo se olvida de ciertas acciones de la Iglesia. Les digo, con pesar: se han cometido muchos y graves pecados contra los pueblos originarios de América en nombre de Dios. Lo han reconocido mis antecesores, lo ha dicho el Celam (Consejo Episcopal Latinoamericano) y también quiero decirlo yo”, expresó el Pontífice.Agregó que, al igual que San Juan Pablo II, él también pide que la Iglesia “se postre ante Dios e implore perdón por los pecados pasados y presentes”.

“Y quiero decirles, quiero ser muy claro, como lo fue san Juan Pablo II: pido humildemente perdón, no solo por las ofensas de la propia Iglesia sino por los crímenes contra los pueblos originarios durante la llamada conquista de América”, enfatizó.

Al concluir esas palabras comenzó una ola de aplausos de los delegados de sectores sociales reunidos en el II Encuentro Mundial de Movimientos Sociales, realizado del 7 al 9 de julio en la ciudad de Santa Cruz, para debatir sobre la Madre Tierra, techo, trabajo e integración de los pueblos. La intervención del Papa fue parte del cierre del evento.

“Francisco es diferente a otros papas, es espiritual y tiene una posición acorde a nuestra realidad, la realidad de los que más necesitamos ayuda: los pobres”, manifestó Víctor Lera, delegado de las federaciones de juntas vecinales de Santa Cruz.

El Santo Padre también pidió a todos, creyentes y no creyentes, que se acuerden de obispos, sacerdotes y laicos que predicaron y predican la buena noticia de Jesús y que en su paso por esta vida dejaron conmovedoras obras de promoción humana y de amor, muchas veces junto a los pueblos indígenas o acompañando a los propios movimientos populares.

“La Iglesia, sus hijos e hijas, son una parte de la identidad de los pueblos en Latinoamérica. Identidad que tanto aquí como en otros países algunos poderes se empeñan en borrar, tal vez porque nuestra fe es revolucionaria, porque nuestra fe desafía la tiranía del ídolo dinero”, mencionó el Papa. El líder de la Iglesia Católica llegó al país el miércoles y concluye hoy su visita con un encuentro con los reos de Palmasola, a las 09.30, y una reunión con los obispos de Bolivia, a las 11.00.

“A los hermanos y hermanas del movimiento indígena latinoamericano déjenme trasmitirle mi más hondo cariño y felicitarlos por buscar la conjunción de sus pueblos y culturas, eso que yo llamo poliedro, una forma de convivencia donde las partes conservan su identidad construyendo juntas una pluralidad que no atenta, sino que fortalece la unidad”, dijo Francisco.

Pidió expresar juntos, desde el corazón, para que no haya “ninguna familia sin vivienda, ningún campesino sin tierra, ningún trabajador sin derechos, ningún pueblo sin soberanía, ninguna persona sin dignidad, ningún niño sin infancia, ningún joven sin posibilidades, ningún anciano sin una venerable vejez”. “Sigan con su lucha y, por favor, cuiden mucho a la Madre Tierra”.

Durante su intervención, el primer Papa latinoamericano resaltó su buen humor y matizó sus dichos con frases directas y ocurrentes, que fueron saludadas por el auditorio con risas, aplausos y signos de aprobación. “Pido que recen por mí y si alguno de ustedes no puede, con todo respeto le pido que me piense bien y me mande buena onda”.

Acto. Evo Morales coloca el sombrero de sao al Santo Padre. Wara Vargas

Acto. Evo Morales coloca el sombrero de sao al Santo Padre. Wara Vargas

El papa de la región

Perfil

Jorge Mario Bergoglio nació en Buenos Aires, Argentina, el 17 de diciembre de 1936. Tras la renuncia al cargo de Benedicto XVI, fue elegido como Papa el 13 de marzo de 2013, en la quinta votación. El carisma, la humildad y la sencillez son características que le destacan sus cercanos.

