Independência ou morte

QUANDO O TEMPO PARA


de Talis Andrade

Nenhum pregão dos ambulantes
na feira
nem a alegria das brincadeiras
das crianças no parque
nem a voz de um transeunte perdido
nem o sussurro dos amantes
escondidos

Nenhum som de chuva
no telhado
de ventania nas janelas
Nenhum bater de asas

Fora e dentro da casa
o desgosto
o silêncio do abandono

Na solidão da casa vazia
os espelhos não refletem
nenhum rosto
Não existem fantasmas
na solidão

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