A discriminação é uma violação aos direitos humanos e não pode seguir impune

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A ONU comemora neste 1º de março o Dia da Discriminação Zero. O Secretário-Geral Ban Ki-moon afirmou que a data é a chance de celebrar a diversidade e rejeitar qualquer tipo de preconceito. Ele disse ainda que a discriminação é uma violação aos direitos humanos e que esta não pode seguir impune, pois todos têm o direito de viver com respeito e dignidade.

O Diretor executivo do Programa Conjunto sobre HIV/Aids (Unaids), que lidera a campanha Zero Discriminação, Michel Sidibé lembrou que o compromisso de tornar o mundo livre de estigma e discriminação não é uma opção, mas um dever e destacou que a discriminação provoca preconceito, limita as chances de milhões de pessoas e pode causar abusos e violência.

Sidibé lembrou da importância das denúncias, do apoio às pessoas discriminadas e da promoção dos benefícios da diversidade para se vencer a discriminação. Segundo a Unaids, quase 80 países têm leis criminalizando o homossexualismo. A agência também informou que no mundo mais de 10% das mulheres e 23% dos homens que sofrem de algum tipo de deficiência não buscam assistência de saúde, porque foram maltratados na primeira visita ao médico.

“A homo-lesbo-transfobia é uma realidade que limita os direitos e a liberdade, viola a dignidade, ataca a integridade física e provoca mortes em todo o mundo. Não enfrentar essa questão e não falar claramente sobre ela é aceitar que ela continue a fazer vítimas diárias”, afirmou o coordenador do Sistema ONU no Brasil, Jorge Chediek.

“O direito do trabalho é um direito de vanguarda que incorpora uma série de elementos normativos progressistas. É um elemento de transformação social, que influencia positivamente o ambiente de trabalho. A questão dos trabalhadores LGBT precisa ser tratada e regulamentada”, declarou o presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous.

De acordo com a coordenadora da organização Criola, Lúcia Xavier, sob o ponto de vista da questão racial e de outras dimensões da vida humana, “atuar contra a discriminação não é só agir em termos individuais contra processos discriminatórios, mas fortalecer os mecanismos para que a sociedade seja mais democrática, que cumpra com os direitos humanos, que tenha serviços mais adequados e com qualidade de vida”, disse.

Para Lúcia, dias como este são importantes para que o assunto seja discutido. “Não é só a discriminação em si. Ela produz mortes. Além disso, damos visibilidade à produção e ao patrimônio de diversos grupos, como a população negra, LGBT e povos indígenas”, explicou Lúcia.

Para a agência da ONU, no Brasil os descendentes africanos têm mais chances de desemprego que os brancos. Os salários dos negros representam menos da metade que os dos brancos. Nos Estados Unidos, 64% dos trabalhadores disseram ter visto ou sido vítima de discriminação pela idade. No Reino Unido, aproximadamente 70% dos trabalhadores que ganham salário mínimo são mulheres.

 

Sexo e drogas nas campanhas eleitorais do Brasil e França

 

Dominique Strauss-Kahn

Dominique Strauss-Kahn

Dominique Gaston André Strauss-Kahn, principal líder do Partido Socialista (PS), era para ser o presidente da França hoje.

Denunciado por estupro e ligações com prostitutas, foi substituído por François Hollande, um burocrata secretário do partido.

No Brasil, DSK, como é conhecido Dominique, seria festejado pela virilidade.

No Brasil, o caso DSK seria cousa costumeira, que vários candidatos se envolveram com prostitutas, inclusive drogas, e nenhuma voz puritana apareceu para reclamar.  Nenhum fanático religioso, que se elege deputado ou senador pelas campanhas contra os gays, as lésbicas, o aborto e o casamento igualitário.

DSK estava eleito presidente da França. Professor de economia na Universidade Paris X (Nanterre) e deputado socialista a partir de 1986, presidiu a comissão de finanças da Assembleia Nacional do seu país, entre 1988 e 1991.

Tornou-se ministro da Economia, das Finanças e da Indústria do governo de Lionel Jospin. Nessa função, trabalhou para o lançamento do euro e representou a França no Conselho de Governadores e de um certo número de instituições financeiras internacionais, incluindo o FMI.

Em 28 de setembro de 2007, foi escolhido para dirigir o Fundo Monetário Internacional (FMI), assumiu suas funções em 1º de novembro. Em 14 de maio de 2011, em Nova York, foi envolvido num suposto caso de agressão sexual. Colocado em detenção provisória, pediu demissão em 18 de maio, antes de ser levado a julgamento.

Há quem acredite em uma armação, que se aproximavam as eleições presidenciais da França de 2012.

Hoje Dominique Strauss-Kahn voltou a ser capa de jornal em Paris.

liberation. prostituição

A LA BARRE  Jade, venue témoigner au procès du Carlton, a raconté une soirée brutale avec DSK. Pour elle, il ne fait fait aucun doute que l’ancien directeur du FMI connaissait son statut de prostituée.

Jour après jour, elle revient à la barre du tribunal correctionnel de Lille. Parce qu’elle est l’une des prostituées à avoir participé au plus grand nombre de «soirées», Jade, grande femme mince au visage caché par un casque de cheveux auburn, raconte inlassablement les passes, les hôtels, les bordels, les transactions, les clients. Ce mercredi 11 février, il est question à l’audience du procès du Carlton d’une «partie fine» avec Dominique Strauss-Kahn au Tantra, club belge échangiste, à l’automne 2009.

«On m’avait clairement fait comprendre que j’étais là pour DSK, raconte-t-elle.

Pour Jade, cette conversation ainsi que d’autres «signes» prouvent que Dominique Strauss-Kahn savait qu’elle était prostituée. C’est l’enjeu fondamental : DSK encourt jusqu’à dix ans de prison s’il est reconnu coupable de proxénétisme.

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«JE REVIS CET EMPALEMENT DE L’INTÉRIEUR, QUI ME DÉCHIRE DEDANS»

Arrivés à Bruxelles, DSK propose à Jade de «finir la nuit» avec lui et son amie. «Comme j’avais été payée pour une prestation et que je n’avais encore rien fait, j’y suis allée», dit Jade. Elle fond en larmes lorsque le président du tribunal lui demande de raconter ce qui s’est passé dans la chambre, une sodomie brutale.

 

Homofobia e suicídio de crianças e adolescentes

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Toda semana lemos notícias de LGBTs, muitos deles/delas crianças e adolescentes, cometendo suicídio por não aguentarem mais serem rejeitados pela família, humilhados na escola e no trabalho.

Não existem estatísticas. O suicídio no Brasil é tabu.

Os pais deviam informar como forma de confissão, e pedido de perdão pós-morte. De alerta a outros pais. De denúncia. A maioria dos suicídios foram provocados pelo bulismo na escola, pelo stalking no trabalho, pela violência nas ruas dos homofóbicos.

Temos campanhas realizadas pelo fundamentalismo religioso e o fanatismo político, sendo os principais líderes os pastores Silas Malafaia, Marco Feliciano, padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, militar Jair Bolsonaro e até candidatos asquerosos a presidente do Brasil.

A pregação da Santa Inquisição de pastores e padres tem origem no judaísmo (Velho Testamento). No cristianismo (Novo Testamento) apenas  existe uma frase de São Paulo, em uma carta cuja autenticidade não pode ser comprovada. Jesus jamais tocou nesse tema.

O “raivoso” discurso de Bolsonaro é exclusivamente nazista, machista e eleitoreiro.

