Miles de hologramas ‘protestan’ contra la “represiva” Ley Mordaza

La iniciativa ha partido de la plataforma ‘No somos delito’, que ha recogido las imágenes escaneadas de miles de personas que se han sumado a este acto de protesta frente al Congreso

 

Un instante de la manifestación virtual junto al Congreso de los Diputados

Un instante de la manifestación virtual junto al Congreso de los Diputados

MADRID.- Miles de hologramas han protagonizado este viernes una protesta frente al Congreso de los Diputados contra la “represiva” Ley de Protección de la Seguridad Ciudadana, conocida como ‘Ley Mordaza’ y que entrará en vigor el próximo día 1 de julio, y reclamar su derogación.

Desde las nueve y media de la noche, la Plaza de las Cortes se ha llenado de hologramas (imágenes tridimensionales proyectadas) de personas con carteles y lemas contra una norma que encuadran en la censura.

La iniciativa ha partido de la plataforma ‘No somos delito’, que ha recogido a través de la página web www.hologramasporlalibertad.org las imágenes escaneadas de miles de personas de todo el mundo que se han sumado a este acto de protesta.

Durante más de una hora, hologramas de miles de personas de todo el mundo han ido apareciendo en una pantalla ubicada en la Plaza de las Cortes, frente al edificio del Congreso, con lemas como “pienso, luego soy delito” o “Les da igual que vivas en la calle, pero no quieren que te expreses en la calle”.

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“Con esta iniciativa queremos narrar un futuro surrealista en el que para manifestarnos tendremos que convertirnos en una sociedad ficticia”

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Alba Villanueva, portavoz de la Plataforma Ciudadana No Somos Delito, ha resaltado que la acogida de la acción de protesta demuestra “como la ciudadanía está en contra” de la Ley Mordaza. “Con esta iniciativa queremos narrar un futuro surrealista en el que para manifestarnos tendremos que ‘descarnarnos’ y convertirnos en una sociedad ficticia, en formas de luz en tres dimensiones (hologramas) y denunciar que las personas no podremos expresarnos libremente en la calle”, ha subrayado.

Manifestación pionera en el mundo

La protesta, primera manifestación con hologramas en el mundo, finalizó con la lectura de un manifiesto en el que se denuncia una norma que supone “un golpe terrible al Estado Social y Democrático de Derecho” y cuya aplicación supondrá “un grave atentado hacia derechos propios de una democracia como son la libertad de expresión o la libertad de reunión pacífica”.

Asimismo, se censura la “restricción desproporcionada de la libertad de reunión”, con multas de hasta 30.000 euros por manifestarse frente al Congreso, y se recuerda que la mayoría de la población española, un 82 por ciento, está en contra de la misma.

La Plataforma No Somos Delito, formada por más de 100 colectivos ciudadanos, activistas y juristas, tiene por objetivo último derogar una ley “que restringe derechos fundamentales de libertad de expresión y reunión”.

 

Quando confundem recursos humanos com relações públicas ou relações humanas

As relações públicas constituem uma ciência, ou arte, ou técnica de informação persuasiva que visa modificar opiniões (ação passiva), atitudes (predisposições) e comportamentos (ação ativa).

A publicidade comercial e a propaganda política são informações persuasivas.

As relações públicas também diferem das informações estratégicas e das informações administrativas.

Em Wikipédia: Relações Públicas, em comunicação, é o conjunto de atividades informativas, coordenadas de modo sistemático, relacionadas ao intercâmbio de informações entre uma empresa ou organização e sua clientela, imprensa, grupo social e/ou público alvo. Estas destinam estabelecer e manter o equilíbrio e o bom entendimento entre as duas partes e por vezes expandir ou estabilizar a imagem e/ou identidade da instituição ativa perante a opinião pública.

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Importante não confundir relações públicas com recursos humanos (RH) ou relações humanas.

 

Recursos Humanos

Leia em Wikipédia: Gestão de recursos humanos, gestão de pessoas ou ainda administração de recursos humanos, conhecida pela sigla ‘RH’. é uma associação de habilidades e métodos, políticas, técnicas e práticas definidas com objetivo de administrar os comportamentos internos e potencializar o capital humano. Tem por finalidade selecionar, gerir e nortear os colaboradores na direção dos objetivos e metas da empresa.

