CULTURA & DINHEIRO

por Celso Marconi Lins


Eu estou aposentado do trabalho mas continuo pensando. E por isso pelo menos acompanho o movimento cultural em Pernambuco e por onde me chegam notícias.

Hoje mesmo li um artigo de Fernando Castilho na parte de Economia e outro de Marcelino Granja, o secretário de cultura do Estado, no setor de opinião ambos do JC. Resumindo os dois o que se vê é que ambos são de opinião que sem capital privado a cultura não pode se desenvolver.

Desde que eu acompanho cultura que ouço essa opinião. A verdade é que o particular que tem dinheiro só tem interesse em coloca-lo onde lhe der lucro. E todo mundo sabe que cultura verdadeira não dá lucro. Quem quiser ganhar dinheiro com cultura tem que partir pelos caminhos do chamado mainstream e ir aprender com os hollywoodianos.

Quem faz cultura verdadeira, isto é, no sentido antropológico da autêntica revelação do espírito criativo não pensa em ganhar dinheiro. Todo aquele que faz cultura sabe que ganha no mínimo força interior.

O secretário Marcelino Granja deveria escrever um artigo para dizer o que está sendo feito para que um instrumental como o dos museus de Pernambuco funcione e não apenas para mudar leis de incentivo.

Eu queria saber por que o dinheiro arrecadado pelo Estado não pode ser gasto com cultura?

No Rio de Janeiro inauguraram ontem um Museu do Futuro. No cais do porto como os dois daqui que estão fechando. Vamos esperando quanto tempo para vê-lo fechar? A arquitetura pelo que vi na televisão é belíssima. O certo é que nada se pensa nos Governos com autêntica cultura, com profundidade. É tudo paietê ou seja decoração. Alguns lutam internamente mas nunca conseguem realmente vencer. Infelizmente.

Que seja criado o Museu de Arte Moderna José de Sousa Alencar

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José de Sousa Alencar era um colecionador de artes, além de crítico de cinema, teatro e pintura. Lançou vários artistas, hoje famosos.

Sua pinacoteca deveria ser transformada em museu pelo importante acervo de pinturas, focado na característica artística pernambucana.

Importante salientar que a Prefeitura do Recife não possui museu, biblioteca pública, nem promove nenhum evento cultural que movimente a Cidade e tenha repercussão Nacional.

Tudo que o governo do Estado fez pela Cultura tem mais de meio século.

TEATRO SANTA ISABEL – A ideia de construir um teatro público no Recife foi do então presidente da província de Pernambuco, Francisco do Rego Barros, barão, visconde e depois conde da Boa Vista.

Em 30 de abril de 1839, ele assinou a Lei número 74, autorizando a construção de um teatro público para a cidade.

Para viabilizar o seu projeto de governo, Rego Barros promoveu a vinda de inúmeros profissionais europeus, engenheiros, matemáticos, técnicos e operários, entre eles, Louis Léger Vauthier, o engenheiro responsável pela execução do projeto do novo teatro, que chegou ao Recife, em setembro de 1840.

O prédio é um exemplo de arquitetura neoclássica predominante no século XIX brasileiro. Tendo sido nomeado em homenagem à Santa Isabel de Portugal, Rainha de Portugal.

MUSEU DO ESTADO DE PERNAMBUCO – Foi criado em 24 de agosto de 1928, através de lei estadual, como Museu Histórico e de Arte Antiga, subordinado à Inspetoria Estadual de Monumentos Nacionais, sendo inaugurado em 7 de setembro de 1930, funcionando no Palácio da Justiça, e contando com uma coleção composta principalmente pelas obras do artista pernambucano Telles Júnior e mais poucas peças, como os retratos imperiais, documentos, algumas litografias e mobília.

Extinto esse museu em 1933, seu acervo passou à guarda da Biblioteca Pública do Estado, onde permaneceu até 1940. Neste ano o museu foi recriado, por decreto de 10 de maio de 1940, passando a funcionar em um palacete que pertencera a Augusto Frederico de Oliveira, filho de Eduardo Candido de Oliveira, Barão de Beberibe, e que é um exemplar típico e importante da arquitetura aristocrática pernambucana do século XIX.

