Ficamos mais intolerantes com o avançar da idade?

No convívio do dia a dia com nossos entes queridos é que surgem as pequenas implicâncias. Precisamos entender que o humor vai mudando ao longo da vida, que limites físicos e psicológicos se instalam silenciosamente

 

É mais fácil sinalizarmos para os familiares o que nos incomoda oferecendo sugestões, do que disparar a lista de críticas

É mais fácil sinalizarmos para os familiares o que nos incomoda oferecendo sugestões, do que disparar a lista de críticas

 

por Elizabeth Ventura

 

icamos mais intolerantes com o avançar da idade? Temos menos paciência com as situações cotidianas? Aquelas que não nos irritavam antes?

No convívio com nossos entes queridos, com a família, justamente na rotina do dia a dia, é que surgem as implicâncias, as pequenas brigas, ou chateações. Às vezes, esses aborrecimentos se estabelecem entre as pessoas, por motivos pequenos: onde um deixou a toalha de banho, porque o outro não fechou a porta do armário, ou porque alguém na casa está ouvindo música num volume muito alto, etc.

Também acontecem conflitos quando um membro da família se aposenta e passa mais tempo em casa, alterando a rotina de quem já estava lá. Lógico que a dinâmica familiar mudou e, dependendo do temperamento das pessoas, o convívio pode ser mais ou menos tenso.

Diálogo para estabelecer novos contratos

Em qualquer situação, vale o diálogo, a conversa aberta e franca para estabelecer novos contratos. É mais fácil sinalizarmos para os familiares o que nos incomoda oferecendo sugestões, do que disparar a lista de críticas. Quem se coloca como “dono da verdade”, de forma inflexível, acaba se isolando, pois as outras pessoas também querem ser ouvidas, compreendidas.

Às vezes, ouço pessoas mais maduras dizendo que já suportaram muito na vida, que já aguentaram bastante e que, agora, na melhor idade, são mais livres, portanto, não precisam ouvir certas coisas.

Precisamos entender que o humor vai mudando ao longo da vida, que limites físicos e psicológicos se instalam silenciosamente. Se estamos sentindo dores pelo corpo, ou insegurança quanto a ficar sozinhos, se estamos sem atividades prazerosas ou desafiadoras, talvez sem que percebamos, nos tornamos rabugentos, sensíveis.

Mente ativa, corpo em movimento e amizades

Mais do que nunca, é fundamental manter a mente ativa, o corpo em movimento, mesmo em menor ritmo, sem deixar de lado os contatos sociais. Converse com antigos amigos, chame-os para um café, entre nas redes sociais, faça cursos.

Conviver, compartilhar ideias e ações, não é tarefa fácil, em nenhuma idade, pois o ser humano tende a ser egoísta, e cada um tem uma mania. No entanto, somos todos dependentes uns dos outros, e aprendemos muito com as diferenças . São elas que nos fazem crescer,questionar, reciclar nossos pensamentos.

Que tal exercitar mais tolerância e paciência? Que tal experimentar viver em paz? Pense nisso.

 

 

Elizabeth Ventura, psicóloga com especialização em Psicosíntese, terapeuta individual e de grupo, coordenadora do projeto ‘Permitir-se’, formação holística de base (UNIPAZ), colunista do Portal Terceira Idade

 

 

O VELHO CHORANDO

Lillian Gish

Lillian Gish

Um velho chora copiosamente sentado no correto do jardim de Itapecerica de Minas.
Um moço passa por lá, fica comovido com a cena e pergunta:
– O que houve, senhor?
– Estou apaixonado por uma moça de 22 anos…
– E o que há de mal nisso? O senhor não é correspondido?
– Claro que sim. Não é o que você está pensando. Moramos juntos, eu e ela, que é lindíssima. Toda manhã, antes de ela ir ao trabalho, nós transamos. Na hora do almoço, ela volta para casa, nós transamos de novo, e ela me prepara um dos meus pratos preferidos. De tarde ela volta para casa e me faz muito carinho para me manter aceso. Finalmente, quando chega a noite, voltamos para o nosso ninho de amor e transamos a noite toda…
– Então?… Parece-me que vocês estão vivendo uma relação invejável. Por que o senhor está chorando?
– Esqueci onde eu moro…

Miguel Rep presentó su nuevo libro ¡Auxilio, vamos a nacer!

A través de Auxilio, un personaje que hace acordar a Mafalda, el dibujante bosquejó su mirada sobre la educación sexual.

Para el cineasta y director del Canal Encuentro, Tristán Bauer, una de las cualidades de Rep que se evidencia en el libro es su capacidad de “dejar espacio para que el lector termine de completar el sentido”. “Miguel no da el mensaje servido. Deja que los chicos y los adultos jueguen, hagan su propia interpretación; siempre sin descuidar los datos ‘científicos’ que tienen que ver con la gestación, el nacimiento y la convivencia”, describió. Según Bauer, el plus que aporta Rep tiene que ver con su sensibilidad: “Es una de las pocas personas que yo me atrevería a llamar genio –subrayó–. Sería muy raro que un pedagogo o médico por sí solos pudieran alcanzar esa mirada, esa capacidad de contar no solamente lo que pasa a nivel físico sino todo el universo de pensamientos y contradicciones en el que están inmersos los personajes”.

Rep, el arte del humor

Chifre inconsútil

Transcrevo da Coluna Jornal da ImprenÇa, assinada por Moacir Japiassu

 

O considerado Antonio Torres, um dos maiores escritores do Brasil, envia de seu refúgio na serra fluminense esta suave piadinha para alegrar os leitores:

O telefone toca, à noite…

 

Marido:

 

– Se for pra mim, diga que não estou em casa.

 

Mulher atende e diz:

– Ele está em casa.

 

Marido:

– Droga!!

 

Mulher:

– …Era pra mim…

 

Oracão de mulher

Querido Deus,
até agora o meu dia foi bom:
Não fiz fofoca;
não perdi a paciência;
não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irônica.
Controlei minha TPM.
Não reclamei,
não praguejei,
não gritei,
não tive ataques de ciúmes,
não comi chocolate.
Também não fiz débitos em meu cartão de crédito, nem dei cheques pré-datados.
Mas peço a sua proteção, Senhor, pois estou para levantar da cama a qualquer momento.
Amém.

 

 

Desconheço a autoria