A área de recursos humanos também lida com estratégias de recursos humanos, relações sindicais, relações de trabalho e técnicas afetas a função tais como recrutamento, seleção, treinamento, planos de cargos e salários, avaliação de desempenho, incentivos e remuneraçao.1 Os temas mais diretamente derivados da Psicologia e Sociologia dizem respeito a expectativas e atitudes em relação ao trabalho, motivação, participação, liderança, comunicação, conflito, poder, influência, qualificação, produtividade.Temas mais atuais consideram o estudo do poder e cultura organizacional, novas formas de organização do trabalho, qualidade de vida no trabalho, práticas de envolvimento dos trabalhadores, comprometimento dos níveis gerenciais, ligação entre a estratégia empresarial e de recursos humanos

Relações Humanas

Leia em Wikipédia: A Teoria das Relações Humanas, ou Escola das Relações Humanas, é um conjunto de teorias administrativas que ganharam força com a Grande Depressão criada na quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, em 1929. Com a “Grande Crise” todas as verdades até então aceitas são contestadas na busca da causa da crise. As novas ideias trazidas pela Escola de Relações Humanas trazem uma nova perspetiva para a recuperação das empresas de acordo com as preocupações de seus dirigentes e começa a tratar de forma mais complexa os seres humanos.

Essas teorias criaram novas perspetivas para a administração, visto que buscavam conhecer as atividades e sentimentos dos trabalhadores e estudar a formação de grupos. Até então, o trabalhador era tratado pela Teoria Clássica, e de uma forma muito mecânica. Com os novos estudos, o foco mudou e, do Homo economicus o trabalhador passou a ser visto como “homo social”. As três principais caraterísticas desses modelos são:

O ser humano não pode ser reduzido a um ser cujo corportamento é simples e mecânico.
O homem é, ao mesmo tempo, guiado pelo sistema social e pelas demandas de ordem biológica.
Todos os homens possuem necessidades de segurança, afeto, aprovação social, prestígio, e autorrealização.
A partir de então começa-se a pensar na participação dos funcionários na tomada de decisão e na disponibilização das informações acerca da empresa na qual eles trabalhavam. Foram sendo compreendidos aspectos ligados à afetividade humana e percebeu-se os limites no controle burocrático por parte das organizações como forma de regulamentação social.

Prática ética nas organizações
Na busca de facilitar o convívio em sociedade são criadas normas formais, que podem estar escritas ou normas morais

Em Grupo GP: Ética é um tema fascinante, mas complexo. Fascinante porque em teoria é compreensível e inspirador e complexo porque se dá na prática por meio das pessoas. A Ética é, portanto, um produto das relações humanas. De forma pragmática, a ética se apresenta como o assunto cujo estudo tem tornado possível maximizar a eficácia das relações humanas nas organizações. Em seu sentido mais abrangente, a ética significa o conjunto de valores e da moral que conduzem um indivíduo a tomar decisões, no que se refere principalmente às suas relações com o mundo. Não se pode estudar a ética de forma isolada, mas com foco no ambiente e nas relações humanas ali existentes.

Na busca de facilitar o convívio em sociedade são criadas normas formais, que podem estar escritas ou normas morais, que são simbólicas e se manifestam por comportamentos fortalecidos nas teias sociais ao longo dos anos. O objetivo das normas é o de se tentar prever, racionalizar e evitar que conflitos éticos ocorram.

A questão ética nas organizações passa pela compreensão da sua cultura organização. Quais os valores e crenças desta organização e como suas questões do cotidiano são resolvidas?

Edgar Schein (1982) define cultura organizacional como sendo um padrão de suposições básicas inventadas, descobertas ou desenvolvidas pelos membros de uma empresa para lidar com problemas de adaptação externa e integração interna. Estes padrões funcionam com eficácia suficiente para serem considerados válidos e, em seguida, ensinadoss aos novos membros como a maneira correta de perceber, pensar e sentir esses problemas.

