“Un pecado que clama al cielo y que no tiene perdón. El dinero robado a los pobres”

mx_diario_istmo. México corrupção

El cardenal Norberto Rivera Carrera lamentó que México se encuentre sumido en la “esclavitud del crimen” y añadió que derivado de esa situación “son miles de personas las que mueren en medio de la violencia más demencial y diabólica”.

Al encabezar la misa crismal en el contexto de la Semana Santa, el también arzobispo primado de México dijo que debido a la violencia y la inseguridad que genera el crimen organizado, en el país hay “tantas familias destrozadas, tanto dolor sin consuelo, tanto menosprecio de la dignidad de la persona humana y todo esto a causa de la ambición desmedida de riqueza y de poder”.

El cardenal Norberto Rivera Carrera lamentó que México se encuentre sumido en la “esclavitud del crimen”

El cardenal Norberto Rivera Carrera lamentó que México se encuentre sumido en la “esclavitud del crimen”

Rivera Carrera criticó la existencia de “falsos ídolos que no dan lo que prometen sino que quitan la vida a sus adoradores” y añadió que aunado a todo esto el país sufre otra esclavitud: la corrupción”, la cual calificó como la actitud “más escandalosa de ellas”.

Ante cientos de fieles que colmaron la Catedral Metropolitana esta mañana, el jerarca comentó que “por desgracia ciudadanos de los más diversos sectores parecen olvidar que el dinero que nutre sus excesos ha sido robado a los pobres, por lo que es un pecado que clama al cielo y que no tiene perdón, si no se repara el daño, si no se devuelve el dinero cuyo fin público es aliviar la pobreza, la enfermedad y las necesidades más básicas de miles de personas que no tienen lo mínimo para vivir dignamente”.

Recordó palabras del pontífice Francisco respecto a la corrupción: “el papa Francisco lo ha repetido muchas veces, no es compatible la corrupción con la fe cristiana”.

También se refirió a la persecución religiosa que sufren muchos cristianos actualmente, cuyo único “delito es creer en Jesús”.

 

 

JESUS O COMENSAL

por Talis Andrade

JB Jorge Braga

JB Jorge Braga

 
A hospitalidade
era sagrada para Jesus
que ordenou
aos discípulos
dessem acolhida
aos peregrinos
 
Recorda Sodoma destruída
Ló deu guarida
a dois estrangeiros
a dois anjos disfarçados
A morada de Ló foi cercada
– Onde estão os jovens
que vieram para tua casa
Ló saiu à rua e suplicou
– Meus irmãos não façais o mal
a estes homens porque entraram
sob a sombra do meu teto
 
Quem hospedaria um marceneiro
Quem receberia Jesus
e seus companheiros
os sem terra os sem teto
os desafortunados
os libertos
dos espíritos endemoniados 
 
 


Myrria

Myrria

 



In Judeu Errante, livro inédito

PAPAI NOEL SERTANEJO

por Ivo Martins Vieira Junior

vaqueiro

 

 
Imagino um Papai Noel Sertanejo.

Um Papai Noel vivendo numa terra seca, no epicentro da caatinga, sob um sol causticante, sobre um chão tórrido.

Um Papai Noel sem renas, mas montado num jumento.

Um Papai Noel sem gorro, mas usando chapéu de couro.

Um Papai Noel magro, artesão, vaqueiro, um herói anônimo.

Um Papai Noel residindo distante das cidades grandes.

Um Papai Noel que não conhece shopping Center.

Um papai Noel que confecciona bonecas de ”sabugos” de milho, bonecos de madeira rústica, carrinhos de latas de óleo comestível, mamulengos de isopor e caroá, além de outros brinquedos a fim de arrancar sorrisos das crianças do lugar.

Um Papai Noel super-homem, superando adversidades, rompendo barreiras, enfrentando o estigma das longas estiagens.

Um Papai Noel de coração terno, de alma branda.

Um Papai Noel honesto, desprovido de orgulho, semianalfabeto, letrado na arte de suportar problemas.

