Cómo salieron del armario las famosas

by Emma Mars

 

Samantha Fox

Samantha Fox

Hay una cosa que distingue al común de los mortales de los famosos. Bueno, hay muchas cosas. Así, de entrada, se me ocurre el dinero, la fama, el poder, ese coche que siempre has querido comprar pero no puedes, las mansiones… y un largo etcétera que no voy a listar porque no quiero deprimiros. Sin embargo, por encima de toooodas estas cosas, hay una que es todavía más importante. Y es que cuando sales del armario por primera vez, tú estás nerviosa. Piensas, alma de cántaro, que esa va a ser tu primera y única vez, porque a partir de ese momento ya todo el mundo sabrá tu orientación sexual y podrás darle carpetazo al tema. Y yo solo tengo algo que decirte al respecto: ERROOOR.

Hand of a child opening a cupboard door

Es un error pensar así, entre otras cosas porque a lo largo de tu vida vas a tener que salir del armario no una, sino mil veces, sobre todo si eres de las que juega al despiste y parece totalmente heterosexual. Cada vez que conozcas a alguien nuevo, en el instituto, en la universidad, en el trabajo, vas a tener que salir del armario —sí, OTRA vez—, y te pasarás haciéndolo hasta que acabes en una residencia de ancianos, con la dentadura postiza y rodeada de adorables abueletas.

Pero los famosos no. Ellos solamente tienen que hacerlo una vez. Cuentan con ese privilegio, entre muchos otros. Lo dirán una vez, solo una, y a partir de entonces no tendrán que repetirlo ya nunca más. Sí, qué le vamos a hacer, amiga. La vida es dura. Ellos tienen fama y dinero, pero tú tienes a tu adorable novia; consuélate con ello.

Elena Anaya

Elena Anaya

Por eso es tan importante para las celebrities escoger bien el momento y el canal adecuado para gritar a los cuatro vientos eso de ME GUSTAN LAS MUJERES, ¿Y QUÉ? Así que hoy te vamos a contar cómo lo hicieron algunas de ellas, para que veas que maneras hay tantas como peces en el mar. Allá vamos. Leer más, ver fotos e videos 

Heather Matarazzo

Heather Matarazzo

Ellen Page

Ellen Page

Durante estos días tan festivos, la actriz Ellen Page, a quien tenemos infinitas ganas de ver junto a Julianne Moore en Freeheld, se ha ido a hacer un viajecito por Brasil, para comprobar de primera mano si los carnavales son tan divertidos como parecen por televisión, y de paso rodar un documental con Rio de fondo. Ahí, ha concedido una mini entrevista a una reportera que le ha hecho las preguntas que todas, sí, incluida tú, queríamos saber.

—¿Por qué saliste del armario? Leer más

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Passa de 300 mil o número de adolescentes homossexuais expulsos de casa pelos pais nos Estados Unidos

Eles já representam 40% dos jovens sem-teto do país

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por Milly Lacombe, de Nova Iorque

 

FAMÍLIAS PARTIDAS. Neste momento, chega às ruas norte-americanas uma nova classe de cidadãos que não têm onde dormir: a dos adolescentes gays que foram expulsos de casa pelos pais depois de revelar a homossexualidade.

O número estimado de jovens com esse histórico que precisam recorrer a abrigos públicos assusta: mais de 300 mil, de acordo com cálculo feito pelo Center of American Progress. E enquanto muitas outras questões gays chegam ao debate público —como casamento e adoção —, o tema do adolescente abandonado pela família permanence à sombra.

Todo homossexual que se assume pode dividir a vida entre antes e depois do momento em que diz à família “eu soy gay”. São três palavras curtas, mas imperialmente difíceis de serem pronunciadas pela primeira vez.

Quando a rejeição é a resposta, é como se o mundo lá fora se mostrasse pela primeira vez com toda a sua crueldade. Não é por acaso que adolescentes gays têm um índice de suicídio que está entre os mais altos do mundo e chega a ser oito vezes maior do que o de um adolescente heterossexual.

Lidar com a rejeição já é difícil para uma pessoa madura, mas para um ser humano em formação a tarefa se torna muitas vezes insuportável. No meu caso, anos depois a história teve final feliz, mas com dezenas de milhares de adolescentes não é assim. Continue lendo

 

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TELEBIOGRAFIA DE WHITNEY HOUSTON OMITE RELACIONAMENTO LÉSBICO

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A estrela teria namorado a assistente Robyn Crawford durante toda a juventude; homofobia teria sido a principal causa da depressão e morte de Houston, diz jornalista

por Marcio Caparica

O canal de TV a cabo norte-americano Lifetime está prestes a estrear um filme biográfico sobre a vida de Whitney Houston. Dirigido por Angela Basset (de American Horror Story: Coven e American Horror Story: Freak Show, em seu début como diretora), Whitney traz as atrizes Yaya DaCosta no papel de Houston e Yolanda Ross no papel de Robyn Crawford, a assistente pessoal da cantora por todo o começo de sua carreira. E, apesar de nunca oficialmente confirmado, também sua namorada durante boa parte de sua vida.

