«A Igreja deve ter sempre uma opção pela democracia”


Chegou a hora dos leigos no Brasil


Tema da próxima plenária do episcopado 


A reflexão sobre o papel dos cristãos leigos «na Igreja e na sociedade», como «sal da terra e luz do mundo», será o tema central da assembleia plenária da Conferência nacional dos bispos do Brasil, que terá lugar de 6 a 15 de abril em Aparecida.

Foi quanto anunciou o site na rede do episcopado brasileiro, através do qual o secretário-geral e bispo auxiliar de Brasília, D. Leonardo Steiner, sublinha a importância de uma perspetiva que relança a missionariedade da Igreja. «Os nossos leigos, irmãos batizados – explica o prelado – desempenham um papel muito importante na Igreja conforme a vocação que recebem mediante o batismo» e por esta razão «são convidados a ser testemunhas de Jesus crucificado e ressuscitado».

Uma chave de leitura eclesial que, obviamente, não renuncia ao compromisso e ao testemunho da cena pública. Sobretudo num contexto como o atual, em que a sociedade brasileira se depara com uma forte crise moral e económica. «Os leigos – continua o prelado – têm a missão de revigorar as comunidades, segundo as orientações oferecidas pelos sacerdotes». Por isso, especialmente no ano santo extraordinário da misericórdia, os pastores e os movimentos eclesiais «estão chamados a repensar a missão dos leigos na sociedade a fim de que sejam capazes de levar a misericórdia, a consolação e a atenção aos mais pobres e às pessoas necessitadas». Cabe aos prelados brasileiros – conta-se com a participação de 320 bispos – também a elaboração de um novo volume da série «Pensando no Brasil», que apresenta a visão do episcopado sobre a realidade social do país. Já em 2014, por ocasião da plenária, tinha sido elaborado o primeiro volume, intitulado «Os desafios das eleições de 2014». Em 2015, o segundo volume tinha enfrentado as desigualdades sociais, ao passo que este ano os prelados se concentrarão nas próximas eleições municipais. Naturalmente, explica D. Steiner, os bispos não tencionam dar indicações de voto, mas ajudar os fiéis a compreender a difícil realidade política. «A Igreja deve ter sempre uma opção pela democracia – frisa o prelado – e a Conferência episcopal do Brasil sempre procurou ser fiel também às orientações e às indicações do magistério pontifício». Portanto, «a partir do Evangelho, dos documentos da Igreja e do magistério do Papa Francisco – explica ainda D. Steiner – o livro refletirá sobre a situação cultural, política e social do Brasil e procurará propor os modos para superar a crise atual». In L’Osservatore Romano/ Vaticano

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