Oxi, Oxi, Oxi!

FMI e UE estão determinados a manter o Sul da Europa sob o saque de uma finança desregulada, que tem como objetivo engolir todos os bens públicos e a fazer retroceder as políticas sociais e laborais ao séc. XIX.

grécia oxi nazista 1
po João Camargo


O referendo de 5 de julho na Grécia é decisivo para a Europa. O povo grego deverá decidir o que lhe diz diretamente respeito: as medidas concretas que determinarão o seu futuro individual e coletivo. Há décadas que na Europa os povos raramente são chamados a participar em assuntos importantes e têm a possibilidade de dizer não aos caminhos anti-populares, anti-sociais e autoritários. Que digam aquilo que tantos dizemos por essa Europa fora: Não!

É difícil para burocratas e políticos do “status quo” aceitar que um povo seja chamado a pronunciar-se e a decidir. Os gregos podem até ceder à chantagem da política de medo e ameaças de expulsão do Euro e da União Europeia, mas nem por isso a decisão de convocar o referendo, neste momento, deixará de ser histórica.

O Governo Syriza foi eleito com um programa eleitoral ambicioso que atirava para a superação das dificuldades. Foi ambição demais propor uma política anti-austeridade, que permitisse que o país se pusesse de pé numa União Europeia e numa moeda única que parecem servir o objetivo único de fazer a riqueza fluir no sentido do centro da Europa. As negociações entre a Grécia e a troika deixaram tudo claro: FMI e UE não deixarão que o país funcione e estão determinados a manter o Sul da Europa sob o saque de uma finança desregulada, que tem como objetivo engolir todos os bens públicos e a fazer retroceder as políticas sociais e laborais ao séc. XIX.

Perante o impasse de ter que aceitar uma política de austeridade contrária ao seu programa eleitoral ou arriscar ser expulso da União Europeia e do euro (que não fez parte do seu programa), os ministros do Syriza convocaram um referendo que lhes permite esclarecer inequivocamente qual a decisão do povo. É complicado para Passos Coelho, Rajoy, Renzi, Lagarde, Draghi ou Juncker pensar que uma decisão tão importante possa ser tomada pelas gregas e pelos gregos e não por si mesmos, entre cafés, conversas de corredores e conferências de imprensa em que são estrelas e decisores absolutos.

A história dos referendos
A história dos referendos na construção europeia revela o seu desrespeito pela decisão popular: em 1992 a Dinamarca referendou o Tratado de Maastricht, que foi rejeitado. Em 1993 foi re-referendado e ganhou o sim, levando a motins. O Tratado Constitucional foi referendado e chumbado na França e na Holanda em 2005, e na Irlanda em 2008. A Irlanda repetiu o referendo até ser aprovado. A UE não aceita a voz popular e, por isso, é que já começou o grande ataque à Grécia, recusando a extensão do programa até dia 5, tentando impor uma decisão antes que o povo se pronuncie.

Muitos dirão que o que devia estar na pergunta do referendo é a saída do euro, da UE e as dificuldades pela frente. Mas a alternativa é a permanência no euro, na UE e a contínua degradação social, coletiva e individual de um país e a recusa total da decisão democrática. Mas estes foram os termos decididos pela troika. Trabalhadores, precárias, desempregados, pensionistas, os credores da crise europeia, que pagaram o resgate da finança e da banca e que se transformou em dívida pública, deviam ser chamados a pronunciar-se em toda a Europa sobre a austeridade e o futuro de miséria que é imposto para, em conjunto com o povo grego, poderem dizer: Oxi! Oxi! Oxi!

Aprendamos a dançar sem medo

por Tiago Mota Saraiva

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109 mil soldados para uma população de 10 milhões de habitantes. 10 militares por mil habitantes. É o país com o rácio mais alto da Europa (França tem 3,5, Espanha 2,5, Portugal 3,1). Nos últimos dez anos, 4% do PIB foi gasto na defesa, o dobro do que a NATO, sempre empenhada em pressionar aumentos orçamentais nesta área, recomenda. Dos países da NATO, somente os EUA gastam mais em percentagem do PIB. Neste mesmo tempo histórico, este país importou equipamento militar no valor de 12 mil milhões de euros. Entre 2005 e 2009 foi o quinto maior importador de armas do mundo. Nas suas fileiras conta com 1620 blindados, mais do que Alemanha, França e Itália juntas.

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Este país é a Grécia e estes números foram revelados esta semana pelo “Público” espanhol. Mas há mais um dado particularmente relevante. Grande parte da despesa grega em armamento foi realizada com a Alemanha e França, 4 mil milhões e 3 mil milhões, respectivamente. Segundo o “Guardian”, em 2012, as vendas de armamento para a Grécia representavam 15% do total de exportações alemãs nestas áreas. Yorgos Papandréu, assessor do primeiro-ministro grego entre 2009 e 2011, declarou que ninguém lhes dizia para comprar armas, mas que a UE ficava sempre mais solícita se o fizessem.

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O actual braço-de-ferro entre os donos disto tudo e a Grécia não é apenas decisivo para o povo grego. Se a Grécia claudica e aceita o acordo que a pretende vergar e castigar por ameaçar levantar a cabeça, perdemos todos. Se o povo grego rejeitar o acordo, abre-se uma frente que terá de ter correspondência, em Portugal, muito além dos ineficazes manifestos de militante solidariedade. Depois da Grécia, estamos na linha da frente deste plano de extorsão e empobrecimento. Passará por todos nós a decisão de continuar de cabeça baixa à espera dos novos cortes nas pensões/ordenados e aumentos do IVA, ou ganhar coragem e perder o medo.
Não há saídas fáceis. Todos os caminhos de fuga estão armadilhados, mas quanto mais nos deixarmos afundar neste buraco, mais dura será a saída.

(publicado ontem no jornal i)

[Apenas a Polícia Militar de São Paulo, um dos maiores exército do mundo, possui um efetivo de cem mil soldados]

 

Pétition. Non à l’austérité! Oui à la démocratie!

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L’Europe est à la croisée des chemins. La Troïka ne cherche pas seulement à détruire la Grèce, elle s’en prend à nous tou.te.s. Il est grand temps de nous dresser contre le chantage des élites européennes. Dimanche prochain, le peuple grec a la possibilité de refuser l’austérité, et de choisir la voie de la dignité, dans l’espoir d’une autre Europe. En ce moment historique, chacun de nous doit prendre position.

Pour nous : C’est NON à l’austérité, à la réduction des pensions de retraites et à l’augmentation de la TVA, C’est NON à la pauvreté et aux privilèges C’est NON au chantage et au démantèlement des droits sociaux C’est NON à la peur et à la destruction de la démocratie.

Pour nous, c’est OUI à la dignité, à la souveraineté, à la démocratie, et à la solidarité avec les citoyen.ne.s grecs.

Il ne s’agit pas d’une histoire entre la Grèce et l’Europe, mais de deux visions de l’Europe : la nôtre, celle de la démocratie et de la solidarité, une Europe des peuples , sans frontières. Et la leur :
celle du refus de la justice sociale et climatique, qui piétine la démocratie, qui s’attaque à la protection des plus vulnérables, et s’oppose à la taxation des riches.

