LOUVAÇÃO. Trechos de um hino estudantil nazista

por Talis Andrade

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As crianças
aprendam a lição
– Adolfh Hitler
o redentor
o nosso herói
o ser mais nobre
de todo o vasto mundo

As crianças cresçam
repetindo a canção
– Por Hitler vivemos
por Hitler morreremos
Hitler o nosso senhor
que governa um novo mundo

Assim criamos a nação
de uma raça superior
assim erguemos as cruzes
pelo caminho da purificação

Timur Vermes e a ironia nazista

Em nenhum momento Timur Vermes quer reabilitar a imagem do ditador. Pelo contrário, o que Ele está de volta busca é destronar as vacas sagradas, confrontando a mística social que sustenta essa aura grave do passado alemão.

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por Igor Nasf

 

 

 

A eterna dúvida sobre os limites do humor lembra o dilema existencial da vaca. Se nasce em regiões específicas da Índia, é considerada uma divindade, adorada. Se vem ao mundo no Mato Grosso, em geral é retalhada e servida em churrascarias. São usos diversos, mas a mesma vaca.

Sociedades diferentes tem escrúpulos diferentes, dizem. No Brasil, por exemplo, se convencionou que ditadura militar é um tema excessivamente grave. Fazer piada com o assunto seria equivalente a um sul-africano ironizar o apartheid, a um argentino fazer pouco das Malvinas, a um alemão escrever um livro bem-humorado sobre Hitler, certo?

Errado. Em Ele está de volta, Timur Vermes desconstrói o mito da intocabilidade do nazismo na Alemanha. Mais: não só aborda campos de concentração, nacionalismo extremo e questões raciais, como faz tudo isso de maneira mais inteligente que a média.

No romance, Hitler narra em primeira pessoa seu despertar em pleno século XXI, num parque de Berlim, depois de perder a consciência no bunker. Desorientado, caminha pela cidade, até ser acolhido pelo dono de uma banca de revista. Depois, numa sucessão de outras coincidências fantásticas, o ex-chanceler do Terceiro Reich consegue trabalho como humorista num programa de televisão, disseminando seu “discurso” ariano ao povo alemão. Novamente.

O sucesso é extraordinário. Intelectuais, jovens e parte da imprensa celebram o novo comediante como fenômeno da liberdade de expressão, descongestionador das velhas estruturas da Alemanha ocupada, essencialmente um poeta pós-moderno que vive intensamente seu personagem. O grande mérito do livro é, através de uma análise irreverente da sociedade alemã, tornar a ascensão de Hitler a ícone cultural um evento natural. Mais ou menos como deve ter sido na República de Weimar, nos anos 20 e 30.

Em nenhum momento Vermes quer reabilitar a imagem do ditador. Pelo contrário, o que Ele está de volta busca é destronar as vacas sagradas, confrontando a mística social que sustenta essa aura grave do passado alemão.

 

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A História não ensina nada, a grande pedagogia da vida é uma lição vazia. O que se aprendeu com Dachau, Belsen e outros campos de concentração? Em qualquer dia, na África e em outros lugares, são cometidas mais atrocidades do que gostaríamos de admitir. Pior: com uma indiferença da nossa parte que pode ser lida quase como aprovação.

Demolir as questões “sérias” já é manter uma atitude mais humana diante delas – diferente da obediência automática travestida de respeito, digna de androides. O grande Kurt Tucholsky (alemão massacrado pelos nazistas) já escrevia que o motivo pelo qual algumas sociedades prezam tanto por valores caninos como fidelidade, é porque o cachorro defende com entusiasmo cretino a propriedade e a autoridade, que no final só servem à redução do cachorro ao que ele é: um animal doméstico, dócil, felizmente idiota.

Como muito bem se lê no livro de Vermes, só a irreverência realmente é capaz de desafiar esses deuses que selecionam tópicos e definem o que é e o que não é. O mundo precisa ser contestado, ironizado. Experimentado, ao invés de simplesmente vivido.

 

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Cura para gays e lésbicas

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No Velho Testamento não há nenhuma referência ao lesbianismo. Nenhuma. Existe, sim, contra o homossexualismo masculino. Mas David tinha um relação bem duvidosa com Jônatas, filho do rei Saul. Abandonou sua esposa Mical, também filha de Saul, para ficar com Jônatas.