Não existe no Velho Testamento nenhuma referência ao amor lésbico. Venho divulgando esta verdade. E fica o desafio para qualquer teólogo provar o contrário

Não existe no Velho Testamento nenhuma referência ao amor lésbico. Venho divulgando esta verdade. Renovo o desafio para qualquer teólogo provar o contrário

 

Em um estudo realizado por Fernando Silva Teixeira Filho
e Carina Alexandra Rondini Marretto (Faculdade de Ciências e Letras da UNESP-Assis), realizado em maio de 2008 em uma Escola do Ensino Médio de uma cidade do interior do Oeste paulista. A amostra que compôs o estudo corresponde a 108 adolescentes, de ambos os sexos, entre 14 e 20 anos cursando as três séries do Ensino Médio. “Observamos que os/as jovens da amostra incorporaram o discurso preventivista pelo menos durante as primeiras relações sexuais com o sexo oposto. Suas crenças sobre as sexualidades não-heterossexuais revelaram-se homofóbicas e segregatórias. Encontramos que 25.0% da amostra já pensou em se matar e dentre estes 40% já tentou, havendo maior concentração entre as jovens. Acreditamos estar diante de um grande desafio para as políticas públicas de Educação e Saúde, respectivamente, no sentido de garantir o acesso e pleno direito de expressão das homossexualidades no espaço escolar, bem como lidarem de modo preventivo em relação à Saúde Mental dos/das jovens que freqüentam a escola”.

De 2002 a 2012 houve um crescimento de 40% da taxa de suicídio entre crianças e pré-adolescentes com idade entre 10 e 14 anos. Na faixa etária de 15 a 19 anos, o aumento foi de 33,5%.

Transcrevo trechos de uma reportagem de Maria Fernanda Ziegler e Ocimara Balmant: “Ao contrário do adulto, que normalmente planeja a ação, o adolescente age no impulso. São comportamentos suicidas para fugir de determinada situação que vez ou outra acabam mesmo em morte’, afirma a psiquiatra Maria Fernanda Fávaro, que atua em um Pronto Socorro de psiquiatria em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo. Aos cuidados de Maria Fernanda, são encaminhadas as crianças e os adolescentes que chegaram feridas ao hospital após tentarem se matar.

Ao serem perguntados sobre o motivo de terem se mutilado com lâmina de barbear, se ferido com materiais pontiagudos, cortado o pulso ou ingerido mais de duas dezenas de comprimidos, a resposta é rápida, e vaga. ‘A maioria diz que a vida não tem sentido, que sentem um vazio enorme. Muitos têm quadros associados à depressão’, afirma Maria Fernanda. O cenário é tão recorrente, diz a psiquiatra, que há sites, blogs e páginas de rede social que ensinam as melhores técnicas e ferramentas para que a criança tire a própria vida”. Leia mais.

 

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Creó el primer grupo de bisexuales de la Argentina

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Tras encumbrarla como una de sus máximas referentes, la militancia lésbica de los ’90 le dio la espalda, cuando se puso en pareja con un activista gay. Creó entonces el primer grupo de bisexuales de la Argentina y se fue del país poco después. La ley de matrimonio igualitario la trajo de regreso: volvió para casarse con su novia india. Alejandra Sardá, la revulsiva que contra su propia conveniencia rompió la crisálida del activismo L, cuenta lo que hizo y lo que sigue haciendo, veinte años después.

Imagen Sebastián Freire

Imagen Sebastián Freire

 

por Paula Jiménez España


Alejandra Sardá, ex integrante de Lesbianas a la vista y activista estrella de los ’90, tiene el pelo completamente blanco. Cuando vivió en Holanda –en parte por trabajo, en parte para convivir con Rádica, que quiere decir Luna, su novia india– descubrió esa belleza poco frecuente en la Argentina: rostros de mujeres todavía jóvenes iluminados por el plata de sus canas. Y decidió dejar de teñirse. Hace pocos años volvió a Buenos Aires y esta tarde, con su cabellera blanca, espera sentada en el café La Paz a que hagamos la entrevista. Tiene el gesto juvenil de entonces, la sonrisa inalterable y, como entonces, su hablar es claro, se entiende el porqué de su inolvidable paso por la militancia. Las cosas han cambiado –cuenta– pero no tanto: se puede decir que pese a haberse apartado del activismo Sardá no abandonó nunca el paño. Desde hace largo tiempo es coordinadora del Programa de fondos de mujeres de la financiadora Mama Cash –una entidad que subvenciona a grupos feministas o de derechos de las mujeres de todo el mundo– y previo a esto fue asesora de una iniciativa de AWID (Asociación para los derechos de la mujer y el desarrollo) que profundizó en el cruce entre fundamentalismo religioso y derechos, principalmente los sexuales.

¿Cómo definirías el fundamentalismo religioso?

–Es la instrumentación de una religión para adquirir o preservar poder político, que es poder económico. Toda religión tiene una parte espiritual, totalmente válida para quien la siente así, y tiene sus expresiones revolucionarias que van en contra del status quo, y que son brutalmente reprimidas. Y están también las expresiones que se acomodan a los poderes fácticos, son profundamente instrumentales y terminan siendo fundamentalistas. Tenés el fundamentalismo católico, evangelista, musulmán, judío, budista, de cualquier religión.

Y todas intervienen en la cuestión de la sexualidad. ¿De qué manera?

–Lo que se busca es poder político y económico, y uno de los elementos centrales es controlar la reproducción, porque la reproducción es la población. Entonces el sometimiento de las mujeres y la condena social a las minorías no reproductivas –olvidémonos por un momento de las maternidades alternativas y la reproducción asistida, pensemos con un esquema más tradicional– es lo que a esta gente le interesa. Quien decide quiénes se reproducen quiere que la mayoría “sana”, étnica o religiosa, se reproduzca para dominar el territorio y que la minoría “no sana” no lo haga. Para eso necesitás mujeres convencidas de que reproducirse es un deber, o sometidas para que no puedan legal y socialmente –por eso las leyes de aborto– tener proyectos que anulen o limiten su reproducción.

Pero el tema de las maternidades lésbicas, al menos en Occidente, se les escapa como posibilidad de control…

–Eso es para ellos de un nivel de aberración tal que directamente esa gente no tiene que existir. No vamos a discutir si se pueden reproducir o no: se tienen que curar. Casi todos estos fundamentalismos tienen dispositivos de “cura” de la homosexualidad. Las famosas clínicas en América latina están dirigidas por grupos religiosos. Donde esto ha saltado a la luz, en Ecuador, en Perú, en Brasil, siempre hay un grupo religioso ligado con ello. Hace muchos años se hizo un tribunal de derechos humanos en Lima sobre el tema de las clínicas en Ecuador.

¿Cómo ves el tema en Argentina, en relación con la elección del papa Francisco?

–Mi sensación es que en los últimos años se ha logrado un consenso social, sobre todo en el tema lesbianas, gays y bisexuales; la cuestión trans es otra cosa. Consenso al que no le afecta demasiado el Papa o el no Papa. Por supuesto que me van a decir: el crimen de Pepa Gaitán. Claro que sí. Nada es absoluto, toda sociedad tiene bolsones de violencia y los va a tener siempre. Pero la ventaja de ser una señora grande es que no puedo negar los cambios. Soy de la gente que marchaba y alrededor había un vacío. Ahora los partidos políticos tienen su idea de la diversidad sexual, una puede pensar que hacen teatro, pero por lo menos hacen teatro. Yo me casé con una chica, voy de lo más macro a lo más mínimo…

 

De criminales a señoras casadas

¿Tu pareja es de la India, no?

–Sí. Y estoy muy agradecida por la ley de matrimonio. Vivía en Holanda en 2010 y no sé si acá se habló de las parejas con doble nacionalidad, pero para nosotras fue la posibilidad de volver a la Argentina. En la India somos criminales, acá señoras casadas. Con Rádica vivíamos en Holanda por mi trabajo y porque nos quedaba en el medio. En Argentina, cada vez que me venía a ver no se podía quedar más de 45 días, y con muchos requisitos. Con la ley pudimos volver. El día que nos casamos había una parejita hétero en el registro, también casándose, y nos abrazamos los cuatro. Creo que la ley fue posible porque durante años mucha gente hizo un trabajo de hormiga para generar este nivel de convivencia social. En Argentina se montó por un desarrollo social y eso no puede cambiar por más que el Papa llegue a donde llegó.

