Dramática realidad reflejada en la serie fotográfica “El costo humano de los agrotóxicos” del argentino Pablo Piovano

De cuando Menen firmó un acuerdo con la Monsanto

LUCAS TECHEIRA (COLONIA AURORA) TIENE TRES AÑOS Y NACIÓ CON ICTIOSIS, UNA AFECCIÓN QUE RESQUEBRAJA LA PIEL

LUCAS TECHEIRA (COLONIA AURORA) TIENE TRES AÑOS Y NACIÓ CON ICTIOSIS, UNA AFECCIÓN QUE RESQUEBRAJA LA PIEL

Mayo 18 de 2015.-“Para mí este trabajo es, sobre todas las cosas, un acuerdo con la tierra”, plantea el fotógrafo de Página/12 Pablo Piovano. Su serie de fotos El costo humano de los agrotóxicos ganó esta semana dos premios internacionales. En el de la agencia FID Prensa se impuso por sobre más de 1300 participantes. Además, obtuvo el tercer lugar en el Premio Carolina Hidalgo Vivar de Medio Ambiente, una de las categorías de Pictures of the Year Internacional, en la sección iberoamericana.

La serie de doce fotos presenta un testimonio conmovedor sobre el impacto de la fumigación masiva con agroquímicos, en particular el glifosato y el 2.4D, sobre las comunidades de las provincias del Litoral y el Norte argentino. “Me fui dos veces a recorrer más o menos 6000 kilómetros en cada viaje porque veía cifras que eran alarmantes y no había ningún tipo de información seria, no se visibilizaba un asunto que es un genocidio por goteo”, cuenta Piovano.

Los datos que aporta apabullan: un tercio de la población Argentina está afectada directa o indirectamente por el glifosato. Son 13.400.000 personas que viven en los alrededores de la zona tratada con estos agroquímicos. En 2012 se utilizaron 370 millones de litros de agroquímicos sobre 21 millones de hectáreas sembradas con semillas transgénicas, es decir, sobre el 60 por ciento de la superficie cultivada del país. En la última década se triplicaron los casos de cáncer infantil y las malformaciones congénitas se cuadruplicaron. Aunque cuesta zanjar la cuestión entre informes científicos de uno u otro bando, para el fotoperiodista la causalidad es clara. Por eso, advierte que el glifosato y otros agroquímicos están prohibidos en 74 países.

“Me resultaba increíble, por eso salí a constatarlo, a documentarlo –continúa–; la primera vez me acompañó Arturo Avellaneda, un militante, y fue simplemente para hacerme compañía, para bancarme.” Las escenas que presenciaban eran tan duras que Avellaneda lloraba tres veces por día, revela Piovano. “El tiene una conciencia biológica muy fuerte, es un tipo muy instruido, y se daba cuenta de lo que estaba pasando, pero en Chaco me dijo que no daba más, y seguí solo hasta Misiones.” Para Piovano su material es “muy fuerte”. Y no exagera nada: se queda corto.

El segundo viaje también lo hizo de forma independiente, como una suerte de misión personal. Para esta segunda experiencia sumó al periodista Carlos Rodríguez –también de Página/12–, para que pudiera plasmar un testimonio escrito de lo que comprobaban. “Para mí la causística que hace que una persona tenga una enfermedad, una malformación, un cáncer, una columna bífida o hidrocefalia, tiene que ver con que se haya fumigado durante las primeras temporadas de embarazo, o que sus padres hayan trabajado toda su vida ahí o los niños hayan nacido en ese contexto”, señala. Las fotografías de la serie revelan ese impacto en la salud de las poblaciones rurales. “En un pueblo de Chaco tienen un pozo común que abren dos horas al día, esa agua es fumigada y lo doloroso es ver cómo ese agua de consumo familiar se carga en los bidones recién vacíos de glifosato.”