Jesus jamais tocou neste tema. Jamais. Existe no Novo Testamento uma referência de São Paulo, que não foi apóstolo de Cristo, condenando o sexo anal, os homens que se comportam como mulher. Um citação que pode ser um acréscimo, uma adulteração, cuja autenticidade não está comprovada.

Quando o cristianismo se tornou religião oficial do Império Romano, teve início a perseguição das Marinas, dos Malafaias, dos Paulos Junior, dos Felicianos. A mesma de Hitler, que condenou os homossexuais a morrer nos campos de concentração. E também de Stalin, com suas prisões psiquiátricas.

Hitler e Stalin eram homens sem vícios. Hitler, possivelmente, teve casos com parceiros masculinos, e suas amantes eram invenções da propaganda de Goebeels. O mesmo aconteceu com Getúlio Vargas.

Stalin casou, tardiamente, e virgem. A mulher dele suicidou-se. Assim como aconteceu com quase todas as mulheres de Hitler.

Nos campos de concentração da Alemanha nazista, os homossexuais tinham os piores trabalhos e eram vistos como doentes e pervertidos até pelos demais confinados

Nos campos de concentração da Alemanha nazista, os homossexuais tinham os piores trabalhos e eram vistos como doentes e pervertidos até pelos demais confinados

Do meu livro inédito o Judeu Errante:

 

AS AMANTES DE HITLER

Humilhante aleijão
considerado segredo de estado
segou a vida das mulheres
que dormiram com o Senhor da Morte

Geli deu um tiro no coração
Renata caiu do décimo segundo andar
Suzy se enforcou
Unity desapareceu
Eva bebeu champanhe com cianeto
incinerando na sepultura
horrífico segredo

o homem perfeito
não possuía
o testículo esquerdo

Da História da Homossexualidade, transcrevo:

O primeiro texto de lei proibindo sem reservas a homossexualidade foi promulgado mais tarde, em 533, pelo imperador cristão Justiniano. Ele vinculou todas as relações homossexuais ao adultério – para o qual se previa a pena de morte. Mais tarde, em 538 e 544, outras leis obrigavam os homossexuais a arrepender-se de seus pecados e fazer penitência. O nascimento e a expansão do islamismo, a partir do século 7, junto com a força cristã, reforçaram a teoria do sexo para procriação.

Durante muito tempo, até meados do século 14, no entanto, embora a fé condenasse os prazeres da carne, na prática os costumes permaneciam os mesmos. A Igreja viu-se, a partir daí, diante de uma série de crises. Os católicos assistiram horrorizados à conversão ao protestantismo de diversas pessoas após a Reforma de Lutero. E, com o humanismo renascentista, os valores clássicos – e, assim, o gosto dos antigos pela forma masculina – voltaram à tona. Pintores, escritores, dramaturgos e poetas celebravam o amor entre homens. Além disso, entre a nobreza, que costumava ditar moda, a homossexualidade sempre correu solta. E, o mais importante, sem censura alguma – ficaram notórios os casos homossexuais de monarcas como o inglês Ricardo Coração de Leão (1157-1199).

No curto intervalo entre 1347 e 1351, a peste negra assolou a Europa e matou 25 milhões de pessoas. Como ninguém sabia a causa da doença, a especulação ultrapassava os limites da saúde pública e alcançava os costumes. O “pecado” em que viviam os homens passou a ser apontado como a causa dela e de diversas outras catástrofes, como fomes e guerras. Judeus, hereges e sodomitas tornaram-se a causa dos males da sociedade. Não havia outra solução a não ser a erradicação desses grupos. Medidas enérgicas foram tomadas. Em Florença, por exemplo, a sodomia foi proibida em 1432, com a criação dos Ufficiali di Notte (agentes da noite). O resultado? Setenta anos de perseguição aos homens que mantinham relações com outros. Entre 1432 e 1502, mais de 17 mil foram incriminados e 3 mil condenados por sodomia, numa população de 40 mil habitantes.

