Quando confundem recursos humanos com relações públicas ou relações humanas

As relações públicas constituem uma ciência, ou arte, ou técnica de informação persuasiva que visa modificar opiniões (ação passiva), atitudes (predisposições) e comportamentos (ação ativa).

A publicidade comercial e a propaganda política são informações persuasivas.

As relações públicas também diferem das informações estratégicas e das informações administrativas.

Em Wikipédia: Relações Públicas, em comunicação, é o conjunto de atividades informativas, coordenadas de modo sistemático, relacionadas ao intercâmbio de informações entre uma empresa ou organização e sua clientela, imprensa, grupo social e/ou público alvo. Estas destinam estabelecer e manter o equilíbrio e o bom entendimento entre as duas partes e por vezes expandir ou estabilizar a imagem e/ou identidade da instituição ativa perante a opinião pública.

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Importante não confundir relações públicas com recursos humanos (RH) ou relações humanas.

 

Recursos Humanos

Leia em Wikipédia: Gestão de recursos humanos, gestão de pessoas ou ainda administração de recursos humanos, conhecida pela sigla ‘RH’. é uma associação de habilidades e métodos, políticas, técnicas e práticas definidas com objetivo de administrar os comportamentos internos e potencializar o capital humano. Tem por finalidade selecionar, gerir e nortear os colaboradores na direção dos objetivos e metas da empresa.

A área de recursos humanos também lida com estratégias de recursos humanos, relações sindicais, relações de trabalho e técnicas afetas a função tais como recrutamento, seleção, treinamento, planos de cargos e salários, avaliação de desempenho, incentivos e remuneraçao.1 Os temas mais diretamente derivados da Psicologia e Sociologia dizem respeito a expectativas e atitudes em relação ao trabalho, motivação, participação, liderança, comunicação, conflito, poder, influência, qualificação, produtividade.Temas mais atuais consideram o estudo do poder e cultura organizacional, novas formas de organização do trabalho, qualidade de vida no trabalho, práticas de envolvimento dos trabalhadores, comprometimento dos níveis gerenciais, ligação entre a estratégia empresarial e de recursos humanos

Relações Humanas

Leia em Wikipédia: A Teoria das Relações Humanas, ou Escola das Relações Humanas, é um conjunto de teorias administrativas que ganharam força com a Grande Depressão criada na quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, em 1929. Com a “Grande Crise” todas as verdades até então aceitas são contestadas na busca da causa da crise. As novas ideias trazidas pela Escola de Relações Humanas trazem uma nova perspetiva para a recuperação das empresas de acordo com as preocupações de seus dirigentes e começa a tratar de forma mais complexa os seres humanos.

Essas teorias criaram novas perspetivas para a administração, visto que buscavam conhecer as atividades e sentimentos dos trabalhadores e estudar a formação de grupos. Até então, o trabalhador era tratado pela Teoria Clássica, e de uma forma muito mecânica. Com os novos estudos, o foco mudou e, do Homo economicus o trabalhador passou a ser visto como “homo social”. As três principais caraterísticas desses modelos são:

O ser humano não pode ser reduzido a um ser cujo corportamento é simples e mecânico.
O homem é, ao mesmo tempo, guiado pelo sistema social e pelas demandas de ordem biológica.
Todos os homens possuem necessidades de segurança, afeto, aprovação social, prestígio, e autorrealização.
A partir de então começa-se a pensar na participação dos funcionários na tomada de decisão e na disponibilização das informações acerca da empresa na qual eles trabalhavam. Foram sendo compreendidos aspectos ligados à afetividade humana e percebeu-se os limites no controle burocrático por parte das organizações como forma de regulamentação social.