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Tareas que encomienda el Papa

por Miriam Chávez

Poner la economía al servicio de los pueblos, unirlos en el camino de la paz y la justicia y defender a la Madre Tierra fueron las tres tareas fundamentales que el papa Francisco encomendó ayer a los bolivianos para alcanzar una mejor comunión y convivencia entre hermanos y pueblos.

“Queremos un cambio que se enriquezca con el trabajo mancomunado de los gobiernos, los movimientos populares y otras fuerzas sociales”, dijo el Santo Padre durante su discurso en el Segundo Congreso de Movimientos Populares realizado en la Fexpocruz, en el que también participó el jefe del Estado, Evo Morales.

Agregó que ni la Iglesia Católica ni él tienen la propuesta de soluciones a los problemas contemporáneos que atraviesan los pueblos y, al contrario, apuntó que “el futuro de la humanidad está fundamentalmente en manos de los pueblos”, que deben construir sus propios destinos.

Francisco, precisó que la tarea más importante de las tres es la defensa a la Madre Tierra. “ La casa común de todos nosotros está siendo saqueada, devastada, vejada impunemente. Yo les pido, en nombre de Dios, que la defiendan”. Al finalizar pidió a los fieles católicos no alejarse del camino del Creador.

Papa Francisco: “A falta ou a perda do trabalho, ou a sua forte precariedade, incidem de forma muito pesada sobre a vida familiar”

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Cidade do Vaticano, 3 jun 2015 (Ecclesia) – O Papa alertou hoje para as situações que colocam as famílias em vulnerabilidade, denunciando a guerra, “mãe de todas as pobrezas”, e os sistemas económicos que geram miséria.

“Efetivamente, a miséria social atinge a família e por vezes a destrói. A falta ou a perda do trabalho, ou a sua forte precariedade, incidem de forma muito pesada sobre a vida famíliar, colocando duramente à prova as relações”, denunciou, durante a audiência semanal que decorreu no Vaticano.

Francisco defendeu que os cristãos devem estar “cada vez mais perto das famílias que a pobreza coloca à prova”, sublinhando que todos os presentes na Praça de São Pedro conhecem situações de pessoas atingidas pelo desemprego.

Na Praça de São Pedro, denunciou as condições de vida nos bairros desfavorecidos, que causam “ainda mais dificuldades” às famílias, com impacto na “habitação e transporte” e “redução dos serviços sociais, saúde e educação”.

Derrubar os muros

Segundo Francisco, para além dos fatores materiais as famílias são também afetadas por “pseudomodelos” que os meios de comunicação social divulgam, baseados no consumismo e no culto da aparência, que acabam por “quebrar os laços familiares”.

Neste contexto, a Igreja frisou que “deve ser pobre para ser fecunda”, com uma “simplicidade voluntária” nas suas instituições e no estilo de vida dos seus membros para “derrubar todos os muros de separação, principalmente dos pobres”.

“É quase um milagre que no meio de tanta pobreza as famílias continuem a ser formadas, mantendo inclusive relações humanas tão especiais. Devíamos ajoelhar-nos aos pés dessas famílias que são uma verdadeira escola de humanidade, que salva a sociedade da barbárie”, desenvolveu, pedindo uma “nova ética civil” para regulamentar as relações sociais.

Com efeito, é «quase um milagre que, até na pobreza, a família continue a formar-se». Uma realidade que «irrita os planejadores do bem-estar», os quais «consideram os vínculos familiares uma variável secundária». Na realidade, comentou o Papa, «deveríamos ajoelhar-nos diante destas famílias, que são uma verdadeira escola de humanidade que salva as sociedades da barbárie». Por isso, exortou os responsáveis da vida pública a fim de que reorganizem «o vínculo social a partir da luta à espiral perversa entre família e pobreza».

Economia familiar

De facto, a economia actual «especializou-se na fruição do bem-estar individual, mas pratica largamente a exploração dos vínculos familiares», sem que «o imenso trabalho da família» seja «quotado nos balanços». Não obstante isto, prosseguiu o Pontífice, «a formação interior da pessoa e a circulação social dos afectos têm o seu pilar exactamente aqui».