ACADEMIA PERNAMBUCANA DE LETRAS – Fundada em 26 de janeiro de 1901, por Carneiro Vilela e outros escritores pernambucanos da época, com um total de 20 cadeiras.

A Academia Pernambucana de Letras foi criada em dependência do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, cedida para sua instalação, em 26 de janeiro de 1901, por Carneiro Vilela e outros escritores pernambucanos da época, com um total de 20 cadeiras.

Em 1966, o governador Paulo Pessoa Guerra desapropriou o solar que foi residência do Barão Rodrigues Mendes (João José Rodrigues Mendes), projetado pelo arquiteto Louis Léger Vauthier. A propriedade foi doada à Academia Pernambucana de Letras e passou a ser sua sede permanente.

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE PERNAMBUCO – Foi criado no governo de Paulo Pessoa Guerra, em 1966. O Museu encontra-se instalado no edifício da antiga Casa de Câmara e Cadeia Pública, um prédio erguido em meados do século XVIII para servir de sede ao Aljube da Diocese de Olinda.

O Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco conserva um acervo de aproximadamente 4.000 obras, de variados suportes, procedências e técnicas, abrangendo majoritariamente a produção artística moderna e contemporânea do Brasil, com grande ênfase na arte pernambucana. Seu núcleo original é a coleção de arte doada por Assis Chateaubriand ao governo pernambucano.

Foto Alexandre Belém

Foto Alexandre Belém

MUSEU JOSÉ DE SOUSA ALENCAR – O casarão que Alex residia, na rua Dom Bosco, pode ser a sede do museu. O importante é que o acerco que ele reuniu não seja disperso. E bem que Alex merece esta homenagem.

Escreve hoje o jornalista Ricardo Antunes: “Os novos ‘coleguinhas’ [jornalistas] nunca ouviram falar tanto em Alex”. Ricardo alerta para  “o descaso pela memória dos nossos jornalistas”. E acrescenta: José de Sousa Alencar “morreu, magoado e triste. Foi cortejado por toda ‘burguesia’ da cidade. Melhor crítico de cinema do que colunista, certo dia ele chegou no São Luiz, e o filme havia começado. Pois mandaram rebobinar a fita, por conta do jornalista sempre elegante, e com muito prestígio. Se tinha defeitos? Claro que os tinha. Nada pior que a reclusão obrigatória, e a solidão dos ‘amigos’ da ‘alta’ que tantas notas e fotos pediram, no período em que coluna social era coisa de ‘gente fina’. Pouca gente foi lhe dar o adeus que a gratidão mandava”.

NECROLÓGIO

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Registra o Diário de Pernambuco: O colunista social José de Souza Alencar, conhecido como Alex, morreu à 1h deste sábado. Ele tinha 88 anos e estava internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Santa Joana, no bairro do Derby, desde o dia 12 de janeiro, para tratamento de infecção urinária grave.

Alex é bacharel em direito, mas nunca atuou na área jurídica. Começou a carreira de jornalista no Diario de Pernambuco, onde foi crítico de cinema. Assinou a coluna social do Jornal do Commercio e da Folha de Pernambuco. Nascido em Água Branca (Alagoas), em 1926, e radicado no Recife desde 1948, ele ocupava a cadeira de número 10 da Academia Brasileira de Letras desde 1970. O jornalista escreveu cinco livros.

O governador do estado de Pernambudo, Paulo Câmara, lamentou o falecimnto. “Perdemos uma referência do jornalismo pernambucano, em especial do segmento cultural e social. Alex teve uma trajetória longa e atuante, formando novas gerações e ajudando a construir páginas importantes da história da nossa Imprensa. No entanto, talvez o aspecto mais marcante de Alex, nos últimos anos, tenha sido sua determinação em continuar no batente, em continuar escrevendo, paixão que transformou em profissão. Eu e Ana Luíza nos solidarizamos com os amigos e admiradores de Alex”, disse, em nota.

