Independência ou morte


nu

na pele crua
a verdadeira face
face à carne
faz-se nua

– farto
o homem
em descaminhos

revira o lixo da história
procura pétalas
– asas
escassas

na sorte da rua
colhendo migalhas
da própria amargura

sem lume
e nenhum perfume
volta ao beco

– ainda oco de tanto eco –

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Comentários a: "NU, poema de Cláudia Gonçalves" (1)

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