Papa adverte que abandonar idosos é “pecado mortal”.

O papa advertiu hoje que abandonar os idosos é um “pecado mortal” e sem “honrar os idosos” não há “futuro para os jovens”

 

 

Cecigian

Cecigian

Francisco falava na audiência geral das quartas-feiras, perante milhares de fiéis concentrados na praça de São Pedro.

“Os idosos deviam ser para toda a sociedade uma reserva de sabedoria”, sublinhou.

“Os idosos são abandonados, não só em condições materiais precárias, mas também enfrentam numerosas dificuldades que devem ultrapassar para sobreviver numa sociedade que não quer a sua participação”, declarou.

O papa referiu que, graças ao progresso da medicina, “a vida humana aumentou, mas o coração não cresceu” perante a realidade dos idosos.

Francisco denunciou a sociedade atual, referindo-se mais uma vez à “cultura do descartável”, que “abandona os idosos” e onde muitos deles “vivem com angústia esta situação de abandono”.

“Os idosos são homens e mulheres, pais e mães, que estiveram antes de nós no nosso caminho, na nossa mesma casa, na nossa batalha quotidiana por uma vida boa. Homens e mulheres de quem recebemos muito”, sublinhou.

“O idoso não é um ser estranho, o idoso somos nós. Dentro de muito ou pouco (tempo), é inevitável. Se não aprendermos a tratar bem os idosos, assim seremos tratados”, acrescentou.

O papa frisou que uma sociedade “sem proximidade é uma sociedade perversa” e a Igreja, “fiel à palavra de Deus”, não pode tolerar essa sociedade. Agência Lusa/ Jornal I

 

Os idosos somos nós

Na audiência geral o Papa Francisco fala da importância dos avós e da sua condição problemática 

Payam Boromand

Payam Boromand

«A atenção dada aos idosos distingue uma civilização»: foi a admoestação lançada pelo Papa Francisco na audiência geral de quarta-feira 4 de Março. Ao encontrar na praça de São Pedro doze mil fiéis provenientes de todas as partes do mundo, o Pontífice prosseguiu o ciclo de reflexões dedicadas à família e analisou a «actual condição problemática» dos avós, face a tantas situações de abandono e indiferença. E definiu «perversa» «uma sociedade sem proximidade» em relação «a esta fase da vida».

Acrescentando, como de costume, algumas considerações pessoais ao texto preparado, o Papa explicou que «os idosos são uma riqueza, não se podem ignorar», porque «esta civilização só irá em frente se souber respeitar» a sua sabedoria. Com efeito, prosseguiu com uma imagem forte, «uma civilização na qual os idosos são descartados porque causam problemas tem em si o vírus da morte».

Inspirando-se na sua experiência durante o ministério episcopal em Buenos Aires, o Pontífice recordou a situação de uma idosa abandonada pelos filhos que não se lamentava não obstante tivessem passado oito meses depois da última visita deles. «Isto chama-se pecado mortal» comentou. Em seguida repropôs a história – que lhe foi contada pela sua avó – de uma família na qual um idoso que «se sujava quando comia» foi relegado para «a cozinha para que não fizessem má figura quando os amigos vinham almoçar ou jantar». A narração prossegue com o cenário de um pai de família que poucos dias mais tarde, quando voltou para casa, encontrou o filho a brincar com madeira, martelo e pregos. Quando o pai lhe perguntou o que estava a fazer, o menino respondeu: «Construo uma mesa para quando tu fores idoso, assim podes comer ali». Demonstrando, frisou Francisco, que na relação com os idosos «as crianças têm mais consciência do que nós».

