Adultização da criança e a sexualidade precoce

Nas favelas são comuns os casamentos de meninas de doze e treze anos. E há décadas que as principais televisões brasileiros promovem programas de calouros infantis. Acrescente os concursos de miss infantil, o recrutamento de crianças para desfile de moda e elenco de telenovela. O trabalho infantil existe nos mais insuspeitos lugares da classe média.

Quando as coisas acontecem nas classes baixas, aparecem as repentinas e fugazes investigações. Quando este Brasil imenso jamais evitou o recrutamento da criança soldado, e nada se faz para recuperar as 250 mil prostitutas infantis, para a Unesco e Polícia Federal, ou 500 mil para diferentes ONGs.

As manchetes para combater o tráfico sexual de crianças aparecem por motivos mais políticos e partidários e sensacionalistas. Falta uma campanha que vise a integração familiar, que começa com uma moradia digna, em um espaço urbano com os ser√iços essenciais funcionando, como uma escola que preste, que o estado pode oferecer um ensino melhor do que qualquer empresa privada. E nas escolas, as presenças de assistentes sociais, psicólogos, assistência médica etc.

A onda funk de crianças e adolescentes constitui apenas um reflexo da degeneração da música brasileira, que pontua as audiências de nossas televisões. Que música se toca em programas como BBBrazil, para um único exemplo?

MC Melody, oito anos, funkeira

MC Melody, oito anos, funkeira

Destaque no R7: A maior polêmica da semana foi, sem dúvida, o caso da funkeira mirim Mc Melody. O pai de Melody sofreu com críticas e foi acusado de exploração infantil por alguns internautas. Depois, o caso foi para no Ministério Público, que deve investigar a acusação de sexualização da garota de 8 anos de idade. No entanto, em entrevista ao R7, os empresários de Melody, Mc Brinquedo e outros funkeiros mirins disseram não ter medo dessa investigação

MC Belinha e o pai MC Belinho. Mais fotos do Facebook

MC Belinha e o pai MC Belinho. Mais fotos do Facebook

O pai de MC Melody também explica que são mentirosas as informações de que a cantora lucra cerca de R$ 40 mil por mês com shows.

— Embora haja procura, ela não faz shows. Se apresentou uma vez em uma matinê e outra vez em uma festinha. Se ela fizesse shows, não estaria ganhando apenas R$ 40 mil. Com o tanto de convite que ela tem, daria para tirar uns R$ 100 mil ou mais. Porém, até hoje, ela não lucrou um centavo.

Belinho desafia as pessoas que dizem que ele sustenta a família às custas do sucesso de Melody a postar alguma imagem de show da cantora.

— Por que você acha que todo mundo só pública aquele vídeo dela dançando Quadradinho de Oito? Porque não existe outra imagem dela em show. Simplesmente porque ela não faz.

Funkeiros mirins: sexualização precoce ou reflexo do cotidiano?

MC Brinquedo, 13 anos, funkeiro

MC Brinquedo, 13 anos, funkeiro

Publica Zero Hora, reportagem assinada por Gustavo Foster

No clipe de Quarteto Diferenciado, os MCs Brinquedo e Pikachu são mostrados como celebridades ao lado de Bin Laden e 2K. Os quatro causam histeria e têm suas músicas cantadas pela legião de fãs que os espera em frente a uma casa. Porém, dentro da limusine branca em que são transportados, a coisa muda: enquanto os dois últimos têm à disposição garrafas de vodka, os primeiros tomam suco em caixinha e Toddynho, respectivamente. Isso porque Brinquedo tem 13 anos, e Pikachu, 15 – não é à toa que os nomes artísticos remetem elementos da vida infantil.

“Roça, roça, roça o peru nela, que ela gosta” (Roça Roça – MC Brinquedo)

Brinquedo e Pikachu são dois dos pivôs de uma polêmica nem tão recente que chegou ao Ministério Público de São Paulo nesta quinta-feira. Um inquérito aberto pelo promotor Eduardo Dias de Souza Ferreira pede que se investigue possível “violação ao direito ao respeito e à dignidade de crianças/adolescentes” nas músicas e apresentações de MC Melody (alvo principal do inquérito), de oito anos, além de MC Princesa, MC Plebeia e dos quatro membros do quarteto diferenciado. Para a promotoria, haveria “impacto nocivo no desenvolvimento do público infantil e de adolescentes, tanto de quem se exibe quanto daqueles que o acessam”.

