Mãe África

por Ernesto Moamba

Ó minha virgem África
Minha terra negra madrasta
Tu ja não es a minha mãe África
Repudiaste-me ainda criança
E hoje derramo lágrimas de vingança
Lágrimas acorrentadas de dor
Que escorrem desses olhos sem esperança
Ó minha virgem África
Minha pobre mãe
Que de dia p’ra noite,me negaste o amparo
Eis aqui meu corpo mãe
Que o fizeste da sua estrada para embarcares o sentido dos seus pecados
Deixando-me a só rastejar num mundo desamparado
Ainda lembro-me das suas lágrimas mãe
Caindo sobre o meu corpo,que de dia p’ra noite
Transformou-se num presídio da escuridão
Ó minha virgem África
Peço seu perdão.

(Liberta-te)
Moçambique

Bolivia dona un millón de dólares para lucha contra el ébola

Bolivia se une a la lucha contra el ébola. | Foto- Reuters

Bolivia se une a la lucha contra el ébola. Foto Reuters

 

La ONU se encuentra recaudando recursos para iniciar una campaña mundial contra el virus que le quitó la vida a más de ocho mil personas en África Occidental.
El Gobierno boliviano donó este martes a la Organización de las Naciones Unidas (ONU) un millon de dólares para apoyar la lucha contra el ébola en el mundo.

“A través del ministerio de Economía ponemos un granito de arena para luchar contra el ébola que es un impacto para toda la población del mundo”, sostuvo la viceministra de Salud de Bolivia, Carla Parada.

La funcionaria destacó las ayudas internacionales que ha prestado el Gobierno del presidente Evo Morales en el mundo al tiempo saludó a los bolivianos por valorar las ayudas que se brindan a los pueblos necesitados.

Recordó que el Presidente Morales se comprometió a contribuir con esos fondos durante la última cumbre de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA).

Por su parte, la representante de la ONU, Katherine Grigsby, agradeció la donación y la calificó como “un gesto magnánimo de compromiso y solidaridad por los pueblos más pobres y vulnerables, así como el compromiso de Bolivia de preservar la vida en el planeta”.

teleSUR le invita a ver el especial ¿Cómo prevenir el ébola?

A mediados de enero de 2015 la ONU solicitó a los Gobiernos del mundo mil millones de dólares para completar los mil 500 millones que serán destinados a la lucha contra el ébola en África Occidental.

EL DATO
Cifras de la Organización Mundial de la Salud (OMS) estiman que más de ocho mil personas han perdido la vida por Ébola en África Occidental; mientras que la cantidad de contagiados supera los 20 mil.

 

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Obá – deusa do amor e da paixão incontrolável

por Hellen Reis Mourão

 

 

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Obá é uma divindade do rio de mesmo nome, foi a terceira mulher de Xangô, junto com Oxum e Oyá, e também mulher de Ogum segundo uma lenda de Ifá.

Orixá feminino muito forte e enérgico. É extremamente temida, sendo considerada mais forte que muitos Orixás masculinos como, Oxalá, Xangô e Orumilá, os quais venceram em lutas.

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Sua lenda mais famosa é a da disputa entre ela e Oxum pelo amor de Xangô.

Oxum era jovem e elegante; Obá era mais velha e usava roupas fora de moda, fato que nem chegava a se dar conta. Obá pretendia monopolizar o amor de Xangô e sabendo o quanto ele era guloso, procurava sempre surpreender os segredos das receitas de cozinha utilizadas por Oxum, a fim de preparar as comidas de Xangô. Oxum, irritada, decidiu pregar-lhe uma peça e, um belo dia, pediu-lhe que viesse assistir, um pouco mais tarde, à preparação de terminado prato que, segundo lhe disse Oxum maliciosamente, realizava maravilhas junto a Xangô. Obá apareceu na hora indicada.

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Oxum, tendo a cabeça atada por um pano que lhe escondia as orelhas, cozinhava uma sopa na qual boiavam dois cogumelos. Oxum mostrou-os à sua rival, dizendo-lhe que havia cortado as próprias orelhas, colocando-as para ferver na panela, a fim de preparar o prato predileto de Xangô. Este, chegando logo, tomou a sopa com apetite e deleite e retirou-se, gentil e apressando, em companhia de Oxum, Na semana seguinte, era a vez de Obá cuidar de Xangô. Ela decidiu pôr em pratica a receita maravilhosa: cortou uma de suas orelhas e cozinhou-a numa sopa destinada a seu marido. Este não demonstrou nenhum prazer em vê-la com a orelha decepada e achou repugnante o prato que ela lhe serviu.

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Oxum apareceu, neste momento, retirou seu lenço e mostrou que suas que suas orelhas jamais haviam sido cortadas nem devoradas por Xangô. Começou, então, a caçoar da pobre Obá, que furiosa, precipitou-se sobre sua rival. Segui-se uma luta corporal entre elas. Xangô, irritado, fez explodir o seu furor. Oxum e Obá, apavoradas, fugiram e se transformaram nos rios que levam seus nomes. No local de confluência dos dois cursos de água, as ondas tornam-se muito agitado em conseqüência da disputa entre as duas divindades.

Por isso quando se manifesta em seus filhos, esconde seu defeito na orelha com a mão. Seus símbolos são uma espada e um escudo. Sua cor é o vermelho, seu dia é a quarta-feira e sua saudação é Obá Xirê.

Obá é o Orixá do vigor e da coragem, e se distingue das outras Iabás pela falta de charme e feminilidade. Entretanto ela não teme nada nem ninguém no mundo. Seu maior prazer está na luta. Obá venceu todas as disputas que foram organizadas entre ela entre diversos orixás, com exceção de Ogum, que aconselhado por um babalaô, preparou uma oferenda de espigas de milho e quiabo, amassando-os em um pilão, obtendo uma pasta escorregadia, a qual espalhou pelo chão, no lugar onde aconteceria a luta. Chegado o momento, Obá, que fora atraída até o lugar previsto, escorregou sobre a mistura, aproveitando-se Ogum para derrubá-la e possuí-la no ato. Assim tornou-se esposa de Ogum.

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Ela também é um orixá das águas, entretanto representa as águas revoltas e fortes dos rios, assim como as pororocas. O lugar das quedas também são considerados domínios de Obá. Ela representa também a transformação dos alimentos de crus em cozidos. Obá, enquanto orixá do elemento água, representa as emoções. Mas emoções fortes e avassaladoras, como o amargor de não ser amado, o ciúmes e a vingança.