Prática ética nas organizações
Na busca de facilitar o convívio em sociedade são criadas normas formais, que podem estar escritas ou normas morais

Em Grupo GP: Ética é um tema fascinante, mas complexo. Fascinante porque em teoria é compreensível e inspirador e complexo porque se dá na prática por meio das pessoas. A Ética é, portanto, um produto das relações humanas. De forma pragmática, a ética se apresenta como o assunto cujo estudo tem tornado possível maximizar a eficácia das relações humanas nas organizações. Em seu sentido mais abrangente, a ética significa o conjunto de valores e da moral que conduzem um indivíduo a tomar decisões, no que se refere principalmente às suas relações com o mundo. Não se pode estudar a ética de forma isolada, mas com foco no ambiente e nas relações humanas ali existentes.

Na busca de facilitar o convívio em sociedade são criadas normas formais, que podem estar escritas ou normas morais, que são simbólicas e se manifestam por comportamentos fortalecidos nas teias sociais ao longo dos anos. O objetivo das normas é o de se tentar prever, racionalizar e evitar que conflitos éticos ocorram.

A questão ética nas organizações passa pela compreensão da sua cultura organização. Quais os valores e crenças desta organização e como suas questões do cotidiano são resolvidas?

Edgar Schein (1982) define cultura organizacional como sendo um padrão de suposições básicas inventadas, descobertas ou desenvolvidas pelos membros de uma empresa para lidar com problemas de adaptação externa e integração interna. Estes padrões funcionam com eficácia suficiente para serem considerados válidos e, em seguida, ensinadoss aos novos membros como a maneira correta de perceber, pensar e sentir esses problemas.

Observa-se que a prática da ética nas organizações, por caminhos formais ou informais, instala-se por referências ideais de comportamentos e procedimentos que servem de guia, modelo e exemplo de ações ou atitudes tidas como aceitas ou recomendadas.

A formalização de um Código de Ética enfrenta um difícil caminho de construção, implementação e manutenção nas organizações.

Na construção, o desafio está em tornar perceptível o que, de fato, se constitui como valor a serviço da visão e da missão da Empresa. A fronteira entre o código de ética de uma empresa e o ideal de comportamento humano pode levar à construção de um produto incompatível com a gestão corporativa. Assim, o produto (código de ética) pode surgir fadado a ser um mero instrumento ilustrativo ou, no máximo, uma ferramenta a serviço da divulgação de imagem da corporação.

Na implementação, o risco consiste em ter um código de ética elaborado, bem redigido, inserido em manuais, mas que não seja do conhecimento das pessoas ou ainda, não seja aceito como padrão efetivo de diretrizes da ação profissional. A implementação de um Código de Ética pressupõe a elaboração de um projeto específico, com ações de treinamento e endomarketing para divulgação e fixação de seu conteúdo como valor para a organização.

Na manutenção de um código de ética é necessário que se tenham os guardiões que, em geral, compõem o Conselho de Ética e têm por objetivo: analisar os casos discrepantes ou não descritos e auxiliar na identificação das necessidades de revisão dos itens existentes, sugerindo acréscimos ou mudanças.

Mesmo quando uma organização não tem um código de ética formal, sempre existe um conjunto de princípios e normas que sustentam as suas práticas.

A maneira como a organização opera, a partir da experiência em diferentes situações, reflete a crença de cada instituição. Essa crença é detalhada no Modelo de Gestão (Fornari, 2004) que tem como ponto de partida a visão e a missão da organização.

Na manutenção, o risco é não manter este código atual e aderente à cultura organizacional da empresa.

Os Valores são afirmações sobre as crenças fundamentais, princípios que podem ser compartilhados, aprendidos e formam a base a partir da qual as ações e decisões organizacionais serão tomadas. O conjunto de valores orienta a definição de políticas e diretrizes, que se consolidam nos hábitos e costumes. Os valores servem de guia para definição de prioridades e de como todos devem se conduzir na busca dos objetivos da organização. Embora tenham caráter permanente, os valores devem ser periodicamente revisitados, para evoluir com a sociedade e com as necessidades da empresa, formando um conjunto vivo de crenças.

