Como flechar o coração de todos aqueles que conhecer

Os sete segundos iniciais são a chave para uma primeira impressão

primeiro encontro

por PATRICIA PEYRÓ JIMÉNEZ

Contamos com sete segundos e apenas uma oportunidade, segundo a famosa coach internacional Carol Kinsey Goman, para causar uma primeira boa impressão. Não acontece todos os dias, mas frequentemente, e, hoje, precisamente, pode ser o dia em que você vai conhecer essa pessoa especial para quem tem que parecer deslumbrante.

Vamos estabelecer uma pergunta clara: Como é possível agradar? Embora a famosa frase que diz que a primeira impressão é a que conta soe como um slogan publicitário, possui uma boa dose de verdade, ou pelo menos é a melhor fórmula para abrir caminho entre duas pessoas. Essa é a ideia sustentada pelos profissionais de Ciências do Comportamento, como Goman, que treina, todos os dias, altos executivos e políticos e que dá palestras sobre empatia, liderança e linguagem corporal.

MIREIA PÉREZ

MIREIA PÉREZ

Ela descreve o instante em que conhecemos alguém da seguinte forma: “No momento em que um desconhecido olha para você, o cérebro dele começa a trabalhar criando milhares de associações para se perguntar se você é uma pessoa confiável ou se, pelo contrário, deve ter receio”.

Em resumo, logo após conhecer alguém, ativamos um nível primário com o qual nos questionamos se é amigo ou inimigo, e nos preparamos para agir baseados nisso. O conceito se estuda também sob o termo relatedness, que se refere ao “o grau de pertencimento a um grupo social”, modelo desenvolvido por David Rock dentro de sua teoria sobre a neuroliderança, por meio da qual explica como, por exemplo, um simples aperto de mãos, ou gestos como dizer os nomes e falar sobre um tema comum, podem produzir ocitocina (hormônio vinculado à confiança e ao amor), e, portanto, favorecer a conexão com outra pessoa.

O fato de alguém te escutar produz uma sensação de prazer ilimitada no cérebro, semelhante à causada pela comida e pelo dinheiro

No entanto, à revelia de indicadores sociais inofensivos, o corpo gerará uma resposta de ameaça. “Logo após conhecer alguém, isso é o que buscamos: saber se é ou não um dos nossos”. O fato de gostarem de você dependerá, em grande parte, de baixar as defesas do outro desde o princípio, algo que se pode conseguir com alguns truques simples, como os que ensina a trabalhar, durante as sessões que dá, a neurocoach e trainer, co-fundadora da The School of Change, Adelina Ruano.

1. Arrume-se bem e exiba sua criança interior. Um estudo realizado pelo departamento de psicologia da Universidade de York no ano 2014 determinou a importância dos traços faciais nas primeiras interações. Assim, quando nos fixamos na imagem de um rosto, formamos rapidamente juízos de valor sobre a personalidade e o caráter da pessoa, e a categorizamos como amável, confiável ou competente em função da forma de suas maçãs do rosto, da separação dos olhos e do tamanho das sobrancelhas. Os pesquisadores concluíram que o físico pode explicar até 58% da variação das primeiras impressões. E (disso já suspeitávamos) as pessoas bonitas e de feições pueris causam uma melhor primeira impressão que os menos felizardos e de aparência mais madura.

2. Sorria. Por uma enorme quantidade de razões, relaxa o ambiente e causa empatia. Esse sentimento é provocado pelos neurônios espelho, chamados assim pelo pesquisador italiano da Universidade de Parma Giacomo Rizzolatti, que os descobriu, por acaso, estudando o cérebro dos macacos. Eles explicam fenômenos como por que a risada é contagiosa, e, inclusive, os processos de empatia, já que se ativam, também, em nível mental e representacional, sem a presença de terceiras pessoas, e permitem conectar com o outro no plano das sensações e emoções. Em palavras de seu descobridor, “os neurônios espelho demonstram que somos seres sociais”, e, portanto, se entende que a empatia é uma qualidade funcional e evolutivamente desejável. Se você sorrir, seu interlocutor também o fará.

Uma vez superada essa primeira (e boa impressão) gerada em poucos segundos, convém reforçá-la através de uma boa conversa, durante a qual sobressaia a ação de escutar de maneira ativa e empática. Essa é uma ideia desenvolvida por Robin Baker, chefe do Programa de Análise de Conduta do FBI (principal ramo de investigação criminal do Departamento de Justiça dos EUA) e autor do livro It’s Not All About Me: The Top Ten Techniques for Building Quicly Rapport With Anyone.