Basta, Y’en a marre ! Une autre Europe est possible ! Signer la pétition

Políticas de ajuste, préstamos condicionados y memorándum comunitarios se constituyen como armaduras jurídicas que obligan a los Estados a cometer actos ilícitos

Las responsabilidades del Banco Mundial, el FMI, la Comisión Europea y el BCE

crise futuro indignados

por Juan Hernández Zubizarreta y Pedro Ramiro*

Las políticas de las instituciones internacionales económico-financieras han provocado impactos muy importantes sobre los derechos de las mayorías sociales. Y es que, a lo largo del planeta, los programas de ajuste estructural del Banco Mundial y el Fondo Monetario Internacional (FMI) han vulnerado los derechos humanos de manera sistemática. Así, después de varias décadas de reformas neoliberales, las condiciones sociales y ecológicas de los países afectados son demoledoras: el derecho a la educación, a la salud, a la alimentación, a la vivienda, al empleo y al medio ambiente se encuentran en peor situación que al inicio de su aplicación. Además, el Derecho Internacional de los Derechos Humanos y las normas constitucionales también se han visto modificadas.

La pérdida de competencias estatales, la expansión y consolidación de las empresas transnacionales, la creación de una red formal e informal de normas y prácticas jurídico-económicas de organismos multilaterales como el FMI y el Banco Mundial han servido para establecer una lex mercatoria de gran fortaleza jurídica, convirtiendo a las grandes corporaciones en agentes claves de la economía mundial y del capitalismo global. Y las multinacionales han sido las principales beneficiarias de las políticas diseñadas por estas organizaciones internacionales, que han actuado contra los intereses de los pueblos y de las personas.

La extinta Troika —compuesta por la Comisión Europea, el Banco Central Europeo (BCE) y el FMI— ha aprobado planes de ajuste vinculados a medidas de austeridad que han destruido la vida de miles de personas y han generado auténticas crisis humanitarias. El caso de Grecia es paradigmático: aumento de la pobreza y del número de familias sin hogar; desmantelamiento de las estructuras de salud pública y mercantilización de la misma, provocando la disminución de la esperanza de vida en dos años, tres millones de personas sin cobertura de seguridad social, miles de mujeres sin derecho a la prevención de cánceres de mama y la eliminación de la salud reproductiva; aumento de la mortalidad de los recién nacidos y ausencia de vacunas para quien no puede pagarlas; incremento de la cifra de suicidios; empobrecimiento generalizado de la población…

Ante estos hechos —avalados por informes de organizaciones no gubernamentales, relatores de Naciones Unidas y diferentes comités sobre los pactos internacional de derechos humanos—, ¿qué responsabilidad tienen las instituciones mencionadas? Entendiendo que el debate no debe, en ningún caso, centrarse exclusivamente en los deberes del Estado, defendemos que estas organizaciones económico-financieras también tienen responsabilidades internacionales, pese a los intentos de blindarlas en la más absoluta impunidad.

Dicha responsabilidad se articula en torno al Derecho Internacional de los Derechos Humanos que se vertebra sobre la Declaración Universal de los Derechos Humanos, junto con el Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos, el Pacto Internacional de Derechos Económicos, Sociales y Culturales (DESC) y sus Protocolos Facultativos —que forman la Carta Internacional de Derechos Humanos—, así como sobre las declaraciones, directrices, observaciones y principios adoptados en el plano internacional.

El sistema de fuentes del Derecho Internacional viene recogido en el artículo 38 del Estatuto de la Corte Internacional de Justicia y está constituido por las convenciones internacionales —generales o particulares—, la costumbre internacional, los principios generales del Derecho reconocidos por los sistemas jurídicos del mundo, en tanto fuentes principales y creadoras de las normas jurídicas, y las decisiones judiciales y las doctrinas de los juristas de mayor competencia, en tanto fuentes auxiliares y de interpretación de las normas existentes. En Derecho Internacional la costumbre tiene el mismo valor jurídico que los tratados internacionales y el derecho consuetudinario está en vigor y es obligatorio. La Carta Internacional de Derechos Humanos forma parte del mismo y es una norma imperativa —o de ius cogens— que encarna y protege intereses esenciales de la comunidad internacional.

De ahí que el Banco Mundial, el FMI, la Comisión Europea y el BCE tengan la obligación de respetar las normas internacionales sobre los derechos humanos. Como personas jurídicas, las instituciones internacionales económico-financieras deben ser jurídicamente responsables, así como los integrantes de los órganos que tomen sus decisiones, por las violaciones que cometan o ayuden a cometer —por acción u omisión— de los derechos civiles, políticos, sociales, económicos, culturales y medioambientales.

La responsabilidad de estas organizaciones internacionales se regula de manera específica en el Tratado del Espacio de 1976 —ratificado por más de cien Estados— y en el proyecto que la Comisión de Derecho Internacional presentó en 2011 ante la Asamblea General de la ONU. “Una organización internacional incurre en responsabilidad internacional”, se dice en este último, “adoptando una decisión que obliga a Estados miembros a cometer un hecho que sería internacionalmente ilícito”, o bien, “autorizando a Estados miembros a cometer un hecho que sería internacionalmente ilícito”. En este sentido, las políticas de ajuste, los préstamos condicionados y los memorándum comunitarios se constituyen como armaduras jurídicas que obligan a los Estados a cometer actos ilícitos. Y sus responsables son el Banco Mundial, el FMI, la Comisión y el Banco Central Europeo.

Junto a ello, la violación de una norma internacional y la atribución de dicha conducta ilícita a una organización internacional da lugar a las correspondientes responsabilidades civiles y penales, lo que a su vez conlleva diferentes formas de reparación: la restitución, la indemnización y la satisfacción. Como afirma Javier Echaide, jurista y miembro de ATTAC Argentina, “una forma posible de esta restitución podría ser que los organismos que impulsan el ingreso y egreso irrestrictos de capitales sin regulación y amparados por los Tratados Bilaterales de Inversiones, o las oleadas privatizadoras a condición del otorgamiento de préstamos, debieran financiar los posibles costos de una desprivatización, es decir, retrotraer el estado de cosas al momento en que comenzaron los hechos causales que terminaron en una violación de los derechos humanos”.

Las instituciones económico-financieras no escapan a esta tipificación y, por tanto, deben responder por los daños causados. Es decir, tienen la obligación de restituir e indemnizar a los pueblos afectados por sus políticas, contrarias al sistema internacional de derechos humanos.

Existe, al mismo tiempo, una manifiesta responsabilidad penal de estas instituciones. Por eso pensamos que, en esta dirección, resulta urgente aprobar la tipificación de crímenes económicos internacionales: las prácticas de las instituciones internacionales económico-financieras —y de las personas físicas responsables de ellas— que cometan actos o actúen como cómplices, colaboradores, instigadores, inductores o encubridores y que violen gravemente los derechos civiles, políticos, sociales, económicos, culturales y medioambientales pueden ser tipificadas como crímenes internacionales de carácter económico; el elemento internacional se configura cuando la conducta delictiva afecta a los intereses de la seguridad colectiva de la comunidad internacional o vulnera bienes jurídicos reconocidos como fundamentales por esta.

En este mismo momento, no obstante, algunas de las políticas aprobadas por las instituciones económico-financieras —incluidas las que componían la Troika— pueden ser consideradas como crímenes contra la humanidad tipificados en el Estatuto de la Corte Penal Internacional. Ya existen indicios, pruebas y base normativa suficiente para demandar a las personas físicas responsables —los miembros del Consejo Europeo, los presidentes y primeros ministros de la UE y el presidente de la Comisión, del consejo de administración del FMI, del Banco Mundial y del consejo de gobierno del BCE— ante la Corte Penal Internacional.

