Sem livros não acontece nada


O Brasil tem mais editoras do que leitores. Como explicar este fenômeno só investigando os negócios das secretarias estaduais e municipais e dos ministérios da Cultura e da Educação.

Publica “livros à mão cheia”, mas o país não possui bibliotecas públicas. As que existem não contam com verbas de manutenção. Existem universidades privadas sem bibliotecas.

As livrarias estão hoje localizadas nos shoppings, e tirando o lixo dos  best sellers, são redes nacionais de papelaria, pontos de venda de CDS, DVDS, Blu-rays, games, brinquedos, aparelhos eletrônicos. Idem telefonia, produtos de beleza e saúde e brinquedos. A Saraiva é isso.

Quem não compra livros

Metade da população tem um rendimento de 375 reais. A maioria dos trabalhadores recebe o salário mínimo do mínimo de 545 reais. A classe média com diploma universitário, que ganha o pisoteado piso, está pendurada no cartão de crédito. Compra fiado alimentos, vestimenta e remédios . É antes de tudo um prestamista no país da agiotagem bancária e dos juros mais altos do mundo.

Raras as casas de professores e de jornalistas com bibliotecas.

 

Sem livros não existe revolução

Fica explicada a apatia do brasileiro.

Em um país de analfabetos de pai e mãe não acontece nada.

Veja os exemplos:

As paradas gays são carnavais fora de época. As procissões dos padres e pastores eletrônicos são explorações da fé do povo. Puro exibicionismo. O povo apenas canta e reza. Faz o mesmo nos shows superfaturados dos prefeitos nos finais de semana. É o circo sem pão dos festivais dos governadores.

É o Brasil do analfabeto político.

Sem marcha dos indignados. Sem protestos estudantis. Sem greves.

 

País das chacinas 

O povo só vai pra rua rezar e cantar e dançar. Podia ser sinal de paz.  Mas a realidade é cruel:

No Brasil, nos últimos 30 anos, 1.091.125 pessoas foram vítimas de homicídio, numa média de 4 brasileiros assassinados por hora, sem contar os milhares de desaparecidos sem que se saiba, referentemente aos que morreram, qual a causa-mortis. Leia

O mito do Brasil cordial sempre foi uma farsa. O “pega, mata e come” é constante. O carcará brasileiro supera o da Colômbia, o do México, com suas guerrilhas,  chacinas promovidas pelos paramilitares e pelas forças armadas do governo.

 

 

 

En plena crisis de lo público, quizá ha llegado el momento de pensar en lo común. A raíz de la revolución #15M han surgido proyectos diversos con distintos objetivos: Bookcamping es uno de ellos, y sobre éste versa esta conversación radiofónica [1].

Al albur de una pregunta en twitter (“¿qué libro te llevarías a tu plaza/acampada/bookcamping?”), un buen número de personas se animó a listar los libros que nos han ayudado a pensar, cuestionar y comprender las realidades turbias de este neocapitalismo feroz, así como las razones de los movimientos contestarios que están intentando echar un pulso -igual de feroz- al poder. Más tarde, pasaron más cosas.

El poder, en estos días, es otro de los conceptos en proceso de redefinición. Desde nuestros portátiles y desde nuestras asambleas estamos experimentando otra forma de poder, uno inclusivo, con vocación horizontal. En relación a los libros, las gestoras de Bookcamping están haciéndose preguntas en torno a la labor editorial, la verticalidad de los procesos industriales del libro, la necesidad de licenciar con permisos de copia, descarga, redifusión y remezcla…

Tal como la realidad de nuestro entorno está mutando cada mañana, así muta la biblioteca que ideó Silvia Nanclares (apenas una lista de libros en sus inicios, hoy un repositorio que busca tener en sus estanterías sólo documentos libres de derechos). El nuevo Bookcamping, en proceso de financiación (por medio de la herramienta de micromecenazgo o crowdfunding Goteo.org), quiere ser además un entorno social en el que discutir y pensar en voz alta las lecturas, la creación, la distribución y la edición libresca. Si te gusta el proyecto, puedes colaborar con dinero y con tareas en este enlace.

Durante el programa, con las voces de nuestras invitadas, conocemos un poco mejor los planes de futuro de esta herramienta que nace con vocación común, libre y distribuida: que será más y mejor cuantas más personas se inmiscuyan en su realización y más usuarias se animen a leer y compartir con los demás.

Nota:

[1] Podcast: Bookcamping: de la nube a la plaza. Descarga este podcast, escúchalo en ivoox, o suscríbete al RSS [Ivoox | RSS | iTunes]

Fuente: http://periodismohumano.com/culturas/sin-libros-no-hay-revolucion.html

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