Leis duras foram estabelecidas em vários outros países europeus. Na Inglaterra, o século 19 começou com o enforcamento de vários cidadãos acusados de sodomia. E, entre 1800 e 1834, 80 homens foram mortos. Apenas em 1861 o país aboliu a pena de morte para os atos de sodomia, substituindo-a por uma pena de dez anos de trabalhos forçados.
Ciência maluca

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Outro tratamento nada usual foi destinado tanto à homossexualidade quanto à ninfomania feminina: a lobotomia. Desenvolvida pelo neurocirurgião português António Egas Moniz, que chegou a ganhar o prêmio Nobel de Medicina de 1949 por isso, ela consistia em uma técnica cirúrgica que cortava um pedaço do cérebro dos doentes psiquiátricos, mais precisamente nervos do córtex pré-frontal. Na Suécia, 3 mil gays foram lobotomizados. Na Dinamarca, 3500 – a última cirurgia foi em 1981. Nos Estados Unidos, cidadãos portadores de “disfunções sexuais” lobotomizados chegaram às dezenas de milhares. O tratamento médico era empregado porque a homossexualidade passou a ser vista como uma doença, uma espécie de defeito genético.

A preocupação científica com os gays começou no século 19. A expressão “homossexual” foi criada em 1848, pelo psicólogo alemão Karoly Maria Benkert. Sua definição para o termo: “Além do impulso sexual normal dos homens e das mulheres, a natureza, do seu modo soberano, dotou à nascença certos indivíduos masculinos e femininos do impulso homossexual(…). Esse impulso cria de antemão uma aversão direta ao sexo oposto”.

 

Aroeira

Aroeira

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Já disse Hitler: “Quem se lembra do genocídio dos armênios?”

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por Advogados Ativistas

 

Hitler, ao minimizar o Holocausto, dissera – “Quem se lembra do genocídio dos armênios?”. O sarcasmo da frase não consistia em negar as atrocidades, mas sim o quanto se tornam inexpressivas quando caem no esquecimento. Há 99 anos atrás, ocorreu o Domingo Vermelho, quando o Império Otomano assassinou centenas de líderes do povo armênio.

O dia ficou historicamente relembrado como data inicial de um dos maiores genocídios da história. Estima-se em um milhão e quinhentos mil mortos, de todas as formas – fuzilamentos, câmaras de gás, e as “Marchas da Morte”, que eram deportações em massa promovidas pelo Império Otomano (hoje Turquia) de armênios sem qualquer mantimento mínimo para sobrevivência.

A prática imperial foi inteira voltada para a prática do extermínio populacional e cultural. Atualmente, na contramão da ampla maioria dos historiadores, o Governo da Turquia nega a existência do genocídio, dizendo que o número de mortos é exagerado, bem como não era em decorrência de uma política de Estado.

Inclusive, apesar de quarenta e dois países ao redor do mundo reconhecerem o genocídio – tais como Alemanha, Argentina, França e o Vaticano – o Brasil, ao lado dos EUA, não o reconhece, temendo atritos políticos e diplomáticos com a Turquia.

Além do inimaginável desrespeito aos mortos e à extensa comunidade armênia no país, a postura brasileira de negar o extermínio faz coro a Hitler, quando ironizara tragédias, minimizando-as. Incentiva a falta de reflexão sobre o massacre, verdadeira página sombria na história mundial.

Mónica Ertl, “a mulher que vingou Che Guevara”

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Jurgen Schreiber é um jornalista alemão, de reconhecido prestígio como repórter investigativo, que publicou recentemente a biografia de uma compatriota sua, Mónika Ertl. Quem vê o título do livro “A mulher que vingou Che Guevara” pode até pensar que é uma obra de ficção, mas o relato narra uma história da vida real, ainda que desconhecida.

Mônica é filha de um dos grandes propagandistas do nazismo, Hans Ertl, que por muito tempo foi conhecido como o “fotógrafo de Hitler”. Ela nasceu em Munique, em 1937, mas nos anos 50 foi viver na Bolívia, para onde seu pai havia fugido depois da queda do Terceiro Reich. Criou-se num círculo fechado de racismo e violência, no qual brilhavam o seu pai e outro sinistro personagem a quem ela chamava de “tio”, e que não era outro senão Klaus Barbie, “o carniceiro de Lyon”.

Essa jovem e bela alemã cresceu nesse ambiente, dedicando-se a mesma profissão do seu pai: era fotógrafa e camarógrafa. Mas, tudo mudou no final dos anos 60, quando tomou conhecimento da proposta de Che Guevara naquele país, e acompanhou todo o episódio de sua morte na selva boliviana. O assassinato do guerrilheiro argentino provocou um rompimento de Mônica com suas raízes e num giro de 360 graus ela acabou militando nas fileiras do Exército de Libertação Nacional, o grupo guerrilheiro formado pelo próprio Che. Depois de viver na Alemanha ela acabou voltando para La Paz onde conheceu e se apaixonou por Osvaldo Peredo, irmão do então líder do ELN, que também era militante.