Folha de Pernambuco: A filha de Alex Luciana Barros compartilhou seus sentimentos sobre o pai. “Era completamente apaixonado por cinema. Ainda enquanto doente escrevia artigos e assinava uma coluna da Folha de Pernambuco”, comenta ela. “Há dois anos lutava contra o Alzeihmer. No último dia 9 de janeiro ele teve uma parada cardio-respiratória e precisou ser internado, e desde então o estado de saúde dele era crítico. É uma perda para todos nós”, lamentou Luciana.

Nos últimos quatro meses, Alex estava aos cuidados da jovem Jéssica Souza, que também compartilhou seus momentos com o colunista sobre a perda. “O pouco tempo que convivi com ‘seu Alex’, vi que ele é uma pessoa extraordinária e simples. Ele sempre me contava as histórias da imprensa. Era realmente um amante das artes.”

O prefeito Geraldo Julio classificou Alex como um ícone do jornalismo e da sociedade recifense. “Alex era uma pessoa muito querida de todos. Não só do meio jornalístico, mas de toda a sociedade recifense. Uma pessoa agradável, amiga, que estava sempre à disposição. Todos do Recife sentem com a perda de Alex”, destacou.

Jornal do Comércio: “Tive uma infância pobre, muito pobre. Minha mãe (Dona Sinhá, com quem tinha uma ligação muito forte) se separou do meu pai quando eu tinha 6 meses. Ela ensinava de manhã e de tarde e costurava à noite para manter a casa. Estudei em grupo escolar, o D. Pedro II, lá em Maceió, onde hoje funciona a Academia Alagoana de Letras. Tempos depois nos mudamos para o Recife, e eu, que pensava em fazer medicina, desisti. Então eu fiz direito na Universidade Federal de Pernambuco”, recordou Alex ao ser entrevistado pelo jornalista Jorge José B. Santana, em 2006, para o livro A televisão pernambucana por quem a viu nascer.

“À minha frente estava uma pessoa que sempre admirara pela postura mantida diante das câmeras ao entrevistar personalidades artísticas, políticas e empresariais. Sempre deixou os convidados muito à vontade para falar, e eu me sentia na obrigação de fazer o mesmo naquele momento único. Seu olhar demonstrava alegria, melancolia e paixão à medida que respondia às perguntas”, relata o autor em uma das páginas do livro.

Foi ainda na infância que surgiu a paixão de Alex pelo cinema. “Minha vida é como Cinema paradiso. Quando eu era criança, em Alagoas, tinha um vizinho operador (de projetor) que me levava para o cinema todo dia, na sessão das seis. De modo que, aos 9 anos, eu já era íntimo de Greta Garbo”, contou à jornalista Olívia Mindêlo, em 2008, quando foi homenageado com uma exposição no Museu do Estado de Pernambuco.

O jornalismo também chegou cedo à vida de Alex e ele passou pelas maiores redações do Estado. Quando ele estava no segundo ano da faculdade, começou a escrever sobre cinema no Diario de Pernambuco, assinando com o pseudônimo Ralph. “Fiz durante uns oito anos críticas de cinema. Até então, não existia televisão e a grande diversão do público era ir ao cinema. Toda semana estreavam de seis a oito filmes”, relata o jornalista no livro de Jorge José. No Jornal do Commercio, assinou por mais de cinco décadas uma prestigiada coluna social que marcou época. E ainda publicou suas crônicas na Folha de Pernambuco.

Além de se dedicar ao colunismo social, Alex transformava observações sobre o mundo à sua volta em crônicas, publicadas no jornal e reunidas em livros, como Setenta crônicas de Alex. A atuação como cronista começou em 1964 – e a data tem mesmo uma relação com o período da ditadura no Brasil. Em sua coluna, Alex contou que o presidente Castelo Branco tinha um relacionamento com uma professora da Universidade Federal de Pernambuco. A atitude desagradou aos militares e ele acabou preso. “Foi inacreditável para mim ter passado por algo assim, porque nunca tive qualquer envolvimento com o comunismo ou nada parecido. Eu fiquei tão transtornado com essa prisão, que decidi fazer outro gênero, além do colunismo social, para mostrar meu potencial a essas pessoas. Escrever foi meu recurso para lidar com o trauma”, lembrou em 2005, ao ser entrevistado pelo jornalista Schneider Carpeggiani. [O relacionamento não foi com uma professora. E sim com uma ex-esposa de um deputado estadual]