Em torno dos valores, as pessoas, constroem modelos de referência para atuar de forma independente e delegada, respeitando seus interesses, crenças e as variações culturais.

Além da declaração de valores, outros artefatos culturais contribuem para disseminar os princípios éticos de uma organização (exemplo dos líderes; código de ética e o conselho de ética).

A ética numa organização, seja ela empresarial ou governamental, deve ser pautada pelos mesmos princípios. Qualquer ação ou decisão, coletiva ou pessoal, não pode prescindir de um comportamento ético, já que os códigos de conduta devem ser uma ferramenta de gestão para estabelecer e articular os valores corporativos, as responsabilidades sociais, e as obrigações da organização que, em última análise, vão definir a forma como atua para atingir os fins coletivos a que se propõe.

Nuestros cuerpos, sus herramientas

Núria Pérez

 

Pintada en un escaparate de Mango en protesta por las tallas de la ropa para mujeres

Pintada en un escaparate de Mango en protesta por las tallas de la ropa para mujeres

 

La publicidad es un mecanismo para llamar la atención sobre un producto con el fin de venderlo o darlo a conocer. La publicidad se nutre de imágenes y éstas tienen la capacidad de impactar de forma inmediata. La imagen que más vende es la de la mujer, pero por desgracia esta imagen siempre aparece distorsionada. Las imágenes que vemos constantemente en la televisión, en las revistas o en los carteles publicitarios no representan un modelo de mujer real, sino que representan unos estereotipos y unos rígidos cánones de belleza.

A través de los estereotipos de género, se representa de forma reduccionista, caricaturizada y despersonalizada la identidad de la mujer. Con los patrones de belleza impuestos lo único que hacen es generar más insatisfacción personal y, por tanto, más opresión. Una mujer que no se acepta a sí misma tal y como es, nunca podrá ser libre ni crítica con el sistema que la oprime.
Desde muy pequeñas debemos convivir con un bombardeo continuo de los medios de comunicación, que nos transmiten la idea de que sólo si eres guapa y sexy tendrás éxito y felicidad. Siempre guapa, joven, delgada y perfecta si quieres ser aceptada socialmente. Parece ser que el centro de tu universo debe ser tu aspecto físico y la publicidad ayuda a consolidar esa obsesión.

Exhibir, vender y explotar

Las mujeres en los medios de comunicación quedamos reducidas a simples cuerpos irreales y vacíos. Nuestro cuerpo se transforma en mercancía que se puede exhibir, vender y explotar. La publicidad representa una visión masculina ya que muestra imágenes hipersexualizadas de cómo supuestamente los hombres nos quieren ver. De esta manera todo puede resumirse en: “Ellos nos miran, nosotros queremos, necesitamos que nos miren”.

Cosificar significa asumir que la mujer no es un sujeto inteligente y capaz, sino un simple cuerpo inerte y pasivo. La cosificación es evidente cuando el cuerpo femenino se transforma en una cosa, como un coche o una botella de ron y es la sexualidad, la seducción o la belleza de este cuerpo el reclamo que se utiliza para vender. Cuantas más mujeres salgan en un anuncio y menos ropa lleven, mejor. Si fraccionas el cuerpo de la mujer y muestras sólo ciertas partes haciendo énfasis en el erotismo de éstas, mejor. Cuando más sensual sea la expresión de este cuerpo, mejor. Si perpetuas más los roles tradicionales de género y presentas a la mujer en un segundo plano a la sombra del hombre, mucho mejor.

Cuando más impersonalizada se muestra la imagen de la mujer, más parece un objeto y menos respeto muestras hacia ella. Ni siquiera es necesario que nos muestren como un cuerpo entero para captar la atención del público, sólo una boca o unos pechos ya son suficientes para vender.