Pois é ela que, em 1971, cruza o Atlântico, volta para a terra natal, Alemanha, e lá, na cidade de Hamburgo, executa pessoalmente, com três tiros de uma pistola Colt 38, o cônsul boliviano daquela cidade. E quem era esse cônsul? Nada menos do que o coronel Roberto Quintanilla, o homem responsável pelo ultraje final a Guevara: a amputação de suas mão. Ela havia percorrido mais de 20 mil quilômetros, desde a cordilheira dos andes até Hamburgo para justiçar o militar.

Assim narra Jurgen, aquele dia especial. “Hamburgo, Alemanha, eram nove e quarenta da manhã do dia primeiro de abril de 1971. Uma bela e elegante mulher, de profundos olhos cor de céu entra no escritório do cônsul da Bolívia e espera pacientemente ser atendida. Enquanto aguarda, olha indiferente os quadros que adornam as paredes. Roberto Quintanilla, cônsul boliviano, vestido elegantemente com um traje de lã escuro, aparece e a cumprimenta, bastante impactado pela beleza da mulher que diz ser australiana e que há poucos dias havia pedido uma entrevista. Por um instante fugaz, ambos se encontram frente a frente. A vingança então aparece encarnada no rosto feminino e atrativo. A mulher, de beleza exuberante, o olha fixamente nos olhos e sem dizer palavra extrai um revólver e dispara três vezes. Não houve resistência, nem luta. Os impactos deram na parede. Na fuga, ela deixou para trás a peruca, o Colt 38 e um pedaço de papel no qual se lia “Vitória ou morte. ELN”.

Depois de matar Quintanilla, Mônica foi alvo de uma feroz caçada pelas forças de segurança bolivianas, que atravessou países e mares, e só terminou quando a jovem finalmente caiu morta em uma emboscada montada justamente pelo seu “tio”, o sanguinário Barbie, no dia 12 de maio de 1973, em La Paz. Mônica tinha 32 anos e seu corpo nunca foi encontrado.

Essa história incrível e aventurosa é contada pelo jornalista Jürgen Schreiberm, e faz parte da história de nuestra América. Monica Ertl. Presente! Fonte: Contrainjerencia/ pastagem Gilson Sampaio

Vídeo inspirado na obra de Jurgen Schreiber

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Jurgen Schreiber, un periodista alemán de reconocido prestigio como reportero investigativo que ha escrito para las más prestigiosas publicaciones de su país publicó recientemente una biografía de su compatriota Mónika Ertl. Por el título del libro “La mujer que vengó al Che Guevara” pudiera hacer pensar que se trata de una obra de ficción pero sin embargo en el relato se cuenta una historia de la vida real.

Hija de uno de los grandes propagandistas del nazismo (Hans Ertl, por mucho tiempo se lo conoció como “el fotógrafo de Hitler”), Mónika terminó en Bolivia cuando el Tercer Reich se derrumbó y los jerarcas
huyeron a los refugios más lejanos del planeta. Se crió en un círculo tan cerrado como racista, en el que brillaban su padre y otro siniestro personaje al que ella llamaba “tío”: Klaus Barbie, “el
Carnicero de Lyon”.

Pero la joven y bella alemana creció y todo cambió en el final de los años sesenta. Y la muerte de Ernesto Guevara en la selva boliviana significó el empujón final: rompió con sus raíces y en un giro
copernicano terminó militando en las filas del Ejército de Liberación Nacional, el grupo guerrillero creado por el mismísimo Che. En 1971, cruza el Atlántico, vuelve a su Alemania natal, y en Hamburgo ejecuta personalmente al cónsul boliviano en esa ciudad. ¿Quién era?

Nada menos que el coronel Roberto Quintanilla, el responsable del ultraje final a Guevara: la amputación de sus manos. Allí comenzó una cacería que atravesó países y mares, y que sólo encontró su fin cuando
Monika cayó muerta en una emboscada que, según algunas fuentes, letendió su “tío”, el sanguinario Barbie.

Una historia increíble que parece, pero no es ficción. Una gran investigación de Jürgen Schreiber, uno de los más premiados periodistas alemanes de la actualidad. Sin embargo ninguno de sus reportajes periodísticos se ha publicado en idioma inglés. Su biografía de Mónika Ertl se publicó en italiano y hasta ahora no hay una traducción completa de la obra en español.