“Este trabajo tiene la intención de ser un trabajo documental de largo aliento –plantea Piovano–. Es distinto a mi tarea de todos los días, al retrato de alguien del mundo de la cultura, quizás; aquí enfrente hay víctimas, están el dolor y la enfermedad.” El fotógrafo se siente también obligado hacia las 70 familias que le abrieron las puertas de sus casas para que los retratara. “Esto es una tragedia que lleva 20 años, cuando ya en el ‘96, siendo (Carlos Saúl) Menem presidente, Felipe Solá como ministro de Agricultura firmó un acuerdo con Monsanto, con folios en inglés y sin constatar con científicos nacionales e independientes. Este es el costo humano de este nuevo sistema agropecuario, que produce una rentabilidad enorme, pero también un daño irreparable.” El trabajo continúa. Los premios internacionales que ganó, confía, serán puertas para abrir al mundo un tema crucial que los medios concentrados no abordan.

Cuando la enfermedad y la muerte son negocio.

Alckmin vai introduzir a chikungunya em São Paulo

Moradores da Rua Niderau Flelix Machado, no bairro de Campo Grande, Zona Sul de São Paulo Capital  (MARCO AMBROSIO/ Estadão Conteúdo)

Moradores da Rua Niderau Flelix Machado, no bairro de Campo Grande, Zona Sul de São Paulo Capital (MARCO AMBROSIO/ Estadão Conteúdo)

 

A falta de água limpa, sem cor e odor, tem aumentado a mortalidade no Estado de São Paulo?

Nas Américas, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, os principais problemas do setor de abastecimento de água são:

– instalações de abastecimento em mau estado, com deficiências de projeto e/ou manutenção

– deficiência nos sistemas de desinfecção da água – contaminação crescente das águas superficiais e subterrâneas devido a deficiência nos sistemas de coleta e tratamento de esgotos

– inadequado tratamento e/ou acondicionamento de resíduos sólidos.

Os riscos se traduzem em um meio degradado com águas poluídas e uma alta incidência de mortalidade por transmissão hídrica.

Em vários países da América Latina e Caribe as gastroenterites e as doenças diarreicas figuram entre as dez principais causas de mortalidade, sendo responsáveis por cerca de 200.000 mortes ao ano.

Se não bastasse a preocupação com a dengue, a Vigilância Epidemiológica agora alerta para a chikungunya, doença cujo mosquito transmissor também é o Aedes aegypti. A infecção provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos na articulação.

Sintomas da chikungunya

Sintomas da chikungunya

No passado, satirizei várias campanhas realizadas contra a dengue.

Tipo: Quebre o jarro e pise na fulô.

Não guarde pneus velhos, queime nos protestos.

Use areia da Represa Cantareira

Use areia da Represa Cantareira

A base principal das campanhas contra a dengue sempre foi não manter água em baldes e reservatórios caseiros, hoje recomendados pelo Governo de São Paulo. Assim acontecendo, o governador Geraldo Alckmin vai introduzir a chikungunya na Capital e cidades do Interior já empestadas pelo Aedes aegypti, que a dengue é uma doença transmitida por prefeitos ladrões.

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Geraldo Alckmmin tem Reynaldo Azevedo, da revista Veja, como propagandista.

Não falta água em São Paulo. Tem de sobra. Para ser guardada em baldes, caçarolas, garrafas etc. Para beber e morrer afogado. E para o famoso banho de cuia.

Que dizem os médicos da água de São Paulo? Que registram os hospitais?

Diferentemente da dengue, que possui uma variação mais severa — a hemorrágica, cuja taxa de mortalidade pode superar os 10% —, a febre chikungunya não costuma atingir um quadro tão grave. Conforme a Secretaria de Saúde, a taxa de mortalidade é muito baixa e não alcança 1% dos infectados. Casos de óbito normalmente ocorrem em pessoas cuja imunidade já está muito debilitada devido a outras complicações.

Certamente uma morte não é nada. Coisa besta, quando se mata adoidado nas 2. 627  faveladas da Capital de São Paulo, na maior limpeza étnica da saúde pública tão eficaz quanto os métodos violentos da Polícia Militar que, por motivos óbvios e humanitários, está proibida de usar canhões de água contra os protestos do povo.

 

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Ô meu! Pare de choramingar e vá logo instalar uma caixa d´água. Ou: Estado-babá agora precisa avisar o neném que é preciso ter uma simples… caixa d’água? Tenham paciência!

por Reinaldo Azevedo

Leio na Folha o seguinte título: “SP culpa consumidores por falta de água na madrugada”. O lead da reportagem é este: “O governo paulista está responsabilizando os moradores sem caixa-d’água pela rotina de torneiras secas durante as madrugadas em diferentes pontos da Grande SP”.