Em A televisão pernambucana… ele recorda de uma ligação do próprio Castelo Branco: “José Vander, assessor de imprensa do presidente, telefonou-me e disse: ‘Olha, o presidente Castelo Branco quer falar com você. Fique na espera porque logo mais ele vai lhe telefonar’, e desligou. Pensei que fosse trote. Depois de alguns minutos, o telefone tocou, eu atendi e era ele quem estava do outro lado: ‘Senhor Alex, aqui quem está falando é o presidente Castelo Branco’. Reconheci a voz dele imediatamente. E acrescentou: ‘O senhor sempre foi uma pessoa muito gentil, muito agradável comigo. Nessa minha vinda ao Recife eu não poderia deixar de falar com o senhor e com o médico que foi cardiologista da minha mulher, que também é uma pessoa a quem muito estimo. Eu tenho uma admiração muito grande e não esqueça de uma coisa: estou lá em Brasília, mas estou à sua inteira disposição, senhor Alex. Se o senhor precisar de qualquer coisa em Brasília, me procure, que eu atendo’”.

 

 

O Febeapá é um projeto cultural de sabotagem da Cultura brasileira

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Um brasileiro para se tornar conhecido nacionalmente na literatura, primeiro precisa ser conhecido lá fora. Você pode não gostar dos romances dele, mas foi assim que aconteceu com Paulo Coelho. Ou um Jorge Amado, pela propaganda realizada pelo Partido Comunista Internacional.

A CIA fez sua parte como sabotagem. Degradou nossa música, acabou com o cinema nacional e patrocinou um padrão TV Globo de qualidade, que lembra as famosas novelas mexicanas.

A imprensa vendida acabou com os suplementos literários, e não  existem mais ensaio, crítica nem resenha.

As teses acadêmicas seguem um modelo rígido e único de dissertação. Um processamento inimigo da criatividade. Um convite a não leitura.

Não preciso lembrar os 21 anos de chumbo da ditadura militar de caça as bruxas, mas que fique registrado que, em 1964,  Fernando Henrique captava cérebros para a CIA. Eleito presidente duas vezes, criou a Lei Rouanet, que lava notas fiscais de um mecenato maníaco por mega eventos (o quanto mais caro melhor), festivais e espetáculos artísticos, os shows comícios, os embalos de sábado dos prefeitos com a contratação de cantores super faturados.

Quantas bibliotecas públicas, teatros, arquivos, editoras marcam o governo de FHC? As TVs Cultura estão sucateadas. Não criou nenhuma universidade, nenhum museu, e não realizou nenhuma campanha nacional em defesa da nossa Cultura ou de promoção no exterior com repercussão internacional.

Ninguém publica livro de contos, poesia, novela, teatro. Raros romancistas conseguem lançar algum livro novo. Os jovens autores vão envelhecer inéditos, quando o Brasil possui ociosas impressoras para editar os diários oficiais da União, dos Estados, e  no Congresso e universidades.

As livrarias foram monopolizadas pela Saraiva, pela Cultura, pela Siciliano, que apenas vendem autores estrangeiros, e que viraram papelarias e lojas cibernéticas.

Pagas com o dinheiro do povo sobram autoridades culturais: ministro, secretários estaduais e municipais de Cultura, cada um com uma legião de funcionários trabalhando que nem os funcionários dos tribunais eleitorais. O Itamarati mantém em cada país um adido cultural que cuida do nada.

Reverbera o grito franquista do general Millán-Astray: “Muera la intelectualidad traidora! Viva la muerte!”.

O Brasil continua o país do Febeapá. 