Observa-se que a prática da ética nas organizações, por caminhos formais ou informais, instala-se por referências ideais de comportamentos e procedimentos que servem de guia, modelo e exemplo de ações ou atitudes tidas como aceitas ou recomendadas.

A formalização de um Código de Ética enfrenta um difícil caminho de construção, implementação e manutenção nas organizações.

Na construção, o desafio está em tornar perceptível o que, de fato, se constitui como valor a serviço da visão e da missão da Empresa. A fronteira entre o código de ética de uma empresa e o ideal de comportamento humano pode levar à construção de um produto incompatível com a gestão corporativa. Assim, o produto (código de ética) pode surgir fadado a ser um mero instrumento ilustrativo ou, no máximo, uma ferramenta a serviço da divulgação de imagem da corporação.

Na implementação, o risco consiste em ter um código de ética elaborado, bem redigido, inserido em manuais, mas que não seja do conhecimento das pessoas ou ainda, não seja aceito como padrão efetivo de diretrizes da ação profissional. A implementação de um Código de Ética pressupõe a elaboração de um projeto específico, com ações de treinamento e endomarketing para divulgação e fixação de seu conteúdo como valor para a organização.

Na manutenção de um código de ética é necessário que se tenham os guardiões que, em geral, compõem o Conselho de Ética e têm por objetivo: analisar os casos discrepantes ou não descritos e auxiliar na identificação das necessidades de revisão dos itens existentes, sugerindo acréscimos ou mudanças.

Mesmo quando uma organização não tem um código de ética formal, sempre existe um conjunto de princípios e normas que sustentam as suas práticas.

A maneira como a organização opera, a partir da experiência em diferentes situações, reflete a crença de cada instituição. Essa crença é detalhada no Modelo de Gestão (Fornari, 2004) que tem como ponto de partida a visão e a missão da organização.

Na manutenção, o risco é não manter este código atual e aderente à cultura organizacional da empresa.

Os Valores são afirmações sobre as crenças fundamentais, princípios que podem ser compartilhados, aprendidos e formam a base a partir da qual as ações e decisões organizacionais serão tomadas. O conjunto de valores orienta a definição de políticas e diretrizes, que se consolidam nos hábitos e costumes. Os valores servem de guia para definição de prioridades e de como todos devem se conduzir na busca dos objetivos da organização. Embora tenham caráter permanente, os valores devem ser periodicamente revisitados, para evoluir com a sociedade e com as necessidades da empresa, formando um conjunto vivo de crenças.

Em torno dos valores, as pessoas, constroem modelos de referência para atuar de forma independente e delegada, respeitando seus interesses, crenças e as variações culturais.

Além da declaração de valores, outros artefatos culturais contribuem para disseminar os princípios éticos de uma organização (exemplo dos líderes; código de ética e o conselho de ética).

A ética numa organização, seja ela empresarial ou governamental, deve ser pautada pelos mesmos princípios. Qualquer ação ou decisão, coletiva ou pessoal, não pode prescindir de um comportamento ético, já que os códigos de conduta devem ser uma ferramenta de gestão para estabelecer e articular os valores corporativos, as responsabilidades sociais, e as obrigações da organização que, em última análise, vão definir a forma como atua para atingir os fins coletivos a que se propõe.

Um pastor e suas ovelhas negras

Para ver no cinema: O LOBO DE WALL STREET (“The Wolf of Wall Street“)

Nota 9

Nota 9

por Cristina Moreno de Castro

 

Imaginem um pastor, diante de dezenas de fiéis. Seu deus é o dinheiro, que ele vangloria com deleite, elencando o prazer concedido por meio de iates, mansões, carrões e mulheres com peito siliconado. Sua pregação é uma venda dessa vida de luxo. Os fiéis são seus empregados, mas também seus admiradores, eufóricos com a possibilidade de um dia serem como ele. Fanáticos e vorazes, discando em seus telefones, à cata do próximo norte-americano boçal que cairá em um golpe.

Jordan Belfort, o lobo na pele de Leonardo DiCaprio, é um personagem real, embora seja difícil de acreditar. Seu combustível, além da ganância e da depravação, é um punhado de drogas — barbitúricos e cocaína, principalmente — e bastante sexo. Ele é um autêntico yuppie dos anos 80, que conseguiu enriquecer — muito, muito — jogando com a Bolsa de Valores.