Como puede verse, son diversas las alternativas existentes para exigir responsabilidades civiles y penales a las instituciones internacionales económico-financieras y a sus máximos responsables. Lo que no es admisible es que planes tan destructivos como los que han venido impulsando puedan quedar impunes. Porque, al fin y al cabo, sus políticas económicas son verdaderos crímenes internacionales.

povo pobre consumismo rico governo cortes

Tsipras y Varufakis asisten al Eurogrupo con el apoyo de 300 economistas

Trescientos economistas y académicos de todos los continentes, desde James Galbraith a Stephany Griffith- Jones, desde Jacques Sapir a Dominique Meda, llaman a los gobiernos europeos y las instituciones internacionales a “respetar la decisión del pueblo griego“ y a “iniciar negociaciones de buena fe con el nuevo gobierno griego para resolver la cuestión de la deuda“.

Un llamamiento especialmente oportuno recordar en el día de hoy.

En efecto, el manifiesto de los académicos y economistas parece especialmente oportuno hoy, 11 de febrero, cuando los ministros de Economía y Finanzas de los diecinueve países de la zona del euro se reunirán esta tarde de forma extraordinaria, con el fin de abordar la situación en Grecia.

Será la primera vez que asista el nuevo ministro heleno de Finanzas, Yanis Varufakis, quien ya se ha reunido con distintos resultados (en Alemania, pésimo) con algunos de sus homólogos en una “gira europea” que ha dado grandes titulares. Cuenta con el apoyo del pueblo griego pero también con los 300 economistas de todo el mundo solidarios con Grecia y partidarios de una Europa en la que traten por igual a todos los pueblos y se aseguren los derechos humanos y los servicios básicos para las personas.

Leemos en El Confidencial que seguramente la reunión del Eurogrupo tendrá continuidad mañana jueves en el Consejo Europeo en el que Merkel y Tsipras se verán las caras. Y valora que, “siendo fieles a la tradición europea, todo indica que el acuerdo apurará unos plazos que tienen como fecha límite el 28 de febrero, que es cuando expira la prórroga del segundo rescate que la troika otorgó a Grecia.”

La canciller alemana, Angela Merkel

La canciller alemana, Angela Merkel

Así, pues, un nuevo “dia D” puede haber empezado en Europa. Y ojalá se impongan los razonamientos de los 300 economistas y de toda la gente sensata, demócrata y realmente partidaria de una Europa en la que se respete la democracia incluida, naturalmente, la que se expresa en los procesos electorales tan meridianamente claros y transparentes como el que en Grecia dió la victoria a Syriza.

El ministro de Finanzas de Grecia, Yanis Varufakis

El ministro de Finanzas de Grecia, Yanis Varufakis

Manifiesto de los 300 economistas

Estamos con Grecia y Europa…
“Hacemos un llamado a los gobiernos de Europa, la Comisión Europea, el Banco Central Europeo y el FMI a respetar la decisión del pueblo griego a elegir un nuevo camino y entrar en negociaciones de buena fe con el nuevo gobierno griego para resolver el problema la deuda.

El gobierno griego tiene razón al argumentar que un gran cambio es necesario porque las políticas aplicadas hasta ahora son un completo fracaso. Ni han traído la recuperación económica ni la estabilidad financiera o puestos de trabajo, ni siquiera la inversión extranjera directa. Han dañado la sociedad griega y debilitado sus instituciones. El enfoque fue simplemente malo y no permitió ningún progreso que valga la pena preservar. Pedimos a los socios europeos que reconozcan esta realidad que está en el origen de la elección del nuevo gobierno griego.

Grecia necesita medidas inmediatas humanitarias, un salario mínimo más alto, creación de empleo, inversión y medidas para restablecer y mejorar servicios básicos como la salud y la educación. Debe dotarse de un sistema más sólido y progresivo de impuestos, menos basado en el IVA y más capaz de gravar la renta y la riqueza. El nuevo gobierno también debe luchar, sancionar y erradicar la corrupción. Para llevar a cabo estas políticas y darles tiempo para demostrar su eficacia, los márgenes presupuestarios son necesarios. Mientras tanto, el país necesita la refinanciación del Banco Central Europeo para estabilizar su sistema bancario. Pedimos a las autoridades europeas y a los gobiernos que den Grecia los márgenes presupuestarios que necesitan y aseguren su refinanciación.

El gobierno griego tiene derecho a exigir una quita de su deuda a los socios europeos. Esta deuda es insostenible e imposible de reembolsar, suceda lo que suceda. Por tanto, no hay pérdida económica para los demás países y sus contribuyentes. En cambio, un nuevo comienzo para Grecia estimulará la actividad, aumentará los ingresos y creará puestos de trabajo, beneficiando por tanto a los países vecinos. Instamos a los acreedores de Grecia a que aprovechen esta oportunidad y expongan estos hechos claramente y honestamente a la opinión pública.

Lo que está en juego no es sólo el destino de Grecia, sino el futuro de Europa en su conjunto. Una política de amenazas, ultimátums, obstinación y chantaje significa para todos un fracaso moral, político y económico del proyecto europeo. Instamos a los líderes europeos a rechazar y condenar todos los intentos de intimidación y coacción del gobierno y el pueblo de Grecia.

Por el contrario , el éxito de Grecia puede significar una ruta hacia la prosperidad y la estabilidad en Europa. Esto permitiría una renovación de la democracia y abrir el juego electoral a otros cambios positivos. Estamos con Grecia y Europa, por la democracia y el cambio. Los líderes europeos deben reconocer la elección democrática fundamental d el pueblo griego, hecha en circunstancias extremadamente difíciles, para valorar de forma realista la situación y entablar sin demora el camino una negociación razonable.”

Primeros firmantes:

Elmar Altvater (FU, Allemagne)
Philippe Askenazy (CNRS, France),
Clair Brown (University of California, Berkley, Etats-Unis)
Dorothee Bohle (Central European University, Hongrie)
Giovanni Dosi, (Pisa Institute of Economics, Italie)
Cédric Durand (Université Paris 13, France)
Gerald Epstein (UMASS, Etats-Unis)
Trevor Evans (Berlin School of Economics and Law, Allemagne)
James Galbraith (University of Texas at Austin, Etats-Unis)
Gaël Giraud (CNRS, France)
Stephany Griffith-Jones (Columbia University, Etats-Unis)
Laura Horn (Roskilde University, Danemark)
Robert Jessop (University of Lancaster, Royaume-Uni)
Steve Keen (Kingston University, Royaume-Uni)
Marc Lavoie (Ottawa University, Canada)
Tony Lawson (Cambridge, Royaume-Uni)
Dimitris Milonakis (University of Crete, Grèce)
Andreas Nölke (Goethe University Frankfurt/Main, Allemagne)
Dominique Meda (Paris Dauphine, France),
El Mouhoub Mouhoud (Paris Dauphine, France)
André Orléan (EHESS, France),
Henk Overbeek (VU University Amsterdam, Pays-Bas)
Mario Pianta (University of Urbino, Italie)
Alfonso Palacio Vera (Computense University of Madrid, Espagne)
Anwar Shaikh (New School for Social Research, Etats-Unis)
Jacques Sapir (EHESS, France)
Robert Wade (LSE, Royaume-Uni)

(siguen firmas que pueden consultarse en el original francés en Mediapart)

Vitória do Syriza «é uma grande vitória da democracia»

Manuela Ferreira Leite afirmou, esta quinta-feira, no programa «Política Mesmo» da TVI24, que a vitória do Syriza nas legislativas da Grécia «é uma grande vitória da democracia» e, acima de tudo, um sinal de que as políticas de austeridade têm de ser revertidas.
«As políticas de austeridade que foram impostas a determinado tipo de países foram absolutamente cegas e sem permitir qualquer espécie de alternativa, isto é, houve uma imposição de uma ortodoxia verdadeiramente fanática sem nenhuma consideração de natureza social.»

