Resultado das privatizações: BRASILÉIA TEM ENERGIA SUSPENSA POR FALTA DE PAGAMENTO

leilão

 

O Brasil entregou suas companhias de fornecimento de luz aos piratas estrangeiros. Resultado: as ruas das cidades brasileira estão mais escuras. É que os gringos não perdoam: não pagou eles cortam a luz. Antes era de graça. Porque uma estatal brasileira, propriedade do povo. Mas Fernando Henrique entregou nossa energia, telefonia, mineradoras, inclusive a Vale do Rio Doce, a empresa mais rica da América do Sul. Leiloou tudo a preço de banana podre que nem governo o dele.

Cortam luz de escolas, de hospitais, de postos de saúde, de povoados, quando o luxuoso apartamento de Fernando Henrique na cidade e sua casa de campo na fazenda estão mais iluminadas que um presépio de Natal.

Os presidentes que privatizaram na Argentina, no Peru, estão presos.

Informa Sentinela da Fronteira: A praça da escuridão como vai ser batizada no centro de Brasiléia próximo a ponte metálica está com a energia suspensa por conta da falta de pagamento. Essa não é a primeira vez que um órgão público municipal tem sua energia cortada

A população se espanta ao chegar em uma praça e ver que a energia está cortada, pois a prefeitura não pagou a conta.

A Sentinela não diz que o povo paga impostos à prefeitura para ela mandar o nosso dinheiro para além-mar.

 

indignados apagão luz

Votamos hoje no Brasil quintal ou no Brasil Independente

Votamos hoje no Brasil quintal, lacaio do Tio Sam, ou no Brasil Independente, Livre e Soberano.

Votamos hoje no Brasil do BRICS ou no Brasil do FMI.

Votamos hoje na união da América do Sul, no Mercosul, no Sul-Sul, ou nos impérios que dominam o Brasil desde o ano de 1500.

Votamos hoje no Futuro ou no Retrocesso, a volta da política entreguista e privatista dos oitos anos do governo tucano de Fernando Henrique.

 

BRASIL DEFINE SU RUMBO

FMI brasil

 

Dilma cerró campaña poniendo el acento sobre la integración regional

 

Página 12/ Argentina – Durante una caminata en Porto Alegre y a horas del ballotage presidencial, la mandataria brasileña que va por su reelección afirmó que para su contrincante, Aecio Neves, “no son importantes la relaciones de Brasil con Argentina y el Mercosur” y lo criticó por “desconocer” el proceso político latinoamericano de los últimos 15 años.

Dilma Rousseff recordó que la agenda política del candidato del Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB) propone flexibilizar el Mercosur para firmar acuerdos de libre comercio, así como también retomar las relaciones con las potencias, eliminar el concepto de diplomacia Sur-Sur y lo que el candidato llama de “política exterior ideológica”.

Rousseff criticó la postura de su opositor y subrayó la importancia que para Brasil tiene el Mercosur, que integra junto a Argentina, Uruguay, Paraguay y Venezuela. Y subrayó que es Europa la que no tiene las condiciones para firmar el acuerdo de libre comercio entre ambos bloques.

Unos 142,8 millones de electores brasileños decidirán este domingo si conceden un nuevo mandato a Dilma Rousseff y a su Partido de los Trabajadores o si entregan el gobierno a Aécio Neves, cuyo Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB) gobernó el país entre 1995 y 2002.

En las últimas tres semanas, los dos candidatos libraron en todos los frentes -radio, televisión, mitines y redes sociales- un durísimo duelo que incluyó acusaciones mutuas y personales.

Ali Divandari

Ali Divandari

Uma campanha de propaganda fúnebre foi realizada em Pernambuco para eleger Câmara Ardente governador e Aécio Neves tucano

¿Qué es lo que Estados Unidos quiere de Brasil?

Que el candidato de la oposición haga retornar el modelo del gobierno de Cardoso y la política subserviente respecto a Washington.

 

Antoms

Antoms

 

por Emir Sader
La Jornada/ México
La gran disputa electoral en Brasil ha vuelto a poner en el tapete los intereses de Estados Unidos en América del Sur. Aislado con el proyecto de la Alianza para el Pacífico, sus intereses han vuelto a aparecer más claramente con los dos candidatos opositores en Brasil: Marina Silva y Aécio Neves.

Prioridad de acuerdos bilaterales –claramente, en primer lugar, con Estados Unidos–, debilitando todos los proyectos de integración regional –del Mercosur a la Celac, pasando por la Unasur, en primer lugar. Es decir, cambio de la inserción internacional de Brasil que, al moverse, con el peso que ha adquirido, significaría el más grande cambio en las relaciones políticas regionales desde la elección de la serie de gobiernos antineoliberales a lo largo de la primera década del nuevo siglo.

En lo interno, un giro radical hacia políticas de mercado, con duro ajuste fiscal, que debilitaría el rol del Estado. Arminio Fraga, el comandante económico de Aécio Neves, dijo cosas muy significativas, que estuvieron de moda cuando él participaba en el gobierno de Cardoso: que el salario mínimo es muy alto (sic) en Brasil, frenando con ello la retomada del crecimiento de la economía. Que un cierto nivel de desempleo es saludable (sic), claramente para debilitar la capacidad de negociación de los trabajadores. Que los bancos públicos han crecido demasiado, etcétera etcétera. Todas melodías para los oídos de los economistas, instituciones y gobiernos ortodoxos, en primer lugar, Estados Unidos.

Sería un nuevo gran viraje en la economía brasileña, similar al que se dio con Cardoso, con la diferencia de que en aquel momento había realmente un descontrol inflacionario, mientras ahora la inflación está bajo control, alrededor de 6 por ciento al año. A pesar de la campaña terrorista de la midia respecto de los riesgos inflacionarios, aunque ese nivel sea menos que la mitad de la inflación que Cardoso entregó a Lula (12.5).

Sería un viraje netamente conservador, neoliberal, antipopular, entreguista, con todas sus letras. El riesgo sirve para reafirmar a los que dudaban, como los intereses de la política externa brasileña se choca frontalmente con la de Estados Unidos y como el modelo de desarrollo económico con distribución de renta es contradictorio con los intereses del gran empresariado brasileño.

Los trámites de la campaña electoral brasileña reafirman cómo el gran empresariado, en bloque, no sólo se opone, sino se juega por entero en contra del gobierno, subiendo la Bolsa de Valores de Sao Paulo conforme hay encuestas favorables a Dilma y bajando netamente cuando se da lo contrario. Como los voceros de la gran midia nacional e internacional, los del FMI, del gobierno de Estados Unidos, no dejan de expresar confianza y esperanza en la candidatura que defiende expresamente sus intereses.

Todo lo que Estados Unidos quiere es que Brasil cambie radicalmente de política, de inserción internacional, de modelo económico, de discurso político, de alianzas en la región y en el mundo. Todo lo que Estados Unidos quiere es que el candidato de la oposición haga retornar el modelo del gobierno de Cardoso y la política subserviente respecto a Washington.

 

Aroeira

Aroeira

Dilma e Aécio debatem corrupção

Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) participaram, na noite desta terça-feira (14), do primeiro debate visando ao segundo turno das eleições.

O confronto entre os candidatos foi promovido pela Rede Bandeirantes.

Aécio perguntou sobre corrupção. “Vi somente um momento de indignação da candidata com os vazamentos. Esse diretor que desviou e devolveu R$ 70 milhões aos cofres públicos, que assume que roubou, disse que distribuía esse dinheiro aos partidos. Quais foram os bons serviços prestados por esse diretor a que a senhora se referiu na carta?”

Dilma destacou que sua indignação em “relação a tudo que acontece inclusive no caso da Petrobras é a mesma de todos os brasileiros”. A candidata destacou que sua determinação de punir os culpados é “total”. “Duas leis aprovadas no meu governo são fundamentais para isso. Uma é a lei 12.830, que garante a independência do delegado. Antes, por exemplo, na Pasta Rosa, o delegado começava a investigar, era mandado para um exílio dourado. A outra, a lei 12.850, que regulamentou a delação premiada. Além disso eu me pergunto: onde estão os envolvidos com o caso Sivam? Todos soltos. Os envolvidos com a compra de votos da reeleição? Todos soltos. Os envolvidos na Pasta Rosa? Todos soltos. Os envolvidos no caso do mensalão tucano? Todos soltos. O que eu não quero é isso. Eu quero todos aqueles culpados presos.” Dilma citou os casos do escândalo do Banco Econômico, de Ângelo Calmon de Sá (Pasta Rosa), das acusações de corrupção e tráfico de influência no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), das denúncias de compra de voto para a aprovação da reeleição de FHC (reeleição), e das denúncias de peculato e lavagem de dinheiro na campanha para a eleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Na réplica, Aécio evitou comparar os casos enumerados por Dilma com as denúncias contra a Petrobras. “O que acontece é algo extremamente grave. Estou aqui com a ata em que Paulo Roberto renuncia. Ao contrário do que a senhora disse, a senhora não o demitiu. Ele renunciou.”