Um Papai Noel temente a Deus, um homem simples, um sertanejo.

Salgueiro – PE

O dinheiro é o anti-Deus, porque cria um universo espiritual alternativo, muda o objeto das virtudes teologais. Fé, esperança e caridade deixam de estar colocadas em Deus, mas no dinheiro. O apego ao dinheiro é a raiz de todos os males”

 

indignados-rico-banqueiro-corrupto

 

O Papa Francisco presidiu, na tarde desta Sexta-feira Santa, na Basílica Vaticana à celebração da Paixão do Senhor, com o rito da Adoração da Cruz, que caracteriza esta celebração. Como habitualmente nesta ocasião, a homilia foi feita pelo pregador da Casa Pontifícia, Padre Raniero Cantalamessa. O Padre capuchinho centrou a sua homilia na figura de Judas afirmando, desde logo, que este não tinha nascido traidor e não o era quando foi escolhido por Jesus mas tornou-se como tal! Estamos diante de um dos dramas mais obscuros da liberdade humana. Por que se tornou Judas num traidor?” – perguntou o Padre Cantalamessa.

Recordou ainda que durante muitos anos tentou-se dar ao gesto de Judas motivações idealistas como se Judas estivesse desapontado com a maneira com que Jesus realizou a sua ideia do “reino de Deus”. Os Evangelhos falam de um motivo muito mais terra-terra – observou o Padre Cantalamessa: o dinheiro. Judas tinha a responsabilidade da bolsa comum do grupo; na ocasião da unção em Betânia tinha protestado contra o desperdício do perfume precioso derramado por Maria aos pés de Jesus, não porque se preocupasse pelos pobres, assinala S. João, mas porque “era um ladrão e, como tinha a bolsa, tirava o que se colocava lá dentro”(Jo 12, 6). A sua proposta aos chefes dos sacerdotes é explícita: “Quanto estão dispostos a dar-me, se o entregar? E eles fixaram a soma de trinta moedas de prata” (Mt 26, 15).

Mas porquê maravilhar-se desta explicação e achar que ela é banal? Não foi quase sempre assim na história e não é ainda assim hoje em dia? O dinheiro, não é um dos muitos ídolos; é o ídolo por excelência; literalmente, “o ídolo por antonomasia”.

O dinheiro é o anti-Deus, porque cria um universo espiritual alternativo, muda o objeto das virtudes teologais. Fé, esperança e caridade deixam de estar colocadas em Deus, mas no dinheiro. O apego ao dinheiro é a raiz de todos os males” – afirmou o Padre Cantalamessa. É a relação com o dinheiro que está por detrás do tráfico de drogas que destrói tantas vidas humanas, a exploração da prostituição, o fenómeno das várias máfias, a corrupção política, o fabrico e comercialização de armas, e até mesmo a venda de órgãos humanos:

“E a crise financeira que o mundo atravessou e que este país ainda está atravessando, não é, em grande parte, devida à “deplorável ganância por dinheiro”, o auri sacra fames, de alguns poucos? Judas começou roubando dinheiro da bolsa comum. Isso não diz nada a certos administradores do dinheiro público?”

“Mas sem pensar nesses modos criminosos de ganhar dinheiro, não será escandaloso que alguns recebam salários e pensões cem vezes maiores do que aqueles que trabalham nas suas casas, e que levantem logo a voz só com a ameaça de ter que renunciar a algo, em vista de uma maior justiça social?”
“Homens colocados em lugares de responsabilidade que já não sabiam em qual banco ou paraíso fiscal acumular os proventos da sua corrupção, acabaram no banco dos acusados, ou na cela da uma prisão, precisamente quando estavam para dizer a si próprios: ‘agora goza, alma minha’. Para quem é que o fizeram? Valia a pena? Fizeram verdadeiramente o bem dos filhos e da família, se era isto que procuravam? Ou não se terão arruinado e aos outros? O deus do dinheiro encarrega-se de punir ele próprio os seus adoradores.”