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Nesse aspecto vingativo e ciumento Obá se assemelha a grega Hera ou Juno para os romanos. Deusa do casamento e da fidelidade conjugal era constantemente traída Zeus e se vingava de todas as investidas românticas dele.

Obá é orixá do amor não correspondido, das dores de amor, assim como a vingança e o rancor decorrentes disso. Ela é capaz de sacrifícios extremos pelo ser amado, a ponto de se mutilar. De perder uma parte de si mesmo.

Representa o aquele que foi enganado e rejeitado, e que por isso tornou-se amargo, passando assim a rejeitar uma nova experiência afetiva e a se voltar à realização profissional. Mesmo sendo extremamente forte fisicamente perde a sua personalidade em função do outro.

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Obá pode representar a mulher masculinizada, onde a força bruta e a disputa com os homens imperam no lugar da sedução e vaidade (Oxum), e da alegria e sensualidade (Oyá). Entretanto, ela é mais que isso. Ela é uma mulher muito forte e que foi ferida, abandonada. Ela é considerada a representante suprema da ancestralidade feminina.

Obá é saudada como o Orixá do ciúme, mas não se pode esquecer que o ciúme é o coronário inevitável do amor. Portanto, Obá é a deusa do Amor e da Paixão incontrolável, com todos os dissabores e sofrimentos que o sentimento pode acarretar.

 

Referências:

BARCELLOS, M. C. Os orixás e a personalidade humana. Rio de Janeiro: Pallas, 2010.

JUNG, C. Os Arquétipos e o inconsciente coletivo. 2 ed. Petrópolis, RJ, Vozes 2002.

VERGER, P. F. Orixás. Círculo do Livro.

Hellen Reis Mourão
Psicanalista Clínica com pós-graduação em Psicologia Analítica pela FACIS-RIBEHE, São Paulo. Especialista em Mitologia e Contos de Fada. Colaboradora do (En)Cena.

Leia mais artigos da série Mitologia Africana 

 

 

Nadine Gordimer. Luchar más allá del color de la piel

“La literatura puede hablar por nosotros y el hecho de leer significa que estamos vivos”, dijo en la Feria del Libro de Guadalajara: una buena síntesis para la obra de la mujer nacida en Johannesburgo, que desde niña vio de cerca los efectos del racismo.

 

por Silvina Friera
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Nadine Gordimer

Nadine Gordimer

“La palabra vuela a través del espacio, rebota a través de los satélites y se encuentra ahora más cerca que nunca del cielo del que alguna vez se ha dicho que provino.” La escritora sudafricana Nadine Gordimer reafirmó sus convicciones literarias cuando recibió el Premio Nobel de Literatura en 1991. “El hombre es el único animal con capacidad de observarse a sí mismo y que ha sido dotado de la dolorosa capacidad de haber querido siempre saber el porqué. Y esto no es sólo la gran cuestión ontológica sobre por qué estamos aquí, a través de qué religiones o filosofías buscamos la respuesta final que distintos pueblos en distintos tiempos se han formulado, sino que desde que el ser humano comenzó esa observación de sí mismo ha buscado también la explicación de los fenómenos cotidianos, como la procreación, la muerte, el cambio de las estaciones. Los antepasados de los escritores, con ayuda de los mitos, comenzaron a investigar y formular esos misterios a través de la aprehensión de trozos de la vida cotidiana, en combinación con la fantasía.” La dama blanca de alma negra, una de las voces más comprometidas en la lucha contra el apartheid y en la defensa por “devolver la dignidad a la población negra sudafricana”, murió el domingo por la tarde a las 90 años en su casa de Johannesburgo.

Aunque no se consideraba una escritora política, el año pasado, cuando publicó el que sería su último libro, la novela Mejor hoy que mañana (Acantilado), planteó que la política “está en mis huesos, mi sangre, mi cuerpo”. Gordimer nació en Springs, una población minera cercana a Johannesburgo, el 20 de noviembre de 1923. Hija de unos inmigrantes judíos de Letonia y Reino Unido, en Springs pudo observar el conflicto entre los inmigrantes europeos, los negros que llegaban a trabajar a las minas y la población blanca local que veía que perdía sus privilegios. Esa turbulenta sociedad sudafricana de primera mitad del siglo XX, donde se fraguó el supremacismo blanco, estuvo siempre presente en su vida. Hay momentos cruciales que la memoria almacena en la estantería de los recuerdos imborrables. La niña Nadine tendría unos diez años cuando se dio cuenta de que pertenecía “a un mundo blanco opresor”. Aquella noche de la década del ’30, la policía irrumpió en su casa en busca de alcohol, prohibido a los negros, en la habitación de la criada. ¿Cuál es ese dolor que regresa con el aguijón que produce una revelación? La niña acaso nunca perdonaría a sus padres que permitieran ingresar a los uniformados sin pedir permiso. Esta escena iluminaría la distancia que separa lo importante de lo trivial. Pronto ella misma se involucraría más y más para lograr el cambio social.

Su escuela literaria fue la biblioteca del pueblo minero donde pasó su infancia y adolescencia. Proust, Chéjov y Dostoievski, dentro de una larga serie de grandes autores, fueron sus maestros. Su primer cuento, “Venga otra vez mañana”, lo publicó cuando tenía quince años en una revista sudafricana. En 1949 editó su primera colección de cuentos en Johannesburgo, Face to Face; y en 1953 llegaría su primera novela, The Lying Days, publicada en Londres. “Tú no decides ser escritora, simplemente naces con un impulso natural que no se aprende en las escuelas. Sólo hay un camino, leer, leer, leer para que se despierte el don de la escritura”, proclamaba Gordimer. Ese “don” de la escritura fue progresando a la par de la publicación de La suave voz de la serpiente (1956), Seis pies de tierra (1956), La huella del viernes (1960), obras iniciales en las que, mediante un estilo sobrio narrativo, pone en foco el apartheid, el exilio, la segregación racial y la enajenación del ser humano. La tristemente famosa masacre de Shaperville, en la que murieron 69 manifestantes negros a manos de la policía y en la que detuvieron a alguno de sus mejores amigos, fue el detonante para tomar partido contra el gobierno que oprimía las libertades sobre las que ella escribía y hablaba. A principios de la década del ’60 entró en contacto con Nelson Mandela, le escribió discursos al líder del Congreso Nacional Africano (CNA), como el histórico “Una causa por la que estoy preparado a morir” en su juicio de Rivonia, en 1964; fue una integrante destacada del CNA, escondió activistas en su casa, de-safió a la censura y se convirtió en una defensora a ultranza de la dignidad de las personas.

