E se a professora humilhar a aluna?

O assédio moral de professores contra alunos é um fenómeno ausente do debate público. O bullying de professores a alunos tem ainda a agravante de fazer passar por “legítimo” aos olhos dos restantes alunos e alunas os comportamento de discriminação e assédio.

 

bullyteacher

por Bruno Góis

Insultos, ataques ao caráter, críticas injustas ou exageradas ao trabalho, humilhação perante a turma, não transmitir atempadamente informações úteis à realização de determinada tarefa, há várias formas mais subtis ou mais explícitas de assédio moral professor(a) versus aluno/a. Classe, género, etnia, orientação sexual, necessidades educativas especiais podem ser características que agravam a desvantagem das crianças e jovens vítimas de agressão por quem está investido de autoridade sobre elas no contexto escolar.

O assédio moral de professores contra alunos é um fenómeno ausente do debate público. A nível internacional, encontra-se já uma vasta literatura sobre bullying “entre estudantes”, de “diretores contra professores”, de “professores contra professores”, de “estudantes contra professores”. Contudo o assédio moral “professor(a) contra estudante” tem merecido menos atenção e encontra outras dificuldades1.

O bullying de professores a alunos tem ainda a agravante de fazer passar por “legítimo” aos olhos dos restantes alunos e alunas os comportamento de discriminação e assédio. Precisamente porque é exercido por uma figura de autoridade e porque, para o bem e para o mal, professores e professoras servem muitas vezes de ‘modelo’ na construção da identidade dos e das jovens e no desenvolvimento da sua personalidade.

Com estas observações não ignoro a já referida situação inversa: o assédio moral de alunos contra os professores. Todas essas situações devem ser combatidas. E por isso creio que o caminho é o combate geral contra a violência em contexto escolar em todos os seus vetores. Criar consciência preventiva na comunidade escolar, punição clara e por processos transparentes de todos os agressores, e meios de defesa para todas as vítimas.

Estou intransigentemente comprometido com a luta dos professores pela Escola Pública, num momento em que Governo atrás de Governo maltratam aquela classe profissional e aquele serviço público. Mas essa luta não me impede de chamar a atenção para um fenómeno que raramente é combatido, nem na via legal, nem na luta social.

Estudantes, professores, auxiliares, ou outros profissionais escolares, estejam no papel de vítimas ou agressores, devem contar com o nosso combate sem tréguas à violência em contexto escolar. In O Ribatejo/ Portugal

 

Nota

1 “Teachers who bully students: the parents’ perspectives”; “Teachers who bully students: patterns and policy implications”; “When the bully is the teacher”.

Estudante brasileiro um dos piores em ranking de leitura

opinião, imprensa, livro

 

Livro no Brasil, uma mercadoria de luxo vendida em papelarias com nome de livrarias, e supermercados. O preço continua absurdo, e apenas oferecem best sellers estrangeiros, que foram temas de filmes.

Os governos estaduais e municipais não investem em bibliotecas públicas, apesar da existência das secretarias de cultura apenas no nome, cujas verbas são desviadas para o pagamento de shows comícios e outros e-ventos políticos.

Nas escolas, os professores  desatualizados empurram os clássicos: Machado de Assis, romancista, e algum poeta parnasiano, também de leitura entediante para quem tem quinze anos. Ou algum livro paradidático, cujo autor escreveu nas coxas, acreditando que o jovem brasileiro, por natureza, não passa de um burro.

Os didáticos são também mal escritos, e não possuem a beleza de um livro, lembram cadernos xerocados, e selecionados via lóbi das editoras que faturam adoidado, repassando parte do lucro como jabá para secretarias de educação, diretores de colégios e alguns professores.

‘Leitores’ analfabetos

Quantas vezes, na Universidade, ouvi de estudantes de comunicação a triste revelação: “li, mas não entendi”?

livro na cara

Brasil melhora mas ainda é um dos últimos em ranking de educação

por Daniela Fernandes

De Paris para a BBC Brasil

Os estudantes brasileiros ocupam os últimos lugares nos rankings de leitura, matemática e ciências em uma lista de 65 países e territórios, segundo um levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta terça-feira.