Para a comentadora da TVI24, os gregos correram um risco ao eleger o partido de esquerda radical e esse risco é um sinal do desespero em que vivem.

«Este risco que o povo grego correu é um sinal do desespero. É uma grande vitória da democracia.»

Manuela Ferreira Leite considera que depois deste resultado, a Europa tem de agir para encontrar um equilíbrio e evitar «posições extremadas».

«É impossível que a Europa não pondere qual é que é o equilíbrio que vai ter de introduzir para que não cheguemos a posições extremadas nem de um lado nem do outro.»

A comentadora da TVI24 afirmou ainda que as políticas de austeridade em Portugal destruíram a classe média e que não concorda com a ideia de que o país tem de viver sob a ameaça de que é preciso pagara a dívida a qualquer custo.

Estudio Crítico del Discurso: endo y exo definiciones religiosas y libertad de expresión. Reacciones xenófobas al asesinato masivo de Charlie Hebdo

por Ígor Rodríguez Iglesias

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En Francia, Le Pen y su Frente Nacional; en el Reino Unido, Farage y su Ukip; o en Alemania, Pegida y su AfD. Son tres ejemplos, entre muchos, porque durante estos días hemos atendido estupefactos a una oleada de discursos particulares visibles a través de las redes sociales donde ciudadanos de a pie exponían su parecer, compartiendo todo tipo de elementos gráficos, normalmente contra el Islam y también contra las personas de origen árabe. Enseguida se pudieron ver algunos enlaces de opiniones anteriores en el tiempo, como aquellas palabras del escritor español A. Pérez-Reverte diciendo “es la Guerra Santa, idiotas” –porque se lo dijo un amigo de cervezas- y “seremos todos decapitados”.

Los periódicos, las radios y las televisiones hicieron lo propio. En un momento en el que más que nunca prima la inmediatez (antes era la radio la que tenía el margen de error por la rapidez al informar), se antepone publicar literalmente ‘lo que sea’ antes que información veraz y contrastada. No es el fin aquí analizar el hilo de las publicaciones en función de los citados acontecimientos, por lo que no nos detendremos en tal cuestión, interesante, por otra parte. A las informaciones les sucedían o les iban acompañando las opiniones: tanto de los colaboradores de las secciones de Opinión como de los propios lectores.

Si alguna vez alguien quiso tener a su alcance un corpus de discursos racistas actualizado al instante, está de enhorabuena: los comentarios de los sitios web son una fuente de riqueza textual en relación a ese contenido.

A tales comentarios se acompañaban ilustraciones de los dibujantes de los periódicos y otros medios gráficos, que, al igual que los enlaces de noticias, eran compartidos por los usuarios de las redes sociales.

Los lingüistas que nos dedicamos a estudiar los discursos sabemos que todo lo dicho, lo escrito o lo representado gráficamente comporta un orden social, una ideología. Ese día y el siguiente fluyeron ideologías de la desigualdad, promulgándose el racismo, la discriminación religiosa y la xenofobia, focalizándose hacia los musulmanes y árabes. Ni que decir tiene que muchos de los discursos observados asimilaban musulmán y árabe y, con ellos, fundamentalismo y terrorismo.

Comenzó a fluir un discurso de la endo o autodefinición y de la exodefinición.

En el ejemplo de Pérez Reverte, cuyas palabras no correspondían a estos días, pero sí eran compartidas, comentadas y asumidas al hilo de los sucedido en la revista Charlie Hebdo y otras ubicaciones parisinas, se puede observar esta definición de un grupo (nosotros, los romanos, literalmente) frente a ellos (los no romanos).

Este artículo de ABC, del 9 de enero, de Ignacio Camacho presenta esta dicotomía simplista (europeos vs. bárbaros) en estos términos: “Esta civilización, la occidental, la democrática, es con todos sus defectos mejor que las demás […] una sociedad abierta, culta, desarrollada, cívica, a veces fútil pero no tan estúpida como para dejarse destruir en nombre de su propia trivialidad”. Es decir, se presenta a todo aquello que no es Europa y europeo como cerrado, inculto, subdesarrollado, incívico y trivial. Este etnocentrismo no oculta la radicalidad de este pensamiento eurocéntrico y de su postura, que “significa negarse a comulgar con las verdades declaradas del relativismo”, que, como se infiere, es presentado como negativo frente a un positivo eurocentrismo.

Las críticas al relativismo y la exaltación del eurocentrismo frente a las otras formas (desvalorizadas, deslegitimadas) también forman parte del aparataje discursivo de otro opinador de ABC, el locutor de Onda Cero Carlos Herrera, que el mismo día, 9 de enero, escribía esto:

“Occidente, en su permanente reinvención del relativismo, da muestras a diario de su insoportable complejo de pecado original, de una permanente expiación de culpas alimentadas por su propia factoría histórica; sin percatarse de que, mediante ese perverso mecanismo, acabará sucumbiendo al desmontaje milimétrico de valores irrenunciables que han caracterizado su progreso. Cuando ese sistema se desmenuce, otros lo acabarán ocupando y lo harán con normas ajenas a todo lo que la única civilización presentable ha conseguido”.

Esta “única civilización presentable” es colocada frente a “otros […] con normas ajenas” y se explicita ideológicamente para el autor que es “funesto [el] multiculturalismo”. Para Herrera existen “perfectos cómplices”: “los que desde Occidente alimentan a diario esta absurda conciencia de culpabilidad”, “la izquierda europea, esa cosa tan amorfa en plena descomposición descontrolada”. Y todo, en su opinión, con un fin: “la búsqueda de nuevos proletarios”, que, según el autor, vendrían a ser los islamistas, a quienes, según Carlos Herrera, esa izquierda europea vería como “una nueva forma de protesta social”, algo incomprensible para el locutor de Onda Cero y articulista de ABC, ya que de este modo estarían “defendiendo culturas extraordinariamente ajenas a sus utopías revolucionarias y desatendiendo la propia, la que le ha hecho llegar hasta aquí en mucho mejores condiciones que sus supuestos protegidos”.

Esta última frase es reveladora de una estrategia de condescendencia, que refleja la relación de fuerza de clases y sólo se emite desde la dominante: Herrera le concede a esas “utopías revolucionarias” logros, incluyéndolas en el resto del endogrupo.

Se cita a Serafín Fanjul, especialista en filología semítica y se le legitima por ello, por sus conocimientos históricos y textuales de la cultura árabe, que nada tiene que ver per se con el terrorismo y los fundamentalismos. Siendo otra firma habitual en los últimos años de ABC, Fanjul ha criticado con ironía el multiculturalismo y ensalzado, por ejemplo, una propuesta, entonces desde la oposición, de Mariano Rajoy (PP): el “contrato para la integración”, que, “amén de moderado y sensato, puede tomarse como un medio de facilitar la estancia de los forasteros en España y la relación fluida y distendida con nosotros, algo más que deseable”, escribía en aquel periódico el 1 de marzo de 2008. Son las ideologías dicotómicas y exodefinidoras: nosotros y los otros, los problemáticos.

Esta construcción discursiva, con este determinado componente ideológico, llega a su máximo apogeo, ya adelantado por Reverte: “es la Guerra Santa, idiotas”. Camacho, el 8 de enero, ha publicado en ABC que, efectivamente, en su opinión, sin lugar a dudas, “hay una guerra y la podemos perder porque nosotros dudamos y ellos no”. Puede parecer al lector, hasta ahora, que hayamos forzado esta dicotomía en los discursos de estos articulistas de opinión del periódico conservador español. Ni mucho menos: el propio Ignacio Camacho define el endogrupo y el exogrupo desde su particular punto de vista:

“Nosotros: los europeos, los occidentales, los partidarios religiosos o laicos de organizarnos en democracia y vivir en libertad. Ellos: los integristas islámicos, los fanáticos del Corán y su yihad que crecen y se multiplican en las sociedades libres aprovechando su flexibilidad multicultural”.