“Yo intentaba leer libros de Su-dáfrica escritos por sudafricanos. Leí todos los libros prohibidos de Nadine Gordimer y aprendí mucho de la sensibilidad de los blancos”, confesó Mandela en su autobiografía. Cuando estaba preso cumpliendo cadena perpetua, su abogado George Bizos le hizo llegar un ejemplar de La hija de Burger (1979), novela en la que explora los sentimientos divididos de una mujer blanca sobre el apartheid cuando su padre comunista es encarcelado por oponerse al sistema. Mandela, en agradecimiento, le escribió una carta a la escritora. Años más tarde, en 1990, cuando salió en libertad, Gordimer fue una de las primeras personalidades de la cultura en reunirse con el líder negro.

Tres de sus libros fueron prohibidos por el apartheid: Mundo de extraños (1958), La hija de Burger y Gente de julio (1981). En El conservador (1974), que obtuvo el Premio Booker ese mismo año, narra cómo un industrial blanco, conservador y solitario explota a sus empleados negros para lucro personal y es abandonado por su familia, que no soporta la violencia con la que quiere detener la historia. La riqueza de su producción literaria cosechaba prestigio internacional. Los intentos del régimen sudafricano por silenciar su obra, a causa de la implícita denuncia de la crueldad del apartheid, potenciaron la importancia de su literatura y sus intervenciones en la arena política. En Gente de julio (1981) retrata a una familia blanca que logra huir de una guerra civil gracias a la ayuda de sus criados negros. En La historia de mi hijo (1990), un joven negro intenta comprender los conflictos de la vida privada y pública de su padre.

Gordimer publicó más de treinta libros, a los que hay que agregar, entre otros títulos, Nadie que me acompañe (1994), El encuentro (2002) y Atrapa la vida (2006). Los escribió en inglés, uno de los once idiomas oficiales en Sudáfrica, entre los que se cuenta el afrikaans (derivado del holandés) y lenguas de origen bantú. El jurado del Premio Nobel de Literatura la eligió “por sus magníficas obras épicas” que han aportado “eminentes servicios a la humanidad”. Entonces, en diciembre de 1991, cuando recibió el Nobel, la narradora sudafricana recordó a Roland Barthes cuando, a la pregunta de qué es lo que caracteriza al mito, respondió que es la capacidad de darle forma a un pensamiento. “La forma en que los escritores se han acercado y se acercan a las fuerzas de la existencia ha sido, y lo es hoy más que nunca, objeto de estudio para el conocimiento científico de la literatura. Las relaciones del escritor con la realidad perceptible y la que está más allá de lo perceptible están en la base de esos estudios.” Además mencionó a distintas generaciones de escritores, como William Butler Yeats, James Joyce y Gabriel García Márquez, que a través de infinitas formas se han aproximado al laberinto de la existencia humana.

Miembro honorario de la Academia Americana de las Artes (1978), entre los galardones que recibió, además del Nobel de Literatura, figuran el Premio W. H. Smith de Literatura (1961), Thomas Pring de la Academia Inglesa Sudafricana (1975) y el Premio CNA de Literatura (1975, 1979 y 1981). También fue distinguida con más de doce doctorados honoris causa, entre otros, de las universidades estadounidenses de Yale, Harvard y Columbia, además de la británica de Cambridge, la belga de Leuven o la sudafricana de Ciudad del Cabo. La autora sudafricana también llamó la atención del mundo sobre la necesidad de combatir la pobreza a escala internacional, especialmente tras su nombramiento como embajadora de buena voluntad del Programa de Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD), en 1998.

Comparte con Mandela el hecho de haber sido escogida una de los 21 iconos sudafricanos en un proyecto del fotógrafo Adrien Stein. “Odio esa palabra –aseguró la escritora–, es como si fuéramos una estatua de mármol.” Mejor hoy que mañana, su último libro, empieza en la Su-dáfrica democrática, con unos líderes políticos entregados a la corrupción y que han defraudado y traicionado la vieja causa, en la que la autora militó. Los protagonistas, Steve y Jabu, un matrimonio formado por un químico blanco y una abogada negra, se mantienen en la lucha, pero de manera distinta a sus tiempos en la clandestinidad. Cuando imperaba el régimen supremacista blanco, ellos eran fugitivos que sabían lo que querían y quién era el enemigo, pero una vez se ha acabado con la institucionalización del racismo “les pesan sus pasados diferentes”. Uno reniega de su blanca familia, a pesar de que aceptan su relación con Jabu, mientras que ella se acerca aún más a su padre, un pastor anglicano que tras haberle abierto las puertas a una buena educación le reclama tradición. La tensión narrativa se acrecienta cuando asisten atónitos a cómo antiguos compañeros se dejan vencer por el dinero y el poder. La pobreza y el desempleo azotan a los negros, como la epidemia del sida que, durante los primeros años de democracia, fue banalizada por el gobierno. El complejo cuadro se completa con la llegada de inmigrantes de países africanos a Sudáfrica, víctimas de la xenofobia de los más desfavorecidos de la sociedad, los mismos que sufrieron las injusticias racistas del apartheid.

La escritora negó que esos luchadores, con Mandela a la cabeza, hayan pecado de “ingenuidad” en los años ’90. “Estábamos totalmente concentrados en devolver la dignidad a los negros, en los derechos humanos, en acabar con las leyes del apartheid y en evitar una guerra civil. Sabíamos lo que hacíamos, pero no vimos qué iba a ocurrir”, aclaraba la escritora. A pesar de la democratización y del “triunfo de la pequeña clase media negra”, cuestionaba la “impresentable brecha social” sudafricana. El actual presidente, Jacob Zuma, “un antiguo héroe ahora misteriosamente hambriento de poder y un absoluto corrupto”, en opinión de Gordimer, ilustraba los “desastres de la gestión de los líderes negros”.

La Fundación Nelson Mandela manifestó su “profunda tristeza por la pérdida de la gran dama de la literatura de Sudáfrica”. “Hemos perdido una gran escritora, una patriota y una voz fuerte por la igualdad y la democracia en el mundo”, agregó. En los últimos años, Gordimer participó activamente en la lucha contra el sida recaudando fondos para Treatment Action Campaign, un grupo que ayuda a los enfermos sudafricanos a obtener medicinas gratuitas para salvar sus vidas. Hace un mes volvió a criticar a Zuma, el presidente sudafricano, al oponerse a un proyecto de ley que limita la publicación de información considerada sensible por el gobierno. “La reintroducción de la censura es impensable cuando tenemos en cuenta lo que sufrió la gente para deshacerse de la censura en todas sus formas”, argumentó Gordimer.