Aí a reportagem informa:
“Ontem (12/11), em sessão da CPI da Sabesp, na Câmara Municipal, o secretário estadual Mauro Arce (Recursos Hídricos) disse que o problema da falta de água “nasce principalmente na falta de atendimento” a uma norma técnica da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Na interpretação do governo, essa regulamentação obriga as pessoas a terem uma caixa-d’água em seus imóveis para permitir o abastecimento por 24 horas. O texto da norma, entretanto, não é tão taxativo. Os edifícios são realmente obrigados a instalarem caixas-d’água para um dia inteiro de consumo. Mas, para casas de menor porte, existe apenas uma recomendação de que sejam instalados reservatórios de 500 litros. (…) Após o depoimento na Câmara, ao ser questionado se o problema da falta de água ocorria pela ausência de caixas-d’água nas casas, o secretário disse: “Exatamente. [O problema] é a falta de caixa adequada. Muitas vezes tem caixa, mas não adequada”.

Não sei se o secretário usou a palavra “culpa” ou se isso foi, digamos, uma livre interpretação. Tendo a achar que foi livre interpretação.

Eu sempre estranhei essa história de morador reclamar de falta de água “de madrugada”. Pensava cá comigo: “Mas essa gente não tem caixa d’água?”. Não! Moram em favelas, em acampamentos, em aglomerados sem nenhuma infraestrutura? Nada disso! São casas de padrão médio, regulares. Então o cara tem dinheiro para comprar celular e mandar filmes para o Fantástico sobre a “falta de água de madrugada”, mas não para instalar uma caixa d’água?

Que se reitere: o secretário não “culpou” ninguém. Esse é o tipo de imputação que vira título e vai parar em campanha eleitoral sem que o fato tenha acontecido. Mauro Arce, que é um homem público decente, explicou o óbvio: se a diminuição de pressão — e ela existe — leva a que falte água em alguns bairros (atinge 2% da população) e se não existe uma caixa d’água, então a casa ficará… sem água. Eureca!

Também na Folha leio o protesto de um cidadão: “Ninguém me avisou. Aí avisam isso só agora”. Que é isso, rapaz? O estado-babá precisa agora avisar que é preciso ter uma caixa d’água? Você chegou à idade adulta, casou e se reproduziu sem saber que é preciso ter uma simples caixa d’água? Será necessário, em breve, criar a “Bolsa Caixa d’água”? Confesso que fico espantado com o esgar crítico da imprensa, não só da Folha, com a fala do secretário, como se ele estivesse sendo hostil ao consumidor ou fazendo uma exigência absurda. Não está.

A cultura da reclamação está gerando no Brasil o cidadão-bebê. Logo será preciso dar comida na boquinha do indignado cidadão. Que é que há? Estamos gerando o povo gugu-dadá. Tenham paciência! Tentou-se decretar a todo custo que havia um racionamento de água, quando não há. Agora apareceu a questão da caixa d’água…

Ainda que a lei não obrigue alguém a ter uma caixa d’água — e me parece que obriga —, há coisas que são de bom senso, não é mesmo? O estado não inventou o indivíduo. Os indivíduos é que inventaram o estado. Continuam autônomos para agir em seu próprio benefício desde que não transgridam a lei. A imprensa precisa se preparar para a possibilidade de o povo, às vezes, estar errado, ser relapso. Nem sempre o governo é culpado.

Rash from chikungunya on the right foot

Ô meu! Vá instalar uma caixa d’água e pare de choramingar! Estão vendo por que eu jamais serviria para ser um político ou um homem público?