Mais famoso entre os sete, MC Brinquedo é celebridade na internet. Sua frase “meça suas palavras, parça” virou meme. Em suas letras, sempre bem-humoradas, ele não se furta de falar sobre sexo: Roça Roça fala sobre um caipira que não faz sucesso com as mulheres (“a novinha não me quer só porque eu vim da roça, roça o peru nela que ela gosta”), Vice-Versa é quase ingênua (“no pique do vice-versa: pepeca no pau, pau na pepeca“) e Boquinha de Aparelho é explícita (“tu vai lamber, tu vai dar beijo, tu vai mamar com essa boquinha de aparelho“). Curiosamente, o piá disse em entrevista recente ao CQC que era virgem, vejam só.

– Crianças cantando funk não é novidade. Eles são sociabilizados dentro de um padrão sociocultural em que é comum falar sobre isso. Só causa estranhamento porque o poder público não tem consciência desse contexto. Não é o sujeito cantar algo que é o problema, isso só é negativo dependendo de como ela é assessorada pelos pais. A música influencia as pessoas? Sim, mas a vida cotidiana influencia a música. O problema não é o produto final – avalia Hilaine Yaccoub, doutora em antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que morou quatro anos na favela da Barreira do Vasco para escrever sua tese.

E te confesso que um beijo já me desperta o desejo” (Eu Não Quero Mais – MC Melody)

Hilaine ressalta ainda que é necessário haver cuidado quando o teor das letras está “fora do contexto da idade da criança”, mas lembra que muito da repercussão se dá por causa do gênero musical. E quem dá eco ao discurso de que o funk é mais visado é Emerson José da Silva, um dos fundadores da KL Produtora, responsável pela carreira do quarteto supracitado. Segundo ele, a “picuinha” feita pelo Ministério Público deveria começar com “quem tá matando e roubando”:

– Não vejo problema algum. O Brinquedo canta o que ele vive. Querem fazer com o funk o que já fizeram com o rap, que é discriminar. O Brasil com o maior índice de prostituição infantil do mundo, e o problema é a Melody? Sabe qual é o meu medo? É eles acharem que estão fazendo algo errado, agora, com toda essa exposição. O Brinquedo acabou de dar um carro para a mãe, o Pikachu deu um para o pai. Eles estudam em escola particular, fazem aula de canto, de violão, aprendem a dançar, jogam videogame, brincam para caramba. Mas são eles os errados?

“Essa novinha é profissional, ela senta gostoso demais” (Novinha Profissional – MC Pikachu)

Para o Ministério Público, talvez. Para 24,7 mil pessoas que assinaram uma petição pela “intervenção e investigação da tutela de MC Melody”, com certeza. No texto, publicado em 20 de abril no site Avaaz, o autor considera que os pais da MC Melody incorrem nos crimes de trabalho infantil e corrupção de menores, além de exporem a menor a “situações que ameacem seu presente / futuro”. Para o consultor de criação Filipe Techera, um dos roteiristas do programa Esquenta, o tabu e o preconceito contaminam a discussão:

– Nós, adultos, temos uma visão sexual sobre aquilo, mas a criança não necessariamente tem a mesma visão. Eu era criança quando o É o Tchan fazia sucesso, e em todo esse tempo de terapia, nunca apareceu nada sobre isso (risos). E, pensando um pouco mais sobre isso, podemos questionar: por que os caras só falam sobre pegar mulher, cerveja, traição, bandidagem, drogas? Porque essa é a rotina deles. É difícil falar sobre “o barquinho vai”, quando ela vive o couro comendo.

Por enquanto, Brinquedo não dá entrevistas sem um advogado, Melody está sendo investigada pelo MP e Emerson tem medo de ser preso. Nada que tenha impedido MC Bin Laden de lançar É os Mlks do FOX, mais nova aposta da KL Produtora.

Veja aqui as entrevistas da MCs Princesa e Plebéia, MC Pikachu, MC Brinquedo, e MC Melody no programa do Super Pop. Veja vídeos

Anúncios

Video: “Miss Tanguita”, el polémico certamen de belleza infantil en Colombia

 “¡Qué horror e irresponsabilidad la de los padres!”, dicen quienes no están de acuerdo con la realización del concurso

 

 

BOGOTÁ/ EFE – La celebración del concurso de belleza para menores “Miss Tanguita”, en el que niñas de entre seis y doce años desfilan en bikini, generó hoy un escándalo en Colombia que ha provocado incluso que el Estado emprenda acciones legales contra los padres de

las menores y los organizadores del evento.