“La literatura puede hablar por nosotros y el hecho de leer significa que estamos vivos”, ponderó Gordimer cuando se presentó en la Feria Internacional del Libro de Guadalajara en 2006. “Es tremendamente importante en el desarrollo de nuestra comprensión del otro, del mundo, y también para poder comparar y tomar nuestras propias decisiones. Porque al leer sobre la vida de otras personas aprendemos de ellas, de cómo manejan sus emociones, sus problemas y de las sociedades en las que viven sus vidas. Si vives en un país que está en paz, ¿cómo sabrás qué es vivir en un país en guerra?” Predicaba con fervor que la lectura es determinante para entender el mundo. Cuando estaba por cumplir 90 años, el año pasado, para quitarle peso al número dijo: “No es nada, una casualidad que el cuerpo dure tanto”. No le gustaba hablar de la muerte ni de su vida amorosa: “Todo lo que el lector debe conocer sobre mí está en mis libros”.

 

Justiça define que umbanda e candomblé não são religiões

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Santa ignorância da deusa justiça.

In Wikipedia: Umbanda é uma religião heterodoxa brasileira, cuja evolução do polissincretismo religioso existente no Brasil foi resultado de motivações diversas, inclusive de ordem social, que originaram um culto à feição e moda do país.

O vocábulo é oriundo da língua quimbundo, de Angola, e significa arte de curar. segundo a Gramática de Kimbundo, do Professor José L. Quintão. Já os autores de vertente esotérica fazem alusão ao sânscrito a partir da junção dos termos Aum e Bandha, o elo entre os planos divino e terreno. A palavra mântrica Aumbandhan teria sido passada de boca a ouvido e chegado até nós como A Umbanda. Conheça a história aqui. 

Ainda in Wikipedia: Candomblé é uma religião derivada do animismo africano onde se cultuam os orixás, voduns ou nkisis, dependendo da nação. Sendo de origem totêmica e familiar, é uma das religiões de matriz africana mais praticadas, tendo dois milhões de seguidores em todo o mundo, principalmente no Brasil. Também é possível encontrar o chamado povo do santo em outros países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá, México, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.

Cada nação africana tem como base o culto a um único orixá. A junção dos cultos é um fenômeno brasileiro em decorrência da importação de escravos onde, agrupados nas senzalas nomeavam um zelador de santo também conhecido como babalorixá no caso dos homens e iyalorixá no caso das mulheres.

A religião que tem por base a anima (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica. Os sacerdotes africanos que vieram para o Brasil como escravos, juntamente com seus Orixás/Nkisis/Voduns, sua cultura, e seus idiomas, entre 1549 e 1888, é que tentaram de uma forma ou de outra continuar praticando suas religiões em terras brasileiras, portanto foram os africanos que implantaram suas religiões no Brasil, juntando várias em uma casa só para sobrevivência das mesmas. Portanto, não é invenção de brasileiros. Leia mais 

 

 

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Decisão causa perplexidade

por Tiago Chagas
A Justiça Federal no Rio de Janeiro emitiu uma sentença na qual considera que os cultos afro-brasileiros não constituem religião e que “manifestações religiosas não contêm traços necessários de uma religião”.
A definição aconteceu em resposta a uma ação do Ministério Público Federal (MPF) que pedia a retirada de vídeos de cultos evangélicos que foram considerados intolerantes e discriminatórios contra as práticas religiosas de matriz africana do YouTube.
O juiz responsável entendeu que, para uma crença ser considerada religião, é preciso seguir um texto base – como a Bíblia Sagrada, Torá, ou o Alcorão, por exemplo – e ter uma estrutura hierárquica, além de um deus a ser venerado.
A ação do MPF visava a retirada dos vídeos por considerar que o material continha apologia, incitação, disseminação de discursos de ódio, preconceito, intolerância e discriminação contra os praticantes de umbanda, candomblé e outras religiões afro-brasileiras. “Para se ter uma ideia dos conteúdos, em um dos vídeos, um pastor diz aos presentes que eles podem fechar os terreiros de macumba do bairro”, disse o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jaime Mitropoulos.
De acordo com o site Justiça em Foco, o MPF vai recorrer da decisão em primeira instância da Justiça Federal para continuar tentando remover os vídeos da plataforma de streaming do Google.
“A decisão causa perplexidade, pois ao invés de conceder a tutela jurisdicional pretendida, optou-se pela definição do que seria religião, negando os diversos diplomas internacionais que tratam da matéria (Pacto Internacional Sobre os Direitos Civis e Políticos, Pacto de São José da Costa Rica, etc.), a Constituição Federal, bem como a Lei 12.288/10. Além disso, o ato nega a história e os fatos sociais acerca da existência das religiões e das perseguições que elas sofreram ao longo da história, desconsiderando por completo a noção de que as religiões de matizes africanas estão ancoradas nos princípios da oralidade, temporalidade, senioridade, na ancestralidade, não necessitando de um texto básico para defini-las”, argumentou Mitropoulos. Fonte: Jornal GNN

 

O Esgoto do Esculacho

 

por Ras Adauto
O Brasil está virando, com essas elites dominantes, um avacalhadouro de merdas em cima de nós.
– Um juiz que setencia que nao existem religioes de matriz africana, ou que candomblé e umbanda nao sao religioes, no Rio de Janeiro. O juiz federal Eugenio Rosa de Araújo, da 17.ª Vara Federal do Rio

O juiz que setenciou a inexistencia religiosa de umbanda e candomblé

O juiz que setenciou a inexistencia religiosa de umbanda e candomblé

– Agora vem mais essa: a presidente do movimento negro (Tucanafro) de Roraima do candidato Áécio Neves, é uma louríssima delegada de polícia, a delegada Candida Bentes: a Princesa Isabel do Tucanafro.
E a gente ter que aturar todas a essas palhacadas.