São Paulo no fundo do poço

volume morto água

 

 

 

por Otavio Cohen

 

 

O primeiro sinal veio em 2004. Foi nesse ano que a Sabesp, empresa de abastecimento de São Paulo, renovou a autorização para administrar a água na cidade. Mas tinha alguma coisa errada: a estrutura dos reservatórios parecia insuficiente para dar conta de tanta demanda e seria preciso realizar obras para aumentar a capacidade de armazenamento de água. De acordo com os planos da Sabesp, a cidade de São Paulo ficaria bastante dependente do Sistema Cantareira, o que era preocupante. Se a água dos tanques do sistema acabasse, seria o caos. E foi. Em julho de 2014, o volume útil da Cantareira, que atende 8,8 milhões de pessoas na Grande SP, esgotou

Para diminuir o problema, em maio, a Sabesp decidiu usar o volume morto, uma reserva de 400 bilhões de litros que fica abaixo das comportas que retiram água do Sistema Cantareira. Foram feitas obras para bombear mais de 180 bilhões de litros dessa reserva. O volume morto nunca tinha sido usado antes, mas até que resolveu. Por um tempo. A previsão da Agência Nacional das Águas (ANA), órgão federal responsável pela gestão dos recursos hídricos brasileiros, é de que a reserva dure até novembro. A Sabesp pretende fazer obras para bombear mais alguns bilhões de litros do volume morto, para garantir o abastecimento por mais alguns meses. A estimativa mais otimista é de que haja água suficiente até março de 2015. Depois disso, a esperança é a chuva. Se chover como o previsto a partir de outubro de 2014, o Sistema Cantareira pode voltar a operar com 30% de seu volume. Não é muita coisa, mas é o melhor dos cenários. E o pior?

Mesmo se chover mais do que qualquer meteorologista é capaz de prever, mesmo se a população compreender a necessidade urgente de uma redução drástica no consumo de água, ainda será preciso haver um plano de gestão mais eficiente. A recuperação do nível do Sistema Cantareira pode levar até 10 anos. Enquanto isso, a população vai continuar a crescer. Em algumas décadas, pode ser que nem os reservatórios atuais cheios deem conta do recado. (Transcrevi trechos)

 

Pater

Pater

 

Dilma sanciona Lei do Mais Médicos

mais médico cidade

 

A presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou nesta terça-feira (22), em Brasília (DF), a Lei do Programa Mais Médicos. Lançada em 8 de julho por meio de Medida Provisória e aprovada no Congresso Nacional na semana passada, a iniciativa visa ampliar o número de médicos nas regiões carentes e aprimorar a formação desses profissionais no país. Em pouco mais de três meses, a atuação dos médicos já atinge 4,2 milhões de brasileiros.

“O Mais Médicos é uma ação objetiva para enfrentar e vencer a desigualdade de acesso à saúde que recorta nossa sociedade”, disse a presidenta da República durante a cerimônia de sanção da Lei. “Mais médicos nos postos de saúde significa menos doentes nos grandes hospitais, menos filas, melhor atendimento e profissionais menos sobrecarregados. Todos se beneficiam, sem exceção”, destacou.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o programa significa o começo de uma profunda mudança na saúde do Brasil. “O trabalho dos meus colegas médicos, que aceitaram a nobre missão de resgatar a cidadania e o direito à saúde de todos estes brasileiros, já está melhorando a vida de muita gente. Sabemos que não vai resolver de imediato os problemas de saúde do país, mas é um passo muito corajoso. Estamos mudando uma mentalidade que ainda existe de que saúde só se faz com hospitais complexos”, disse o ministro, ao relatar impactos e resultados do programa em algumas cidades que receberam profissionais, como Formosa (GO), Salvador (BA), Bico do Papagaio (TO) e Brasília (DF).

Emissão de registros

O número de pessoas beneficiadas pelo programa deverá aumentar com a transferência da responsabilidade da emissão dos registros dos médicos com diplomas do exterior para o Ministério da Saúde. Essa foi uma das mudanças feitas pelo Congresso Nacional na proposta original encaminhada pelo governo. Por conta dos atrasos nos registros, 196 médicos estrangeiros da primeira seleção ainda não começaram a atender a população.

Com a mudança, a partir desta semana, todos os estrangeiros participantes do programa começam a receber do Ministério da Saúde o registro único, uma declaração provisória para exercer suas atividades nos municípios até que a carteira de registro fique pronta. A carteira, que funcionará como uma cédula de identidade médica elaborada especificamente para o programa, será produzida pela Casa da Moeda e deverá ser entregue em 30 dias.

A cédula de identidade do médico, que terá validade de três anos, autoriza o exercício da medicina exclusivamente na atenção básica, restrito às atividades do programa e aos municípios onde os profissionais estão alocados – inclusive, o nome da cidade vai constar na identificação. Para emissão do registro serão exigidos os documentos previstos na lei, como diploma de graduação e habilitação para o exercício da medicina em um país com mais médicos que o Brasil.