¿Dónde conociste a Rádica?

–En una conferencia internacional, en Italia. Yo estaba con alguien, pero ¿viste cuando marcás a alguien y te decís: no por ahora? Trabajaba con un grupo de la India que se llamaba CREA y siempre me fijaba a ver si estaba Rádica en la lista de invitadxs, hasta que coincidimos por fin. Ella estaba en otra cosa cuando nos conocimos, tenía una relación complicada y no quería dos quilombos. Me vio y dijo: sólo puedo con uno. Pero esa segunda vez yo ya no era un quilombo y ella resolvió su situación rápido. Tuve varias experiencias alternativas y diversas de relaciones y llegó un momento que dije: no puedo. Es maravillosa la teoría, la sigo apoyando, admiro a la gente que lo logra, pero…

¿Estás hablando del poliamor?

–Sí. Yo lo hice mal, lastimando gente y perdiendo gente muy valiosa. Decidí en un momento que no tengo la capacidad. No vivo lo mío como una maravilla; es lo que cada una puede. Me parece válida la opción de no hacerlo si no se puede. Durante años tuvimos una relación a larga distancia, de la mitad del mundo a la otra. Lo que nos ayudó es que nos encontramos con más de cuarenta años ambas y muchas cosas vividas, algunas hermosas y otras no. Y nos preguntamos profundamente: ¿justifica esto que hagamos tremendo quilombo y tragedia?

¡Parece que sí! ¿Vos viviste también en la India?

–Pasé seis meses allá y todos los años voy porque para mí es mi segundo país. Tengo amigas maravillosas y la familia de Rádica es una rara avis. El papá y la mamá son de dos religiones diferentes –que eso es una cosa muy revolucionaria– y el de ellos fue un matrimonio por amor, hace más de cincuenta años. Allá se suelen arreglar los matrimonios. Ellos son gente con una mentalidad no estándar y a mí me tratan como a una hija. La India ya tuvo sus primeras marchas del Orgullo. Yo estuve en la primera, en Delhi, y éramos pocas personas. Había feministas aliadas y gente del VIH. Allá hay una ley que penaliza la sodomía y se aplica mezclada con una cuestión de clase, como acá los edictos policiales; es una ley anacrónica que jamás se va a aplicar a una persona de clase media, pero es un instrumento de la policía para proceder contra las personas trans, sobre todo contra las trabajadoras sexuales. Crimen y castigo

¿Vos por qué te alejaste del activismo Glttb?

–Sinceramente la cuestión de los niveles de agresión pudo conmigo y con mucha gente. Llega un momento en que es muy fuerte esto de destruirnos no sólo a nivel político sino también personal. Es un activismo personal, no estás defendiendo los bosques sino cosas de tu propia vida. Y no soy una pobre víctima. He dañado a mucha gente también, es una dinámica de relacionamiento. No sé si esto continúa pasando. Lo he hecho y me lo han hecho a mí. Tiene que ver con el verticalismo, con la desesperación, con la marginación, con la intolerancia.

Eras activista lesbiana y empezaste a salir con un activista gay. Esto fue un problema para vos por la inflexibilidad de las organizaciones de los años ’90, ¿verdad?

–De las organizaciones y de las personas. Además tiene que ver con otra dinámica de nuestro movimiento, que es la cuestión de las figuras que ocupan un lugar de referente. Yo terminé huyendo de eso. Que te pongan en ese lugar es devastador, porque tu vida te deja de pertenecer. Hubo gente que por ese episodio me decía: no te puedo mirar porque vos eras un referente para mí. Yo pensaba: ¿y qué culpa tengo? Hoy en día la gente moriría de risa. Una cosa que me fascina de lxs jóvenes es la posibilidad de no definirse, esto de la fluidez del deseo. Lo más gracioso es que cuando a mí me pasó llevaba años fuera del closet y nadie podía decirme, como me decían, que no me animaba a asumirme como lesbiana. ¡Es ridículo! En ese momento la única gente que no se asustó fue la gente trans, porque imaginate que con las cosas que les pasan en la vida por lo que menos se preocupan es por quién se acuesta con quién. Hay cosas más serias que eso.

A partir de ahí abriste el primer grupo de bisexuales que hubo en el país…

–Sí. En aquella época nosotras no teníamos noción del poder de los medios. Le pasó a Ilse con las lesbianas y a mí con la cuestión bisexual. Fui a un programa de televisión a hablar y di el teléfono de mi casa. Yo era psicóloga y no paraba de sonar el ring, me acuerdo de cómo me miraban mis pacientes. Se armó un grupo, la cosa se abrió y después hubo otra gente que lo retomó, y hoy es un tema que no asusta a nadie, por suerte. Y para mí es una bendición. Yo milité para que las cosas por las que militaba desaparecieran. Que nadie se asuste porque alguien sea bisexual me parece un logro del activismo, no un logro mío sino de mucha gente, incluso de la gente joven que ni siquiera se pone el cartel de bisexual, que me parece mejor todavía. A mí, en cambio, me tocó la prehistoria, donde era todo un escándalo.

Al poco tiempo te fuiste del país, ¿verdad?

–En ese momento me cayó del cielo una oferta para trabajar en una ONG internacional y sentí que si hacía de mi activismo mi trabajo iba a estar protegida, porque en un trabajo una no pone tanto la piel. Y esto me llevó años entenderlo. Antes el activismo era lo que se hacía a la noche y los fines de semana, con el alma. Y como era el amor y la pasión y la vida, te mataba. En cambio, en el laburo los mecanismos eran más racionales y también había reglas de juego. Si a mí una jefa me insultaba, como yo era una empleada, las leyes laborales me defendían; en cambio, en los grupos de lesbianas, no tenía nada. Hay gente que se ha ocupado de investigar –y esto también es muy interesante– cómo el poder informal puede llegar a ser mucho más despótico que el formal.

 

Activismo de ayer y de hoy

 

Antes mencionaste, respecto de la Argentina, que la cuestión trans es otra cosa. ¿A qué te referías exactamente?

–La ley que tenemos es maravillosa, pero está treinta años por delante de nuestra sociedad. Las aberraciones que la gente dice de las personas trans… Siempre hubo una cuestión de clase en el activismo trans que no la hay con el resto del activismo. Yo misma en mi época sabía que era una persona “potable” y usé conscientemente esto para hacer visibles los temas que nos importaban.

¿Ser potable significa ser blanca, de clase media, profesional..?

–Por supuesto. Ahora hay espacio para una diversidad de voces, de cuerpos, de todo. Pero en algún momento tenía sentido estratégico que hubiera gente “potable” porque había que abrir puertas y no quiere decir que una fuera mejor. Claro que cuando tenés esa condición de “potabilidad” es importante que te cuides de no obstruir otras voces. Porque hay un momento en que esas voces tienen que dar un paso al costado y compartir el espacio con las otras.

¿Y cómo ves el activismo actualmente?

–A mí me gustaría estudiar la relación entre el activismo y el Estado. Yo he escuchado gente de mi época decir con una concepción cavernícola: ahora ya no hay activismo, lo único que hay son empleados del Gobierno. Si decís eso estás descalificando lo que hace la gente ahora que está militando en condiciones completamente distintas de las nuestras. Para mí está pasando una cosa más compleja e interesante.

¿Y qué dirías que está pasando?