Aécio neves e a presidente do movimento negro do PSBD Roraima

Aécio neves e a presidente do movimento negro do PSBD Roraima

Eu nunca vi tanta babaquice e irresponsabilidade juntas!!!! Fonte: Negra Panther

Los negros fueron blancos y viceversa

por María Corisco

 

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Bajo su espeso pelaje, el chimpancé tiene una piel blanquecina. Si, en una pirueta de la evolución, el chimpancé perdiera el pelo que recubre su cuerpo, tal vez esa pálida piel tendría que adaptarse y pigmentarse para evitar el daño de los rayos ultravioletas. Es decir, nuestro pariente más próximo tal vez se volvería negro.

El ejemplo es muy burdo, pero puede servir de base para comenzar a explicar los cambios de pigmentación que, en el transcurso de millones de años, pudieron llevar a los homíninos -especies que caminan de forma erguida- a ser primero blancos, después negros y a que, más tarde, algunos volvieran nuevamente a ser blancos.

La clave de estos cambios, sugiere la genética, estaría en la pérdida del pelo que se produjo en el paso a la bipedestación: cuando, en los tiempos de colonización de la sabana, aquellos primeros homíninos comenzaron a caminar a dos patas, el extenuante ejercicio que hacían habría propiciado que fueran perdiendo su pelaje a fin de enfriar su temperatura. Pero estamos hablando de África, y esa piel blanca y desnuda sería, en aquellas latitudes, sumamente vulnerable a la intensidad de la radiación solar. Eso explicaría que, en torno a 1,8 millones de años atrás, la evolución favoreciera la fabricación de melanina y, consecuentemente, una intensa pigmentación. Ser negro sería una defensa.

Esta defensa, sugiere el profesor Mel Greaves, biólogo celular del Institute of Cancer Research en el Reino Unido, podría haber sido contra el cáncer de piel. En un artículo publicado en Proceedings of the Royal Society expone sus conclusiones, basadas en un estudio realizado sobre africanos albinos. El punto de partida es que casi todos los albinos del África subsahariana mueren de melanoma a edades jóvenes. «Esto podría haber sido -escribe Greaves- una razón por la que los primeros humanos desarrollaron una piel oscura».

Esta piel oscura y protectora se mantuvo durante más de un millón de años y, de hecho, hay un consenso absoluto acerca de que los primeros humanos que salieron fuera de África, 150.000 años atrás, eran negros. «Ante esto, mis alumnos me suelen preguntar que por qué, entonces, no somos negros todos los humanos», explica Gonzalo Ruíz Zapatero, catedrático de Prehistoria en la Universidad Complutense de Madrid. «Indudablemente, los primeros homo sapiens sapiens africanos eran todos negros, y por una cuestión muy clara: adaptación a las condiciones climáticas de la zona intertropical. Pero, a lo largo de decenas de miles de años, cuando esos grupos van metiéndose en las zonas frías de Eurasia, tienen que ir adaptándose a las nuevas condiciones».

Cambio fácil

Con él coincide el profesor Jaume Bertranpetit, catedrático de Biología de la Universidad Pompeu Fabra de Barcelona, quien señala que «el color de la piel es un carácter que cambia con relativa facilidad por la selección natural. Los primeros humanos, al salir de África, son altamente pigmentados, pero se empiezan a despigmentar en cuanto emigran a latitudes altas. Y esta pigmentación no fue igual para los que fueron a Europa y los que fueron al norte de Asia. El sol – continúa explicando- es el factor selectivo que hace que nos tengamos que proteger en latitudes donde hay más insolación; donde no hay esta insolación, la piel clara es mejor, porque necesitamos la energía solar para fabricar vitamina D».

Así pues, mientras los homo sapiens que permanecieron en el África ecuatorial mantuvieron esa piel tan pigmentada, los descendientes de los que habían emigrado fueron paulatina y progresivamente aclarándose. De ahí esa curiosa paradoja acerca de que, posiblemente, primero fuimos blancos, después negros y, más tarde, algunos volvimos a ser blancos.

Es, como decíamos, la tesis que defiende Mel Greaves y a la que da una nueva vuelta de tuerca: la del cáncer de piel. Porque, hasta ahora, se había venido entendiendo que esta adaptación, efectivamente, habría servido como protección contra los daños provocados por los rayos ultravioletas, pero se había desechado la hipótesis de que el cáncer de piel pudiera haber jugado un papel en ella. ¿La razón? Que el melanoma se suele desarrollar a edades avanzadas, más allá de los años reproductivos, lo que lo haría irrelevante a efectos de selección natural y de supervivencia del más fuerte.

Piel indefensa

Greaves reconoce que «extrapolar el riesgo actual de cáncer de piel en albinos al de aquellos homíninos del África ecuatorial es claramente una especulación, pero si los primeros humanos realmente fueron de piel pálida, probablemente habrían sufrido este problemas durante su edad reproductiva». En sus conclusiones, expone que «es difícil imaginar un entorno más favorable al cáncer: exposición máxima y sostenida de la piel desnuda a las radiaciones UVB, unida a una mínima posibilidad de defensa por la vía de la melanina».

Según él, los cazadores y recolectores jóvenes serían quienes habrían sufrido la mayor exposición al sol y el mayor riesgo de cáncer; la muerte les habría sobrevenido a una edad temprana -fruto de las metástasis-, y el impacto perjudicial en la reproducción habría sido considerable. En este sentido, concluye, la selección natural habría favorecido a aquéllos que, fabricando más melanina, hubieran ido adquiriendo una piel más y más oscura.

Su trabajo, no obstante, no está dejando de ser controvertido. Como apunta Carles Lalueza-Fox, investigador del Institut de Biología Evolutiva de Barcelona, «no se puede comparar tener la piel clara con ser albino, pues estos últimos no tienen capacidad de ponerse morenos debido a la imposibilidad de sintetizar pigmento. Al no poderse comparar, la presunta fuerza selectiva asociada a los melanomas se diluye, puesto que, en general, los desarrollas cuando ya te has reproducido. Dicho esto, todo el mundo acepta que, en latitudes tropicales, la pigmentación oscura es necesaria para protegerse de los rayos ultravioleta».

Lo que dejó dicho Charles Darwin de razas y colores

«Ninguna de las diferencias entre las razas humanas le presta al hombre ningún servicio directo o especial». Esta frase de Charles Darwin, extraída de su libro Descent of Man (El origen del hombre, en español, 1871), ha sido interpretada por diversos autores como un rechazo del naturalista inglés a la hipótesis de que la selección natural favoreciera que nuestros antepasados perdieran el pelo y sufrieran cambios de pigmentación. Con respecto a estos cambios en el color de la piel, Darwin, autor de El origen de las especies, señalaba no estar «en condiciones de juzgar si guardarse de que la piel se queme es de importancia suficiente como para explicar que gradualmente se haya adquirido por el hombre un tinte oscuro a través de la selección natural». La pérdida de pelo, en su opinión, obedecería más a la selección sexual que a la natural: «La opinión que me parece más probable es que el hombre, o más bien la mujer, llegó a despojarse de pelo con fines ornamentales».