A relação dos primeiros médicos que receberão a declaração para atuar pelo programa será publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta semana. Essa mesma lista, incluindo dados como nacionalidade, número do registro e cidade de atuação, será encaminhada aos Conselhos Regionais de Medicina, responsáveis por fiscalizar a atuação dos profissionais do programa.

Formação

Em relação à formação, a Lei do Mais Médicos estabelece que os graduados em Medicina terão de fazer de um a dois anos de residência em Medicina Geral de Família e Comunidade para ingressar nas demais especializações. Além disso, ao menos 30% da carga horária do internato médico na graduação deverá ser na atenção básica e em serviço de Urgência e Emergência do SUS.

Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o programa vai além de uma política imediata para atração de médicos: tem uma dimensão estruturante para formar profissionais com uma visão mais humanista. “Vamos assegurar uma formação médica mais voltada ao SUS. Faremos com que os profissionais vejam o paciente como um todo, e não apenas uma parte do corpo. Estamos dando um novo status à nossa medicina de família, transformando em medicina geral de família”, destacou o ministro.

Dos 1.232 médicos que estão em atividade nos municípios, 748 são brasileiros e 484 são profissionais com diplomas do exterior com registro do CRM. Outros 196 ainda não têm o documento. O atendimento realizado por esses profissionais, que estão distribuídos no interior e nas periferias das grandes cidades, atinge 4,2 milhões de brasileiros. (Fonte: Agência Saúde)

Humberto Costa ex-senador & outros remédios

Fotos produzidas pelo Senado

Fotos produzidas pelo Senado (Photo credit: Agência Senado)

por Moacir Japiassu

(Humberto Costa ambiciona ser prefeito do Recife. Tem mais seis anos de mandato de senador. Mas prefere administrar as burras da prefeitura)

Nota zero

O senador Humberto Costa (PT/PE), que também se apresenta como médico, professor e jornalista, produziu ou produziram para ele um artigo tenebrosamente mal escrito, publicado na Folha. Como senador, é um zero à esquerda, como sabem todos; como médico, não conhecemos sua obra; e como ministro da Saúde durante o “governo” do honoris causa, mais fedeu do que cheirou.

Pois esta incompetência dejeta regras a respeito da venda de remédios nos supermercados; a criatura afirma que automedicação é um risco, mesmo que o contribuinte esteja de saco cheio e precise de uma simples aspirina. Esta pode ser um veneno… Leia no Blogstraquis o “texto” do “jornalista”, o qual nos trouxe à lembrança um repórter nosso conhecido, que começou a carreira nos anos 1960 e é foca até hoje.

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Nota dez

Sob a mesma rubrica na qual acocorou-se o senador Humberto Costa (Tendências&Debates), foi publicado o artigo do economista Rodrigo Constantino, cujo texto é mil vezes superior ao do “jornalista” na resposta à pergunta “deve ser permitida a venda de remédios em supermercados?”:

O líder do PT no Senado, senador Humberto Costa, afirmou: “Mesmo sendo remédio sem restrição médica, tem de ser restrito a drogarias”. Resta perguntar: por quê?

(…) Afinal, será que o governo sabe melhor que os indivíduos como cuidar de si próprios? Será que há algum problema em comprar junto com os alimentos aquele analgésico para aliviar a dor de cabeça? Será que a humanidade corre perigo se o sujeito adquirir no mesmo local a carne para seu churrasco e o remédio contra azia e má digestão?

(…) Ao impedir que farmácias atuem também como lojas de conveniência e que supermercados vendam remédios que dispensam receitas, o governo consegue só encarecer produtos e atrapalhar a vida das pessoas.

A desculpa usada, de evitar automedicação, não cola. Primeiro, porque não consegue evitar coisa alguma. Segundo, porque não cabe ao governo tratar cidadãos como crianças indefesas.

Leia no Blogstraquis a íntegra do artigo e veja a diferença entre o democrata e o fascista.

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Errei, sim!

É ISSO AÍÍÍÍÍ!! — Saiu na apreciada coluna da Joyce Pascowitch, na Folha: ‘Enquanto prepara sua próxima exposição, o artista plástico Miro clica a campanha que vai comemorar os 500 anos da Coca-Cola no Brasil.’