 

 

 

polícia ensino estudante repressão indgnados

 

 

 

 

 

 

 

Norte-americano cria lista com motivos pelos quais odiou viver no Brasil

Um americano que morou em São Paulo por três anos resolveu criar um lista com motivos pelos quais odiou viver no Brasil. Ele é casado com uma brasileira e não gostou muito da experiência. A lista inicial tinha 20 motivos, mas um fórum gringo resolveu continuá-la.

1- Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me “, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.

 

 

2- Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles vêem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles vêem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.

 

 

3- Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.

 

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4- Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.

 

 

5- As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.

 

 

6- Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.

 

 

7- Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.

 

 

8- Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.

 

 

9- Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.

 

 

10- Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.

 

 

11- A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.

 

 

12- Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.

 

 

14- Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser herméticamente isoladas ou incluir dutos de ar.

 

 

15- A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.

 

 

16- Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho.

 

 

17- Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.

 

 

18- Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.

 

 

19- A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.

 

 

20- E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.

 

 

21- A maioria dos motoristas de ônibus dirigem como se eles estivessem tentando quebrar o ônibus e todos dentro dele.

 

 

22- Calçadas no meu bairro são cobertos com mijo e coco de cães que latem dia e noite.

 

 

23- Engarrafamentos de Três horas e meia toda vez que chove .

 

 

24- Raramente as coisas são feitas corretamente da primeira vez. Você tem que voltar para o banco, consulado, escritório, mandar e-mail ou telefonar 2-10 vezes para as pessoas a fazerem o seu trabalho.

 

 

25- Qualidade do ar muito ruim. O ar muitas vezes cheira a plástico queimado.

 

 

26- Ir a Shoppings e restaurantes são as principais atividades. Não há nada pra fazer se você não gastar. Há um parque principal e está horrivelmente lotado.

 

 

27- O acabamento das casas é péssimo. Janelas, portas , dobradiças , tubos, energia elétrica, calçadas, são todos construídos com o menor esforço possível.

 

 

28- Árvores, postes, telefones, plantas e caixas de lixo são colocados no centro das calçadas, tornando-as intransitáveis.

 

 

29- Você paga o triplo para os produtos que vão quebrar dentro de 1-2 anos, talvez.

 

 

30- Os brasileiros amam estar bem no seu caminho. Eles não dão espaço para você passar.

 

 

31- A melhor maneira de inspirar ódio no Brasil? Educadamente recusar-se a comer alimentos oferecidos a você. Não importa o quão válida é a sua razão, este é considerado um pecado imperdoável aos olhos dos brasileiros e eles vão continuar agressivamente incomodando você para comê-lo.

 

 

32- As pessoas vão apertar e empurrar você sem pedir desculpas. No transporte público você vai tão apertado que você é incapaz de mover qualquer coisa, além da sua cabeça.

 

 

33- O Brasil é um país de 3° mundo com preços ridiculamente inflacionados para itens de qualidade. Para se ter uma ideia, São Paulo é classificada como a 10ª cidade mais cara do mundo. (New York é a 32ª).

 

 

34- A infidelidade galopante. Este não é apenas um estereótipo, tanto quanto eu gostaria que fosse. Homens na sociedade brasileira são condicionados a acreditar que eles são mais ”virís” por saírem com várias mulheres.

 

 

35- Zero respeito aos pedestres. Sim, eles não param para você passar. Na melhor das hipóteses, eles vão buzinar.

 

 

36- Quando calçadas estão em construção espera-se que você ande na rua. Alguns motoristas se recusam a fazer o menor desvio a sua presença, acelerando a poucos centímetros de você, mesmo quando a pista ao lado está livre.

 

 

37- Nem pense em dizer a alguém quando você estiver viajando para o EUA. Todo mundo vai pedir para você trazer iPods, X-Box, laptops, roupas, itens de mercearia, etc. em sua mala, porque eles são muito caros ou não disponíveis no Brasil.

 

 

38- A menos que você goste muito de futebol ou reality shows (ou seja, do Big Brother), não há nada muito o que conversar com os brasileiros em geral. Você pode aprender fluentemente Português, mas no final, a conversa fica muito limitada, muito rapidamente.