A traição de Jesus continua na história. Mas seria demasiado fácil pensar só nos casos clamorosos ou nos gestos feitos por outros. O padre Cantalamessa fez exemplos concretos:

“Trai Cristo quem trai a própria mulher ou o próprio marido. Trai Jesus o ministro de Deus infiel à sua condição que em vez de pastorear o seu rebanho pastoreia-se a si próprio. Trai Jesus quem quer que traia a sua própria consciência.”

Judas depois de ter reconhecido de ter entregue sangue inocente enforcou-se. Qual terá sido o seu destino eterno – perguntou-se o Padre Cantalamessa – convidando a não darmos um juízo apressado. Jesus nunca abandonou Judas – sublinhou – e ninguém sabe onde é que ele caiu quando se lançou da árvore com a corda ao pescoço. Como Jesus procurou o rosto de Pedro depois da sua negação para dar-lhe o perdão, quem sabe como terá procurado também a face de Judas em qualquer curva da sua via sacra! – observou o Padre Cantalamessa que concluiu a sua homilia afirmando que Pedro teve confiança na misericórdia de Cristo e Judas não! O seu grande pecado não foi trair Jesus mas duvidar da sua misericórdia:

“Existe um sacramento no qual é possível fazer uma experiência segura da misericórdia de Cristo: o sacramento da reconciliação. Como é belo este sacramento! É doce experimentar Jesus como Mestre, como Senhor, mas ainda mais doce experimentá-lo como Redentor: como aquele que te tira para fora do abismo, como Pedro no mar, que te toca, como fez com o leproso e te diz: Quero-o, sejas purificado.”

indignados dinheiro livre

“Primero aumentaban porque subía el dólar paralelo. Cuando subió el dólar oficial, volvieron a aumentar. Ahora que está bajando, aumentan por las dudas”

dinheiro cabeça corrupção

Não esqueça que o Brasil não possui independência alimentar. Importa trigo, produtos lácteos, arroz, inclusive feijão. Nossos latifúndios produzem a lavoura de exportação: cana de açúcar, para adoçar a boca do Primeiro Mundo; milho, para a fabricação do álcool nos Estados Unidos; soja para alimentar o gado da Europa, evitando a peste da vaca louca.

Uma meia dúzia de atravessadores comercializam nossos alimentos, via uma rede supermercados.

cristina pag 12

Por Nicolás Lantos

La presidenta Cristina Fernández de Kirchner volvió a denunciar “un intento de desestabilización financiera” acompañado por “algunos medios de comunicación hegemónica” que tuvo lugar durante las últimas semanas mediante la intervención sobre el valor del dólar: “No pudieron, ya está bajando”, aseguró. Tras un acto que encabezó en Casa Rosada para anunciar inversiones en obra pública e inauguraciones industriales en el interior del país, por cadena nacional señaló las maniobras especulativas, citó al economista y ex funcionario radical Miguel Bein, que un día antes había asegurado que “los mercados venían envalentonados con que iban a hacer volar el Gobierno por los aires”, y aseguró que la situación ya está estabilizada. “Tienen que entender que iban a hacer volar a la Argentina por los aires, no al Gobierno”, agregó la mandataria.

“Yo no voy a volar porque no soy bruja”, bromeó Fernández de Kirchner respecto de las denuncias contra los bancos que “fueron acompañados en ese intento por algunos medios hegemónicos”. Los mismos que, dijo, no reproducen sus mensajes, por lo que se ve obligada a recurrir a la cadena nacional, según explicó al comienzo del discurso. También recordó que cuando los mercados tuvieron éxito en sus maniobras especulativas “han volado trabajos, han volado ilusiones, han volado esperanzas, han volado empresas y han volado los ahorros de los argentinos, que se los quedaron ellos”.

Denuncia respaldada

Si bien no es la primera vez que el Gobierno señala maniobras de grupos concentrados destinadas a modificar las condiciones económicas e indirectamente dañar la autoridad presidencial, la novedad en este caso es que llegó respaldada por las declaraciones de Bein, un economista que no milita en el oficialismo, ex subsecretario de la PyME durante el gobierno de Raúl Alfonsín y ex secretario de Política Económica con Fernando de la Rúa, quien el martes había señalado, en una entrevista radial, que “hubo un intento de desestabilización financiera”.