Dilma retrucou: “Tenho uma vida toda de absoluta combate à corrupção e de nenhum envolvimento com malfeitos. Gostaria que o senhor explicasse por que tudo que elenquei é outra coisa. E também que o senhor explicasse o que aconteceu em Cláudio, onde o senhor construiu um aeroporto em terreno particular de um familiar e entregou a chave a ele.”

Em seguida, a candidata do PT pergunto para o tucano: “Vou continuar nessa questão de aeroportos. Como o senhor construiu um aeroporto no terreno de sua família, e a chave fica com o seu tio? Também queria saber sobre a obra no Aeroporto de Montezuma. Não acho isso nada moral e nada ético”.

Aécio, exaltado, retrucou: “Quero responder olhando nos seus olhos. A senhora está sendo leviana. O MPF atestou a regularidade dessa obra. Fiz milhares de obras, todas atestadas como obras corretas. Essa obra de Claudio, a senhora está tratando de forma leviana. Tanto que o TSE retirou do ar uma propaganda feita numa área de um tio. Fiz o aeroporto numa região próspera, onde tem mais de 150 indústrias. Esse senhor de mais de 90 anos de idade reivindica R$ 9 milhões por esse terreno. ”

Na réplica, Dilma afirmou: “O senhor está extremamente enganado com a decisão do Ministério Público. O Ministério Público mandou investigar a obra no que se refere à improbidade administrativa. Isso é a verdade. É só ver a decisão do Ministério Público. Eu quero dizer que o nepotismo é crime. O senhor teve uma irmã, três tios e três primos no seu governo.”

Em sua pergunta, Dilma destacou: “Leviano, neste último caso, foi o senhor”, para depois perguntar: “Como o senhor vê a questão do combate à violência contra a mulher? Qual o seu projeto?”

Aécio respondeu afirmando que na questão da segurança, o governo Dilma “fracassou” porque apenas 13% dos recursos vêm da União, “o resto é dos estados e municípios.”

Dilma retrucou afirmando: “Estou falando de violência contra a mulher. Priorizamos a proteção da mulher vítima de agressão. Bolsa Família prioriza a mulher, no Pronatec as mulheres são maioria e em toda a política com mulheres empreendedoras”. (Fonte: Jornal do Brasil)

 

45 escândalos que marcaram o governo FHC

 

bessinha_privataria-2013 privatização tucano FHC ,PSDB

 

1 – Conivência com a corrupção

O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um
dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo
combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.

1995. Quebra do monopólio da PETROBRÁS. Pouco se lixando para a crescente importância estratégica do petróleo, Fernando Henrique Cardoso usou seus rolo compressor para forçar o Congresso Nacional a quebrar o monopólio estatal do petróleo, instituído há 42 anos. Na comemoração, Cardoso festejou dizendo que essa era apenas mais uma das “reformas” que o país precisava fazer para se modernizar.
2 – O escândalo do Sivam

O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.

3 – A farra do Proer

1995. O inesquecível PROER: Em 1995 o ex-presidente Cardoso deu uma amostra pública do seu compromisso com o capital financeiro e, na calada de uma madrugada de um sábado em novembro de 1995, assinou uma medida provisória instituindo o PROER, um programa de salvação dos bancos que injetou 1% do PIB no sistema financeiro – um dinheiro que deixou o sofrido Tesouro Nacional para abastecer cofres privados, começando pelo Banco Nacional, então pertencente a família Magalhães Pinto, da qual um de seus filhos era agregado. Segundo os ex-presidentes do Banco Central, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, a salvação dos bancos engoliu 3% do PIB, um percentual que, segundo economistas da Cepal, chegou a 12,3%.

O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.

4 – Caixa-dois de campanhas

As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.

1996. Engavetamento da CPI dos Bancos. Disposto a controlar a crise aberta pelas suspeitas sobre o sistema financeiro, o presidente Fernando Henrique Cardoso ameaçou e “convenceu” as lideranças do Senado a engavetar os requerimentos para instalação de uma CPI sobre os bancos. Em compensação, o ministério da Fazenda se comprometeu (e nunca cumpriu) a prestar contas ao Senado sobre o PROER. Decepcionada, a CNBB distribuiu nota dizendo não ser justo “que se roube o pouco dinheiro de aposentados e trabalhadores para injetar no sistema financeiro, salvando quem já está salvo ou já acumulou riquezas através da fraude e do roubo”.
5 – Propina na privatização

A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.

1996. Modificação na lei de Patentes. Cedeu em tudo que os EUA queriam e, desdenhando às súplicas da SBPC e universidades, Fernando Henrique Cardoso acionou o rolo compressor no Congresso e alterou a Lei de Patentes, dando-lhe um caráter entreguista e comprometendo o avanço científico e tecnológico do país.
6 – A emenda da reeleição

O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.

1996. Escândalo do SIVAM | : O projeto SIVAM foi associado a um superescândalo que redundou na contratação da empresa norte-americana Raytheon, depois da desqualificação da brasileira Esca (uma empresa que acomodava “amigos dos amigos” e foi extinta por fraudes contra a Previdência). Significativamente, a Raytheon encomendou o gerenciamento do projeto à E-Systems – conhecido braço da CIA. Até chegar a Raytheon, o mondé foi grande. Conversas gravadas apontavam para o Planalto e, preferindo perder os anéis para não perder os dedos, Cardoso demitiu o brigadeiro Mauro Gandra do ministério da aeronáutica e o embaixador Júlio César dos Santos da chefia do seu cerimonial. Depois, como prêmio pela firmeza como guardou o omertá, Júlio César foi nomeado embaixador do país no México.
7 – Grampos telefônicos

Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

1997. A emenda da reeleição: O instituto da reeleição foi comprado pelo presidente Cardoso a um preço estratosférico para o tesouro nacional. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.
8 – TRT paulista

A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.

Subserviência internacional: Um único exemplo: ao visitar a embaixada norte-americana, em Brasília, para apresentar a solidariedade do povo brasileiro aos EUA por ocasião dos atentados de 11 de setembro de 2001, Cardoso e seu ministro do exterior, Celso Lafer, levaram um chá de cadeira de 40 minutos e só foram recebidos após passarem por uma revista que lhes fez até tirar os sapatos.
9 – Os ralos do DNER

O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.

1998. O escândalo da privatização (1): A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. O ex-caixa de campanha de Fernando Henrique Cardoso e de José Serra, um tal Ricardo Sérgio de Oliveira, que depois foi agraciado com a diretoria da Área Internacional do Banco do Brasil, não conseguiu se defender das acusações de pedir propinas para beneficiar grupos interessados no programa de privatização. O mala-preta de Cardoso teria pedido R$ 15 milhões a Benjamin Steinbruch para conseguir o apoio financeiro de fundos de pensão para a formação de um consórcio para arrematar a cia. Vale do Rio Doce e R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
10 – O “caladão”

O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo
FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD).Uma panegeral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistemahaviam sido recém-privatizadas. O “caladão” provocou prejuízo aos consumidores,às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.

1998. O escândalo da privatização (2): Grampos instalados no BNDES pescaram conversas entre Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende, nos leilões que se seguiram ao esquartejamento da TELEBRÁS. O grampo detectou a voz do ex-presidente Cardoso autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
11 -Desvalorização do real

FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava “ou eu ou o caos”. Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial
e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.

1999. O caso Marka/FonteCindam: Durante a desvalorização do real, em janeiro de 1999, os bancos Marka e FonteCindam foram graciosamente socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão, sob o pretexto de que sua quebra criaria um “risco sistêmico” para a economia. Enquanto isso, faltava dinheiro para saúde, educação, desenvolvimento científico e tecnológico

 

12 – O caso Marka/FonteCindam

Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.

2000. O fiasco dos 500 anos: O Brasil completou seu 500º aniversário sem uma festa decente. Em nome da contenção de gastos determinado pelo FMI, Cardoso proibiu as comemorações, que ficaram reduzidas às armações do então ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca. O fiasco foi total. Índios e sem-terra foram agredidos pela polícia porque tentaram festejar a data em Porto Seguro. De concreto mesmo, ficou uma caravela que passou mais tempo viajando do Rio de Janeiro até a Bahia do que a nau que trouxe Pedro Álvares Cabral de Portugal até o Brasil em 1500 e um stand superfaturado na Feira de Hannover. A caravela deve estar encostada em algum lugar por aí e Paulo Henrique Cardoso, filho do presidente, está respondendo inquérito pelo superfaturamento da construção do stand da Feira de Hannover.
13 – Base de Alcântara

O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

2001. Racionamento de energia: A imprevidência do governo Cardoso, completamente submisso às exigências do FMI, suspendeu os investimentos na produção de energia e o resultado foi o apagão no setor elétrico. O povo atendeu a campanha de economizar energia e, como “prêmio”, teve as tarifas aumentadas para compensar as perdas de faturamento das multinacionais que compraram as distribuidoras de energia nos leilões de desnacionalização do setor. Uma medida provisória do governo Cardoso transferiu o prejuízo das distribuidoras para os consumidores, que lhes repassaram R$ 22,5 bilhões.
14 – Biopirataria oficial

Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.