O fato de tudo aquilo ter realmente acontecido dá um sabor especial ao filme. Como pode haver tantas pessoas sem qualquer escrúpulo, reunidas assim, com a única motivação de se darem bem? O filme é narrado em primeira pessoa e Jordan faz questão de sempre destacar seus bens. É a melhor mansão, na região mais nobre da cidade. É o melhor iate, é a mulher mais bonita. Etc. Um esbanjamento de fazer corar qualquer rei do camarote. Mas uma hora aquilo ia ter um fim, e a gente já entra prevendo isso. A expectativa de como ele finalmente se daria mal — o anti-herói que consegue ser tão cativante e ao mesmo tempo tão repulsivo — é o que torna a passagem das três horas de filme menos sentida.

Sim, porque o filme tem um defeito: é longo demais. Martin Scorsese gosta de cenas longas. Graças a deus ele também gosta de boa trilha sonora blueseira (com Elmore James, Bo Diddley, Charles Mingus e outros grandes), de bons personagens e gosta do Leonardo DiCaprio, que é um dos melhores atores de sua geração. Então só tenho coragem de tirar um ponto da avaliação, por causa desses 180 minutos de filme que poderiam ter sido 120 numa boa. Afinal, uma boa história bem contada pode durar o tempo que for.

O filme concorre a cinco estatuetas do Oscar: melhor ator (DiCaprio), melhor coadjuvante (o fenomenal Jonah Hill, um dos vários não famosos que completam o elenco de forma brilhante), melhor roteiro adaptado, melhor diretor e melhor filme. Acho que vai levar pelo menos umas três dessas.

Estamos premiando o pastor da sacanagem? Bom, nada muito diferente da lógica que reina até hoje e que levou a bolha dos Estados Unidos estourar há pouco tempo. O lobo é apenas o cara que faz melhor o que muitos como ele gostariam de saber fazer. E o filme é só um novelo que vai desfiando tudo o que condenamos, tudo o que é moralmente proibido, mas que muitos secretamente desejam.

Leia sobre outros filmes do Oscar 2014:

Trapaça – nota 7
Capitão Phillips – nota 9
A menina que roubava livros – nota 8

Cristina por Cristina no novo blogue no jornal O Tempo: Sou jornalista desde que me entendo por gente. Mas também já fui atriz, atleta, bancária, produtora de um programa de rádio sobre blues, e ainda tenho o sonho secreto de ser professora… Bom, mas oficialmente eu me formei em Comunicação Social, pela UFMG. Passei pela “Folha de S.Paulo”, G1 e fiz frilas para UOL, editora Abril e outros lugares, antes de pousar aqui em O TEMPO, onde sou redatora de Economia. Uma das coisas que mais gosto de fazer é blogar – entrei neste mundo da blogosfera em 2003 e este é o quinto blog que vou editar.

Nota deste jornaleiro: Cristina esqueceu de dizer que faz Poesia. Excelente Poesia. Clique no link poesia

O último romântico do cinema pernambucano

Genivaldo di Pace ganha documentário sobre sua história

Genivaldo grava para o documentário de Adelina Pontual. Foto João Miguel Pinheiro

Genivaldo grava para o documentário de Adelina Pontual. Foto João Miguel Pinheiro

por Luiz Joaquim/ Folha de Pernambuco

Se hoje o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) do governo do Estado é celebrado como a “mãe” do cinema pernambucano contemporâneo, muitos realizadores vão concordar que um discreto senhor, hoje com 76 anos, seria o pai da tão celebrada produção local. Como o meio cinematográfico, por nascer de um processo largamente coletivo, é profícuo em gerar injustiças e esquecimentos, não são todos que ligam imediatamente o nome de Genivaldo di Pace e da sua produtora, a Center, ao fenômeno do audiovisual que vive o Estado.