Para el consultor, “los mercados venían muy envalentonados con que iban a vaciar de reservas al Banco Central, y que iban a hacer volar el gobierno por los aires”, aunque “por suerte se alejaron los peores fantasmas” de una crisis sistémica. “Esto era incierto hasta hace una semana, pero desde el jueves pasado aparecieron señales muy importantes de que el gobierno nacional comenzaba a tener la situación bajo control” y a partir de los cambios “se generaron ventas que cambiaron las expectativas”.

En la nota, que la Presidenta repitió durante su discurso, Bein describió las maniobras que se llevaron a cabo para inflar el precio del dólar. “En Nueva York llegaron a pagar, para comprar pesos argentinos a futuro, el equivalente a una tasa de interés de 150 por ciento anual” porque “veían el dólar a 20 pesos dentro de un año”. CFK también destacó cuando el economista criticó al ex ministro Domingo Cavallo por hacer “proyecciones apocalípticas sin basamento, que no resisten ningún análisis técnico” y calificó de “tontos” a sus colegas que comparan la situación actual con la de 2001.

Luego de compartir la reflexión del consultor, la mandataria destacó que los mercados y los medios opositores “no pudieron” desestabilizar la economía y ahora “el dólar está bajando y están entrando divisas”, por lo que el panorama aparece despejado. Cuando dijo esto, el salón de las Mujeres del Bicentenario estalló en aplausos, que se mezclaron con los que llegaban desde los patios de la Casa Rosada, adonde los militantes seguían sus palabras a través de pantallas y sistemas de audio.

Junto a Fernández de Kirchner estaban el ministro de Planificación, Julio De Vido; el de Economía, Axel Kicillof; la gobernadora de Santiago del Estero, Claudia Ledesma Abdala, y el vicegobernador de Chaco en ejercicio de funciones (en reemplazo del jefe de Gabinete, Jorge Capitanich), Juan Carlos Bacileff Ivanoff, quienes minutos antes habían firmado convenios para obra pública en sus provincias con créditos del Banco Mundial y del Banco Interamericano de Desarrollo. Además, acompañaban ministros del gabinete, mientras que entre las primeras filas de invitados especiales abundaban los intendentes del conurbano bonaerense.

Precios Cuidados

En su discurso, la mandataria también hizo referencia a los acuerdos de Precios Cuidados, donde destacó a las cadenas Coto y Carrefour como las que tienen mayor nivel de incumplimientos y volvió a denunciar a HiperTehuelche, propiedad del diputado santacruceño Eduardo Costa, por el precio abusivo de la bolsa de cemento. “Primero aumentaban porque subía el dólar blue, el dólar ilegal. Cuando subió el dólar oficial, volvieron a aumentar. Ahora que está bajando, aumentan por las dudas”, se quejó.

Tal como anticipó Página/12, también prometió “verificaciones, aplicaciones de multas” y “todas las medidas que se tengan que tomar” contra los que aumentan precios de forma desmedida y realizó un “llamamiento especial” al Poder Judicial para que “no frenen esas multas con una cautelar”. Al respecto, anunció la preparación de un proyecto de ley que refuerce la posición de usuarios y consumidores ante las empresas. “Se quejaban de que en mis discursos no hablaba de las cosas que le interesan a la gente. Bueno, estas cosas son las que le interesan a la gente”, agregó.

Finalmente, sin mencionarla, le pidió a la Corte Suprema de Justicia que “le haga el favorcito a la AFIP de que La Nación pague los 300 millones de pesos que debe”, en referencia a una deuda del matutino con el fisco que se encuentra trabada hace una década en esa instancia judicial. Un rato más tarde, ya sin cadena nacional, al hablar ante los militantes en uno de los patios, continuó con el tema. “¿Saben por qué deben 300 millones? Son los aportes de los trabajadores que no hicieron”, recordó.