Con los años la publicidad sigue siendo injusta y lo más triste es que esta cosificación, que no es más que violencia simbólica y sexismo en estado puro, pasa silenciosa ante nuestros ojos cada día. Da la sensación de que la sociedad ve normal que la mujer haya de seducir y complacer al hombre como única meta en la vida. No es casualidad que la mujer se represente como el objeto sexual y el hombre como el consumidor y poseedor de éste. Y es que resulta que vender la sexualidad femenina desde la óptica masculina, no sólo genera mucho dinero en esta sociedad consumista, sino que también ayuda a perpetuar la opresión de las mujeres en esta sociedad machista. La publicidad sexista es una buena herramienta para asegurar que la ideología dominante en la sociedad sea precisamente la ideología rancia y retrógrada de la clase dominante.

 

 

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DÍA INTERNACIONAL DE LA MUJER. Hegemonía, spa y sales de baño

El 8 de marzo es un jornada de reivindicación de la lucha de las mujeres por sus derechos, sin embargo, buena parte de la potencia de este día queda reducida a una impúdica oportunidad de negocios para los que venden maquillaje, zapatos o masajes.

Malena

por Malena Pichot

Hace unos años el 8 de marzo, más conocido como “el día de la mujer”, me desesperaba. Me parecía indignante que nadie notara que este día no hacía otra cosa que evidenciar la desigualdad ancestral que existe entre el hombre y la mujer. Para mí el 8 de marzo solo seguía instalando a las mujeres como “lo otro”. Nadie parecía advertir lo ridículo de que te feliciten por ser mujer, por la tan aleatoria, arbitraria y casual realidad de ser mujer “¡Felicitaciones, Claudia, por el azar de tus cromosomas! Tomá unas flores”. Las felicitaciones son una gastada en la cara: “Felicitaciones Claudia, por ser la otredad, porque te tocó ser eternamente lo diferente, el opuesto a la norma, felicitaciones Claudia por seguir bancándotelo todo, laburando lo mismo que yo, pero ganando mucho menos, y todo esto haciéndolo maquillada y en tacos a las ocho de la mañana! Feliz Día Clau.”. Y Clau sonríe, toma las flores. Está contenta, satisfecha y no se siente ofendida, por eso no se queja. “No, no me voy a quejar, si me dieron flores. ¡Flores! ¡Cómo en las películas!”

Fue mi madre quien un día me sentó y me explicó la importancia de tener aunque sea un solo día en el que los medios y la gente estén un poco más atentos que el resto del año a las cuestiones de la mujer trabajadora. Es que la lógica del consumo me había confundido a mí también.

Este veneno que me inundaba todos los años el 8 de marzo tenía un solo culpable, el mismo de siempre. El único culpable que conforma a Clau con unas flores y que me lastima, y que no es otro que el discurso hegemónico, que logra poner al lenguaje en contra nuestro constantemente, doblegándonos desde los mismos discursos estigmatizantes. El discurso hegemónico que logra desmantelar un día que busca resaltar la lucha feminista, para convertirlo justamente en todo lo opuesto a una lucha feminista. Es otra vez el discurso hegemónico con sus secuaces, los publicitarios, que logran igualar el día de la mujer con el día de la secretaria, con el día del animal o con el día de los enamorados, y en el que el día de la mujer se vuelve uno ideal para vender más shampoo, más tostadoras y más días de SPA.

Clau y sus flores

“Este veneno que me inundaba todos los años el 8 de marzo tiene un solo culpable, el mismo de siempre. El único culpable que conforma a Clau con unas flores y que me lastima, y que no es otro que el discurso hegemónico, que logra poner al lenguaje en contra nuestro constantemente.”

Y uno de los centros de ese dispositivo es la publicidad, según la cual, el día de la mujer es un día en el que aparentemente estamos habilitadas a ser más mujeres que nunca, y ser “más mujer” significa todo lo siniestro que el discurso hegemónico pueda postular sobre “el ser mujer”, o sea, ser más lindas, y para eso hace falta comprar más shampoo.