De acordo com o estudo realizado pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2012, da OCDE, apesar da melhora nos resultados, os estudantes brasileiros na faixa de 15 anos ficaram em 55° lugar em leitura entre os 65 países analisados pelo estudo. O ensino constitui um negócio.

O Brasil totalizou 410 pontos em leitura, resultado semelhante aos registrados pela Colômbia e Tunísia e abaixo da Costa Rica, mas acima da Argentina e do Peru.

A média em leitura dos países que integram a OCDE, na grande maioria economias desenvolvidas, foi de 496 pontos em leitura.

A China, que liderou a classificação também em matemática e ciências, obteve 570 pontos em leitura.

A OCDE ressalta que a performance dos estudantes brasileiros em leitura melhorou desde 2000, passando de 396 para os atuais 410 pontos, o que revela uma evolução média anual de 1,2 ponto.

“Dados relativos a mudanças demográficas e sociais entre 2000 e 2012 no Brasil mostram que a melhora no desempenho na leitura pode ser totalmente explicada pela melhoria no status econômico, social e cultural da população estudantil”, afirma o estudo.

Competências básicas

Mas o PISA revela um dado alarmante em relação ao nível de leitura dos estudantes brasileiros: quase a metade (49,2%) ficou abaixo do nível de competências básicas (classificado como nível 2 – que representa 407 pontos).

“Isso significa que, na melhor das hipóteses, eles podem identificar o assunto principal ou o objetivo do autor em um texto com assunto familiar e fazer uma simples conexão entre a informação do texto e seus conhecimentos diários”, diz o estudo.

Houve, no entanto, um leve progresso, já que esse índice havia sido de 49,6% na pesquisa anterior, divulgada em 2010. Em 2000, a proporção de estudantes brasileiros com nível 2 de leitura havia sido de 55,8%.

Na área de matemática, os alunos brasileiros ficaram em 58° lugar, totalizando 391 pontos.

O resultado é comparável ao da Albânia, Jordânia, Tunísia e Argentina. A média obtida em matemática pelos países da OCDE foi de 494 pontos. A China totalizou 613 pontos nessa disciplina.

A OCDE destaca que o Brasil foi o país que registrou a maior taxa de crescimento no total de pontos em matemática nos últimos dez anos.

O Brasil passou de 356 pontos nessa disciplina em 2003 para 391 pontos em 2012. A evolução média anual no período foi de 4,1 pontos.

Em ciências, os estudantes brasileiros ficaram em 59° lugar, com 405 pontos.

O desempenho nessa disciplina também vem aumentando desde 2006, afirma a OCDE, quando o total de pontos obtidos por estudantes brasileiros havia sido 390. No período, houve uma evolução anual de 2,3 pontos nos resultados.

Quase 20 mil estudantes brasileiros de 837 escolas participaram dos testes do PISA 2012, que avaliou 510 mil alunos em 65 países.

Repetência

A organização destaca ainda no estudo PISA que o nível de repetência ainda é extremamente elevado no Brasil e ocorre em maior número entre os estudantes socialmente desfavorecidos.

“No Brasil, mais de um terço dos estudantes (36%) com 15 anos repetiu um ano pelo menos uma vez no ensino primário ou secundário. Muitos repetiram mais de uma vez. Esta é uma das mais altas taxas de repetência entre os países que participam do PISA”, diz o relatório.

“O Brasil precisa encontrar meios de trabalhar com a baixa performance dos alunos para motivá-los e criar expectativas para todos e reduzir as taxas de abandono dos estudos”, afirma a OCDE.

O Pisa avalia a cada três anos a performance de estudantes em leitura, matemática e ciências, com idade de 15 anos ou mais, matriculados a partir da 7ª série do ensino fundamental.

 

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¿Qué debe saber un niño de cuatro años?

por Alicia Bayer /Bloguer en ‘A Magical Childhood’

 

Das crianças o futuro

Hace poco, en un foro sobre la educación de los hijos, leí una entrada de una madre preocupada porque sus hijos, de cuatro años y año y medio, no sabían lo suficiente. “¿Qué debe saber un niño de cuatro años?”, preguntaba.