Tras cantar junto a sus simpatizantes la marcha peronista, la Presidenta pidió a la militancia que sean “un vehículo de unidad de toda la sociedad” para que “la unidad de todos los argentinos sea la barrera infranqueable contra los desestabilizadores” y, en un mensaje a la oposición, concluyó: “Podemos tener diferencias en muchas cosas, pero en una sola cosa no podemos estar en desacuerdo y es en defender los intereses argentinos de los especuladores”.

dolar

Um pastor e suas ovelhas negras

Para ver no cinema: O LOBO DE WALL STREET (“The Wolf of Wall Street“)

Nota 9

Nota 9

por Cristina Moreno de Castro

 

Imaginem um pastor, diante de dezenas de fiéis. Seu deus é o dinheiro, que ele vangloria com deleite, elencando o prazer concedido por meio de iates, mansões, carrões e mulheres com peito siliconado. Sua pregação é uma venda dessa vida de luxo. Os fiéis são seus empregados, mas também seus admiradores, eufóricos com a possibilidade de um dia serem como ele. Fanáticos e vorazes, discando em seus telefones, à cata do próximo norte-americano boçal que cairá em um golpe.

Jordan Belfort, o lobo na pele de Leonardo DiCaprio, é um personagem real, embora seja difícil de acreditar. Seu combustível, além da ganância e da depravação, é um punhado de drogas — barbitúricos e cocaína, principalmente — e bastante sexo. Ele é um autêntico yuppie dos anos 80, que conseguiu enriquecer — muito, muito — jogando com a Bolsa de Valores.

O fato de tudo aquilo ter realmente acontecido dá um sabor especial ao filme. Como pode haver tantas pessoas sem qualquer escrúpulo, reunidas assim, com a única motivação de se darem bem? O filme é narrado em primeira pessoa e Jordan faz questão de sempre destacar seus bens. É a melhor mansão, na região mais nobre da cidade. É o melhor iate, é a mulher mais bonita. Etc. Um esbanjamento de fazer corar qualquer rei do camarote. Mas uma hora aquilo ia ter um fim, e a gente já entra prevendo isso. A expectativa de como ele finalmente se daria mal — o anti-herói que consegue ser tão cativante e ao mesmo tempo tão repulsivo — é o que torna a passagem das três horas de filme menos sentida.

Sim, porque o filme tem um defeito: é longo demais. Martin Scorsese gosta de cenas longas. Graças a deus ele também gosta de boa trilha sonora blueseira (com Elmore James, Bo Diddley, Charles Mingus e outros grandes), de bons personagens e gosta do Leonardo DiCaprio, que é um dos melhores atores de sua geração. Então só tenho coragem de tirar um ponto da avaliação, por causa desses 180 minutos de filme que poderiam ter sido 120 numa boa. Afinal, uma boa história bem contada pode durar o tempo que for.

O filme concorre a cinco estatuetas do Oscar: melhor ator (DiCaprio), melhor coadjuvante (o fenomenal Jonah Hill, um dos vários não famosos que completam o elenco de forma brilhante), melhor roteiro adaptado, melhor diretor e melhor filme. Acho que vai levar pelo menos umas três dessas.

Estamos premiando o pastor da sacanagem? Bom, nada muito diferente da lógica que reina até hoje e que levou a bolha dos Estados Unidos estourar há pouco tempo. O lobo é apenas o cara que faz melhor o que muitos como ele gostariam de saber fazer. E o filme é só um novelo que vai desfiando tudo o que condenamos, tudo o que é moralmente proibido, mas que muitos secretamente desejam.

Leia sobre outros filmes do Oscar 2014:

Trapaça – nota 7
Capitão Phillips – nota 9
A menina que roubava livros – nota 8

Cristina por Cristina no novo blogue no jornal O Tempo: Sou jornalista desde que me entendo por gente. Mas também já fui atriz, atleta, bancária, produtora de um programa de rádio sobre blues, e ainda tenho o sonho secreto de ser professora… Bom, mas oficialmente eu me formei em Comunicação Social, pela UFMG. Passei pela “Folha de S.Paulo”, G1 e fiz frilas para UOL, editora Abril e outros lugares, antes de pousar aqui em O TEMPO, onde sou redatora de Economia. Uma das coisas que mais gosto de fazer é blogar – entrei neste mundo da blogosfera em 2003 e este é o quinto blog que vou editar.