No obstante, en este “ellos” queda excluida la mayor parte de la población de los países donde una considerable parte de la población se dice practicante del Islam, países puestos en entredicho. Se excluye también a las comunidades y grupos de extranjeros y -en España, Francia, etc.- procedentes de países árabes ­­–un 20% del total musulmán aproximadamente- y sus descendientes, que, obviamente no son extranjeros y que están plenamente integrados en las sociedades europeas, con independencia del dios al que recen. Es clave esa demonización del multiculturalismo, que, curiosamente, estos autores hacen definidor de aquellas sociedades que presentan ante sus lectores (consumidores de ideología), paradójicamente, como cerradas. Por su parte, la democracia y libertad europeas son presentadas como contrapuestas al multiculturalismo en estas particulares visiones.

El discurso de Camacho no solo polariza los grupos en europeos/yihadistas, sino que habla de multiplicación, lo que implica que hay personas que de no ser “integristas islámicos” pasan a serlo. ¿Quiénes son: los llamados moderados, los cómplices de los que habla Herrera? Se enciende el foco de la sospecha sobre los musulmanes en general: incluso el especialista (Serafín Fanjul) no lo tiene claro: “Si existen mulsumanes moderados, que aparezcan” (ABC, 19 de septiembre de 2006). Para ser justos, Pérez-Reverte sí habla de ellos: “Se trata también de proteger al Islam normal, moderado, pacífico” (XL Semanal, 28 de septiembre de 2014).

La dicotomía se propagó rápido tras el asesinato masivo de París en las redes sociales a través de viñetas como ésta, en la que se presenta a un musulmán como un asesino al volante:

volante

La pregunta es, ¿cuántos mulsulmanes que conducen sus vehículos por las carreteras españolas o francesas han arremetido contra los peatones en un acto de asesinato masivo? Alguien dirá que lo hizo uno (!) en Canadá hace tres meses y para el imaginario discursivo de Herrera y compañía podría ser una cifra pertinente. En rigor, obviamente, no lo es.

Ese imaginario no se corta a la hora de ensalzar su dicotomía, con referencias históricas, como esta de Puebla en ABC, donde se puede ver a Rodrigo Díaz de Vivar, el Cid, a caballo, a luchar contra ¿“300 moros”?

mouro medo

Todo acompañado de multitud de comentarios xenófobos, racistas y acusadores a diestro y siniestro.

Algunos ya hablaron de “Tercera Guerra Mundial”, idea que sostiene Pérez-Reverte, acompañada de un “idiotas” para los que discrepan.

Muchos quisieron ver a un “islamista” en el autor de los envíos de paquetes “sospechosos” a redacciones periodísticas de Madrid el mismo día del suceso parisino. Luego se supo que el individuo autor de tales envíos no tiene nada que ver con el Islam y no es árabe ni extranjero: es español, como el Cid (nota: en rigor, el Cid no era español, sino castellano). Incluso, muchos recordaron cómo apenas una semana antes un hombre con enfermedad mental sembró el caos en Atocha, en Madrid, al decir que tenía una bomba encima. Resulta que era de origen magrebí, donde, al parecer, no puede haber personas con problemas psiquiátricos.

En medio de este maremágnum opinador, los servicios de información de agencias de noticias tan importantes como Europa Press y todos los periódicos volvieron a amplificar y dar cobertura mediática a los tuits y entradas de Facebook de un actor español: Guillermo Toledo. ¿Por qué sucede esto? La pregunta no es baladí y sería interesante un análisis del discurso específico de cómo se construye la imagen negativa de una persona por parte de los medios. Algún hecho socialmente relevante ha tenido que haber protagonizado el actor para despertar tanto interés, normalmente negativo. Y, efectivamente, el hecho ‘relevante’ –está claro que no es un hecho trascendente- es haberse posicionado a favor del Sáhara, Palestina, Cuba y la Venezuela bolivariana. Se le acusa de salidas de tono, pero, al final y al cabo, lo hace en sus cuentas personales y no es el representante de ningún colectivo. En lo que nos ocupa, es interesante no ya la evocación de la imagen de Guillermo Toledo en esta viñeta, al que se le llama el “arma más destructiva” de España, sino la presentación de terroristas diciendo “Alá es grande”.

Alá é grande

En este contexto se produjeron gestos discursivos (palabras) a favor de la libertad de expresión, con la reproducción de algunas viñetas que los musulmanes (no los terroristas, sino los musulmanes en general) consideran ofensivas, dadas sus creencias. Se reproducían algunas portadas de Charlie Hebdo, como ésta:

charlie

Un pequeño experimento, por llamarlo de algún modo, realizamos en las redes sociales con la inclusión de imágenes ofensivas para los católicos y que formaron parte de una exposición que se vio atacada y fue denunciada por el PP.

cristo

Estos días se ha recordado otros ataques y amenazas a Leo Bassi, que también ha usado el humor para la crítica, esta vez contra el catolicismo. Parece que la gracia deja de tener gracia cuando se ve aludido el endogrupo. De hecho, algunas personas nos manifestaron lo ofensivo que eran esas imágenes para ellas. En estos casos, primaba para estas personas su derecho al respeto a su creencia religiosa sobre el derecho a la expresión (artística). En el caso de la representación de Mahoma, ¿se reconoce ese derecho?

Es preciso puntualizar que la mayor parte de los musulmanes no encienden hogueras con estas cuestiones (1.000 millones son muchos). Tras varios días de polarizaciones e incitaciones a la venganza –o, directamente, apología de la misma, por parte del propio ABC-, este periódico se hizo eco de las declaraciones del presidente de la Asociación de Jóvenes Musulmanes de Madrid, Mohamed Said Alilech, que casi han pasado desapercibidas, pero en donde se puede leer las palabras de éste representante de la citada asociación: “Ellos no son el islam, son terroristas. Mahoma es el profeta de la paz”, “repulsa total y contundente [al] cruel atentado” o “Las bases del islam no predican la violencia. Todo lo contrario. Los extremismos y la radicalización, por desgracia, existen en todas las ideologías, religiones y colectivos. Los que actúan de forma violenta en nombre del islam, malinterpretan los textos sagrados” (ABC, 11 de enero). El periódico tardó cinco jornadas en recoger estas declaraciones y tonos similares, que no fluyen con la misma fuerza en la red (de hecho, las hemos tenido que buscar a conciencia). El daño ya estaba hecho. ¿Queriendo o sin querer?

La apología de la venganza, de la violencia, en definitiva, la encontramos en la propia portada de este periódico conservador del día anterior, 10 de enero: “Francia venga a sus muertos”. El silencio de las asociaciones de prensa es indignante, no así el de periodistas que particularmente han llamado la atención sobre estos asuntos.

abc

La Asociación Cultura Crítica UAM, en su perfil de Twittwer (@aculturacritica), puso de relieve el 8 de enero las tendencias en Twitter de los hashtags en Francia y España: con una reacción mucho más xenófoba y discriminatoria en este segundo país que aquel en el que se produjeron los hechos.

uam

En diversas ciudades españolas estos días han surgido pintadas, como las de las ilustraciones: clic en imagen 1 e imagen 2.

islam-stop

Otras se pueden ver en este enlace de Diásporas Magazine

Estas palabras que escribo sólo pretenden ser un llamado a la responsabilidad de las llamadas élites simbólicas, de los que están en uso de la palabra con proyección colectiva (periodistas, profesores, políticos, escritores, etc.). Me temo que a los autores señalados (Herrera, Camacho, Fanjul) poco se le podrá pedir, pero sí es preciso que personas con los conocimientos suficientes o con, al menos, la intuición de que ese no es modo de proceder alcen la voz contra estas formas de injusticia: la de unos discursos que alimentan el odio, que polarizan, que se sitúan en una posición en la que pretenden hablar por todos (los europeos) y sólo están sirviendo a sus propios intereses de grupo social (clases dominantes), no a la humanidad misma y el deber y derecho que tienen los pueblos de entenderse, cooperar y convivir.