 

 

39- Tudo é construído para carros e motoristas, mesmo os carros sendo 3x o preço de qualquer outro país. Os ônibus intermunicipais de luxo são eficientes, mas o transporte público é inconveniente, caro e desconfortável para andar. Consequentemente, o tráfego em São Paulo e Rio é hoje considerado um dos piores da Terra (SP, possivelmente, o pior). Mesmo ao meio-dia podem ter engarrafamentos enormes que torna impossível você andar mesmo em um pequeno trajeto limitado, a menos que você tenha uma motocicleta.

 

 

40- Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador), são feias, cheias de concreto, hiper-modernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idênticas na aparência. Qualquer história colonial ou bela mansão antiga é rapidamente demolida para dar lugar a um estacionamento ou um shopping center.

 

Shopping construído na Bacia do Pina, Recife

Shopping construído na Bacia do Pina, Recife

 

Museu do Índio, Rio de Janeiro

Museu do Índio, Rio de Janeiro

Masculino/Masculino. O homem nu na arte de 1800 aos dias de hoje, exposição no Museu de Orsay

por Cristina Homem de Melo

A beleza masculina.

Por mais surpreendente que possa parecer, foi preciso aguardar Näckte Männer (Homens nus), organizada pelo museu Leopold de Viena (outubro de 2012-março de 2013), para que uma exposição importante abordasse a representação do homem nu, um tema que entretanto constitui um dos grandes eixos da criação ocidental.

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Com Masculino / Masculino, o Museu d’ Orsay desejou empreender esse projeto e mostrar que as profissões de fé estéticas, os dogmas e os posicionamentos plásticos do século XIX em matéria de nudez masculina, têm suas origens no classicismo do século XVIII e ainda hoje continuam presentes.
Em torno de uma temática tão forte, a exposição instaura um verdadeiro diálogo entre pinturas, esculturas, artes gráficas e fotografias, e tece ligações entre as épocas graças a confrontos inesperados e fecundos, as obras contemporâneas dão uma nova visão dos séculos precedentes.

Renoir, garçon au chat

Renoir, garçon au chat

Pierre Hubert, Caron passant les ombres

Pierre Hubert, Caron passant les ombres

Ícaro, Cavani Rosas

Ícaro, Cavani Rosas

Nu masculino recreando A Criação de Adão de Michelangelo (1870), de Gaudenzio Marconi.

Nu masculino recreando A Criação de Adão de Michelangelo (1870), de Gaudenzio Marconi.

Veja mais, acrescentei Marconi e Cavani Rosas

MUSEO INTERNACIONAL DE BELLOS ORTOS

LA PROLIFERACIÓN DE FESTIVALES DE POSPORNO, MUESTRAS DE EROTISMO MAINSTREAM Y OBRAS QUE SE COMPLETAN CON LA CENSURA CONFORMAN A LO LARGO DEL GLOBO UNA GALERÍA UNIVERSAL DE LA REPRESENTACIÓN QUEER.

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Para atraer voyeurs, curiosos y para ponerse a tono con los tiempos que nos corren, el Museo de Orsay en París presenta una colección de 200 desnudos masculinos a través de dos siglos de arte universal. Por estas pampas, una exposición, más modesta y no por eso menos pretenciosa, apunta a nuevas formas de la imagen pornográfica. Mientras tanto, en Roma prohíben una muestra fotográfica de parejas del mismo sexo que se dan besitos en el interior de una serie de iglesias, mientras que tremenda censura recibe en Rusia la imagen de Putin vestido de señora. Y siguen las muestras. Conclusión: si se queda en casa o si se va de viaje, tarde o temprano se topará con cuerpos provocando. ¿Qué tienen de nuevo y de usado las reacciones del arte frente a la cruda realidad y las reacciones ante el arte de público, autoridades, críticos y censores?

O pintor Konstantin Altunin, autor do quadro que exibe o então Presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro, Dimitri Medvedev, em roupa interior feminina, pediu asilo político às autoridades francesas.

O pintor Konstantin Altunin, autor do quadro que exibe o então Presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro, Dimitri Medvedev, em roupa interior feminina, pediu asilo político às autoridades francesas.

