Independência ou morte

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ESQUIFE ENCARNADO

andradetalis

poema de Talis Andrade

ESQUIFE ENCARNADO

1

Que cavaleiro reerguerá a bandeira
posto à prova nas batalhas
como apreendido o amor
no ventre ardente
a fornalha
em que se malha
o frio aço
da lâmina flamejante

Desde criança o vaticínio
trovejado pela espumante boca
do profeta
Montado em um cavalo branco
os pés nos estribos
na mão esquerda a bandeira
na mão direita a espada
para degolar os exércitos mercenários
os vendedores do Templo
os moedeiros falsos

Desde criança o sonho
vencer o ídolo de ouro
e o seu séqüito
O enlouquecido sonho
de mudar o mundo

2

Veio o demônio a morte
e tomou a espada
Os livros não ensinam
a espada
tem que ser fincada na pedra do sonho
de onde manarão fontes
cantantes símbolos do Verbo

Veio o demônio a morte
e tomou a bandeira
Os livros não ensinam
uma bandeira apenas um fetiche
de pano e…

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A vida um sonho

andradetalis

por Talis Andrade

Beatriz Brasil, como Diana do Pastoril, fotografada por Herbert Loureiro, in revista Gaciliano Beatriz Brasil, como Diana do Pastoril, fotografada por Herbert Loureiro, in revista Gaciliano

3

A vida um sonho

um tempo encantado

o feitiço da namorada

no vestido encarnado

de mestra do pastoril

a cantar a vinda

do Menino Jesus

que veio ao mundo

para nos salvar

O cuidado dos pais

que iam à missa

todos os domingos

as roupas engomadas

as consciências leves

dos pecados lavados

no confessionário

As brincantes do pastoril, Galeria Roberto Medeiros As brincantes do pastoril, Galeria Roberto Medeiros

Trecho do poema Esquife Encarnado, que deu nome ao livro publicado em 1957, pela editora A Tribuna, Recife

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PROFISSÃO DE FÉ

Talis Andrade

 

            Nenhuma palavra substitui a vida

            mas o que seria viver

            sem a magia da poesia

            Das pedras

            sem o cantar das águas

            dos ventos sem o farfalhar

            das folhagens

            O mesmo destino dos pássaros

            quando uma pedra fere o vôo

            O mesmo destino das flores

            quando lhes tiram o perfume

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LIÇÃO DE CASA

Talis Andrade

por Talis Andrade

Pernambuco todas as vezes que se revoltava

lhe cortavam um pedaço de terra

e arcabuzavam os libertários

os corpos enterrados

na Igreja de Santo Antônio

Os nascidos pobres enforcavam

os corpos atirados aos cães

Pernambuco aprendeu a lição

Para conservar o chão

que restava se aquietou

Lavou o sangue que ficou

e nunca mais pensou em revolução

In Balas de Festim, livro inédito

Ilustração: José Claudio

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Leo Lobos poesia

Talis Andrade

Leo Lobos

(Santiago de Chile, 1966)

Poeta, ensayista, traductor y artista visual. Laureado UNESCO-Aschberg de Literatura 2002. Realiza una residencia creativa en CAMAC, Centre d´Art Marnay Art Center en Marnay-sur-Seine, Francia los años 2002-2003 con apoyo Fondo Internacional para la Cultura y la Fundación francesa Frank Ténot. Ha realizado exposiciones de sus dibujos, pinturas y una residencia creativa los años 2003 hasta comienzos del 2006 en el centro de cultura Jardim das Artes en Cerquilho, Sao Paulo, Brasil donde realiza actividades de relaciones internacionales y gestión de proyectos.

Ha publicado entre otros: Cartas de más abajo (1992), +Poesía (1995), Perdidos en La Habana y otros poemas (1996), Ángeles eléctricos (1997), Camino a Copa de Oro (1998), Turbosílabas. Poesía Reunida 1986-2003 (2003), Un sin nombre (2005), Nieve (2006), Vía Regia (2007), No permitas que el paisaje este triste (2007). Sus fotografías, ensayos, dibujos y poemas han sido publicados en revistas y…

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Periodismo. Hay que luchar para dar el protagonismo a la gente sencilla. Dar la voz a los sin voz.

Talis Andrade

– Las empresas de comunicación han mitificado la frialdad y el distanciamiento con objeto de evitar que los profesionales que asistían a situaciones de injusticia y crímenes que podían despertar su indignación y toma de posición pudieran reflejarlas en su periodismo. Se trata de una aberración humana más de las tantas que impone el mercado, por eso yo reivindico la emoción, el sentimiento, la capacidad y necesidad del periodista de ser sensible ante la tragedia, de señalar al criminal y de reflejarlo en su trabajo.

– Las empresas y los grandes medios quieren periodistas sin corazón, ensalzan la neutralidad y la objetividad. Pero se trata, en nombre de esa neutralidad, de anular al periodista, porque luego los contenidos no son neutrales, los dueños y directivos definen líneas, selección de noticias, valores, etc. Todo lo que sus intereses económicos y políticos exigen; sin embargo cuando el periodista quiere denunciar a los…

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Carcará, vídeo e letra com Chico Buarque

Talis Andrade

Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará

Veja o vídeo 

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