A discriminação é uma violação aos direitos humanos e não pode seguir impune

fim disciminação

 

A ONU comemora neste 1º de março o Dia da Discriminação Zero. O Secretário-Geral Ban Ki-moon afirmou que a data é a chance de celebrar a diversidade e rejeitar qualquer tipo de preconceito. Ele disse ainda que a discriminação é uma violação aos direitos humanos e que esta não pode seguir impune, pois todos têm o direito de viver com respeito e dignidade.

O Diretor executivo do Programa Conjunto sobre HIV/Aids (Unaids), que lidera a campanha Zero Discriminação, Michel Sidibé lembrou que o compromisso de tornar o mundo livre de estigma e discriminação não é uma opção, mas um dever e destacou que a discriminação provoca preconceito, limita as chances de milhões de pessoas e pode causar abusos e violência.

Sidibé lembrou da importância das denúncias, do apoio às pessoas discriminadas e da promoção dos benefícios da diversidade para se vencer a discriminação. Segundo a Unaids, quase 80 países têm leis criminalizando o homossexualismo. A agência também informou que no mundo mais de 10% das mulheres e 23% dos homens que sofrem de algum tipo de deficiência não buscam assistência de saúde, porque foram maltratados na primeira visita ao médico.

“A homo-lesbo-transfobia é uma realidade que limita os direitos e a liberdade, viola a dignidade, ataca a integridade física e provoca mortes em todo o mundo. Não enfrentar essa questão e não falar claramente sobre ela é aceitar que ela continue a fazer vítimas diárias”, afirmou o coordenador do Sistema ONU no Brasil, Jorge Chediek.

“O direito do trabalho é um direito de vanguarda que incorpora uma série de elementos normativos progressistas. É um elemento de transformação social, que influencia positivamente o ambiente de trabalho. A questão dos trabalhadores LGBT precisa ser tratada e regulamentada”, declarou o presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous.

De acordo com a coordenadora da organização Criola, Lúcia Xavier, sob o ponto de vista da questão racial e de outras dimensões da vida humana, “atuar contra a discriminação não é só agir em termos individuais contra processos discriminatórios, mas fortalecer os mecanismos para que a sociedade seja mais democrática, que cumpra com os direitos humanos, que tenha serviços mais adequados e com qualidade de vida”, disse.

Para Lúcia, dias como este são importantes para que o assunto seja discutido. “Não é só a discriminação em si. Ela produz mortes. Além disso, damos visibilidade à produção e ao patrimônio de diversos grupos, como a população negra, LGBT e povos indígenas”, explicou Lúcia.

Para a agência da ONU, no Brasil os descendentes africanos têm mais chances de desemprego que os brancos. Os salários dos negros representam menos da metade que os dos brancos. Nos Estados Unidos, 64% dos trabalhadores disseram ter visto ou sido vítima de discriminação pela idade. No Reino Unido, aproximadamente 70% dos trabalhadores que ganham salário mínimo são mulheres.

 

Violência sexual, castigos físicos e preconceito nas magníficas festas da Faculdade de Medicina da USP

Aprendizado sexual em vários tons cinzas

Aprendizado sexual em vários tons cinzas

 

Muitas das garotas têm menos de 20 anos. A maior parte delas é branca, de família de classe A ou B. Estão felizes por realizar um sonho. Apreensivas pelos desafios que enfrentarão nos anos seguintes. Assustadas com o novo ambiente e os rostos desconhecidos.

São reunidas em círculo. Em volta, outro círculo, de garotos igualmente brancos, igualmente nascidos em famílias ricas ou de classe média alta. Mas são mais velhos. Intimidadores. Ordenam que todas gritem “bu”. Elas obedecem:

– Bu! Bu! Bu! Bu! Bu! Bu!

Um coro alto de vozes masculinas, a dos garotos em volta das garotas, abafa as vozes femininas e ressoa pelo ambiente:

Buceta! Buceta! Buceta eu como a seco! No cu eu passo cuspe! Medicina é só na USP!