Onde não são honrados os idosos, não há futuro para os jovens

 Ramses Morales Izquierdo

Ramses Morales Izquierdo

Figuras importantes na família são os avós, a reserva sapiencial da vida. Infelizmente uma certa cultura do lucro insiste em fazer aparecer os idosos como um peso, que se deve descartar. Isto não se diz abertamente, mas é assim que se procede. Com o progresso da medicina, foi possível alongar a vida, mas a sociedade não soube “alargar-se” para a acolher e rejubilar com ela. A Igreja não pode nem quer conformar-se com o modelo consumista actual que olha com impaciência, indiferença e desprezo para a velhice. Os idosos são homens e mulheres, pais e mães que percorreram, antes de nós, as mesmas estradas, estiveram na mesma casa, travaram a mesma luta diária por uma vida digna. São homens e mulheres de quem muito recebemos. Temos de despertar o sentimento colectivo de gratidão, apreço, hospitalidade, que faça sentir o idoso como parte activa da sua comunidade. O idoso é cada um de nós daqui a alguns anos; inevitavelmente, embora não pensemos nisso. Todos os idosos são frágeis; mas há alguns que o são de modo particular porque sem ninguém e a braços com a doença: dependem absolutamente dos cuidados e da solicitude dos outros. Mas, por esse motivo, vamos abandoná-los? Uma sociedade, onde a gratuidade e o afecto desinteressado vão desaparecendo – mesmo para com os de fora da família –, é uma sociedade perversa. A Igreja, fiel à Palavra de Deus, não pode tolerar tais degenerações. Uma comunidade cristã, onde deixassem de ser consideradas indispensáveis a proximidade e a gratuidade, com elas perderia a sua alma. Onde não são honrados os idosos, não há futuro para os jovens. Copyright – Libreria Editrice Vaticana

A discriminação é uma violação aos direitos humanos e não pode seguir impune

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A ONU comemora neste 1º de março o Dia da Discriminação Zero. O Secretário-Geral Ban Ki-moon afirmou que a data é a chance de celebrar a diversidade e rejeitar qualquer tipo de preconceito. Ele disse ainda que a discriminação é uma violação aos direitos humanos e que esta não pode seguir impune, pois todos têm o direito de viver com respeito e dignidade.

O Diretor executivo do Programa Conjunto sobre HIV/Aids (Unaids), que lidera a campanha Zero Discriminação, Michel Sidibé lembrou que o compromisso de tornar o mundo livre de estigma e discriminação não é uma opção, mas um dever e destacou que a discriminação provoca preconceito, limita as chances de milhões de pessoas e pode causar abusos e violência.

Sidibé lembrou da importância das denúncias, do apoio às pessoas discriminadas e da promoção dos benefícios da diversidade para se vencer a discriminação. Segundo a Unaids, quase 80 países têm leis criminalizando o homossexualismo. A agência também informou que no mundo mais de 10% das mulheres e 23% dos homens que sofrem de algum tipo de deficiência não buscam assistência de saúde, porque foram maltratados na primeira visita ao médico.

“A homo-lesbo-transfobia é uma realidade que limita os direitos e a liberdade, viola a dignidade, ataca a integridade física e provoca mortes em todo o mundo. Não enfrentar essa questão e não falar claramente sobre ela é aceitar que ela continue a fazer vítimas diárias”, afirmou o coordenador do Sistema ONU no Brasil, Jorge Chediek.

“O direito do trabalho é um direito de vanguarda que incorpora uma série de elementos normativos progressistas. É um elemento de transformação social, que influencia positivamente o ambiente de trabalho. A questão dos trabalhadores LGBT precisa ser tratada e regulamentada”, declarou o presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous.

De acordo com a coordenadora da organização Criola, Lúcia Xavier, sob o ponto de vista da questão racial e de outras dimensões da vida humana, “atuar contra a discriminação não é só agir em termos individuais contra processos discriminatórios, mas fortalecer os mecanismos para que a sociedade seja mais democrática, que cumpra com os direitos humanos, que tenha serviços mais adequados e com qualidade de vida”, disse.