Las imágenes del polémico certamen, divulgadas en medios, muestran a las menores desfilando en este modelo de traje de baño ante la multitud que asistió al evento, celebrado este fin de semana en el municipio de Barbosa, en el departamento de Santander

La denuncia

“Miss Tanguita”, que se lleva a cabo dentro del Festival del Río desde hace tres años, permite la participación de menores previa autorización de sus padres, que serán denunciados por el Instituto Colombiano de Bienestar Familiar (ICBF).

Así lo anunció la directora del ICBF, Cristina Plazas, en Twitter, donde reveló que la institución actuará también contra los patrocinadores y organizadores del concurso, que “viola los derechos de los niños”.

“¡Qué horror e irresponsabilidad la de los padres!”, dijo la funcionaria en la red social, donde añadió: “¡Increíble que las autoridades locales incentiven este concurso aberrante! También lo podremos en conocimiento de la Procuraduría”.

concurso infantil

A la defensa del certamen solo acudió la alcaldesa de Barbosa, Rocio Galeano, quien destacó en declaraciones a la emisora W Radio el permiso paterno como prueba de la legitimidad del evento, del que dijo que no busca “inducir a las niñas a la prostitución”.

Por el contrario, destacó que la finalidad del concurso es enfocarse en un “tema de valores, donde se le enseñe a la comunidad que el cuerpo se debe respetar”.

En opinión de Galeano, las denuncias se han realizado por intereses políticos, ya que “el certamen se realiza con todas las directrices establecidas”, e invitó a Plazas a que comprobara este extremo.

La polémica sobre el papel de los menores en este tipo de concursos fue llevada al Congreso colombiano a principios del pasado año por la representante a la Cámara del izquierdista Polo Democrático Alternativo (PDA) Alba Luz Pinilla.

En aquella ocasión, Pinilla esgrimió que los concursos de belleza infantiles crean una apología a la agresión física, psicológica y mental en las niñas que participan, un debate que hoy ha vuelto a abrirse.

http://www.latarde.com/multimedia/videos/video-144785-miss-tanguita-enciende-la-polemica-en-el-pais-video

 

 

 

 

A velhofobia e a decadência do Ocidente capitalista

Lucian Freud

Lucian Freud

 

A VELHOFOBIA é mais irracional e cruel do que o racismo, a xenofobia, a lesbofobia, a homofobia. É a mais grave das violências no decadente Ocidente capitalista e cristão.

 

A VELHOFOBIA existe entre os heterossexuais e homossexuais. Aliás, gay quer dizer rapaz alegre. O vivente mais desprezado pelos gays é uma bicha velha. Vale para as lésbicas.

 

velhofobia velhas lésbicas

 

Na maioria heterossexual, as chapeuzinho-vermelho adoram um jovem lobo mau. Elas não gostam é do lobo velho. Quando o nojo sempre foi de quem come.

 

O amor não tem idade. Para a VELHOFOBIA tem. Diferente governos e a justiça criminalizam o amor dos velhos. Que, até para casar, precisam do consentimento dos herdeiros.

 

Não existe amor de mais, nem de menos. Amor de menos é amizade. Amor demais, paixão. O amor é amor, simplesmente.  O sexo por amor é lindo. E sagrado.

 

A VELHOFOBIA é desprezo, nojo dos velhos, que têm sua sexualidade ridicularizada, humilhada, condenada.

viagrarocando7sexo

velhofobia ereção tesão

velhofobia fantasia de jovem

 

Os filhos levam os amositos homo e/ou hetero para a casa dos pais. Ai dos pais separados, divorciados e viúvos se fizerem o mesmo. Os rebentos arrebentam tudo. Tocam fogo na casa. Promovem uma lapidação.

 

Quem tem menos de trinta faz amor com gatos e sapatos, inclusive com drogados, bandidos, gigolôs etc. Depois dos 50 vai ficando cada vez mais difícil neste Brasil das 500 mil prostitutas infantis.

 

Nada mais desumano, cruel e humilhantes do que o nojo. A VELHOFOBIA começa com o nojo.

 

Entre os jovens é mais fácil e aceitável fazer amor com um aidético, um leproso, uma alma sebosa do que com um velho.