É assim que calouras da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) são recepcionadas em seu primeiro dia dessa nova fase da vida. Todos os anos. É uma das muitas tradições da faculdade de ciências médicas considerada a melhor do país. “De elite.” Para as mulheres, no entanto, grande parte dessas tradições se traduz em opressão permanente, que traz como consequência extrema casos graves de abusos sexuais, incluindo estupros, no interior do ambiente universitário. Casos sobre os quais recai um pesado manto de silêncio que impede que se tome providências a respeito. Leia mais aqui. Texto de Tatiana Merlino, Igor Ojeda. Fotos de Caio Palazzo e Rafael Bonifácio

FantasiasBosque

Das festas que acontecem na FMUSP, a “Carecas no Bosque” e a “Fantasias no Bosque” são as que criam o ambiente mais “propício” para abusos. A começar pelos cartazes de divulgação, quase sempre com destaque a mulheres cheias de curvas, trajes mínimos e olhares provocantes. Os preços dos convites são diferenciados. Em geral, mulheres pagam quase a metade do que os homens. “Todo o marketing é baseado no fato de que lá haverá muitas mulheres e que vai ter sexo à vontade. A USP inteira sabe que tanto a ‘Carecas’ quanto a ‘Fantasias’ são para isso, para ir lá e transar”.

Os estudantes de medicina são adeptos do poliamor. Pegam garotos e garotas. Quando estupram um fera macho, os veteranos chamam de empurrada.

carecas-no-bosque

JESUS O COMENSAL

por Talis Andrade

JB Jorge Braga

JB Jorge Braga

 
A hospitalidade
era sagrada para Jesus
que ordenou
aos discípulos
dessem acolhida
aos peregrinos
 
Recorda Sodoma destruída
Ló deu guarida
a dois estrangeiros
a dois anjos disfarçados
A morada de Ló foi cercada
– Onde estão os jovens
que vieram para tua casa
Ló saiu à rua e suplicou
– Meus irmãos não façais o mal
a estes homens porque entraram
sob a sombra do meu teto
 
Quem hospedaria um marceneiro
Quem receberia Jesus
e seus companheiros
os sem terra os sem teto
os desafortunados
os libertos
dos espíritos endemoniados 
 
 


Myrria

Myrria

 



In Judeu Errante, livro inédito

Mais de 50.000 vidas, todas elas de jovens negros ou mulatos, pobres quase em sua totalidade, que acabam assassinados a cada ano, mais que em todas as guerras em curso no Planeta

Para o Estado somos todos bandidos
Ele existe não para nos defender sem necessidade de matar, mas para “executar”, e se for com tortura, melhor

 

O ambulante Carlos Augusto Braga

O ambulante Carlos Augusto Braga

por Juan Arias/El País/ Espanha

 

Estou há muitos anos neste país que amo, sobretudo suas pessoas. Muitas coisas mudaram desde que aterrissei pela primeira vez no Rio, onde ainda se podia caminhar pela rua e viajar de ônibus sem ter que ficar alerta por medo de ser vítima da violência urbana. O mesmo ocorria em São Paulo.

O Brasil avançou na consciência dos cidadãos e até em riqueza econômica, apesar de uns poucos continuarem crescendo cada vez mais do que a maioria. Há algo, porém, que no Brasil não só não avançou, como também retrocedeu. Por exemplo, no que se refere ao respeito à vida das pessoas.

Eu me pergunto tantas vezes, com dor e até com raiva, por que a vida de uma pessoa vale tão pouco e é esmagada a cada dia como se esmaga uma barata. Esse pouco apreço por ela faz com que nossa polícia, eternamente mal paga e mal preparada, sempre com licença para matar, seja a cada dia mais truculenta e corrupta.

Eu voltei a me perguntar lendo a sangrenta reportagem de minha colega María Martín neste jornal sobre o tiro disparado por um policial na cabeça de um jovem vendedor ambulante, que acabou morto no asfalto de uma rua da rica São Paulo.