2001. Acordo de Alcântara: Em abril de 2001, à revelia do Congresso Nacional, o governo Cardoso assinou um “acordo de cooperação internacional” que, na prática, transfere o Centro de Lançamento de Alcântara para os EUA. O acordo ainda não foi homologado pelo Congresso graças à resistência da sociedade civil organizada.
Acordos com FMI: Em seus oito anos de mandato, Fernando Henrique Cardoso enterrou a economia do país. Para honrar os compromissos financeiros, precisou fazer três acordos com o FMI, hipotecando o futuro aos banqueiros. Por trás de cada um desses acordos, compromissos que, na prática, transferiram parte da administração pública federal para o FMI. Como resultado, o desemprego, o arrocho salarial, a contenção dos investimentos públicos, o sucateamento da educação e saúde, a crise social, a explosão da criminalidade.
15 – O fiasco dos 500 anos

As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no epísódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.

Planalto, TRT de São Paulo e cercanias: O famoso Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, um dos mais eficazes “gerentes financeiros” da campanha de reeleição de Fernando Henrique Cardoso, se empenhou vivamente no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista. As maus línguas ainda falam em superfaturamento no Serpro, lobby para empresas de informática, ajuda irregular à Encol e manipulação de recursos dos fundos de pensão na festa das privatizações.
16 – Eduardo Jorge, um personagem suspeito

Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um
dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.

Autoritarismo: Passando por cima do Congresso Nacional, Fernando Henrique Cardoso burlou o espírito da constituição e administrou o país com base em medidas provisórias, editadas e reeditadas sucessivamente. Enquanto os presidentes José Sarney e Fernando Collor, juntos, editaram e reeditaram 298 MP’s, Cardoso exerceu o poder de forma autoritária, editando mais de 6.000 medidas provisórias.
17 – Drible na reforma tributária

O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.

O escândalo dos computadores: A idéia de equipar as escolas públicas com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata com a completa ignorância da Lei de Licitações. Não satisfeito, o governo Cardoso fez mega-contrato com a Microsoft para adoção do sistema Windows, uma manobra que daria a Bill Gates o monopólio do sistema operacional das máquinas. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.
18 – Rombo transamazônico na Sudam

O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.

Mudanças na CLT: Fernando Henrique Cardoso usou seu rolo compressor na antiga Câmara dos Deputados para aprovar um projeto que “flexibiliza” a CLT, ameaçando direitos consagrados como férias, décimo terceiro salário e licença maternidade. Graças à pressão da sociedade civil o projeto estancou no senado.
19 – Os desvios na Sudene

Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da
Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.

Explosão da dívida pública: Quando Cardoso assumiu a presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa era de R$ 153,4 bilhões. Outro dia, em abril de 2002, essa dívida já era de R$ 684,6 bilhões. Hoje, a dívida alcança 61% do PIB.
20 – Calote no Fundef

O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valoresestabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.

Violação aos direitos humanos: Exemplo: em 1996, o Brasil ganhou as manchetes mundiais pelo chamado “Massacre Eldorado do Carajás”, no qual 19 sem-terra foram assassinados no sul do Pará.
21 – Abuso de MPs

Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas.

Explosão da violência:Fernando Henrique Cardoso transformou o Brasil num país super violento. Na última década, o número de assassinatos subiu quase 50%. Pesquisa feita pela Unesco em 60 nações colocou o Brasil no 3º lugar no ranking dos países mais violentos. Ao final do mandato do presidente Cardoso, cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente no Brasil.
22 – Acidentes na Petrobras

Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras
protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.

Renda em queda e desemprego em alta: A Era FHC foi marcada pelos altos índices de desemprego e baixos salários.
23 – Apoio a Fujimori

O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.

Desenvolvimento Humano. Segundo o Human Development Report 2001 (ONU), o Brasil ficou na 69ª posição, atrás de países como Eslovênia (29º posição), Argentina (34º posição), Uruguai (37º posição), Kuwait (43º posição), Estônia (44º posição), Venezuela (61º posição) e Colômbia (62º posição).
24 -Desmatamento na Amazônia

Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.

 

25 – Os computadores do FUST

A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.

 

26 – Arapongagem

O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.

 

27 – O esquema do FAT

A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.

 

28 – Mudanças na CLT

A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.

 

29 – Obras irregulares

Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.

 

30 – Explosão da dívida pública

Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. A dívida já equivalia em 2001, preocupantes 54,5% do PIB.

 

31 – Avanço da dengue

A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.

 

32 – Verbas do BNDES

Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

 

33 – Crescimento pífio do PIB

Na “Era FHC”, a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.

 

34 – Renúncias no Senado

A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães
(PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.

 

35 – Racionamento de energia

A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em
sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.

 

36- Assalto ao bolso do consumidor

FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.

 

37 – Explosão da violência

O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.

 

38 – A falácia da Reforma agrária

O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.

 

39 – Subserviência internacional

A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.

 

40 – Renda em queda e desemprego em alta

Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.

 

41 – Relações perigosas

Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman – paraíso fiscal do Caribe.

 

42 –Violação aos direitos humanos

Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.

 

43 –Correção da tabela do IR

Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.

 

44 – Intervençãona Previ

FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de
2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.

 

45 – Barbeiragens do Banco Central

O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – foi naquele ano o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.

 

Para um futuro melhor, contra a terceirização do Brasil

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Ou o povo derrota Aécio ou Aécio vai fazer pó do Brasil

por Gilmar Crestani

Os EUA já se envolveram em muitas confusões, invasões, guerras por causa do petróleo. Há anos vem massacrando povos no Oriente Médio tudo em nome do Petróleo. As insurreições recentes da Líbia, Egito, Ucrânia, Síria todas tem a ver com o petróleo. As dificuldades de os EUA aceitarem os governos recentes da Venezuela tem um nome: petróleo.

O Brasil que transformou a Petrobrás em Petrobrax para vende-la, agora quer entregar o petróleo que é nosso aos EUA. Será que é apenas para evitar invasão? Por que uma pessoa em sã consciência e lute em defesa do povo do seu país iria querer entregar por trinta dinheiros nossa maior riqueza? Logo agora que foi descoberto o pré-sal e que poderá auxiliar em muito para que o país alcance outro patamar social, com mais acesso à saúde e à educação.

O presidente da Petrobras, Philippe Reischtul, em frente ao novo logotipo da empresa. Foto: Nelson Perez/ Valor

O presidente da Petrobras, Philippe Reischtul, em frente ao novo logotipo da empresa. Foto: Nelson Perez/ Valor

Os ataques à Petrobrás, com a participação dos mesmos grupos de mídia que apoiaram o golpe militar e a ditadura que se seguiu, que aliás contou com a participação da norte-americana através da CIA, se uniram à corrente política dos pés descalços. Aquela que tirava os sapatos para entrar nos EUA.

Alguém em sã consciência me diz por que entregar o nosso petróleo aos EUA? Por que entregar os Estaleiros de Rio Grande, no RS, e SUAPE, em Pernambuco, que empregam milhares de pessoas e desenvolvem a tecnologia da construção de grandes navios e plataformas de petróleo aos EUA? Por que esse Complexo de Vira-Latas?

Alguém que prefere que nossas riquezas seja geridas por outros países ou por empresas de fora é alguém que não sabe gerir nem gosta do próprio país. Pior, é entreguista, um canalha!

Sabe com quem está falando?

Duvido que 1% dos manifestantes de julho de 2013 tenha algum dia lido A Pirâmide e o Trapézio ou Os Donos do Poder, de Raymundo Faoro. Não têm a mínima noção do porque o Brasil já foi considerado a República dos Doutores, que resolvia tudo na base do carteiraço. Exatamente como tentou fazer Lasier Martins com aquele funcionário da Polícia Federal que expedia Passaporte….

Lasier Martins é uma personagem atual mas saída das Memórias de um Sargento de Milícias… É o malandro que usa o um espaço de uma concessão pública, como a TV e Rádio, para se vingar do ex-patrão, tal qual rezava a famosa Lei de Gérson: “”Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também, leve Vila Rica!”. Ao usar uma concessão pública, como a RBS, para se catapultar à política, Lasier Martins é exemplo vivo da propaganda estrelada pelo atleta Gerson da Seleção de 70. Os jovens não precisavam saber disso, mas muito velhaco, que tinha conhecimento deste tipo de malandragem, votaram no malandro. A dúvida é porque também querem levar vantagem em tudo, serem malandros?!

brizola lasier

Perdi a paciência e já não estou disposto a sentir vergonha alheia. É difícil engolir que a RBS consiga ter dois representantes no Senado, tendo, com isso, preterido Olívio Dutra por puro “ódio ao PT”. Não há termo de comparação entre Olívio Dutra e Lasier Martins, seja pelo que já fizeram para e pela sociedade gaúcha, sejam em termos de caráter.