Genivaldo recebeu a reportagem da Folha de Pernambuco na produtora, situada há 13 anos na rua Aluízio de Azevedo, em Santo Amaro – tendo como endereços anteriores a rua da Concórdia, a rua do Príncipe e o bairro do Espinheiro (entre 1992 e 2000). Mas, em função de sua memória comprometida, o contato foi breve. No curto encontro, porém, soltou a expressão que certamente era a sua marca quando recebia todos os realizadores pernambucanos: “Fique à vontade. A casa é sua”.

Se hoje nomes como o de Cláudio Assis, Paulo Caldas, Lírio Ferreira, Kleber Mendonça FIlho e Camilo Cavalcante, além dos da geração anterior, como o de Fernando Spencer, são conhecidos no Brasil e fora dele, talvez a realidade não fosse assim se estes não tivessem cruzado no início da carreira com Genivaldo. A história e generosidade do produtor rende um livro (ou mais de um) e também um filme. Na verdade, parte desse esquecimento será sanado por um trabalho em andamento conduzido pela diretora Adelina Pontual (do doc. “Rio Doce, CDU”). Em “O Homem por Trás da Cena”, pensado para a TV, a cineasta irá contar um pouco dos 44 anos de história da Center e daquele que a tornou um refúgio para quem sonhava fazer cinema em Pernambucano nos anos 1970 e 1980.

“Nós não tínhamos para onde correr no Recife se quiséssemos fazer cinema. Tinhamos de ir para a Center. Já na época da faculdade, a gente frequentava a produtora. Foi lá que viabilizamos vários primeiros filmes de nossa turma”, diz Adelina. Por “nossa turma” entenda-se Caldas (“Frustração: Isto é Um Super-8”, 1981), Assis (“Padre Henrique: Um Crime Político”, 1989), Ferreira (“O Crime da Imagem”, 1992). A diretora lembra que o primeiro filme da Parabólica Brasil, “Samydarsh: os Artistas de Rua” (1993) – co-dirigido com Assis e Marcelo Gomes -, nasceu pelo apoio da Center.

A frente da Rec Produtores, que produz os filmes de Gomes, João Vieira Jr. lembra do período formador em que trabalhou como diretor de produção da Center, entre 1991 e 1996. “Aquele era um momento em que a publicidade no Estado ganhava ares de profissionalização mais especializada. Dali eu tomei pra mim ideias de gestão, compromisso com o orçamento e o resultado que aplico até hoje na Rec. Também ali surgiram e foram solidificadas amizades, gerando frutos, como as com Chico Ribeiro, Adelina, Assis e Kleber Mendonça Filho”, recorda João.

O produtor da Rec destaca que a postura de Genivaldo era mesmo a de um mecenas da cultura pernambucana. “Ele não emprestava apenas câmeras, ilha de edição, técnicos, carros, etc, mas também se colocava como interlocutor entre projetos sem dinheiro e possíveis apoiadores, como secretarias do governo ou outras agências publicitárias”. Paula Caldas corrobora lembrando o quanto era incrível que num mercado tão competitivo como o publicitário o produtor da Center fosse tão generoso. “Acho que era o Amin Steppler que chamava Genivaldo de o último romântico do cinema pernambucano”. A nobreza dessa camaradagem de Genivaldo tinha até um apelido entre os profissionais da produtora. “Eles chamavam de Sangue Azul”, recorda João Jr.


Nota do redator do blogue: Editei na Center dezenas de filmetes publicitários. Sou testemunha de que Genivaldo foi professor e mecenas de muita gente hoje nadando em dinheiro.

Uma das últimas campanhas que ele realizou foi para o candidato Eduardo Campos a governador. Não sei se foi campanha paga. Que político gosta de passar calote. E Genivaldo recebeu vários.

O documentário é bem oportuno.

A Center faz parte da História do Cinema, do Jornalismo e da Publicidade em Pernambuco.

Sem esquecer que foi uma produtora centro de gravações de publicitários e cineastas de várias capitais do Nordeste. (T.A.)

“Não há nada de particularmente digno em ser ator”


Paul Giamatti veio a Portugal apresentar “Nos Idos de Março”, de George Clooney.