Para Lúcia, dias como este são importantes para que o assunto seja discutido. “Não é só a discriminação em si. Ela produz mortes. Além disso, damos visibilidade à produção e ao patrimônio de diversos grupos, como a população negra, LGBT e povos indígenas”, explicou Lúcia.

Para a agência da ONU, no Brasil os descendentes africanos têm mais chances de desemprego que os brancos. Os salários dos negros representam menos da metade que os dos brancos. Nos Estados Unidos, 64% dos trabalhadores disseram ter visto ou sido vítima de discriminação pela idade. No Reino Unido, aproximadamente 70% dos trabalhadores que ganham salário mínimo são mulheres.

 

A INEVITABILIDADE DO FIM

 

por Luciana Chardelli

 

 

Entre nós, o céu, o inferno e o nada
há apenas a vida,
que é a coisa mais frágil do mundo
Blaise Pascal

Amour, Michael Haneke.

Amour, Michael Haneke.

 

O diretor austríaco Michael Haneke em seu filme Amor (Amour, 2012) conduz uma crua e bela reflexão do fim. Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant, protagonistas, desenvolvem um trabalho delicado como Georges e Anne, músicos aposentados que vivenciam a suavidade de uma intimidade adquirida ao longo de uma vida. A intimidade é a face mais bela do amor, porquanto que sinônimo de amor nu. Intimidade é a revelação de um todo, construção minuciosa de detalhes íntimos, delicadeza que não precisa ser vista. Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva) chegaram a esse momento do amor, até que Anne sofre um derrame e tem início a caminhada para o inevitável fim.

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É dilacerante em Amor observar o tempo que antecede o fim, tudo se contamina: os espaços, o silêncio, os gemidos; tudo dói. Perceber o fim, seja por qual motivo ele venha, é como arrancar a pele da alma; é contar minutos para o adeus; é procurar palavras sem que nenhuma nova palavra mágica nos seja ensinada. Em Amor, o tempo que antecede o fim cobre de escombros a dignidade, a intimidade, a identidade, as referências.

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Impressiona no filme a lenta modificação no cenário, uma invasão, um tumulto mudo e insistente. Há fins que são uma evasão invasiva. Tudo some, tudo permanece insistentemente.

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Despedir-se do amor nu, íntimo, amante ou amigo é ver partir um pouco de sua própria história. Faz nascer no peito um distante próximo, causando um efeito de carta fechada e endereçada a um destino sem rua. Saudade é carta lacrada, letras silenciosas, inexecutáveis, mas também é o carimbo da existência do prazer e do belo, ainda que findos.

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Existe fim em tudo: no amor, na existência, na infância, na velhice. Todo o começo sempre tem seu fim. Há nesta vida vários fins. A vida, na verdade, é uma grande despedida.

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Trailer

 

 

 

 

VELHOFOBIA. Quem tem velhice é como se fosse um doente contagioso

EU TENHO UM SONHO

De Celso Marconi Lins

 

Celso Marconi

 

Eu queria viver no mundo sem temer o mais forte
Onde quem tem foguetes massacra quem não tem
Onde um empurra o outro simplesmente para passar
E o mais forte apóia sempre o mais forte e nunca o fraco
Como acontece com o grande país do norte daqui
Eu gostaria de caminhar na rua e subir num ônibus sem medo
Mesmo que eu não enxergasse muito bem com um olho
E com o outro olho eu não enxergasse nada nada e nada
Gostaria também de deixar a minha casa aberta
E não tivesse medo de que alguém estranho entrasse
E pudesse deixar meus livros livres para quem quisesse ler
Eu não queria ler no jornal que o pai e a madrasta matou o filho
Não gosto de ver que crianças morreram porque comeram do lixo
Comidas que muitos não se preocupam em deixar só cair no chão
O melhor seria se a gente pudesse caminhar a pé pelas ruas
Até o sol se por e não se preocupar se a noite vai chegando e escurecendo
Acho que uma pessoa de mais de 80 anos deveria andar pra lá e pra cá
Sem subterfúgios sem pressa conversando com alguém que encontrasse
Mas quem tem velhice é como se fosse um doente contagioso
Pra que tanta lei do idoso se a lei que vale é a de ser trancado em casa
Quando o idoso tem casa para ser trancado e então escondido
Quantas coisas eu vejo no mundo de hoje e simplesmente não gosto
E também vejo muitas coisas maravilhosas mas que são distantes escondidas
Será que existe algum planeta onde o animal vivente seja mais moderado
E não precise de se matar e esfolar os outros para sobreviver?
Se existe quero ir para lá mas não com os pés juntos.