Depois de ter analisado as consequências sociais da miséria sobre as famílias, o Papa chamou em causa a Igreja. E afirmou que, para ser pobre deve praticar «uma simplicidade voluntária – nas suas instituições, no estilo de vida dos seus membros – para abater qualquer muro de separação».

Francisco alertou mais uma vez para as políticas económicas que são contrárias à família cujo trabalho “imenso” não é “contabilizado nos balanços, nem reconhecido”.

Nova ética

“É quase um milagre que, em meio à tanta pobreza, famílias continuem sendo formadas, mantendo inclusive relações humanas tão especiais. Deveríamos nos ajoelhar diante destas famílias que são uma verdadeira escola de humanidade que salva a sociedade da barbárie”, considerou Francisco, pedindo aos responsáveis pela vida pública “uma nova ética civil” para regulamentar as relações sociais.

Prosseguindo a catequese, o Papa denunciou a contradição entre as políticas econômicas e a família. “O trabalho da família é imenso e não é contabilizado nos balanços… nem reconhecido” disse, completando que “a formação interior das pessoas e a circulação social dos afetos têm justamente ali seu alicerce. Se ele for derrubado, tudo cai”.

Não só de pão…

“E não é só questão de pão! Falamos de trabalho, de instrução, de saúde. Quando vemos imagens de crianças desnutridas e doentes em tantos lugares do mundo nós nos comovemos muito. E o mesmo acontece ao vermos o olhar de crianças carentes de tudo, quando mostram com orgulho seu lápis e caderno, admirando com amor seu professor ou professora!… As crianças sabem que o homem não vive só de pão; as crianças querem amor!”.

Francisco lembrou que nós cristãos devemos estar sempre mais próximos das famílias que vivem na pobreza. “A miséria social atinge a família e por vezes a destrói. A falta ou a perda do trabalho, ou sua precariedade, incidem fortemente na vida familiar, colocando relacionamentos à dura prova”, advertiu.

El asilo, última opción para el adulto mayor

 

Los hogares para personas de esta edad son una modalidad socio-sanitaria compleja. En ellos existe una variedad de actores que se interrelacionan entre sí. Muchas familias, en especial las mujeres de la casa, tratan de sostener el cuidado de su familiar, pero al volverse éste más dependiente o agresivo, surge la necesidad de delegar el cuidado.

 

idoso-queda

por Margarita Murgieri/ Argentina

En principio el domicilio es el mejor lugar para vivir. Hay un viejo aforismo que reza: “En casa mientras sea posible, en la residencia cuando sea necesario”.

Muchas veces no están claras cuáles son esas necesidades. ¿Transitorias o definitivas?, ¿médicas o sociales? Pilar Rodríguez define Residencia de Adultos Mayores como centro “abierto” de desarrollo personal y atención socio-sanitaria multiprofesional en el que viven temporal o permanentemente personas mayores con algún grado de dependencia (física, mental, funcional o social).

Cuando hablamos de centro abierto nos referimos a que los hogares deben ser de puertas abiertas y el ingreso con el consentimiento de la persona mayor. Muchas residencias privadas son de puertas cerradas y ello puede ser un concepto de privación ilegítima de la libertad.

Un centro residencial también debe ser abierto para el ingreso de las personas de la comunidad (para prácticas pre-profesionales, acciones de voluntariado, espectáculos musicales de danza o teatro, etc.).

Cuando se menciona ‘desarrollo personal’ está implícito el hecho de que a la residencia se va a vivir, no a estar internado. La vida implica proyectos, desarrollo, crecimiento. Otro punto a tener en cuenta es que se trata de centros donde la atención es socio-sanitaria. No solo social y no solo sanitaria. La atención es multiprofesional. Aquí podríamos cambiar el término por interdisciplinaria, lo cual establece mejor las pautas de atención integral que el adulto mayor necesita.