 

Ígor Rodríguez Iglesias es investigador de la Universidad de Huelva y la Universidad Autónoma de Madrid. Área: Lingüística, Estudios del Discurso.

Las 10 fotos científicas más impactantes del 2014

Este año la humanidad logró grandes avances en la ciencia, algunos de los cuales registraron impactantes fotos que de seguro pasarán a los libros de historia.
El diario español ABC recopiló diez de las imágenes científicas más relevantes de este 2014, las que te exponemos a continuación, en mejor resolución y calidad. BioBioChile

1 – Primer robot elaborado por el hombre sobre un cometa

La superficie en la foto no es cualquiera. Se trata del cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, el primero en recibir a un robot hecho por el hombre: Philae. El módulo de la sonda espacial Rosetta hizo historia tras posarse sobre el cuerpo espacial, de la que tuvieron que pasar 10 años para hacerse realidad.

La superficie en la foto no es cualquiera. Se trata del cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, el primero en recibir a un robot hecho por el hombre: Philae. El módulo de la sonda espacial Rosetta hizo historia tras posarse sobre el cuerpo espacial, de la que tuvieron que pasar 10 años para hacerse realidad.

2 – Naia, la primera americana

El cráneo pertenece a Naia, quien hace 12 mil años vivió en la Península del Yucatán. Según se afirma, es “uno de los esqueletos más antiguos encontrados hasta ahora en el continente americano”, además del más completo. Sus restos fueron ubicados a más de 40 metros bajo el nivel del mar, en una cueva hoy inundada, llamada Hoyo Negro. Su aparición ha dado “datos esclarecedores sobre los orígenes de los primeros habitantes americanos”, quienes pasaron desde Asia hacia nuestro continente, por el estrecho de Bering, durante la glaciación.

El cráneo pertenece a Naia, quien hace 12 mil años vivió en la Península del Yucatán. Según se afirma, es “uno de los esqueletos más antiguos encontrados hasta ahora en el continente americano”, además del más completo.
Sus restos fueron ubicados a más de 40 metros bajo el nivel del mar, en una cueva hoy inundada, llamada Hoyo Negro. Su aparición ha dado “datos esclarecedores sobre los orígenes de los primeros habitantes americanos”, quienes pasaron desde Asia hacia nuestro continente, por el estrecho de Bering, durante la glaciación.

3 – El pulpo Dumbo

Como pulpo “Dumbo” ha sido bautizado este extraño ejemplar, que tiene recogido sus tentáculos en una forma jamás antes vista. Del género Grimpoteuthis, fue registrado por un robot submarino de exploradores estadounidenses en el Golfo de México, en abril de este año, y a una profundidad de 2 mil metros bajo el nivel del mar.

Como pulpo “Dumbo” ha sido bautizado este extraño ejemplar, que tiene recogido sus tentáculos en una forma jamás antes vista. Del género Grimpoteuthis, fue registrado por un robot submarino de exploradores estadounidenses en el Golfo de México, en abril de este año, y a una profundidad de 2 mil metros bajo el nivel del mar.

4 – Como veríamos Europa

Lo que se ve es Europa, la helada luna de Jupiter, en una imagen que replica cómo se vería con nuestros ojos. La foto es resultado de un proceso que hizo la Nasa a las capturas que ha conseguido la sonda espacial Galileo, desde finales de los 90.  Para los científicos, Europa resulta todo un misterio, por contar aparentemente con un océano, así como con miles de grietas que se le ven formadas.

Lo que se ve es Europa, la helada luna de Jupiter, en una imagen que replica cómo se vería con nuestros ojos. La foto es resultado de un proceso que hizo la Nasa a las capturas que ha conseguido la sonda espacial Galileo, desde finales de los 90.
Para los científicos, Europa resulta todo un misterio, por contar aparentemente con un océano, así como con miles de grietas que se le ven formadas.

5 – SuperLuna de Tenerífe (España)

Esta imagen dio la vuelta al mundo, tanto que elegida una de las mejores por el Wall Street Journal. Fue tomada en inmediaciones del Observatorio del Teide, de Instituto de Astrofísica de Canarias (IAC), que se dedicó a registrar el fenómeno de la SuperLuna del pasado 10 de agosto. “Este fenómeno ocurre cuando nuestro satélite natural se encuentra en su perigeo, el punto de su órbita más cercano a la Tierra. La Luna llena tiene un tamaño un 14% mayor y es un 30% más brillante que en el punto de la órbita más alejado a la Tierra”, explica ABC.

Esta imagen dio la vuelta al mundo, tanto que elegida una de las mejores por el Wall Street Journal. Fue tomada en inmediaciones del Observatorio del Teide, de Instituto de Astrofísica de Canarias (IAC), que se dedicó a registrar el fenómeno de la SuperLuna del pasado 10 de agosto.
“Este fenómeno ocurre cuando nuestro satélite natural se encuentra en su perigeo, el punto de su órbita más cercano a la Tierra. La Luna llena tiene un tamaño un 14% mayor y es un 30% más brillante que en el punto de la órbita más alejado a la Tierra”, explica ABC.

6 – Te estoy mirando

Esta imagen pareciera ser falsa, pero es completamente real. No es un monstruo, sino los ojos de una araña saltadora Phidippus. Noah Fram-Schwartz es el autor de ella, para un concurso de Nikon sobre el diminuto mundo que nos rodea. Y claro, ganó.

Esta imagen pareciera ser falsa, pero es completamente real. No es un monstruo, sino los ojos de una araña saltadora Phidippus. Noah Fram-Schwartz es el autor de ella, para un concurso de Nikon sobre el diminuto mundo que nos rodea. Y claro, ganó.

7 – La Tierra y la Luna, en una imagen

Esta imagen ha resaltado por ser una de las pocas que tiene a la Tierra y la Luna, juntas, en una sola imagen. Se trata de una captura enviada por Chang’e 5T1, una misión china lanzada el pasado 23 de octubre al espacio.

Esta imagen ha resaltado por ser una de las pocas que tiene a la Tierra y la Luna, juntas, en una sola imagen. Se trata de una captura enviada por Chang’e 5T1, una misión china lanzada el pasado 23 de octubre al espacio.

8 – Caminata espacial

Alexander Gerst, el astronauta de la Agencia Espacial Europa tuvo su mundo a los pies cuando en noviembre pasado debió realizar una caminata espacial por la Estación Espacial Internacional (ISS). El objetivo, unas mantenciones, pero la vista, espectacular.

Alexander Gerst, el astronauta de la Agencia Espacial Europa tuvo su mundo a los pies cuando en noviembre pasado debió realizar una caminata espacial por la Estación Espacial Internacional (ISS). El objetivo, unas mantenciones, pero la vista, espectacular.

9 – La protesta de las morsas

Unas 35 mil morsas fueron registradas en septiembre la costa de Alaska. Según los científicos, se debería al calentamiento global, que está cambiando el comportamiento de estos animales.