Esse policial que atirou sem compaixão no ambulante, como se atira em um coelho no campo, não pensou que aquele jovem vendia suas coisas na rua porque talvez não tenha tido a possibilidade de fazer algo melhor na vida? Que poderia ter sido seu filho ou irmão? Que ele também tinha sonhos e desejo de continuar aproveitando a vida?

Vendo aquelas imagens feitas no lugar do crime pela nossa repórter María meu estômago se revirou de desgosto e a mente, de indignação, enquanto pensava que esses policiais que em vez de nos dar um sentido de segurança e proteção nos incutem a cada dia mais medo.

Uma mancha de sangue na rua onde começaram os distúrbios: MARÍA MARTÍN

Uma mancha de sangue na rua onde começaram os distúrbios: MARÍA MARTÍN

Pensei também que a nossa classe média ajuda os guardiães da ordem a disparar o gatilho da pistola sem tantos remorsos. Fomos nós que cunhamos a terrível frase de que “bandido bom é bandido morto”. E o respeito à vida? “É que eles também não respeitam a nossa”, se contrapõe. Mas isso leva à concepção de que o Estado existe não para nos defender sem necessidade de matar, mas para “executar”, e se for com tortura, melhor. E que todos acabamos sendo vítimas potenciais dessa loucura.

Há países, como os Estados Unidos, onde se um policial poderia ter prendido um criminoso sem lhe tirar a vida e fica comprovado que não o fez porque era mais fácil matá-lo, acaba sendo duramente punido.

É um problema de escala de valores. Quando a vida de um ser humano, criminoso ou santo, deixa de ter valor supremo, todos logo acabamos nos tornando carne de canhão. Nossa vida entra em liquidação, perde seu valor e dignidade.

Tudo isso, no Brasil parece mais evidente pelo fato de que o Estado trata os cidadãos não como pessoas em princípio honradas, mas como potenciais “bandidos”. Em outros países, o Estado parte do pressuposto de que o cidadão é do bem, que não mente, que não engana, que não procura, a princípio, violar a lei.

E é o Estado, se for o caso, que tem de demonstrar que não é assim, que esse cidadão é um delinquente e fraudador, e só então terá de ser punido.

Viram como nós, cidadãos, somos tratados no Brasil quando precisamos comprar algo, quando entramos em um cartório? Todo o papel é pouco para demonstrar que não somos bandidos, sem-vergonha, mentirosos, vigaristas. Nos pedem certificados e mais certificados, assinaturas e mais assinaturas, reconhecimento de firma, e ainda mais, comprovação com presença física de que essa assinatura é autêntica.

Em uma ocasião, quando comprei um pequeno imóvel em Madri, tudo durou 20 minutos num cartório. Assinamos o contrato de compra e venda. O proprietário me entregou a escritura e as chaves e eu entreguei o cheque da compra. No Brasil nos teríamos perguntado, e se o imóvel foi vendido duas vezes? E se nós dois não estivéssemos nos enganando? E, e, e, e…..! quantos “es” e quantos medos de que no fundo sejamos de verdade uns bandidos que só queremos enganar!

Essa possibilidade de que possamos estar enganando sempre se deve ao fato de que perante as autoridades, ante a polícia, ante o Estado, todos somos sempre vistos como bandidos em potencial. Como me disse um amigo meu, para meu espanto: “É que todos nós, brasileiros, somos todos um pouco bandidos. Se nós podemos enganar, fazemos isso”.

Não acredito. Sempre pensei que até nas sociedades mais violentas e atrasadas as pessoas de bem, honradas, que não desejam enganar são infinitamente mais numerosas do que os bandidos. Do contrário, o mundo inteiro seria há muito tempo um inferno.

É assim no Brasil? Enquanto se continuar pensando e agindo como se a vida humana tivesse menos valor do que um verme e ninguém se espantar quando é sacrificada com violência e sem remorsos, às vezes até por uma insignificância, talvez tenhamos que reconhecer que esse inferno existe também aqui.