Whitney Houston’s longtime friend Robyn Crawford for Lifetime Biopic

Whitney Houston’s longtime friend Robyn Crawford for Lifetime Biopic

Whitney Houston conheceu Robyn Crawford aos 16 anos e logo as duas tornaram-se inseparáveis. As duas moraram juntas mesmo depois que Whitney vendeu 13 milhões de cópias de seu álbum de estreia, Whitney, em 1985. Em entrevista à revista Time, a estrela disse que a assistente era “a irmã que eu nunca tive”. Crawford continuou uma presença constante ao lado de Houston por todo o início de sua carreira, seu sucesso como cantora, seu auge com o filme O guarda-costas, e seu casamento com o também cantor Bobby Brown. Consta que o relacionamento entre as duas era um “segredo aberto” dentro do mundo da música (o blogueiro Daryl Deino relata que elas não faziam esforço algum para esconder seu afeto durante as sessões de gravação), mas ele nunca foi oficializado: mesmo depois da morte de Whitney Houston em 11 de fevereiro de 2012, Crawford manteve sigilo sobre os detalhes de sua relação com a estrela pop. O máximo que fez foi escrever um obituário comovente sobre ela, publicado na revista Esquire, que termina com o seguinte parágrafo:

Eu nunca havia me pronunciado sobre ela até agora. Ela sabia que eu não faria isso. Ela foi uma amiga leal, e sabia que eu jamais seria desleal com ela. Eu nunca a trairia. Agora eu não consigo acreditar que eu jamais irei abraçá-la ou ouvir sua risada novamente. Eu amava sua risada, e isso é do que eu vou sentir mais falta, do que eu já tenho mais saudade.

O filme tratará de temas controversos da vida da diva, como seu abuso de drogas e seu casamento turbulento, mas não retratará uma relação romântica entre as duas. A disputa entre a assistente e o marido pelo afeto da cantora está no roteiro, no entanto. Yolanda Ross declarou ao site The Wrap: “[Robyn] era alguém que cresceu com ela desde os 16 anos, era a pessoa que estava com ela desde antes da fama. Nós não podemos dizer se havia algo a mais em termos de serem um casal, porque nunca foi confirmado. Mas eu imagino como deve ser, estar tão próxima de alguém, e então esse alguém começar a se envolver com outra pessoa. Sendo humano, os ciúmes, a mágoa vêm à tona. Como atriz, eu interpretei todas essas emoções. Eu interpretei o papel como alguém que amava a outra pessoa.”

Em fevereiro de 2012, pouco após a morte de Whitney Houston, o jornalista britânico Peter Tatchell publicou um artigo no jornal The Daily Mail em que dizia com todas as letras: Whitney e Robyn foram namoradas, e a necessidade de ocultar e reprimir seu amor por Robyn foi o que levou Whitney ao casamento com Bobby Brown, à depressão, ao abuso de drogas e à morte. Confira abaixo a tradução do artigo.

Eu conheci Whitney Houston e sua parceira na vigília Reach Out & Touch HIV em Londres em 1991.

Whitney discursou em apoio às pessoas com HIV de forma comovente, numa época em que muitas outras estrelas se mantinham à distância. Seu apoio foi muito valorizado. Ela batalhava pelo bem estar e direitos humanos das pessoas com HIV. Foi uma posição louvável.

Em tempos passados eu deixei de citar o nome da parceira de Whitney. Mas a maioria dos meios de comunicação já revelou que se trata de Robyn Crawford. Quando eu as encontrei, era óbvio que estavam loucamente apaixonadas. A intimidade e o afeto entre elas eram tão meigos e românticos. Elas davam-se as mãos no banco de trás do carro, como namoradas adolescentes. Claramente mais do que simples amigas, elas faziam um casal lindo e estavam tão felizes juntas. Ver seu amor era contagiante e arrebatador.

Quando esteve com Robyn, Whitney esteva feliz como nunca e no auge de sua carreira. Infelizmente, ela sofreu pressões de sua família e de sua igreja para por fim a seu maior amor de todos. Ela temia os efeitos que os rumores de que era lésbica causariam em sua família, sua reputação e sua carreira. Até que cedeu. O resultado? Um casamento surpresa com Bobby Brown.

Whitney, (esquerda) com Bobby Brown, sua mãe Cissy e (direita) Robyn Crawford

Whitney, (esquerda) com Bobby Brown, sua mãe Cissy e (direita) Robyn Crawford

O casamento foi um desastre. Bobby, o bad boy, nunca foi sua alma gêmea. Abrir mão de Robyn – elas haviam sido inseparáveis por anos – deve ter sido um trauma emocional. A vida de Whitney começou a ir para o ralo logo depois. Antes alguém saudável e sem vícios, ela passou a cair na bebedeira e a abusar das drogas – indícios de uma vida pessoal problemática e de muita infelicidade.