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Bairro Novo, Olinda, 3 agosto 2014

A velhofobia e a decadência do Ocidente capitalista

Lucian Freud

Lucian Freud

 

A VELHOFOBIA é mais irracional e cruel do que o racismo, a xenofobia, a lesbofobia, a homofobia. É a mais grave das violências no decadente Ocidente capitalista e cristão.

 

A VELHOFOBIA existe entre os heterossexuais e homossexuais. Aliás, gay quer dizer rapaz alegre. O vivente mais desprezado pelos gays é uma bicha velha. Vale para as lésbicas.

 

velhofobia velhas lésbicas

 

Na maioria heterossexual, as chapeuzinho-vermelho adoram um jovem lobo mau. Elas não gostam é do lobo velho. Quando o nojo sempre foi de quem come.

 

O amor não tem idade. Para a VELHOFOBIA tem. Diferente governos e a justiça criminalizam o amor dos velhos. Que, até para casar, precisam do consentimento dos herdeiros.

 

Não existe amor de mais, nem de menos. Amor de menos é amizade. Amor demais, paixão. O amor é amor, simplesmente.  O sexo por amor é lindo. E sagrado.

 

A VELHOFOBIA é desprezo, nojo dos velhos, que têm sua sexualidade ridicularizada, humilhada, condenada.

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velhofobia ereção tesão

velhofobia fantasia de jovem

 

Os filhos levam os amositos homo e/ou hetero para a casa dos pais. Ai dos pais separados, divorciados e viúvos se fizerem o mesmo. Os rebentos arrebentam tudo. Tocam fogo na casa. Promovem uma lapidação.

 

Quem tem menos de trinta faz amor com gatos e sapatos, inclusive com drogados, bandidos, gigolôs etc. Depois dos 50 vai ficando cada vez mais difícil neste Brasil das 500 mil prostitutas infantis.

 

Nada mais desumano, cruel e humilhantes do que o nojo. A VELHOFOBIA começa com o nojo.

 

Entre os jovens é mais fácil e aceitável fazer amor com um aidético, um leproso, uma alma sebosa do que com um velho.

 

Um aidético nunca é um velho, ou um idoso ou um ancião, morre antes.

 

Os controladores da sexualidade, os psiquiatras e os governos (para não pagar pensão), os filhos para não dividirem herança, criaram um novo amor considerado como doença e contra a natureza: CRONOFILIA. Ter atrações sexuais fora da sua faixa de idade.

 

Muita gente esquece: PEDOFILIA é a atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente, dirigida primariamente para crianças pré-púberes. Adolescentes de 16 ou 17 anos também podem ser classificados como pedófilos, se eles tiverem uma preferência sexual persistente ou predominante por crianças pré-púberes, pelo menos cinco anos mais novas do que eles.

 

Neste mundo em que tudo é descartável, e tudo se torna obsoleto, a velhice se tornou um lixo social. Depois dos 50, nem sexo em casa, nem emprego nas empresas privadas.

 

Que fique criado, e que seja divulgado o termo VELHOFOBIA.

