Página de Thábatta Lorena

Em respeito a vaidade da dor, enlutei todos os espelhos da casa…

Aceitei as reticências.

 

Thábatta Lorena sobrancelha

Uma das minhas sombrancelhas é mais irônica do que eu.

 

inverno

Os invernos sempre me foram precoces.

***

Em respeito a vaidade da dor, enlutei todos os espelhos da casa… Aceitei as reticências.

***

… São corpos estranhos partilhando do meu suor e da minha saliva. A língua também concebe esquecimentos.

Todas as bocas que usei tinham como pretexto a luxúria da saudade.

impossibilidade

Sempre flertei com as impossibilidades.
O não provável me é afrodisíaco.

***

Causa mais frequente de traumatismos cranianos:
mergulhar fundo em pessoas rasas.

***

Talvez eu ainda esteja imersa neste útero gigante,
trêmulo ao se fazer atemporal em meses expiráveis.
Talvez eu ainda não esteja pronta para abandonar este mundo, fraudulentamente, seguro.
Embora eu esteja prestes.

útero

E quando me olha como quem me arranca as roupas
E quando me toca os dedos como quem me abarca as entranhas
E quando me beija a boca como quem me adentra o corpo
E quando me suga a língua como quem me descortina a alma
E quando me faz poesia como quem me queima a pélvis
E quando… Ah…

doutor

– E então, doutor, irei sobreviver?

 

In Facebook

Chris Herrmann, poemas

Butterfly, by Richard Robert

Butterfly, by Richard Robert

 

Até me perdi
naquele papo cabeça.
Até me encontrei.

Alma passarada
Vejo e ouço você
em tom arco-íris

.

Um haikai guilhermino…

Seus lábios me contam
silêncios e mais compêndios.
Sorrisos apontam.

.

Dusseldorf

O espelho diz-me sorridente
Da poesia doce e veemente
Que tu trazes no peito
Refletindo-o direito
Tua face contente
Sob o céu quente
Saudade mente
Dor mente
Do seu
Dorf
Dor
D+
+

.

Espelho de mulher

Atravessa
o outro lado
sem príncipe,
nem consorte.
Apreende
a vida,
luta, briga,
e a devolve
sem suporte.
É nascente
refletida
de dores,
amores
e glórias.
Amadurecida,
pura-mente
sorridente,
que com
ou sem sorte,
aprendeu
por si só ser
mais forte.

.

 


Chris Herrmann (Christina Magalhães Herrmann) nasceu no Rio de Janeiro, estudou Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Música e Piano no Conservatório Brasileiro de Música (CBM). Desde muito jovem começou a escrever poemas e compor músicas, como Em Busca do Paraíso (para Piano), Voo Celeste e Viking III (as duas últimas em parceria com Roberto Oliveira Costa), entre outras. Em parceria com Byafra e Paulo Ciranda teve vários poemas musicados como Diga-me, O Homem que não Chora, Teu Beijo e Do Jeito que Você me Olha. Em livro publicou Voos de Borboleta – Coletânea de Haicais, prefaciado por Leila Míccolis – Editora Protexto – 2009. Participou de antologias e coletâneas como Poetas pela Paz e Justiça Social – Antologia Poética – Editora Alcance – 2007, Poetas do Café Volumes 1, 2 e Haicais, Poetas do Café Vol.3, Pássaros-Poetas e Trovadores – 3 obras em 1, Antologia Poética – Espanha, 2007, Poesia do Brasil – Vols. 5 e 7,antologia oficial do XV Congresso Brasileiro de Poesia, Saciedade dos Poetas Vivos Digital – Vol. 1 e 4 – Blocos Online.

Vivendo com sua família na Alemanha desde 1996, ela também trabalhou como web designer e tradutora do Inglês e Alemão para o Português. Em Novembro de 2007 foi nomeada Consulesa do Movimento Poetas del Mundo em Dusseldorf, Alemanha. Desde 2009 dedica-se ao trabalho social na Alemanha junto a idosos e deficientes físicos utilizando a música. Em 30 de novembro de 2012 a Sra. Herrmann formou-se na pós-graduação ´Musikgeragogik´ (pedagogia musical no trabalho social com idosos) pela Universidade de Münster, Alemanha. (Publicado por Jandira Zanchi)

Oito poemas de Valéria Tarelho

Cristina Arruda

Cristina Arruda

cantiga para assobio negativo

no fim das quantas
o corpo
é velha trilha
que ninguém toca

sequer canta_
rola

.