Por Diego Trerotola

Falo fallado

El posporno es un movimiento que le declaró la muerte al porno industrial, a esa manía de ubicar la mirada masculina como centro de la representación del goce sexual explícito. Hay que descentrar el falo de la representación y dejar de ver sólo la paja en el ojo masculino. Por lo tanto, en algunas intervenciones posporno (porque posporno hay de muchos matices y colores), se le declaró la muerte al porno fálico. El posporno tiene algo de post-mortem: por eso la idea cada vez más viral de sexo zombi, que tantas performances proponen exhibir, como las últimas películas de Bruce LaBruce. Pero el fetichismo zombi de LaBruce sigue siendo bastante fálico. Tal vez la tendencia que mejor podría reivindicar esta actitud es la del porno de pija muerta. ¿Muerto el porno, muerta la pija? Hay una subversión del porno contra el sexo eréctil y la pregunta podría ser: ¿se puede llegar sin erección al orgasmo en la representación? Según algunas películas, sí se puede. La gran obra inaugural de esta tendencia fue Flaming Creatures (1963) de Jack Smith, película donde el temblor sobre cuerpos desnudos y flácidos como flanes de carne fofa es carnaval dionisíaco del éxtasis y que, en su momento, Susan Sontag calificó de intersexual porque el pene flácido se confunde con el seno flácido. Contra el sexo erecto después siguió Paul Morrissey en varias de sus películas, especialmente en Trash (1970) y Women in Revolt (1971), que trataron de poner entre comillas al porno chic, un género que emergía por esos años. Y la oda definitiva a la pija muerta es el cine de John Waters, especialmente en su máximo hito trash, Pink Flamingos (1972), pero también en varias otras de sus parafilias cinematográficas, donde el sexo por frotación reemplaza a la penetración, eclipsando totalmente a la pija dura. De hecho, Pink Flamingos tiene shock porno-paródico cuando Divine hace una mamada a Crackers sin que llegue nunca a la erección, una burla directa a Garganta profunda, película porno chic estrenada ese mismo año. El falo fallado es el nuevo fetiche, como una bomba desactivada que igual hace explotar el deseo.

¿Qué lugar ocupa esa crítica que trajo el posporno en la reproducción pornográfica del sexo y el cuerpo de Internet?

La muestra Extimidad, de Francisco Medail, una apropiación de imágenes donde las personas tratan de convertirse en porno stars, trata de invitar a una respuesta. Un mural gigante, con 1500 fotos reproducidas en tamaño de pantalla de celular, donde casi se podría decir que el sexo se convierte en un mosaico de píxeles, reproduciendo ese tic de la cultura digital, entre tanto rectángulo idéntico, de paleta de colores similar, no es tan fácil reconocer las particularidades, porque cada pose no tiene género. Carne picada por el píxel, en lo digital todos los gatos son pardos. ¿Hacia una nueva androginia de lo digital? A su manera, en ese mosaico sin centro ideológico, lo fálico está desactivado. Pero la muestra Extimidad también tiene un libro sobre hombres, donde muchas fotos encuadran la pija como centro óptico en mosaicos de pocas fotos y más grandes en cada página, a diferencia del mural. ¿De nuevo el falocentrismo como porno reaccionario? Tal vez la ironía sea esos guantes blancos para ver el libro de Francisco Medail, como si fuese un exponente contaminado por radiactividad machista, una profilaxis necesaria para cuidarnos de ese vicio.

¿Considerás tu muestra como pornográfica?

–Creo que la lectura de la obra pasa por un lado que no es el de la pornografía. Exploro los modos de relación entre el cuerpo, el sexo y los nuevos dispositivos fotográficos; cómo estos han repercutido en nuestro cotidiano, en las formas de exponernos y relacionarnos. En ese sentido, el interés de la exhibición no está en mostrar un contenido sexual explícito sino en visibilizar nuevas prácticas que implican una cámara de por medio, y por ende requieren de un otro que las vea. Por otra parte, ver cuerpos desnudos en 2013, por suerte, sólo escandaliza a unos pocos. La mayoría observa, analiza, compara. Lo interesante está en la reacción inmediata del público, que al identificar imágenes porno amateurs automáticamente son conscientes de que ellos mismos tienen una fotografía similar en su celular y podrían estar formando parte de la obra.