Nota deste jornaleiro: Cristina esqueceu de dizer que faz Poesia. Excelente Poesia. Clique no link poesia

“Dios no murió. Se transformó en dinero”

Entrevista a Giorgio Agamben

Tinyurl
Traducido para Rebelión por Susana Merino
Piero Guccioni

Piero Guccioni

Giorgio Agamben es uno de los más grandes filósofos vivos. Amigo de Pasolini y de Heidegger, es según el Times y Le Monde uno de los diez cerebros más importantes del mundo. Por segundo año consecutivo ha permanecido en Sicilia durante un largo período de vacaciones.

El gobierno de Monti invoca la crisis y el estado de necesidad y parece ser el único camino de salida tanto de la catástrofe financiera como de las indecentes formas que ha tomado el poder en Italia, ¿el enfoque de Monti sería la única salida o podría convertirse contrariamente en un pretexto para imponer serias limitaciones a las libertades democráticas?

“Crisis” y “economía” no se usan hoy en día como conceptos sino como palabras de orden que sirven para imponer y obligar a aceptar medidas y restricciones que la gente no tendría porqué aceptar. “Crisis” significa hoy ¡debes obedecer!” Creo que es muy evidente para todos que la llamada “crisis” viene durando decenios y no es otra cosa que la normalidad con que funciona el capitalismo de nuestro tiempo. Un funcionamiento que no tiene nada de racional.

Para comprender lo que está sucediendo, hay que interpretar al pié de la letra la idea de Walter Benjamin según la cual el capitalismo es ciertamente una religión, es la más feroz, implacable e irracional religión que haya existido jamás porque no conoce ni tregua ni redención. En su nombre se celebra un culto permanente cuya liturgia es el trabajo y su objeto el dinero. Dios no ha muerto, se ha convertido en dinero. La Banca con sus grises funcionarios y sus expertos – ha ocupado el lugar de la iglesia y de sus curas y gobernando el crédito (incluso los créditos estatales, que han abdicado fácilmente su soberanía) manipula y administra la fe – la escasa e incierta fe – que aún le queda a nuestro tiempo. Por otra parte que el capitalismo sea hoy en día una religión, nada lo muestra mejor que el título aparecido en un gran diario nacional hace pocos días: “salvar al Euro a cualquier precio” Ya “salvar” es un concepto religioso pero ¿qué significa “a cualquier precio”? ¿Aún al costo de sacrificar vidas humanas? Solo en una perspectiva religiosa (o mejor dicho seudoreligiosa) se pueden hacer afirmaciones tan paletamente absurdas e inhumanas.

La crisis económica que amenaza con convulsionar a buena parte de los estados europeos ¿se puede generalizar como una crisis de toda la modernidad?

La crisis que está atravesando Europa no tiene que ver tanto con un problema económico como se quiere hacer creer sino ante todo una crisis de la relación con el pasado. El conocimiento del pasado es el único camino de acceso al presente. Es buscando entender el presente que los hombres – por lo menos los europeos – se sienten obligados a interrogar al pasado. He precisado “nosotros los europeos” porque me parece, admitiendo que la palabra Europa tenga sentido, como parece hoy en día evidente, ese sentido no puede ser ni político, ni religioso y tanto menos económico pero consiste en que el hombre europeo – a diferencia por ejemplo de los asiáticos y de los americanos, para quienes la historia y el pasado tienen un significado totalmente diferente – puede acceder a su verdad solamente a través de una confrontación con el pasado, solo haciendo cuentas con su historia. El pasado no es tan solo un patrimonio de bienes y de tradiciones, de recuerdos y saberes sino sobre todo un componente antropológico esencial del hombre europeo, que puede acceder al presente solo mirando lo que le ha ido sucediendo. De la especial relación que tienen los países europeos (Italia y desde luego Sicilia son desde este punto de vista ejemplares) con sus ciudades, con sus obras de arte, con su paisaje: no se trata de conservar bienes más o menos valiosos, pero exteriores y accesibles: esta es en cuestión la verdadera realidad europea, su indiscutible supervivencia. Por eso destruyendo el paisaje italiano con el hormigón de las autopistas y la alta velocidad, los especuladores no se privan de ganar pero destruyen nuestra propia identidad. La misma expresión “bienes culturales” es engañosa, porque sugiere que se trata de unos bienes entre otros, que pueden ser aprovechados económicamente y hasta vendidos, como si se pudiera liquidar y poner en venta la propia identidad.