Seu conselho número um é “buscar os pensamentos e opiniões da outra pessoa sem julgá-los” e mostrar um genuíno interesse pelo que contam. Isso funciona porque os seres humanos gostam de falar sobre si mesmos. Encontrar audiência produz, portanto, uma ilimitada sensação de prazer no cérebro, “similar à causada pela comida e pelo dinheiro”.

E aqui abrimos um parêntese necessário para explicar o que quer dizer escuta ativa, já que não basta ouvir e se desligar. Além de não interromper, é preciso fazer gestos que indiquem que se está ouvindo, como assentir com a cabeça, perguntar e inclusive repetir ou resumir o que o outro disse.

Com isso, estamos gerando rapport, como explica a coach Adelina Ruano. E o que significa essa palavra? “É algo que vai um passo além da confiança básica, e serve para ter influência em uma relação”, responde. Embora se pareça à empatia, não é exatamente o mesmo, esclarece: “Chamamos de rapport a qualidade de uma relação quando existem respeito e influência mútuos”.

Duas pessoas tem rapport quando existe uma sintonia entre elas, no sentido de que se aceitam e de que estão abertas e receptivas em sua comunicação. Embora criá-lo seja algo natural que fazemos de forma inconsciente, deixamos esse item de lado quando estamos preocupados ou sem tempo. Por isso, “é uma habilidade que se pode treinar, incidindo fundamentalmente em criar sincronia e um bom swing em relação à linguagem não verbal”, conclui Ruano.

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Provavelmente não fique tão claro, diante de tantas reviravoltas e tanta tensão, que nos encontramos diante de um filme de amor. Mas a raiz é bem essa: duas amigas de infância se reencontram quando Marie se muda de Paris para Lyon e aluga um quarto na casa de Emma. Aos poucos, sem grande alarde, inicia-se uma atração entre ambas.

O jogo de poder está estabelecido: uma é forte e determinada (lésbica assumida, dona do apartamento e fazendo vezes de colega caridosa), a outra é percebida como uma presa fácil (primeira experiência homossexual, longe de casa, sem amigos por perto). Ela se entrega – veja foto acima, inspirada no muito feminino Gritos e Sussurros de Bergman – e se deixa levar, até o momento em que a amiga se mostra possessiva e evidente demais quanto à relação das duas…

Contar mais seria desnecessário. Basta dizer que o roteiro reserva um trabalho cuidadoso de gradação, e que a obsessão amorosa é percebida como um caminho sem volta. Tudo aumenta, se multiplica e se complica. A dominação entre ambas altera de um pólo para outro, ora equilibrando, ora beirando o insuportável. Como sugere o título, “eu te comeria”, estamos flertando sempre com a ameaça de morte, através da apropriação e destruição.

Enquanto isso, acompanhamos o trabalho inteiramente elaborada para um duo de atrizes (Judith Davis e Isild Le Besco, memoráveis) que passam pelo menos metade da narrativa trancafiadas em casa, se cruzando e se atiçando pelos cômodos e corredores. A idéia de lesbianismo delicado é substituída pela agressividade que se confere nos diálogos, na montagem e na trilha sonora.

Para muitos críticos, as referências à Hitchcock e Lynch seriam excessivas. Talvez haja de fato elementos em comum com o suspense e o desejo trabalhados por esses diretores, mas a diretora estreante Sophie Laloy faz um trabalho um tanto pessoal e sem concessões; ao ponto da intensidade de suas ações crescem tanto que chegam a atingir o cômico involuntário. Ora, como parar uma narrativa baseada sempre no acréscimo linear? Com um final “ejaculatório”, já diria um teórico.

Pois a catarse em questão tem que ser sempre um elemento externo que venha quebrar o ciclo. Morte, separação forçada e doença são alguns dos elementos possíves. A história opta por uma dessas saídas, num momento em que –talvez com certo alívio para o espectador – presencia-se finalmente a separação entre ambas.

Certo, talvez falte experiência à diretora (algo óbvio a criticar num primeiro filme), e principalmente as cenas finais são filmadas numa maneira quase precária em termos de montagem e enquadramento. Isso não impede que, em todo o trabalho que antecede esse desfecho, estabeleça-se uma interessante mostra de gradação e ritmo, além de uma visão da homossexualidade particularmente naturalista (se há algo de doentio aqui, é o grau do envolvimento e não os elementos envolvidos). Bem-vindas as primeiras experiências que não têm medo justamente de experimentar e testar limites.