Não suporto voto de manada e vou explicar porque é de manada!

Povinho Bunda!

Um povo que escolhe dois Senadores da República tendo por único “mérito” serem funcionários da RBS merece usar cabresto. E comer grama, no coxo. Ou ração, no chiqueiro.

Não por que isso não fosse previsível. Claro que sim. Afinal, somos o Estado que comemora uma derrota, a Guerra dos Farrapos. Guerra em que puseram os Lanceiros Negros para frente de batalha com a promessa de liberdade. Em Porongos a promessa de liberdade se transformou em massacre.

E aí o Hino Rio-Grandense diz: “povo que não tem virtude acaba por ser escravo”. Como quem diz: vocês, Lanceiros Negros, são escravos porque não têm, mesmo lutado pelo RS, virtude. Por isso devem continuar escravos.

O mesmo Hino que diz, “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”. Que façanhas? A façanha foi ter perdido a guerra, concluída com o massacre de quem lutou na linha frente, em Porongos…

Povo racista

O bronco, estúpido ignorante e mau caráter Levy Fidelix fez mais votos entre os gaúchos do que entre o povo do Nordeste. Por quê? Na seção em que trabalhei no Menino Deus, em Porto Alegre, fez 10 votos. Menino Deus é um bairro de uma classe média abaixo da média, decadente, mas que pensa que é classe média alta.

patricia-moreira

O povo gaúcho, que se auto denomina o mais politizado do Brasil é o povo que elege um Deputado racista e homofóbico, Luis Carlos Heinze (PP). Olha só o cuidado, as luvas de pelica que a RBS usa para tratar o sujeito: “Em vídeo, deputado gaúcho diz que “quilombolas, índios, gays, lésbicas” são “tudo que não presta”. Sorte dele que não é petista, senão a RBS teria posto o nome dele em letras garrafais e xingaria o partido durante várias gerações. Faria o que Lasier Martins confessou que fez com Renato Ribeiro, seu ex-patrão. Contaria no Jornal do Almoço e depois iria para a Rádio Gaúcha fazer dobradinha com Augusto Nardes

heinze

E aí vem a pergunta: por que a RBS protege racista? Sim, porque além da identidade ideológica também trabalha na RBS outros racistas, como Cacalo. E é compreensível já que a RBS é repetidora da Globo que tem por Diretor Geral de Jornalismo e Esportes um sujeito que escreveu um livro: “Não Somos Racistas”, Ali Kamel.

Cacalo declarou que chamar alguém de macaco é do folclore do futebol. Quem acredita no Cacalo acredita em qualquer coisa. Sim porque senão por que quem chamou o goleiro Aranha de macaco não chama Rogério Ceni de macaco?!

Um povo que não tem virtude tem um clube excluído de uma competição nacional porque tem torcida racista. O presidente deste clube, na véspera do julgamento, faz uma encenação rocambolesca e suspende uma torcida. Terminado o julgamento, devolve-a aos seus costumes, tripudiando para cima do STJD. Não só, brincando com todos os que não querem mais ver racismo. Por aí se explica porque este povo elege uma pessoa racista e homofóbica como Luis Carlos Heinze (PP).

Há no RS uma componente nazifacista. Às vezes latente, às vezes extravasa e gera um Adão Latorre, especialista em degola.

Ku-Klux-Kan de jaleco branco

O que foi a campanha do CREMERS na semana da eleição senão uma lembrança das procissões da Ku-klux-Kan? Uma classe que jura a defesa da vida não pode tratar a vida dos outros com tamanho desprezo.

O que a máfia de branco pensa das pessoas que não tinham acesso ao atendimento médico e passaram a ter graças ao Mais Médicos? Desprezo.

O ódio ao Mais Médicos por uma parcela dos a$$oCIAdos do CREMERS revela todo o apego pecuniário em detrimento ao respeito mínimo que merece um pobre de periferia. Em algumas celebrações se joga arroz, na dos filiados ao CREMERS pode-se jogar, sem qualquer constrangimento, moedas. São pessoas movidas unicamente pelo dinheiro. São pessoas de valor. Monetário.

Ódio de Classe

E aí volto para um circo de pessoas mais próximas. Pessoas que ou não conseguem perceber que há um massacre da mídia para cima do PT. Um massacre que se revela em “Eu odeio o PT”.

Afinal, por que ninguém odeia o Partido do Bolsonaro, do Marco Feliciano, do Silas Malafaia, do Paulo Maluf, do Luis Carlos Heinze? Simples. Porque a velha mídia sequer condena eles, jamais condenaria o partido. A manada odeia quem a velha mídia manda odiar. Ela não se dá ao cuidado de eleger com seus próprios neurônios um objeto para seu ódio, segue o caminho mais fácil, pronto e acabado, entregue de mão beijada pelos grupos mafioMidiáticos.

Não sou filiado, nem o PT precisa da minha defesa.

O que me incomoda não é o “odeio o PT”, mas a gratuidade do gesto. Como que se fosse um ato impensado, que sai automático, do inconsciente.

Por que será que este ódio parte sempre da direita? A mesma direita que patrocinou uma ditadura, que O Globo saudou em editorial, desejando boas vindas?

dilma-bonner

A ditadura em que as pessoas que deram o golpe também prendiam sem mandado de prisão. Depois de presos, torturavam. Depois de torturar, estupravam. Depois de estupradas, eram mortas. Depois de mortas, esquartejadas. Depois de esquartejadas, espalhadas em valas clandestinas, como a do Cemitério de Perus, em São Paulo. Espalhavam para que as famílias não pudesse encontrar os restos mortais. Como fizeram com o deputado Rubens Paiva. Quem lutou e enfrentou de peito aberto os ditadores e seus sequazes foi Dilma Roussef. Será que vem daí o ódio desta direita hidrófoba? Por que Dilma merece ataque constante da Rede Globo enquanto o ditador João Batista Figueiredo, que dizia preferir o cheiro dos cavalos ao cheiro povo, era tratado como parceiro da casa?

Os ignorantes ou inebriados pelo ódio não se dão conta que jornais, rádios, tvs jamais atacam Jair Bolsonaro, Marco Feliciano, Silas Malafaia, Luis Carlos Heinze. Os partidos a que pertencem estas figuras jamais são atacados por darem guarida a tais espécimes.

Cemitério Perus

Cemitério de Perus

Aroeira

Aroeira

 

Alguém viu Zezé Perrella ser atacado por ser o dono do helicóptero que transportava 450 kg de cocaína? Alguém viu, leu ou ouviu condenação ao partido deste político por te-lo entre suas fileiras? Alguém nas velhas mídias associou Zezé Perrella ao seu amigo Aécio Neves?

 

Alguém já viu alguma capa da Veja mostrando José Roberto Arruda como condenado por ser Ficha Suja, ou dizendo maldades de seu partido? Ou execrando o Ministro do STF que, instado por um ex-presidente da República, buscou livrar Arruda no TSE? Por que não há condenação ao partido do José Roberto Arruda?

Outro político de Brasília, Luiz Estêvão, foi preso? Alguém viu capas de jornais ou revistas massacrando o partido dele? Aliás, quem lembra qual é o partido deste agora presidiário?

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Luiz Estevão prisão domiciliar. A justiça quer assim

Luiz Estevão prisão domiciliar. A justiça quer assim

Manchetômetro

Por que esta diferença de tratamento: condenação generalizada ao partido PT sempre que alguém ligado ao partido é denunciado? Por que não há condenação do PP do Paulo Maluf e do Luis Carlos Heinze? Por que o PMDB de José Sarney, Luiz Estêvão não é hostilizado? Por que o DEM do Demóstenes Torres não é execrado? Por que o PSDB, partido do presidente que comprou a reeleição pagando R$ 200 mil reais para cada deputado que votou pela aprovação da emenda da Reeleição nunca é denegrido em manchetes de jornais ou capas de revistas, nem aparece em reportagens de TV recebendo tratamento vexatório?

As pessoas que não conseguem identificar a diferença de tratamento podem ser comparadas a uma manada. Numa tropilha, à égua-madrinha. Não têm a mínima ideia, mas segue a trilha já pisoteada por quem está na frente. As pessoas que sabem que existem esta diferença de tratamento e, por isso, festejam, parabéns. Vocês venceram. Mas sua companhia me dá asco. Quando as ouço fazem-me lembrar de Sêneca, que dizia preferir ser surdo que ouvir certas pessoas falarem.

Será que é tão difícil perceber isso? O manchetômetro da UFRJ demonstrou por meios estatísticos a diferença de tratamento. Então, não é algo que não esteja à disposição de quem tiver interesse em se esclarecer. Se as pessoas com alguma informação não conseguem perceber a diferença de tratamento que Veja, Estadão, Folha, RBS, Globo dão para políticos que cometem os mesmos crimes porque os que teriam menos instrução se preocupariam com isso?