O ator americano, 44 anos, afável e animado pelo sol, confessa que para si não há filmes menores. “Aceito entrar em qualquer filme que me permita divertir-me enquanto trabalho”, como diz, o que tanto pode dar Abbas Kiarostami (“adoro os filmes dele”) como Pedro Almodóvar ou Michael Bay (“por que não?”). Faz sentido: para ele, ser ator é fazer parte de um “circo ambulante” e foi por aí que os quinze minutos de conversa começaram…

Disse numa entrevista que o trabalho de actor é uma coisa “baixa e pouco digna”…

É precisamente disso que gosto em ser ator – há qualquer coisa de maltrapilho, de sujo. É como se fizéssemos parte de um circo ambulante, e é também trabalho muito duro. Não há nada de particularmente digno em ser ator, há muita impostura (risos), estamos todos a vigarizar as pessoas de algum modo…

Como os consultores políticos?

Exato, um pouco como isso; algo de manchado, de sujo. Aliás, ser ator é mais sujo que ser consultor político (risos). E daí, não sei… Não sou alguém que assuma publicamente a sua opinião política, e ter entrado neste filme é por si uma declaração política. E só o é na medida em que tenho uma visão cética e cínica das pessoas, e o filme está muito próximo do que penso dos políticos. Acho que as personagens são todas razoavelmente detestáveis.

E não o incomoda que o acesso ao poder esteja nas mãos de pessoas tão detestáveis?

Elas sempre foram detestáveis, por isso não acho que o filme mostre nada de novo… E o que é interessante é que a minha personagem é movida por um desejo de fazer algo de correto e de bom. Todas as personagens de “Nos Idos de Março” são muito cínicas mas têm um desejo genuíno de fazer o bem.

Interpretar John Adams terá sido a preparação ideal para um papel como este.

É isso que é interessante, porque quando estive a promover “Nos Idos de Março” na América, toda a gente me perguntava porque é que as coisas mudaram tanto, onde é que tudo começou a correr mal, e eu respondia que nos tempos de Adams era tão mau como é hoje, ou até mesmo pior. A política era horrível no século XVIII e o próprio Adams foi um péssimo presidente, tolhido pela política da altura. Havia muito mais em jogo, estava-se a construir um país… e eles não sabiam o que estavam a fazer.

O Olimpo dos heróis de Tio Sam na guerra suja

Os heróis em quadrinhos estadunidenses, imortais e invencíveis, lutam contra o mal, e promovem uma propaganda guerreira, nacionalista.

São os novos deuses de um mundo dualista. Inclusive lutaram contra o perigo marrom (o nazismo), o perigo vermelho (a guerra fria com a União Soviética), o perigo amarelo (a China). Hoje existe o perigo negro. Isso agrupa todo o mundo árabe (países, povo, religião).

HOLY TERROR: LA ISLAMOFOBIA DE FRANK “SIN CITY” MILLER

Considerado uno de los máximos referentes del comic actual, autor de Sin City, 300 y el Batman más oscuro, Frank Miller se caracterizaba por historias brutales en las que héroes renegados se enfrentaban a autoridades corruptas. Pero con la caída de las Torres Gemelas, Miller se volcó a la islamofobia más delirante. Su último comic, Holy Terror, va un paso más lejos: crea un superhéroe nuevo que persigue a árabes, en un despliegue insólito de violencia, ignorancia y odio.
Por Javier Alcacer

“El movimiento de los Occupy no es más que una parva de saqueadores, ladrones y violadores, una turba revoltosa, alimentada por nostalgia de la era de Woodstock y falsa rectitud pútrida. Estos payasos no pueden hacer otra cosa más que lastimar a América”, escribió Miller en su blog (www.frankmillerink.com) el 7 de este mes en un ataque furioso contra los acampantes del Zuccotti Park y diversas partes de Estados Unidos. “Despierten, escoria. Estamos en guerra contra un enemigo despiadado.” En primer lugar, uno podría pensar que el enemigo al que se refiere es Al Qaida. Pero basta leer su último trabajo para comprobar que la cosa es un poco más retorcida. Holy Terror nació como un proyecto para Batman; de hecho, el título surgió de la expresión que usaba una y otra vez el Robin que interpretaba Burt Ward en la serie de TV. Miller presentó su idea en 2005: en el espíritu de aquellos comics de los ’40 en los que los héroes peleaban contra los nazis (en su primera aparición, el Capitán América trompeaba a Hitler), ahora Batman enfrentaría a Al Qaida, en lo que el autor presentaba –con orgullo– como una pieza de propaganda. Cuando Miller se animó a codirigir La ciudad del pecado (Sin City) y a debutar como realizador en solitario con The Spirit, la adaptación al cine del clásico de Will Eisner, parecía que Holy Terror iba a quedar en la nada. A lo mejor el fracaso estrepitoso de esta última hizo que Miller lo retomase, pero ya sin Batman (“él pelea contra el Joker o el Acertijo, no contra Al Qaida”). En su lugar, debutaría un nuevo personaje, uno más brutal. Continue a leitura. Veja quanto perigosa é a propaganda de guerra.

