Alzheimer, aprisionado no próprio cérebro

por Antonio Carlos Mesquita Rocha Filho

Para quem já teve um ente tão querido passando por este mal, assim como aconteceu com nossa família, aqui vai a minha homenagem!

Aprisionado no próprio cérebro que está diminuindo rapidamente, é como um médico descreveu para mim a doença.

Eu não desejaria demência / Alzheimer para meu PIOR INIMIGO, se eu tivesse um …

Como o cérebro do paciente morre lentamente, você só consegue perceber algumas mudanças físicas e comportamentais, mas sem entender o que de fato ocorre, os familiares ficam surpresos e muitas vezes em estado de choque.

Sua mãe amada eventualmente esquece quem você é …

Os pacientes, eventualmente, tornam-se acamados, incapazes de se mover e incapazes de comer ou beber.

Haverá pessoas que vão ignorar esta mensagem porque demência / Alzheimer não os afeta. Eles podem não saber o que é lutar ou ter lutado ou ter um ente querido que esta batalhando contra a demência / Alzheimer.

Para todos os homens e mulheres que conheço, peço-lhe um pequeno favor … E sei que apenas alguns de vocês vão fazê-lo … Se você conhece alguém que está lutando contra a demência / Alzheimer, ou que já se descansou , por favor, divulgue esta mensagem como um sinal de respeito e lembrança …

Compartilhe para apoiar as vítimas e famílias afetadas com a demência / Alzheimer. A doença não tem cura !!! Não há sobreviventes !!! Faça isso em nome de todos os cuidadores de alguém com esta doença.

Obrigado

Pauta para o filósofo Pedro J. Bondaczuk

[Apresento Giovanna Souza. Que lembra Cristina Moreno de Castro, que também começou cedo na internet.

Escreve fácil (dom de nascença), e gostoso de ler. Vereda por contos e crônicas. Faz crítica literária. E coisas mais, sem perder o seu lado criança:]

Olá, sou Giovanna (Gio, Giov, Gigia, Gi).

(…) Gosto muito de ler e sou MUITO fã de Avenged Sevenfold.

Moro em Recife, mas nasci em Curitiba. Amo Londres, para mim é a cidade mais linda que existe. Espero um dia conhecê-la =)

[ Escrevo] sobre coisas aleatórias.

Amo animais e tenho uma cadelinha chamada Meg❤.

Apple é tipo:❤, apesar de ter me ferrado ao lançar a quarta geração do iPad mas falta $$ pra comprar os produtos, por isso só tenho um iPad❤ que se chama Zacky, por causa do Zacky Vengeance.

Ah, eu AMO assistir The walking dead, e acho que estaria preparada se acontecesse um apocalipse zumbi, por conta da serie é a melhor serie da atualidade (êêê!!!).

Voltando aos livros, tenho uma wishlist MUUUUITOOO grande, e se dependesse só de mim eu compraria (e leria) um monte todo mês.

Adoro cinema e todo aquele clima das estréias (que são muito cheias, então quase não vou). Apesar de gostar de cinema, eu assisto mais filmes em casa, porque moro relativamente longe do Shopping…

É, eu não falei ainda de HARRY POTTER… Sim, também sou fã de HP❤! Desde a primeira vez que eu peguei num livro de Harry Potter, eu me apaixonei. Amo todos os livros e filmes.

Eu também gosto de fotografar, mas não tenho nenhuma câmera só pra mim, então acabo tirando poucas fotos… Quando estou estressada escuto música (rock, metal).

Amo/sou chocolate, se eu pudesse comeria 1 barra todo dia!

Agora eu acho que foi tudo… Não sei =/

(this is a part of me 🙂

 

O CÉREBRO

por Giovanna Souza

brain

O cérebro. Ele que controla todas as funções do nosso corpo, sem dúvida o órgão mais importante. Mas geralmente a gente não dá a devida importância para ele. Por exemplo, quando alguém magoa a gente, o que nós falamos? “Fulano partiu meu coração”. Ou então, quando nós pedimos desculpas é mais ou menos assim: “Eu estou muito arrependida, do fundo do meu coração”. Mas vamos pensar um pouco… essas expressões estão erradas! Quem controla as emoções não é o coração, e sim o cérebro. Mas coitado, é ofuscado pelo danado do coração. Mas por que? Será que fica mais bonitinho falar “meu coração está partido” do que falar “meu cérebro está partido”? Pensando bem, se alguém partir o nosso cérebro a gente morre, né? Fica mais chocante falar em partir o cérebro, logo é melhor mesmo usar as expressões já existentes, para não causar espanto às pessoas desinformadas que acham que o coração controla as emoções. Mas por favor, nem pensem em partir meu cérebro, e peço isso do fundo dele.

O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas? Paulo Niemeyer Filho ensina

Revista Poder entrevista o neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho


PODER – O que fazer para melhorar o cérebro ?

PAULO NIEMEYER – Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, reclamando de tudo, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter alegria. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma?

PN: Eu acredito que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma… Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo. Isto comprova que os sentimentos se originam no cérebro e não no coração.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

PN: Todo exagero. Na bebida, nas drogas, na comida, no mau humor, nas reclamações da vida, nos sonhos, na arrogância etc. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro muito bom num corpo muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente que te faz infeliz. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem mentalmente ,com saúde, e bom aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

Você acredita em Deus?

PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, o médico vai até a família e diz: “Ele está salvo”. Aí, a família olha pra você e diz: “Graças a Deus!”. Então, a gente acredita que não fomos apenas nós, que existe algo mais independente de religião.

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