QUEIMA DE LIVROS

“Encalhe, destruição: a superprodução de livros no Brasil”

Este o título de impressionante reportagem de Raquel Cozer.

“A eliminação de sobras de livros é tema abordado com cautela por empresários, mas a prática de ‘transformar em aparas’, como eles preferem, é bem menos rara do que se possa pensar, em especial neste momento em que o mercado editorial brasileiro produz muito mais do que consegue vender”.

Isso me lembra os produtores agropecuários que, como forma de protesto, derramam leite, ou jogam na rua frutas, verduras, farinha, carne, enquanto o brasileiro morre de fome.

Como aumentar os preços no país do mais alto custo de vida?
Como comer três refeições – o “pão nosso de cada dia” – quando a maioria dos trabalhadores recebe um congelado salário mínimo do mínimo?
Em um Brasil escravocrata, cruel, desumano, injusto, desigual, que paga aposentadorias e pensões humilhantes e degradantes?

Eu acredito, também, na fome de livros.
Qual deveria ser o piso salarial de um professor, de um jornalista, para citar duas profissões que têm o livro como ferramenta de trabalho?

Leia. Leia sempre Raquel Cozer.