Martin Pérez del Molino llama a las Residencias de Personas Mayores Centro de Cuidados Continuados. Esta nueva definición pone ‘valor’ al término residencia. La institucionalización de adultos mayores es una alternativa válida cuando se han explorado otras opciones. Un aforismo médico anónimo del siglo XV dice: “Se cura algunas veces, se alivia con frecuencia, se cuida siempre”. A los médicos, tan apegados al modelo biológico y omnipotente, este aforismo nos llama a la reflexión. Pero el cuidado no es resorte solo del ‘arte’ médico o de enfermería, sino de cualquier miembro del equipo interdisciplinario.

Cuidar implica tareas específicas de cada disciplina, pero también implica relaciones y sentimientos. La gestión pública está centrada en el ciudadano. La función de la institución pública es crear valor público: es una ganancia o un beneficio a la calidad de vida de la población. Así como en lo privado los beneficiarios son clientes, en las instituciones públicas los destinatarios son derecho-habientes y su principal condición es ser ciudadanos.

El valor público se alcanza cuando se logra satisfacer lo más plenamente los objetivos de la institución, en nuestro caso, el cuidado socio-sanitario equitativo y de calidad de las personas mayores.

Existen varios desafíos que plantea el cuidado en Centros Residenciales, así podemos mencionar:

Desafío o controversia: es aquel derivado de la heterogeneidad y la diversidad en la tipología de los residentes: Doble concepción y exigencia de ser un lugar para vivir y un espacio de atención especializada con cuidados médicos y de enfermería. Una residencia no puede ser un efector de salud, pero es un aspecto que no debe ser descuidado. La provisión de medicamentos, las guías preventivas, la provisión de prótesis, las interconsultas a especialistas, la evaluación médica mensual son aspectos que no pueden ser dejados de lado.

Un desafío derivado del anterior es la problemática de convivencia. Cuando personas mayores tan diferentes unas de otras intentan convivir ocurre lo que podemos llamar colisión de estilos de vida y colisión de derechos.

Por otro lado, las personas que provienen de situación de calle muchas veces padecen patologías psiquiátricas larvadas sin diagnóstico ni tratamiento y frecuentes trastornos de personalidad, lo que también dificulta la convivencia.

La frustración hace recurrente la queja. Al hogar se lo ama y se lo odia. Es el lugar que les da pertenencia, protección y cuidado; si no estuvieran allí, vivirían en la calle, pero por otro lado no es lo que hubieran deseado de sus vidas.

El ingreso a la institución es un factor de fragilidad como un cambio de domicilio, donde se desestructuran los mapas mentales y son desencadenantes a veces de síndromes geriátricos como las caídas.

Muchos residentes temen la pérdida de control, a la vez que se alteran los hábitos, hay que cumplir horarios y reglamentos que si bien no son restrictivos tienden a ordenar la convivencia.

A pesar de la interesante oferta de talleres y actividades que se les presentan, los residentes tienen gran cantidad de tiempo libre. A efectos de mejorar la convivencia se efectúan intervenciones en equipo interdisciplinario. Es un gran esfuerzo lograr la compatibilidad. Es función del equipo trabajar sobre las personas ya instaladas para que mejoren su convivencia.

Hay una gran tendencia al aislamiento, les cuesta mucho hacer nuevas amistades. La propuesta es que ellos puedan elegir con quién vivir (pareja o no). El personal debe entrenarse en el manejo de conflictos y habilidades de negociación. No siempre la respuesta es la esperada por el residente, que suele tener una actitud acreedora con el hogar.

Existen muchos autores a favor de crear unidades especializadas, por ejemplo para enfermos que padecen de Alzheimer, porque el personal puede tener mayor capacitación y dedicación.

Por otro lado, puede adecuarse el espacio físico a pacientes con demencia. Esto genera residentes dependientes o se deterioran cognitivamente no pueden mantener la misma habitación durante su estadía en el centro.

DATOS

Personas que han perdido sus redes vinculares por adicción al juego, drogas o alcohol, delitos o trastornos de la personalidad, sin vinculación familiar.

Personas que han perdido su trabajo, trabajadores en negro o precarizados. En situación de calle porque no pudieron acceder a vivienda, la han perdido o se han desvinculado de su familia.