Las respuestas que leí no solo me entristecieron sino que me irritaron. Una madre indicaba una lista de todas las cosas que sabía su hijo. Contar hasta 100, los planetas, escribir su nombre y apellido, y así sucesivamente. Otras presumían de que sus hijos sabían muchas más cosas, incluso los de tres años. Algunas incluían enlaces a páginas con listas de lo que debe saber un niño a cada edad. Solo unas pocas decían que cada niño se desarrolla a su propio ritmo y que no hay que preocuparse.

Me molestó mucho que la respuesta de esas mujeres a una madre angustiada fuera añadirle más preocupación, con listas de todo lo que sabían hacer sus hijos y los de ella no. Somos una cultura tan competitiva que hasta nuestros niños en edad preescolar se han convertido en trofeos de los que presumir. La infancia no debe ser una carrera.

Por todo ello, he decidido proponer mi lista de lo que debe saber un niño (o una niña) de cuatro años:

  1. Debe saber que la quieren por completo, incondicionalmente y en todo momento
  2. Debe saber que está a salvo y debe saber cómo mantenerse a salvo en lugares públicos, con otra gente y en distintas situaciones. Debe saber que tiene que fiarse de su instinto cuando conozca a alguien y que nunca tiene que hacer algo que no le parezca apropiado, se lo pida quien se lo pida. Debe conocer sus derechos y que su familia siempre le va a apoyar.
  3. Debe saber reír, hacer el tonto, ser gamberro y utilizar su imaginación. Debe saber que nunca pasa nada por pintar el cielo de color naranja o dibujar gatos con seis patas.
  4. Debe saber lo que le gusta y tener la seguridad de que se le va a dejar dedicarse a ello. Si no le apetece nada aprender los números, sus padres tienen que darse cuenta de que ya los aprenderá, casi sin querer, y dejar que en cambio se dedique a las naves espaciales, los dinosaurios, a dibujar o a jugar en el barro.
  5. Debe saber que el mundo es mágico y ella también. Debe saber que es fantástica, lista, creativa, compasiva y maravillosa. Debe saber que pasar el día al aire libre haciendo collares de flores, pasteles de barro y casitas de cuentos de hadas es tan importante como practicar la fonética. Mejor dicho, mucho más.

Pero más importante es lo que deben saber los padres:

  1. Que cada niño aprende a andar, hablar, leer y hacer cálculos a su propio ritmo, y que eso no influye en absoluto en cómo de bien ande, hable, lea o haga cálculos después.
  2. Que el factor que más influye en el buen rendimiento académico y las buenas notas en el futuro es que leer a los niños de pequeños. No las fichas, ni los manuales, ni las guarderías elegantes, ni los juguetes y ordenadores más rutilantes, sino que mamá o papá dediquen un rato cada día o cada noche (o ambos) a sentarse a leerles buenos libros.
  3. Que ser el niño más listo o más estudioso de la clase nunca ha significado ser el más feliz. Estamos tan obsesionados por tratar de dar a nuestros hijos todas las “ventajas” que lo que les estamos dando son unas vidas tan pluriempleadas y llenas de tensión como las nuestras. Una de las mejores cosas que podemos ofrecer a nuestros hijos es una niñez sencilla y despreocupada.
  4. Que nuestros niños merecen vivir rodeados de libros, naturaleza, utensilios artísticos y la libertad para explorarlos. La mayoría de nosotros podríamos deshacernos del 90% de los juguetes de nuestros hijos y no los echarían de menos, pero algunos son importantes: juguetes como los LEGO y las construcciones, juguetes creativos como los materiales artísticos de todo tipo (buenos), los instrumentos musicales (tanto clásicos como multiculturales), disfraces, y libros y más libros (cosas, por cierto, que muchas veces se pueden conseguir muy baratas en tiendas de segunda mano). Necesitan libertad para explorar con estas y otras cosas, para jugar con montoncitos de alubias secas en el taburete (supervisados, por supuesto), amasar pan y ponerlo todo perdido, usar pintura, plastilina y purpurina en la mesa de la cocina mientras hacemos la cena aunque lo salpiquen todo, tener un rincón en el jardín en que puedan arrancar la hierba y hacer un cajón de barro.
  5. Que nuestros hijos necesitan tenernos más. Hemos aprendido tan bien eso de que necesitamos cuidar de nosotros mismos que algunos lo usamos como excusa para que otros cuiden de nuestros hijos. Claro que todos necesitamos tiempo para un baño tranquilo, ver a los amigos, un rato para despejar la cabeza y, de vez en cuando, algo de vida aparte de los hijos. Pero vivimos en una época en la que las revistas para padres recomiendan que tratemos de dedicar 10 minutos diarios a cada hijo y prever un sábado al mes dedicado a la familia. ¡Qué horror! Nuestros hijos necesitan la Nintendo, los ordenadores, las actividades extraescolares, las clases de ballet, los grupos organizados para jugar y los entrenamientos de fútbol mucho menos de lo que nos necesitan a NOSOTROS. Necesitan a unos padres que se sienten a escuchar su relato de lo que han hecho durante el día, unas madres que se sienten a hacer manualidades con ellos, padres y madres que les lean cuentos y hagan tonterías con ellos. Necesitan que demos paseos con ellos en las noches de primavera sin importarnos que el pequeñajo vaya a 150 metros por hora. Tienen derecho a ayudarnos a hacer la cena aunque tardemos el doble y trabajemos el doble. Tienen derecho a saber que para nosotros son una prioridad y que nos encanta verdaderamente estar con ellos.

