Escrachados pela polícia e execrados pelos jornais


andradetalis

jornalismo censura polícia

por Symphronio Veiga


No passado, era comum e quase unânime a postura desrespeitosa – e até cruel – dos jornais diários de Belo Horizonte em relação à ação de ativistas políticos de esquerda.

Na noite de 30 de dezembro de 1952, intelectuais, empresários e sindicalistas, entre eles Armando Ziller, Luís Bicalho, Sebastião Nery, coronel Olímpio, Aluísio Ordones, reuniram-se num prédio da rua Carijós, em BH, para criar o Movimento Mundial da Paz. A polícia chegou de surpresa e escrachou todo mundo. No dia seguinte, os jornais publicavam manchetes execrando os ativistas:

“Desmantelada pela polícia uma reunião comunista. Efetuadas numerosas prisões e apreendido farto material de propaganda vermelha” (Estado de Minas)

“Comunistas surpreendidos quando tramavam planos de ação” (Diário de Minas)

“Autoridades prendem e autuam 40 elementos da malta comunista em ação” (Diário da Tarde)

“Preso ontem em BH um redator do Diário (católico) entre os subversivos do credo vermelho”…

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