Exposição do grafite brasileiro em Berlim


Grafite

O excepcional artista brasileiro e alemão Leonhard Frank Duch informa que Berlim realiza, no próximo dia 30, a Exposição Retratos do Brasil 1869/2013, com uma importante exibição da arte do grafite no Brasil.

A apresentação do grafite brasileiro representou um escândalo em 2012, no Berlin Biennale, mas foi homenageado, no verão de 2013, em Frankfurt am Main, como uma forma inovadora e óbvia de manifestação artística em espaços públicos.

Um mudança que dividiu os artistas: os pixadores ilegais e radicais, que atuam principalmente com os personagens (PixOs) na cidade, e os grafiteiros agora reconhecidos, que transmitem principalmente suas mensagens com pinturas murais.

Grafite desenvolvido nas principais cidades do Brasil, especialmente a partir de meados da década de 1980 após o fim da ditadura militar, informa o noticiário oficial da exposição. Não é verdade. Gustavo Krause, prefeito do Recife, fez uma exposição de rua em outdoors, aberta e livre, inclusive espaços em branco para qualquer artista anônimo apresentar sua arte, livre de qualquer tipo de censura, notadamente política.

Krause nunca foi um intelectual enclausurado em uma torre de marfim. Gosta do cheiro do povo e sempre defendeu as artes, notadamente os artistas populares, a maioria seus amigos. Uma defesa e patrocínio que se estendiam pela valorização dos costumes do povo. Desde os campos de pelada à valorização de clubes e troças, e foi assim que cresceu o Galo da Madrugada, hoje internacionalmente conhecido.

Diz o noticiário da Exposição alemã: Personagens de casas e muros, como liberdade de expressão e de protesto foram o início. Enquanto isso, a cena do grafite brasileiro é particularmente diversa, vital e particular, de exclusiva qualidade artística.

“Pioneira do crescente reconhecimento mundial, a linguagem visual excepcional do grafite que, normalmente, opera aqui em arte de rua. Em contraste com os pixadores, os grafiteiros trabalham hoje em sua maioria de forma legal, e agem como intermediários sociais, tais Stadtverschönerer no país”.

Constanze Musterer apresenta a história do grafite brasileiro e vários Graffiti-Künstler/-innen com foco na região Nordeste do Brasil em sua apresentação. Examina a mudança do papel das Graffiti-Künstler/-innen.

Constanze Musterer estudou história da arte, religião e psicologia na Universidade Livre de Berlim. Historiadora da arte contemporânea, ela está particularmente interessada nos movimentos de países não europeus, especialmente na América Latina e na África, principalmente, a arte pública e a arte política. De 2010 a 2012 viveu em Recife, onde trabalhou no Museu Murillo La Greca como curadora e pesquisadora da arte contemporânea e da cultura tradicional no nordeste do Brasil.

Mais informações: www.diskurskunst-berlin.de

“Kulturtransfers #6 – Afro-Brasil – Porträtfotografie in Brasilien 1869/2013“

bis 30. März 2014

Di – So 14 – 18 Uhr

ifa-Galerie Berlin, Linienstraße 139/140, 10115 Berlin

www.ifa.de

Weitere Informationen:

Dr. Barbara Barsch, Tel. 030.284491.10, Fax 030.284491.30, barsch@ifa.de

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