–Entre otras cosas, hay subsidios que vienen del Estado y es algo que hace veinte años era impensable. Es cierto también que hay mucha gente que, como el Estado encarna banderas de su lucha activista, siente que puede llevarla adelante siendo parte del Estado, esto es algo nuevo para el movimiento lgttb. Nosotros cuando empezamos teníamos a Menem, no había alternativa más que enfrentarlo. Yo a este gobierno no lo enfrentaría. Entonces me intriga y me gustaría saber cómo se reformula esto. Las instancias de negociación son otras. A mí lo que me alarmaría sería si eso que me parece en principio positivo –unir la lucha de sector a una lucha más amplia– implicara restricciones para el colectivo glttbi. Como persona rasa no tengo esa información. Ojalá no pase. Durante mucho tiempo he sido parte de esa gente que defendió en espacios regionales la inclusión de lxs activistas de Cuba porque para muchas organizaciones no podían formar parte por ser consideradxs funcionarixs del Gobierno. Todo el mundo está subvencionado por algo, salvo un colectivo anarquista que está subvencionado por la gente que compra sus fanzines. Lo que hay son grados de dependencia y todo depende de quién te subvenciona y qué te exige. Y además como ahora trabajo en sector de financiamiento, de esto sé algo.

¿Son muchas las organizaciones de lesbianas que reciben financiamiento de Mama Cash?

–Tenemos limitaciones porque nosotras damos financiamiento en todo el mundo. Las lesbianas son prioridad y también los grupos trans, incluidos los hombres trans. Esto para un fondo feminista ha sido una lucha. Es una de las cosas que a mí me endilgan. Me consideran un arma del capitalismo para desfinanciar el movimiento lésbico y darle todo el dinero al Ostram. Por supuesto que no, que jamás me he ocupado de esto. Primero no tengo ese poder, segundo, que tampoco lo haría. Pero sí es cierto que una de las primeras cosas que me interesaron trabajar en esta área fue concientizar a las financiadoras feministas para empezar a separar feminismo de “mujerismo” y que entendieran que apoyar a los movimientos que cuestionaban la concepción binaria de género era parte de nuestra agenda. Con muchxs compañerxs, como Lohana Berkins y Mauro Cabral, trabajamos mucho con los fondos de mujeres que hoy en día financian personas trans y con las financiadoras de derechos humanos y progresistas.

¿Cómo han influido los avances en materia de género para las políticas financiadoras?

–El mundo de hoy es complejo, ya no podemos seguir hablando de “apoyamos a las mujeres”. Si apoyamos a las mujeres podemos llegar a apoyar a las que están contra el aborto. Tenemos una agenda feminista, de género y derechos humanos. Hay que cuantificar todo mucho. Porque agenda de género también es cualquiera. Ya no alcanza con decir mujeres, o género. Es muy interesante, las cosas ya no son tan lineales.

Cura para gays e lésbicas

ateia

marina duvida

No Velho Testamento não há nenhuma referência ao lesbianismo. Nenhuma. Existe, sim, contra o homossexualismo masculino. Mas David tinha um relação bem duvidosa com Jônatas, filho do rei Saul. Abandonou sua esposa Mical, também filha de Saul, para ficar com Jônatas.

Jesus jamais tocou neste tema. Jamais. Existe no Novo Testamento uma referência de São Paulo, que não foi apóstolo de Cristo, condenando o sexo anal, os homens que se comportam como mulher. Um citação que pode ser um acréscimo, uma adulteração, cuja autenticidade não está comprovada.

Quando o cristianismo se tornou religião oficial do Império Romano, teve início a perseguição das Marinas, dos Malafaias, dos Paulos Junior, dos Felicianos. A mesma de Hitler, que condenou os homossexuais a morrer nos campos de concentração. E também de Stalin, com suas prisões psiquiátricas.

Hitler e Stalin eram homens sem vícios. Hitler, possivelmente, teve casos com parceiros masculinos, e suas amantes eram invenções da propaganda de Goebeels. O mesmo aconteceu com Getúlio Vargas.

Stalin casou, tardiamente, e virgem. A mulher dele suicidou-se. Assim como aconteceu com quase todas as mulheres de Hitler.

Nos campos de concentração da Alemanha nazista, os homossexuais tinham os piores trabalhos e eram vistos como doentes e pervertidos até pelos demais confinados

Nos campos de concentração da Alemanha nazista, os homossexuais tinham os piores trabalhos e eram vistos como doentes e pervertidos até pelos demais confinados

Do meu livro inédito o Judeu Errante:

 

AS AMANTES DE HITLER

Humilhante aleijão
considerado segredo de estado
segou a vida das mulheres
que dormiram com o Senhor da Morte

Geli deu um tiro no coração
Renata caiu do décimo segundo andar
Suzy se enforcou
Unity desapareceu
Eva bebeu champanhe com cianeto
incinerando na sepultura
horrífico segredo

o homem perfeito
não possuía
o testículo esquerdo

Da História da Homossexualidade, transcrevo:

O primeiro texto de lei proibindo sem reservas a homossexualidade foi promulgado mais tarde, em 533, pelo imperador cristão Justiniano. Ele vinculou todas as relações homossexuais ao adultério – para o qual se previa a pena de morte. Mais tarde, em 538 e 544, outras leis obrigavam os homossexuais a arrepender-se de seus pecados e fazer penitência. O nascimento e a expansão do islamismo, a partir do século 7, junto com a força cristã, reforçaram a teoria do sexo para procriação.

Durante muito tempo, até meados do século 14, no entanto, embora a fé condenasse os prazeres da carne, na prática os costumes permaneciam os mesmos. A Igreja viu-se, a partir daí, diante de uma série de crises. Os católicos assistiram horrorizados à conversão ao protestantismo de diversas pessoas após a Reforma de Lutero. E, com o humanismo renascentista, os valores clássicos – e, assim, o gosto dos antigos pela forma masculina – voltaram à tona. Pintores, escritores, dramaturgos e poetas celebravam o amor entre homens. Além disso, entre a nobreza, que costumava ditar moda, a homossexualidade sempre correu solta. E, o mais importante, sem censura alguma – ficaram notórios os casos homossexuais de monarcas como o inglês Ricardo Coração de Leão (1157-1199).

No curto intervalo entre 1347 e 1351, a peste negra assolou a Europa e matou 25 milhões de pessoas. Como ninguém sabia a causa da doença, a especulação ultrapassava os limites da saúde pública e alcançava os costumes. O “pecado” em que viviam os homens passou a ser apontado como a causa dela e de diversas outras catástrofes, como fomes e guerras. Judeus, hereges e sodomitas tornaram-se a causa dos males da sociedade. Não havia outra solução a não ser a erradicação desses grupos. Medidas enérgicas foram tomadas. Em Florença, por exemplo, a sodomia foi proibida em 1432, com a criação dos Ufficiali di Notte (agentes da noite). O resultado? Setenta anos de perseguição aos homens que mantinham relações com outros. Entre 1432 e 1502, mais de 17 mil foram incriminados e 3 mil condenados por sodomia, numa população de 40 mil habitantes.

Leis duras foram estabelecidas em vários outros países europeus. Na Inglaterra, o século 19 começou com o enforcamento de vários cidadãos acusados de sodomia. E, entre 1800 e 1834, 80 homens foram mortos. Apenas em 1861 o país aboliu a pena de morte para os atos de sodomia, substituindo-a por uma pena de dez anos de trabalhos forçados.
Ciência maluca

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Outro tratamento nada usual foi destinado tanto à homossexualidade quanto à ninfomania feminina: a lobotomia. Desenvolvida pelo neurocirurgião português António Egas Moniz, que chegou a ganhar o prêmio Nobel de Medicina de 1949 por isso, ela consistia em uma técnica cirúrgica que cortava um pedaço do cérebro dos doentes psiquiátricos, mais precisamente nervos do córtex pré-frontal. Na Suécia, 3 mil gays foram lobotomizados. Na Dinamarca, 3500 – a última cirurgia foi em 1981. Nos Estados Unidos, cidadãos portadores de “disfunções sexuais” lobotomizados chegaram às dezenas de milhares. O tratamento médico era empregado porque a homossexualidade passou a ser vista como uma doença, uma espécie de defeito genético.

