De Mariana Valle


Às vezes, é preciso esvaziar espaços,
pra ocupar com outros braços
os abraços que queremos dar.

Noutras vezes, só nos falta ar
pra respirar com calma,
pra limpar a alma de mágoas,
se desafogar das turbulentas águas
e suas ondas de lamentos.

O vento não leva embora nada.
O tempo não é remédio.
Que tédio esse clichê!
É você que tem que fazer.

É sua mente quem procura
a cura pro coração.
É a cor da ação, o tom,
o “não” e o “sim”
que você começa a pronunciar
em nome do fim,
do que se deve mudar.

Às vezes, é só deixar pra lá.
E noutras, trazer pra cá,
pra dentro.

Às vezes as vozes não mentem,
mas é só sua voz que importa.
É preciso trancar a porta
e as janelas
e ficar em silêncio,
pra se escutar.


Com este poema Mariana Valle se fez poeta. Encontrou seu estilo. Único. Exclusivo.

Este poema é completo.
Pode ser piegas. De amor-desamor. Leia de novo.

Um poema de auto-ajuda. Com suas lições de como escapar dos perigos do ramerrão. Das ciladas do inimigo. Que é você.

Este mundo cheio de livros religiosos, e de psicologia, ensinando como se deve viver, e ninguém aprende. Leia de novo.

Um poema que vai além do corpo. Da alma. Um poema filosófico. Leia de novo.

A poesia é tudo. Que os poetas sabem a linguagem dos anjos. Um poema é belo quando espelha a alma de quem ler. Quando o leitor sente o êxtase da possessão. Acordados todos os sentidos.

Sinta a incorporação. Neste mundo de zumbis, de fantoches, de marionetes, de teleguiados, de controle remoto, sinta o próprio corpo. Descobre tua alma. Valle! se você avista no espelho o semblante de Mariana.

 

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