Janistraquis festejou:

‘Foi por isso que Cabral, depois de se aliviar sob aquele sol da Bahia, declarou: é isso aííííí!!!!!'”.(dezembro de 1992)

O comentário entre parêntesis é do editor do blogue

Um hospital não pode acoitar torturadores e coveiros

Não há perdão para essa quadrilha de almas sebosas.

As consequências do esquema de corrupção e dos contratos superfaturados seriam um sangramento no caixa do hospital Araújo Jorge, constantemente “no vermelho”, com dívidas de cerca de R$ 60 milhões; falta de medicamentos essenciais para os doentes, como quimioterápicos; e até a consequente morte de pacientes por falta de atendimento adequado.

Não existe perdão para esses açougueiros. Quantas pessoas cruciaram lentamente? Não há morte pior do que a de câncer sem analgésico.

Escreve Mirelle Irene:

A polícia prendeu nesta terça-feira na região de Goiânia cinco acusados de formar um esquema milionário de desvio de recursos públicos administrados pela Associação de Combate ao Câncer de Goiás.

Fundada em 1956, a instituição nasceu com caráter filantrópico, sem fins lucrativos, e mantém, além de outras unidades, o hospital Araújo Jorge, referência em tratamento oncológico no Estado e na região Centro-Oeste. A unidade atende 80% dos pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a associação consome, basicamente, recursos federais.

As prisões temporárias

foram pedidas com base nas investigações da Operação Biópsia, iniciada há seis meses após denúncias e comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Centro de Segurança Institucional e Inteligência (CSI), do Ministério Público Estadual.

Ao longo desta terça-feira, uma força tarefa composta de dez promotores e 55 policiais militares, sendo 40 da tropa de elite do Comando de Operações Especiais (COE) da PM, cumpriram os cinco mandados de prisão, além de sete de busca e apreensão de provas, como computadores e outros equipamentos, nas residências de alguns dos acusados, no hospital e na sede da associação.

Alegando necessidade de reservar algumas informações estratégicas para finalizar a investigação, o promotor Denis Bimbati não divulgou os nomes dos envolvidos no crime, mas confirmou que se tratam de médicos, administradores e fornecedores da entidade, e um empresário. “Já há a confirmação de diversas fraudes em relação ao manuseio destas verbas públicas”, afirmou. O valor total da fraude, que segundo ele aconteceria há pelo menos cinco anos, também não foi apurado, mas envolveria “milhões”.

Irregularidades

Dentre as irregularidades descobertas na investigação estão o uso de notas fiscais frias para serviços não executados e para pagamento de medicamentos que nunca foram entregues, super-salários pagos a diretores da entidade e atendimento médico discriminatório a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Se o paciente pagasse, o atendimento era feito no mesmo dia. Para o paciente do SUS, consultas eram marcadas só para 6 meses depois e um simples retorno para até 9 meses após a procura. “Há indícios de que a Associação é utilizada para atendimento particular dos médicos”, disse Bimbati.

“Uma outra situação encontrada foi a de funcionários da associação contratados com carteira assinada que recebiam também por intermédio de empresas de prestação de serviços médicos que eles criavam”, descreveu o promotor. “Isso seria uma ‘verba por produção’, mas com equipamentos pagos pela própria entidade. Algumas destas empresas recebiam até R$ 200 mil por mês.”

Segundo o promotor, um dos casos envolve uma pessoa remunerada pela associação há cinco anos, mas que mora em outro país. Bimbati também apontou casos graves e frequentes de emprego de parentes dos envolvidos em cargos da entidade. “Como se trata de dinheiro público, esse nepotismo também não deveria ser permitido.” Segundo o MP, ainda há indícios que a associação também se autocontratava – ou seja, formalmente prestava serviços a si mesma.

Estudante de 17 anos descobre cura para o câncer

Importantes autoridades e familiares estão com cãncer. Por que não se mobilizam para equipar nossos hospitais, investir em pesquisas, e pagar salários de desembargadores, de procura-dores, de prefeitos, de governadores, de presidentes de assembléias legislativas, de empresas de economia mista, de fundos de pensão, de bancos oficiais, de pensões de filhas de generais, de almirantes, de brigadeiros aos cientistas, aos oncologistas?