¿Qué proponés con el concepto Extimidad?

–Extimidad es un concepto frecuente en los estudios sociales contemporáneos. Se plantea un desplazamiento del eje en la construcción de subjetividades: si en los siglos XIX y XX estaba puesto en la lógica de la interiorización, en lo oculto, lo íntimo, lo escrito, hoy la construcción de identidades tiene el énfasis en la visibilidad, la exposición y la imagen. En ese sentido, mi obra explora un aspecto de esa extimidad, que tiene que ver con el sexo y la fotografía.

¿Cuál fue el criterio de selección de los snap-shots o fotos caseras de desnudos y porno?

–Hay un trabajo de archivo, de investigación, recopilación y catalogación de estas imágenes a partir de sus prácticas. La obra Sexting es un mosaico de mil quinientos autorretratos de personas desnudas con cámara en mano. El sexting es una práctica ya casi formalizada: figura en Wikipedia, aparece como una categoría más dentro de páginas porno e incluso hay campañas publicitarias en donde lxs modelxs imitan estas poses para promocionar marcas de ropa interior. Cam4 es un libro que explora el campo de interacciones posibles dentro de la relación webcam-cuerpo. Clasifica, ordena y sistematiza los modos en que los sujetos operan frente a la cámara a partir de un régimen de tipologías y posicionamientos. A su vez da cuenta de cómo determinadas tipologías adquieren nuevas dimensiones de sentido y entran en un sistema de jerarquización al ser recreadas por los usuarios como garantías de éxito: ya no importa cómo es mi cuerpo sino cómo lo represento, qué hago con él. Es un juego de relaciones en donde los cuerpos repiten posicionamientos para invocar un mayor caudal de espectadores y legitimarse en esa lógica de interacción.

¿Hay una perspectiva de la diversidad sexual en la muestra?

–No es una muestra gay, ni tiene un mensaje militante. La diversidad está implícita en la multiplicidad de capturas y fotografías. No habría podido producir esto si no se da por hecha la diversidad sexual, es una condición fundamental. Ahora bien, no hay una distinción de género en las obras: en Sexting hay hombres y mujeres sin diferenciar la elección sexual de cada uno. En Cam4, si bien el libro que se exhibe es el tomo hombre, existe un tomo mujer y un tomo trans, porque es la distinción que hace la propia página de donde extraje el material, y porque cada uno de ellos implica un modo de relación particular con la webcam.

Extimidad

Hasta al 25 de octubre.

Studio 488. Av. Santa Fe 2729. Local 31.

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151 musées en exposition permanente sur Google

Pour le « symbole international de la culture », c’est à Paris que Google a choisi de présenter, hier, la nouvelle version de son impressionnant « Art Project ». Le logo du groupe a même été redessiné en bleu-blanc-rouge et affublé d’une Tour Eiffel en guise de « L » pour l’occasion… Enrichi et relifté, le projet fait la part belle à la culture hexagonale : il compte aujourd’hui 6 musées français parmi ses 151 partenaires, alors que seul le château de Versailles participait au début de l’aventure, en février 2011.

L’ouverture du site googleartproject.com avait alors fait grand bruit, en offrant à tous les internautes de la Terre une visite virtuelle de quelques musées parmi les plus prestigieux, du MoMA de New York à la National Gallery de Londres en passant par le musée Reina Sofia de Madrid et la Galerie des Offices à Florence. « Un an après le lancement de la première version, Art Project passe aujourd’hui à une toute autre échelle », explique fièrement Google. Ce sont 46 musées que l’on peut visiter en ligne contre seulement 17 l’an dernier, et plus 32 470 œuvres d’art à admirer en haute définition, soit trente fois plus que dans la première version du site. Le catalogue s’est également diversifié : outre de classiques peintures, le grand musée de Google compte désormais des sculptures, des photographies et de l’art urbain, comme ces graffitis des frères Os Gêmeos, maîtres du street art à São Paulo.