“Sólo recientemente se extendió con tanta intensidad el discurso de los derechos sexuales como parte fundamental del discurso de los derechos humanos”

Jane Bennett, además de ser escritora de ficción y no ficción, supervisa el organismo nacional que en Sudáfrica previene la violencia de género y trabajó a lo largo de todo ese continente dando workshops relacionados con derechos humanos y sexuales, discursos sobre género, raza y clase

Jane Bennett, además de ser escritora de ficción y no ficción, supervisa el organismo nacional que en Sudáfrica previene la violencia de género y trabajó a lo largo de todo ese continente dando workshops relacionados con derechos humanos y sexuales, discursos sobre género, raza y clase

Espejitos de colores

El respeto por los derechos de la diversidad sexual goza de amplio consenso en un mundo que se ve a sí mismo como civilizado, moderno y humanitario. Pero, ¿hasta qué punto algunos Estados, empresas y corporaciones agitan estas banderas para encubrir una política de exclusión y de violación de estos y otros derechos humanos?

 

Por Dolores Curia

Hasta qué punto se pueden negociar los límites de lo normal y cómo evitar que en esa negociación donde van entrando diferentes letras del alfabeto no vaya quedando siempre un grupo de indeseables afuera. Hasta qué punto la bandera de los derechos sexuales está sirviendo como pantalla de otros abusos: el uso extorsivo e hipócrita que las corporaciones y algunas potencias hacen de la causa lgbtqi fue uno de los puntos que más sonaron en la IX Conferencia de la Asociación Internacional para el Estudio de la Sexualidad, Sociedad y Cultura la semana pasada en Buenos Aires, a la que asistieron investigadores y activistas de Latinoamérica, Africa y Asia. Jane Bennett, directora del Instituto de Género de Africa, de la Universidad de Ciudad del Cabo, profundizó en un concepto al que denomina “pink washing”, que “fue elaborado por las feministas radicales, quienes criticaban el uso corporativo de, sobre todo, las campañas contra el cáncer de mama donde las empresas hacen campañas con cintitas rosas, mientras los productos que venden, por ejemplo cosméticos, aumentan la toxicidad, y así las posibilidades de contraer todo tipo de cáncer.

Ese es su origen pero ¿en qué sentido se puede hablar de pink washing relacionado con lo lgbtiq?

–El uso más popular y actual que se le puede dar al término es para describir la posición de gobiernos represores que se alimentan de una fachada gayfriendly, que a veces tiene un anclaje real y otras veces no. ¿Cómo usan esa fachada rosa? Israel es el mejor ejemplo por el énfasis que le pone a mostrarse abierto, democrático y tolerante con la comunidad lgbtiq. Se encarga de dejar muy claro en todo tipo de evento internacional lo bien que recibe a los gays en su territorio y cómo alienta el turismo gay, cuando todos conocemos cómo Israel viola los derechos humanos de los palestinos. A este particular uso de la pantalla lgbtiq que hacen tanto Israel como Estados Unidos es a lo que llamo pink washing.

¿Obama sería otro agente de este lavado de derechos?

–Pensemos que fue durante su mandato, hace unos meses, que DOMA, la principal traba contra el matrimonio igualitario, pudo derogarse por vía legislativa. Ahora que en más estados (todavía pocos) está permitido el matrimonio igualitario, hay un consenso de que en la era de Obama hay más apertura, tolerancia y democracia como para hablar de la cuestión gay. Pero al mismo tiempo sabemos que el imperialismo norteamericano sigue siendo igual de salvaje y asesino. Entonces, justamente, el pink washing consiste en esta sensación de tierra amigable sustentada en su alta aceptación hacia gays y lesbianas. Lo curioso es que eso es una gran mentira: Estados Unidos no está aceptando a la población lgbtqi, hay algunos pocos espacios en los que las personas queer podemos vivir más tranquilas, pero – atención – siempre y cuando no seamos pobres, negras, discapacitados o inmigrantes ilegales. El lugar donde existe la más radical y conservadora homofobia del planeta muy probablemente sea Estados Unidos. Da la sensación de lo contrario, y ahí puede verse la efectividad del discurso político de pintar todo de rosa.

¿Qué tan nuevo es el pink washing?

–Es nuevo en cuanto a su extensión. Sólo recientemente se extendió con tanta intensidad el discurso de los derechos sexuales como parte fundamental del discurso de los derechos humanos. No hace tanto que es frecuente escuchar la referencia a gays y lesbianas como parte del proceso democrático. Hay una realidad que es que las personas blancas y ricas siempre han podido vivir como quisieran. Esas mismas personas que puertas adentro hacían o hacen lo que quieren han tenido siempre una cara pública muy homofóbica. Ese sería un pink washing histórico.

Cuando Occidente se mete a liberar a los oprimidos del resto del mundo ya sea con bombas o con advertencias también merece una sospecha de lavado.

Hay un caso paradigmático que es el de dos hombres jóvenes en Malawi, Steven Monjeza y Tiwonge Chimbalanga, que fueron arrestados en una fiesta en la que anunciaron su compromiso (aclaremos que las identidades de ambos se construyeron como masculinas por la prensa, aunque uno de ellos es trans) y fueron condenados a 14 años de trabajos forzados. Ban Ki-moon, el secretario general de las Naciones Unidas, hizo mucha presión para liberarlos y lo logró. Pero unos meses después Malawi aprobó un paquete de leyes antilesbianas muy duro y nadie dijo nada. La puja que se produce es que si sos un activista gay en Uganda serás tildado de occidentalista, de hacer lobby, de que sólo te importa el dinero, de que tu dinero viene de donantes extranjeros. Ser gay o lesbiana, ni hablar trans, es una situación muy peligrosa en Africa, y esta falsa pantalla de Occidente a favor nuestro termina volviéndola más peligrosa aún. Esta intención de Occidente, incluidas las organizaciones internacionales, de sentirse y verse como héroes actuando en todo el mundo no Occidental, interviniendo por nuestros derechos, complica aún más las cosas. Y si bien es deseable que todos luchemos contra la homofobia, si esa lucha no entiende las particularidades de cada contexto, termina mandando a la muerte a los mismos activistas porque los vuelve visibles en un sentido muy negativo. ¿Otro ejemplo? Hace poco meses, en un evento diplomático Obama se encontró con Macky Sall, presidente de Senegal, y le dijo algo así como que ya era hora de que Senegal le concediera más derechos a la comunidad lgbt, a lo que Macky contestó: “Vamos por partes, todavía no estamos listos, pero por lo menos en Senegal no existe más la silla eléctrica”. Se puede decir que le cerró la boca. Y sin embargo los diarios del mundo titularon “Obama pide por los derechos gay y Macky dice NO”.