 

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Je Te Mangerais (2009)
Filme francês dirigido por Sophie Laloy.
Com Judith Davis, Isild Le Besco, Johan Libéreau.

 

Trailer original 

 

Assista o filme legendado em português

 

 

 

 

Obá – deusa do amor e da paixão incontrolável

por Hellen Reis Mourão

 

 

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Obá é uma divindade do rio de mesmo nome, foi a terceira mulher de Xangô, junto com Oxum e Oyá, e também mulher de Ogum segundo uma lenda de Ifá.

Orixá feminino muito forte e enérgico. É extremamente temida, sendo considerada mais forte que muitos Orixás masculinos como, Oxalá, Xangô e Orumilá, os quais venceram em lutas.

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Sua lenda mais famosa é a da disputa entre ela e Oxum pelo amor de Xangô.

Oxum era jovem e elegante; Obá era mais velha e usava roupas fora de moda, fato que nem chegava a se dar conta. Obá pretendia monopolizar o amor de Xangô e sabendo o quanto ele era guloso, procurava sempre surpreender os segredos das receitas de cozinha utilizadas por Oxum, a fim de preparar as comidas de Xangô. Oxum, irritada, decidiu pregar-lhe uma peça e, um belo dia, pediu-lhe que viesse assistir, um pouco mais tarde, à preparação de terminado prato que, segundo lhe disse Oxum maliciosamente, realizava maravilhas junto a Xangô. Obá apareceu na hora indicada.

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Oxum, tendo a cabeça atada por um pano que lhe escondia as orelhas, cozinhava uma sopa na qual boiavam dois cogumelos. Oxum mostrou-os à sua rival, dizendo-lhe que havia cortado as próprias orelhas, colocando-as para ferver na panela, a fim de preparar o prato predileto de Xangô. Este, chegando logo, tomou a sopa com apetite e deleite e retirou-se, gentil e apressando, em companhia de Oxum, Na semana seguinte, era a vez de Obá cuidar de Xangô. Ela decidiu pôr em pratica a receita maravilhosa: cortou uma de suas orelhas e cozinhou-a numa sopa destinada a seu marido. Este não demonstrou nenhum prazer em vê-la com a orelha decepada e achou repugnante o prato que ela lhe serviu.

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Oxum apareceu, neste momento, retirou seu lenço e mostrou que suas que suas orelhas jamais haviam sido cortadas nem devoradas por Xangô. Começou, então, a caçoar da pobre Obá, que furiosa, precipitou-se sobre sua rival. Segui-se uma luta corporal entre elas. Xangô, irritado, fez explodir o seu furor. Oxum e Obá, apavoradas, fugiram e se transformaram nos rios que levam seus nomes. No local de confluência dos dois cursos de água, as ondas tornam-se muito agitado em conseqüência da disputa entre as duas divindades.

Por isso quando se manifesta em seus filhos, esconde seu defeito na orelha com a mão. Seus símbolos são uma espada e um escudo. Sua cor é o vermelho, seu dia é a quarta-feira e sua saudação é Obá Xirê.

Obá é o Orixá do vigor e da coragem, e se distingue das outras Iabás pela falta de charme e feminilidade. Entretanto ela não teme nada nem ninguém no mundo. Seu maior prazer está na luta. Obá venceu todas as disputas que foram organizadas entre ela entre diversos orixás, com exceção de Ogum, que aconselhado por um babalaô, preparou uma oferenda de espigas de milho e quiabo, amassando-os em um pilão, obtendo uma pasta escorregadia, a qual espalhou pelo chão, no lugar onde aconteceria a luta. Chegado o momento, Obá, que fora atraída até o lugar previsto, escorregou sobre a mistura, aproveitando-se Ogum para derrubá-la e possuí-la no ato. Assim tornou-se esposa de Ogum.

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Ela também é um orixá das águas, entretanto representa as águas revoltas e fortes dos rios, assim como as pororocas. O lugar das quedas também são considerados domínios de Obá. Ela representa também a transformação dos alimentos de crus em cozidos. Obá, enquanto orixá do elemento água, representa as emoções. Mas emoções fortes e avassaladoras, como o amargor de não ser amado, o ciúmes e a vingança.