Piores são os que exatamente por compreenderem esta diferença com ela se congratula. Cheguei numa idade em que posso me dar ao luxo de manda-los à merda, não preciso deste tipo de convivência.

Votar em Aécio significa mais manipulação nos meios mafiomidiáticos, mais tóxico nas ruas, mais cocaína nos aeroportos. Aécio vai deixar a população que hoje recebe atendimento do Mais Médicos, em torno de 15 mil profissionais, sem serviço médico. Vai entregar a Petrobrás aos EUA. O Itamaraty à Marina Silva. O Banco Central ao Banco Itaú. E a Polícia Federal ao José Serra.

Que é isso, Aécio? Pó pará, governador!

O TREM DA CORRUPÇÃO. Cartel operou na CPTM durante gestão Serra

O TREM DA CORRUPÇÃO. Cartel operou na CPTM durante gestão Serra

 

Livro revela bastidores da Operação Satiagraha

Por Victor Barone

 

 

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Com 24 anos de carreira, Rubens Valente é um dos repórteres mais premiados do país. Repórter da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo, recebeu o prêmio Esso de Reportagem em 2001 e o Grande Prêmio Folha em 2002 e 2010. Iniciou sua carreira aos 19 anos, em Campo Grande (MS), no extinto jornal Diário da Serra, dos Diários Associados. Nos últimos dois anos, dedicou-se à investigação que resultou no livro Operação Banqueiro (Geração Editorial), um mergulho nos documentos e bastidores da Operação Satiagraha e da história de como o banqueiro Daniel Dantas escapou da prisão com apoio do Supremo Tribunal Federal e virou o jogo, passando de acusado a acusador. Confira a entrevista.

O que te levou a escrever o livro Operação Banqueiro?

Rubens Valente – Vários motivos. O principal foi a necessidade de relatar ao público fatos, documentos e interceptações telefônicas a que tive acesso e que tratavam de assuntos de grande interesse público. Havia dados e situações que o público deveria conhecer, mas que estavam escondidos dos olhos da sociedade pelo carimbo do sigilo.

Como você definiria a Operação Satiagraha?

R.V. – Creio que é uma história exemplar sobre crime e impunidade que diz muito sobre o país em que vivemos. Mostra como setores do Judiciário em Brasília foram extremamente tolerantes em relação a suspeitas sobre empresários e determinadas figuras da República. Procurei jogar luz sobre a impunidade de altas figuras da política e do empresariado nacional mais bem entrosado com a política.

Faltou transparência na investigação?

R.V. – Principalmente depois da segunda etapa da investigação, quando ela foi assumida por outra equipe da Polícia Federal após uma intervenção direta da cúpula da instituição, a sociedade brasileira não teve acesso completo aos documentos apreendidos pela polícia e colocados à disposição da Procuradoria Geral da República. Essa documentação agora é revelada no livro. São centenas de e-mails que demonstram a pressão exercida pelo grupo Opportunity sobre o governo Fernando Henrique Cardoso para que determinadas investigações não fossem realizadas. Como de fato não foram. Esses documentos foram apreendidos com ordem judicial e seguiram de São Paulo para Brasília por volta de 2009. Até agora, quase cinco anos depois, não se sabe o destino desses papéis, que providências foram tomadas, se é que foram tomadas. Também faltou transparência das cúpulas da Procuradoria Geral da República e da Polícia Federal em relação a uma investigação que procurou descobrir se houve grampo sobre o ministro Gilmar Mendes. Nós sabemos que nada foi encontrado, a imprensa chegou a publicar essa informação, mas até o momento nem a PF nem a PGR vieram a público para esclarecer, com todas as letras, a inexistência dessas escutas. Foi um episódio que jogou lama em autoridades do Executivo e do Judiciário e que até agora fica no ar, sem uma posição formal das autoridades. Isso é péssimo para a democracia.

Até que ponto a relação de Daniel Dantas com o poder político e econômico influenciou no andamento da investigação e no julgamento?

R.V. – Procuro mostrar no livro as diversas conexões de Dantas com o poder político e também as ligações dos advogados ligados ao grupo Opportunity com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que concedeu os dois habeas corpus em favor do banqueiro. Um dos advogados mais próximos de Mendes (por exemplo, a mulher do ministro hoje trabalha no escritório desse advogado) defendeu pessoalmente o banqueiro Daniel Dantas no final dos anos 90. Até que ponto essas relações influenciaram no julgamento é uma conclusão a que os leitores poderão chegar.

Houve grampo sobre os ministros do STF?

R.V. – Houve várias investigações simultâneas sobre essas alegações: CPI dos Grampos, inquérito da Polícia Federal, sindicâncias na Abin. Nenhuma delas encontrou a comprovação de grampo no tribunal. Eu me baseio nessas investigações para negar a existência da interceptação. Só podemos considerar como hipótese que a interceptação tenha ocorrido, o que é muito frágil, sob vários pontos de vista, inclusive jornalístico. Mas ainda que isso tenha ocorrido, ou se isso vier a ser comprovado no futuro, não há também nenhuma ligação concreta entre o suposto grampo e o comando da Operação Satiagraha, que foi a alegação da época. Ou seja, há dois pontos sem comprovação: tanto a escuta quanto a conexão da escuta com a Satiagraha.

A Abin foi acusada de cometer excessos durante as investigações. Você localizou algum indício disso?

R.V. – Parte da imprensa afirmou que a Abin ou agentes da Abin fizeram escutas clandestinas sobre diversos cidadãos, incluindo ministros de Estado. Contudo, as investigações posteriores demonstraram que nada disso existiu, não foi localizada nenhuma escuta telefônica ou ambiental realizada por agentes da Abin. A participação da Abin se restringiu a seguir e fotografar pessoas nas ruas e ler e interpretar e-mails ou ligações telefônicas interceptadas com ordem judicial, ou seja, não passou de um trabalho braçal e auxiliar da investigação da Polícia Federal.

O delegado Protógenes Queiroz cometeu erros ou equívocos estratégicos que prejudicaram o processo?

R.V. – Digo que o delegado mais acertou do que errou e que seus erros foram devidamente amplificados, distorcidos e exagerados pela defesa do banqueiro Daniel Dantas e por setores da imprensa. Quem cobre a polícia e o Judiciário sabe que a polícia comete sua parcela de equívocos nos inquéritos policiais, e por isso mesmo o sistema judiciário tem seu próprio processo de correção. As descobertas do delegado são submetidas ao Ministério Público e ao juiz do processo. Depois, os réus são ouvidos, podem oferecer recursos e esclarecimentos. Ou seja, a palavra do delegado nunca é a palavra final em um processo. Mas o foco todo foi lançado sobre o delegado, numa forma de desqualificar e enfraquecer todo o processo.

Que erros foram estes?

R.V. – O delegado cometeu erros de conteúdo e principalmente de ordem administrativa. O principal deslize foi não ter comunicado oficialmente à cúpula da Polícia Federal a entrada da Abin no caso. Mas quero ressaltar – e esse é o ponto principal – que nenhum dos eventuais deslizes do delegado era capaz de determinar a ilegalidade do caso Satiagraha, decisão depois tomada pelo STJ. Segundo a lei, compete ao delegado, e não à Abin, executar os atos da polícia judiciária, que são basicamente promover diligências, ouvir testemunhas ou acusados, apreender documentos, solicitar interceptações telefônicas. E tudo isso foi feito sob comando do delegado e com apoio do Ministério Público Federal, jamais pela Abin. Nesse sentido, todos os atos foram cometidos pelo delegado em estrito cumprimento da lei. As inúmeras investigações confirmaram o que estou dizendo.

Você acredita que setores da mídia trabalharam para “atenuar” o caso e “reconstruir” ou “reforçar” a imagem de Dantas?

R.V. – O meu trabalho não tratou do papel da mídia no caso Satiagraha, embora a mídia seja um personagem importante, devidamente tratada ao longo do livro. A meu ver, algumas acusações feitas pelo delegado no bojo de seu inquérito sobre o papel da mídia, ou suas opiniões sobre como ele achava que a mídia deveria se comportar, aprofundaram a desavença de parte da mídia, em especial a revista Veja, com o delegado e, por extensão, com todo o inquérito. As considerações do delegado não foram levadas adiante tanto pelo Ministério Público quanto pelo Judiciário, mas isso bastou para colocá-lo como alvo.

Houve o contrário, em sua opinião? Alguma tentativa de demonizá-lo?

R.V. – O que houve foi uma grande atenção da mídia sobre a figura de Dantas, o que é plenamente compreensível, já que ele foi preso e investigado pela Polícia Federal numa operação de grande envergadura. Qualquer pessoa naquelas condições, sendo ele quem era, atrairia a atenção redobrada da imprensa. A cobertura da imprensa sobre os fatos relativos à Operação Satiagraha procurou, como toda e qualquer investigação anterior e posterior, destacar as provas existentes sobre a conduta do banqueiro. Isso não é demonização, é apenas a divulgação de fatos de interesse público sobre uma figura pública.