El 12 de en mayo de 1973 Ertl fue ejecutada por las fuerzas de seguridad Bolivianas.

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Monika Ertl è la ragazza che vendicò Ernesto Che Guevara. Figlia di un tedesco compromesso col nazismo, trasferitasi in Bolivia per seguire il padre, nel 1969 all’età di 32 anni, Monika abbandona la famiglia per unirsi ai guerriglieri boliviani diventando l’amante del loro capo, Inti Peredo, il successore del Che. Solo tre anni più tardi, nel 1971, Monika decide di uccidere l’ ufficiale dei servizi segreti boliviani Roberto Quintanilla, l’uomo che aveva coordinato le azioni per uccidere Che Guevara e Inti Peredo.
Monika, avendo giurato vendetta per questi assassini decide di agire.

Vola al Consolato Boliviano di Amburgo, dove Quintanillia era stato messo al sicuro, e gli stampa una V in petto con tre colpi di pistola. I colpi partono da una Colt Cobra registrata a nome di Giangiacomo Feltrinelli. Due anni più tardi, nel 1973, in un’ inarrestabile nemesi Monika cadrà poi a sua volta vittima di un’imboscata. In Monika la richiesta di amore e giustizia, venendo negata, si trasforma in un sentimento di odio che sfocia in una violenta umanità che non può più fermarsi.

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Libre te quiero

por Juan José Télez

 

 

 

 

En estos días en los que tanto muere también lo hizo Agustín García Calvo: libre te quiero, escribió durante media vida sin que se supiera a ciencia cierta si se refería a un amor o a un pueblo, o a ambos al mismo tiempo, o a uno y a otro indistintamente. Y también, bajo los últimos almanaques, viajó hacia el cielo autogestionario de los anarquistas Juan Pérez Silva, el hijo de María La Libertaria; la única superviviente de la choza del Seisdedos, en la Casas Viejas de la Segunda República, del ni muertos ni herido, los tiros a la barriga, y una de las intrépidas mujeres asesinadas por el fascismo durante las primeras horas de su larga noche.

Ambos buscaron largamente algo: una madre muerta y cuyo cadáver sigue en paradero desconocido, o una icaria en donde no existan necesariamente las pesadillas. Ya se sabe que las grandes depresiones económicas, históricamente, han reforzado los totalitarismos y le han cortado las alas al movimiento libertario. La revolución española no fue posible a finales de los años 30, bajo las sombras tenebrosas y la artillería graneada de Adolf Hitler, de Benito Mussolini o de Francisco Franco, aunque también bajo la tiranía temible con que Jose Stalin aparentó proseguir con la utopía leninista. Así que, aquí y ahora, ¿dónde irán a parar en estos días las banderas rojinegras?

Las encuestas aseguran que cada vez hay más ciudadanos desafectos con respecto al actual sistema de partidos. Sin embargo, ¿supone todo ello una afiliación masiva a la CNT o a la CGT, las dos centrales que se disputan la herencia del anarcosindicalismo español? Me juego las lentes oscuras de Fermín Salvochea a que no. Más allá de la reivindicación asamblearia que en gran medida encarna el 15-M, el compromiso anarquista al que nos condujeron similares circunstancias del pasado se reduce hoy a una acracia pija que lo que más que llega es a simpatizar con Rosa Díez o a poner rumbo hacia un nihilismo peligroso del que no participan curiosamente los electores de la derecha.

Así que no me extraña que Agustín García Calvo la espiche y las campanas del alma intrasplantable tañan con música de Amancio Prada o de Chicho Sánchez Ferlosio. O que Juan Pérez prosiga quizá como un alma en pena buscando a una madre tan desaparecida de la actualidad de hoy como la condena efectiva del franquismo y la sombra del Valle de los Caídos que sigue pesando como una lápida sobre el corazón de todos los demócratas españoles. Ellos no querían libres, ¿y qué es lo que somos? Los esclavos de las troikas sin perestroika, desbancados por la banca, que votamos a Guatepeor por escapar de Guatemala y que además de una mayoría absoluta sufrimos una mayoría absolutista. Los que vamos a tolerar que nos privaticen hasta la reválida, los que creemos que huelgan las huelgas porque nos salen demasiado caras o aceptamos que nos echen el cierre a los espacios públicos usando cobardemente para ello la muerte de tres chicas que nunca debieron morir.