Unas 35 mil morsas fueron registradas en septiembre la costa de Alaska. Según los científicos, se debería al calentamiento global, que está cambiando el comportamiento de estos animales.

10 – La selfie del mono

Esta mona macaco negro, de la selva de Sulawesi (Indonesia), ganó fama mundial por ser el primer animal en registrarse a si mismo. Fue hecho con la cámara de David Slater, quien se la prestó y luego accidentalmente se fotografió, no una, sino varias veces.  Su historia paso al Daily Mail y desde ahí Wikipedia la subió a su sitio, generando una batalla legal entre Slater y Wikimedia -dueño de la enciclopedia libre-. La Oficina de Copyright de Estados Unidos falló a favor de Wikimedia, puesto que declaró que “los trabajos producidos por la naturaleza, animales o plantas” no pueden tener copyright.

Esta mona macaco negro, de la selva de Sulawesi (Indonesia), ganó fama mundial por ser el primer animal en registrarse a si mismo. Fue hecho con la cámara de David Slater, quien se la prestó y luego accidentalmente se fotografió, no una, sino varias veces.
Su historia paso al Daily Mail y desde ahí Wikipedia la subió a su sitio, generando una batalla legal entre Slater y Wikimedia -dueño de la enciclopedia libre-. La Oficina de Copyright de Estados Unidos falló a favor de Wikimedia, puesto que declaró que “los trabajos producidos por la naturaleza, animales o plantas” no pueden tener copyright.

Ucrania: ¿la primera “guerra de granos y cereales” del siglo XXI?

A Ucrânia tornou-se independente em 1991. O país é um estado unitário composto por 24 oblasts (províncias), uma república autônoma (Crimeia) e duas cidades com estatuto especial: Kiev, a capital e maior cidade, e Sevastopol, que abriga a Frota do Mar Negro da Rússia sob um contrato de leasing. Desde a dissolução da União Soviética, o país continua a manter o segundo maior exército da Europa, depois da Rússia. O país é o lar de 44,6 milhões de pessoas, 77,8% dos quais são ucranianos étnicos, com minorias de russos (17%), bielorrussos e romenos.

 

BAJO LA LUPA

por Alfredo Jalife-Rahme

 

Ciudadanos pro rusos marcharon ayer en Donetsk, Ucrania

Ciudadanos pro rusos marcharon ayer en Donetsk, Ucrania

 

Mucha tinta se ha desparramado sobre la guerra del gas que infligió Rusia a la Unión Europea (UE) a través de Ucrania, por donde pasa 60 por ciento de las exportaciones gaseras de Moscú al viejo continente, de las cuales la tercera parte son destinadas a Alemania.La misma Ucrania en sus nuevos tres conspicuos componentes –la parte occidental eurófila, la parte oriental rusófila y la exquisitamente sensible península de Crimea, que busca incorporarse a Rusia– depende del 60% de su importación del aún insuperable gas estatal ruso. Ucrania posee 39 millones de millones (trillones en anglosajón) de pies cúbicos en reservas de gas natural que aún no explota: ¡la cuarta parte de las reservas probadas mundiales!

Chevron –la omnipotente trasnacional estadunidense asesorada por la ex asesora de Seguridad Nacional del ex presidente Baby Bush que se despachó con la cuchara grande en el “México neoliberal itamita”– firmó con el fallido trapecista y saltimbanqui, el defenestrado presidente Viktor Yanukovich, un acuerdo por 10 mil millones de dólares para explotar el polémico shale gas (esquisto/lutita/grisú). Según los analistas, el problema radica en que la mayor parte de las reservas de shale gas se encuentran en la parte oriental rusófila de Ucrania.

Al unísono de su exquisita ubicación geoestratégica, la gran riqueza de las dos Ucranias y Crimea lleva a la colisión de los respectivos intereses de EEUU/OTAN/UE frente a Rusia, lo cual se manifiesta sensiblemente con los granos/cereales y el gas natural: en sus múltiples facetas de tránsito, importación desde Rusia y su futura explotación del shale gas por Chevron, Shell y Exxon Mobil. Un aspecto que no ha sido abordado lo constituye la primera guerra de granos del siglo XXI que se escenifica en Ucrania: tercera potencia exportadora de granos detrás de Estados Unidos y Argentina.

Se pudiera aducir que se escenifican otras guerras de los granos y cereales en forma subrepticia tanto en Sudán como en Argentina. Sudán, el otrora país más extenso y granero legendario de África, ha sido balcanizado en dos pedazos con la emergencia de Sudán del Sur, pletórico en petróleo, lo cual ha favorecido la agenda de Estados Unidos e Israel, de lo que poco se publicita a escala mundial.

Argentina –potencia de granos/cereales desde inicios del siglo XX– sufre una brutal guerra multidimensional, específicamente, en su muy vulnerable sector financiero que controla la dupla anglosajona (Estados Unidos y Gran Bretaña), que tiene en la mira a la Patagonia: el máximo granero sudamericano, además de ser su principal zona de reservas de petróleo y gas. Uno de los aspectos que se encuentran detrás de la exquisita ubicación estratégica de la península de Crimea radica en sus puertos, desde donde Ucrania, uno de los máximos productores de maíz y trigo del mundo, exporta sus granos y cereales, que le reditúan una sustancial parte de su PIB.

Según cifras del gobierno ucraniano (what ever that means), más del 50% de la economía de Crimea depende de la producción de alimentos y de sus industrias de distribución. El procesamiento de alimentos constituye un importante segmento de la economía de Ucrania y uno de cada cuatro trabajadores está empleado en la agricultura o en la silvicultura. Ucrania representa el granero de Rusia y de Europa debido a su negro suelo fértil (chernozem) y a sus pletóricas cosechas de granos (trigo, cebada, centeno, avena, girasol, remolacha, etcétera).

Según el World fact book de la CIA, Ucrania producía 25% de las exportaciones agrícolas de la ex URSS, mientras que en el presente exporta una sustancial cantidad de granos, lo cual se reflejó en el disparo de su cotización durante la delicada crisis del cambio de régimen fondomonetarista en Kiev y la respuesta rusa en Crimea. Las exportaciones agrícolas de Ucrania están dirigidas en 20% a Rusia, 17% a la UE, 7% a China, 6% a Turquía y 4% a Estados Unidos.

The Financial Times (Canasta de promesas en Ucrania, 17/12/12) rememora que “se libraron guerras entre Rusia, Polonia y el imperio otomano para controlar el valioso chernozem de Ucrania. En 2011, Ucrania tuvo una cosecha récord de 57 millones de toneladas, por lo que las adecuadas inversiones y la tecnología moderna de agricultura podría duplicar su producción de granos en la próxima década, según el BERD (Banco de Reconstrucción y Desarrollo de Europa).

Varias de las seis trasnacionales del cártel anglosajón que controlan los granos y cereales –entre ellas Cargill, ADM y Bunge, al unísono de las procesadoras Nestlé y Kraft– han invertido miles de millones de dólares en la pasada década en Ucrania debido a su enorme potencial agrícola. También hacen cola en el chernozem las temibles Monsanto y DuPont Pioneer. Hoy Ucrania obtiene 12 mil millones de dólares de sus exportaciones de granos/cereales y parte de su controvertida asociación mercantil con la UE, lo cual supuestamente detonó la crisis gubernamental en Kiev, versa sobre las exportaciones de granos/cereales al Medio Oriente y África, donde la crisis alimentaria fue el detonador de las revoluciones árabes.