Hace muchos años un filósofo que era además un alto funcionario de la naciente Europa, Alexandre Kojève sostenía que el homo sapiens había llegado al final de su historia y que no tenía ante sí más que dos posibilidades: el acceso a una animalidad posthistórica (encarnado en la american way of life) o el esnobismo (encarnado de los japoneses) que continuan celebrando su ceremonia del té, vacías pero con un significado histórico. Entre unos EEUU integralmente reanimalizados y un Japón que se mantiene humano solo a través de renunciar a todo contenido histórico, Europa podría ofrecer la alternativa de una cultura que se mantiene humana y vital aún después del fin de la historia, porque es capaz de enfrentarse a su propia historia en su totalidad para desde allí alcanzar una nueva vida.

Su obra más destacada Homo Sacer investiga sobre la relación del poder político y la nuda vida y pone en evidencia las dificultades presentes en ambos términos, ¿Cuál es el punto de posible intermediación entre ambos polos?

Lo que me han demostrado mis investigaciones es que el poder soberano se fundamenta desde sus comienzos en la separación entre nuda vida (la vida biológica que en Grecia tenía lugar en la casa) y la vida políticamente calificada (que se desarrollaba en la ciudad). La nuda vida se halla excluida de la política y al mismo tiempo incluida y capturada por la propia exclusión: en este sentido la nuda vida es el fundamento negativo del poder. Esta separación alcanza su forma extrema en la biopolítica moderna. Lo que sucedió en los estados totalitarios del novecientos y que es el poder (ya sea a través de la ciencia) que decide en última instancia qué es una vida humana y qué no lo es. Por el contrario sucede que se piensa en una política de las formas vitales, es decir en una vida que no pueda separarse de su forma, es decir que nunca más sea nuda vida.

El fastidio, por usar un eufemismo, con que el hombre común enfrenta a la política ¿está vinculado a las específicas condiciones italianas o es de algún modo inevitable?

Creo que hoy estamos frente a un fenómeno nuevo que va más allá del desencanto y de la recíproca desconfianza entre los ciudadanos y el poder y que abarca todo el planeta. Lo que se está produciendo es una transformación radical de las categorías con las que estábamos acostumbrados a pensar la política. El nuevo orden del poder mundial se basa en un modelo de gobernabilidad que se define democrático, pero que nada tiene que ver con lo que este término significaba en Atenas. Que este modelo sea, desde el punto de vista del poder, más económico y funcional lo prueba el que haya sido adoptado hasta por los regímenes que hasta no hace muchos años eran dictaduras. Es mucho más fácil manipular la opinión de la gente a través de los medios y la televisión que tener que imponer permanentemente cada decisión por medio de la violencia. Las formas políticas que conocíamos – el estado nacional, la soberanía, la participación democrática, los partidos políticos, el derecho internacional – han llegado al final de su historia. Permanecen en la vida como formas vacuas, pero la política actual tiene la forma de una “economía” es decir un gobierno de las cosas y de los hombres. Lo que nos resta es pensar integramente, desde el principio lo que hasta ahora hemos definido con la expresión, por otra parte poco clara, de “vida política”

El estado de excepción que usted ha vinculado al concepto de soberanía parece asumir hoy en día el carácter de normalidad, pero los ciudadanos permanecen perdidos ante la incertidumbre en la que viven cotidianamente ¿es posible atenuar esta sensación?

