Independência ou morte

O grito dos excluídos


por Sandro Ari Andrade de Miranda

Imagem- pintura “Trabalhadores à Caminho de Casa“, de Edvard Munch.

Caminhamos por continentes para chegar aqui.

Queremos expressar nosso descontentamento!

Não aceitamos a opressão dos tirados,

Nem a manipulação dos poderosos e dos jornais,

Queremos ser ouvidos!

.

Lutamos contra as armas de quem não poderia tê-las,

Suportamos privações, dificuldades e a fome…

Não acreditamos no receituário dos financistas,

Nem na balburdia dos oportunistas,

Queremos ser ouvidos!

.

Já fomos abandonados pela sorte do “sistema”.

Somos vítimas da exclusão do dinheiro.

Não aceitamos a pena silenciosa das elites,

Nem viver escondidos nos confins das cidades e dos campos,

Queremos ser vistos!

.

Nossa marcha é pela libertação dos alienados,

Queremos dar significado à palavra solidariedade,

Pretendemos derrubar as barreiras que nos separam,

Para calar a boca dos cassetetes e dos escudos…

Nós seremos ouvidos!

.

Não acreditamos em migalhas,

Nem nas religiões da aceitação,

Nosso mundo precisa ser mudado nesta hora,

Nosso tempo já chegou e vamos transformar,

Nós seremos vistos, nós seremos ouvidos!

.

Não nos venham com cantos amoladores dos afortunados,

Nem com a paz que nos separa em estamentos,

Queremos equidade em termos absolutos,

Desejamos ver uma terra sem domínios,

Onde todos, absolutamente todos, sejam tratados como iguais!


Imagem: pintura “Trabalhadores à Caminho de Casa“, de Edvard Munch

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