A preocupação científica com os gays começou no século 19. A expressão “homossexual” foi criada em 1848, pelo psicólogo alemão Karoly Maria Benkert. Sua definição para o termo: “Além do impulso sexual normal dos homens e das mulheres, a natureza, do seu modo soberano, dotou à nascença certos indivíduos masculinos e femininos do impulso homossexual(…). Esse impulso cria de antemão uma aversão direta ao sexo oposto”.

 

Aroeira

Aroeira

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A velhofobia e a decadência do Ocidente capitalista

Lucian Freud

Lucian Freud

 

A VELHOFOBIA é mais irracional e cruel do que o racismo, a xenofobia, a lesbofobia, a homofobia. É a mais grave das violências no decadente Ocidente capitalista e cristão.

 

A VELHOFOBIA existe entre os heterossexuais e homossexuais. Aliás, gay quer dizer rapaz alegre. O vivente mais desprezado pelos gays é uma bicha velha. Vale para as lésbicas.

 

velhofobia velhas lésbicas

 

Na maioria heterossexual, as chapeuzinho-vermelho adoram um jovem lobo mau. Elas não gostam é do lobo velho. Quando o nojo sempre foi de quem come.

 

O amor não tem idade. Para a VELHOFOBIA tem. Diferente governos e a justiça criminalizam o amor dos velhos. Que, até para casar, precisam do consentimento dos herdeiros.

 

Não existe amor de mais, nem de menos. Amor de menos é amizade. Amor demais, paixão. O amor é amor, simplesmente.  O sexo por amor é lindo. E sagrado.

 

A VELHOFOBIA é desprezo, nojo dos velhos, que têm sua sexualidade ridicularizada, humilhada, condenada.

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Os filhos levam os amositos homo e/ou hetero para a casa dos pais. Ai dos pais separados, divorciados e viúvos se fizerem o mesmo. Os rebentos arrebentam tudo. Tocam fogo na casa. Promovem uma lapidação.

 

Quem tem menos de trinta faz amor com gatos e sapatos, inclusive com drogados, bandidos, gigolôs etc. Depois dos 50 vai ficando cada vez mais difícil neste Brasil das 500 mil prostitutas infantis.

 

Nada mais desumano, cruel e humilhantes do que o nojo. A VELHOFOBIA começa com o nojo.

 

Entre os jovens é mais fácil e aceitável fazer amor com um aidético, um leproso, uma alma sebosa do que com um velho.

 

Um aidético nunca é um velho, ou um idoso ou um ancião, morre antes.

 

Os controladores da sexualidade, os psiquiatras e os governos (para não pagar pensão), os filhos para não dividirem herança, criaram um novo amor considerado como doença e contra a natureza: CRONOFILIA. Ter atrações sexuais fora da sua faixa de idade.

 

Muita gente esquece: PEDOFILIA é a atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente, dirigida primariamente para crianças pré-púberes. Adolescentes de 16 ou 17 anos também podem ser classificados como pedófilos, se eles tiverem uma preferência sexual persistente ou predominante por crianças pré-púberes, pelo menos cinco anos mais novas do que eles.

 

Neste mundo em que tudo é descartável, e tudo se torna obsoleto, a velhice se tornou um lixo social. Depois dos 50, nem sexo em casa, nem emprego nas empresas privadas.

 

Que fique criado, e que seja divulgado o termo VELHOFOBIA.

 

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Giancarlo

Giancarlo

 

Vitória

Vitória

 

 

Goiânia

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Os bissexuais sofrem mais preconceito. A lista de artistas assumidos

Os bissexuais são atacados pelos heteros (homofobia)  e pelos guetos lésbico e gay. É a velha cobrança de ser ou não ser. De dominação do ativo sobre o passivo.

Veja a lista Uol de famosos  bissexuais assumidos.

 

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Trecho de um texto de Arlete Gavranic:

Como funciona a bissexualidade?

Quando falamos de bissexualidade falamos de uma identidade de gênero bissexual, ou seja, a mulher (biologicamente falando) se sente psicologicamente mulher mas terá atração e desejo por homens e mulheres, o homem (biologicamente falando) se sente psicologicamente homem, mas terá atração por homens e mulheres.

A sexualidade do bissexual no dia-a-dia

Essa bissexualidade pode ocorrer em se sentir de forma igual essa atração, como pode ser vivida com uma vida sexual mais frequentemente heterossexual e com relações homo – ocasionais – ou mais que ocasionais. Também pode ocorrer com uma vida sexual mais frequentemente homossexual e com relações hetero – ocasionais – ou mais que ocasionais.

Como as pessoas sabem se são bissexuais ou se são homossexuais?

Uma pessoa bissexual percebe seu desejo, sua atração, por ambos os sexos. Se, por exemplo, um homem desconfia ser homossexual e não bissexual, é porque ele percebe sua não-atração, sua dificuldade de desejo por mulheres.

O que pode influenciar na busca de mais relações homo ou heterossexuais?

Por toda uma aprendizagem, pressão familiar e social, muitas pessoas com orientação bissexual podem restringir sua experiência a heterossexualidade ou a ter algumas aventuras ocasionais na homossexualidade. Mas se a orientação é bissexual os desejos bissexuais irão acontecer, na vida real, nas fantasias sexuais e em sonhos eróticos.

As pessoas podem assumir a bissexualidade em qualquer idade?

Sim. Existem muitas situações que podem interferir na vida das pessoas. Uma pessoa com uma orientação bissexual pode viver uma relação de amor intenso e significativo o que faz com que essa pessoa viva na heterossexualidade muito tempo. Mas é possível que se houver uma crise nessa relação, se houver uma separação, uma viuvez ou até a aproximação de alguém que se torne interessante e saiba seduzir, que o desejo bissexual venha à tona.

Estudo mostra que metade das pessoas eram bissexuais na década de 50

Kinsey, um estudioso da sexualidade humana, nos ajudou a entender os mecanismos da bissexualidade tanto de homens como de mulheres em Sexual behavior in the human male (1948) e Sexual behavior in the human female (1953), demonstrando através da escala Kinsey que avaliava o desejo, ou seja, a orientação afetivo-sexual. Na década de 50, segundo essa escala, 46% dos entrevistados eram exclusivamente heterossexuais, 4% exclusivamente homossexuais e 50% não se apresentavam exclusivamente nem homo e nem heterossexuais, mas bissexuais.

 

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Bissexuais sofrem

Escreve Iran Giusti: A sigla LGBT foi criada para abranger lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Era de se esperar que cada um ficasse no seu quadrado, respeitando a orientação sexual dos outros. Só que não é bem assim que acontece. Dentro da própria comunidade LGBT, os bissexuais podem ser considerados o “patinho feio”. Sua versatilidade muitas vezes é vista como indefinição, e por isso eles têm menos credibilidade e sofrem preconceito dos LGT. Leia mais

 

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Nem gay, nem heterossexual. Jovens rejeitam rótulos e apostam na ‘sexualidade fluida’

Com o objetivo de tecer um panorama do universo LGBT contemporâneo, a socióloga e professora de História da Arte Milena Costa criou o projeto “The Queer Face”, que faz parte da tese de doutorado dela na Universidade Federal do Paraná. Neste trabalho, ela investiga a vida de gays, lésbicas e bissexuais, os retratando em fotos que posteriormente serão exibidas numa exposição.

Neste trabalho de pesquisa que ela está desenvolvendo, Milena foi surpreendida pela maneira como o grupo dos mais jovens ignora a linha que tradicionalmente separa homossexuais dos heterossexuais. “Para eles, a sexualidade é mais fluida, a polarização entre gay e hétero não é tão acentuada”, constata a socióloga.

“Eles dizem: ‘Sou quem eu sou, sou gay, mas se amar alguém do sexo oposto, vou ficar com ela. Não sou bissexual, necessariamente, mas se tiver atração, tá valendo’”, relata Milena, expondo a maneira de pensar de grande parte dos seus entrevistados mais jovens.

