Homofobia e suicídio de crianças e adolescentes

gay bandeiro feminino

Toda semana lemos notícias de LGBTs, muitos deles/delas crianças e adolescentes, cometendo suicídio por não aguentarem mais serem rejeitados pela família, humilhados na escola e no trabalho.

Não existem estatísticas. O suicídio no Brasil é tabu.

Os pais deviam informar como forma de confissão, e pedido de perdão pós-morte. De alerta a outros pais. De denúncia. A maioria dos suicídios foram provocados pelo bulismo na escola, pelo stalking no trabalho, pela violência nas ruas dos homofóbicos.

Temos campanhas realizadas pelo fundamentalismo religioso e o fanatismo político, sendo os principais líderes os pastores Silas Malafaia, Marco Feliciano, padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, militar Jair Bolsonaro e até candidatos asquerosos a presidente do Brasil.

A pregação da Santa Inquisição de pastores e padres tem origem no judaísmo (Velho Testamento). No cristianismo (Novo Testamento) apenas  existe uma frase de São Paulo, em uma carta cuja autenticidade não pode ser comprovada. Jesus jamais tocou nesse tema.

O “raivoso” discurso de Bolsonaro é exclusivamente nazista, machista e eleitoreiro.

Não existe no Velho Testamento nenhuma referência ao amor lésbico. Venho divulgando esta verdade. E fica o desafio para qualquer teólogo provar o contrário

Não existe no Velho Testamento nenhuma referência ao amor lésbico. Venho divulgando esta verdade. Renovo o desafio para qualquer teólogo provar o contrário

 

Em um estudo realizado por Fernando Silva Teixeira Filho
e Carina Alexandra Rondini Marretto (Faculdade de Ciências e Letras da UNESP-Assis), realizado em maio de 2008 em uma Escola do Ensino Médio de uma cidade do interior do Oeste paulista. A amostra que compôs o estudo corresponde a 108 adolescentes, de ambos os sexos, entre 14 e 20 anos cursando as três séries do Ensino Médio. “Observamos que os/as jovens da amostra incorporaram o discurso preventivista pelo menos durante as primeiras relações sexuais com o sexo oposto. Suas crenças sobre as sexualidades não-heterossexuais revelaram-se homofóbicas e segregatórias. Encontramos que 25.0% da amostra já pensou em se matar e dentre estes 40% já tentou, havendo maior concentração entre as jovens. Acreditamos estar diante de um grande desafio para as políticas públicas de Educação e Saúde, respectivamente, no sentido de garantir o acesso e pleno direito de expressão das homossexualidades no espaço escolar, bem como lidarem de modo preventivo em relação à Saúde Mental dos/das jovens que freqüentam a escola”.

De 2002 a 2012 houve um crescimento de 40% da taxa de suicídio entre crianças e pré-adolescentes com idade entre 10 e 14 anos. Na faixa etária de 15 a 19 anos, o aumento foi de 33,5%.

Transcrevo trechos de uma reportagem de Maria Fernanda Ziegler e Ocimara Balmant: “Ao contrário do adulto, que normalmente planeja a ação, o adolescente age no impulso. São comportamentos suicidas para fugir de determinada situação que vez ou outra acabam mesmo em morte’, afirma a psiquiatra Maria Fernanda Fávaro, que atua em um Pronto Socorro de psiquiatria em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo. Aos cuidados de Maria Fernanda, são encaminhadas as crianças e os adolescentes que chegaram feridas ao hospital após tentarem se matar.

Ao serem perguntados sobre o motivo de terem se mutilado com lâmina de barbear, se ferido com materiais pontiagudos, cortado o pulso ou ingerido mais de duas dezenas de comprimidos, a resposta é rápida, e vaga. ‘A maioria diz que a vida não tem sentido, que sentem um vazio enorme. Muitos têm quadros associados à depressão’, afirma Maria Fernanda. O cenário é tão recorrente, diz a psiquiatra, que há sites, blogs e páginas de rede social que ensinam as melhores técnicas e ferramentas para que a criança tire a própria vida”. Leia mais.

 

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