Isso é o que recordam as mais de 50.000 vidas, todas elas de jovens negros ou mulatos, pobres quase em sua totalidade, que acabam assassinados a cada ano, mais que em todas as guerras em curso no Planeta. Cada vez que um policial acaba com a vida de uma pessoa na rua, às vezes por uma mesquinharia, continuará sendo alimentada, pela outra parte, a dos cidadãos e dos mesmos bandidos, uma cadeia infernal de desejo de vingança que continuará nos esmagando e humilhando.

Até quando? Irá despertar alguma vez este país de tantas maravilhas, de tantas pessoas fantásticas, com desejo de viver em paz, sem serem tratadas como se fossem todas bandidos, ou continuará deixando atrás de si a cada dia tristes trilhas de sangue e medo ante a impassividade e a impotência do Estado?

Edinaldo, amigo e companheiro de trabalho de Carlos Augusto: M. MARTÍN

Edinaldo, amigo e companheiro de trabalho de Carlos Augusto: M. MARTÍN

Ambulantes, companheiros de Braga, a caminho do aeroporto de Guarulhos para prestar homenagem ao camelô: M. MARTÍN

Ambulantes, companheiros de Braga, a caminho do aeroporto de Guarulhos para prestar homenagem ao camelô: M. MARTÍN


Veja os soldados estaduais da polícia assassina do governador Geraldo Alckmin em ação (T.A.):

Esses bandidos tem que ser detidos!

por Analice Barreto

por Analice Barreto

DIGNIDADE HUMANA PRA QUÊ?

Nessa quinta-feira (19/01/2011) presenciei mais uma das atrocidades da Polícia Militar juntamente com a Guarda Municipal. A mulher, que visivelmente estava sob o efeito de drogas, estava ‘importunando’ algumas pessoas no boteco “SoKana” na Lapa. Ao pedir ajuda dos guardas municipais, a moça que estava no boteco e havia chamado a ‘ força’ se arrependeu logo em seguida pois, eles chamaram um PM que começou a jogar spray de pimenta no rosto da mulher, bater na cara dela – mesmo esta estando imobilizada por nada mais nada menos QUATRO homens. Os seios à mostra não foram o suficiente para eles se tocarem e terem um mínimo de respeito e humanidade. Enquanto a mulher pedia ajuda e se debatia, enfiaram ela à força no carro da PM. Com seu pé ainda do lado de fora, eles começaram a tentar fechar a porta inúmeras vezes. Meu namorado que estava comigo, se expressou APENAS ORALMENTE a seguinte frase “Que isso?! Vão quebrar o pé dela?” . A resposta que ele obteve foi um “Seu viado, vai tomar no cú” dito pelo PM que estava no local seguido de spray de pimenta no rosto. Falei que era necessário chamar polícia FEMININA, e o PM – ignorantemente- tornou a responder: “Isso aqui não é Polícia dos Estados Unidos não, isso aqui é Polícia Brasileira.” Como se depois das barbáries presenciadas nas favelas e na USP, alguém ainda tivesse dúvidas disso. Eu, como mulher, me senti agredida e violentada. Isso não é o retrato apenas das políticas medíocres voltadas pra mulher, ou do machismo algoz que nos atravessa dia após dia. É retrato dessa polícia cada vez mais despreparada para a ação, dessa democracia falida que anda junto com o abuso de autoridade hereditário, dessa apatia que envolvem as milhões de pessoas que continuaram tomando sua cerveja enquanto o fenômeno natural chamado violência acontecia de baixo de seus narizes. Obviamente, ela é Negra e Pobre.


Testemunhal registrado no blogue d jornalista José Truda Jr.

Bolívia machista rejeita meninas nos colégios

 

El Ministerio Público inició la tarde del lunes el proceso de notificación a seis padres de familia para que declaren por ser identificados como los incitadores al rechazo violento y discriminatorio a la presencia de alumnas en el Colegio Bolívar, informó la representante de la Oficina Jurídica para la Mujer, Julieta Montaño.