Las publicidades se llenan de supuestas cualidades propias de las mujeres, aprovechando este día para continuar la estigmatización. Grita una publicidad de crema: “Dicen que las mujeres argentinas somos las más lindas del mundo”. Desde el vamos, una lamentable interpretación que convierte al día de la mujer en un concurso de Miss Mundo; y luego prosigue: “…somos madrazas, independientes, soñadoras, transgresoras”.  Todas cuestiones absolutamente relativas, que nada tienen que ver con una lucha que busca la igualdad de derechos en el ámbito laboral e inclusive los derechos sobre nuestro propio cuerpo. Y finaliza la canallada: “se dice mucho de nosotras, pero así somos, mujeres argentinas y queremos celebrarlo”. Y entonces el día de la mujer deviene en la pavada sideral de celebrar el haber nacido mujer y mantener todos los valores propios de una mujer (¿ser madraza? ¿soñadora? ¿boluda?).

A mi no me enorgullece el haber nacido mujer ni haber crecido en Núñez, son todas eventualidades que no dependieron de mi proceder en lo más mínimo.  Un primer paso a la igualdad de género sería abandonar los orgullos de género. No debería haber valor ni en nacer mujer ni en nacer hombre. Y por otro lado, hay otras tantas mujeres que ya entendieron qué es el 8 de marzo, pero nunca le van a decir a su compañero de oficina :“Por favor, Hernán, este día no me felicites. No se trata de eso”, porque saben que la respuesta será: “Bueno viejo, no hay por…. que les venga bien”.  Yo no soy complaciente como Clau y eso sí me enorgullece. Lo cierto es que el 8 de marzo es el día de la mujer trabajadora y de la lucha feminista, el problema es que ser feminista no vende shampoo.

 

 

O último romântico do cinema pernambucano

Genivaldo di Pace ganha documentário sobre sua história

Genivaldo grava para o documentário de Adelina Pontual. Foto João Miguel Pinheiro

Genivaldo grava para o documentário de Adelina Pontual. Foto João Miguel Pinheiro

por Luiz Joaquim/ Folha de Pernambuco

Se hoje o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) do governo do Estado é celebrado como a “mãe” do cinema pernambucano contemporâneo, muitos realizadores vão concordar que um discreto senhor, hoje com 76 anos, seria o pai da tão celebrada produção local. Como o meio cinematográfico, por nascer de um processo largamente coletivo, é profícuo em gerar injustiças e esquecimentos, não são todos que ligam imediatamente o nome de Genivaldo di Pace e da sua produtora, a Center, ao fenômeno do audiovisual que vive o Estado.

Genivaldo recebeu a reportagem da Folha de Pernambuco na produtora, situada há 13 anos na rua Aluízio de Azevedo, em Santo Amaro – tendo como endereços anteriores a rua da Concórdia, a rua do Príncipe e o bairro do Espinheiro (entre 1992 e 2000). Mas, em função de sua memória comprometida, o contato foi breve. No curto encontro, porém, soltou a expressão que certamente era a sua marca quando recebia todos os realizadores pernambucanos: “Fique à vontade. A casa é sua”.

Se hoje nomes como o de Cláudio Assis, Paulo Caldas, Lírio Ferreira, Kleber Mendonça FIlho e Camilo Cavalcante, além dos da geração anterior, como o de Fernando Spencer, são conhecidos no Brasil e fora dele, talvez a realidade não fosse assim se estes não tivessem cruzado no início da carreira com Genivaldo. A história e generosidade do produtor rende um livro (ou mais de um) e também um filme. Na verdade, parte desse esquecimento será sanado por um trabalho em andamento conduzido pela diretora Adelina Pontual (do doc. “Rio Doce, CDU”). Em “O Homem por Trás da Cena”, pensado para a TV, a cineasta irá contar um pouco dos 44 anos de história da Center e daquele que a tornou um refúgio para quem sonhava fazer cinema em Pernambucano nos anos 1970 e 1980.