 

Um aidético nunca é um velho, ou um idoso ou um ancião, morre antes.

 

Os controladores da sexualidade, os psiquiatras e os governos (para não pagar pensão), os filhos para não dividirem herança, criaram um novo amor considerado como doença e contra a natureza: CRONOFILIA. Ter atrações sexuais fora da sua faixa de idade.

 

Muita gente esquece: PEDOFILIA é a atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente, dirigida primariamente para crianças pré-púberes. Adolescentes de 16 ou 17 anos também podem ser classificados como pedófilos, se eles tiverem uma preferência sexual persistente ou predominante por crianças pré-púberes, pelo menos cinco anos mais novas do que eles.

 

Neste mundo em que tudo é descartável, e tudo se torna obsoleto, a velhice se tornou um lixo social. Depois dos 50, nem sexo em casa, nem emprego nas empresas privadas.

 

Que fique criado, e que seja divulgado o termo VELHOFOBIA.

 

velhofobia cadeirante

velhofobia doença

evolucao-do-homem-sexo-dinheiro-e-banheiro

 

Giancarlo

Giancarlo

 

Vitória

Vitória

 

 

Goiânia

Goiânia

 

 

 

BRA_FDSP velho idoso aumenta solidão abrigo

En Bélgica, el 24% de las víctimas de agresión sexual la consideran normal

por Encarni Barrionuevo Sánchez

 

La sección belga de Amnistía Internacional lanzó el pasado 6 de marzo la campaña « Cuando digo no, es no » (Quand c’est non, c’est non, en francés). La organización pretende tratar de sensibilizar contra la agresión sexual en el país y dar a las víctimas y a su entorno la información necesaria para saber qué hacer tras la agresión.

Campaña “Quand c’est non, c’est non”, Amnistía Internacional (Bruselas). Foto: Encarni Barrionuevo Sánchez

Campaña “Quand c’est non, c’est non”, Amnistía Internacional (Bruselas). Foto: Encarni Barrionuevo Sánchez

 

Según un sondeo publicado por la ONG, el 46% de los hombres y mujeres preguntados han sufrido agresiones sexuales graves (violación, acoso, tocamientos…), el 25% de las mujeres (una de cada cuatro) son violadas por su pareja y el 24% de las víctimas banalizan la agresión.

El Director de la sección francófona de Amnistía Internacional en Bélgica, Philippe Hensmans, ha analizado estos ‘inquietantes’ resultados y nos ha explicado los objetivos de la campaña.

Pregunta: ¿cuál es el motivo de la campaña « Cuando digo no, es no »?

Respuesta: Se integra dentro de la campaña mundial de Amnistía Internacional “Mi cuerpo, mis derechos” que también se lanza hoy [6 de marzo]. Hemos querido traducirla en Bélgica examinando una de las violaciones masivas que conocen muchas mujeres: la agresión sexual.

Hemos realizado un sondeo sobre la violación porque las estadísticas policiales muestran que entre ocho y diez mujeres se quejan diariamente a la policía, aunque creemos que la cifra real es mucho más importante, y la ministra del Interior [Joëlle Milquet] habla de 9 veces más. Queríamos examinar la situación para saber cuántas son realmente las víctimas de agresión sexual. Las cifras han resultado ser excesivamente importantes, ya que hablamos de que una mujer de cada cuatro es víctima de violencia sexual en el seno de su pareja, por ejemplo.

Una vez agrupadas todas las cifras, hemos analizado la situación en Bélgica desde el punto de vista jurídico, policial y de ayuda a las víctimas; y hemos descubierto que hay inmensos retrocesos y que hace falta a la vez mejorar la ayuda a las víctimas, el trabajo de las distintas instituciones afectadas por la problemática y, especialmente, informar a las mujeres de sus derechos y sobre lo que deben hacer en caso de violación.

Según el estudio realizado, el 60% de las mujeres que son víctimas de violación no hacen nada, no se lo cuentan a nadie, se sienten culpables, no osan ni siquiera contarlo a sus amigas. Nos dijimos que había que contactarlas, y esta campaña aspira a decirles: no es vergonzoso, no es vuestra culpa, tenéis derecho a llevar una vida normal sin tener relaciones obligadas y esto es lo que podéis hacer en caso de violación.

Hemos publicado un panfleto con SOS Viol [asociación de ayuda a las víctimas de agresión sexual] y esperamos repartir decenas de miles de ejemplares hoy [6 de marzo] y en los próximos meses para informar al máximo de mujeres y a sus amigas, porque a la primera persona a la que cuenta el problema una víctima, o la única persona, a menudo, es a su amiga o a su colega.