Onde entra o PSDB na “novela” Daniel Dantas?

R.V. – No livro procuro demonstrar as estreitas ligações de Dantas com figuras do PSDB. Essa relação começa na campanha do presidente Fernando Henrique, em 1994, quando Dantas participou como consultor ou formulador de planos econômicos do PFL, o principal parceiro do PSDB na aliança que elegeu FHC. A ligação depois se acentua no processo de privatização das estatais telefônicas, quando grampos telefônicos demonstraram que a cúpula do governo FHC manejava em favor do consórcio liderado por Dantas. Por fim, figuras emblemáticas do PSDB passam a ser ameaçados por e-mails trocados entre Dantas e o consultor Roberto Amaral. Segundo o consultor, o banqueiro era “um grande credor” de políticos do PSDB.

E o PT?

R.V. – O banqueiro manteve uma relação ambígua com o PT. Até a eleição de Lula, teve várias rusgas com os fundos de pensão das estatais. Depois, passou a dizer que era vítima de uma conspiração petista, principalmente na figura do então presidente do Banco do Brasil, que teria pressionado o banco a abandonar suas disputas e fazer um acordo com os fundos. O banco procurou se aproximar do PT por meio do operador do mensalão Marcos Valério. Depois, em 2008, ele fez um acordo extraordinário com os fundos de pensão geridos por pessoas do PT, pelo qual todos abriram mão de suas inúmeras disputas judiciais em benefício da criação da supertele BrOi, o que era uma prioridade do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mais tarde, em 2010, o grupo Opportunity doou R$ 1,5 milhão para a campanha eleitoral da presidente Dilma. Ou seja, a relação do banqueiro com o PT mudou drasticamente ao longo dos anos.

Já estás trabalhando em outro livro?

R.V. – Sim, estou em licença da sucursal da Folha em Brasília até agosto próximo em dedicação exclusiva, com viagens e entrevistas, para um livro sobre a relação entre a ditadura militar e os indígenas no Brasil. Eu ainda era criança, com nove anos, quando conheci os primeiros indígenas da reserva de Dourados. Ao longo da carreira de repórter, estive em mais de 50 aldeias indígenas, e sempre quis fazer um trabalho de maior fôlego sobre o assunto. No ano passado surgiu a oportunidade.

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Victor Barone é jornalista

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La irrupción del Ejercito Brasilero contra los huelguistas petroleros y el hundimiento del mito sobre los “progresismos de tercera vía”

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José Ernesto Schulman
Crónicas del nuevo siglo

En una recuperación de atributos subjetivos que hacen a su condición de clase, los trabajadores petroleros brasileros realizan acciones de resistencia contra la privatización de una de las zonas petroleras más prometedoras de su país: Campo de Libra (frente a las Bahía de Santos) del que se calcula una producción de 1,4 millones de barriles diarios, equivalente a la mitad del total de la producción actual.
Como en los famosos y tan denostados noventa, estamos ante una acción clásica del neoliberalismo: entregar los recursos naturales con el pretexto de falta de capitales para explotarlos (Brasil, el gigante que aspira a ser potencia mundial dice no tener capitales para explotar sus recursos naturales; resulta difícil de creer) y la promesa de destinar una parte de lo obtenido para mejorar el estado de la educación y la salud pública, objeto de las críticas más duras por parte de las imponentes movilizaciones populares inmediatamente previas a la “milagrosa [1]” visita del Papa Francisco.

Ante la resistencia obrera en curso –como diría el “amigo” Moyano: resuelta por los “cuerpos orgánicos” de las instituciones sindicales brasileras -que no se distinguen por su irreverencia o excesivo celo en la defensa de los intereses obreros y populares – el gobierno de Dilma Rousseff ha ordenado la intervención de una tropa de elite, la Fuerza Nacional, creada para combatir al narcotráfico rompiendo una tradición política comenzada en el 2003 por Lula de no utilizar las Fuerzas Armadas tradicionales en el conflicto social (las Policías en Brasil, tienen de por sí destacamentos altamente preparados para el combate callejero y con una capacidad de fuego superior a la media de los ejércitos latinoamericanos).

La decisión de proteger la inversión del Capital Privado Extranjero (que sea de origen chino no altera nada a esta altura de la subordinación de toda China a las lógicas del capital globalizado) por medio de la última defensa del Estado: su núcleo armado, confirma el carácter de la experiencia del P.T. de Lula y Dilma mucho más que sus apuestas a la integración latinoamericana o sus firmes actitudes en el plano internacional a favor de la paz y contra el hegemonismo norteamericano (tal como se mostró en el incidente por el espionaje norteamericano sobre la región, precisamente buscando información sobre la cuenca de Campo de Libra que finalmente fue concedida a empresas chinas y no a las norteamericanas).

Lo estremecedor de la vuelta del Ejercito a su función de Fuerza de Ocupación Interna, confirmando la vigencia de la Doctrina de Seguridad Nacional (por más que no se la nombre o aún se la haya declarado obsoleta en más de un ámbito de debate regional) contribuye a revelar el mito del carácter “progresista” del gobierno de Dilma y de otros gobiernos supuestamente “progresistas” de la región, mito construido a partir de un silogismo [2] que se basa en dos premisas erróneas: a) la preeminencia de las políticas de integración latinoamericana por encima de las políticas internas de mantenimiento de la matriz de distribución de ingresos constituida en el largo periodo que va del golpe de Estado de 1964 hasta la asunción del primer gobierno de Lula en el 2003 en el Brasil y en general, en la llamada década perdida de los noventa en América Latina y b) la confianza en que se puede arribar a una sociedad más justa y solidaria, digamos pos capitalista o algo así, por el camino de pequeñas reformas que “astutamente” se abren paso sin confrontar con el núcleo del Poder Dominante (los grupos económicos nacionales y trasnacionales, los agentes imperiales, las fuerzas armadas y el aparato de seguridad, los medios hegemónicos de comunicación y los intelectuales a su servicio).

Ambos debates son seculares. Experiencias de gobiernos con políticas autónomas en lo internacional pero “ortodoxos” en la defensa del orden burgués no faltan: citemos por ahora la larga etapa de gobierno del PRI en México que tanto hizo por Cuba o por los exiliados latinoamericanos que huían de las dictaduras o el mismo gobierno de De Gaulle que se atrevió a confrontar con los EE.UU. en cuestiones centrales en plena época de la Guerra Fría.

Que haya contradicciones entre un bloque de poder con dominio nacional y el Imperio Hegemónico de la época no es novedoso ni extraordinario.

Que esas contradicciones generan espacios para la acción política que se deben aprovechar con determinación, audacia e iniciativa política está fuera de discusión y todos jugamos fuerte para bloquear el Alca en Mar del Plata (2005) o apoyar la formación del Unasur, el Banco del Sur y tantas otras experiencias similares (algunas pendientes de concreción, por cierto).

Pero nadie se hace libre por participar en formas de integración regional, por más progresistas que sean.

Desde el debate entre Rosa Luxemburgo y Eduardo Bernstein [3] que el movimiento popular y transformador se divide tajantemente en dos: los que creen que por el camino evolucionista de pequeñas reformas acumuladas se llega al socialismo y los que creemos que solo la ruptura revolucionaria con el orden capitalista (ruptura que requiere de acumulación previa de poder popular y se puede dar de diversas maneras, incluso no armadas) se puede pasar a otra etapa del desarrollo social.

Para los que tenían dudas sobre el porqué de la persistencia de la Ley de Auto Amnistía vigente en Brasil para los delitos de lesa humanidad cometidos por el Estado en ejercicio del Terror (sancionada en 1979 bajo la dictadura de Joa Baptista Figueredo) tienen aquí la respuesta más obvia y contundente: porque un gobierno que propone mantener el capitalismo en su país, y para ello garantizar la reproducción ampliada del capital, lo que implica disciplinar la masa laboral a las condiciones que el “mercado” requiere para garantizar la “cuota de ganancia media” para el conjunto de la clase propietaria y la “ganancia monopolista” [4] para los grupos más concentrados y potentes de la economía –nacionales o extranjeros- necesita mantener la capacidad de reprimir siempre a mano.

O dicho de otro modo: por si en algún momento los trabajadores petroleros se “atreven” a resistir la privatización de la principal cuenca petrolera a manos de un gobierno “progresista”.

Los gobiernos no son boyas que van adonde los lleve el viento de la historia, en este caso el viento que nace de los procesos de ruptura con el capitalismo que se intentan desde Cuba, Venezuela, Bolivia y Ecuador –no importa aquí las obvias diferencias, ritmos y estrategias de cada cual- sino que tienen proyecto político que se define alrededor de lo decisivo en la vida cotidiana y concreta de los pueblos: la continuidad (que implica la ampliación continua del dominio del Capital [5]) del capitalismo o el inicio de un camino de ruptura con él. Reforma o Revolución como decía Rosa Luxemburgo certeramente al inicio del siglo XX.