“Nós não tínhamos para onde correr no Recife se quiséssemos fazer cinema. Tinhamos de ir para a Center. Já na época da faculdade, a gente frequentava a produtora. Foi lá que viabilizamos vários primeiros filmes de nossa turma”, diz Adelina. Por “nossa turma” entenda-se Caldas (“Frustração: Isto é Um Super-8”, 1981), Assis (“Padre Henrique: Um Crime Político”, 1989), Ferreira (“O Crime da Imagem”, 1992). A diretora lembra que o primeiro filme da Parabólica Brasil, “Samydarsh: os Artistas de Rua” (1993) – co-dirigido com Assis e Marcelo Gomes -, nasceu pelo apoio da Center.

A frente da Rec Produtores, que produz os filmes de Gomes, João Vieira Jr. lembra do período formador em que trabalhou como diretor de produção da Center, entre 1991 e 1996. “Aquele era um momento em que a publicidade no Estado ganhava ares de profissionalização mais especializada. Dali eu tomei pra mim ideias de gestão, compromisso com o orçamento e o resultado que aplico até hoje na Rec. Também ali surgiram e foram solidificadas amizades, gerando frutos, como as com Chico Ribeiro, Adelina, Assis e Kleber Mendonça Filho”, recorda João.

O produtor da Rec destaca que a postura de Genivaldo era mesmo a de um mecenas da cultura pernambucana. “Ele não emprestava apenas câmeras, ilha de edição, técnicos, carros, etc, mas também se colocava como interlocutor entre projetos sem dinheiro e possíveis apoiadores, como secretarias do governo ou outras agências publicitárias”. Paula Caldas corrobora lembrando o quanto era incrível que num mercado tão competitivo como o publicitário o produtor da Center fosse tão generoso. “Acho que era o Amin Steppler que chamava Genivaldo de o último romântico do cinema pernambucano”. A nobreza dessa camaradagem de Genivaldo tinha até um apelido entre os profissionais da produtora. “Eles chamavam de Sangue Azul”, recorda João Jr.


Nota do redator do blogue: Editei na Center dezenas de filmetes publicitários. Sou testemunha de que Genivaldo foi professor e mecenas de muita gente hoje nadando em dinheiro.

Uma das últimas campanhas que ele realizou foi para o candidato Eduardo Campos a governador. Não sei se foi campanha paga. Que político gosta de passar calote. E Genivaldo recebeu vários.

O documentário é bem oportuno.

A Center faz parte da História do Cinema, do Jornalismo e da Publicidade em Pernambuco.

Sem esquecer que foi uma produtora centro de gravações de publicitários e cineastas de várias capitais do Nordeste. (T.A.)

Bilhete de ida (sem volta) para Berlusconi

 

O marketing agressivo da Ryanair voltou a fazer vítimas. Desta vez a companhia “low cost” irlandesa aproveitou o anúncio da demissão do primeiro-ministro italiano e publicou na sua página na internet a oferta promocional de um bilhete, apenas de ida, a Silvio Berlusconi, a partir de qualquer dos aeroportos italianos operados pela empresa.

“Caro Silvio, outra oportunidade de escapar com a Ryanair”, pode ler-se na home page da empresa. Não é a primeira vez que a Ryanair aplica em Itália o seu polémico marketing.

Quando foram revelados recentes problemas financeiros na companhia italiana “Alitalia”, a companhia liderada por Michael O’Leary pintou parte dos seus “Boeing” com garrafais letras: “Arriverderci Alitalia” (Adeus Alitalia).

 

 

Occupy Wall Street. 24 indignados presos pelo intento de fechar suas contas no Citi Bank de Nueva Iorque

No Brasil, o assédio moral, o assédio sexual, o bulismo, o stalking não são crimes. Nem matar. O Brasil é o país da morte anunciada, da morte por erro médico, da morte por causa desconhecida.