El fundamental atractivo de Ucrania para su incrustación al mercantilismo europeo contempla(ba) su entronización como la canasta de pan y carne de Europa mediante una mayor laxitud para la renta y/o compraventa de sus terrenos fértiles. Anna Vidot considera que la escalada en Ucrania puede tener un impacto significativo en los mercados globales de granos ya que la región del Mar Negro es una de las más importantes encrucijadas de producción y exportación de granos: Ucrania sola produce la misma cantidad de trigo que Australia. La escalada en Crimea llevó al alza del petróleo, el oro y los granos (un 40%).

El Departamento de Agricultura de Estados Unidos estima que Ucrania abastece 16% del total global de maíz y trigo, cuyo mayor transporte pasa por el exquisitamente súper estratégico puerto de Sebastopol (Crimea), sede de la flota rusa en el Mar Negro. Sin contar las abundantes reservas marítimas de gas natural en la parte de Crimea en el Mar Negro, lo real es que la balcanización de facto de las dos Ucranias y Crimea conlleva como corolario la fractura catastral también de sus reservas de shale gas y de sus granos/cereales. Los cruces geopolíticos de los hidrocarburos con los granos/cereales suelen ser trágicos.

La crisis en Ucrania

La locura de la intromisión imperial
Josetxo Ezcurra1

 

 

Traducido para Rebelión por Germán Leyens

 

En 2004 Hungría se unió a la UE, esperando calles de oro. En su lugar, cuatro años después en 2008 Hungría se endeudó con el FMI. El rock en vídeo del grupo húngaro Mouksa Underground resume el resultado en Hungría actual de haber caído en manos de la UE y del FMI.

 

La canción trata de los resultados decepcionantes de caer en manos de la UE y del FMI, y en Hungría los resultados no son ciertamente alentadores. El título es “Desilusión con el cambio de sistema”. El texto es el siguiente:

 

Desde hace unos veinte años

Hemos estado esperando la buena vida

Para el ciudadano común

En lugar de riqueza tenemos pobreza

Explotación ilimitada

Esto es el gran cambio de sistema

Esto es lo que esperabais

No hay vivienda No hay alimento No hay trabajo

Pero eso es lo que nos habían prometido que no pasaría

Los de arriba

Nos devoran

 

Los pobres sufren todos los días.

Esto es el gran cambio de sistema

Esto es lo que esperabais

 

(Repetir)

 

¿Cuándo habrá un cambio verdadero?

¿Cuándo habrá un mundo digno de vivir?

Habrá la solución decisiva

Cuando este sistema económico sea abandonado para siempre

Esto es el gran cambio de sistema

 

Esto es lo que esperabais

 

(Repetir)

 

No hay ninguna solución que no sea revolución

 

Si tal vez los estudiantes de Kiev hubieran escuchado al grupo de rock húngaro en lugar de a las ONG de Washington, comprenderían lo que significa ser saqueado por Occidente, y Ucrania no estaría en el caos y orientada hacia la destrucción.

Como la secretaria de Estado adjunta Victoria Nuland dejó en claro en su discurso de diciembre pasado y en la grabación filtrada de su conversación con el embajador de EE.UU. en Kiev, EE.UU. gastó 5.000 millones de dólares de dólares del contribuyente preparando un golpe en Ucrania que derribó al gobierno democrático elegido.

 

El que se trató de un golpe es subrayado también por las obvias mentiras públicas que Obama ha expresado sobre la situación, culpando, por supuesto, al gobierno derrocado, y por la tergiversación de los eventos en Ucrania por los medios prostituidos de la prensa de EE.UU. y Europa. El único motivo para distorsionar los eventos es apoyar el golpe y encubrir la mano de Washington.

 

No cabe ninguna duda de que el golpe es una acción estratégica de Washington para debilitar Rusia. Washington trató de capturar Ucrania en 2004 con la “Revolución Naranja” que financió, pero fracasó. Ucrania formó parte de Rusia durante 200 años antes de recibir la independencia en los años noventa. Las provincias orientales y meridionales de Ucrania son áreas rusas que fueron agregadas a Ucrania en los años cincuenta por la dirigencia soviética a fin de diluir la influencia de los elementos nazis en Ucrania occidental que habían combatido por Adolf Hitler contra la Unión Soviética durante la Segunda Guerra Mundial.

 

La pérdida de Ucrania a manos de la UE y la OTAN significaría la pérdida de la base naval rusa en el Mar Negro y la pérdida de muchas industrias militares. Si Rusia aceptara una derrota estratégica semejante, significaría que Rusia se habría sometido a la hegemonía de Washington.

 

Sea cual sea el camino que emprenda el gobierno ruso, la población rusa de Ucrania oriental y meridional no aceptará la opresión por ultranacionalistas y neonazis ucranianos.

 

La hostilidad que ya se ha mostrado hacia la población rusa puede ser vista en la destrucción por ucranianos del monumento a las tropas rusas que expulsaron las divisiones de Hitler de Ucrania en la Segunda Guerra Mundial y la destrucción del monumento al general ruso Kutuzov, cuyas tácticas destruyeron el Gran Ejército de Napoleón y llevaron a la caída de Napoleón.

 

La cuestión del momento es si Washington cometió un error de cálculo y perdió el control del golpe a manos de los elementos neonazis que parecen haber arrebatado el control a los moderados en Kiev pagados por Washington, o si los neoconservadores en Washington habían estado trabajando con los neonazis durante años. Max Blumenthal dice esto último.

 

Los moderados ciertamente han perdido el control. No pueden proteger monumentos públicos, y se ven obligados a adelantarse a los neonazis legislando el programa neonazi. El parlamento ucraniano cautivo ha introducido medidas para prohibir todo uso oficial del lenguaje ruso. Esto, por supuesto, es inaceptable en las provincias rusas.

 

Como señalé en un artículo anterior, el propio parlamento ucraniano es responsable por la destrucción de la democracia en Ucrania. Sus acciones inconstitucionales y antidemocráticas han allanado el camino para los neonazis que ahora tienen el precedente de tratar a los moderados de la misma manera cómo los moderados trataron al gobierno elegido y ocultar su ilegalidad con acusaciones de crímenes y mandatos de arresto. Actualmente el ilegalmente depuesto presidente Yanukovych está en fuga. ¿Estará mañana en fuga el actual presidente, Oleksander Turchinov, puesto en su cargo por los moderados, no por el pueblo? Si una elección democrática no aseguró la legitimidad del presidente

Yanukovych, ¿cómo asegurará la legitimidad de Turchinov un retazo de parlamento?

 

Qué puede responder Turchinov si los neonazis le plantean la pregunta de Lenin a Kerensky: “¿Quién te eligió?”

 

Si Washington ha perdido el control del golpe y es incapaz de restaurar el control a los moderados que ha alineado con la UE y la OTAN, una guerra parecería inevitable. No cabe duda que las provincias rusas buscarían y obtendrían la protección de Rusia. No se sabe si Rusia iría más lejos y derrocaría a los neonazis en Ucrania occidental. Si Washington, que parece haber posicionado fuerzas militares en la región, suministraría la fuerza militar a los moderados para derrotar a los neonazis también está por ver, así como la reacción de Rusia.

 

En un artículo anterior describí la situación como “Sonámbulos de Nuevo”, una analogía con cómo los errores de cálculo resultaron en la Primera Guerra Mundial.

 

Todo el mundo debería estar alarmado ante la imprudente e irresponsable intromisión de Washington en Ucrania. Al crear una amenaza estratégica directa para Rusia, el demente hegémono en Washington ha urdido un enfrentamiento de Grandes Potencias y creado el riesgo de destrucción del mundo.

 

Paul Craig Roberts es un economista norteamericano, autor, columnista, antiguo adjunto al Secretario del Tesoro y autor del libro “ The Failure of Laissez Faire Capitalism”, entre otros.