Personas que han caído económicamente y socialmente producto de la movilidad descendente durante la crisis del 2001. En el caso de Argentina pero igual fenómeno sucede en otros países.

Personas mayores con diversas patologías crónicas e incapacitantes que no pueden ser cuidadas en el hogar (amputados, diabéticos, incontinentes, dementes y con patologías psiquiátricas, con problemas mentales y funcionales complejos).

Personas mayores en situación de alta por enfermedades agudas o reagudización de crónicas, bloqueando camas hospitalarias, sin poder externarse.

Enviados por juzgados, por cualquiera de las razones anteriores.

EL CUIDADO DESDE LA ÉTICA

“Los derechos y obligaciones de los residentes se ponen en juego cada día”

Palabra Mayor / Voces en el Fénix

La ética del cuidado es aquella que coloca a los sujetos en medio de una red de relaciones. Es un valor personal y profesional.

La ética del cuidado se pone en práctica al ingreso, a través del consentimiento informado, la aceptación de la persona, el ofrecimiento de otras alternativas, y durante la estadía, a través del respeto máximo de la autonomía, deseos, decisiones sobre la intensidad y el tipo de cuidados en el marco del mejor equilibrio entre derechos y obligaciones.

La ética del cuidado se sostiene a través del buen trato, la atención centrada en la persona, protocolización de las sujeciones físicas, el derecho a la información y protección de datos personales, el respeto a la diversidad y la satisfacción diferenciada de las necesidades de quienes están a nuestro cuidado.

La institución para personas adultas mayores es una modalidad socio-sanitaria compleja, por la variedad de actores que se interrelacionan entre sí, por los derechos y obligaciones que ponen en juego cada día, porque sus residentes son sujetos de cuidado a la vez que sujetos de derecho, porque muchas veces el principio de autonomía roza la responsabilidad que los funcionarios tienen sobre las personas que están a su cuidado.

Algunas personas mayores, sobre todo aquellas ingresadas desde la calle con alto grado de vulnerabilidad social, no van a vivir aquí hasta sus últimos días ya que son posibles las externaciones a casas de familiares, a otros hogares, a hoteles con subsidios u otra vez a la calle pasado el frío invernal.

La institucionalización sirve como un lugar (antropológico) para recomponer fuerzas, cubrir sus necesidades básicas, conectarse con su interioridad, conocer la problemática de los otros, compartir, volver a sentir pertenencia y afiliación, configurar su identidad y restaurar el vínculo con la sociedad.

Merklen Denis habla de “sentido de pertenencia dañado” en aquellos que viven en los márgenes y aquí les es posible repararlo.

La institucionalización es un punto de inflexión en los trayectos de las vidas de estas personas mayores.

Esta relación afectiva ambigua hacia la institución hace que se la rechace y se la necesite, sentimiento acompañado del miedo a volver a la situación de marginación y exclusión a la que los arrojó el fracaso en el sistema laboral o familiar.

Los hogares para personas adultas mayores son una modalidad socio-sanitaria compleja. En ellos existe una variedad de actores que se interrelacionan entre sí, donde los residentes tienen derechos y obligaciones que se ponen en juego cada día. Para ello se requiere de un tratamiento profesional que apunte a mejorar la calidad de vida de los internos.

 

El “sin techo” que guiará la política del nuevo ministro de Finanzas griego

Irene Hernández Velasco
El Mundo

 

Grécia indignados

Lambros Moustakis, de 53 años, se quedó en paro y ahora vive en un albergue municipal. Hace las veces de intérprete, ya que habla español, portugués, italiano, inglés y griego. El nuevo ministro Yanis Varoufakis habló el martes sobre él en su blog
Ni el spread, ni los presupuestos generales, ni los acuerdos previos… Yanis Varoufakis, el flamante nuevo ministro de Finanzas griego, revelaba el martes en su blog que cuando se incorpore a su cargo no pensará en eso, sino en el impacto profundo que le provocaron las palabras que le dijo el intérprete que acompañaba a una periodista española que le entrevistó hace unos días. Esa periodista era servidora, y la persona que le acompañaba, Lambros Moustakis, un ‘sin techo’ de 53 años.