Vivimos desde hace décadas en un estado de excepción, que se ha convertido en regla, como sucede en la economía, la crisis es la condición normal. El estado de excepción que debería hallarse limitado en el tiempo – es en cambio hoy el modelo normal de gobierno y esto en los mismos estados que se llaman democráticos. Pocos saben que las normas de seguridad introducidas luego del 11 de setiembre (en Italia ya habían sido establecidas durante los años de plomo) son peores que las vigentes durante el fascismo. Y los crímenes contra la humanidad cometidos durante el nazismo fueron posibles debido al hecho de que Hitler había asumido el poder y proclamado un estado de excepción que nunca fue revocado. Y él sin embargo no tenía las mismas posibilidades de control (datos biométricos, telecámaras, celulares, tarjetas de crédito) propias de los estados contemporáneos. Se diría que hoy el Estado considera que cada ciudadano es un terrorista virtual. Esto no hace otra cosa que deteriorar y volver imposible la participación en la política que debe definir a la democracia, Una ciudad cuyas plazas y cuyas calles están controladas mediante telecámaras no puede ser un lugar público: es una cárcel.

¿Podemos plantearle una pregunta sobre la conferencia que pronunció en Sicilia? Algunos han llegado a la conclusión de que ha sido un homenaje a Piero Guccioni, a una amistad de tanto tiempo, otros han visto una orientación de cómo huir del jaque mate al que se halla encadenado el arte contemporáneo

Piero Guccioni

Piero Guccioni

Es verdad se trataba de un homenaje a Piero Guccioni y a Scicli, una pequeña ciudad en la que residen algunos de los más importantes pintores vivos. La situación del arte es actual y posiblemente el mejor lugar para comprender la crisis de la relación con el pasado del que hemos hablado. El único lugar en donde puede vivir el pasado es el presente y si el presente deja de sentir vivo al propio pasado, el museo y el arte, que son las figuras eminentes de aquel pasado se convierten en lugares problemáticos. En una sociedad que ya no sabe qué hacer con su pasado, el arte se encuentra atrapado entre el Escila del museo y el Caribdis de la mercantilización (1) Y a menudo como en los templos del absurdo como lo son los museos de arte contemporáneo, ambas cosas coinciden. Duchamp ha sido probablemente el primero en darse cuenta del callejón sin salida en que se había encerrado el arte. ¿Qué es lo que inventa Duchamp con el ready-made? Toma cualquier objeto usual por ejemplo un urinario e introduciéndolo en un museo lo obliga a presentarse como una obra de arte. Naturalmente – luego del breve instante en que dura el efecto de la extrañeza y de la sorpresa – en realidad nada agrega a su presencia: no la obra porque se trata de un objeto usual, cualquier objeto producido industrialmente, ni la obra artística por no existe en modo alguno “poiesis”, producción – y menos aún artista, sino que como filósofo o crítico o como amaba decir Duchamp, “uno que respira” un simple ser vivo. En todo caso es cierto que él no pretendía producir una obra de arte sino desbloquear el camino del arte, encerrado entre el museo y la mercantilización. Como sabéis lo que sucedió en cambio es que una clase, aún activa, de hábiles especuladores transformó el ready-made en obra de arte. Y el llamado arte contemporáneo no hace sino repetir el gesto de Duchamp llenando de no-obras y de performances a los museos que no son otra cosa que órganos del mercado destinados a acelerar la circulación de mercaderías que como el dinero, han llegado a un estado de liquidez y quieren seguir valiendo como obras. Esta es la contradicción del arte contemporáneo: abolir la obra y además pretender un precio.

1) N.de T. Escila y Caribdis son dos monstruos marinos de la mitología griega situados en orillas opuestas de un estrecho canal de agua, tan cerca que los marineros intentando evitar a Caribdis pasarían muy cerca de Escila y viceversa.