Autora de “O Livro do Amor” (Best Seller), a psicanalista Regina Navarro Lins relaciona essa fluidez sexual dos mais jovens com o fato de a bissexualidade ser mais aceita nos dias de hoje. “Isso não significa que todos serão bi, sempre teremos gays e héteros, mas existe uma abertura da sexualidade, as coisas estão sendo mais expressadas”, pondera Regina.

Para Regina, a bissexualidade deve estar cada vez mais presente nas próximas décadas, vencendo inclusive o estigma que sempre pairou sobre ela. “Antigamente, gostar do sexo oposto e do mesmo sexo era coisa de quem estava em cima do muro”, lembra a psicanalista.

Professora de Psicologia para Educação da PUC-SP, com trabalho voltado para o estudo do comportamento jovem, Ana Bock percebe que aceitação da bissexualidade de fato tem aumentado na sociedade, numa consequência direta da ampliação do acesso à informação pela população.

“As questões de sexo vem sendo debatidas desde o movimento hippie e, há poucos anos, os debates se intensificaram. Os jovens e as pessoas das outras faixas etárias conversam mais nos dias de hoje. Muitas famílias já conseguem lidar de forma mais tranquila com essa discussão”, pontua Ana, que cita a influência da internet, especialmente quando ela é utilizada adequadamente. “Você pode buscar informações, ver coisas que não veria em outro lugar”, prossegue.

Ana lembra que na era pré-web o acesso à informação era muito mais restrito. “Para se informar, as pessoas tinham que recorrer às revistas proibidas, por exemplo. A internet coloca sobre a mesa a questão da sexualidade”, analisa a psicóloga. “O jovem de hoje é apropriado de informações, lidando melhor com a própria sexualidade”, acrescenta.

No entanto, a ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde Adolescente do Estado de São Paulo, pondera que ainda há muito preconceito com a liberdade sexual alheia, o que acaba causando dificuldades que não podem ser ignoradas.

“Nas ultimas pesquisas realizadas na Parada Gay de São Paulo e também pela secretaria da Saúde, 30% dos LGBTs adolescentes afirmam já ter sofrido bullying ou algum tipo de agressão”, informa Albertina, que entende que a representação da diversidade sexual na internet e nas outras mídias ajuda na diminuição do preconceito, mas que isso ainda não é o suficiente.

“Existe uma carência muito grande de ter com quem falar por parte dos jovens. É bom ter artista, novela falando dessa questão, porque isso ajuda o jovem a experimentar mais. Mas ainda falta debate”, conclui Albertina. In iGay

 

 

 

(In)visibilidad lésbica

por Laura Gaelx Montero

Adelaide Moça

Adelaide Moça

 

El 26 de abril se conmemora el Día de la Visibilidad Lésbica. ¿Es necesario dedicar un día para visibilizar específicamente a las mujeres lesbianas? George Steiner planteaba que lo que no se nombra, no existe. Resulta innegable que la presencia de mujeres homosexuales en nuestra sociedad es mucho menor que la de sus homólogos varones. ¿Cuántas mujeres abiertamente lesbianas en el mundo de la música, la política, el cine, la literatura… eres capaz de nombrar?

“Las lesbianas no somos mujeres”, anunció Monique Wittig en 1980. Esta provocadora afirmación alude a que las categorías hombre y mujer se construyen mutuamente en una relación (personal, económica, política, etc.) de opresión de la que escapan las lesbianas. La poeta y ensayista Adrienne Rich dedicó buena parte de su obra a examinar el lesbianismo como una amenaza directa a las estructuras de poder patriarcal. El término ‘existencia lesbiana’, acuñado por Rich, sirve para definir la presencia de este tipo de experiencias a lo largo de toda la historia, así como su ocultación.

Durante mucho tiempo, la invisibilidad lésbica ha servido como una forma de protección. Dos “amigas” solteras que compartían piso no resultaban excesivamente sospechosas y están socialmente aceptadas las muestras públicas de afecto entre mujeres. Muchas de las legislaciones que actualmente tipifican la homosexualidad como delito dejan al lesbianismo cierto margen de seguridad al perseguir principalmente los actos de sodomía.

Volviendo a la actualidad, este mes de abril la novelista Jónína Leósdóttir publicaba su biografía, en la que detalla la historia de su relación de más tres décadas con Jóhanna Sigurdardóttir, primera ministra de Islandia entre 2007 y 2009. A pesar de la posición privilegiada de la pareja, durante años vivieron su relación en clandestinidad. La falta de referentes en el mundo público dificulta que las mujeres homosexuales de a pie “salgan del armario”.

Esta invisibilidad tiene consecuencias. Por ejemplo, en la atención sanitaria que reciben las lesbianas. Los protocolos ginecológicos y las políticas de prevención de ITS no contemplan las prácticas sexuales entre mujeres. Bajo el mandato de Ana Mato, la Sanidad pública ha excluido a las lesbianas de la reproducción asistida: solo podrán acceder a este servicio las parejas heterosexuales ya que “la falta de varón” no es, según la ministra, un problema médico.

El Día de la Visibilidad Lésbica se celebra desde 2008. La elección de la fecha no se basa en ningún acontecimiento particular, aunque, desgraciadamente, existen numerosos crímenes de odio lesbófobo que podrían inspirarlo. Entre los que más han conmocionado a la opinión pública, destaca el asesinato en 2010 en Córdoba (Argentina) de Natalia Gaitán a manos del padrastro de su novia y, hace ahora un mes, el asesinato en Texas (Estados Unidos) de una pareja de lesbianas a manos del padre de una de ellas. Sus nombres eran Britney Cosby y Crystal Jackson. Tenían 24 años y vivían su relación de forma abierta. Eran visibles.

 

PUTO DESTINO. Quiénes y por qué eligen a la Argentina como lugar (de refugio) en el mundo

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Existen 76 países en el mundo en los que la homosexualidad es delito. Y además la sexualidad no es el único ni el mayor motivo de persecuciones mortales. La Argentina, debido a sus leyes migratorias y de género, se ha convertido en un país amable para muchas personas que ni siquiera conocían de su existencia. Cuáles son las condiciones para refugiarse aquí, cuáles son las limitaciones con las que se encuentra quien llega. Aquí el testimonio de una transexual de 18 años que viene de Rusia.

 

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por Dolores Curia

En Rusia, el odio ya es vox populi; en diciembre del año pasado la India se retrotrajo a la legislación de la época colonial británica: el código penal vuelve a calificar de contranaturales las relaciones sexuales entre personas del mismo sexo y las castiga hasta con diez años de cárcel. Nigeria les asegura el mismo tiempo a la sombra a todas las lesbianas, gays y bisexuales que se demuestren afecto en público. En febrero Corea del Sur le negó asilo y deportó a una joven ugandesa lesbiana que había solicitado el estatus de refugiada después de que varios miembros de su familia fueran asesinados en su país como represalia contra ella por su orientación sexual. En Francia, como coletazo reaccionario a la aprobación del matrimonio igualitario (abril de 2013), miles de personas siguen manifestándose con la silueta de la familia tipo en sus pancartas. Así las cosas, Argentina se recorta, si bien no como paraíso, sí como un sitio que tiene con qué acercarse a la máxima de Cristina Fernández: la Patria es el otro. Con la sanción, en 2003, de la Ley de Política Migratoria Argentina (reglamentada recién siete años después) y luego, en 2006, la de Ley General de Protección a los Refugiados, se pasó de un paradigma de control a uno de adecuación. “Salimos de una ley que venía de la dictadura, que había sobrevivido a 20 años de democracia y que había tenido su aplicación más fuerte en los noventa”, explica Alex Freyre. La antigua ley veía en los migrantes, más que sujetos de derecho, objetos de regulación. Permitía la detención y la expulsión, obligaba a médicos y maestros a denunciar a los migrantes. La ley actual establece derechos para los extranjeros independientemente de que hayan ya iniciado los trámites o no. “El cambio de paradigma –continúa Freyre– significa que ya no existe la idea de ‘personas ilegales’. Las leyes migratorias, además, se nutren de otras. El paraguas que se creó con la combinación de la Ley de Política Migratoria, la Ley de Matrimonio Igualitario y la de Identidad de Género hace de la Argentina un país elegido por muchos migrantes lgbti. Hay una estrategia muy en boga: hoy una pareja extranjera igualitaria puede venir a casarse. Vuelve a su país y pide que se le reconozca el matrimonio ahí, cosa que le va a ser denegada. Pero cuando apela esa negativa (frente a un organismo internacional, como la Corte Interamericana de Derechos Humanos), su país no va a tener más remedio que reconocérselo. Por eso decimos que Argentina exporta DD.HH.”