Morre-se por falta de ambulância, por falta de medicamentos, por falta de vaga em um hospital. Ninguém é responsável por tal descaso.

Também não vai preso quem atropela e mata, principalmente quando bêbado ou drogado no volante.

Roubar as verbas do Ministério e secretarias estaduais e municipais da saúde causa a morte de milhares e milhares de pessoas. Idem quando saqueiam o Ministério e secretarias estaduais e municipais de saneamento. Idem as da previdência social. Os efeitos da corrupção nunca são discutidos. Os cavaleiros da peste, da fome, da violência estão soltos. Livres, livres, e desembestados.  Você pode matar adoidado. Isso faz parte do cotidiano brasileiro.

Um exemplo da loucura da nossa legislação. Torturar hoje é crime hediondo. Então para evitar a prisão… o mais acertado é matar. Muitos vezes torturam e, depois, matam. Que o Brasil é o país das chacinas. Das milícias, dos justiceiros, da capangada.

O sujeito desempregado morre de fome. Depois dos 40 anos ninguém arranja emprego. A mulher pode enganar a fome com o bolsa família. O pai de família não encontra ajuda em lugar nenhum. Não existe salário desemprego nem salário cidadania. Mas o dinheiro sobra para salvar os banqueiros, as montadoras, as oficinas, os latifundiários, os médios e grandes empresários. Foi multinacional, foi especulador, foi pirata das riquezas do Brasil, este sim, seja pessoa física ou pessoa jurídica, a pessoa sempre salva pelo Banco Central, pelo Banco do Desenvolvimento Econômico e (piada) Social, pelo Banco do Brasil, pela Caixa Econômica. Sobram doações e concessões para os 1% dos ricos. Para os 99% dos pobres…  basta perguntar com quem fica o FAT – Fundo de Ajuda ao Trabalhador.

Agora passar cheque sem fundo é crime inafiançável. Assim vocês entendem que os banqueiros governam o Brasil. O que mais incomoda nas marchas dos indignados é que, pela primeira vez, as multidões responsabilizam os banqueiros e os políticos pela crise. Chamar os políticos de corruptos era costumeiro. Servia de catarse. A publicidade comercial nunca desacredita o produto concorrente. Daí o slogan “lava mais branco”. A propaganda política apela para a baixaria. Todo adversário é corrupto.

As multidões nas ruas estão chamandos os banqueiros de corruptos. De parasitas. De agiotas.

Agora vocês entendem porque prenderam, em Nova Iorque, 24 manifestantes que foram fechar suas contas no Citi Bank como parte dos protestos de  Occupy Wall Street. Confira. Veja vídeo 

O papelão do professor

Causa-me espanto e nojo a erotização da publicidade que vende escolas, cursinhos de vestibular e universidades privadas. Principalmente quando o apelo comercial apresenta um casal “puro de sangue”: uma moça branca gostosa (uma Barbie, ou uma xucrete) e um rapaz branco sarado com pinta de prostituto, de modelo do Big Brother ou de dançarino de boate gay.

O casal representa os estudantes ou os professores. O repúdio a essas mensagens de persuasão devia partir do corpo docente, mas no Brasil não existe estabilidade no emprego. Estamos em um ditadura econômica. O medo tomou conta do país.

O apelo erótico sempre persiste, mesmo quando selecionam um grupo de estudantes pela beleza.

Los cínicos no sirven para este oficio

Escreve Tina Serega:
Así tituló Kapuscinski un libro sobre periodismo. La frase podría aplicarse a muchas profesiones. La educación es una de ellas.
Los estudiantes están más preocupados por obtener un papel llamado título, que por aprender. Preguntan más por la duración de la carrera, que por sus características. Se preocupan por la extensión de la lectura y no de si es interesante