España da miedo y no es por Halloween. Emprendemos –rojigualdos, jacobinos o periféricos– una guerra de banderas en vez de abanderarnos todos por la explosión incontrolada de lo público a favor de pelotazos particulares, desde la reforma de la Ley de Costas a que paguemos a pachas las costas de la deuda financiera y de la burbuja inmobiliaria.

Que al que dio la Sibila sus dones últimos –parecen decirnos ambos– cante la podredumbre del Progreso. Agustín García Calvo y Juan Pérez Silva quizá no se conocieron nunca. Pero sabían perfectamente que ganase Obama o ganase Romney, para los apaches siempre saldrá ganando el Séptimo de Caballería. Que lo que importa no es necesariamente el euro o la peseta, sino como se reparten las monedas. Que no interesa tanto el sistema de producción sino quien es el propietario de sus medios.

Por eso decidieron morir por sus ideas como quería Georges Brassens, lentamente, de muerte natural. Ahora, junto o por separado, le estarán gritando ni Dios ni amo a los caciques de la otra vida. Pues si es que existe un más allá, seguro que los déspotas seguirán controlando el cotarro con un batallón de arcángeles antidisturbios; aunque de vez en cuando alguien les amargue queriéndonos libres. Como pájaro que vuela de peña en peña.

A contabilidade destrói a moral

Gonçalo M. Tavares lembrou que a contabilidade nasceu com os armazenistas, que contabilizavam os produtos armazenados. «Isto significa que só começamos a contar quando guardamos», disse. «O ser humano só começou a contar quando sentiu a necessidade de guardar a memória. As narrativas são uma espécie de armazém mundial».

Lembrou-se do oposto de contar: descontar. E ficou contente. «É contar ao contrário, inverter a ordem normal da contagem. Podia haver outra categoria literária, os descontos». «As Memórias Póstumas de Brás Cubas seriam um desconto».

Mas nem tudo é poesia. «O problema da contabilidade é que é potencialmente perigosa e violenta», advertiu o escritor, que aproveitou para ler parte de um discurso de Hitler, em que este lembrava que os alunos com problemas mentais ou cegueira custam muito mais ao Estado do que um aluno dito normal. «O perigo da contabilidade é esse: quando há pouco dinheiro a contabilidade é aquilo que vai potencialmente eliminar os danos morais». «A pena de morte sai mais barata que a prisão» disse, lembrando que um preso tem custos para o Estado relacionados com a alimentação, a alimentação, a electricidade. «Se entrarmos num mundo contabilístico, os valores morais vão desaparecer». Gonçalo M. Tavares deixou, ainda, um último aviso: «Ninguém nos vai cortar a cabeça já hoje. É degrau a degrau que o mundo contabilístico vai destruir a moral. E aquilo que considerávamos direitos humanos inalienáveis, passados dez anos, vão passar a ser prescindíveis. A moral sai muito mais cara».

Berlim. Carreata contra o racismo do partido nazista NPD

Uma manifestação contra o RACISMO foi realizada hoje, sábado, 03.12, de forma criativa em Berlim: uma carreata, que segundo a polícia, contou com cerca de 160 veículos, enquanto os organizadores falaram de um comboio de vários quilómetros de comprimento.

Após iniciar-se em Kreuzberg, o percurso foi em direção à Agência Federal do NPD (Partido Nacional Democrático da Alemanha – Partido Neonazista) em Köpenick e, depois, para o Ministério Federal do Interior, em Moabit, onde aconteceram declarações contra o Racismo, a violência da extrema direita, contra a violência policial e do estado, e a firme exigência de proibição definitiva do NPD na Alemanha. O corso terminou no Bundestag (Parlamento).

O evento foi organizado pela União Turca em Berlim-Brandenburg (Berlin-Brandenburg Türkiye Toplumu, TBB).

Segundo a nota distribuida pela organização: “Nosso objetivo é estabelecer uma conexão entre responsabilidade política e racismo. O NPD é o centro do racismo organizado e, também, é financiado com dinheiro do Estado. Fazemos um apelo para a proibição deste partido racista. E nos perguntamos: Quem controla quem? NPD racista do estado ou NPD Estado? Nós não esperamos a solidariedade. Nós pensamos que o trabalho anti-racista é responsabilidade de todos os povos. Queremos a sua participação”.

Como não poderia deixar de ser, estamos apoiando integralmente todas essas movimentações anti-racistas e anti-nazistas que estão acontecendo em Berlin.
Ras Adauto/SOS Rassismus Berlin Kreuzberg