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Nesse aspecto vingativo e ciumento Obá se assemelha a grega Hera ou Juno para os romanos. Deusa do casamento e da fidelidade conjugal era constantemente traída Zeus e se vingava de todas as investidas românticas dele.

Obá é orixá do amor não correspondido, das dores de amor, assim como a vingança e o rancor decorrentes disso. Ela é capaz de sacrifícios extremos pelo ser amado, a ponto de se mutilar. De perder uma parte de si mesmo.

Representa o aquele que foi enganado e rejeitado, e que por isso tornou-se amargo, passando assim a rejeitar uma nova experiência afetiva e a se voltar à realização profissional. Mesmo sendo extremamente forte fisicamente perde a sua personalidade em função do outro.

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Obá pode representar a mulher masculinizada, onde a força bruta e a disputa com os homens imperam no lugar da sedução e vaidade (Oxum), e da alegria e sensualidade (Oyá). Entretanto, ela é mais que isso. Ela é uma mulher muito forte e que foi ferida, abandonada. Ela é considerada a representante suprema da ancestralidade feminina.

Obá é saudada como o Orixá do ciúme, mas não se pode esquecer que o ciúme é o coronário inevitável do amor. Portanto, Obá é a deusa do Amor e da Paixão incontrolável, com todos os dissabores e sofrimentos que o sentimento pode acarretar.

 

Referências:

BARCELLOS, M. C. Os orixás e a personalidade humana. Rio de Janeiro: Pallas, 2010.

JUNG, C. Os Arquétipos e o inconsciente coletivo. 2 ed. Petrópolis, RJ, Vozes 2002.

VERGER, P. F. Orixás. Círculo do Livro.

Hellen Reis Mourão
Psicanalista Clínica com pós-graduação em Psicologia Analítica pela FACIS-RIBEHE, São Paulo. Especialista em Mitologia e Contos de Fada. Colaboradora do (En)Cena.

Leia mais artigos da série Mitologia Africana 

 

 

Versos de Cris Massarelli

Prossigo para o alvo
Filipenses 3:13

Que a nossa escolha
seja atirar-se no que está
em nossa frente a começar
pelo dia chamado hoje!

Quase

Ainda pior que a convicção do não,
a incerteza do talvez
a desilusão de um quase.

É um quase que incomoda,
que entristece,
que mata
trazendo tudo
que poderia ter sido
e não foi.

 

massa 2

Há momentos na vida
não é necessário mostrar a beleza aos cegos
e nem dizer a verdade aos surdos.

Não convença as pessoas com grandes palavras,
mas as surpreenda com pequenas atitudes

 

Eu sigo sorrindo,
mesmo que às vezes chore.

Estou sorrindo agora.
Sim, eu sou estranha,
mas querem saber?
Eu amo ser.

massa 3

 

A paixão grita
Mas o medo do amor
me deixou surda.

 

Muitos vão te olhar te julgar … deixe estar!
Você sabe o quanto é grande seu coração
e conhece os motivos que te fazem chorar

 

roça cris

Não tenho medo da morte
Meu medo
depender de algo
que me daria razão
pra viver.

 

Todo dia morro um pouco,
e faço meu próprio enterro.

 

estrada massa

Preciso seguir em frente,
é claro que preciso,
mas aonde quero chegar?

 

Texto e fotografias in Facebook

Desapaixonada

 

por Cristina Moreno de Castro

Cristina Moreno de Castro2

 

 

 

 

Há tempos não sai nenhum verso

O poema entalado não escorre na ponta do lápis.

Por isso, eu a ponto de explodir.

Eu toda poema, inchando, sem sair

Eu toda poesia, sem saída.

Incomoda-me não saber a razão disso.

Da aposentadoria do lápis,

do ponto de ebulição em suspenso.

Encharco-me de Iacyr e os outros mestres

Secam rápido demais na minha alma.

 

Ocorre-me que é falta de paixão.

Mas não se cala:

é a paixão que inspira o poema

ou o poema inspira a paixão?

Na dúvida, me recolho, me casulo.

Tanto quanto não escrevo, não apaixono.

Ao redor, os homens todos são pura prosa.

Faltam-lhes versos e olhares mais sinceros.

E repito ladainha de bêbada:

não acredito, não em deus, hierarquia

nem amor.

Contudo, paixão sei que existe!

Até porque, até outro dia,

eu era só paixão.

