Garota de 19 anos, estudante de pedagogia da UFPE comete suicídio


Universitária Amanda Regina da Silva Rodrigues,19 anos

 

A estudante do curso de pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Amanda Regina da Silva Rodrigues, de 19 anos, que morava na rua Pitágoras, no bairro José Liberato, em Caruaru, cometeu suicídio por volta do meio dia deste sábado (06) dentro de um dos quartos da casa onde morava.

casa

rua

 

Familiares informaram que a vítima era uma pessoa alegre e que há alguns dias, ela estava calada, possivelmente com depressão que a levou a cometer este ato lamentável. Ela usou o cordão da mochila escolar, colocou em um dos caibros do telhado, subiu na beliche e se enforcou. Fonte: Jornal de Caruaru

TABU

Importante que os suicídios sejam divulgados. Isso quebra tabus.

Os pais precisam ser alertados. Governo e escolas e a sociedade precisam criar políticas de proteção aos jovens. E estudar as causas de qualquer suicídio. Por vários motivos.

Não podemos banalizar a morte. Toda vida é preciosa.

 

SUICÍDIO ENTRE JOVENS

O suicídio cresce no mundo todo, principalmente entre jovens. Mas, apesar de ser um fenômeno complexo, que envolve fatores sociais, psicológicos e genéticos, é possível preveni-lo de um modo simples e eficaz.

por Luciana Christante

A primeira causa de morte por atos de violência no mundo não são os acidentes de trânsito, os homicídios nem os conflitos armados, mas o suicídio. Esse dado desconcertan- te foi revelado em outubro de 2002, em Bruxelas, numa reunião da Organização Mundial de Saúde (OMS) para divulgar as conclusões do Relatório Mundial sobre Violência e Saúde. Ao lê-las (aparentemente pela primeira vez) para os convidados da cerimônia, o então primeiro-ministro da Bélgica, Guy Verhofstadt, não conteve o susto e, quebrando o protocolo, indagou incrédulo: “É isso mesmo?”.

A cena está na memória do psiquiatra brasileiro José Manoel Bertolote, que estava presente ao evento e, ao contrário do premiê belga, não tinha razão para se espantar. Havia sido ele, na época funcionário do Departamento de Saúde Mental da OMS, um dos principais responsáveis pela primeira compilação dos dados mundiais sobre suicídio, que chamaram a atenção da entidade para um dos mais complexos problemas de saúde pública da atualidade.

Após quase duas décadas na OMS, Bertolote deixou a Suíça e se instalou em Botucatu, no interior de São Paulo, onde é professor da Faculdade de Medicina da Unesp.

Houve uma “miniepidemia” de suicídios em Botucatu. Entre 2000 e 2008, a média anual de mortes por lesão autoinfligida na cidade havia sido sete. Em 2009 foram registrados 21 casos. Até agora ninguém consegue explicar o aumento tão abrupto, mas o fato é que no mundo todo, até mesmo em países em que as taxas de suicídio são tradicionalmente baixas – como o Brasil –, vem crescendo o número de pessoas que precisam de ajuda para não sucumbir.

As mortes por suicídio aumentaram 60% nos últimos 45 anos, segundo a OMS. Quase um milhão de pessoas se mata todos os anos – em um universo até 20 vezes superior de tentativas.

Na maioria dos países desenvolvidos, a violência autoinfligida é a primeira causa de morte não natural. No Brasil, ela ocupa a terceira posição – aqui as taxas de mortalidade por acidentes de trânsito e homicídios estão entre as maiores do mundo.

Outra mudança que vem sendo observada é a faixa etária de quem comete suicídio. Historicamente mais comum entre os idosos, o ato vem crescendo entre pessoas de 15 a 44 anos. Um estudo de Bertolote e colaboradores, publicado em 2005 na Revista Brasileira de Psiquiatria, confirma essa tendência no Brasil. E traz um dado surpreendente: um aumento de dez vezes na mortalidade por suicídio em jovens de 15 a 24 anos entre 1980 e 2000. Considerando apenas os homens da mesma faixa etária, esse índice aumentou 20 vezes.

Relacionamentos ou lares desfeitos, aumento do uso de drogas e dificuldades financeiras são alguns dos problemas que levam pessoas ao suicídio. No Brasil, essa é a terceira causa de morte entre jovens (atrás apenas de acidentes e violência), segundo a psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

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