 

velhofobia cadeirante

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Giancarlo

Giancarlo

 

Vitória

Vitória

 

 

Goiânia

Goiânia

 

 

 

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Os assassinos invisíveis. Dez denúncias de assédio moral no trabalho registradas por dia

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O que é assédio moral? São atos cruéis e desumanos que caracterizam uma atitude violenta e sem ética nas relações de trabalho, praticada por um ou mais chefes contra seus subordinados.

Trata-se da exposição de trabalhadoras e trabalhadores a situações vexatórias, constrangedoras e humilhantes durante o exercício de sua função.

Esses atos visam humilhar, desqualificar e desestabilizar emocionalmente a relação da vítima com a organização e o ambiente de trabalho, o que põe em risco a saúde, a própria vida da vítima e seu emprego.

A violência moral ocasiona desordens emocionais, atinge a dignidade e identidade da pessoa humana, altera valores, causa danos psíquicos (mentais), interfere negativamente na saúde, na qualidade de vida e pode até levar à morte. Suicídios e assassinatos. De mortes encomendadas. De pistolagem, pela preferência de pagar um assassino de aluguel a pagar direitos trabalhistas de um empregado.

Como acontece

A vítima escolhida é isolada do grupo, sem explicações. Passa a ser hostilizada, ridicularizada e desacreditada no seu local de trabalho. É comum os colegas romperem os laços afetivos com a vítima e reproduzirem as ações e os atos do(a) agressor(a) no ambiente de trabalho. O medo do desemprego, e a vergonha de virem a ser humilhados, associados ao estímulo constante da concorrência profissional, os tornam coniventes com a conduta do assediador.

A MAIORIA DAS VÍTIMAS É MULHER E É NEGRA

Assédio moral

VIOLÊNCIA MORAL CONTRA A MULHER 

 

O assediador é sempre um covarde. Ataca sempre os mais fracos.

Geralmente, o ambiente de trabalho é o mais perverso para as mulheres, pois, além do controle e da fiscalização cerrada, são discriminadas. Essa prática é mais frequente com as afro-descendentes. Muitas vezes o assédio moral diferido contra elas é precedido de uma negativa ao assédio sexual. Em alguns casos, os constrangimentos começam na procura do emprego, a partir da apresentação estética.

Posteriormente, ações como:

• Ameaça, insulto, isolamento

• Restrição ao uso sanitário

• Restrições com grávidas, mulheres com filhos e casadas

• São as primeiras a serem demitidas

• Os cursos de aperfeiçoamento são preferencialmente para os homens

• Revista vexatória, e outras atitudes que caracterizam assédio moral

O assédio moral contra as mulheres sempre acontece depois do assédio sexual fracassado. O famoso “dá ou desce”.

Matteo Bertelli

Matteo Bertelli

VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA O HOMEM E ORIENTAÇÃO SEXUAL

 

O homem não está livre do assédio, particularmente se for homoafetivo ou possuir algum tipo de limitação física ou de saúde.

No que se refere à orientação sexual, não há instrumentos oficiais para esse tipo de verificação. E, aqui, o entrave é também cultural e está ligado ao que significa ser homem na sociedade brasileira. Em uma sociedade machista, os preconceitos com relação à orientação sexual são ainda mais graves.

O assédio moral contra os homosexuals, também, pode começar pelo assédio sexual.

 

VIOLÊNCIA MORAL CONTRA A VELHICE, DOENTES E ACIDENTADOS (AS)

Tomas

Tomas

• Ter outra pessoa na função, quando retorna ao serviço

• Ser colocado em local sem função alguma

• Não fornecer ou retirar instrumentos de trabalho

• Estimular a discriminação entre os sadios e os adoecidos

• Dificultar a entrega de documentos necessários à concretização da perícia médica pelo INSS

• Demitir após o transcurso da estabilidade legal

No culto publicitário do hedonismo, do consumismo, da beleza dos jovens, a velhice começa com as primeiras rugas nas mulheres, e os primeiros cabelos brancos nos homens. Cada vez fica mais difícil arranjar emprego depois dos 40 anos.