A finales del ciclo mundial del neoliberalismo (digamos 1997/1998), de las entrañas mismas de los gobiernos centrales del capitalismo: Inglaterra, Italia y EE.UU. surgió una propuesta para “superar” el neoliberalismo con otro modelo, bautizado entonces como “tercera vía”.

“La idea de la ‘tercera vía’ fue lanzada públicamente por Tony Blair, primer ministro del Reino Unido, en febrero de 1997 (aún antes de vencer electoralmente a los conservadores luego de 18 años de gobierno ininterrumpido). Luego fue convalidándose en diversos eventos internacionales para gozar de un gran lanzamiento en el seminario sobre La sociedad civil y el futuro de la democracia realizado en la sede de la Universidad de Nueva York el 12 de setiembre de 1998 con la presencia, entre otros, de Bill Clinton, Romano Prodi y el propio Tony Blair” [6].

Por esos días, el propio Tony Blair lo explicaba de este modo: “La tercera vía supone una nueva línea dentro del centroizquierda. La izquierda del siglo XX ha estado dominada por dos corrientes: una izquierda fundamentalista que veía el control del Estado como un fin en si mismo y una izquierda más moderada que aceptaba esa dirección básica pero estaba a favor del compromiso. La Tercera vía es una reevaluación seria, que extrae su vitalidad de unir las dos grandes corrientes del pensamiento del centroizquierda (el socialismo democrático y el liberalismo) cuyo divorcio durante este siglo contribuyó tan claramente a debilitar la política de signo progresista a lo largo y ancho de Occidente”.

Si hace falta “traducirlo”: la Tercera Vía era el intento de encontrar un camino propio, lejos del “socialismo estatalista” que había estallado para principios de los noventa en la U.R.S.S. y todo su área de influencia europea, pero también lejos del “capitalismo salvaje” que había brotado en las condiciones globales surgidas de la perdida del equilibrio estratégico entre EE.UU. y la U.R.S.S., entre el capitalismo y el socialismo como sistemas contrapuestos así sea en la arena internacional, nuevo orden mundial anticipado por el Terrorismo de Estado -que desde el golpe chileno de 1973- había devastado primero y reorganizado después a buena parte de América Latina (por cierto, con centralidad en los grades países como Brasil, México y Argentina).

Si durante toda la experiencia soviética y de “socialismo de estado”, la socialdemocracia y la centro izquierda habían buscado un punto intermedio, una tercera vía, entre el socialismo y el capitalismo; ahora, desaparecido el “socialismo de estado”, la búsqueda debería ser entre el capitalismo “neoliberal”, “salvaje”, y el capitalismo “de bienestar” o “humanizado” construido por la Socialdemocracia en Europa y los gobiernos populistas de América Latina: el Peronismo y el PRI [7] de México por ejemplo.

“Durante los años 1996 y 1997, convocados por Jorge Castañeda y Roberto Mangabeira Unger, un grupo de políticos progresistas de América Latina deliberó sobre las propuestas necesarias para superar el estancamiento del modelo neoliberal. Sus conclusiones fueron presentadas bajo el nombre del Consenso de Buenos Aires en diciembre de 1997 y publicadas como separata por el diario argentino Pagina 12 en su edición del martes 2 de diciembre del mismo año [8]. Allí se informa que en las deliberaciones participaron los mexicanos Jorge Castañeda, Cuauhtémoc Cárdenas y Vicente Fox, los brasileños Roberto Mangabeira Unguer, Leonel Brizola, Marco Aurelio García, Luis Ignacio Lula da Silva, Vicentinho, José Dirceu, Itamar Franco, el nicaragüense Sergio Ramírez, los argentinos Carlos Álvarez, Graciela Fernández Meijide, Rodolfo Terragno, Federico Storani, Dante Caputo, José Bordón aunque se aclara que no todos participaron del mismo modo y que el documento elaborado no ha sido firmado por los participantes, sino que refleja los debates habidos.

En el documento bautizado como “Consenso de Buenos Aires” arrancaban con una delimitación brutal de su horizonte: “El estrechamiento de los parámetros ideológicos aunado al imperativo de ceñirse a las exigencias del flujo de capitales, bienes y personas, ha reducido el margen de maniobra de cada nación, de cada gobierno, de cada partido o movimiento. Cegarse ante ello es además de inútil, pernicioso para todos: beneficiarios y víctimas del reparto de vicios y virtudes del fin del siglo”.

Luego hacían confesión del más crudo evolucionismo: “los cambios acontecen de manera puntual y acumulativa. ..lo que cuenta es la dirección y sus efectos sobre la comprensión por la gente…” Y pasaban a defender las políticas neoliberales, pero con “correcciones”. Y al momento de presentar las propuestas (en 1998!, pero fíjense que persistencia ideológica entre sus partidarios de los actuales gobiernos “progresistas”) decían [9]:

Economía de mercado: “El mercado debe ser el principal asignador de recursos, pero corresponde al Estado crear las condiciones para que las necesidades de los más pobres puedan convertirse en demandas solventes que puedan ser procesadas por éste”. Casi todos los economistas coinciden en que “nuestra década ganada” se basó en el estimulo estatal al consumo popular por medio de subsidios, extensión de las jubilaciones y pensiones, la asignación universal por hijo y el apoyo a las cooperativas de trabajo y las empresas recuperadas. El aumento del consumo popular no afectó para nada los ingresos de las clases altas que por el contrario crecieron aún más que las subalternas ampliando las diferencias de clase en la distribución del ingreso y en la concentración de la riqueza en los grupos económicos extranjeros: 200 firmas representan la mitad del PIB argentino y las empresas extranjeras son el 70 % de la facturación de esas firmas.

Impuestos generalizados: “La tributación indirecta del consumo, generalmente realizada a través del impuesto sobre el valor agregado, adecuadamente instrumentada puede permitir lograr ese objetivo…” La regresividad del sistema impositivo argentino está fuera de discusión y –tal como pedía el Consenso de Buenos Aires- son los impuestos al consumo popular los que sostienen la recaudación fiscal.

Privatizaciones: “….puede convenir la privatización de empresas públicas, a condición de utilizar las ganancias consiguientes para abatir la deuda pública interna y reducir los intereses pagados por el gobierno -y por los agentes privados- a niveles internacionales” . Lo de “abatir la deuda” en la Argentina pasó a llamarse “desendeudamiento” y combinó una fenomenal quita de la deuda externa con el pago puntilloso al Fondo Monetario Internacional de sus acreencias y la legitimación de toda la deuda contraída entre 1976 y 1983 de la cual se pagó más que nunca (aunque mucho menos de lo reclamado) sin llegar nunca a cancelarla, confirmando aquella advertencia de Fidel Castro de medidos de los ochenta: la deuda es incobrable por que es impagable: los intereses suman siempre más que los pagos. El nuevo episodio con el CIADI y los “fondos buitres” no son más que la confirmación de las tareas incumplidas que otros países como Ecuador si hicieron: investigar la parte ilegitima de la deuda y discutir solo el pago de la parte legitima. La bravuconada del “desendeudamiento”, presentada como un acto liberador (pagar la deuda externa es un acto de dependencia clásico, es más, es un modo de “realizar” el terrorismo de Estado que se hizo en su nombre) termina mal y abre un horizonte de nuevas concesiones al FMI, el Banco Mundial y los viejos conocidos de siempre

Educación: “Un sistema de responsabilidad múltiple, de financiación múltiple, de orientación múltiple…” Ni la tradición de la escuela pública estatal sostenían nuestros “progresistas” aggiornados y al cabo del ciclo kirchnerista la situación es altamente contradictoria y paradojal: ha crecido la inversión pública en educación pero también ha crecido la proporción del sistema educativo en manos privadas; o sea “Un sistema de responsabilidad múltiple, de financiación múltiple, de orientación múltiple…..” tal como se verifica en el siguiente cuadro sobre la Capital Federal:

Matrícula Primaria 2001  –   2010
Estatal 150.604 57.5%       –    143.319 53.1%
Privada 111.376 42.5%     –    126.687 46.9%
Total 261.980                       –    270.006

——-

Matrícula Media 2004     –    2010
Estatal 102.504 53.3%      –     92.933 51.1%
Privada 89.688 46.7%       –    88.895 48.9%
Total 192.192                      –      181.828

Jubilaciones: “se combina un sistema de ahorro privado obligatorio con un mecanismo que redistribuye parte de las cuentas más ricas hacia las cuentas más pobres” El fracaso de las Empresas de Jubilaciones privadas, y la amenaza de su estallido, han llevado al retorno de las jubilaciones públicas, amenazadas por el desfasaje entre la masa de jubilados y pensionados en crecimiento y el mantenimiento de casi dos tercios de los trabajadores en condiciones de precariedad laboral o formas de desempleo o subempleo, que de todas maneras los dejan fuera del mecanismo de aportes necesarios para dar sustentabilidad al sistema
Gasto público: “Ello solo es posible mediante un ajuste fiscal enriquecedor del Estado, que al aumentar la carga tributaria, reconcilie la elevación de los ingresos fiscales y la ampliación de su base con el fortalecimiento del ahorro y la inversión. Necesitamos un ajuste fiscal que enriquezca el Estado en lugar de empobrecerlo
Las recetas de la Tercera Vía no salvaron al modelo neoliberal de su colapso y para fines del siglo XX y comienzos del XXI surgió una esperanza de cambios profundos en América Latina.