Explicó que la fiscal del Menor, Ximena Narváez, se hará cargo de seguir el proceso y establecerá plenamente quienes fueron los autores directos, instigadores y responsables de los hechos denunciados.

Sostuvo que se pidió por medio de una denuncia formal que las personas identificadas sean procesadas por el delito de discriminación, establecido por el artículo 281  del Código Penal.

“La pena por ese delito es de 1 a 5 años y lo que en realidad queremos es que se siente un precedente. Queremos una sentencia condenatoria para que nunca más en este país vuelva a suceder un hecho como este”, manifestó.

Las presidentas de la Cámara de Diputados y Senadores rechazaron, este lunes, la discriminación de género y pidieron pacificar por la vía del diálogo el conflicto presentado en el colegio Bolívar de la ciudad de Cochabamba, donde sus estudiantes varones junto a padres de familia impiden el ingreso de diez señoritas.

La presidenta de Diputados, Rebeca Delgado, dijo que por encima de las sanciones que pueda emitir el Ministerio de Educación, se debe respetar las leyes y optar por la vía del diálogo para evitar más enfrentamientos como los que se vivió la semana pasada.

“No solamente es un tema de sanciones, sino de comportamientos, de conductas y por eso que se debe optar por la vía de diálogo y la concertación”, manifestó Delgado.

“Nosotros vamos a ser vigilantes de que se cumpla la Ley, y que se cumpla la Constitución”, sostuvo, por su parte, la presidenta del Senado, Gabriela Montaño.

El fenómeno del Colegio Bolívar

por Alfredo E. Mansilla Heredia
Si bien lo macro define lo micro, es importante entender el fenómeno del Colegio Nacional Bolívar, establecimiento en el que tuve mi formación secundaria. Algunos padres de familia con entendimiento parcial de la realidad, en su desubicación pretenden que la unidad educativa no albergue a mujeres en pleno siglo XXI, donde la tendencia de formación es mixta. Se argumentan, limitaciones de infraestructura, que el colegio por tradición es de varones, que las damas inscritas no hicieron fila, etc. La verdad es que, la intolerancia y el pretexto quieren ahondar la discriminación negativa que merma la posibilidad de aplicar el enfoque de equidad con perspectiva de género. El modelo educativo mixto, genera mejores indicadores de convivencia entre varones y mujeres, hace que el costo de oportunidad de las decisiones medianamente inteligentes faciliten el bienestar y la expansión de la cultura, evitando el “machismo” o “hembrismo”, distorsionadores de la acción comunicacional eficiente, que a futuro provocan incompatibilidad, violencia psicológica, física, divorcio y otros males. La educación debe expandir cultura. Es decir, ampliar el pensamiento basado en la empatía y el entendimiento del sistema. Educación, es sinónimo de búsqueda infatigable de la perfectibilidad asumiendo el error destinado a potenciar el conocimiento, interacción vivencial y equilibrio emocional. Bolivia tiene un mayor porcentaje de mujeres, lo medianamente justo sería que en el Colegio Nacional Bolívar y los restantes establecimientos, encaminen un proceso de inscripción aplicando la matemática del reparto proporcional, destacando que diez damas, son insuficientes, pidiendo que de una vez se cumpla la ley, dejando de lado la discriminación negativa, componente del pensamiento reticente y excluyente. Por tradición en el Colegio Nacional Bolívar, se tuvo una formación académica de excelencia, “machista”, al estilo militar de antaño, destacando que por retraso o falta en algún momento se trató al estudiante como si fuese un “cernícalo” y sin derecho a reclamo alguno. Es hora, de profundizar la formación académica, garantizar un proceso de aprendizaje significativo, sin discriminación negativa, con deporte y prioridades que se enmarquen en el enfoque de género alejado de estereotipos o prejuicios que permitan fomentar el enriquecimiento del pensamiento y la creatividad para hacer desarrollo. Hoy el costo de oportunidad para la toma de una decisión inteligente implica sacrificio para dejar de lado el pensamiento negativo y discriminador.