O assediador é tarado por carne nova.

 

OBJETIVO DO(A) AGRESSOR(A)

• Desestabilizar emocional e profissionalmente

• Livrar-se da vítima: forçá-lo(a) a pedir demissão ou demiti-lo(a), em geral, por insubordinação

 

ESTRATÉGIA DO(A) AGRESSOR(A)

• Escolher a vítima e o(a) isolar do grupo

• Impedir que a vítima se expresse e não explicar o porquê

• Fragilizar, ridicularizar, inferiorizar, menosprezar em seu local de trabalho

• Culpar/responsabilizar publicamente, levando os comentários sobre a incapacidade da vítima, muitas vezes, até o espaço familiar

• Destruir emocionalmente a vítima por meio da vigilância acentuada e constante. Ele(a) se isola da família e dos amigos, passa a usar drogas, principalmente o álcool, com frequência, desencadeando ou agravando doenças preexistentes

• Impor à equipe sua autoridade para aumentar a produtividade

 

COMO IDENTIFICAR O ASSEDIADOR

É no cotidiano do ambiente de trabalho que o assédio moral ganha corpo.

Alguns comportamentos típicos do(a) agressor(a) fornecem a senha para o processo de assédio moral nas empresas.

O assédio moral é uma relação triangular entre quem assedia, a vítima e os demais colegas de trabalho.

Após a confirmação de que está sendo vítima de assédio moral, não se intimide, nem seja cúmplice. Denuncie!

 

DENUNCIE O ASSEDIADOR, UM COVARDE PSICOPATA

Todo assediador é incompetente,  frustado, covarde, um baba-ovo quando um empregado que exerce cargo de confiança, ou um patrão escravocrata e usurário,  um psicopata social.

 

CONFIRA ALGUNS EXEMPLOS DE ASSÉDIO

• Ameaçar constantemente, amedrontando quanto à perda do emprego

• Subir na mesa e chamar a todos de incompetentes

• Repetir a mesma ordem para realizar tarefas simples, centenas de vezes, até desestabilizar emocionalmente o(a) subordinado(a)

• Sobrecarregar de tarefas ou impedir a continuidade do trabalho, negando informações

• Desmoralizar publicamente

• Rir, a distância e em pequeno grupo, direcionando os risos ao trabalhador

• Querer saber o que se está conversando

• Ignorar a presença do(a) trabalhador(a)

• Desviar da função ou retirar material necessário à execução da tarefa, impedindo sua execução

• Troca de turno de trabalho sem prévio aviso

• Mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do trabalhador

• Dispensar o trabalhador por telefone, telegrama ou correio eletrônico, estando ele em gozo de férias

• Espalhar entre os(as) colegas que o(a) trabalhador(a) está com problemas nervosos

• Sugerir que o trabalhador peça demissão devido a problemas de saúde

• Divulgar boatos sobre a moral do trabalhador

 

COMO A VÍTIMA REAGE

 Alex Falco Chang

Alex Falco Chang

MULHERES: São humilhadas e expressam sua indignação com choro, tristeza, ressentimentos e mágoas.

Sentimento de inutilidade, fracasso e baixa auto-estima, tremores e palpitações. Insônia, depressão e diminuição da libido são manifestações características desse trauma.

HOMENS: Sentem-se revoltados, indignados, desonrados, com raiva, traídos e têm vontade de vingar-se.

Idéias de suicídio e tendências ao alcoolismo.

Sentem-se envergonhados diante da mulher e dos filhos, sobressaindo o sentimento de inutilidade, fracasso e baixa auto-estima.

 

O QUE A VÍTIMA DEVE FAZER

• Resistir. Anotar, com detalhes, todas as humilhações sofridas: dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do(a) agressor(a), colegas que testemunharam os fatos, conteúdo da conversa e o que mais achar necessário.

• Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que sofrem humilhações do(a) agressor(a)

•Evitar conversa, sem testemunhas, com o(a) agressor(a).

• Procurar seu sindicato e relatar o acontecido.

• Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas.

* E denunciar ao

• Ministério do Trabalho e Emprego

• Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego

• Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher

• Conselhos Estaduais dos Direitos da Mulher

• Comissão de Direitos Humanos

• Conselho Regional de Medicina

• Ministério Público

• Justiça do Trabalho

• Ouvidoria 0800 61 0101 (Região Sul e Centro-Oeste, Estados do Acre, Rondônia e Tocantins) 0800 285 0101 (Para as demais localidades)

http://www.mte.gov.br/ouvidoria

* Existem organizações internacionais.

 

O MEDO REFORÇA O PODER DO(A) AGRESSOR(A)

O assédio moral no trabalho não é um fato isolado. Como vimos, ele se baseia na repetição, ao longo do tempo, de práticas vexatórias e constrangedoras, explicitando a degradação deliberada das condições de trabalho.

Nessa luta, são aliados dos(as) trabalhadores(as) os centros de Referência em Saúde dos Trabalhadores, Comissões de Direitos Humanos e Comissão de Igualdade e Oportunidade de Gênero, de Raça e Etnia, de Pessoas com Deficiência e de Combate à Discriminação nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego.

Um ambiente de trabalho saudável é uma conquista diária possível. Para que isso aconteça, é preciso vigilância constante e cooperação. É preciso não ter medo. O agressor(a) conta com a sua covardia. Sua falta de amor próprio.

 

AS PERDAS PARA O EMPREGADOR

Pedro X. Molina

Pedro X. Molina

 

•Queda da produtividade e menor eficiência, imagem negativa da empresa perante os consumidores e mercado de trabalho

•Alteração na qualidade do serviço/produto e baixo índice de criatividade

• Doenças profissionais, acidentes de trabalho e danos aos equipamentos

•Troca constante de empregados, ocasionando despesas com rescisões, seleção e treinamento de pessoal

• Aumento de ações trabalhistas, inclusive com pedidos de reparação por danos morais

 

AÇÕES PREVENTIVAS DAS EMPRESAS

 Pedro X. Molina

Pedro X. Molina

Os problemas de relacionamento dentro do ambiente de trabalho e os prejuízos daí resultantes serão tanto maiores quanto mais desorganizada for a empresa e maior for o grau de tolerância do empregador em relação às praticas de assédio moral.

• Estabelecer diálogo sobre os métodos de organização de trabalho com os gestores (RH) e trabalhadores(as)

•Realização de seminários, palestras e outras atividades voltadas à discussão e sensibilização sobre tais práticas abusivas

• Criar um código de ética que proíba todas as formas de discriminação e de assédio moral (Fonte Ministério do Trabalho e Emprego, Assédio Moral no Emprego, cartilha)

 

 

UM PITO AOS HOMENS QUE NÃO TE FAZEM VOAR

por Sandra Santos

 

sandra santos blogue

 

“no les perdono, bajo ningún pretexto, que no sepan volar”
Oliverio Girondo

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a mim nada importa que um homem ainda use fraldas.
que necessite do seio de sua mãe todo domingo.
perdoo sem esforço a falta e excesso de pelos;
e até mesmo a pressa matinal e o cigarro;
assim como a saliência abdominal.
um homem ainda é bonito na brancura dos cabelos
ou na ausência de uma espinha retilínea.
imperdoável é o homem que não ousa te fazer voar!
não cabe na minha cama um homem que não saiba.
explorar sob a saia com a insistência de um passarinho
nos pistilos do hibisco, em busca do néctar.
não cabe na minha cama um homem que não suba
– às alturas dos deuses, nos paraísos de Dante –
e me traga ao cérebro a dopamina de Creonte.

 

 


foto: Patrick Demarchelier

sandra santos blog: A gata por um fio