É muito provável que sua separação de Robyn tenha contribuído para seu abuso de entorpecentes e seu declínio. Há uma correlação conhecida entre a negação da própria sexualidade e a propensão a comportamentos autodestrutivos. A homofobia sem dúvida colocou Whitney sob mais pressão e acelerou seu falecimento.

Pouco depois de sua triste morte, eu fui citado por dizer que Whitney nunca foi tão feliz como quando amou uma mulher. Alguns fãs me acusaram de “insultá-la” e “conspurcar sua imagem”.

Mas não há nada vergonhoso quando uma mulher ama uma mulher. Não é sujo nem sórdido e não é algo que deveria ser ocultado.

Eu não a tirei do armário como lésbica/bissexual. Ela se declarou parcialmente quando dedicou seus álbuns a Robyn. Anos atrás, ela foi tirada do armário pela irmã de Bobby, Tina, e por seu ex-guarda-costas, Kevin Ammons.

Bobby Brown insinuou em sua autobiografia que ela havia se casado com ele para dispersar os rumores de que fosse lésbica: “Eu acredito que seu objetivo era limpar sua imagem… A mídia estava acusando-a de ter um relacionamento bissexual com sua assistente, Robin [sic] Crawford… isso não fazia muito bem para sua imagem. Na situação em que Whitney se encontrava, a única solução era se casar… para eliminar todos os rumores.”

Dizer a verdade não conspurca a memória de Whitney. Dizer a verdade honra o relacionamento mais importante que ela já teve. O que é errado é ignorar ou negar o único amor que a fez realmente feliz. A homofobia contribuiu para a derrocada de Whitney.

Eu quero ver uma sociedade mais tolerante, em que as pessoas não sintam a necessidade de se casarem para abafar os rumores de homossexualidade, e em que elas não sejam levadas à autodestruição por causa de sua inabilidade de aceitar e expressar seu amor por uma pessoa do mesmo sexo.

Alcançar esse objetivo seria um tributo digno para Whitney Houston.

 

 

La Opción sexual

por Bruno Bimbi

Es muy común que algunas personas se refieran a la homosexualidad como una “elección”, “preferencia” u “opción sexual”. Sin embargo, cualquier persona —sea “gay”, hétero o bisexual— sabe que no lo eligió: no hubo un momento de la vida en el que, frente a dos caminos posibles, “decidió” que le gusten las mujeres o los varones, luego de pensarlo mucho, consultarlo con el horóscopo o con los amigos, buscar información en Google, probar un poco de cada cosa a ver qué onda, tirar la moneda o hacer ta-te-tí.

(Seas “gay” o hétero, preguntate: ¿cuándo lo “decidiste”?, ¿podrías haber sido lo contrario? Si te gustan las mujeres, ¿podrías “decidir” que a partir de mañana te gusten los hombres? Si te gustan los hombres, ¿podrías “decidir” que a partir de mañana te gusten las mujeres? ¿Podrías en algún momento haber “optado” por ser lo contrario de lo que sos? ¿Te imaginás, siquiera, siendo diferente? ¿No lo supiste, más o menos conscientemente, desde chico?).

Lo curioso es que nadie habla de la heterosexualidad como una “opción”. Nadie se pregunta cuál es la “causa” de la heterosexualidad. Los negros son “personas de color”, los blancos son transparentes. Y los héteros son los blancos de la sexualidad.

Unos y otros somos educados desde niños para ser heterosexuales y todos los moldes que nos enseñan, en casa o en la escuela, vienen en formato chico + chica. Por eso, lo que sí nos pasa a gays y lesbianas es que en algún momento nos damos cuenta de que no encajamos en esos moldes. No elegimos, descubrimos.

Al mandar la homosexualidad al horario de protección al menor, nuestra sociedad condena a los niños, niñas y adolescentes gays y lesbianas a saltearse una etapa de sus vidas y los priva de experiencias que los demás chicos viven naturalmente durante su crecimiento.

No se elige ser gay o lesbiana, del mismo modo que no se elige ser heterosexual, y tampoco se puede cambiar. Ni hace falta: ser gay es tan normal y natural como ser heterosexual, del mismo modo que ser blanco o negro, tener ojos negros, verdes o celestes o ser diestro o zurdo. Aunque, hasta hace no mucho tiempo, a los zurdos los castigaban desde chicos y los obligaban a escribir con la mano derecha.

Cuando acabemos con los prejuicios que existen sobre las sexualidades “diferentes” (que, en definitiva, son tan diferentes como la heterosexualidad es diferente de las otras orientaciones sexuales), probablemente gays y lesbianas comiencen a vivir su sexualidad a la misma edad y de la misma manera que los héteros, sin que eso sea un tema, sin que nadie piense que hay que elegir y que una “elección” es mejor que otra. La idea de “asumirse” o “salir del armario” será entonces un anacronismo.

Del mismo modo que ahora los zurdos aprenden, desde chicos, a escribir con la mano izquierda, y a ningún padre o maestro le parece que eso no sea normal.

(Transcrevi trechos)