Era incapaz de acordar sóbria desse veneno

E empunhava-o, qual escudo e espada.

Tão apaixonada da vida, de todos e de tudo

Que meu escudo não agüentou a carga

E hoje ando olhando pros lados

(até pra atravessar a rua olho pros lados!)

sugando versos e incapaz de vomitá-los

sugando os homens e incapaz de amá-los.

Preciso urgentemente de me apaixonar.

 

 

 

 

 

«Do aceitar normais as notícias de guerra»

Papa Francisco

Guernica, Picasso. Os sofrimentos provocados pela guerra. O célebre quadro retrata o bombardeio da Cidade de Guernica, Espanha, pelas tropas de Hitler, a pedido de Franco

Guernica, Picasso. Os sofrimentos provocados pela guerra. O célebre quadro retrata o bombardeio da Cidade de Guernica, Espanha, pelas tropas de Hitler, a pedido de Franco. Crique na tela para ampliar

Escandalizar-se por um milhão de mortos da primeira guerra mundial tem pouco sentido se não nos escandalizarmos também pelos mortos nas tantas pequenas guerras de hoje. E são guerras que fazem morrer de fome muitíssimas crianças nos campos de refugiados, enquanto os mercadores de armas festejam. Foi um apelo a não permanecermos indiferentes diante dos conflitos que continuam a ensanguentar o planeta que o Pontífice lançou na missa celebrada na manhã de terça-feira 25 de Fevereiro na capela da Casa de Santa Marta.

A inspiração foi-lhe sugerida pelas duas leituras da liturgia, tiradas da carta de Tiago (4, 1-10) e do Evangelho de Marcos (9, 30-37). Exactamente o trecho evangélico, explicou o Pontífice, faz-nos reflectir particularmente. Nele narra-se que os discípulos «discutiam» e até «contendiam publicamente. E faziam-no para esclarecer quem fosse o maior entre eles: por ambição». E dado que «um ou dois deles queriam ser os maiores, discutiram: eis o litígio». Assim, disse o Pontífice, «o seu coração afastou-se». Os discípulos tinham «os corações distantes» e «quando os corações se afastam nasce a guerra». É esta precisamente a essência da «catequese que hoje o apóstolo Tiago nos oferece», disse o Papa, formulando esta pergunta directa na sua carta: «Meus irmãos, de onde vêm as guerras e os litígios que estão no meio de vós?».

«De onde vêm as guerras, litígios que estão no meio de vós? Não vêm porventura das vossas paixões que fazem guerra?», questiona-se Tiago. Sim, respondeu o Papa, a guerra nasce «dentro». Porque «as guerras, o ódio, a inimizade não se compram no mercado. Estão aqui, no coração». E recordou que «quando éramos crianças e nos explicavam no catecismo a história de Caim e Abel, todos ficávamos escandalizados: ele matou o seu irmão, não se pode tolerar!». E no entanto «hoje muitos milhões se matam entre irmãos, entre si. Mas estamos habituados!».

A paixão – disse o Pontífice – leva-nos à guerra, ao espírito do mundo». «Habitualmente, diante de um conflito, encontramo-nos numa situação curiosa», que nos impele a «continuar a altercar a fim de o resolver, com uma linguagem de guerra». Ao contrário, deveria prevalecer «a linguagem da paz». E quais são as consequências? O Papa respondeu: «Pensai nas crianças famintas nos campos de refugiados: pensai só nisto! É o fruto da guerra!». E acrescentou: «E se quiserdes, pensai nos grandes salões, nas festas que fazem aqueles que são os donos das indústrias de armas, que fabricam as armas». Portanto, as consequências da guerra por por um lado são «a criança doente, faminta num campo de refugiados», e por outro «as grandes festas» e a vida confortável que levam os fabricantes de armas.

«Mas o que acontece nos nossos corações?», questionou-se o Papa. «O conselho que nos dá o apóstolo – disse – é muito simples: aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-se-á de vós». Um conselho que se refere a cada um, porque «este espírito de guerra que nos afasta de Deus, não está só longe de nós» mas «também da nossa casa», como demonstram, por exemplo, «as muitas famílias destruídas porque a mãe e o pai não conseguem encontrar o caminho da paz e preferem a guerra, fazer causa».

Eis o convite do Papa Francisco a «rezar pela paz». Rezar e seguir a exortação do apóstolo Tiago a reconhecer a «própria miséria», e desta miséria, advertiu o Papa, «vêm as guerras nas famílias, nos bairros, em todos os lugares».