El 2013 fue un año para recordar, amargamente. Según las estadísticas de la agencia de la ONU, tuvo el mayor número de desplazamientos forzados de las últimas décadas, por la escalada de nuevos conflictos armados: Siria a la cabeza. Además de los motivos de expulsión económicos y bélicos, figuran la persecución homo y transfóbica. Muchas veces, las causas son más de una, en combo mortífero. Argentina tiene más que un buen clima: ranquea arriba en la lista de destinos amigables en la bitácora del exiliado porque tiene uno de los marcos legales de protección de refugiados más avanzados de la región. En el año 2013 hubo 15 casos de personas provenientes de Colombia, Rusia y del continente africano que hicieron su pedido de asilo en el país alegando persecución por orientación sexual o identidad de género.

Desde Moscú a los hospitales públicos

Refugiados de diferentes países ponen el cuerpo en una serie de fotos para que el mundo se entere de lo que está pasando. Gays, lesbianas y trans se visibilizan en la campaña antidiscriminatoria de Acnur. Televisión, redes sociales y afiches callejeros muestran las caras de lxs que no quieren huir más.

Refugiados de diferentes países ponen el cuerpo en una serie de fotos para que el mundo se entere de lo que está pasando. Gays, lesbianas y trans se visibilizan en la campaña antidiscriminatoria de Acnur. Televisión, redes sociales y afiches callejeros muestran las caras de lxs que no quieren huir más.

Nuriya (18), nacida en Moscú, quien llegó hace muy pocos meses a Buenos Aires y prefiere no publicar su apellido, es una de ellxs y acaba de recibir una respuesta positiva al pedido de refugio que hizo en octubre: “Cuando cumplí los 18 y ya podía salir sola de Rusia, empecé a buscar a dónde ir. En todo el mundo hizo boom la noticia de que acá tenían una ley para transexualidad que es única. Es el único país del mundo que no me pide que explique que no estoy loca para operarme, cambiar el nombre y que me deja entrar sin visa o restricciones. Mi investigación fue a través de Internet. Iba a elegir entre Canadá y acá, hasta que leí que Canadá también pide control psiquiátrico, como el resto del mundo. Y sabía que acá me podía operar gratis. Me sorprende que en un país del Tercer Mundo se puedan hacer cosas que en Europa no. En Rusia la propaganda de la Iglesia Ortodoxa es muy fuerte y todo lo diferente asusta: otras nacionalidades, otras culturas, los negros, los punks. Putin es despreciable pero es tonto culparlo de todo, él refleja lo que piensa la mayoría de la gente. Cuando llegué a Buenos Aires, sabía que me tenía que contactar con la Conare. Al mes tuve la entrevista. Les conté mi vida, que querían que yo cambiara. Mis padres para eso me leían la Biblia. Les conté cómo los grupos religiosos me esperaban a la salida del colegio para golpearme, les conté sobre mis denuncias a la policía. Les mostré las cicatrices. Muchos argentinos saben sobre la situación rusa. A mi país no puedo volver, tampoco tendría a dónde ir”, mientras dice esto Nuriya señala el sobrehueso que tiene su clavícula fracturada.

¿Tenés algún contacto con tu familia o gente de allá?

–Ningún contacto. Me dijeron que preferían que me fuera de la casa. Eso fue hace dos años. Lo mío es muy grave para mis padres. No tengo hermanos. Han tratado de educarme estrictamente, inculcarme lo masculino, me han obligado a hacer deporte, jugar con los niños. Si yo no cumplía con eso era castigada y golpeada. En Rusia hay una estricta división de roles sexuales, el niño debe comportarse como niño.

¿Y en la escuela?

–Los maestros y los niños trataron de ofenderme, insultarme. Después de la escuela, compañeros de clase me golpeaban y me tiraban piedras. Los educadores me enviaban a conversar con el psicólogo. Pensaban que soy anormal. A una edad más avanzada, comencé a interesarme en mi problema, busqué literatura, traté de leer todo lo posible. Me diagnosticaron trastornos psicológicos. Intentaron convencerme de vivir como todos los hombres. Pero esto no era posible. No se puede ir en contra de uno mismo.

¿Cómo era tu vida cotidiana allá?

–En Rusia la Iglesia Ortodoxa tiene un gran impacto en la vida. La sociedad condena a las personas que son como yo. A menudo cerca de mi casa me esperaban activistas ortodoxos, que me golpeaban con varas de hierro y palos. Llegué a temer por mi vida y mi salud. Es un pasado de mucha humillación y resentimiento; los escándalos constantes con la familia me han acompañado a lo largo de la vida. En el liceo estudié biología y química, escribí artículos de investigación, he ganado torneos interescolares. En 2012, fui condecorada como “niño prodigio”. Con esos antecedentes hubiera podido conseguir una beca para estudiar gratis en el Instituto de Medicina, pero, debido a mis características, la enseñanza me fue denegada. Nadie me ha ayudado con eso.

¿Y cómo te estás adaptando acá?

–La realidad no concuerda con lo que yo leí de la Argentina en Internet, ni con las cosas que se dicen en los foros y ni con las noticias. La gente común no conoce las leyes. Como dos mundos paralelos. En el Registro Civil, por ejemplo, que es donde se supone que deben estar al tanto, parece que no conocen las leyes de transexualidad. Y en el hospital. Yo necesito operarme. En Rusia por ser travesti, aunque mis notas son excelentes, no podía ir a la universidad. Estuve averiguando para estudiar medicina en Estados Unidos. Existe una fundación norteamericana que puede darme beca mientras estudio. Pero para que me dejen entrar ahí necesito estar operada. No dejan que entren travestis sin la operación, tienen miedo a la pedofilia y perversiones. No sé si hubiese elegido operarme si no fuera por esto. Pero eso es condición. Y yo tengo que estudiar. Estoy usando mis ahorros estos meses. Mi familia tenía una buena posición y yo por los méritos en la escuela recibía dinero del Estado, que me depositaba en una cuenta. Pero pronto se me va a terminar el dinero. No es fácil, no sé cómo voy a hacer para mantenerme. Recién cuando me den el DNI el próximo mes voy a poder buscar trabajo.

¿Pudiste conocer gente, hacer amigos?

–En el hostel voy conociendo gente que viene y va. En el curso de español me hice una amiga de Brasil. Acá también hay gente a la que no le gusta mi forma de ser y hasta tal vez se rían detrás de mí. En la calle en estos meses me robaron ya cuatro veces, porque además se nota que no soy de acá. Pero no he sentido maltrato en la mayoría de los lugares en los que estoy, en el hostel o el curso de español. Te pongo un ejemplo, en mi hostel hay muchos brasileños gay. Ahora hay uno muy loca y ahí todos son amistosos con él. Una vez vi que él saludó en el mostrador y salió hacia la calle. Cuando se fue, el recepcionista con otra chica hacían gestos, se reían. Eso pasa. Pero en Rusia directamente no lo hubieran dejado entrar al hostel y ya estarían esperándolo afuera para pegarle. ¿Se entiende la diferencia? Cuando me registré en este hostel presenté mi pasaporte, que dice “male”. No sé si saben o no de lo mío. No sé si ríen detrás de mí, no me importa tampoco. Pero todo el mundo me ha tratado bien en mi cara. Eso me ayuda a ir olvidando la pesadilla de mi pasado.

