A polícia prolonga o terror militar na democracia

Morreu o filósofo argentino León Rozitchner. O que ele pensava é do desconhecimento da grande imprensa brasileira.

Tenho insistido no termo ditadura econômica. Pela persistência da mesma política imposta por Roberto Campos e Delfim Neto, escudada em uma justiça absolutista, e em uma polícia chamada de governo paralelo.

Para León Rozitchner: Ahora entre nosotros ya no es más necesario el poder militar, basta con la policía que prolonga el terror militar en la democracia (…).

Mirá, yo pienso que hay que

pensar la política desde la guerra

En la guerra hay una situación extrema, una situación límite, donde lo que consigue -y así se define la guerra-, es el dominio de la voluntad del hombre. Evidentemente, el que lleva la guerra adelante no querría matar a la población, lo que quiere simplemente es que se someta, no querría que la población resista, si entregan los bienes pueden seguir subsistiendo como población, de manera tal que el dominio de la voluntad tiene múltiples formas. Una de las formas de dominar la voluntad de aquél que se resiste a ser dominado es la guerra. Cuando aparece este extremo límite que es la guerra, la definición de política o de guerra adquiere un tinte diferente.

También en la democracia lo que se persigue es el dominio de la voluntad de los demás por otros medios, por medios económicos, así como el dominio de la voluntad también se ejerce a partir de lo religioso. El temor al más allá, el sentimiento de culpa, de identificación con el crucificado hace que el temor también te penetre. Quiere decir que en cada uno de los campos en los que vivimos, fundamentalmente la economía, los militares y la iglesia señalan tres formas de dominar la voluntad, de acceder al dominio de la voluntad.

Y ahora encontramos otra: la televisión. Los medios de comunicación se han convertido en los grandes dominadores de la voluntad ajena a través de formas muy sutiles o muy torpes también pero, al mismo tiempo, muy efectivas. Son aquellas figuras que se ejercen para imbecilizar a la gente a través de lo que se trasmite cotidianamente.

De Mariana Valle

Às vezes, é preciso esvaziar espaços,
pra ocupar com outros braços
os abraços que queremos dar.

Noutras vezes, só nos falta ar
pra respirar com calma,
pra limpar a alma de mágoas,
se desafogar das turbulentas águas
e suas ondas de lamentos.

O vento não leva embora nada.
O tempo não é remédio.
Que tédio esse clichê!
É você que tem que fazer.

É sua mente quem procura
a cura pro coração.
É a cor da ação, o tom,
o “não” e o “sim”
que você começa a pronunciar
em nome do fim,
do que se deve mudar.

Às vezes, é só deixar pra lá.
E noutras, trazer pra cá,
pra dentro.

Às vezes as vozes não mentem,
mas é só sua voz que importa.
É preciso trancar a porta
e as janelas
e ficar em silêncio,
pra se escutar.


Com este poema Mariana Valle se fez poeta. Encontrou seu estilo. Único. Exclusivo.

Este poema é completo.
Pode ser piegas. De amor-desamor. Leia de novo.

Um poema de auto-ajuda. Com suas lições de como escapar dos perigos do ramerrão. Das ciladas do inimigo. Que é você.

Este mundo cheio de livros religiosos, e de psicologia, ensinando como se deve viver, e ninguém aprende. Leia de novo.

Um poema que vai além do corpo. Da alma. Um poema filosófico. Leia de novo.

A poesia é tudo. Que os poetas sabem a linguagem dos anjos. Um poema é belo quando espelha a alma de quem ler. Quando o leitor sente o êxtase da possessão. Acordados todos os sentidos.

Sinta a incorporação. Neste mundo de zumbis, de fantoches, de marionetes, de teleguiados, de controle remoto, sinta o próprio corpo. Descobre tua alma. Valle! se você avista no espelho o semblante de Mariana.