Segundo o Papa, o que deve fazer hoje – hoje, 25 de Fevereiro – um cristão face a tantas guerras «deve, como escreve Tiago, humilhar-se diante do Senhor»; deve «chorar, fazer luto, humilhar-se». O Pontífice concluiu a sua meditação sobre a paz com uma invocação ao Senhor para que nos faça «entender isto» salvando-nos «do aceitar normais as notícias de guerra».

LA VERDAD SOBRE LAS RELACIONES. 10 clichés muy peligrosos sobre el amor

 

Con muchas frecuencia, culpamos a los medios de comunicación de masas, a la educación (religiosa y social) que hemos recibido y a las películas de Disney de habernos implantado ideas sobre el amor falsas pero ampliamente compartidas que entorpecen nuestra vida amorosa. Aunque en muchas ocasiones se señala a la cultura cristiana y sus conceptos de pecado y culpa como el origen de gran parte de nuestros problemas, desde que el hombre es hombre se han desarrollado teorías y visiones míticas sobre el amor que aún siguen inscritas en nuestro ADN cultural.

Platón ya planteó en El banquete el llamado mito del Andrógino, que señalaba la existencia de un sexo andrógino cuyos miembros tenían ocho extremidades, dos caras y dos órganos sexuales. El mito cuenta cómo dichos seres fueron castigados por Zeus, que los partió por la mitad. Desde entonces, cada una de ambas mitades busca incansablemente la parte que le falta, la única capaz de completarle. Es un mito que ha dado lugar a muchas de las concepciones del amor que siguen vigentes en la sociedad occidental, como que estamos predestinados a encontrar la mitad que nos falta o que el ser humano no está completo hasta que no encuentra su otra mitad.

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Diversos libros y estudios científicos han puesto de manifiesto la falsedad inherente en muchas de estas románticas concepciones. Es el caso de, por ejemplo, Couples: the Truth (Virago), de Kate Figes, en el que se sometían a juicio gran parte de las expectativas que todas las parejas tienen respecto a su relación, y que en muchos caso, son excesivas y por ello sólo conducen a la infidelidad. Es el caso, también, de The 7 Myths About Love: Actually! (John Hunt Publishing) de Mike George, Sex and the Soul of a Woman: the Reality of Love and Romance in an Age of Casual Sex (Zondervan) de Paula Rineharto A General Theory of Love (Vintage), un compendio científico que reúne una gran cantidad de los últimos descubrimientos científicos sobre el amor. Pero, ¿cuáles son los mitos más consolidados y por lo tanto, más dañinos?

El amor lo puede todo. La visión romántica tradicional sitúa el amor por encima de cualquier otro sentimiento y asegura que este, si es verdadero, prevalecerá sorbe cualquier dificultad. Ello tiene dos consecuencias peligrosas. Por una parte, que descartemos las relaciones que no funcionan fácilmente porque pensamos que simplemente no estamos destinados a estar con esa persona. Por otra, el opuesto absoluto, que es aguantar con una pareja con la que ha resultado claro que no somos compatibles hasta que acabamos con nuestra salud mental y sentimental.
El amor significa no tener que decir nunca “lo siento”. Esta célebre sentencia que aparecía en Love Story (Arthur Hiller, 1970), es totalmente rechazada por Kate Figes, que señala que en muchas ocasiones, las parejas discuten y se comportan de la manera que no desearían, y que quizá, en esos casos, sea necesario admitir el error y pedir perdón. Consideramos equivocadamente que si nuestra pareja nos quiere aceptará cualquier cosa que venga de nosotros, incluso una falta de respeto. Pero ello no debe servir de excusa para comportarnos de manera desagradable.

Sólo te enamoras de verdad una vez. Una de las visiones más habituales sobre el amor es que vivimos una sucesión de relaciones insatisfactorias, que se parecen sospechosamente al amor pero que no lo son, hasta que nos topamos con la persona que realmente nos corresponde. Es decir, una revisión más del mito del Andrógino. Sin embargo, cada relación tiene sus peculiaridades, y es normal y comprensible que recordemos nuestras parejas pasadas de manera muy distinta a la que estamos viviendo en ese momento.