Jacques Derrida en su breve y dialogado texto “La hospitalidad” se pregunta si ésta consiste en interrogar al que llega. ¿La hospitalidad debe empezar con la pregunta más básica, que podría ser un gesto amoroso hacia el huésped: ¿cuál es tu nombre? ¿O debería brindarse sin preguntar incluso antes de que el otro sea sujeto de derecho y sujeto identificable? Podríamos agregar la duda sobre qué pasa cuando se es otro por partida doble: ajeno en la propia tierra donde se vive en peligro y extraño en la tierra ancha y ajena, aunque ahí más amables las condiciones para ser, estar y permanecer. Para Derrida la alteridad es inquietante en la medida en que con su llegada cuestiona nuestras legalidades, saberes, respuestas automáticas. El visitante, que por hablar otra lengua corre además el riesgo de quedar sin defensa ante la ley que lo recibe o lo expulsa, debe solicitar asilo en un código que no le es propio y en el que están formulados las normas, los límites, la función de policía. Esa es la primera violencia. Cuando Nuriya llegó sólo hilvanaba algunas frases en portuñol. Durante su primera reunión en la Conare, entre quienes la recibieron y ella mediaron un repertorio de señas universales, el traductor de Google, lápiz y papel. Para la siguiente reunión tenían una traductora. Semanas después, Nuriya –que ya manejaba varias frases claves– se acercó por primera vez al Hospital Durand y le informaron que tenía que sacar un turno. Cuando Nuriya llegó al mostrador después de hacer la cola, como en un recitado de latiguillos xenófobos, la persona que atendía le gritó cual empleada pública de Gasalla: “Ni vos hablás español, ni yo hablo lo tuyo, así que… ¡el siguiente! Vienen de cualquier lado a atenderse acá, ¿¡no ven que el hospital ya no da más!?”.

¿Por qué decís que acá la gente desconoce las leyes?

–Desde que llegué que no tomo las hormonas. No sé me notan mucho los cambios para afuera porque soy flaca y sin pelos, pero me siento muy diferente. Todo el tiempo duermo. Tengo calor, frío. Fui al hospital a buscarlas pero son muchos los trámites para conseguirlas. Los turnos en el hospital tardan meses. Hasta que conseguí turno en el Durand fueron cuatro meses. Ahí las hormonas son gratis pero no las tienen. Dicen que vaya a pedir al Ministerio de Desarrollo Social. Dijeron que podía pedir turno para operarme pero que antes ¡tenía que ver al psiquiatra! Eso no debe ser así. Fui al Hospital Ramos Mejía. No piden psiquiatra ahí. Hay un médico que sabe del tema. Yo confío. Dice que por los trámites van a tardar seis meses en darme las hormonas y por mi edad (18) no puedo esperar tanto, ¡tengo que bajar la testosterona ya!

Quién viene y por qué

Anualmente Argentina recibe un promedio de 800 nuevos solicitantes de asilo. Pero no todos los motivos de la persecución tienen la misma visibilidad, menos aún en el caso de los refugiadxs lgbti. En 2007, cuando se aplicaron los principios de Yogyakarta –bases legales internacionales destinadas a la aplicación de los DD.HH. en relación con la orientación sexual y la identidad de género–, se explicitó el derecho de las personas lgbti a pedir asilo en casos de hostigamiento y la obligación de los Estados de no devolver a nadie a un lugar de riesgo. En la lista oficial de los motivos que el solicitante puede exponer ante la Conare cuando se presenta para pedir refugio no figuran “orientación sexual” ni “identidad de género”. Muchas veces se incluye la persecución homo y transfóbica dentro de la categoría de “pertenencia a determinado grupo social”. ¿A qué se debe la invisibilización? Según Juan Pablo Terminiello, oficial legal asociado de Acnur, “hay posturas enfrentadas en esto. Las cuestiones de género tienen una transversalidad que hace que puedan entrar en cualquiera de las motivaciones. En determinados contextos la homosexualidad está criminalizada en función de ciertas leyes religiosas, entonces uno podría pensar que la motivación de escapar es religiosa. Un ejemplo es la Sharia, un código normativo cuya aplicación se inspira en preceptos religiosos, que estigmatiza a gays y lesbianas. El género es una categoría analítica muy rica. Si uno la circunscribe a un solo motivo, la aísla. La violencia de género como arma de guerra es un ejemplo. La violación sistemática de mujeres en contextos como fueron la ex Ruanda o la ex Yugoslavia es una forma de violar derechos. Había una situación de limpieza étnica, pero la forma en que se lastimaban los derechos (violación sexual) tenía una impronta de género. Otro ejemplo es el de las personas que son perseguidas por militar en agrupaciones lgbti e impulsar determinada agenda”. En Colombia existen entre 4 y 5 millones de desplazados internos y miles de personas deben traspasar la frontera, perseguidas por grupos armados, entre ellxs, líderes sociales y campesinos. Un gran número de lxs refugiadxs que recibe nuestro país, incluidos lxs lgbt, proviene de ese país. Recuerda Terminiello “otro caso reciente bastante emblemático. Uno de una mujer trans de una comunidad colombiana pequeña con mucha influencia de grupos paramilitares. Tenía una peluquería, era activista trans y había ocupado un cargo político pequeño dentro del municipio. Entonces recrudecen los ataques y homicidios a travestis de la zona. Está documentado que los grupos paramilitares de Colombia llevan a cabo operativos denominados ‘de limpieza social’ contra gays, trans, trabajadores sexuales. Esta persona empieza a recibir amenazas por su militancia y decide salir. Ahora reside como refugiada en Argentina. ¿La perseguían por trans o por su actividad política? Probablemente por ambas. Los motivos de persecución aquí se entrelazan”.

¿Qué pasa cuando la violencia viene por parte de vecinos, amigos, familiares?

–Tanto las mujeres que sufren violencia de género a mano de particulares como las personas lgbti que sufren abusos por parte de la comunidad, mientras el Estado permanece impávido, entran en la categoría de refugiados. En Acnur hemos trabajado con mujeres que han sido rescatadas de redes de trata internacional y que no querían volver a su país de origen porque temían sufrir represalias. Hace muy poco una mujer venezolana fue rescatada de la red de trata en España. Volvió a Venezuela, pero al poco tiempo fue a otro país de la región y pidió asilo. Temía volver a Venezuela porque la red no se había desbaratado. Obviamente, todavía corría riesgo de persecución. Terminó instalándose en Perú.

¿Es necesario dar cuenta de que uno fue agredido para que se lx reconozca como refugiadx?

–En muchos casos la persona en la entrevista cuenta que mantuvo su identidad de género o su orientación en secreto y que por eso nunca sufrió ningún tipo de persecución. Primero, no haber sido agredido aún, obviamente, no significa que no corra peligro. Segundo, no se le puede pedir a alguien que oculte su identidad para no sufrir violaciones a sus DD.HH.

Una vez que esa persona es aceptada como refugiada, ¿cómo se la cuida acá?

–La integración social de los refugiados es uno de los desafíos pendientes más grandes en nuestra región. Hay políticas de atención al arribo para cubrir las principales necesidades. Pero no hay políticas de integración local en este momento que cubran la totalidad de las necesidades. Tratamos de orientar a los refugiados hacia las políticas que ya existen pero no es suficiente. Aquí las personas trans, por ejemplo, tienen dificultades para acceder al empleo, y los refugiados trans no pueden escaparle a esta realidad.