En muchos países de la región se vivió una época de crecimiento macro económico alimentado por la irrupción de China e India en el mercado de comodotties que produce la región (por ejemplo, la Argentina se vio beneficiada por el fantástico aumento del precio de la soja transgénica, Venezuela del precio del petróleo, Chile del cobre y Colombia del oro) y por la utilización de la capacidad industrial instalada ociosa por el estallido de la crisis de fin del siglo XX, pero no cambiaron el rumbo, solo modificaron el modo de avanzar por él y al final de la década se encuentran con los mismos problemas que originaron el ciclo: la crisis capitalista estrangula toda posibilidad de desarrollo humano y trae implícita la represión, como bien lo muestra el regreso de los militares al control social en Brasil (tendencia que se repite aquí y allá impulsada por el Comando Sur del Ejercito de los EE.UU. que nunca dejó de estar en la región).

Ante la evidencia que una parte de la izquierda y el progresismo mide de diferente manera las acciones represivas o de devastación ambiental, o aún las llamadas “tragedias” originadas por choques de trenes o lluvias copiosas el periodista uruguayo Raúl Zibechi acota una reflexión muy importante en La Jornada de México del 7/09/13: “Entre los progresistas de la región se ha impuesto una lógica perversa: medir las cosas según beneficien a la derecha o al gobierno. Ese fue el argumento de algunos politólogos ante las masivas manifestaciones de junio en Brasil. La única brújula para no perderse es la ética. Hoy sus agujas enfilan contra la megaminería y el extractivismo, sin importarles quiénes estén en el gobierno.”

Sobre este costado del debate reflexioné largamente en “La ética, la política, Gramsci, Guevara y los treintamil” que propongo leer como parte de este mismo texto [10] donde sostenía que la ética es fundamento de cualquier política liberadora, y que la “razón de estado” o las apelaciones al “realismo” en nombre de supuestas “correlaciones de fuerza” inmodificables funcionan como el gran discurso justificador de la claudicación política que viene limando y puede esterilizar el proceso de cambios abierto en América Latina.

Se podría decir, contrariando mis afirmaciones, que las medidas gubernamentales progresistas no han transitado exactamente por el recetario del Consenso de Buenos Aires, y les daríamos la razón; pero su apego al Consenso deviene de algo más profundo y gravoso: la ilusoria búsqueda de un lugar intermedio entre la revolución y el conformismo, entre la impunidad y la justicia; o para decirlo en términos más estrictos: entre un capitalismo “neoliberal” en su forma fundamentalista de los noventa y el capitalismo de “bienestar social” que acuñó Perón en el 45 y que anticipó todo tipo de experiencias reformistas en México, Brasil, Perú y aún en Chile.

El siglo XXI confirma de una manera precisa que no hay espacio de desarrollo humano dentro de los límites del capitalismo, que los derechos humanos son incompatibles con el capitalismo y que aún la liberación nacional postergada desde comienzos del siglo XIX, requiere romper con el cepo del capitalismo. Para los que siguen soñando con que los pequeños cambios terminen cambiando el mundo, el retorno del Ejercito de Brasil a reprimir huelguistas obreros los trae de regreso a la realidad. Bienvenidos!, ojalá que unamos fuerzas para luchar por su transformación radical para beneficio de los más, de los que siguen sufriendo privaciones y humillaciones, discriminaciones y represiones por su condición social y que con sus luchas y movilizaciones más de una vez han cambiado el rumbo de nuestra historia.

Notas:

[1] Porque involuntariamente contribuyó al “apagón” de las movilizaciones populares.

[2] Argumento que consta de tres proposiciones, la última de las cuales se deduce necesariamente de las otras dos, central en la lógica formal o aristotélica, contra la cual se rebeló Hegel quien fue completado por Marx y Engels con la creación de la lógica dialéctica, antagónica de la lógica formal dominante en el “sentido común”, pero inútil para comprender los procesos sociales y políticos.

[3] En 1899 Rosa escribe “Reforma o Revolución” contrariando la propuesta de integración que había triunfado en el Partido Socialdemocráta Alemán, argumentos que serían retomados y desplegados por Vladimir Ilich Lenin en 1902 en el Que Hacer? dedicado al mismo objetivo de fundamentar la necesidad de la ruptura revolucionaria contra el camino evolucionista de las “pequeñas reformas acumuladas hasta su transformación automática en socialismo”.

[4] Ambos son conceptos constitutivos de la economía política crítica: la cuota de ganancia media surge tendencialmente de modo tal que la clase en su conjunto perciba por su capital una ganancia relativamente aproximada y la ganancia monopolista es la que –por encima de la media- perciben los grupos económicos más poderosos. En la Argentina las empresas privatizadas de las telefónicas percibieron por años una ganancia monopolista aún más alta que en sus países matrices.

[5] Para continuar la dominación capitalista debe completarse el ciclo de reproducción del capital, pero como este se queda con la parte no retribuida a los trabajadores por su trabajo (la plusvalía), obligatoriamente si hay reproducción esta es ampliada; el capital crece o se muere y es capaz de matar para asegurar su ciclo de reproducción ampliada para “valorizar” (aumentar) el capital o “ciclo de negocios”.

[6] Tercera Vía: discurso o alternativa? http://cronicasdelnuevosiglo.wordpress.com/1999/01/02/%C2%BFtercera-via-discurso-modelo-o-alternativa-2/

[7] Partido Revolucionario Institucional, mantuvo el poder hegemónico entre 1929 y 1989 de un modo tan absoluto que dio origen al concepto de Partido de Estado; con las diferencias lógicas por el proceso histórico hay entre el PRI y el Peronismo demasiadas coincidencias para que sean casuales.

[8] La responsabilidad del progresismo en la crisis argentina http://cronicasdelnuevosiglo.wordpress.com/1999/12/10/la-responsabilidad-del-progresismo-en-la-crisis-argentina/

[9] Transcribiré algunas de las propuestas programáticas del Consenso de Buenos Aires de 1998, y haré algunos comentarios sobre las políticas aplicadas en la Argentina en esta década como modo de mostrar las coincidencias entre el/Kirchnerismo y la Tercera Vía; los comentarios serán mínimos y seguramente sesgados y esquemáticos, pero –entiendo- representativos.

[10] https://cronicasdelnuevosiglo.wordpress.com/2013/06/13/la-etica-y-la-politica-gramsci-guevara-y-los-treintamil/

José Ernesto Schulman, secretario nacional de la Liga Argentina por los Derechos del Hombre

Todo brasileiro precisa ler “A privataria tucana”

Privataria Tucana é um livro de Amaury Ribeiro Jr.resultante de 12 anos de investigação jornalística sobre a chamada “Era das Privatizações”, ocorrida no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), sob o comando do então Ministro do Planejamento José Serra.
A expressão que deu origem ao título do livro,“privataria”, foi criada por Elio Gaspari, referindo-se à nebulosidade que envolvia as operações de privatização e ligando ao termo pirataria. Ribeiro Jr resolveu utilizá-la pela adequação aos atos que qualificou como pirataria, praticados ao longo do processo de privatizações, envolvendo dinheiro público, em benefício de fortunas pessoais e realizadas por meio das chamadas “offshores”, empresas de fachada que operam em Paraísos Fiscais no Caribe.

FHC vendeu mais de setenta por cento das estatais brasileiras. Desnacionalizou nossas empresas. Um  (des)governo que precisa ser investigado. CPI da privataria já!

O buraco da Vale Mais do Que Doce para os piratas

Por onde a Vale passa: a devastação. Transforma o verde em deserto. Fica parecendo o planeta Marte.

É isso aí! A Vale Mais do Que Doce para os corsários leva nossas riquezas e deixa o buraco.

Devasta florestas.
Não fica nada vivo.

E as cores da Vale continuam sendo as cores da nossa bandeira. O verde e o amarelo.
O verde das nossas florestras. O ouro de nossas riquezas. Que são imensas. Que o Brasil dorme em berço esplêndido.

Assim:

A Vale fica cada vez mais verde, verde dólar.
E amarela. Amarelo ouro dos piratas.

Era uma empresa brasileira. Valia mais de três trilhões. Fernando Henrique, o pobre, vendeu por 2 bilhões e 200 milhões. Foi um negoção. Coisa de pai pra filho. O maior roubo da história da humanidade.