Oito poemas de Valéria Tarelho

Cristina Arruda

Cristina Arruda

cantiga para assobio negativo

no fim das quantas
o corpo
é velha trilha
que ninguém toca

sequer canta_
rola

.

não morreu

aquela proposta
permanece
de pélvis

it’s now
or never

.

in other words…

é primavera, amor.
agora e novembro a fora: status de flora.
copa e cabana, um cantinho, uma viola, sampa e canção
:
serão nossa horta, jardim, pomar.
é primavera, meu bem. ali, além. aloha!
vamos unir as escovas, a sua rede, minha redoma, minha renda com sua barra, seu chope com meu shopping, sua ipanema e minhas tiras [que as havaianas dançaram no último arrastão].
é hora de, a sós, amar à sombra. de grafitar poemas no quadro do luar [particular] de meu ser tão. sermos a soma de meu sim com teu yes. trançar de línguas e idiomas. com fusão. [fly me to the moon] novembro ou não.
você verá, paixão — toldos verão —, o rio é de janeiro, mas será sempre fe[r]vereiro sob o avanço do redentor.
há mais calor, é feito estufa e feito estava. não é minha praia. minha onda é uma noite mais sinatra.
[Let me see what spring is like on Jupiter and Mars]
vem! novembro até que é fresco.
é efeito flor.

.

vai idade

do espelho
ao espólio
é um piscar
de olhos

.

ainda tenho meus [en]cantos

nem sereia
nem sarada

mas com a língua
afi[n]ada

.

identidade

prefiro correr o risco
a não mover um músculo
em meu rosto o
vasto currículo

córregos sofridos
sacrifícios em ondas
vincos de rios vazios

minha fronte move ruas
expressa vias
bifurca rumos

exibo na face nua
meu real registro

o rg das rugas

.

dezembro

dezembro
traz nos ombros
o peso
de onze meses

chumbo ou ouro
dezembro só quer
o de sempre

encerrar o expediente
com chuva
de estouros

.

filosofia de bolso

antes que chegue
o ano novo
traço o velho
até o osso

 


Seleta de Jandira Zanchi

 

 

La historia de las supersticiones más conocidas del mundo

A pesar de todos los avances en ámbitos de la ciencia, salud, tecnología, las supersticiones no han perdido su lugar, siendo parte importante de la visa de algunas personas.

Las personas, desde la época de la Edad Media, tienen a hacer cualquier cosa para protegerse “del mal”. Es por esto que existen las supersticiones, palabra que proviene del latín y significa “estar de pie sobre el cadáver de tu enemigo”.

Algunas de ellas han traspasado las fronteras y se han vuelto mundialmente conocidas.

Conoce las seis más comunes y conocidas.

1.- Romper un espejo: El inicio de esta creencia es que en tiempos antiguos se creía que el espejo, el agua, y la apariencia de una persona reflejaban el alma, por lo que romperlo significaba hacerse un daño a sí mismo.

2.- Tocar madera: Esta superstición viene de la cultura antigua celta, producto de su culto a la naturaleza. Tocando madera la persona podía evitar la mala suerte.

3.- Gato negro: A diferencia de la cultura egipcia que adora a los gatos, los europeos en la época medieval aseguraban que las brujas se transformaban en gatos negros para poder escapar y seguir haciendo maldades.

4.- Martes 13: No viajes ni te embarques, ese es el refrán para la fecha que muchos consideran como un mal augurio o mala suerte. Se cree que este es el día más peligroso del año, basándose desde la Biblia hasta antiguas derrotas militares. Pero la más conocida se asocia a la última cena de Jesús, debido a esto se cree que si se sientan a cenar 13 personas en una mesa, una de ellas morirá antes de que termine el año.

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5.- Derramar sal: También tiene que ver con la última cena de Cristo. Según muestra una obra de Leonardo da Vinci. Durante la cena Judas Iscariote derramó sal mientras se apartaba de Jesús (en la antigüedad el cloruro de sodio se considera símbolo de amistad) por lo que volcarla significa traicionar la confianza.

6.- Pasar debajo de una escalera: Esta superstición tiene un origen cristiano. Una escalera apoyada en la pared forma un triangulo, por lo que se asocia a la Santísima Trinidad, y atravesarlo significaría atraer al demonio.

O ESPELHO DE PRATA

poema de Talis Andrade

Na prata do espelho
dançam revoltos teus cabelos
Teus olhos narcisistas
querem a rosa dos ventos
querem os pássaros
que os poetas trazem no peito
querem os cavalos brancos
que correm pela memória
pisoteando lembranças inutilmente
que as lembranças ressuscitam amargas
refletidas no espelho de prata

Na prata do espelho
dançam revoltos os teus cabelos
Mas esta face que vês não é tua face
não é tua face não é tua face
Nada perguntes para não chorares ao espelho de prata
mas esta face que vês não é tua face não é tua face

In livro Romance do Emparedado
Tela de Rubens