Y volviendo a esas listas de lo que saben los niños de cuatro años…

Sé que es natural comparar a nuestros hijos con otros niños y querer asegurarnos de que estamos haciendo todo lo posible por ellos. He aquí una lista de lo que se suele enseñar a los niños de esa edad y lo que deberían saber al acabar cada curso escolar, a partir del preescolar.

Como nosotros estamos educando a nuestros hijos en casa, yo suelo imprimir esas listas para comprobar si hay algo que falte de forma llamativa en lo que están aprendiendo. Hasta ahora no ha sucedido, pero a veces obtengo ideas sobre posibles temas para juegos o libros que sacar de la biblioteca pública. Tanto si los niños van al colegio como si no, las listas pueden ser útiles para ver lo que otros están aprendiendo, y pueden ayudar a tranquilizarnos sabiendo que van muy bien.

Si existen aspectos en los que parece que un niño está por detrás, hay que darse cuenta que eso no indica ningún fracaso, ni del niño ni de sus padres. Simplemente, es una laguna. Los niños aprenden lo que tienen alrededor, y la idea de que todos deben saber esas 15 cosas a una edad concreta es una tontería. Aun así, si queremos que las aprenda, lo que tenemos que hacer es introducirlas en la vida normal, jugar con ellas, y las absorberá de manera natural. Si contamos hasta 60 cuando estamos haciendo la masa de un bizcocho, aprenderá a contar. Podemos sacar de la biblioteca libros divertidos sobre el espacio o el abecedario. Experimentar con todo, desde la nieve hasta los colores de los alimentos. Todo irá entrando con más naturalidad, más diversión y muchas menos presiones.

Sin embargo, mi consejo favorito sobre los niños pequeños es el que aparece en esta página.
¿Qué necesita un niño de cuatro años?

Mucho menos de lo que pensamos, y mucho más.

Traducción de María Luisa Rodríguez Tapia

educação gasto investimento futuro criança indignados

O professor e a Síndrome de Burnout

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Portal do Mec:

Jeca Tatu tinha o ventre corroído pelos vermes, a vítima de
Burnout tem o espírito corroído pelo desânimo, a vontade minguando devagar, até atingir os gestos mais banais, até minimizar as vitórias mais acachapantes, a beleza e a força da missão dando lugar ao mesmo irritante cotidiano, por mais diferentes que sejam os dias de trabalho.

Jeca Tatu é uma obra de ficção, o Burnout é um fenômeno real, a corroer, dia após dia o educador e a educação.

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Depoimentos no Faceboox:

Várias faculdades estão simplesmente fechando, extinguindo seus cursos de formação de docentes, devido à baixíssima procura de vestibulandos pela profissão. Adorei saber disso, tomara que, a partir disso, quando a já alarmante escassez de professores nas escolas ficar ainda maior, quem sabe alguém vai querer questionar o porquê de mais ninguém praticamente querer atuar nessa área. Desinteresse geral mesmo.

Sou PSS e sei como é que ficar o tempo inteiro dentro de uma escola, lidando às vezes com verdadeiros animais indisciplinados, por um salário que é um LIXO, um LIXO mesmo.