Lambros trabajaba en la recepción de un hotel, pero comenzó la crisis y hace tres años se quedó sin empleo. Buscó y buscó, pero no encontró nada. Consumió el subsidio de desempleo, no podía paga el alquiler de su casa… Acabó en la calle. Durante un mes estuvo durmiendo a la intemperie, acurrucado sobre unos cartones, hasta que el Ayuntamiento de Atenas le dio una plaza en uno de sus albergues para pobres.

Conocí a Lambros hace casi tres años. Era uno de los ‘indignados’ que ocupaban la Plaza de Syntagma, en el centro de Atenas, en protesta por las medidas de austeridad. Hablaba perfectamente español (además de portugués, italiano, inglés y griego), era simpático y corpulento. Nos caímos bien. Pensé que un tipo así me ayudaría a adentrarme en el infierno que empezaba a gestarse en Grecia y que, además, podría hacerme de escudo si había cargas policiales. Hizo ambas cosas. Acabamos siendo muy amigos.

Cuando hace unos días fui a entrevistar a Varoufakis, cuyo nombre ya sonaba como ministro de Economía de Alexis Tsipras, me preguntó si podía acompañarme. No le necesitaba como intérprete porque la entrevista iba a ser en inglés, pero Lambros es un tipo bien informado y estaba interesado en ver de cerca al que podía ser el responsable de las finanzas griegas. “Además, no tengo nada que hacer, te recuerdo que estoy en paro. Así al menos me entretengo”, me dijo.

“Durante toda la entrevista no dijo ni una palabra, pero escuchó con atención e interés”, recordaba el martes en su blog Varoufakis. Al final, cuando apagué la grabadora, me preguntó si podía dirigirse en griego a él. Le dije que por supuesto. Lambros comenzó a contarle a Varoufakis su historia. “Se me acercó, agarró mis dos manos”, rememoraba el martes Varoufakis. Y, sensible como es, según le contaba al futuro ministro de Economía su particular bajada al averno, se le saltaron las lágrimas. A Varoufaki también se le humedecieron los ojos, y otro tanto a esta periodista.

“Cerró con estas palabras: ‘No le estoy pidiendo que haga algo por mí, yo ya estoy acabado. Le pido que haga lo que pueda por aquellos que aún no han caído aquí abajo”, escribía Varoufakis en su blog. Y prometía: “Cuando entre en el ministerio de Economía, voy a pensar en esas palabras. Ni en los spreads, ni en las Finnzas, ni en los acuerdo previos. Pensaré en esas palabras”.

“Parece un buen tipo”, sentenció Lambros al salir de la entrevista. “Yo creo que si llega a ministro puede hacer grandes cosas”.

JESUS O COMENSAL

por Talis Andrade

JB Jorge Braga

JB Jorge Braga

 
A hospitalidade
era sagrada para Jesus
que ordenou
aos discípulos
dessem acolhida
aos peregrinos
 
Recorda Sodoma destruída
Ló deu guarida
a dois estrangeiros
a dois anjos disfarçados
A morada de Ló foi cercada
– Onde estão os jovens
que vieram para tua casa
Ló saiu à rua e suplicou
– Meus irmãos não façais o mal
a estes homens porque entraram
sob a sombra do meu teto
 
Quem hospedaria um marceneiro
Quem receberia Jesus
e seus companheiros
os sem terra os sem teto
os desafortunados
os libertos
dos espíritos endemoniados 
 
 


Myrria

Myrria

 



In Judeu Errante, livro inédito

Violência em silêncio

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Deitados às cinzas das sombras dos prédios.
Sob a punição de seus medos
No relento do descaso
Onde as ruas são seus laços
Suas identidades desfeitas por cédulas de abandono
Aprisionados na dor da violência
De devassos governantes com viseiras do poder
Violência da alma, da mente
Não há armas
Apenas corpos sedentes
Do amor, do calor
Cansados da ausência do ser
Sufocados pela presença do ter
Na foto vejo um pouco de mim
e vejo um pouco de você.