P: Según el sondeo, 46% de las personas (mujeres y hombres) interrogadas han sido víctimas de agresión…

R: Han sido o son víctimas de agresión sexual, no sólo violación, pueden ser también tocamientos en el metro, por ejemplo, y ese tipo de casos. Es importante saber que aunque el problema afecta mayoritariamente a las mujeres, el 30% de los hombres entrevistados también han sido víctimas, la mayor parte cuando eran niños. Mientras que el 7% de las mujeres han dicho haber tenido relaciones con adultos siendo menores, en el caso de los hombres hablamos claramente de incesto o pedofilia.

Principales-resultados

 

P: ¿Cuáles son los objetivos de la campaña?

R: El primer objetivo es dar información al máximo número de víctimas para que sepan qué hacer, y a sus amigas, para que sepan qué decirles a las víctimas. En segundo lugar, conseguir que haya un verdadero apoyo a las víctimas. Hace falta crear un número verde, que los servicios de ayuda en primera línea puedan acogerlas para así poder dirigirlas a los servicios competentes. Finalmente, a nivel de la justicia, de la policía, la ayuda social y médica, que todos sean formados para poder intervenir adecuadamente. Y en el caso de la justicia, condenar a los autores de violencia contra la mujer.

P: ¿También hacer hablar a la mujer?

R: Absolutamente.

P: ¿Por qué la mujer no denuncia?

R: Porque en muchos casos se siente culpable, no debería ser así, pero se siente culpable. Además, cuando hemos preguntado en el sondeo quiénes, según ellas, son las víctimas potenciales de agresión, responden los viejos clichés: son las mujeres sexys, las prostitutas…; mientras que sabemos que no es necesariamente así, sino que todas pueden ser víctimas.

Esto se debe a que han integrado en ellas mismas que son responsables, de alguna manera, de ser violadas; de la misma manera que aún existe esa sensación de deber conyugal: no tengo ganas de tener relaciones pero, si mi marido lo exige, lo tengo que aceptar. Eso muestra que el tiempo no ha pasado para mucha gente, tienen aún esa percepción de las cosas; y es algo que también quisiéramos cambiar.

P: Hablamos de una sociedad de mujeres machistas…

R: Inevitablemente. Una sociedad es machista no sólo porque hay hombres para imponerla, sino también porque hay mujeres que la aceptan. Es el rol de las organizaciones que defienden los derechos de las mujeres, ayudarles a exprimirse y a decir ‘no, no estoy de acuerdo con esto’, y además inculcarlo a una edad temprana.

P: Hay un alto porcentaje de mujeres, según el estudio, que banaliza la violación…

R: Sí, es bastante sorprendente. El 24% de las víctimas de agresión grave estiman que no es grave. Hacer que esas mujeres se den cuenta de que sí es grave y no lo vuelvan a aceptar también forma parte de nuestra campaña. Esto, evidentemente, es fundamental.

P: ¿Hablamos, por lo tanto, de un problema social?

R: Es un problema social, pero que debe ser solucionado de diversas maneras. Por un lado, a través de la ley, y en Bélgica hay actualmente una ley que prohíbe la violación; pero, también a través de una cultura que no banalice la agresión. Y por otro lado, también hace falta que por parte del hombre y de la mujer haya una toma de conciencia de que cuando decimos no, es no, como indica el título de la campaña; y podríamos añadir [en lo referente a la violación conyugal o de pareja] que cuando no decimos sí, también es no.

*Encarni Barrionuevo Sánchez (@nanibasan) es periodista especializada en derechos humanos gracias al European Master Programme in Human Rights and Democratization (E.MA). Ha trabajado como reportera para Cadena Ser y Radio Exterior de España. También ha trabajado en equipos de comunicación de distintas organizaciones. En la actualidad reside y trabaja en Bruselas (Bélgica) donde colabora, además, en el programa Bruselas con ñ de Radio Alma. Algunos de sus trabajos se encuentran disponibles en su página web: http://mychronicletype.wordpress.com/

 

LEIA MAIS

24

 

«Le devoir conjugal n’existe pas, si la relation n’est pas consentie c’est du viol»

 

 

 