Agora, todos sabem muito bem os reais motivos disso, a sociedade cada vez mais deturpada, interesses políticos em manter o povo cada vez mais alienado. Sem mais.

b chamada

Pessoal, faz pouco mais de um ano que iniciei minha carreira docente. Não consigo olhar em livros de chamada fora da sala de aula. As sensações antes de adentrar uma sala de aula são horríveis. Ainda tenho que arcar com caras feias dos superiores. Preciso muito de ajuda.

b4

Acabei de dar entrevista para a Folha de Londrina. Chorei a entrevista inteira mas consegui.

b ensino morreu

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Nota dez para Graciliano Ramos, que enxergava há 92 anos o que poucos enxergam hoje

por Moacir Japiassu

 

Graciliano Ramos

Graciliano Ramos

O consideradíssimo Mestre escreveu na seção Garranchos do jornal O Índio, de Palmeira dos Índios, ano 1, no 4, de 20 de fevereiro de 1921(*):

Talvez o leitor se admire hoje deste artigo. Esta seção ainda não trouxe a seus olhos senão futilidades e coisas inúteis. Muda hoje um pouco na forma e na essência. Vai tratar de um assunto imperioso e grave; vai unir a debilidade de sua voz ao eco desta folha em prol da instrução. Talvez fique por aqui, talvez continue.

 

Se este artigo for bem recebido por aqueles aos quais se dirige, munirei o braço de forças e continuarei. Vai como uma súplica endereçar-se ao governo; partiu pela minha pena desses infelizes pais de família que veem, dia a dia, a miséria invadir-Ihes o lar, onde não penetrou ainda, balsâmica e divina, a fonte do bem humano: o livro!

 

Criam-se aqui todos os dias, quase, centros de diversões, e no entanto uma escola não se abre!

 

É simplesmente horroroso que numa cidade como a nossa (já não digo o município, contento-me com a sua capital) não tenhamos quem nos ensine a ler, arrancando-nos a cegueira da alma.

 

Bem longe ainda vai de nós o progresso … O governo, descurando a maior necessidade do povo, entrega a sua instrução a criaturas tão ineptas que mal poderiam frequentar o primeiro ano de um estabelecimento de ensino! Que podem elas ensinar, santo Deus, se nada sabem? Só por milagre. Milagres? Ah! Mas a poeira dos séculos apagou-lhes o vestígio!

 

E a ignorância aumenta, e os crimes multiplicam-se! Temos (miséria!) escolas de vício, aprendizagem de crime, escadas para a prostituição. É a casa de jogo, é o álcool, é a aluvião de mendigas, crianças à puberdade, que infestam a cidade, oferecendo-se quase.

 

E não falarão essas misérias todas bastante alto para penetrar os ouvidos do governo? Não estarão ainda bem expostas à luz as pústulas que maculam a alma das multidões sertanejas?

 

Abri escolas, senhores do governo, esses “viveiros de esperança”, como lhes chamou Rosendo Muniz, e tereis prestado um grande bem à nossa pátria.

 

Merda geral

O considerado leitor não imagina o sofrimento de um veterano jornalista para escrever seus garranchos eletrônicos, se depende de uma antena para se conectar à internet e esta defunta-se de repente. Então, por que não usar a linha telefônica, pergunta a amiga Polyana aqui ao lado.

Ora, simplesmente porque se trata de linha rural mais instável e periclitante do que o mandato do Zé Genoíno. É um vaivém tão impressionante que Janistraquis foi buscar no idioma de Ovídio a palavra certa para explicar tal fenômeno: korodepika.

A situação é tão precária que Marcia Lobo não conseguiu atualizar o sitehttp://antesqueeumeesqueca.weebly.com/jornal-da-imprenccedila.html.

Suicídio de professores em Portugal

De cada vez que acontece nova notícia do suicídio de um professor há sempre o “mas” do estado depressivo e dos problemas na sua vida privada.

Claro que há! Ninguém que não esteja em estado depressivo se suicída.
O meu “mas” vai para: já são muitos!

Não sei se os trabalhadores da France Télécom também teriam problemas na sua vida privada mas os números falam por si: 23 só em 2010.
E em Portugal quais são os números? Era importante saber.

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