Mencionaste en tu ponencia un costado poco deseable de la lucha por los derechos civiles lbgtqi, ¿a qué te referís?

–A que para conseguir avances no logramos despegarnos de la idea de ciudadanía. La ciudadanía en sí misma es muy tramposa, es un concepto peligroso. Siempre implica la idea de excluir a alguien. Para que haya algo así como una nación y sus ciudadanos siempre tiene que haber bordes y, por lo tanto, gente que se quede fuera de esos bordes. ¿Por qué peleamos cuando peleamos por la ciudadanía? Para quedarnos o meternos adentro de esos bordes. Los gays en el ejército son uno de los ejemplos más claros de hasta qué punto pueden estirarse los límites de la normalidad y hasta dónde estamos dispuestos a negociar para meternos dentro de ella. Ok, entiendo que a veces no queda otra que pelear dentro de esos bordes, por ejemplo, en la importantísima pelea por el aborto legal. Pero suena – la mayoría de las veces – como una batalla ganada a muy corto plazo. El fin más deseable por el cual luchar me imagino que debería ser la paz. No una paz de silencio sino una paz activa. Y lo digo en un momento en el que la paz parece ser lo que menos le importa a todo el mundo. Entiendo a quienes luchan por la ciudadanía, pero sé que estamos habilitando a que en cualquier momento venga alguien y diga “vos no sos un ciudadano”. Ese peligro potencial siempre esta ahí.

¿Dónde creés que todavía puede encontrarse el aspecto provocativo de lo queer?

–Cada vez está más escondido. Los verdaderos queers hoy están peleando por la justicia económica. No son más queers trabajando por lo queer, sino dando una pelea por lo económico, repesando la clase social, peleando por nuevos modos de pensar la política, rechazado las categorías. No están trabajando por problemas sino por intereses y en grupos con una organización que ya no tiene más nada que ver con la idea de líder. En Sudáfrica está pasando y creo que en muchos otros lugares del mundo también. La tecnología se vuelve muy importante en este sentido. Creo que se trata de gente que no se siente parte de los movimientos políticos tradicionales. Lo queer muchas veces engaña. La gente más queer que conozco es muchas veces la que exteriormente parecería encajar con lo más estereotipado de la normatividad. Y esa gente suele ser la que luego tiene las ideas más sorprendentes. Ser queer hoy para mí significa prestar mucha atención y estar muy alerta a las soluciones fáciles. Aunque puede ser muy cansador. Por eso recomiendo cada tanto descansar y ser un poco straight (risas).

Dentro de la pelea por los derechos civiles, ¿qué opinás del matrimonio igualitario?

–El matrimonio es algo que me da miedo. Y no es que no quiera que las personas sean felices. Obvio que las personas merecen tener los compromisos que quieran, pero el matrimonio es algo realmente peligroso y ha sido algo peligroso desde hace siglos. No creo que podamos ser hábiles para transformar esa institución macabra con el hecho de ir todos corriendo a casarnos. Me parece muy ingenuo pensar eso. Para mí sigue impregnado de todo su sentido religioso. Entiendo que la gente lo haga desde el punto de vista económico y legal. Pero no les creo nada a los que vienen y me dicen que es algo especial, un ritual para el amor. Entiendo los argumentos de quienes luchan por él: que fortalece la dignidad de los hijos de las familias gay, que estabiliza la igualdad formal. Pero no puedo dejar de oír las voces cínicas que lo muestran como otra baratija más del capitalismo globalizado y como otra forma más de inyectar dólares rosas al mercado. Al mismo tiempo no puedo dejar de escuchar las voces radicales –con las que me eduqué– que no ven en él la liberación de nada sino sólo un arreglo económico tan opresivo y patriarcal como todos los demás. La frase del Butler de “el deseo por el deseo estatal” me parece apropiada.

¿Cómo se explica la necesidad del colectivo de seguir acercándose a la ciudadanía y al matrimonio?

–Porque es accesible. Es fácil de explicar y de entender. Si uno argumenta “Yo tengo un derecho. Ella no lo tiene. ¿No deberíamos tener los mismos derechos?”. Tiene lógica, es una discusión bastante fácil de ganar. Este tipo de reclamos tiene una historia muy respetable en el activismo. La gente está cómoda con el discurso de luchar por los derechos y hay cierta familiaridad con esas ideas. En Sudáfrica durante muchos años hubo una gran lucha por los derechos trans para cambiar los documentos. Pero los abogados y la sociedad en general sólo podía entenderlos en términos de “reparación”. Hubo un gran debate y finalmente se aprobó que podés cambiar tu DNI pero debía haber una cirugía de por medio. Pero si simplemente querías cambiar tu nombre, no podías. Hay cosas que sólo se entienden si nos ponemos en el lugar de la víctima. En este caso, una persona que nació hombre, se siente mujer, entonces sufre y por eso necesita arreglo. Entonces, ahí se merece un derecho. En las narraciones liberales el matrimonio representa un inicio. Foucault ya señalaba toda la incomodidad que implica esta conversación entre deseo e institución. Habría que preguntar quiénes son los que están accediendo y si no es una forma de normalización, un pedido para que nosotros también seamos reconocidos como “decentes”, monogámicos, estables. La pregunta es cuándo el acceso a derechos ciudadanos se transforma en una hegemonía y cierta prueba de fidelidad a instituciones carnívoras, ¿qué pasará si todos terminamos entrando dentro del paquete normalizador?

¿El amor no tendría nada que ver con esto?

–Mi más sincera respuesta es que no lo sé. Yo no estoy planteando que el matrimonio igualitario y toda la serie de avances relacionados con él sean revolucionarios, tampoco estoy diciendo que no lo sean. Estoy planteando una encrucijada epistemológica, abriendo la discusión. Al fin y al cabo, también es una incógnita para mí, en mi vida personal. Los casamientos son muy divertidos. He ido a decenas de casamientos de lesbianas. Todos bailan, todos son felices y se toman hasta el agua de los floreros. Muchas veces me pregunto qué diría yo si mi novia me propone casamiento. Ay, Dios. No lo sé y me avergüenza un poco. Lo planteo sobre todo como un problema porque, ¡vamos!, tengo 55 años: ¡a esta altura ya debería tener claro qué es lo que pienso del matrimonio!