não morreu

aquela proposta
permanece
de pélvis

it’s now
or never

.

in other words…

é primavera, amor.
agora e novembro a fora: status de flora.
copa e cabana, um cantinho, uma viola, sampa e canção
:
serão nossa horta, jardim, pomar.
é primavera, meu bem. ali, além. aloha!
vamos unir as escovas, a sua rede, minha redoma, minha renda com sua barra, seu chope com meu shopping, sua ipanema e minhas tiras [que as havaianas dançaram no último arrastão].
é hora de, a sós, amar à sombra. de grafitar poemas no quadro do luar [particular] de meu ser tão. sermos a soma de meu sim com teu yes. trançar de línguas e idiomas. com fusão. [fly me to the moon] novembro ou não.
você verá, paixão — toldos verão —, o rio é de janeiro, mas será sempre fe[r]vereiro sob o avanço do redentor.
há mais calor, é feito estufa e feito estava. não é minha praia. minha onda é uma noite mais sinatra.
[Let me see what spring is like on Jupiter and Mars]
vem! novembro até que é fresco.
é efeito flor.

.

vai idade

do espelho
ao espólio
é um piscar
de olhos

.

ainda tenho meus [en]cantos

nem sereia
nem sarada

mas com a língua
afi[n]ada

.

identidade

prefiro correr o risco
a não mover um músculo
em meu rosto o
vasto currículo

córregos sofridos
sacrifícios em ondas
vincos de rios vazios

minha fronte move ruas
expressa vias
bifurca rumos

exibo na face nua
meu real registro

o rg das rugas

.

dezembro

dezembro
traz nos ombros
o peso
de onze meses

chumbo ou ouro
dezembro só quer
o de sempre

encerrar o expediente
com chuva
de estouros

.

filosofia de bolso

antes que chegue
o ano novo
traço o velho
até o osso

 


Seleta de Jandira Zanchi

 

 

La historia de las supersticiones más conocidas del mundo

A pesar de todos los avances en ámbitos de la ciencia, salud, tecnología, las supersticiones no han perdido su lugar, siendo parte importante de la visa de algunas personas.

Las personas, desde la época de la Edad Media, tienen a hacer cualquier cosa para protegerse “del mal”. Es por esto que existen las supersticiones, palabra que proviene del latín y significa “estar de pie sobre el cadáver de tu enemigo”.

Algunas de ellas han traspasado las fronteras y se han vuelto mundialmente conocidas.

Conoce las seis más comunes y conocidas.

1.- Romper un espejo: El inicio de esta creencia es que en tiempos antiguos se creía que el espejo, el agua, y la apariencia de una persona reflejaban el alma, por lo que romperlo significaba hacerse un daño a sí mismo.

2.- Tocar madera: Esta superstición viene de la cultura antigua celta, producto de su culto a la naturaleza. Tocando madera la persona podía evitar la mala suerte.

3.- Gato negro: A diferencia de la cultura egipcia que adora a los gatos, los europeos en la época medieval aseguraban que las brujas se transformaban en gatos negros para poder escapar y seguir haciendo maldades.

4.- Martes 13: No viajes ni te embarques, ese es el refrán para la fecha que muchos consideran como un mal augurio o mala suerte. Se cree que este es el día más peligroso del año, basándose desde la Biblia hasta antiguas derrotas militares. Pero la más conocida se asocia a la última cena de Jesús, debido a esto se cree que si se sientan a cenar 13 personas en una mesa, una de ellas morirá antes de que termine el año.

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5.- Derramar sal: También tiene que ver con la última cena de Cristo. Según muestra una obra de Leonardo da Vinci. Durante la cena Judas Iscariote derramó sal mientras se apartaba de Jesús (en la antigüedad el cloruro de sodio se considera símbolo de amistad) por lo que volcarla significa traicionar la confianza.

6.- Pasar debajo de una escalera: Esta superstición tiene un origen cristiano. Una escalera apoyada en la pared forma un triangulo, por lo que se asocia a la Santísima Trinidad, y atravesarlo significaría atraer al demonio.

De Cristina Moreno de Castro

Espelho

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Lembrar dos comentários maldosos
E juntá-los na má intenção.
Acrescentar ares depreciativos
E frutos quaisquer da depressão
Mirar resultado com gosto
Enviar ao cérebro pra deglutição
Esperar efeitos colaterais
Da auto-opinião
Sete
anos
de
azar

Do passado, futuro não.
Esperança da retina
Que ainda dá visão.