Lewis Carroll: “Às vezes eu desejaria não ter escrito nenhum dos meus livros”

por Patricia Tubella

Lewis Carroll e Alice Liddell, montagem

Lewis Carroll e Alice Liddell, montagem

As aventuras de uma criança chamada Alice que desce por um buraco para emergir no País das Maravilhas transformara Lewis Carroll, um autor reconhecido e bem-sucedido, em um famoso de seu tempo. E, no entanto, o criador daquele fantástico relato desejou um dia não ter escrito o livro que acabou lhe consagrando como lenda literária. Charles Lutwidge Dodgson (1832-1898), o verdadeiro nome de um escritor que tentava guardar zelosamente sua privacidade sob o refúgio de um pseudônimo, recebeu mal o fato de sua identidade não ser mais ser um segredo. A sondagem pública fazia com que ele se sentisse como um animal de zoológico, tal e como se lamenta em uma carta dirigida a uma amiga que acaba de se tornar pública porque será leiloadapela casa Bonhams na próxima quarta-feira em Londres.

“Toda esta classe de publicidade faz com que desconhecidos vinculem meu verdadeiro nome com o livro, e que me assinalem, e que me olhem e me tratem como se eu fosse um leão”, escreveu para a sua confidente Anne Symonds, a viúva de um eminente cirurgião da época, em uma carta datada no dia 9 de novembro de 1891 valorizada hoje em mais de 3.500 euros (mais de 11.500 reais) segundo a Bonhams. Já se passaram 26 anos da publicação de Alice no País das Maravilhas uma obra que supunha uma virada radical na produção do matemático e lógico inglês até então dedicada aos livros sobre álgebra. Esse novo universo que tomava a fantasia como arma seduziu de imediato a legião de leitores, incluindo a mesmíssima rainha Victoria, que dizem que esperava com impaciência a publicação da sequência, Alice Através do Espelho – E o que ela encontrou lá.

Charles Lutwidge Dodgson (Lewis Carroll (1832-1898)

Charles Lutwidge Dodgson (Lewis Carroll (1832-1898)

O escritor que utilizava o pseudônimo de Lewis Carroll semeou sua novela de alusões satíricas em uma sociedade victoriana em que cujos espartilhos nunca se sentiu cômodo.O personagem real de Charles Lutwidge Dodgson teve que se confrontar com as indesejadas atenções daquela sociedade. Odiava a fama “tão intensamente, que às vezes quase desejaria não ter escrito nenhum de meus livros”. A carta dirigida à senhora Symonds confirma a reticência com a vida pública de um autor que só deixava a solidão quando estava rodeado de meninos, e sobretudo de meninas, de quem fez numerosos esboços e fotografias.

A relação de Dodgson com uma criança de 10 anos foi a inspiração da Alice da ficção. Alice Liddell era uma das três filhas do decano de um colega da Oxford (Christ Church), a quem o escritor costumava entreter com suas histórias sobre o inquieto coelho branco, o Gato de Cheshire ou o Chapeleiro Maluco. Durante um passeio de barco pelo Tâmisa com as pequenas da família Liddell, teria surgido a ideia de um novo livro que com o tempo acabaria tendo um imenso impacto cultural, do que beberam até hoje tantas e tão diversas manifestações artísticas.

Primeira página da carta do escritor leiloada pela Bonhams.

Primeira página da carta do escritor leiloada pela Bonhams.

A carta inédita que vai ser agora leiloada pela casa Bonhams contribui ao menos com um pedaço da ambígua personalidade de Carroll, submetida a um julgamento póstumo que continua sendo objeto de debate entre os que atribuem a fixação por Alice à sua condição de pedófilo, os que sublinham um amor desmesurado pelas crianças embora não de caráter sexual e aqueles para quem ele singelamente encarna uma obsessão literária por fixar a infância eterna. Seu verdadeiro perfil humano continua sendo um grande desconhecido porque quatro dos treze volumes de seus diários desapareceram misteriosamente, e sete páginas de outro foram arrancadas provavelmente por seus herdeiros. Um legado incompleto cuja mutilação alentou as especulações sobre uma perversão nunca provada.

—-

Nota do editor: Era costume da época vitoriana, fotografar crianças nuas como símbolo de pureza e inocência. Fotografias inclusive enviadas como cartão natalino.

Todas fotografias tiradas por Carroll eram consentidas pelos pais, clérigos e professores.

Várias Alices povoaram o mundo artístico.