Holy Terror es la versión con máscaras y trompadas de las ideas sobre el Islam similares a las que tenía Oriana Fallaci: no hay diferencia entre un musulmán y un terrorista de Al Qaida.

Holy Terror es la versión con máscaras y trompadas de las ideas sobre el Islam similares a las que tenía Oriana Fallaci: no hay diferencia entre un musulmán y un terrorista de Al Qaida.

Occupy Wall Street. 24 indignados presos pelo intento de fechar suas contas no Citi Bank de Nueva Iorque

No Brasil, o assédio moral, o assédio sexual, o bulismo, o stalking não são crimes. Nem matar. O Brasil é o país da morte anunciada, da morte por erro médico, da morte por causa desconhecida.

Morre-se por falta de ambulância, por falta de medicamentos, por falta de vaga em um hospital. Ninguém é responsável por tal descaso.

Também não vai preso quem atropela e mata, principalmente quando bêbado ou drogado no volante.

Roubar as verbas do Ministério e secretarias estaduais e municipais da saúde causa a morte de milhares e milhares de pessoas. Idem quando saqueiam o Ministério e secretarias estaduais e municipais de saneamento. Idem as da previdência social. Os efeitos da corrupção nunca são discutidos. Os cavaleiros da peste, da fome, da violência estão soltos. Livres, livres, e desembestados.  Você pode matar adoidado. Isso faz parte do cotidiano brasileiro.

Um exemplo da loucura da nossa legislação. Torturar hoje é crime hediondo. Então para evitar a prisão… o mais acertado é matar. Muitos vezes torturam e, depois, matam. Que o Brasil é o país das chacinas. Das milícias, dos justiceiros, da capangada.

O sujeito desempregado morre de fome. Depois dos 40 anos ninguém arranja emprego. A mulher pode enganar a fome com o bolsa família. O pai de família não encontra ajuda em lugar nenhum. Não existe salário desemprego nem salário cidadania. Mas o dinheiro sobra para salvar os banqueiros, as montadoras, as oficinas, os latifundiários, os médios e grandes empresários. Foi multinacional, foi especulador, foi pirata das riquezas do Brasil, este sim, seja pessoa física ou pessoa jurídica, a pessoa sempre salva pelo Banco Central, pelo Banco do Desenvolvimento Econômico e (piada) Social, pelo Banco do Brasil, pela Caixa Econômica. Sobram doações e concessões para os 1% dos ricos. Para os 99% dos pobres…  basta perguntar com quem fica o FAT – Fundo de Ajuda ao Trabalhador.

Agora passar cheque sem fundo é crime inafiançável. Assim vocês entendem que os banqueiros governam o Brasil. O que mais incomoda nas marchas dos indignados é que, pela primeira vez, as multidões responsabilizam os banqueiros e os políticos pela crise. Chamar os políticos de corruptos era costumeiro. Servia de catarse. A publicidade comercial nunca desacredita o produto concorrente. Daí o slogan “lava mais branco”. A propaganda política apela para a baixaria. Todo adversário é corrupto.

As multidões nas ruas estão chamandos os banqueiros de corruptos. De parasitas. De agiotas.

Agora vocês entendem porque prenderam, em Nova Iorque, 24 manifestantes que foram fechar suas contas no Citi Bank como parte dos protestos de  Occupy Wall Street. Confira. Veja vídeo