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Élio Martins Mudender justifica o título do livro “A Cidade Subterrânea”

Cidade

 

“A Cidade Subterrânea”, título de um livro publicado há dias em Maputo, tem como palco a cidade Quelimane. Aliás, segundo o autor, Élio Martins Mudender, Quelimane é “A Cidade Subeterrânea” retratada nesta obra, que trás revelações sobre vários problemas sociais, pois, “há muitos problemas de desemprego, habitação, muitos quadros naturais de Quelimane querem regressar à cidade, mas não há condições, acabando por regressar à capital, ou rumam para outros cantos do País a procura de melhores condições de vida, que lá não é possível encontrar, e isto faz com que eu me refira a uma cidade que está enterrada”. Mudender que é também psicólogo e natural de Quelimane, alongou a sua viagem, revelou em exclusivo nesta entrevista que, não é ele a personagem principal do livro, como se pensa, mas que na sua literária abordagem, despe o que sente pelas terras que lhe viram a nascer. “Eram pessoas a reclamar por tudo e por nada. É a miséria de um povo. Isso é verdade. Quer dizer, sem comentários, porque é de fato uma verdade: há muita fome, há miséria, e isso cria muita dor e nostalgia que quando a pessoa chega lá, sente que de fato está mal. ”

 

 

– É “A Cidade Subterrânea”, pois, na minha opinião a cidade de Quelimane está a viver uma situação que me leva a acreditar que está enterrada, no sentido em que muitas coisas que por lá acontecem, sujeitam-na a uma situação de pôr em causa o desenvolvimento da sociedade e do bem estar do povo zambeziano.

Africa en portugués. MOZAMBIQUE. DESDE MAPUTO A LA COSTA SOBRE EL OCEANO INDICO

Visita a Maputo, la capital mozambiqueña, que los portugueses habían bautizado Lourenço Marques. Lejos del turismo tradicional, es un destino heterogéneo, con reminiscencias del pasado colonial, huellas de la guerra y un inédito crecimiento que lleva sello chino y la está transformando en una de las nuevas puertas de entrada a Africa.

Por Andres Ruggeri y Karina Luchetti

Mozambique no es un destino frecuente para los turistas. A diferencia de otros países africanos –en especial la vecina y poderosa Sudáfrica–, no se destaca por sus parques naturales: el más importante de todos ellos, el de Gorongosa, aún no se ha recuperado de los estragos de la guerra civil, durante la cual los guerrilleros se alimentaron con sus elefantes. Pero tiene una línea costera con algunas de las más bellas playas del Indico y su capital, Maputo, es una ciudad en crecimiento y en vías de convertirse en una de las mayores del Africa austral.

La ciudad combina las edificaciones suntuosas de la vieja capital colonial con los edificios de arquitectura soviética del período socialista, las construcciones nuevas de capitales chinos y una naturaleza exuberante que la rodea e invade. Como una metrópoli africana en crecimiento después de décadas de estancamiento y crisis, es una urbe dinámica e interesante.

Esquinas revolucionarias Caminar por las calles de una gran capital africana es toda una experiencia. Un ambiente colorido de comercio callejero; viejas estructuras coloniales que parecen venirse abajo junto a recientes y lujosos edificios que muestran el poder de la nueva burguesía; naturaleza que desborda el cerco de plazas y parques; mercados donde se ofrece medicina tradicional junto con baratijas chinas, herramientas, tarjetas de celular, comida, lo que sea. En el caso de Maputo, todo esto en medio de un paisaje urbano que a veces parece pujante y otras da la impresión de que la guerra civil terminó ayer y no hace casi 20 años.

Llaman la atención del visitante también los nombres de las calles. Carlos Marx, Vladimir Lenin y Mao Tse Tung son las principales arterias, junto con Eduardo Mondlane, el primer líder del Frelimo, asesinado antes de la independencia. Pero a pesar de poder cruzar la esquina de Carlos Marx y Mao Tse Tung, o Salvador Allende y Julius Nyerere, del socialismo no queda mucho más que los nombres de las calles. Aunque el partido gobernante es el mismo, el régimen económico está lejos de ser marxista: el comercio invade las calles de Maputo y las grandes empresas multinacionales están presentes como en cualquier otra parte del mundo. Sin embargo, el edificio más alto de la nueva Maputo es la Cámara de Comercio Chino-Mozambicana, con dos leones de estilo oriental adornando la entrada. Un nuevo y moderno shopping, enclavado en pleno centro, muestra el cambio de la economía y el surgimiento de una nueva clase con capacidad de consumo. Para el visitante, no obstante, lo más atractivo es el refugio que el aire acondicionado puede dar al sofocante clima del verano africano.

(Transcrevi trechos)

Female Genital Mutilation still widely practised in Kenya

Over 92 million female circumcisions have already been performed in Africa alone. Kenya is considered a primary perpetrator of this inhumane practice with almost 40% (US State department: 2010) of women still undergoing the procedure despite the fact that it is now illegal. In this film, various women, from those who’ve just undergone the procedure to those who carry it out, are interviewed about their perceptions and social pressures within small rural communities where the procedure is still considered a vital rite of passage for a maturing girl. Many of these smaller communities also bind the practice directly to the honour of the family’s name. FGM is intertwinned with the issues of forced marriage to older men and girls being forced out of school. It is often a prerequisite for teenage brides, whose families hope to win a large “lobola” or dowry from the bridegroom’s estate.

The price of not going through the initiation process is social isolation and rejection, while sadly, the health consequences of those who undergo the process are often much worse, and as one interviewee states, can result in death from infection and complications. Vide Vídeo

I couldn’t help remembering my two fistula patients in the 1970s as Kenya observed the International Day of Zero Tolerance to FGM on February 6 2012. For Kenya, this was barely four months since President Mwai Kibaki on September 30, 2011, signed into law a bill outlawing the practice of FGM. Generally, in communities where it is practiced, FGM is not viewed as a dangerous act or violation of rights, but more as a necessary step to raise a girl, and in many instances, as a rite of passage, even though it is mind-boggling how this can apply to children as young as 5 years!