BANDEIRA POETA ARMORIAL


por Ariano Suassua

Francisco Bandeira de Mello

Bandeira, poeta cortesão,
Bandeira, poeta armorial,
ó claro bardo provençal,
de galo, peixe e hierofonte,
de fauno bêbado e bacante,
do sal, do sol, do mar, do mal.

Bandeira canta como moço
e à morte fala como velho
– mago Bandeira, águr do só!
Do espinho, sol quase vermelho,
do condenado ao pé do espelho,
do solo amargo, do negro pó.

Bandeira fiel a sua amada,
Bandeira fiel ao seu amigo.
Cantar de amor, cantar de amigo
e a morte sempre desejada,
chama amarela do perigo.

Estás e estamos todos na ponte
do velho diabo, nosso inimigo.
Já chega a barca de Caronte:
Bandeira – arqueiro, poeta, fonte,
quero salvar-me mas não consigo!

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