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FOTO: Weslei Barba – Fotógrafos Ativistas
TEXTO: Ariana Lackshmi – Fotógrafos Ativistas

AUDIODESCRIÇÃO: Dois moradores de rua estão próximos a um monumento localizado na região da Sé. Um deles está sentado com a mão no rosto e o outro está deitado. No fundo, há alguns prédios antigos. Foto em preto e branco.

fotografia violência

Hollywood: O lado sombrio do distrito das estrelas

Calçada da fama

Calçada da fama

Hollywood, o distrito do cinema dentro da cidade californiana de Los Angeles é normalmente associado ao luxo das mansões dos atores e atrizes cujos nomes estão gravados no ‘Passeio da Fama’. Mas a realidade nas ruas é bem diferente daquela que preenche o imaginário de todo o mundo.

A poucos metros do local onde se realizou a cerimónia de entrega dos Óscares deste ano, vários sem-abrigo percorrem o passeio das estrelas na ‘Hollywood Boulevard’ em busca de uma esmola.

E o enorme contraste reflecte-se nas estatísticas dos rendimentos familiares: segundo o ‘LA Times’ o rendimento anual médio em Hollywood é de 25 mil dólares, um valor bem diferente do que auferem as estrelas do cinema.

Basta percorrer as ruas do distrito para perceber que a extravagância termina nas passadeiras vermelhas. E a ironia do apresentador Billy Crystal durante a entrega dos Óscares atesta-o: “Não há nada que nos faça abstrair dos problemas econômicos mundiais como assistir a uma cerimônia onde milionários distribuem entre si estatuetas de ouro.”

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O assalariado da classe média, que paga aluguel, é um sem teto. E nega

GANHA NO MÁXIMO CINCO SALÁRIOS MÍNIMOS, NÃO TEM CASA PRÓPRIA, VIVE PENDURADO NO CARTÃO DE CRÉDITO, E SE CONSIDERA UM REI

A classe média brasileira identifica a figura do sem teto com a do mendigo ou do morador de rua de uma forma geral.

Um sem teto ou um desabrigado, ou sem abrigo, é uma pessoa que reside em locais públicos de uma cidade: os moradores de rua. E em áreas de risco: lixões, encosta de morros, áreas inundadas à beira dos rios, terrenos de maré, terrenos baldios sem água, sem luz, sem esgoto, sem nenhuma infraestrutura.

Casebre sim, não pode ser chamada de casa, mas propriedade dos pobres moradores pobres, que sobrevivem como animais.

A maioria dos sem teto pertence à chamada classe média à brasileira: os que residem na casa de parentes, de favor, ou em imóvel alugado.

UMA CLASSE MÉDIA METIDA À RICA

Quem casa quer casa, diz o ditado popular. Esta máxima não vale para a classe média, que prefere comprar um carro, e ostentar riqueza. É o chamado rico de merda.

No Brasil do segredo eterno, o governo camufla as estatísticas. Não existem informações exatas sobre

ENDIVIDAMENTO COM ALUGEL 

Gastos com aluguel consomem mais de 12% da renda familiar, diz Ipea. Apenas isso?

Veja que confusão nesta notícia:

O aluguel compromete cerca de 12% da renda das famílias, o que representa um dos custos mais elevados no orçamento doméstico, segundo o estudo “Evolução das despesas com habitação e transporte público nas Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF): análise preliminar – 2002-2009”, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em dezembro de 2010.

A análise revelou o perfil do gasto familiar com o pagamento de aluguel, taxas urbanas, condomínio, água, transporte, entre outras despesas urbanas, nas diversas regiões brasileiras e entre as famílias de diferentes níveis de renda.

De acordo com o estudo, feito com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de famílias que pagaram aluguel subiu de 13%, na POF realizada em 2002/2003, para 17%, na POF de 2008/2009.

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