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El amor a primera vista demuestra que hay personas destinadas para nosotros. Cuando conocemos a una persona que de repente nos impacta, ya sea por su belleza, simpatía o inteligencia, o una mezcla de todo ello, sentimos que efectivamente, la teoría del flechazo es cierta y hay personas con las que estamos condenados a entendernos. Sin embargo, los expertos han puesto de manifiesto la gran cantidad de condicionamientos psicológicos que influyen en un caso así y que determinan nuestra predilección por una pareja u otra. Por ejemplo, que una persona nos muestre simpatía, que nos recuerde a una pareja del pasado o simplemente que lleve una colonia que nos atraiga puede ser lo que marque la diferencia, y no el arco de Cupido.

Lo importante es airear tus sentimientos. Forma parte de la sabiduría popular sobre las relaciones de pareja que lo más importante para la estabilidad de la misma es que ambos miembros expresen en voz alta sus sentimientos y de esa manera se sepa lo que cada uno de los dos espera del otro. Sin embargo, una reciente investigación realizada por el americano Center on Everyday Lives of Families (CELF) señalaba que las parejas que menos se dirigen la palabra eran las que manifestaban una mayor felicidad. No siempre hay que decir todo en voz alta.

Las personas enamoradas no discuten. Los enfrentamientos dentro de la pareja sufren una mala fama que no merecen, ya que pueden ser mucho más útiles para nuestras relaciones de lo que pensamos. Sospechamos que si discutimos es porque no nos queremos o porque nuestra relación se está deteriorándose, pero en realidad, es una buena manera de establecer límites y evitar que ocurran acontecimientos semejantes en el futuro. Siempre y cuando se guarden las formas y no se rompan ciertos límites, una discusión a tiempo puede librarnos de muchas frustraciones.

El amor no se puede elegir. Sue Johnson, autora de Hold Me Tight: Seven Conversations for a Lifetime of Love (Little, Brown and Company) recuerda que, al contrario que lo que se piensa en la sociedad contemporánea, tenemos mucho más control sobre nuestros sentimientos amorosos que lo que pensamos. No somos barcos mecidos por la marea de nuestro corazón, sino que podemos influir en nuestros sentimientos y la salud de la relación actualizándolo cada día, a través de nuestro propio comportamiento individual. La única manera de reforzar los lazos amorosos es ser capaces de responder consecuentemente a las necesidades de nuestra pareja.

El sexo casual no implica ningún sentimiento. Uno de los tópicos más dañinos, en cuanto que conduce a esa peligrosa situación que es alternar con alguien que sabemos no nos conviene pero del que finalmente nos enamoramos. Hay quien ha afirmado, como la experta investigadora Helen Fisher, que “el sexo casual no existe”, ya que siempre se movilizan diversos sentimientos en cualquier acto sexual, por pequeños que puedan ser. La psicóloga explicaba que la mera estimulación genital activa la dopamina del cerebro, y el orgasmo hace lo propio con la oxitocina, lo que puede conducir a enamorarnos de esa persona. Aunque nos guste pensar que podemos controlar nuestros sentimientos, nuestro cuerpo piensa de manera muy diferente.

El verdadero amor no cambia con el tiempo. Absolutamente falso. Como diversos estudios han puesto de manifiesto, es imposible para el cuerpo (y la mente) humanas mantenerse tan enamorado como el primer día pasado cierto tiempo. Las relaciones evolucionan y si bien la pasión inicial puede no ser la misma, aparecen otras virtudes como la confianza, el respeto o la comprensión mutua, más relacionadas con la estabilidad vital y menos con los sentimientos al límite, que no quieren decir que la relación esté acabada, sino que ha entrado en una nueva fase.

EU CUTUCO, TU CUTUCAS, ELE CUTUCA, NÓS CUTUCAMOS

Texto e desenho digital de  Nadia Gal Stabile

 
depois da meia idade, ou bem depois dela fica difícil embarcar numa paixão.
porque parece que sabemos tudo o que possa vir a acontecer.
temos experiências… e não nos deixamos nos enganar!
agora… dizem muitos que a gente envelhece quando para de sonhar…
um empreendedor também deixa de ser empreendedor quando para de sonhar, quando para de se apaixonar… e quando perde sua determinação e força pra lutar!!
esta é a vida!! um grande desafio sempre, se a gente para a correnteza leva!! e as limitações existem em qualquer faixa etária… há pessoas fracas desde crianças… doentes desde a adolescência!! e também há pessoas que só conseguem se apaixonar por si próprias!!