Até na doença existe os brasileiros especiais

No Brasil, um doente especial tem medicina de vanguarda em hospitais luxuosos. E todos esses hospitais dependem de planos de saúde super especiais, pagos pelo judiciário, pelo legislativo, pelo executivo. Isto é, dependem do dinheiro público. Dos impostos diretos e indiretos do povo que sofre na fila do SUS. Pior ainda, que pena dentro dos hospitais. Inclusive nos hospitais cinco estrelas, que possuem dependências diferenciadas, apartamentos vips e a geral, uma porrada de camas juntas – uma suruba de corpos doentes, inclusive agonizantes. É o horror, o inferno!

Pagam aos médicos um salário humilhante

A médica Liziane Anzanello, oncologista de Blumenau, Santa Catarina, denunciou:
– Meus pacientes pelo SUS esperam 180 dias para a decisão sobre um tratamento e mais 60 dias para começar a radioterapia. Pacientes do SUS morrem aqui, sem conseguir começar o tratamento.
Sabe quanto ganha um médico oncologista por uma consulta? R$ 6,70. Se tratar um mês inteiro o paciente, recebe R$ 10,00. Toda a hotelaria de um hospital custa R$ 5,40 para o SUS, incluídos refeições, cama, banho e roupa lavada.

Estudante receb bolsa de cem mil dólares

Conforme publicação do site Daily Mail, uma jovem de apenas 17 anos pode ter descoberto a cura para o câncer. Angela Zhang, estudante da Monta Vista High School, recebeu uma bolsa de estudos de US$ 100 mil por ter ganhado o Siemens Competition Math, Science & Technology.

A adolescente sempre se revelou um prodígio. Já em seu primeiro ano no Ensino Médio, a garota lia artigos de pós-doutorado em bioengenharia. Um ano mais tarde, Zhang já comentava sobre seu objetivo de trabalhar como pesquisadora no laboratório da Universidade de Stanford – uma das instituições de ensino mais renomadas dos EUA.

Cientista Angela Zhang, 17 anos, descobre cura para o câncer

Cientista Angela Zhang, 17 anos, descobre cura para o câncer

O projeto da jovem consiste na utilização de nanopartículas para identificar as células cancerígenas, as quais podem ser enviadas ao centro dos tumores quando combinadas com uma droga à base de salinomicina. Depois de terem se “prendido” às células doentes, através de ressonâncias magnéticas, essas nanopartículas permitem que os médicos saibam exatamente onde estão ou poderão se formar os tumores.

Por meio de uma luz infravermelha, as nanopartículas são “derretidas”, liberando o medicamento que eliminará as células cancerígenas de dentro para fora. Quando testada em ratos, a tecnologia acabou quase que completamente com os tumores. Angela Zhang passou mais de 1.000 horas engajada em seu projeto, o que significa que ela trabalha nele desde os 15 anos.

Embora ainda possa levar alguns anos para que essa técnica seja testada em humanos, os primeiros resultados são promissores.

No Brasil é assim: até os mortos são roubados

Sobra ladrão no Ministério e secretarias estaduais e municipais da Saúde.

Deu no Bol:

O governo federal gastou R$ 14,4 milhões para custear procedimentos de alta complexidade e internações de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que já estavam mortos. Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 9 mil casos de pagamentos indevidos em todo o país entre junho de 2007 e abril de 2010. Outros 860 procedimentos, referentes a pacientes que morreram durante a internação, foram pagos.

O relatório do TCU mostra que boa parte das hospitalizações ocorreu, mas em períodos distintos do informado no boleto de cobrança. A estratégia seria usada por administradores de hospitais para driblar o limite de reembolso mensal fixado pelo governo. Atingido o teto, eles empurravam as cobranças para o mês seguinte, alterando, assim, a data dos procedimentos.

Os casos somente foram identificados por causa da incoerência entre datas dos procedimentos e da morte dos pacientes. Por isso, o relator do processo, ministro José Jorge, alerta que o problema pode ser ainda maior, porque não são considerados dados de pacientes que sobreviveram. “Existe uma clara possibilidade de que casos semelhantes tenham ocorrido, mas não detectados”, avalia.