Alice Carroll

Lewis Carroll Kissing Alice

A menina Evelyn Hatch completamente nua, fotografada por Lewis Carroll, em 1878

A menina Evelyn Hatch completamente nua, fotografada por Lewis Carroll, em 1878

Alice Liddell, em 1858

Alice Liddell, em 1858

Padre norte-americano diz que crianças e jovens são culpados por “seduzir” pedófilos

Algumas crianças são vítimas de pedofilia por terem “seduzido” seus agressores. Essa é a opinião do padre franciscano norte-americano Bernard Groeschel, de Nova York, que escreveu um artigo no site da revista católica NCR (National Catholic Register), colocado no ar na última segunda-feira (27/08) e retirado pouco depois.

O padre, de 79 anos, afirmou que quando se pensa em um pedófilo, “as pessoas normalmente imaginam uma pessoa que planejou seus atos, um psicopata. (…) Mas não é o caso. Imaginem um homem que se encontra em plena depressão nervosa e um jovem chega para consolá-lo. Em muitos desses casos, o jovem é que é o sedutor”, diz o franciscano. “As crianças vêm, muitas vezes, procurar uma relação romântica, e não relações sexuais”.

Groeschel defendeu que os padres católicos não deveriam ser presos caso fossem descobertos desde que não repetissem seus atos, “porque a intenção deles não era de cometer um crime”.

 

 

O franciscano chegou a citar um caso específico, de um ex-treinador de um time de futebol americano, defendendo Jerry Sandusky, acusado por uma série de abusos contra menores de idade, e que pode ser condenado à prisão perpétua. Para ele, trata-se de um “pobre homem”.

Pedófilo foi seduzido por três meninas de 12 anos. Fez sexo consentido e legal para o STJ

Um homem, que a justiça esconde o nome, foi absolvido da acusação de estupro. Quando se trata de um caso de pedofilia.

Segundo a relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura, não se pode considerar crime o ato que não viola o bem jurídico tutelado – no caso, a liberdade sexual. Isso porque as menores a que se referia o processo julgado se prostituíam havia tempos quando do “suposto” crime. “Desde longa data”. Quer dizer que desde os oito, nove ou dez anos. Três profissionais do sexo. Três trabalhadoras infantis. Bem pagas. Que não existe prostituição de graça.

“A prova trazida aos autos demonstra, fartamente, que as vítimas, à época dos fatos, lamentavelmente, já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo. Embora imoral e reprovável a conduta praticada pelo réu, não restaram configurados os tipos penais pelos quais foi denunciado”, afirmou o acórdão do TJ-SP, que manteve a sentença absolutória.

Se existem vítimas, existem sacrificadores.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a própria mãe de uma das supostas vítimas afirmara em juízo que a filha “enforcava” aulas e ficava na praça com as demais para fazer programas com homens em troca de dinheiro. Não seria o caso de, também, prender a mãe?

“Inaceitável” responsabilizar as vítimas

Já no governo, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, classificou como “inaceitável” o acórdão do TJ-SP, posteriormente confirmado pelo STJ. “Consideramos inaceitável que as próprias vítimas sejam responsabilizadas pela situação de vulnerabilidade que se encontram”.

Em nome da CPI mista sobre violência contra a mulher, a senadora Ana Rita leu nota de repúdio ao acórdão confirmado pelo STJ, afirmando, a certa altura:

– A decisão proferida afronta os direitos fundamentais das crianças, rompe com sua condição de sujeito de direitos e as estigmatiza para o resto de suas vidas. Rotulando-as como ‘meninas prostitutas’, elas não têm direito à proteção juridicamente garantida.

 Como é mesmo o nome desse cara vidrado em meninas de doze anos?
Essa fixação sexual caracteriza a condição de pedófilo e outros desvios. Por ser um tarado que tem preferência sexual persistente por meninas de doze anos. Com ou sem estupro, com ou sem sexo consentido, pago ou de graça. Bastaria o petting (manipulação sexual recíproca, mas não o coito) para determinar a perversão sexual. A pedofilia faz parte de um grupo de desvios sexuais chamado Cronofilia, junto a NepiofiliaHebefiliaEfebofiliaTeleiofilia e Gerontofilia.
Agora entendo porque o Brasil tem mais de 250 mil crianças prostitutas.
Só não entendo porque escondem o nome dessa alma sebosa. É algum empresário ou autoridade em um dos três poderes? Os nomes das meninas, tudo bem.